Luta e Amor
Os dias foram se passando. Quando perceberam estavam na última semana de aulas.
Draco tentava tornar a convivência com os amigos de Hanna pacífica, mas volta e meia eles se alfinetavam. Ora era implicância dele, ora era dos outros. Ela sabia que certas coisas nunca mudariam, principalmente a língua afiada de seu namorado. O comportamento dele perante os outros alunos e professores permanecia igual, imponente, frio e algumas vezes (na maioria delas) arrogante, bem ao estilo Malfoy. Mas, ela o amava, e ele era assim. Ela já tinha aprendido a conviver com aquele jeito dele. "Aceito ele assim, do jeito que é". Ela pensava. Afinal, se apaixonou por ele, porque ele era, exatamente, assim.
-Draco, você tem certeza que vai voltar para a sua casa amanhã à noite? – perguntou preocupada pela milésima vez naquele dia
-Pra onde mais eu iria? Aqui na escola é que eu não posso ficar.
-Mas, você poderia vir pra minha casa, a casa que Sirius construiu pra morar comigo e com Harry.
-Morar com o cachorrão e o santo Potter. Nem pensar. E se eu fizesse isso estaria colocando vocês em risco. Meu pai não vai descansar enquanto eu não cumprir o meu destino, lembra?
-Mas, eu estou com medo. E se ele te fizer algum mal? Sabe, e os castigos que ele te prometeu?
-Não precisa, ele quer que eu me torne um comensal, e eu não posso fazer isso morto. Então, por enquanto, me matar ele não vai.
-Por enquanto?
-Sim, pois quando ele perceber que não vou fazer isso, ai sim ele me mata.
Ela o abraçou fortemente. Sabia que isso iria acontecer desde que se envolveu nessa relação. Mas não queria perdê-lo. Ele não poderia deixá-la.
Passaram o dia inteiro juntos. Não desgrudou um minuto dele, alegando que iria morrer de saudades nas férias.
À noite, quando todos estavam no salão principal jantando começou um barulho intenso fora do castelo. Filch entrou correndo gritando:
-Comensais eles entraram!
Foi uma correria geral, até que Dumbledore falou:
-CHEGA! –todos que estavam correndo pararam de imediato para ouvirem as instruções do professor – Quero que todos vão para as estufas pela saída lateral do castelo, fiquem juntos e não saiam de lá. Alguns professores vão acompanhar vocês.
Draco, ao ouvir as palavras do zelador, teve certeza. Eles estavam ali, e isso era por causa dele. Eles tinham vindo buscá-lo. Com certeza, seu pai achou que ele não voltaria para casa. Localizou Hanna rapidamente no meio da multidão, que estava na companhia dos seus amigos.
-Hanna, haja o que houver não vá lá pra fora! –disse num tom preocupado
-Mas o professor Dumbledore pediu que fôssemos para as estufas. –retrucou Mione
-Como queiram. –disse um pouco impaciente –Mas a Hanna não vai. Vai pra nossa sala e fique por lá.
-Hei Malfoy... –ia começar Harry, quando foi interrompido pelo diretor:
-Acho que o senhor Malfoy tem razão, Harry. Nas atuais circunstâncias desse namoro acho melhor a Hanna não se aproximar de nenhum comensal. –ao ver o olhar incrédulo de Draco o professor completou – Sim senhor Malfoy, eu sei do namoro de vocês e a causa deles estarem aqui. Acredito que eles vieram buscar o senhor, não é mesmo?
Draco apenas movimentou a cabeça em sinal afirmativo.
-E creio também, que o senhor está disposto a ir lá fora falar com o seu pai, e lhe falar que não irá se reunir a eles esta noite? –os olhos azuis do professor passavam carinho e compreensão, o que deixava Draco irritado.
-Nem essa noite e nem em nenhuma outra! –disse firmemente
-Draco!-falou Hanna com lágrimas nos olhos
-Fique aqui dentro! Não vá lá fora por motivo algum. –deu um rápido beijo na bochecha da garota e saiu correndo rumo aos jardins.
-Professor! –gritou Hanna desesperada –Não podemos deixá-lo ir sozinho!
-É claro que não senhorita. Vamos, mas não deixem que eles a vejam. Você se encarrega disso Harry.
Harry fez um sinal afirmativo com a cabeça e cobriu a irmã com a capa de invisibilidade.
Quando chegaram lá fora puderam ver o Sonserino no meio de um círculo de comensais. Ele mantinha seu habitual comportamento frio.
-Então Draco, pronto para ir pra casa e cumprir seu destino? –perguntou Lúcio Malfoy, que estava bem a sua frente
-E se eu disser que eu não vou cumprir porcaria nenhuma de destino? –retrucou com o mesmo tom frio de voz do pai
-Eu responderia então, que não tenho mais filho!
