Capítulo 3: O diário.
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- Você disse que esse diário pertenceu a Voldemort?
- Sim ele o deu à meu pai para que o guardasse. Não sei do que ele fala, nunca quis tocá-lo. Por via das duvidas...
- O que vai fazer com ele?
- Levá-lo a nossa câmara em Gringotts.
- Você deveria destruí-lo, amor.
- Já tentei, mas uma magia muito poderosa o protege.
Um ruído baixo de um PLOP foi ouvido no escritório de Lucius.
- Desculpe senhor Malfoy senhor. O senhor Ethan Nott esta te esperando na sala, senhor Malfoy.
- Tudo bem Dobby já estou indo.
- O que esse homem faz aqui...? Sabe que tenho uma má impressão dele.
- Tenho negócios com ele Remus. Não posso romper essa relação.
- Como você quiser, vou ver o que Draco está fazendo.
Remus se retirou do escritório e Lucius foi receber seu convidado. Sem mais preâmbulos foram ao escritório onde momentos antes os esposos estavam reunidos. O livro de capa negra que estava sobre a mesa do loiro chamou a atenção de Nott.
- Esse livro é aquele que nosso senhor deu a seu pai no passado não é Lucius?
- Sim - respondeu secamente guardando o diário num cofre.
Os homens estiveram falando de negócios por mais de duas horas. Remus entrou um momento no escritório, saudou Not educadamente e pediu a seu marido um momento com ele.
- Venho daqui a pouco Nott.
- Não tem problemas Lucius.
Quando o loiro saiu, Ethan deu um pulo de sua cadeira e abriu o cofre para pegar o diário. Transfigurou um papel em uma copia exata, e o colocou no lugar.
- O senhor Nott não deveria fazer isso senhor.
Nott deu um pulo ao escutar a voz esganiçada. Viu um elfo de grandes olhos azuis a uns passos dele.
- Se você sabe o que é bom para você, maldito elfo - sibilou - Não vai contar nada a seus amos. Se falar, vou me encarregar de que te dêem uma roupa. Entendeu?
Dobby o olhou com apreensão e assentiu fervorosamente.
- Aconteceu algo?
- Não, nada Lucius.
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- Sim! Até que enfim este é meu ano! - Lucas gritou emocionado.
- Lucas, não grite - Severus grunhiu exasperado.
- É que estou tão feliz tio. Até que enfim posso ir a Hogwarts, conhecer o Bosque Proibido, ter aulas com os outros meninos, fazer magia de verdade... com minha própria varinha. Conhecer Harry Potter...
- Potter...?
- Sim o herói do Mundo Mágico. Fico me perguntando... Como ele é?
- Não é grande coisa - Draco resmungou.
- Mais ainda falta tempo pra isso Lucas. Mas quando você for irei com você. Então compraremos as coisas para o segundo ano de Draco - Lupin falou amavelmente.
- Bom!
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- Não... O que está fazendo? - Harry bufou e se aproximou de Dobby para impedir que continuasse dando golpes nas paredes.
- Dobby tem que se castigar senhor. Dobby esteve a ponto de falar mal de sua família senhor.
- Sua família?
- A família de magos a qual Dobby serve senhor. Dobby é um elfo doméstico, destinado a servir em uma casa e a uma família para sempre.
- E eles sabem que você está aqui?
- Oh não senhor! Dobby deveria se castigar muito severamente se descobrissem senhor. Se eles descobrirem Dobby deve fechar a porta sobre suas orelhas.
- Mas eles vão perceber o que você está fazendo?
- Dobby não duvida senhor. E se isso acontecer o senhor Remus descobre. Oh não! Dobby teria quer dizer ao senhor que lhe mandou guardar segredo e lhe dariam uma roupa.
- Roupa...?
- Um elfo doméstico só pode ser liberado por sua família se alguém dela lhe dá uma peça de roupa para vestir.
- E você não quer ser livre? Posso te ajudar em algo?
-Não senhor. Dobby antes queria. Meus senhores eram muito ruins comigo, mas isso mudou quando o senhor Remus chegou a casa... - os olhos de Dobby arregalaram - Mas o que eu fiz? Os insultei!
O elfo doméstico voltou a dar cabeçadas, desta vez contra o abajur.
- Por favor... não faz barulho. E me fala o que quer.
O pequeno elfo começou a desfiar um monte de elogios para Harry, até que finalmente se inclinou diante do moreno.
- Dobby escutou - disse com voz quebrada - Que Harry Potter teve um segundo encontro com o senhor Tenebroso, há umas semanas... e que Harry Potter escapou novamente.
