Capítulo 2: A criatura do Bosque Proibido.

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- Você é um exagerado - foi a primeira coisa que Blaise disse ao entrar no quarto que compartilhavam Theodore Nott, Blaise Zabini e o próprio Draco.

- Por que...? - questionou levantando uma sobrancelha.

- Quer dizer que você escapa com sua vassoura de helicópteros pilotados por trouxas? - perguntou irônico.

Draco se ruborizou ligeiramente.

- É verdade... - gaguejou.

- Quero te lembrar que isso aconteceu com a gente só uma vez. Aquela vez em que quisemos ir sozinhos ao Mundo Trouxa. E se seu papi descobrir você está frito.

Desta vez Draco perdeu toda a cor do rosto.

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- Hoje é a maldita aula de vôo - bufou Theodore enquanto entrava no Grande Salão.

- Draco...? - Pansy perguntou ao ver o loiro olhar fixamente algo na mesa da Grifinória.

O loiro se deteve perto de Neville Longbotton e pegou uma esfera de suas mãos. Não foi consciente do que se dizia ao seu redor. Essa esfera lhe chamou muito a atenção. "Será por que se parece com uma lua cheia?"

- Só a estava olhando - respondeu distraidamente aos grifinórios que o fulminavam com o olhar, para depois ir até a sua mesa.

À tarde tiveram a tão esperada aula de vôo com os Grifinórios. Theodore estava que morria de tédio.

- Essa velha idiota... O que ela sabe? - o loiro murmurou mal humorado. A professora de vôo (Hooch) acaba de dizer que ele estava pegando a vassoura de maneira errada. Que tinha feito erradamente toda a sua vida.

- Pra mim ela disse que estava perfeito - Pansy disse orgulhosa - Isso é porque você não prestava atenção às aulas que seu papi dava. E agora por causa da sua arrogância está passando ridículo.

- Cala a boca Pansy - grunhiu. "Fala serio essa menina quer que eu a enfeitice."

Nesse momento Longbotton fez outra das suas e Draco, para descontar em alguém sua frustração, decidiu caçoar dele.

- Vocês viram a cara desse idiota? - Riu.

Seus amigos, claro, o acompanharam. Embora Theo continuasse com a cara fechada. "Deixei de ler pra vir a essa aula e a professora some!".

- Cala a boca Malfoy! - Parvati Patil disse em tom cortante.

- Ah... está apaixonada por Longbotton? -Pansy atacou - Nunca pensei que você gostasse dos gordinhos chorões Parvati - "Eu gosto mais dos homens mais velhos. De preferência os castanhos de olhos dourados"... pensou para si.

- Olhem... - disse Draco emocionado se agachando até o chão - Essa coisa estúpida que a avó do Longbotton lhe mandou.

- Me dê isso aqui Malfoy.

Draco fechou a cara. "Potter, tinha que ser. Esta é minha oportunidade para deixá-lo no ridículo" sorriu malicioso.

- Acho que vou deixar isso em algum para que Longbotton a procure... Que tal no topo de uma arvore?

- Devolve ela!

- Vem cá buscar Potter! - disse já montado na vassoura. "Agora veremos quem é o melhor...".

Segundos mais tarde Draco olhava assombrado o moreno perto dele. "Ele não disse que não sabia voar?"

- Devolve esse lembrol ou te jogo daqui te cima!

- Ah é? - mentiria se falasse que não estava preocupado. Agora se dava conta de que se o encontrassem fazendo isso, poderia chegar aos ouvidos de seu papi e não haveria visita no escritório de seu padrinho nesse fim de semana.

- Aqui não tem Crabbe e Goyle pra te salvar Malfoy!

"Como se atreve? Eu não preciso deles pra me defender. Não por nada que tenho sangue de lobisomem em minhas veias".

- Pegue-a se puder então! - gritou com raiva e jogou a esfera no ar.

Ao chegar a terra Draco deu um pulo ao ver a professora McGonagall chegar junto deles a passos apressados. "Me salvei por pouco..."

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- Você está louco? - Blaise espetou. A voz da consciência de Draco.

- Não - grunhiu.

Acabavam de vir do Grande Salão com a notícia de que teria um duelo de magos com Potter, e seus amigos não estavam muito contentes.

- Eu acho que escutei mal. Pois acho que ouvi que você vai ter um duelo com a celebridade grifinória. Se te pegarem seu papi não vai ficar muito contente.

