Tentando
Harry havia ficado muito pensativo sobre tudo que Gina e Mione lhe disseram. Estava até um pouco mais calmo. Talvez estivesse exagerado um pouco com a sua irmã. Mas, ele não suportava o Malfoy que foi sempre tão arrogante e estúpido com os outros. Se decidiu, falaria com Hanna e tentaria, por mais que achasse que não conseguiria, entender alguma coisa daquela história.
Segunda-feira ela acordou se sentindo exausta. Não tinha ânimo pra nada. Passara dois dias sem trocar uma palavra sequer com Harry. Aquilo era torturante. Já que não estava se sentindo muito bem, resolveu passar o dia no dormitório deitada. Nem Mione a conseguiu tirar de lá, dessa vez.
Durante a aula de poções Draco travava uma batalha interna consigo mesmo. Sabia que sua namorada estava arrasada, porque o estúpido, santo Potter tinha descoberto o namoro dos dois e estava agindo como uma criança mimada. Depois diziam que o mimado era ele! Mas por fim, se resolveu. Tentaria falar com o cicatriz. Ele amava aquela garota demais para a ver sofrendo daquela maneira.
O loiro estava com sorte. No fim da aula, Mione saiu correndo para pegar um livro na biblioteca e arrastou Rony junto, deixando Harry sozinho na sala. Quando todos já haviam saído e os dois estavam sozinhos o Sonserino falou:
-Potter eu quero falar com você!
-O que é que você quer, Malfoy?
Draco pareceu um pouco irritado, mas se aproximou de Harry dizendo:
-Quero falar sobre a Hanna.
-Então, diga o que você quer falar sobre a minha, ouviu bem, minha irmã, Malfoy! – Não estava gostando de ter aquela conversa com o loiro aguado, mas tinha prometido a si mesmo que daria uma chance a ela.
-Bem... – Começou – Eu gosto muito dela. – Falou encarando os próprios pés.
-Gostar dela não é o suficiente Malfoy, eu também gosto muito da Mione, mas ela é minha melhor amiga. Como você sabe que só não sente um carinho especial pela Hanna, pois ela foi a única louca que te ofereceu amizade? – Falou com um olhar de triunfo, sabia que ele nunca iria abrir seu coração e dizer que amava a sua irmã
-Tudo bem Potter! – Falou com um ódio sagaz no olhar. – Eu amo ela, ouviu bem, eu a amo! – Continuava a olhar fixamente nos olhos de Harry, que pareciam que iam fugir da face pelo susto que levara ao ouvir aquelas palavras. – É claro que quando a conheci sentia por ela a mesma raiva que sinto por você. Mas eu fui conhecendo ela melhor e ela foi me conhecendo. Aliás, ela me conhece melhor do que eu. Mas em fim, quando percebi haviam sentimentos dentro de mim. Sentimentos que eu nunca pensei que poderiam existir. Quando dei por mim, eu já estava dominado por eles e eu acabei mudando. Mudei pelo amor que eu sinto por ela, e ela me corresponde.
Harry refletiu por alguns instantes. Nunca havia visto nenhum sentimento nos olhos do Sonserino, e agora, ele conseguia enxergar sinceridade naqueles olhos que foram sempre tão frios.
-Potter, não estou pedindo que você seja meu amiguinho, mas por favor, se resolva com ela. Não agüento a ver ficar triste e chorando por sua causa. Ela mal se alimentou no final de semana. Infelizmente, ela é sua irmã e gosta de você. Está sofrendo porque você está sendo infantil. Como eu já te disse, a escolha de quem namorar, cabe somente a ela.
-Entendo. – Foi à vez de Harry retribuir o olhar fixo para o loiro. – Olha Malfoy, eu não gosto de você e não sei se um dia eu vou conseguir gostar, mas se você a ama, realmente, como você me falou, e, ao meu entender, acho que foi sincero, principalmente por ter me dito tudo isso. Bem, eu não vou interferir. Como você mesmo disse, a péssima escolha é dela, e no fim das contas, ela é a minha irmã e a única família que eu tenho.
-Ok, obrigado eu acho. – Draco falou sem jeito a Harry que estava pasmo, achou que não podia estar escutando direito, ele tinha agradecido? – Estou agradecido - É ele falou obrigado mesmo! (pensou) – Porque sei que você é muito importante na vida dela.
-Só um último aviso. Não a deixe triste e magoada, senão...
-Não precisa se preocupar, isso não vai acontecer – Interrompeu o loiro.
-Então, tudo bem. – Harry virou as costas e saiu.
Draco estava constrangido por ter dito tudo aquilo ao famoso menino que sobreviveu. Se alguém, algum dia tivesse dito que ele, um Malfoy, estaria abrindo seu coração para Harry Potter, teria sido mandado para a enfermaria na mesma hora por tamanha infame. É, realmente, Hanna fez progressos com ele.