Harry assentiu com sua cabeça e os olhos de Dobby se encheram de lágrimas.
- Ah senhor! - exclamou, esfregando a ponta suja do trapo que estava vestido - Harry Potter é muito valente! Tem enfrentado muitos perigos! Mas Dobby veio proteger Harry Potter, e advertir-lo, mesmo que depois tenha que queimar as orelhas na porta do forno, Harry Potter não pode voltar a Hogwarts.
Houve um silencio só quebrado pelo barulho das panelas e talheres que vinham do andar inferior, e mais distante a voz do tio Vernon.
- O-o q-que? - Harry gaguejou - Mas eu tenho que voltar, o curso começa no dia primeiro de setembro. Isso é a única coisa que me deixa feliz. Você não sabe o que é viver aqui. Eu não pertenço a esta casa, pertenço ao mundo de Hogwarts.
- Não, não, não - Dobby gritou, sacudindo a cabeça com tanta força que dava golpes com as orelhas - Harry Potter não pode estar onde sua vida corre perigo. É muito importante, muito bom para que a gente te perca. Se Harry Potter volta pra Hogwarts, estará em perigo mortal.
- Por quê? - Harry perguntou surpreso.
- Há uma conspiração Harry Potter. Uma conspiração para fazer que este ano sucedam coisas terríveis no colégio Hogwarts de Magia - Dobby sussurrou sentindo um tremor repentino por todo o corpo - Há meses que Dobby sabe senhor. Quando viu o amigo do amo roubar "o objeto". Harry Potter não deve se expôr ao perigo. É muito importante senhor!
- Que coisas terríveis? - Harry perguntou imediatamente - Quem as está tramando?
Dobby fez um estranho ruído afogado e em seguida começou a bater a cabeça furiosamente na parede. Harry tratou de detê-lo de todas as formas e o fazer mudar de opinião sobre as advertências. Mas ao ver como era tratado pelos Dursley aumentou sua teimosia. Inclusive o meteu num grande problema com os convidados do tio Vernon. No entanto, Harry não ia fazer caso da advertência.
- Tenha cuidado senhor Harry Potter. O amigo do amo está decidido a te colocar em perigo - disse Dobby antes de desvanecer com um PLOP.
É que Dobby, ao suspeitar que algo ruim aconteceria com o diário de Você-sabe-quem, decidiu se ausentar da Mansão Malfoy para investigar o que Nott tinha nas mãos. Ia verificar sempre que podia, e foi assim que descobriu os planos que o chefe da família Nott tinha. Não ia deixar que algo acontecesse com Hary Potter.
Dias depois, os gêmeos e Ron Weasley resgataram Harry da casa de seus tios. Ele lhes contou sobre a visita de Dobby e o assunto Draco Malfoy veio à tona.
- Draco Malfoy - disse George girando - O filho de Lucius Malfoy?
- Acho que sim, porque não é um sobrenome muito comum - Harry respondeu - Por que a pergunta?
- Eu ouvi falar do pai dele - Fred respondeu - A família Malfoy sempre foi destacada servidora de Você-sabe-quem.
- E quando Você-sabe-quem desapareceu - George completou - Lucius Malfoy negou tudo. Meu pai pensa que ele pertencia ao circulo mais próximo de Você-sabe-quem. Mas que foi pressionado a tomar essa decisão, pois ele tinha casado com um mestiço, por isso os idealismos do sangue não lhe chamavam tanta atenção.
- Um mestiço... homem? - perguntou incrédulo.
- Sim... Por quê?
- Não por nada. De qualquer forma, não sei se os Malfoy possuem elfos domésticos.
Harry prestou pouca atenção no passo a seguir. Ainda estava em choque por saber que o tal Lucius estava casado com um homem, e que os Weasley achassem tudo normal. E isso não era tudo... se os dois eram homens. De onde tinha saído Draco Malfoy? "Que confusão..."
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- Os estudantes do segundo ano necessitam:
*O livro regulamentar de feitiços (classe 2), Miranda Goshawk.
*Passeio com a «banshee», Gilderoy Lockhart.
*Uma volta com espíritos malignos, Gideroy Lockhart.
*Férias com as bruxas, Gideroy Lockhart.
*Passeio com trols, Gilderoy Lockhart.
*Viagens com vampiros, Gilderoy Lockhart.
*Passeios com homens lobos, Gilderoy Lockhart.
*Um ano como Yeti, Gilderoy Lockhart.
