Capitulo 4: As palavras proibidas

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- Aposta Draco? – perguntou Adrian Pucey entrando no vagão onde o loiro estava com seus amigos.

- Sobre o que?

- Estamos apostando entra a gente (Os alunos de seu papi) para qual Casa Lucas vai – Terence Higgs disse sorridente.

O menino mencionado juntou as sobrancelhas e os demais sorriram.

- Ah é mesmo...? – Lucas disse chateado.

- Sete de nós acham que ele será um grifinório – disse Adrian com desdém – Três que ele vai para Corvinal e somente Theodore disse que ele entra na Sonserina.

- Eu aposto na Lufa-lufa – Malcon Braddock disse.

- Eu acho que é na Sonserina que você vai ficar Lucas – Blaise disse passando um galeão para os maiores.

- Vocês vão ver... – disse cada vez mais emburrado.

O momento decisivo tinha chegado. Miles Bletchley e Malcom Baddock já eram alunos da Casa das Serpentes e Colin Creevery era da Grifinória.

- Lucas Lestrange – a professora McGonagall chamou alto o nome do moreno.

Houve muitas reações ao escutar o sobrenome, a maioria (os que vivem no Mundo Mágico) de desagrado, outras com interesse e muito poucas com agrado. Um em especial foi a de Neville Longbottom que empalideceu consideravelmente ao ouvir "Lestrange". Do outro lado, o grupo dos alunos de Remus estava expectante. O Chapéu Seletor estava demorando a tomar uma decisão.

Da porta do Grande Salão podiam ver Harry e Ron atentos a seleção, sem que eles notassem Severus Snape ficou atrás deles.

- SONSERINA!

O grito do Chapéu Seletor deixou todos os sonserinos em choque. Blaise e Theodore não puderam deixar de sorrir, todo o dinheiro da aposta ia ser divido entre eles somente. E se as serpentes estavam em choque, isso não era nada comparado ao estado de Snape. Não pode reprimir um sorriso de orgulho. "Apesar de ser seu filho ele agora é um sonserino ...". No entanto se recompôs em seguida, para praticar seu hobby preferido. Chamar a atenção de Potter.

- E bem...? – Lucas disse sorridente sentando perto de Marcus – O que pensam do bom Lucas agora hein...?

- Que você me tornou rico pequeno – Blaise riu palmeando as costas do de olhos azuis.

O resto dos apostadores o olhou indignado.

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- O que deu na senhora Weasley? – Cassius Warringtom murmurou surpreso.

- Isso era um Howler? – Daphne Greengrass quis saber.

- Isso mesmo. Esses grifinórios passaram dos limites desta vez. Embora parecesse divertida essa aventura. Sempre quis ter um carro trouxa – Tobias Montague cochichou.

- Eu também. Mas sempre gostei mais da motocicleta que o senhor Remus nos contava que Padfoot tinha – Marcus Flint disse.

- A gente só pode sonhar com isso... nossos pais nunca nos deixariam ter uma coisa de Trouxas – Theodore suspirou.

- A mim deixariam – Lucas disse.

- Mas o seu caso e o de Draco são diferentes, Lucas. Vocês têm pais geniais – Terence Higgs sussurrou.

- Meus pais não são geniais – Lucas resmungou de cara fechada – Os geniais são meus tios.

Os sonserinos olharam entre si. Lucas sempre reagia dessa maneira quando lhe falavam de seus pais. Parecia odiar particularmente sua mãe Bellatrix. Nunca ninguém descobriu o porquê e tampouco tinham coragem de perguntar.

Ao terminar o café da manhã, as Serpentes do segundo ano tiveram aula com "o escritor idiota" que terminou sendo uma grande fraude. O grupo dos amigos de Draco estavam todos de acordo que Lockhart não chegava nem aos pés de Remus.