-Se assim você deseja, eu não sou mais seu filho.
-Veremos por quanto tempo você mantém essa decisão, CRUCIO!
Ele sentiu como se estivessem entrando alfinetes por todas as partes do seu corpo. Seus ossos pareciam estar sendo esmagados. A dor era tanta, era insuportável, que ele nem mesmo percebeu o quanto estava gritando.
Hanna ao ver aquilo se desesperou e foi correndo ao encontro do namorado seguida por Harry e seus amigos.
Lúcio parou com o feitiço.
-Então, ainda deseja se tornar um traidor?
O loiro que estava caído de joelhos, olhou firmemente nos olhos do pai e respondeu:
-Nunca vou me unir aquele lunático, a vida é minha e pertence a mim!
-Aí é que você se engana, a sua vida pertence a mim e como você quer desperdiçá-la, vou te poupar o trabalho! CRUCIO!
Novamente ele sentia as dores, mas agora estava atirado ao chão se contorcendo.
Hanna não viu em que hora deixou a capa cair, estava desesperada, corria o máximo que podia para alcançar o Sonserino que morava em seu coração.
- EXPELIARMUS –gritou em direção ao sogro, que ficou desarmado por um momento.
O feitiço que estava sendo lançado no garoto cessou. Hanna foi até o encontro dele e se ajoelhou.
-Ora, ora, ora! Se não é a causadora de todos os problemas. Meu mestre ficaria muito satisfeito se eu levasse sua cabeça senhorita Potter.
-Você não vai tocar num fio de cabelo dela. –falou Draco se apoiando na namorada e se colocando em pé novamente
-Mas, com certeza, não é você quem vai me impedir, CRUCIO!
E lá estava ele, novamente, se contorcendo de dor, aos pés de Hanna. A partir daí tudo aconteceu muito rápido. Draco desmaiou, não é todo mundo que toma três crucios e sobrevive. Mas conseguiu ouvir um peguem-na ordenado aos demais comensais pelo seu pai. Mas nesse momento, surgiam aurores de todos os lados de Hogwarts. Os comensais acharam prudente fugir dali o mais rápido possível, deixando todos para trás.
-Revigore –Dumbledore murmurou apontando a varinha para o Sonserino, que estava deitado em uma poltrona de sua sala.
Ele acordou um pouco atordoado, mas a primeira palavra que disse foi:
-Hanna! Cadê ela? –pediu desesperado para o diretor, que pela primeira vez viu medo nos olhos daquele aluno.
-Está lá fora aguardando para entrar.
-Então ela está bem?
-Sim, mas está muito preocupada com o senhor.
Agora Draco podia sentir as dores, seus ossos pareciam estar todos quebrados e os músculos enrijecidos.
- Mas antes de chamá-la, gostaria de falar com você senhor Malfoy. –não havendo objeção por parte do loiro o diretor continuou:
-Gostei muito da decisão que o senhor tomou. E a Ordem irá protegê-lo. Até que tudo se resolva.
-Eu não preciso de proteção, vocês devem cuidar da Hanna. Meu pai vai vir atrás de mim novamente. Ele não vai descansar enquanto não concluir o que começou hoje lá fora.
Dumbledore iria responder, mas na porta do seu escritório começou a ouvir-se gritos.
-Me larga Harry eu vou entrar! –dizia Hanna com a voz firme
-Mas Hanna...-começou Gina
-Não, eu vou entrar nem que eu tenha que por essa porta abaixo!
Nisso a porta se abriu, Hanna ao ver Draco acordado lá dentro adentrou a sala correndo e se atirou no pescoço do namorado o abraçando fortemente. Ao ver que ele se contorceu de dor ficou sem jeito , e pediu desculpas.
-Desculpe professor –começou Mione –Mas, não estávamos mais conseguindo segurá-la a não ser que a estuporássemos.
-Tudo bem senhorita Granger. Mas agora, devemos todos ir descansar. Creio que o senhor Malfoy deve ter um pouco da poção revigorante que preparou para as aulas do professor Snape.
-Sim tenho.
-Bem, aconselho que a tome, pois vai se sentir melhor. As dores logo passarão, aproveite para descansar. Amanhã continuaremos nossa conversa.
Quando todos saíram da sala do diretor e se dirigiam para suas casa comunais, Hanna disse:
-Eu vou acompanhar Draco até a sala que está a poção e volto depois.
Harry assentiu com a cabeça, pois Malfoy no estado que se encontrava não conseguiria dar dois passos sozinhos.
