N/A: Depois de décadas voltei a atualizar a fic, desculpem-me mesmo, mas minha briga com o estava homérica... as agora acho que voltamos a nos entender... A fic é antiga, só estou republicando e consertando alguns erros.
Capítulo 9: Samara Longbottom
No dia seguinte, o Profeta Diário deu a seguinte notícia:
Mistério no Hospital
Por Rita Skeeter
Ontem à noite, um fato no mínimo inusitado, ocorreu no Hospital St. Mungus. Samara Longbottom, 40, desapareceu. Uma fonte segura garante ter avistado a Marca Negra no local na hora do ocorrido, mas isso foi desmentido por nosso ministro, Cornélio Fudge. O que, realmente, será que anda ocorrendo com nosso digníssimo Hospital?
Aguardando soluções e explicações dos órgãos (in)competentes, a sociedade bruxa pergunta revoltada: será que não poderemos mais confiar nossos doentes aos seus cuidados?
- Essa Rita Skeeter é mesmo uma cobra, hein? - disse Rony jogando o jornal longe.
- Ela disse que a Marca Negra foi conjurada no local. Será que foram os Comensais que levaram a mãe do Neville? - disse Hermione.
Harry olhou direto para a mesa dos professores, Dumbledore sustentava a mesma aparência de sempre, era simplesmente impossível saber o que estava passando pela cabeça do diretor. Olhou, então, para a madrinha. Mary estava de cabeça baixa e parecia abatida.
- Mas o que eles podem querer com ela? - perguntou-se.
- Vingança! Só pode! - disse Rony. - O pai do Neville foi um dos maiores aurores que existiu, pelo menos é o que meu pai sempre diz.
Dois dias depois, Samara Longbottom foi encontrada por alguns trouxas. Ela estava andando, sem destino, pelas ruas de Londres. Os rapazes chamaram a polícia e a senhora foi levada a um hospital. Logo, depois Arthur Weasley dirigia-se até lá para buscá-la e levá-la para o hospital bruxo, onde receberia os cuidados médicos bruxos necessários. Mandou uma coruja urgente para Dumbledore.
- O que ele pode querer com a Sra.Longbottom, diretor? - perguntou Snape
- Ë exatamente isso que precisamos descobrir? - e virando-se para Mary, perguntou: - você consegue ir até la, Mary?
- Aham. - disse num sussurro, depois que seus olhos encontraram o apoio de Sophia White. - posso, professor.
- Nós estaremos com você, Mary.
- Obrigada.
Dirigiram-se para Hogsmeade e de lá aparataram até o Hospital St. Mungus para Acidentes Mágicos. O hospital ficava afastado da cidade, era uma construção antiga e extremamente mal conservada. Seu aspecto lembrava um castelo de filme de terror. No alto de uma colina, era a única construção por ali. Nem era necessária a proteção Anti-Trouxa, o local era pavoroso e ninguém, bruxo ou trouxa, se aproximava dali por livre e espontânea vontade.
Mas, hoje, quatro bruxos aparatavam ali. Estavam numa missão especial, precisavam descobrir o que acontecera à sra. Longbottom. Na entrada do hospital estava Cornélio Fudge, Ministro da Magia que queria conferir pessoalmente o "interrogatório" que Dumbledore iria fazer em Samara Longbottom. Passaram pelos portões e se aproximaram da entrada, então, Mary estancou. Olhava amedrontada para o local, lembranças fervilhavam em sua mente. Sophia olhou com carinho maternal para Mary e esticando a mão para ela, disse:
- Não tenha medo, Mary. Venha, você consegue.
Mary olhava ao redor, seus olhos claros estavam obscurecidos pelo terror; seu corpo todo tremia e ela chorava. Parecia uma criança assustada. Snape olhava a esposa, sabia que ela havia sofrido muito para recuperar sua memória, mas não imaginava que tinha sido tão duro. Voltou-se para a esposa e disse:
- Vamos embora, Mary.
- Não! - ela disse.
- Severo, nós precisamos saber o... - Dumbledore tentou falar.
- Ela está sofrendo, o senhor não vê? - cortou Snape.
- Severo, tudo bem... - e respirando fundo completou - eu consigo. - dizendo isso deu um passo para dentro do hospital. Seu corpo todo tremia, mas ela continuava andando.
O Sr. Fudge olhava para Mary com desconfiança. O ministro não acreditava na total recuperação da moça e não entendia o que ela estava fazendo ali. Na verdade, ele achava que ela deveria estar ali, sim, mas como paciente.
- Dumbledore, você poderia me dizer o que pretende? - disse indicando Mary com a cabeça.