1. Qual é a cor favorita de Gilderoy Lockhart?

2. Qual é a ambição secreta de Gilderoy Lockhart?

3. Qual é, em sua opinião, a maior façanha de Gilderoy Lockhart?

E assim continuava e continuava ao redor de três paginas até:

54. Qual é o dia do aniverásari de Gilderoy Lockhart e qual seria o presente ideal?

- "Que merda é isso?" – todos pensaram ao mesmo tempo.

Depois de comer foram ao pátio e ali viram Potter perto de um menino com uma enorme câmera fotográfica. Draco lembrou que até agora não tinha aborrecido o moreno. Então, sorrindo com superioridade, se aproximou do grupo junto com Crabbe e Goyle. Theodore e Blaise bufaram e o seguiram.

- Autografando fotos? Você agora está autografando fotos Potter? – sorriu com desdém – Venham todos! – gritou a multidão – Harry Potter autografa fotos!

- Isso não é verdade! – Harry disse zangado – Cala boca Malfoy!

- O que acontece é que você tem inveja – disse o anão com a câmera. Draco o fulminou com o olhar. "Meu papi me disse a mesma coisa... mas não é verdade..." pensou emburrado.

- Inveja? – resmungou – De que? De ter essa cicatriz asquerosa na testa? Não obrigado. Desde quando uma pessoa é importante por ter a cabeça rachada por uma cicatriz?

Crabbe e Goyle ao ouvir isso riram como tontos.

- Dá o fora Malfoy – Ron grunhiu ameaçante. Blaise Zabini olhou o ruivo de cima a baixo. "Mmmhhh".

- Weasley toma cuidado – Draco disse com desprezo – Não te meta em problemas ou sua mamãe virá te tirar do colégio. "Se voltar a fazer outra loucura..." – disse imitando com perfeição a voz de Molly Weasley

Vários alunos da Sonserina do quinto ano que estavam por ali riram as gargalhadas depois dessas palavras.

- Quer parar? – Theo caçoou – Como se seu papi não fizesse o mesmo se você se metesse em problemas.

Draco fulminou seu amigo com o olhar e os grifinórios o olharam alucinados.

- O que está acontecendo aqui? – Gilderoy Lockhart caminhava até eles rapidamente, a túnica cor turquesa ficava esvoaçando por trás dele – Quem autografa fotos?

Malfoy bufou e sumiu no meio da multidão.

- Isso foi infantil Draco – Blaise murmurou sem olhá-lo. Seu olhar fixo em Ronald Weasley

- Infantil uma merda! Esse Theo me paga. Maldito traidor.

- Hei Draco! A gente pode conversar? – Marcus Flint perguntou aparecendo de repente.

O veela assentiu e seguiu o maior.

- Do que quer conversar?

- Seu posto de apanhador está pronto para quando você quiser usá-lo – disse um pouco nervoso.

- Apanhador? – estranhou – E você vai me aceitar sem um exame?

- Eu já sei como você joga Draco. O posto é seu.

- Mas... E Terence?

- Ele será Batedor. Perdemos um dos nossos no ano passado. Terence é batedor agora, então o posto é seu.

- O que você está me escondendo – perguntou com suspeita – Isso é obra do meu pai não é mesmo?

Marcus Flint suspirou.

- Sim. Ele comprou uma Nimbus 2001 para cada membro da equipe, com a condição de te dar o posto de apanhador para que você enfrente Potter.

Draco arregalou os olhos enquanto sua indignação crescia.

- Mas isso é o cúmulo! Eu não quero pertencer à equipe por isso! – exclamou.

- Não seja bobo Draco. Não há um bom jogador em nosso time. Você é um bom jogador disto não há duvidas, por isso vai ficar com o posto. Só estamos adiantando a seleção.

- Mas eu não gosto do posto de ser apanhador... – gaguejou.

- Eu sei... mas é o que há. Essa foi a condição de seu pai. E... – se remexeu incomodo – Que seu papi não descubra esse arranjo.

- Por quê?