- Ninguém vai me pegar - sibilou enfadado. Agora com a cabeça fria, podia ver que o que seu amigo lhe dizia tinha sentido. "Por que sou tão impulsivo? Será meu lado Grifinório?".

- Ninguém vai pegá-lo porque ele não vai - Theo falou.

- Claro que vou! Senão ficaria como covarde!

- Você prefere ficar como covarde ou enfrentar a ira de seu papi se for descoberto?

Draco não disse nada.

- Mesmo assim você pode se vingar de Potter... - Terence Higgs que estava entre eles disse.

- Avisa a Filch que eles vão estar ali à meia noite.

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- Agora sim estou com raiva... - murmurou.

- Isso é tudo sua culpa Draco. Se você não tivesse quebrado as regras, agora Potter não seria o apanhador mais jovem que há desde há muito tempo - Theo disse sem olhá-lo lendo um livro especialmente grande.

- O que todos têm contra mim? - resmungou.

- É que se seu papi descobre... - disseram todos juntos.

- Chega! - rugiu - Tudo sempre é o mesmo com vocês! Parece que o que mais preocupa vocês é o fato de que eu não faça meu papi ficar bravo do que eu mesmo.

- Mas é que seu papi não merece um desgosto assim, pois você age como um idiota Draco - Blaise disse.

Toda a fúria do veela se dissipou.

- Eu sei - gaguejou - Mas esse Potter... Por que tudo sempre tem que sair bem pra ele? Não é justo...

- Assim é a vida, amigo. Agora fiquem quietos que não me deixam me concentrar.

Blaise e Draco suspiraram.

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- Papi!

- Oi meu amor - Remus disse abraçando fortemente seu filhotinho - Como você está?

- Muito bem papi. Feliz em te ver! Me trouxe um presente?

- Mas é claro. Aqui está - disse lhe entregando um pacote - Você se comportou?

Draco desviou o olhar. Seu papi o conhecia muito bem e saberia se mentisse.

- Claro que sim papi. Eu sempre me comporto - sorriso inocente.

- Em casa sempre se comporta. Aqui não sei...

- Você está desconfiado de mim? - perguntou serio.

- Sim... - resposta seca - Você é meu filho, mas também é filho de Lucius Malfoy.

O veela grunhiu. Nesse momento entrava o dono do lugar onde os Malfoy estavam reunidos, Severus Snape vinha coxeando de uma perna.

- Severus tudo bem?

- Sim - grunhiu - Só o maldito cachorro de três cabeças do semi-gigante não estava de bom humor hoje.

- Fofo? E o que você estava fazendo com esse animal? Deve estar enorme agora.

- Não posso te dizer - disse dando um olhar dissimulado para Draco - São coisas de Dumbledore.

- Ah...

- Você vai ficar para a partida de Quadribol papi? Hoje jogam Grifinória contra Sonserina.

- Não posso filho. Tenho umas coisas pra fazer - suspirou.

- Ok - desiludido - Eu também não quero ir. Só para ver Potter se gabar com o posto de apanhador - resmungou - Espero que a gente faça ele comer poeira.

- Você está falando de Harry Potter?

- Sim, lhe deram o posto de apanhador de sua Casa - murmurou.

- Serio? - tom emocionado.

Snape bufou.

- Sim... por quebrar as regras. Tem tanta sorte como o pai - disse.

- Ah Severus, deixe essas besteiras para trás - se voltou para seu filho - Não poderei ir, mas espero que me conte o que aconteceu no jogo. Certo minha vida?

- Sim papi - disse o abraçando.

- Até logo filho. Comporte-se hein.

Uma vez que Remus saiu do lugar. Severus olhou para seu afilhado.

- Seu papi não sabe de todas as tonteiras que você anda fazendo, ou estou enganado?

- Não e espero que ele não descubra - olhar significativo

O maior encolheu os ombros.

- Enquanto a sua falta não for muito grande.

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- Até que enfim chegou o Natal - Draco suspirou.

- Sim vamos ver se agora que vai passar um tempo com seu papi seu humor melhora. Você está insuportável desde que a Sonserina perdeu para os leões - Nott disse.

- Ainda me pergunto porque os chamo de amigos...

- E eu não sei por que você continua procurando briga com Potter e Weasley. A desta manhã depois da aula de Poções foi demais. Você tem sorte de o Snape não te entregar - Blaise replicou.

Draco emburrou.

