Capítulo 3: Algumas Conclusões
- Obrigado, madrinha, obrigado! - disse Harry abraçando Mary com força e bastante emocionado.
- Não foi nada, Harry. Eu só queria que você visse o quanto seus pais te amaram. Bom, é melhor a gente entrar. Seu pai, Draco, deve estar delirando com o que eu posso estar fazendo com você.
- Duvido.
Entraram na casa. Encontraram Snape sozinho na sala, lendo o Profeta Diário.
- Até que enfim! Você demorou, Mary. O sr. Malfoy cansou de esperar e foi embora, - Draco fez uma cara de "eu já sabia" - mas deixou o elfo para avisá-lo quando vocês chegassem.
- Caramba, você não quer nem saber aonde nós fomos ou o que nós fizemos, Severo?
- Na verdade, não. - disse Snape completamente irritado. - e você, seu imprestável, vá dizer ao seu senhor que Draco já retornou.
O elfo-doméstico estalou os dedos e desapareceu. Algum tempo depois, a limusine mágica dos Malfoy parava à porta.
- Eu te acompanho, Draco.- disse Mary.
- Tudo bem - respondeu o rapaz balançando os ombros. - Posso perguntar uma coisa, professora? - disse, enquanto se encaminhavam para o carro.
- Claro.
- O meu pai soube que você teve um filho dele? - Mary o olhou; espantada.
- Como você deduziu que o meu filho era do seu pai?
- Bom, você disse que namorava ele, não foi? Ou você namorou mais alguém na mesma época?
- Não, só o seu pai. E ele soube, sim.
- E o que aconteceu?
- Bom, seu pai achou que eu não era digna do sobrenome Malfoy.
- Típico. Então, ele te trocou pela minha mãe?
- Na verdade, ele estava com nós duas, claro que sem a gente saber disso. Pelo menos, eu não sabia. Um dia, lendo o Profeta Diário, vi o anúncio do casamento dele com a sua mãe. E não o procurei, mas aí descobri que estava grávida. Fiquei indecisa, não queria que ele pensasse que engravidei de propósito, sabe, para forçar ele a se casar comigo, ou outra coisa do tipo. E depois, nós não estávamos mais juntos. Mas, Tiago achou que ele gostaria de saber que ia ter um filho. Então, quando ele voltou da lua-de-mel contei a ele.
- E ele?
- Não moveu um músculo. Então, fui embora jurando para mim mesma que nunca mais iria procurá-lo.
- Mas, o seu filho morreu.
- É. Cai numa armadilha. Aqueles eram tempos difíceis, Draco, não se podia confiar em quase ninguém. Um dia, eu tinha ido fazer algumas compras e um grupo de comensais me atacou, consegui me defender, mas com o nervoso, a bolsa acabou se rompendo antes da hora. Fui para um hospital, mas não conseguiram salvar o meu bebê.
- E como meu pai reagiu?
- Ele apareceu no hospital e disse que tinha sido melhor assim. Depois de algum tempo, li no Profeta Diário que você tinha nascido.
- Agora eu entendo porque você não gosta de mim!
- De onde você tirou essa idéia?
Draco olhou para Mary de um modo desafiador.
- Sabe, Draco. No começo era realmente difícil te encarar. Mas, não era por você. Quando eu te via, imaginava como seria meu filho. Se ele seria parecido com você, se vocês seriam amigos ou simplesmente se você suspeitaria que ele era teu irmão. Era difícil lidar com esses sentimentos. Às vezes, ainda me pego pensando nisso. Aí, eu comecei, quer dizer, voltei a me perguntar porque o meu filho tinha que morrer. Esse tipo de coisa, entende?
- Aham.
- Mas, nunca culpei você. Nem poderia, você não tem nada a ver com a decisão de seu pai. Ele não me deixou por sua causa, mas por um preconceito bobo.
- Porque você não é Puro-Sangue.
- É isso aí. Na verdade, nem sei se meu pai ou minha mãe eram bruxos. Eles me abandonaram num orfanato assim que nasci. Só descobri o nosso mundo quando o próprio Dumbledore foi ao orfanato me buscar.
- E a minha mãe?
- Acho que ela nunca suspeitou de nada. Duvido que ele tenha contado a ela. Bom, acho melhor você ir ou daqui a pouco seu pai vai aparatar aqui preocupado com a sua demora.
- Ah, é claro que vai! - ironizou Draco - aposto que ele nem repararia se eu ficasse fora por um ano. Sabe; eu gostaria de ter tido um irmão. Pelo menos não ficaria tão sozinho.
Mary esticou a mão e acariciou o rosto de Draco. O rapaz recuou, não estava acostumado com demonstrações explícitas de carinho
- Te vejo em Hogwarts. - falou Mary
- Até mais.
Draco entrou no carro e ficou pensando no dia que teve, não queria admitir, mas havia gostado, tinha se divertido; mas ficou impressionado com as revelações da professora Mary. Não conseguia imaginar seu pai namorando-a. Eles eram completamente o oposto um do outro. Seu pai sempre com aquela pose. Sempre lhe dizendo para não se misturar com sangues-ruins e ele próprio... Bom, mas ele tinha que concordar, a professora era uma mulher bonita, mesmo sendo uma sangue-ruim e madrinha do Potter. Esse Potter tinha realmente muita sorte. Perdeu os pais, mas não perdeu o carinho. Ela o tratava como uma mãe, quer dizer, como uma mãe deveria ser. Não que ele, Draco Malfoy, soubesse, afinal, sua mãe nunca ligou para ele. E para seu pai, ele era apenas o herdeiro que continuaria o nome da família.
Mary entrou em casa também bastante impressionada. Lembrar-se dessas coisas era como mexer numa ferida ainda não cicatrizada completamente. Mas, também pensava em Draco.
- Você foi levá-lo em casa, Mary? - disse Snape e fazendo Mary voltar ao planeta Terra.
- Hum, o quê?
- Você foi levá-lo em casa, Mary? - perguntou novamente.
- É claro que não! Eu só o acompanhei até o carro. Que idéia; Severo.
- Você demorou muito.
- É que nós ficamos conversando um pouquinho.
- Você e Draco Malfoy?
- É, porque? Ah, deixa eu ver como estão aqueles três
Ao entrar na cozinha se deparou com os três se empanturrando com as guloseimas da Dedosdemel.
- Nossa, vocês ainda conseguem comer?
- Ainda tem muito espaço aqui dentro!! - disse Rony mordendo um sapo de chocolate e já abrindo outra caixa.
- Madrinha, eu estive pensando. Será que você não poderia usar a penseira para provar que o fiel do segredo era o Pedro Pettigrew e não o Sirius?
- Poderia, Harry, se o nosso ministro não fosse o bruxo mais teimoso que eu conheço. Acontece que o Sr. Fudge acha que a minha memória não é totalmente confiável. Para ele, eu sou uma retardada que deveria estar trancafiada no Hospital St. Mungus para Doenças e Acidentes Mágicos. Nem mesmo com o próprio Dumbledore atestando que a minha memória está completamente recuperada e eu sã, ele acredita. Ele chegou a dizer que por ser amiga do acusado eu poderia, hum, querer ajudá-lo e forjar uma lembrança. Como se isso fosse possível!
- Esse Fudge é um $#& - Rony falou uma série de nomes que fez Hermione ficar muito corada e dizer um sonoro "Francamente, Rony".
N/A: Gente, desculpe a demora para postar o capitulo. Foi total falta de tempo, mesmo...
Ah, muito obrigada pelos reviews
