Capítulo 22: As Lições do Tempo
"Mantenham as regras do tempo e o Universo será
um lugar propício para se viver..."
- Tem alguma coisa errada! - Mal Snape terminou de falar e todos ouviram um grande estrondo e a porta lateral veio ao chão derrubando o bruxo que a "protegia".
As pessoas olharam assustadas para os dois jovens que ali se encontravam.
- O que está acontecendo aqui? - perguntou o juiz Wahrheit. - Expliquem-se imediatamente.
- É que... hã... - começou Gina sem saber como continuar. Draco olhava insistentemente para Mary.
- Eu posso falar com eles, meritíssimo? - perguntou Dumbledore que olhava atentamente para Gina. A garota sentiu-se, sob esse olhar, reconfortada. Todo o receio da certeza do ataque de Voldemort acabou-se ao vislumbrar os claros olhos do sábio bruxo.
- Sim, claro, Alvo. - respondeu o juiz.
Mas antes que Dumbledore se aproximasse dos dois, Lúcio Malfoy se adiantou. Pegando sua varinha gritou:
- Estupefaça. - estuporando assim Dumbledore.
- O quê...? O que está acontecendo? - perguntou o Wahrheit completamente atônito. - Sr. Malfoy, o que significa isso?
- Não é óbvio? - disse Lúcio abrindo os braços. Draco, aproveitando esse momento de distração, aproximou-se de Mary, mas antes que pudesse falar qualquer coisa ouviu o pai proferir a pior de todas as maldições: - Avada Kedavra.
Uma luz verde saiu da varinha de Lúcio atingindo o juiz Wahrheit que caiu morto no instante em que a luz tocou nele. Todos os presentes gritaram horrorizados e tentaram correr pela porta aberta por Draco e Gina.
- Isso, covardes! Fujam... Tentem poupar suas vidinhas medíocres... - gritava-lhes Lúcio. Sirius puxou Mary e lhe disse:
- Tire Harry daqui! Depressa...
Mary virou-se para os garotos e puxando Harry pela manga da camisa, disse:
- Venham comigo. Agora!
Os garotos a seguiram pelos corredores do ministério, sem nada falar. Tinham que tomar cuidado, porque a cada corredor se deparavam com corpos caídos ao chão. Não seria nada fácil saírem dali. Além das portas estarem trancadas, havia Comensais espalhados pelos corredores torturando e matando aqueles que tentavam fugir. Então, Draco teve uma idéia:
- Nós podemos sair pela janela que eu e a Weasley usamos para entrar. Não tinha nenhum esquema de segurança ali.
- Se não tinha nenhuma segurança, não é bom sinal... Deve ter alguma razão para isso, mas não temos muitas opções. - ponderou Mary. - Leve-nos lá, Draco.
Correndo pelos corredores e se desviando dos feitiços lançados, eles chegaram ao terceiro andar, onde ficava a sala. Quando Draco ia abrir a porta da sala, Mary soltou um grito de alerta:
- Não faça isso, Draco.
Tarde demais. O rapaz estancou. Começou a sentir um frio intenso percorrer sua espinha, várias recordações tristes vieram à sua mente. Draco ouvia Mary falar, mas não conseguia entender o que ela dizia, ela parecia estar longe demais. Sentiu sua mente se esvaziar, só existia tristeza e dor... sabia que estava prestes a perder os sentidos, mas não conseguia se afastar dali. De repente, sentiu um baque. Alguém o havia empurrado e agora ele caía ao chão. Aos poucos, foi voltando ao normal.
- Você está bem? - ouviu Gina perguntar.
- Claro que não! - respondeu grosseiro, mas depois relaxou um pouco - o que foi isso?
- Dementadores! É melhor a gente sair logo daqui ou a coisa vai ficar realmente feia. - disse Hermione.
- Onde está a minha mãe?
- Ela está afastando os dementadores.Vamos! - disse Harry.
- Mas nós não podemos deixá-la sozinha com eles.
- Ela iria ficar mais preocupada conosco por perto. Vamos buscar ajuda. - completou Rony.