Um dia antes do Natal Remus foi pegar seu pequeno na estação de trem King's Cross. Depois de dar um grande abraço em seu "bebê", comprimento a todos seus ex-alunos. Elogiou Terence, Marcus e Adrian pelo jogo, mas os repreendeu por serem tão brutos.

- "Assim é o jogo" - Marcus tinha murmurado.

Uma vez na Mansão Malfoy Lucius recebeu seu filho com um abraço um pouco frio. "A gente tava tão bem..." pensou egoísta.

- Bem Draco, vá se trocar e volta pra gente começar a enfeitar nossa arvore de Natal.

- Sim papi!

Nessa mesma noite ficaram até tarde arrumando a grande arvore que adornaria sua sala. Era tão imensa como as que Hagrid cortava para enfeitar Hogwarts e, com muita imaginação, conseguiram que ficasse muito bonita. Para o resto da casa havia um monte de azevinhos (idéia de Lucius para poder beijar seu marido. Embora desculpas nunca faltassem...), laços vermelhos e fadas de varias cores.

Na manhã seguinte, Draco foi logo despertar seu papi (saltando sobre Lucius, que grunhiu aborrecido. O pequeno não se assustou. Remus nunca permitiria que o veela mais velho lhe fizesse nada, a não ser que quisesse "castigo"). Juntos desceram para abrir os presentes seguidos de um loiro emburrado.

O menino recebeu muitos presentes. Entre eles um livro de alarmante tamanho por parte de Theodore Nott, um cordão de ouro com as letras DML no centro da parte de Blaise Zabini, guloseimas de Crabbe e Goyle. De Pansy não recebeu nada, mas seu papi sim. "Essa estúpida..." pensou com raiva.

E assim passaram-se as férias de Natal com seus pais, fazendo as coisas habituais com seu papi, antes que voltasse para Hogwarts. Para desgosto de Lucius, o castanho dormiu dois dias com seu bebê, sem que tivesse um castigo no meio.

- "Você sabe como sinto saudades dele, quero dormir abraçadinho com ele ao menos por uma noite" - havia dito enquanto abraçava o menino e este se esfregava como um gatinho manhoso em seu papi.

Quando duas noites de solidão se passaram, o loiro mais velho não disse nada, mas quando já ia para a terceira noite Lucius decidiu interferir.

- Eu vou sentir muitas saudades papi... - Draco disse com voz afogada.

- E eu de você minha vida - Remus respondeu abraçando seu filho.

"Eu já vi essa cena antes...".

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- Você não entende mesmo não é? - Theo sibilou olhando para o loiro chateado.

- Não entendo o que?

- Aquilo que você fez com Longbotton foi estúpido! E se alguém te visse? E se contassem para McGonagall? Você sabe muito bem que ela é muito amiga de seu papi.

Draco empalideceu.

- Deixa pra lá Theo - Blaise falou - Ele mesmo é quem tem que perceber o que faz.

Depois do jogo da Grifinório contra Lufa-lufa, o filhote Malfoy-Lupin se encontrava muito chateado no escritório de seu padrinho.

- O que foi? - sibilou. Não estava com humor depois de não poder evitar que os grifinórios ganhassem.

- Foi esse Weasley! - saltou em seguida - É um maldito selvagem! Olha como deixou meu rosto!

Seu rosto mostrava um grande hematoma no olho e tinha um arranhão na bochecha.

- Draco... te avisei que não contaria para Lupin sobre seu comportamento se você não passasse dos limites. Você brigou a socos e pontapés sendo um mago... - negou com a cabeça - Isso não é digno de alguém de sua classe.

O menino empalideceu.

- Padrinho o senhor não pode me fazer isso! Eu prometi não contar nada de sua implicância com Potter! Não pode contar nada para meu papi! Por favor!

Severus fulminou seu afilhado com o olhar. "Como é que nós, orgulhosos sonserinos, temos tanto medo desse licantropo? Na verdade não sei... mas esse Lupin dá medo quando fica com raiva..."

- Está bem Draco. Mas dessa vez você vai ganhar um advertência. Não quero que isso se repita. Concorda?

- Sim padrinho.

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- E você, por que está tão feliz? - Blaise perguntou ao ver o sorriso de superioridade de seu amigo.

- Acho que tenho o plano perfeito para me vingar de Potter e desse Weasel, é só uma questão de tempo para colocá-lo em pratica.

**Uma semana depois... **

- Falta pouco, muito pouco... - sussurrou esfregando as mãos.

- O que houve...? Não vai nos dizer o que é que você está tramando? - Crabbe disse.