- O senhor Remus é um grifinório Draco. Sabe o que aconteceria se descobrisse que seu pai utilizou dessa artimanha para que você entrasse na equipe?

Draco sorriu malicioso e Marcus respondeu com outro sorriso.

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- Aonde você vai...? – perguntou Blaise de cara fechada vendo seu amigo se vestindo para sair.

- Vou treinar...

- Ah já percebi. Boa sorte.

- Já te expliquei por que aceitei o posto Blaise – resmungou.

- Eu não disse nada.

- Tá bom – bufou.

Chegando à quadra de Quadribol encontrou seus companheiros. Marcus conversou com ele rapidamente e decidiram entrar. Marcus estava particularmente nervoso enquanto apertava um pedaço de papel com a mão.

- Não acredito! – Draco escutou alguém gritando de repente – Eu reservei o campo para hoje! Vamos ver o que acontecesse! – era Oliver Wood capitão da equipe de Quadribol da Grifinória que se aproximava deles muito irritado – Flint é nossa vez de treinar. Então pode dar o fora.

Marcus engoliu a saliva olhando Oliver diretamente nos olhos e tratou de sorrir com superioridade.

- Tem lugar pra todo mundo Wood.

- Mas eu reservei o campo – Wood disse espumando de raiva – Eu reservei!

- Ah! – Marcus disse apertando aquele papel mão mãos tremulas – Mas a gente tem uma folha assinada pelo professor Snape. "Eu professor Snape, concedo permissão a equipe da Sonserina para treinar hoje no campo de quadribol devido a sua necessidade de treinar seu novo apanhador."

- Vocês têm um apanhador novo? – Wood perguntou preocupado – Quem é?

Draco sorriu com superioridade e se aproximou de Wood tendo cuidado especial em mostrar sua vassoura nova.

- Você é o filho de Lucius Malfoy? – Fred perguntou olhando Draco com suspeita.

- É curioso que mencione o pai de Malfoy – disse Flint enquanto a equipe da Sonserina sorria – Me deixa mostrar o presente generoso que ele deu a equipe da Sonserina.

Os sete mostraram suas vassouras. Sete vassouras muito polidas, completamente novas e sete placas de ouro que diziam: Nimbus 2001 brilharam diante dos narizes dos grifinórios.

- Último modelo. Saiu mês passado – Flint disse olhando Oliver fixamente – Acho que deixa muito para trás a velha serie 2000. E quanto às velhas Cleansweep... – sorriu olhando desdenhosamente para Fred e George que seguravam uma Cleansweep 5 – Bom não tem comparação.

O veela se permitiu sorrir abertamente ao ver os rostos dos Grifinórios. Fez uma careta ao ver os amigos de Potter se aproximarem do campo.

- São boas não é Weasley? – disse ao ver como Ron olhava sua vassoura boquiaberto – É um presente de meu pai para a equipe e me escolheram apanhador. Um luxo que evidente nenhum de vocês pode ter.

A equipe rompeu em gargalhadas. No entanto Terence estreitou os olhos ao ver a castanha se preparando para atacar.

- Mas na equipe da Grifinória ninguém teve que comprar sua entrada... – Hermione observou sagazmente – Todos entraram por seu próprio valor.

Draco endureceu o olhar. Sentiu seu sangue ferver, pois sabia que eram verdadeiras essas palavras. Mesmo assim, se encheu de fúria, não pode segurara o que saiu de sua boca na continuação:

- Ninguém pediu sua opinião sangue ruim asquerosa.

Marcus, Terence e Adrian prenderam o fôlego olhando Draco alucinados.

- Draco... – Marcus sussurrou espantado. "Seu papi vai te matar. Você disse as palavras proibidas."

O que aconteceu depois foi confuso para Draco. Toda a equipe da Grifinória com exceção de Harry, tentou se jogar em cima dele. Mas foi protegido. Viu como o pequeno Weasley levantava a varinha para ele, no entanto o feitiço se reverteu. Riu até ficar sem ar caindo no chão ao ver sair raízes da boca de Ron. Quando se levantou, ainda rindo, seu sorriso foi apagando ao perceber como Terence, Adrian e Marcus o olhavam sérios. Eles não tinham rastro de haver rido como os demais da equipe.