Voltaram pelos mesmos corredores que há pouco haviam percorrido. Os gritos de medo e dor ainda ecoavam pelo ministério, mas agora em intervalos cada vez maiores. Harry parou de correr. De repente, começou a entender tudo. Havia chegado a hora, estando ele pronto ou não. Sua cicatriz latejava, mas não era como das outras vezes. Não queimava, apenas incomodava. Rony percebeu que o amigo estava parado no meio do corredor e sem entender perguntou:
- Você está bem, Harry?
- Voldemort está aqui. - Rony fez uma careta ao ouvir Harry pronunciar isso e sem conter o pânico disse:
- Então, vamos, Harry. Vamos!
- Não, Rony. Tem algo diferente, não sei explicar. Acho que é a minha cicatriz, ela não está como das outras vezes em que ele se aproxima...
- Harry, você está me assustando! - diz Hermione.
- Vocês precisam se esconder dos Comen... - Harry começou a dizer.
- O que você vai fazer, Harry? - cortou Rony.
- Não há como sair daqui, Rony. E se eu não enfrentá-lo, todos vocês irão morrer...
- Você não pode se entregar, não pode, Harry! - disse Gina entre lágrimas.
- Nós não iremos deixar você fazer isso, Harry! Você entendeu? - disse Rony.
- O Harry está certo. - disse Hermione. Rony e Gina olham para ela espantados. - Mas acho que devemos procurar Dumbledore. Se você realmente quer enfrentar Você-Sabe-Quem, Harry, vai precisar de toda ajuda possível. E Dumbledore é o único que pode ajudá-lo a enfrentar e vencer Você-Sabe-Quem.
- Nós vamos morrer! Nós vamos morrer, sabiam? - repetia Draco. - Vocês têm noção do que estão planejando fazer? Isso é su-i-cí-dio!!!!
- Pela primeira vez e espero que última, concordo com o Malfoy - disse Rony.
- Ah, sim! Agora estou realmente confortado - ironizou Draco.
- Você-Sabe-Quem quer mais um confronto, não é? Então vamos dar um para ele, só que Harry não vai lutar sozinho, nós vamos estar do seu lado. - disse Hermione. Draco revirava os olhos. - "A união fortalece..." lembram-se?
- Vocês são completamente loucos. - resmungava Draco num canto.
Avistaram Sirius e Lupin derrubando dois Comensais. Eles se aproximaram dos garotos.
- Onde está Mary? Eu falei para ela tirar você daqui!!! - disse Sirius.
- Calma, padrinho. Ela tentou, mas encontramos vários dementadores. Voldemort armou tudo, não tem como sairmos daqui! - falou Harry num fôlego só.
- É, Sirius. O Harry quer enfrentar Você-Sabe-Quem! Será que você consegue tirar isso da cabeça dele? - disse Rony sob olhar "quase assassino" de Harry. Sirius olha assustado para o afilhado.
- Isso é verdade, Harry? - Lupin pergunta. O garoto suspira fundo e apenas confirma com a cabeça - Entendo!
- Entende o quê? - diz Sirius e virando-se para Harry continua. - E você nem se atreva a pensar numa besteira dessas!
Lupin vê Mary se aproximando. Ela vem caminhando lentamente até eles. Seus cabelos estão desgrenhados e seus olhos, vazios, fixos em Harry. Ao chegar bem perto, ergue a varinha.
- O que você está fazendo, Mary? - Sirius pergunta sem entender o que a amiga pretende. Ela se ajoelha ao chão com as mãos na cabeça e grita:
- Sai de perto de mim, Harry! Eu não vou agüentar, ele é muito forte!
- Mary? - Sirius se ajoelha ao lado da amiga. Ela levanta o rosto e o encara. Seus olhos estão vazios novamente. E antes que alguém possa impedir, ela pronuncia:
- Expellimagus - Sirius é lançado do outro lado do corredor, desacordado.
- O que foi isso? - pergunta Rony atônito.
Mary vira-se novamente para Harry. Aponta sua varinha para ele e começa a pronunciar:
- Avada Ke...
- Estupefaça! - grita Draco. O feitiço a atinge em cheio e Mary cai ao chão, também desacordada.
- Porque você fez isso, Malfoy? - perguntou Rony.
- Não é ela. Vocês não perceberam? Não é ela!
- Como assim? Você acha que é alguém usou a Poção Polissuco? - pergunta Hermione abaixando para conferir.