- Não. Vocês são capazes de arruinar meus planos. Eu vou fazer isso sozinho.

**Há poucos dias... **

- Bem eu acho que é hoje que vão trazer o maldito dragão do guarda bosques, só tenho...

- O que está fazendo aqui senhor Malfoy?

Draco deu um pulo e girou para se encontrar com uma aborrecida Minerva McGonagal (vestida de uma estranha maneira). "Merda... to ferrado". A professora se adiantou até ele e o puxou por uma orelha.

- Castigo! - gritou a professora - E vinte pontos a menos para Sonserina! Vagando no meio da noite. Como se atreve...? Se seu papi descobre...

Draco empalideceu ao ver seu maior temor a ponto de se realizar.

- A senhora não entende professora. Harry Potter virá. E com um dragão!

- Que besteira absurda! Como se atreve a dizer mentiras? Vamos vou falar de você com o professor Snape... Vamos Malfoy!

Chegaram até os aposentos de Snape e Minerva bateu na porta sem a menor educação.

- O que aconteceu? - Severus grunhiu ao abrir a porta.

- Isto aconteceu... - sibilou ela mostrando o menino que trazia pela orelha.

- Professora minha orelha!

- Calado jovenzinho! Que vergonha! Seus pais nunca tiveram uma atitude tão reprovável

- Vocês vão me dizer de uma vez o que aconteceu? - Severus voltou a grunhir com raiva.

- Severus, acabo de encontrar este pequeno "perambulando" pelos corredores do colégio.

O moreno arregalou os olhos e olhou o menino com decepção.

- Isso foi o suficiente Draco - Severus disse nem bem a porta se fechou - Lupin vai saber disso.

- Não!

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- Eu te avisei... - Blaise caçoou no outro dia.

- Calado se não quiser que te enfeitice.

- E quando seu papi vem? -Goyle perguntou.

- Essa tarde, eu tenho que estar no escritório de meu padrinho - gemeu.

- Já estou com pena de você...

**Durante a tarde...**

- Padrinho... Meu papi já chegou?

- Estou aqui Draco Malfoy - a fria voz e sibilante arrepiou todos os pelos de Draco. "Amanhã é lua cheia...".

- Papi eu...

- Nada de papi - cortante - Eu te avisei sobre seu comportamento no colégio, filho, e me chamam para me contarem que você já está castigado e que perdeu pontos para sua casa. O que você tem a dizer em sua defesa?

- Tudo isso é culpa de Potter! Eu ia me vingar de tudo o que ele me fez!

- E o que Harry... Potter te fez?

- Ele é odioso! Eu o odeio com toda a minha alma!

- Mas... Por que filho? O que foi que ele fez para que você fale em odiar?

- Ele se negou a ser meu amigo quando o conheci no trem.

- E por que ele negaria, você fez alguma coisa?

Draco mordeu o lábio inferior nervoso.

- Bom... eu talvez tenha feito um pequeno comentário acerca dos Weasel... quer dizer Weasley!

Draco tremeu quando viu seu papi unir as sobrancelhas.

- Você está de castigo Draco - sibilou - Não virei te visitar no resto do ano escolar. E também não vou te escrever diariamente.

- Está bem... - tom abatido - Mas antes que você vá embora tenho que te contar algo... - disse sorrindo malicioso.

Falaram mais um pouco até que chegou o momento de Remus abandonar Hogwarts.

- Espero que você aprenda a se comportar Draco Malfoy. Ou as consequências de seus atos serão piores.

- Sim papi - ombros caídos olhos lacrimejantes.

- Você já pode ir jantar Draco. Amanhã vai até Filch par saber qual será seu castigo - Severus falou deixando de lado o livro que estava lendo.

- Sim professor - tom rancoroso.

- Eu também tenho que ir. Mas antes, gostaria de trocar umas palavrinhas com você Severus.

- Sobre o que?

- Sobre Harry Potter.

Snape mandou um olhar de traição para seu afilhado e este lhe sorriu com superioridade antes de sair do escritório. "Você me traiu primeiro".

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Chegou perto do zelador de aparência doentia e esperou. Pouco tempo depois, os outros três grifinórios castigados se reuniram com eles.