- Você percebeu o que acabou de dizer Draco? – Adrian resmungou.

Malfoy empalideceu ao lembrar de suas palavras

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- Hei Dragãozinho!

O mencionado parou e fulminou o dono do grito como olhar.

- Não me chame assim Lucas – grunhiu – O que quer?

- Que gênio... Enfim, meu tio disse que quer falar com você e que vá até sua sala "nesse instante".

- Vou em seguida. E lembre-se que no colégio não é "tio", é professor Snape Lucas.

- Dá na mesma – deu de ombros – Agora vou à biblioteca... infelizmente tenho tarefas pra fazer. Ah... – suspirou – As responsabilidades da vida – e marchou com ar majestoso.

- Esse moleque – Draco resmungou.

- Pra que Snape quer te ver? – Goyle perguntou.

- Não sei... "Embora já imagino..." – pensou seriamente.

Malfoy deu um pequeno golpe na porta e um "Entre" o convidou a entrar.

- Professor?

- Severus não está Draco... – reconhecimento dessa voz fez o loiro engolir em seco e fechara os olhos com força – Sou eu que quero falar com você.

- Papi...

- Você sabe por que eu vim não é? – Remus disse aparecendo para seu filho. A tristeza e a decepção em seu rosto fez o coração de Draco se encolher.

- Sim eu sei - disse fazendo uma careta – Quem foi o fofoqueiro?

Remus fechou a cara ao ver o tom de desdém na voz de seu bebê.

- Foi Hagrid. E não fez por ser fofoqueiro, mas sim porque você cometeu uma falta muito grave, e eu tinha que saber – suspirou abatido – Por que Draco?

- Foi culpa dela! Ela me ofendeu e tive que me defender!

- Draco... uma coisa é você falar essas palavras na minha frente para se referir ao filhos dos Trouxas e outra muito diferente é dizer isso pra uma pessoa. Eu não posso dizer o que a gente sofre. Nos meus anos de colégio, antes de ficar noivo com seu pai, era chamado de mestiço e pobretão.

Draco mordeu o lábio inferior e respirou fundo para evitar as lágrimas acumuladas em seus olhos caíssem.

- Eu...

- Me deixa terminar – cortou – Aquelas palavras me machucaram muito, chorei de amargura muitas vezes por me sentir discriminado. Só meus amigos, com suas tonteiras, conseguiam me fazer recuperar – sorriu nostálgico – Por isso você magoou muito essa jovem. Entendo que ela te provocou, mas você poderia ter respondido com qualquer outra coisa menos isso filho.

- Papi eu... sinto muito... – Draco soluçou não podendo reprimir as lágrimas.

- Sei que sente Draco – suspirou abatido – É bom que se arrependa, mas já fez o dano. Não sei o que fazer com você filho. Todos esses anos tentei tirar esses pensamento de sua cabeça e achei que tinha conseguido, mas você é tão difícil como seu pai. Estou tão decepcionado com você...

- Papi... não fala assim. – chorou.

- Não posso te dizer outra coisa filho. Quer que te felicite por acaso?

- Não! Sei que errei!

- Só espero que você peça desculpas a menina Draco. Se não fizer, sua consciência te corroerá. A única coisa que posso fazer é te dar um castigo. Hoje é a última vez que você vai me ver no que resta do ano. Vou começar um curso de DCTs no Ministério e vou ficar dois meses ali. Sem voltar para casa.

- Meu pai também está castigado?

- A culpa de que você use essas palavras é dele. E quanto ao natal... você vai ficar no colégio.

- Não vou passar o natal com vocês? – perguntou com voz embargada.