- Não! - disse Lupin - Ela está sob uma Maldição. A Maldição Imperius. Você pensa rápido, Malfoy.
- E agora?
- Snape está no andar de baixo, na sala do Ministro, tentando desativar a segurança. Vão até lá e fiquem perto dele. Eu cuido de Mary e Sirius. Vão logo.
- E Dumbledore? - pergunto Hermione. - Como ele está?
- Ele está bem. Logo depois que você saíram da sala, Lúcio Malfoy nos deu o prazer de sua ausência. Provavelmente foi recepcionar Voldemort. Sirius desestuporou Dumbledore e então ele foi buscar ajuda.
- Buscar ajuda?
- Bem, o que interessa é que ele está bem. Vão procurar Snape logo, ok?
Meio a contragosto, os cinco se viraram e foram em direção a escadaria. Ao passarem pelo saguão principal, uma luz negra chamou-lhes a atenção.
- Parece a luz da Chave de Cronos - falou Rony.
Quando a luz negra desapareceu, eles viram, parado frente à porta principal, quatro figuras que eles logo reconheceram. Um deles era Dumbledore e ele estava acompanhado por Grifinória, Corvinal e Lufa-Lufa.
- O que eles estão fazendo aqui? - perguntou Rony num sussurro.
- Eles devem ser a tal ajuda que Lupin disse que Dumbledore foi buscar. - disse Hermione dando de ombros.
- Eles? E como eles ajudariam? - Rony perguntou novamente
- Lembram quando estávamos no passado, e Lufa-Lufa começou a falar algo sobre o Potter vencendo o descendente de Sonserina? - perguntou Draco. - Ela realmente sabia de algo já que pelo jeito estavam aqui!
- Por Merlin! Então quando fomos lá, eles já sabiam o que ia acontecer agora? Isso é muito esquisito! - disse Rony
- Talvez seja essa a tal maldição que Grifinória se referiu ao falar sobre a Chave de Cronos. - começou Hermione - Vocês não vêem o perigo disso? O futuro e o passado se confundindo com o presente... e se eles se misturarem a tal ponto que não exista mais nada?
- Como assim? - perguntou Gina completamente perdida.
- Sei lá. Se o passado, o presente e o futuro se fundirem num só de uma vez, o que acontece? - Hermione tentava explicar e entender ao mesmo tempo.
- Você poderia acabar em lugar nenhum, quer dizer, em tempo nenhum? - perguntou Draco em dúvida.
- Não sei, nunca li nada sobre isso! - respondeu Hermione francamente. - Mas, pode ser...
A conversa foi interrompida bruscamente quando um feitiço passou a centímetros da orelha esquerda de Rony, despertando-os para o perigo que ainda corriam. Dumbledore os viu ali e imediatamente lançou um contra feitiço no Comensal, estuporando-o. Aproximou-se dos jovens, seu semblante estava carregado. Harry não se lembrava de tê-lo visto tão apreensivo antes, o que o fez perceber o quanto à situação deveria estar complicada.
- Que bom que o encontrei a salvo, Harry! - disse realmente aliviado. - Mas não há tempo para conversas ou explicações, o momento agora é de agir. - completou vendo a fisionomia questionadora dos jovens.
Caminhavam agora pelos corredores, Dumbledore e Grifinória na frente, os jovens no meio e Lufa-Lufa e Corvinal fechavam a "comitiva". Harry não conteve sua curiosidade e aproximou-se de Dumbledore e Grifinória para poder ouvir o que eles falavam:
- Eu afastarei Salazar daqui antes que eles destruam tudo. - dizia Grifinória.
- Como pretende fazer isso, Grifinória? - perguntou Dumbledore. - Com a Chave de Cronos?
- Exatamente! Salazar não pertence a esse tempo, eu me encarregarei de levá-lo de volta.
- O senhor acha que isso enfraquecerá Voldemort? - perguntou Harry sem se conter. O bruxo olhou com atenção, e então, respondeu-lhe:
- Por um breve momento, meu rapaz. Por um breve momento...
- E essa será nossa chance, Harry - conclui Dumbledore dando uma piscadela.