- Lockhart? -Lucius perguntou com desdém - O que o velho louco tem na cabeça para contratar esse idiota como professor?
Remus não disse nada. Ele reprovava que seu marido chamasse Dumbledore dessa maneira, mas também pensava que o mago estava um pouco louco para contratar a esse homem.
- Gilderoy Lockhart? Por acaso ele não é um escritor famoso? Deve saber muito para escrever tantos livros - Narcisa alegou.
Snape bufou.
- Lucius já te falou, esse homem não passa de uma fraude um idiota.
- Ahh tio - Lucas disse - Você está com ciúmes porque não te deram o posto que queria.
Severus fulminou o sobrinho com o olhar.
- Não provoca Lucas - disse Régulus dando um cascudo no sobrinho.
- Auch! Mas é verdade! - disse indignado.
- Bom chega todos vocês - Remus interferiu - Primeiro vamos à livraria Floreios e Borrões. Régulus... Pode ir com Severus ver os ingredientes das poções?
- Sem problemas. E aproveito e vejo as vassouras.
- Eu vou com você - Lucas gritou.
- Não - Narcisa respondeu lhe dando um puxão de orelhas - Você vai ficar aonde eu possa te ver.
- Que injustiça - bufou - a gente não pode nem se divertir...
- Nós já vamos à livraria. Mas antes tenho que ir a outro lugar - Lucius disse de repente - Me esperem lá, Narcisa e Remus. Vêm Draco.
- Mas...
- Vêm anda logo. Vou comprar uma coisa pra você - resmungou.
- Vá minha vida...
Só assim Draco concordou.
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- Não mexe em nada Draco.
O menino que estava olhando o olho de cristal emburrado.
- Achei que você ia me comprar um presente.
- Te falei que ia te comprar uma vassoura de jogo - Lucius respondeu tamborilando com os dedos sobre o balcão.
- E pra que vou querer uma se não estou no time da minha Casa? - disse ainda mais emburrado - Harry Potter tinha no ano passado uma Nimbus 2.000. E Dumbledore deu permissão especial para ele jogar no time da Grifinória. Nem sequer é muito bom, só porque é famoso... Famoso por ter essa cicatriz ridícula na testa... - se inclinou para ver algumas caveiras na estante - Todo mundo acha que Harry Potter é muito inteligente só porque tem essa maravilhosa cicatriz na testa e uma vassoura mágica...
- Você já falou uma dúzia de vezes a mesma coisa - bufou exasperado - Qualquer um diria que você está com inveja - acrescentou malicioso.
Draco fulminou seu pai com o olhar e sua resposta se perdeu com a chegada do dono do local.
- Senhor Malfoy! Que prazer em vê-lo novamente! - saudou o senhor Borgin com uma voz tão pegajosa como seu cabelo - Que honra...! E trouxe também o senhor Malfoy filho. Encantado. Em que posso servi-los? Precisamente hoje posso lhes vender tudo e com um preço razoável...
- Hoje não vim comprar senhor Borgin e sim vender - Lucius cortou.
- Vender...? - o sorriso desapareceu gradualmente do rosto do senhor Borgin.
- Sim quero me desfazer de alguns objetos que ainda estão em minha casa. "Maldito Remus... sempre encontra meus lugares secretos. Com este passo vou ficar sem objetos de magia negra. Adeus minha valiosa coleção. Snif...".
Entregou uma lista ao dono do lugar e este começou e ler minuciosamente.
- Posso ficar com isso? - Draco interrompeu mostrando uma mão cortada que estava sobre o balcão.
- Ah, a Mão da Gloria! - disse o senhor Borgin, esquecendo a lista e se encaminhando até onde Draco estava - Se introduzir uma vela entre seus dedos, iluminará as coisas só para quem a sustem! É o melhor aliado dos ladrões e saqueadores senhor! Seu filho tem um gosto muito requintado senhor Malfoy.
- Espero que meu filho seja algo mais do que um ladrão e saqueador Borgin - disse Lucius friamente - "O que esse velho está pensando...".
O senhor Borgin se apressou em acrescentar.
- Não foi minha foi minha intenção te ofender senhor...
- Embora se suas notas no colégio não melhorarem... - Lucius disse fulminando seu filho com o olhar - Pode ser que ele só sirva pra isso.
- Não é culpa minha! - Draco replicou - Todos os professores têm seus alunos preferidos. Essa Hermione Granger é uma...
- Você deveria ter vergonha que uma menina que não vêm de uma família de magos te supere em todos os exames - cortou o veela.