- Sigam-me - disse Filch acendendo um lampião e os conduzindo até fora do castelo - Depois disso vocês vão pensar duas vezes antes de quebrar alguma regra do colégio não é mesmo? - perguntou os olhando com ar de zombaria - Ah sim... trabalho duro e dor são os melhores mestres, se querem minha opinião... é uma pena que foram abandonados os velhos castigos... pendurá-los pelos pulsos no teto uns dias. Eu ainda tenho em meu quarto esses materiais empacotados, se por acaso necessitarem alguma vez... Bom a gente já vai e não pensem em fugir, pois será pior para vocês se o fizerem.

"Esse cara está louco..."

Caminharam até chegar perto do Bosque Proibido e Draco começou a entrar em pânico ao ver a lua cheia. Parou de golpe ao escutar o que dizia o louco do Flich.

- O bosque? - repetiu o que acabara de dizer o zelador - Tem toda classe de coisas ali... dizem que há até lobisomens - "Eu tenho um em casa e sei o quanto podem chegar a serem perigosos. Apesar de meu papi nunca ter me feito nada por ser seu filhote..."

- Isso é problema seu - Flich respondeu radiante - Pensassem nos lobisomens antes de se meter em problemas.

Isto estava mal, muito mal.

- Não vou entrar nesse bosque - disse a Hagrid com voz tremula quando este contou seus planos.

- Vai sim, se quiser ficar em Hogwarts - disse Hagrid com severidade - Você fizeram algo muito ruim e agora é hora de pagar.

- Mas isso é serviço para os empregados, não para os alunos. Eu pensei que nos fariam escrever umas linhas, ou algo assim. Se meu pai souber de uma coisa dessas ele...

- Ele vai te dizer que é assim que fazem as coisas em Hogwarts - Hagrd grunhiu - Escrever uma linhas! E pra que serviria isso? Farão uma coisa útil, ou se não vão ser expulsos. Se você acha que seu pai prefere a sua expulsão então volte para o castelo e arrume suas coisas. Vai! Tenho certeza que seu pai não ficará feliz e muito menos seu papi.

Draco não se mexeu e olhou para Hagrid com raiva, mas não respondeu nada.

Harry por outro lado estava confuso. Outra vez escutava que Malfoy tinha dois pais e não uma mãe e um pai. O que será que acontece ali? Já tinha esquecido disso, mas agora que surgia, o tema lhe dava curiosidade.

Na seguinte hora o grupo foi separado, Neville, Draco e Canino por um lado, Hagrid, Harry e Ron por outro. Ao pequeno loiro não ocorreu coisa melhor que assustar ao pobre grifinório castanho. "SIM este de valente não tem nada". Agora se encontrava com Potter e o cachorro entrando no bosque, depois de uma bronca do semi-gigante. Malfoy sentiu uma nostalgia ao se lembrar das historias contadas por seu papi quando se transformava, e seus amigos animagos o acompanhavam para que o lobo não se machucasse e para que ficasse mais tranqüilo.

- Olha... - Harry murmurou de repente, levantando um braço para detê-lo.

Draco apertou os olhos e viu uma coisa branca e brilhante que se reluzia na terra. Tinha um unicórnio... morto, e a coisa brilhante era seu sangue .Draco sentiu muita pena, mas de repente seu sangue congelou de terror ao ouvir o som de algo se deslizando sobre a terra. Para seu horror, o que quer que fosse, começou a beber o sangue do unicórnio.

- V-vamos embora P-Potter... - sussurrou o loiro. Ele estava custando a controlar a vontade de gritar como um louco e sair correndo.

No entanto, a coisa pareceu ouvi-lo, deixando sua presa começou a se aproximar deles. Draco começou a tremer e viu como Harry levava a mão a sua cabeça num sinal de dor em seu rosto. O pegou por um braço e começou a retroceder. Estavam perdidos. O único em que pode pensar nesse momento foi: "Papi!".

- O que foi?

- É Draco... - foi a única coisa que Remus sussurrou antes de desaparecer pela lareira mais próxima.

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- Severus! Onde está o Draco?

- Remus fique calmo... - Lucius tentou falar.

- Como você quer que eu me acalme!? Senti meu filho me chamar! O laço licantropo-filhote só é ativado quando o filhote está em "grave" perigo!

- Lucius tem razão Remus você deve se acalmar. Draco está bem... está na enfermaria...

- O que!?

- Está em estado de choque. Daqui a pouco vocês podem vê-lo. Antes temos que falar... - disse com voz lúgubre.

- O que aconteceu?

- Draco e outros três grifinórios estavam cumprindo seu castigo com Hagrid no Bosque Proibido.