Ao entrarem num dos corredores transversais, ouviram a voz de Snape. O professor de Poções estava lançando um feitiço. "A Comitiva" se dirigiu até a sala de onde tinham ouvido o som. Antes de se aproximarem, porém, viram Pedro Pettigrew ser arremessado porta afora. Assim, que Harry colocou os pés no beiral de porta sentiu uma forte pontada na sua cicatriz. Sua cabeça doía tanto que mal conseguia manter os olhos abertos. Mas ao ouvir a voz sibilante de Voldemort, forçou seus olhos a fixarem seu oponente, tentando esquecer a dor. E o que viu fez seu sangue gelar. Voldemort que estivera torturando Snape agora sorria malignamente de Dumbledore a ele.
Harry observou o local. Era uma sala grande e que antes de Voldemort entrar ali, com certeza, era confortável e elegante. Agora estava destruída. Móveis e armários estavam revirados e havia um ponto perto de uma das janelas laterais que estava em chamas. O belo tapete estava em pedaços e nele Snape estava caído. Por um breve momento seus olhos se fixaram em Harry e o garoto pôde ver neles toda a dor que ele deve ter suportado ao tentar enfrentar Voldemort. Havia ali, ainda, além de Voldemort uma outra pessoa, fora "a comitiva": era um homem grande e forte que se não fosse pela sua expressão carrancuda diria-se até que era bonito. Harry logo o reconheceu como Salazar Sonserina.
- Ora, ora, ora. Mas que honra - disse Voldemort fazendo uma reverência exagerada e irônica para "a comitiva" parada à porta. - Eu estava aguardando por vocês. - e com um movimento de varinha lança Snape para fora da sala.
Enquanto isso, fora da sala...
Mary que estava se aproximando da sala no exato momento, conseguiu evitar que o corpo do marido batesse violentamente contra uma coluna de mármore. Lupin e Sirius estavam logo atrás dela. Como também, os comensais e os dementadores que encurralavam "a comitiva" dentro da sala. Os três tentavam mantê-los longe da sala, mas eram apenas três contra vários e eles estavam cada vez mais próximos da sala.
- Mary, eu jamais achei que um dia fosse pedir uma coisa dessas, será que você não consegue despertar o morcegão? - perguntou Sirius.
- Expecto Patronun! - gritou para um dementador - Sirius, o máximo que consigo é não deixar os dementadores se aproximarem muito e mesmo assim... Expecto Patronun!
Dentro da sala.
Dumbledore ouvindo a luta do lado de fora da sala, foi ajudá-los. Sentia que nesse momento seria mais útil, lá fora.
Fora da sala.
Dumbledore se aproxima dos três.
- E os outros? - perguntou a Lupin.
- Conseguimos tirar vários a salvo, professor, Expellimagus, mas outros vários não tiveram a mesma sorte.
- Entendo... - respondeu Dumbledore pensativo e logo depois como que recuperando o ânimo disse: - Vamos afastá-los daqui. Eles não devem entrar na sala!
No mesmo instante, dentro da sala.
- Salazar, vós sabeis que não deves interferir no futuro... essa é a condição da Chave de Cronos... - começou Grifinória ignorando Voldemort.
- Cale-te, Godric! - cortou Salazar asperamente. - Vós não estais vendo o que ocorre aqui? Olhe a tua volta! Puros-sangues se confraternizando com sangue-ruins... e pior, alguns se confraternizam com trouxas! Logo, nós, bruxos, não seremos mais a raça superior que somos, logo acabaremos nos tornando mestiços e com os anos estaremos "extintos".
- Não fales besteiras, Salazar! O convívio com trouxas não nos tornará menos bruxos...
- Mas nos tornará bruxos menos capacitados!
- Esta discussão já foi levantada várias vezes, pensei que havíamos chegado a um acordo, Salazar.
- Não, Godric! Vós chegastes!
- Mas...
- Eu vos alertei, Godric! Mas, vós não quisestes me escutar! Ensinar magia a sangue-ruins, humph! Olhe a tua volta e confira com vossos olhos. Eles já estão em maior número, se não interferirmos, logo, os puros-sangues, não mais existirão! Mas a Chave de Cronos me possibilitou a chance de consertar o vosso erro!