- Vou contar para meu papi o que você está me falando... - o garoto gaguejou - Ele disse que não era pra me preocupar que já viriam tempos melhores.
- Maldito moleque mimado... - sibilou fulminando o filho com o olhar. Respirou fundo e voltou a seus assuntos - Bem senhor Borgin voltamos aos negócios.
E Draco sorriu triunfal sem perceber que toda a conversa estava sendo vista pelo menino-que-viveu. Lucius esteve negociando por uns minutos até que aceitou o que o velho queria lhe dar. "Maldito sovina...". Pois se não vendia esses objetos, Remus lhe disse que estivesse preparado para uma quarentena sem sexo. "Maldita herança...!".
De volta ao Beco Diagonal, Draco ganhou de seu pai uma Nimbus 2001. Com a promessa de não dizer nada a seu papi.
- "Vou me encarregar que você entre no time" - seu pai disse. Draco o olhou com suspeita e assentiu.
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GILDEROY LOCKHART
Autografará hoje exemplares de sua autobiografia.
Das 12:30 as 16:30
- Era só o que faltava - Lucius resmungou.
- Muito bom dia Malfoy.
O veela mais velho girou e fingiu um sorriso ao se encontrar com Ethan Nott, que vinha acompanhado de Theodore Nott seu filho.
- Bom dia Nott. De compras?
- Sim... já sabe. Com meu pequeno - respondeu palmeando as costas de Theo. Este juntou as sobrancelhas desgostoso. "É a primeira vez que sai comigo desde que tenho o uso da razão. Alguma coisa ele ta aprontando..." - E seu marido?
- Deve estar por ai.
Draco bufou e entrou na livraria. Qual não foi sua surpresa ao se encontrar com Potter e a tropa de ruivos. Viu como o moreno tirava fotos "com o escritor idiota". "Sempre procurando fama...".
- Você gosta não é Potter? - disse arrastando as palavras - O famoso Harry Potter. Nem sequer em uma livraria pode deixar de ser o protagonista.
- Deixa ele em paz, ele não procurou por isso! - o loiro se fixou na ruiva que tinha gritado com ele, e viu que ela o estava fulminando com o olhar. "Nada comparado com o olhar de um Malfoy, sardenta...".
- Ora quer dizer que o Potter tem namorada! - não soube o porquê esse comentário o chateou. "Se já nem acho ele tão bonito mais."
- Ah é você! - Ron disse com desdém - Está surpreso de ver Harry aqui?
- Não me surpreendo tanto como ao ver você em uma loja Weasley - replicou o veela mais novo - Suponho que seus pais passaram fome durante um mês para poder lhes pagar esses livros.
Sorriu com superioridade ao ver como os ruivos ficavam vermelhos de fúria.
- Draco cala a boca. Se seu papi te escuta vai te colocar de castigo por um século - Lucius disse, chegando até eles com Nott pai e filho.
- Ron! - o senhor Weasley falou passando pelo meio da multidão a duras penas com os gêmeos Fred e George - O que faz aqui? Vamos para fora, aqui dentro não podem ficar.
- Arthur - saudou Malfoy educadamente. "Eu também não quero ser castigado.".
- Oi Lucius, Nott - o senhor Weasley saudou com aspereza. A Lucius tinha aprendido a suportar, mas isso não era o mesmo com Nott.
- Ouviu falar que tem muito trabalho no Ministério - Nott comentou - Com todas essas blistz... Acho que pelo menos vão te pagar hora extra, verdade? - se aproximou do caldeirão de Ginny e tirou dentre os livros novos de Gilderoy um exemplar muito velho e usado do "Guia de transformação para principiantes" - É evidente que não - retificou - De que serve desonrar o nome de um mago se nem te pagam bem pra isso?
Theodore Nott pôs os olhos em branco e foi olhar os livros. Não estava interessado em escutar seu pai quando este começava a falar essas besteiras. Draco o seguiu. Por outro lado, o senhor Weasley ficou ainda mais vermelho do que Ginny e Ron.
- Temos uma ideia diferente do que é desonrar o nome de um mago - respondeu.
- Isso é evidente - disse Lucius olhando como os pais de Hermione Granger o olhavam com apreensão - Pelas companhias com quem você anda Weasley... Achei que não podia cair mais baixo - "Se ele me ataca, eu faço o mesmo.".
Olhares de absoluta frieza.
- Já estamos aqui! - ouviram o grito de Lucas Lestrange que vinha entrando com Régulus Black.