- Castigo...? - Lucius perguntou de cara fechada. Remus convenientemente, lhe havia ocultado esse detalhe. Se lhe dizia que tinha encontrado seu filho "vagando" pelos corredores, jogaria toda a culpa sobre ele.

- Sim castigo. Estavam investigando o porquê tinha uma serie de unicórnios mortos. E, ao que parece, está noite tanto Draco como Harry viram o autor dessas mortes. Uma figura encapuzada estava bebendo seu sangue... e vocês sabem muito bem para que serve esse liquido tão puro.

- Te mantêm vivo... - Remus murmurou.

- Sim... vivo até por suas mãos em algo mais precioso.

- Do que você fala Severus? - Lucius quis saber.

- A Pedra Filosofal está em Hogwarts. Acho que nossos piores temores estão se tornando realidade. Pra mim não há duvidas de quem é esse encapuzado.

Os Malfoy empalideceram.

- Não pode ser... - Lucius murmurou caindo no sofá - ELE?

- Albus e eu pensamos que sim.

- Como conseguiram se salvar?

- Um centauro o ajudou, pelo menos foi isso o que Potter disse. Draco não se lembra de nada, entrou em choque no momento em que a criatura foi atrás deles. Firenze os levou até onde Hagrid estava. Você se lembra de Firenze não é?

- Sim... quero ver meu bebê.

- Dumbledore já deu permissão. Pode ir se quiser... só tome cuidado para que ninguém te veja.

Quando Remus saiu do lugar. Severus e Lucius se olharam seriamente.

- A Pedra está protegida?

- Com os melhores encantamentos que pudemos idealizar. Mas você sabe que isso não vai detê-lo por muito tempo, você o conhece e quando ele quer algo... ele consegue.

Lucius não disse nada.

Na enfermaria.

-Oi Poppy. Como está meu filhote?

-Oh Remus querido. Quanto tempo! - ela exclamou o abraçando.

-Muito na verdade madame Pomfrey. Como está Draco?

-Muito bem. Só um pouco alterado. Pode ir vê-lo se quiser...

O castanho se aproximou de seu filho. O loiro estava acordado e quando viu seu papi se jogou sobre ele.

-Papi! Que bom que você está aqui!

-Eu senti que você me chamava - sussurrou abraçando o rapaz com força. Sentiu que Draco começava a chorar e isso lhe partiu o coração.

-Desculpa papi. Se eu não tivesse sido castigado, nada disso teria acontecido.

-Não pensa nisso amor... só descansa. Eu vou ficar aqui até que você durma.

-Obrigado papi.

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- Ele disse que Harry o venceu? - incredulidade na voz de Remus era evidente.

- Pois é Remus... mas isso só atrasou sua volta. Você entende?

- Sim Albus, eu entendo muito bem. Lucius e eu já estamos tomando as precauções necessárias.

- Eu estou fazendo o mesmo. Estava pensando em reativar a Ordem.

- Pode contar comigo para o que for preciso.

- Obrigado meu rapaz. Você vai ficar para as comemorações de final do ano letivo? Vou fazer uma grande surpresa está noite. Tenho certeza que você vai adorar - sorriso misterioso.

-... Ok.

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Estação Kings Cross.

- Remus!

- Oi Molly. Veio buscar seus filhos?

- Sim. E você ao seu filho?

- Pois é. Acho que você já sabe o que aconteceu no colégio?

- Sim já sei - disse ela com uma expressão lúgrube - Sempre desconfiei que esse momento chegaria. Mas acho que nunca quis aceitar que esse momento iria acontecer.

- Quanto mais rápido aceitarmos melhor.

O som do trem se aproximando parou a conversa e o grifinório se despediu amavelmente da ruiva. Passaram vários minutos até que afinal seu bebê desceu do trem com uma cara de poucos amigos. De longe pode ver os Weasley e Harry Potter. Não pode evitar sorrir com melancolia ao ver o menino. "O pequeno Prongs".

- Por que essa cara?

- Por que seria? - grunhiu - Esse Dumbledore nos enganou.

- Ah vamos Draco -sorriu - Foi muito justo. Grifinória merecia a Copa...

Draco fulminou seu papi com o olhar.

- A gente já vai? Quero chegar em casa o quanto antes.

- Sim minha vida - ainda sorrindo pegou a mão de seu cachorro e juntos atravessaram a parede da estação 9 ¾.

Continuará...

Próximo capitulo: o diário...

Nota tradutor:

Então te vejo na próxima!

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