- Vós não me deixais outra alternativa, Salazar! - disse Grifinória erguendo uma pedra negra. - Revert...
- Mobililapis - gritou Voldemort e a pedra voou da mão de Grifinória indo pousar na sua mão suavemente. Triunfante, Voldemort apontou a Chave de Cronos para os Três Grandes e disse: - Reverti Tempus!
Godric desembainhou sua espada e a empurrou para Harry, antes que a já conhecida luz negra da Chave de Cronos circundasse os três grandes de Hogwarts, inundando-os com sua escuridão e levando-os de volta a seu tempo. Harry ainda conseguiu escutar as seguintes palavras proferidas por Grifinória:
- Lembre-se, aquele que não aprender as lições do tempo estará condenado a repetir o mesmo erro.
Harry apanhou a espada de Grifinória, as palavras do bruxo ainda ressoavam em sua cabeça, mas o garoto não entendia seu significado. Olhou a espada, não era a primeira vez que a via, na verdade já a tivera uma vez nas mãos, no seu segundo ano quando enfrentou Tom Riddle e o terrível basilisco que se escondia na Câmara Secreta. "lições do tempo". Lembrava do medo que sentira naquele dia, simplesmente, porque sentia o mesmo medo agora. "repetir o mesmo erro". Claro que não havia mais um basilisco para se derrotar, havia algo pior... Voldemort e o próprio Sonserina. "O que isso quer dizer?" Juntos.
- Você acha que essa espada será o suficiente para me derrotar, Harry? - ironizou Voldemort.
- Você já foi derrotado por ela uma vez, não se lembra?
Voldemort sibilou algo incompreensível, o que causou um arrepio em Rony. Novamente eles estavam frente a frente com o mais terrível bruxo de todos os tempos e, Harry, com certeza, havia irritado o bruxo. A Chave de Cronos ainda girava vertiginosamente à frente deles, formando um círculo de escuridão.
- Por Merlin! Isso parece o lugar do nada. - disse Gina tremendo.
- Lugar de nada, é? - disse Rony - Você fala isso porque não sabe o q...
- Eu não disse "lugar de nada", eu disse do nada, sem vida, sem nada, vazio.
- Hein?
- Eu acho que entendi! - disse Draco mais para si do que para os outros.
- Então, me explica porque eu "tô boiando" - continuou Rony, mas Draco não estava prestando atenção ao que ele falava. Foi aproximando-se de Harry.
- Potter, eu acho que entendi o que o Grifinória quis dizer - Harry ouvia o que Draco falava, mas não tirava os olhos de Voldemort e Sonserina - você precisa colocá-los dentro do círculo... isso irá romper a linha do tempo, entende, você precisa quebrar o círculo do tempo!
- E como você acha que eu vou conseguir isso?
- Isso é com você! É você que é o grifinório bonzinho e perfeito que salva o mundo todo, não é? - disse ironicamente.
- Pára com isso, Malfoy! E... ei, espera aí! Eu não preciso colocá-los lá dentro, eu só... é isso!
Harry desviou os olhos de Voldemort e passou a olhar a Chave de Cronos atentamente. A pedra ainda girava frente a ele, mas numa velocidade muito menor do que antes, já estava parando. Se Harry quisesse agir, teria que agir logo. Quando a pedra começou a voltar para a mão de Voldemort, Harry percebeu que era a hora. Erguendo a espada de Grifinória, Harry golpeou a Chave de Cronos que se partiu em duas e caiu aos pés de Voldemort e Sonserina.
- Não! - ainda gritou Sonserina, mas era tarde demais.
Das metades da pedra um jato de fogo subiu até quase atingir o alto teto da sala do Ministério. Logo, o jato começou a se expandir e de um formou-se vários jatos de fogo. Harry sem acreditar no que via, reparou que os jatos tomavam a forma de um imenso cavalo de fogo. "o unicórnio negro", pensou. Justamente quando formulou este pensamento, o unicórnio apareceu em sua frente. Sem delongas, o unicórnio avançou pela sala em direção a Sonserina e Voldemort. Mas no instante em que iria atingi-los, transformou-se numa nuvem negra, encobrindo os dois bruxos na escuridão. Rony, Hermione e Gina gritaram assustados e se aproximaram de Harry.