- Sr. Fudge, acho que o senhor se lembra de Sophia White? - disse apontando para a idosa bruxa ao seu lado.
- É claro que sim!
- Não sei se o senhor sabe, mas os distúrbios psicológicos e os neurológicos são a especialidade de Sophia, ela aprimorou a magia básica deixada por nossos ancestrais e conseguiu resultados magníficos na questão da memória. - Fudge olhou para Mary, em dúvida.- Sophia, atualmente cuida de Gilderoy Lockhart, e já obteve um grande avanço com ele.
- Ela não me parece bem! - disse referindo-se a Mary.
- Ao contrário, Sr. Fudge. - interrompeu Sophia - Mary está se mostrando extremamente corajosa. Ela penou muito em centros de recuperação como este, quando sua memória estava afetada. Ë muito duro para alguém voltar a lugares que trazem péssimas e dolorosas recordações. Mas ela está enfrentando isso muito bem. - e voltando-se para Mary disse: - Venha, Mary. A Sra. Longbottom está no quarto no final deste corredor.
O quarto era simples, com apenas uma cama, um criado mudo e alguns aparelhos médicos. Samara Longbottom estava deitada na cama, dormindo profundamente. Desde que fora encontrada, os médicos acharam melhor mantê-la dopada. Ela apresentara sinais de depressão em alguns momentos e em outros de extrema agitação nervosa, por isso, foi necessário uma dose excessiva de calmantes. Os cinco bruxos entraram no quarto.
- Preparada, Mary?
- Sim.
Mary se aproximou da Sra. Longbottom e colocou uma das mãos sobre a testa dela e a outra sobre a sua própria testa. Logo entrou em transe. Seus olhos se movimentavam com intensa velocidade. O Sr. Fudge olhou tudo sem entender, Dumbledore, então explicou:
- Depois que Mary recuperou a memória, passou anos estudando Telecinese e Telepatia. Ela agora vai usar esses conhecimentos para entrar na mente de Samara e tentar recuperar alguma informação sobre o que aconteceu a ela durante o desaparecimento.
- O que você vê, Mary? - perguntou Sophia.
- Frank, ele está dizendo algo a Samara.
- Frank Longbottom? Parece que ela regressou muito - disse Sophia - Você consegue entender o que ele diz?
- Sim. Ele está aflito, pede para ela ir embora dali, rápido.
- E o que mais?
- Samara está com um bebê no colo, é o filho deles, Neville. Ela pega um pouco de pó de flu, mas... espera... tem mais alguém na casa.
- Voldemort?
- Não! Parece...hum...é o Crouch Junior. Ele está bem atrás dela.
- E o que ela faz?
- Ela jogou o bebê na lareira e o pó de flu, e o bebê some, ele está a salvo, ela pensa. - continua Mary.
- Ela salvou Neville. - disse Sophia, emocionada - Mary, evite o ataque que eles sofreram, tente se concentrar no que aconteceu anteontem?
- Bartô a puxa pelo cabelo. Ele está rindo. E a carrega para fora da casa.
- Mary, você não deve presenciar o ataque. Volte-se para anteontem! - Mas Mary continuava a descrever o ataque sofrido pelos Longbottom anos atrás.
- São vários Comensais, vários. Eles fizeram um círculo e jogaram os dois lá dentro, no meio. Eles estão cercados, sem escapatória.
- Mary, saia daí, agora!! - disse Sophia um tanto nervosa.
- Todos estão apontando a varinha para eles, eles vão lançar uma maldição. - dizia numa voz sem emoção.
- Mary! - Snape sacode a esposa tentando fazê-la sair do transe.
- Todos juntos! Três, dois, u...Nãaaaaaaaaaoooo!! - Mary grita e cai desmaiada ao chão.
Dumbledore chama um dos enfermeiros e este traz um frasco, aproxima-o de Mary que desperta. Ela tenta se sentar, mas está muito tonta.
- Como você está? - perguntou Snape.
- Minha cabeça! Dói muito.
- Tudo bem. Acalme-se! - disse Sophia carinhosamente.
- Você viu alguma coisa? - pergunta Fudge bruscamente.
- Espere um pouco, sr. Fudge, ela precisa se recuperar da emoção pe...
- Ela viu algo ou não? - cortou Fudge.
- Vi! A mente dela está muito confusa! Mas ela está ali, Sophia! - disse Mary emocionada. - Ela está ali.
- O que foi que ela te mostrou, Mary?
- Ela falou para eu avisar o Potter, o Potter...
- O que tem isso? Vocês três trabalhavam juntos, não foi? - perguntou Fudge.