Harry parecia que tinha tirado um peso das costas. Não estava mais suportando ignorar Hanna. Depois das aulas, pediu que Gina desse um jeito dela descer até os jardins para se encontrar com ele. Quando ela estava se aproximando, não se agüentou, foi correndo até ele o abraçou e disse:
-Me desculpe! Eu não queria magoar você, muito menos trair a sua confiança. – Já estava com lágrimas nos olhos e quando ele retribuiu o abraço começou a soluçar
-Bem, o Malfoy me procurou e tivemos uma conversa hoje. Por incrível que pareça, ele me pareceu sincero. Então, não sou eu que vou me meter entre os dois.
-Obrigada! – Apertou mais ainda o abraço.
-Me desculpe, por ter te magoado Hanna. Eu estava de cabeça quente.
-Tudo bem. Até acho que se fosse comigo eu teria agido da mesma forma.
-E com toda a razão. Você pode me matar se eu me apaixonar pelo Malfoy. – Disse muito sério, e os dois caíram na gargalhada.
Ao ver essa cena, Mione, Rony e Gina se aproximaram dos dois, com grandes sorrisos. Os cinco foram se sentar embaixo da árvore que ficava à beira do Lago Negro para conversarem. Hanna havia se grudado no braço de Harry e não soltou mais.
-O que quer aqui Malfoy? – Perguntou Rony ao ver o Sonserino se aproximando (algumas coisas nunca mudam).
-Quero falar com a minha namorada Weasley. – Respondeu desdenhosamente.
Ela olhou para Harry que acenou com a cabeça confirmando que devia ir. Quando ela se aproximou de Draco, ele pegou em sua mão e a afastou um pouco dos garotos.
-Você está maluco? Está todo mundo olhando! – Pediu um pouco corada.
-Você sabe que fico assim quando estou com você! Eu já te disse isso. Hanna, nós estávamos nos escondendo por dois motivos, seu irmão e meu pai. Seu irmão já sabe e quero que meu pai se exploda. E não dou a mínima se os outros estão olhando. Vamos assumir isso de uma vez. Vem, já está quase na hora da janta. – Começou a caminhar de mãos dadas com ela, indo em direção ao castelo. Mas, de repente, ela parou.
-O que foi?
-Eu, hum..., estou com medo Draco!
Os quatro amigos não puderam deixar de ouvir a conversa. Eles se aproximaram dos namorados e Harry falou:
-Anda, nós vamos junto com vocês.
O Sonserino não gostou muito da idéia, de entrar no salão principal com a trupe de amiguinhos do Potter, mas Hanna agora, havia apertado a sua mão muito confiante.
Foram até a entrada do salão principal, quando iam entrar ela falou:
-Draco você tem certeza disso?
-Hanna, eu vou entrar com você e todos vão saber, de agora em diante, que você é minha namorada.
Quando os seis entraram pelas portas do salão, houve um burburinho geral e todos os olhares se voltaram para eles. Era a cena mais estranha que se poderia ver em Hogwarts durante um jantar. Draco Malfoy adentrando o salão, de mãos dadas com Hanna Potter, e ainda por cima, os dois estavam acompanhados pelos amigos e o irmão dela. Todos ali presentes, inclusive alguns professores, observavam a cena pasmos. Ele pode sentir que a mão dela suava frio e tremia. Segurou mais forte. Ao olhar para a mesa da Sonserina, pôde perceber que seus colegas pareciam não estar acreditando no que seus olhos mostravam. Hanna pôde perceber algumas meninas a fuzilarem com o olhar. Os dois foram até o centro do salão, onde se iniciavam as mesas, deram um selinho rápido e foram se sentar junto aos seus colegas de casas. Ele foi sozinho, enquanto ela tinha a companhia dos amigos.
Quando sentaram à mesa, todos olhavam abismados para Hanna.
-Vocês não tem nada melhor para fazer, além de ficarem nos olhando abobados desse jeito, não? – Perguntou Rony, um tanto irritado.
Hanna deu uma olhada para a mesa da Sonserina e viu que o namorado estava cercado por olhares abobalhados e pasmos. Ele parecia indiferente aos olhares, mas estava começando a se irritar.
- -O que é? – Perguntou desdenhosamente e com um olhar frio, muito típico dele – É o que vocês estão pensando sim. Estou namorando com ela. Se alguém tem alguma coisa contra podemos resolver depois do jantar. – Estreitou os olhos e encarou os colegas, que imediatamente desviaram o olhar. Ele gostou de saber que ainda tinha o respeito de todos, mesmo que fosse porque eles tinham medo dele. Apesar de tudo, ele ainda era Draco Malfoy e certas coisas não mudam.
N/A: Hei, gente eu to viva e naum morri naum! =]
Desculpe pelo atraso, mas a minha vida está um verdadeiro caos....
Gostaria de deixar um super beijo no coração pra quem leu e comentou a fic até aqui, e meu muito obrigada para quem continuar lendo e comentando, ficarei muito feliz se alguém ainda se lembrar dessa fic e continuar acompanhando!!! =]
Um super hiper mega beijo para a minha beta que deixa essa história sem erros para que vcs possam fazer uma boa leitura, beijão para SaintNis antiga NexPotter obrigada pela força e preocupação!!! =]
Bjokas e mais bjokas a todos
Cuca Malfoy
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