- Lumus! - Hermione disse invadindo a sala com uma fraca luz.
- O que aconteceu? O que você fez, Harry? - perguntava Rony sem dar tempo de Harry responder as perguntas - Porque você destruiu a Chave de Cronos? Onde estão Sonserina e Você-Sabe-Quem?
Todos olhavam agora para o local onde os dois bruxos estavam. Havia apenas uma marca de queimado no tapete como se sobre ele alguém tivesse colocado brasas. Nenhum sinal de Sonserina, nem de Voldemort.
- Harry conseguiu! Harry CONSEGUIU!!! - gritou Hermione.
- Conseguiu o quê?
- Por Merlin, como você é idiota, Weasley?
- Olha aqui, Malfoy...
- Parem, parem já com isso! - falou Gina com as mãos na cintura. - Você realmente destruiu Você-Sabe-Quem, Harry?
- Eu não sei, Gina. Mesmo!
- Alguém pode me explicar o que foi tudo isso? - perguntou Rony. Draco bufou alto no canto onde estava.
Nesse instante, Dumbledore, Mary e Lupin entram na sala.
- Lumus Totalis! - e todas as luzes se acenderam ao comando de Dumbledore. - Vocês estão bem, todos estão bem?
- Sim, professor. - respondeu Harry - Onde está meu padrinho?
- Ele está lá fora junto com Snape, cuidando para que os comensais capturados não fujam. Como foi que...? - Dumbledore começou a falar, mas parou ao ver a Chave de Cronos partida ao meio.
- Professor, o senhor acha que Voldemort voltará? - perguntou Harry aflito.
- O que você sente, Harry?
- Hã?
- O que lhe diz seu coração?
- Que ele se foi.
- Voldemort se foi? - perguntaram Mary e Lupin juntos. Mary olhou para Harry.
- Como? - apenas perguntou
- Eu fiquei pensando no que Grifinória disse quando me deu a espada, ele disse que aquele que não aprendesse as lições do tempo estaria condenado a repetir o mesmo erro. Quando estivemos no passado, Grifinória falou que a Chave de Cronos carregava uma maldição. - Harry começou a explicar.
- Hum, era algo sobre o poder de conhecer o futuro ser tentador demais... Porque poucos suportam a tentação de não interferir. - Hermione falou prontamente.
- Isso! Ai, eu pensei que era sobre isso que ele estava falando, essa era a lição que ele se referia, uma única pessoa não pode ser responsável pelo destino das outras. Sonserina não agüentou e estava brincando de Deus, utilizando o poder do tempo para eliminar o que ele achava incorreto.
- Eliminar os não nascidos bruxos! - disse Gina.
- Exatamente. - concordou Hermione. - E. aqui no presente ele encontrou um grande aliado em Você-Sabe-Quem.
- Mas ainda assim, eu não sabia o que fazer para evitar. Então, o Malfoy falou que eu tinha que quebrar a linha do tempo e eu lembrei do que a Hermione alguma coisa sobre isso mais cedo... hum...
- Eu falei que se o passado, o presente e o futuro se fundissem num só, o tempo deixaria de existir. - todos olharam para Hermione.
- É, aí eu pensei que uma forma de fazer o passado, o presente e o futuro se fundirem era quebrar a Chave de Cronos enquanto ela estivesse ativada.
- Então, destruindo a Chave de Cronos, você quebrou a linha do tempo?
- Acho que sim.
- Mas onde eles foram parar? - perguntou Rony coçando a cabeça.
- Eles estão presos no tempo! - concluiu Dumbledore.
- Presos... no tempo...?
- Repetindo infinitamente seu erro... Isso, na verdade é um feitiço muito antigo, aham, o Feitiço do Tempo! - explicou Dumbledore.
- E ficarão lá... para sempre?
- Até que eles aprendam e façam tudo corretamente, só então, o feitiço termina e eles estarão livres.
- Mas então ainda há uma possibilidade dele voltar? - perguntou Harry.
- Sim, na verdade, há. Mas se isso acontecer, ele terá aprendido as lições do tempo e será outro. - Disse Dumbledore com um brilho no olhar.
N/A: Bom, agora a fic está toda aqui. Desculpem-me mesmo pela demora!! Beijos Suky