- Ela nunca chamou Tiago de Potter, nós não tínhamos esse formalismo, não sei, mas... hum... eu senti que ela estava se referindo ao Harry. - Fudge fez cara de quem não acreditou na história.
- O que era para avisar a ele?
- Não sei. Ela só repetia "Avise ao Potter!"
- Mais alguma coisa?
- Sim, ela também repetia "proteja a chave".
- Que chave?
- Não sei!
Crente que havia perdido seu precioso tempo, Cornélio aparatou para o Ministério. E os quatro bruxos regressaram à Hogwarts, nada mais tinham a fazer ali, pelo menos por agora. Ao chegarem em Hogwarts, Dumbledore mandou chamar Harry ao escritório dele.
- Para quê, diretor? Não vejo necessidade de relatar o que Mary viu ao Potter
- Mas foi um conselho da própria Samara, Severo. Vamos deixá-lo prevenido.
- Professor, eu tenho que concordar com Severo. Quer dizer, Harry já se acha detetive sem a gente incentivá-lo. Ele pode querer sair por aí, procurando essa tal chave...
- Mary, ele não é mais um garotinho. E nós vamos estar de olho nele!
Ouviram, então, uma batida na porta e logo depois Harry entrou na sala. Estava com uma expressão curiosa no olhar. Dumbledore contou-lhe toda a "entrevista" com a Sra. Longbottom.
- Mas, que chave é essa? E me avisar sobre o quê?
- Nós não sabemos, Harry. - disse Dumbledore. - Você não deve saber, mas seu pai e Mary trabalhavam para Samara Longbottom no ministério. - Harry realmente não sabia disto.
- Bom, depois que fomos escolhidos para sermos os guardiões do Talismã das Sombras, fomos convidados por Samara para trabalhar no ministério. Nós formamos uma equipe de "caça objetos das trevas", sabe existe uma infinidade deles espalhados por aí. Alguns até entre os trouxas, mas a maioria está nas mãos de famílias tradicionais, que os escondem por se tratarem de relíquias. Resumindo, cada Comensal capturado por um auror revelava a existência de um e às vezes vários objetos das trevas, nós os pegávamos, e depois de catalogá-los, eles recebiam um novo destino ou eram escondidos.
- Será que essa chave que ela mencionou não poderia ser algum desses objetos em que vocês trabalharam? - perguntou Snape
- Bom, acho que é isso mesmo. Acontece que existe um zilhão de chaves, como nós vamos adivinhar a qual ela se referia?
- Não existe alguma em especial? - perguntou Harry.
- Nós trabalhamos um tempo com a Chave da Perdição, com ela pode-se abrir uma passagem entre o mundo dos vivos e dos mortos. Imagina só, Voldemort com um exército de zumbis, era tudo o que a gente precisava. Tem também a Chave de Pandora que controla todos os malefícios que a caixa libertou, tem a Chave do Dragão Dourado, a Chave de Seth. Sei lá, qualquer uma poderia interessar Voldemort.
Dumbledore olhou significativamente para Snape.
Harry deixou o escritório de Dumbledore, intrigado. Foi direto para o Salão Principal contar o que havia ouvido para os amigos. Ao terminar, Hermione levantou-se num salto.
- Vamos para a biblioteca.
- Mas hoje é sábado!! - reclamou Rony
- É, eu sei. Mas precisamos descobrir de que tipo de chave a mãe do Neville estava falando.
- Mas a professora não disse que existem milhares delas, como a gente vai descobrir?
- Francamente, Rony. Nós precisamos fazer alguma coisa. Se Você-Sabe-Quem está procurando essa tal de chave deve ser para prejudicar o Harry!
Rony deu de ombros, sabia que a amiga estava certa e, então, sem reclamar mais, seguiu rumo à biblioteca. Não havia quase ninguém lá, a tarde estava quente, para um dia de outono, e todos os alunos pareciam querer aproveitar esse dia da melhor forma possível. Madame Pince, porém, não estranhou em ver Hermione Granger ali. E ainda mais quando a garota pediu para ver o catálogo de objetos das trevas.
- É para um trabalho para o professor Binns. - inventou Hermione.
Mas até mesmo Hermione ficou impressionada com o tamanho do livro. Era imenso, até mesmo para os padrões dela. Rony olhou aflito para o livro.
- Nós vamos passar a vida toda lendo isso aí!!
- Nós não precisamos ler o catálogo inteiro, só a parte relacionada às Chaves. - disse Hermione. Mesmo assim, era uma leitura cansativa de quase 400 páginas.