- Ola... desculpa a demora - Régulus disse - Como vai Arthur? Estes são seus filhos? Como estão grandes... - disse nostálgico.
- Ah oi Régulus. Sim estes são Ron e Ginny, Fred...
- Eu sou George.
- Oh desculpa. Bom este é George e aquele é Fred e por último Percy - disse mostrando com o dedo a cada um de seus filhos.
- E Bill? - tom emocionado.
- Trabalha para o ministério no Egito. Já sabe... - sorriu ao ver o brilho nos olhos de Régulus ao perguntar por seu filho.
- Ok então - olhou aos ruivos - Fiquei encantado em conhecê-los. Eu sou Régulus Black e este é meu sobrinho Lucas.
- Hei! - o menino se queixou - Não me chama assim... Não vê que tem damas presentes? Assim arruína minha reputação - se voltou para a ruiva - Você é Ginny verdade? - sorriu galante - Eu sou Lucas... - entendeu uma mão. Ela se ruborizou até as orelhas e não se mexeu - Ah! Vamos! Não seja tímida preciosa! - exclamou agarrando a mão de Ginny e a sacudindo vigorosamente.
Arthur e Régulus riram divertidos.
- Ela não é tímida, o que acontece é que você é um sem vergonha - se ouviu uma voz harmoniosa um pouco exasperada.
- Awwww tia minha reputação - queixou fazendo bico. Viu que Ginny sorria timidamente e ele sorriu de orelha a orelha.
- Como vai Arthur? E Molly?
- Muito bem senhora Narcisa. Molly está na fila para receber um autografo de Locokhart - o ruivo suspirou.
- Desse idiota? - Draco que estava voltando com Theo sibilou. Este último com quantidades exorbitantes de livros nas mãos.
Ron e Harry tiveram que admitir que estavam de acordo com o que Malfoy acabava de dizer sobre Lockhart.
- Gilderoy Lockhart não é um idiota garoto - disse uma mulher que passava por ali. O sonserino a fulminou com o olhar e ela apressou o passo.
- E meu papi? - Draco perguntou.
- Eh... - Régulus sorriu nervosamente olhando para Narcisa em busca de ajuda - Quando a gente estava entrando ele ouviu o que você disse sobre Arthur e... ficou um pouquinho com raiva.
Lucius e Draco empalideceram.
- Nos ouviu...? - o veela mais velho sussurrou.
Régulus assentiu. E Arthur não conseguiu evitar sorrir. Era conhecido o domínio que Remus tinha sobre esses dois.
- E onde ele está...?
- Lá fora com meu marido. Se fosse vocês sairia agora para ajeitar as coisas - Narcisa respondeu.
Os Malfoy saíram como foguetes, deixando os espectadores confundidos.
- E Remus, Severus?
Snape sorriu zombeteiro.
- Acaba de voltar para a Mansão.
- Merda...
**Durante a noite**
Os loiros olhavam com apreensão o mais amado integrante da família. Remus Lupin estava muito chateado e tinha um tapete e seu pijama em uma mão.
- Eu vou dormir na ala direita da Mansão até que Draco retorne para Hogwarts e, uma vez que esteja ali, não vou te visitar pelo menos no primeiro mês - disse olhando seu filho.
- Mas...
- Nenhum, mas. Sabem muito bem as consequências de agir dessa maneira tão arrogante. Até a amanhã.
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- Que estranho...
- O que é estranho?
- Molly e seus filhos já estão esperando o trem partir, mas não vejo Harry e nem o mais novo de seus filhos homens.
- Eles já devem ter entrado e você não percebeu Remus.
O castanho mordeu seu lábio inferior nervoso. "Não estou tão certo disso Lucius.".
- Vou entrar papi, pai.
- Ok, vêm aqui para que te dê um abraço.
Draco sorriu abertamente e abraçou com força seu papi.
- Mas ainda estou muito bravo com você Draco - sussurrou - Então a gente só vai se ver dentro de um mês...
O menino afrouxou o abraço e se separou com pesar. Agora foi a vez de Lucius abraçar seu veela.
- Não fica triste filho - murmurou para que só Draco escutasse - Já arranjei tudo para que você entre na equipe de Quadribol de sua Casa. Quando chegar só tem que falar com Flint.
O garoto assentiu olhando seu pai de forma desconfiada. "Entrarei sem fazer um teste? O que foi que você aprontou pai?".
Continuará...
Próximo capitulo: as palavras proibidas
Nota tradutor:
Então neah... bora comentar? Então ate breve!