Os dois seguiram até a sala onde se encontravam. Não houve conversas, Draco estava apoiado em Hanna não conseguiria andar sozinho, estava respirando com certa dificuldade e todo dolorido. Ao entrarem na sala se atirou na cama com os olhos fechados, tentando acalmar a respiração. Pode perceber que a namorada o observava e estava chorando.
-Por que isso Hanna? –perguntou com certa dificuldade
-Achei que eu fosse te perder hoje. –revelou não mais escondendo as lágrimas que caiam sobre o seu rosto.
Conjurou um copo para despejar a poção revigorante para dar a ele. Ao ver a cara de desagrado do loiro indagou:
-Que foi? É tão ruim assim?
-Isso é horrível! Tem gosto de...
Ela não se conteve correu para junto dele e o abraçou.
-Me desculpe. –pediu chorosa
-Pelo quê?
-Por tudo que causei, o desentendimento com o seu pai e tudo o mais...
-Eu já disse não foi culpa sua...
Ficaram abraçados em silêncio por mais algum tempo.
-Você já está melhor?
-Sim, quase não sinto mais dores.
-Então, acho melhor eu ir.
-Não... Fica comigo hoje.
Ela o olhou com uma cara desconfiada, mas ao ver sua face, querendo tanto sua companhia não teve como recusar, ainda mais, por tudo que ele já tinha passado hoje.
-Eu vou tomar um banho.-disse o loiro
-Tudo bem,vou preparar algo pra gente comer.
Não demorou muito Hanna tinha chamado por Dobby o elfo doméstico, que conheceu por causa de Harry, e a mesa da sala já estava repleta de guloseimas.
Ao ver o namorado sair do banheiro vestindo apenas uma calça de pijama, com os cabelos molhados. Não conseguiu disfarçar o olhar, estava enfeitiçada pelo quanto ele era bonito.
-Você está bem melhor, acho que eu vou ir andando então...
-Hanna, eu sei que sou irresistível, mas não vou fazer nada com você... Que você não queira é claro –falou com um sorriso de lado
-Esse é o meu medo.
-Vamos, por favor, fica comigo.
Os dois comeram alguma coisa e foram se deitar. Ela deitou bem afastada de costas para ele, na cama.
-Hei, por que você está tão longe? –pediu com uma voz suave e foi se aproximando dela que se virou para ele.
-Eu realmente achei que eu fosse perder a minha razão de viver hoje Draco. Me promete, que você vai estar sempre do meu lado. Que nada vai te acontecer!
-Eu nunca vou estar longe do seu coração, mesmo que eu esteja em outro lugar, meu coração sempre vai estar com você Hanna!
Ela o beijou, o beijou como se quisesse ter certeza de que ele estava ali e estava bem, estava vivo e ao seu lado. O beijo dele não foi diferente. Queria mostrar para ela, através daquele beijo, que tudo que ele disse era verdade. O beijo foi se intensificando, passou a ser apaixonado e cheio de desejos. As mãos dos dois já passeavam pelos corpos um do outro. Eles tinham a necessidade de sentir um ao outro. O loiro já estava por cima dela, acariciando suas costas. Ela também acariciava o corpo do namorado, que estava sem camisa, suas mãos passeavam pelo seu abdômen definido, enquanto ele dava leves beijos em seu pescoço. O que a estava fazendo perder a cabeça. Ele por um impulso começou a abrir a camisa do uniforme da garota. Ao ver que ela não o impediu parou carinhosamente o beijo. A olhou profundamente em seus olhos e pediu:
-Hanna tem certeza?
Ela o olhou da mesma forma e respondeu:
-Nunca tive tanta certeza em toda a minha vida.
Minutos depois, os dois já estavam sem roupas e os corpos se uniam como se fossem um só. Os dois se renderam, naquela noite, a todo amor que sentiam um pelo outro.
-Eu te amo. –ela pode ouvir ele lhe dizendo quando se entregou totalmente a ele
-Eu também, minha vida.
Depois disso acabaram adormecendo abraçados, juntos um no calor do outro.
N/A: Oiê! gente estou viva viu...
Bom a demora das postagens é por dois motivos:
1º)coisas da vida e blá blá blá...
2º)a minha beta naum deu mais sinal de vida!
Essa fic já esta toda escrita eu só estava repostando! E OMG como esse capítulo é clichê... Mas me deem um desconto ok... Essa foi a primeira fic que escrevi.
Escrevendo uma história de amor foi elaborada no início de 2006. Eu sei que estou repostando e tudo mais, mas não estou aprofundando a história e os personagens apenas corrigindo alguns erros ortográficos...
Tenho boas notícias só tem mais 4 capítulos e conforme os comentários de vcs eles chegaram o quanto antes, se alguém ai ainda estiver acompanhando né... TOMARA QUE SIM =]
Ps: seja solidário e doe um comentário!
Bjokas da Cuca Malfoy