- Preciso de um tempo sozinho... me machucou muito saber que você insultou uma de suas companheiras filho. Eu tenho que ir... – disse de repente e deu um pequeno abraço em Draco. O menino sentiu a frieza do ato – Adeus pequeno.

- Papi...! – Draco chamou desconsolado. Remus deu uma última olhada e partiu em seguida. Não ia poder suportar muito tempo mais ver seu pequeno assim.

Quando Remus saiu da sala Severus entrou e se apressou em abraçar o loiro.

- Lamento por isso Draco – disse acariciando a cabeça do veela – Mas eu também não posso te dar palavras de apoio. Pois você sabe que merece isso.

O menino soluçou e se separou do mestre de poções.

- Eu vou para meu quarto...

Malfoy entrou em seu quarto arrastando seus pés. Blaise que se encontrava ali lendo, o viu erguendo uma sobrancelha.

- O que aconteceu?

- Papi estava na sala – disse se jogando de bruços na cama.

Blaise fez uma careta de dor.

- Suponho que ele te castigou.

- Me proibiu de ir para casa no natal e não vai me visitar pelo resto do ano – soluçou contra a almofada.

- Sinto muito Draco – Blaise disse, se aproximou de seu amigo. Pousou uma mão no ombro do choroso garoto em sinal de apoio. "É a única coisa que posso fazer por você.. pois você quem procurou por isso..." ·.

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- O que você está fazendo...?

- Arrumando minha maleta... Não está vendo? – resmungou.

- E onde você pensa que vai?

- Ao curso que te falei. Oferecem aos estudantes alojamento por uns poucos galeões a mais, e eu aceitei.

- Mas você disse que ia voltar todos os dias! Não iria dormir lá!

- Isso foi antes que Draco chamasse de sangue ruim uma de suas companheiras do colégio! – explodiu jogando com violência uma camisa em sua maleta.

- Como...?

- O que você ouviu Lucius. Estou muito decepcionado com ele e furioso com você – resmungou com os olhos brilhantes pela raiva – Vou sair durante dois meses e espero que você não vá atrás de mim.

- Não pode tomar uma decisão assim – disse com o queixo apertado – Vamos falar disso Remus. Vamos ver Draco para que nos explique.

- Eu já falei com ele e com outras pessoas. Seu filho chamou dessa maneira uma menina da Grifinória durante um treinamento da equipe de Quadribol, que certamente, eu não sabia que ele pertencia.

Lucius desviou o olhar.

- É assim que os Malfoy solucionam tudo? Comprando posições com seu dinheiro?

- Não me insulte... o que fiz foi por nosso filho.

- Draco é um excelente jogador! Não precisava de sua intervenção!

- Só lhe dei uma mão para que o tivessem em consideração...

Remus bufou e terminou de fechar sua maleta.

- Você nunca vai mudar Lucius. Não quero continuar falando com você. Já estou indo.

- Não, você não vai – Lucius disse segurando a maleta de Remus – Não vai se separar de mim por tanto tempo. Não suportaria.

- Sempre é você. E por quê? Também necessito do meu espaço. Tenho suportado todo este tempo você e sua sociedade, sua família todo tempo, a você e a meu filhote. Agora preciso destes dois meses Lucius. Te amo, mas as vezes penso que não posso com vocês dois. Não sei como é que você conseguiu implantar esses ideais tão fundo em Draco. Mas ali estão e, agora há uma menina machucada por isso.

Malfoy não disse nada, soltou lentamente a maleta de seu marido e o deixou ir.

- Vou estar aqui antes da primavera... não se preocupe.

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- Granger... a gente pode conversar?

Hermione olhou Draco com desconfiança. Estavam sozinhos na biblioteca e não confiava no que esse desalmado garoto pudesse fazer depois do que lhe disse há uns dias.

- Sobre o que?

- Eu... – respirou fundo – Quero te pedir desculpa por falar daquele jeito outro dia – soltou de uma vez.

Dizer que a castanha estava assombrada era muito pouco. Aqui estava o orgulhoso e arrogante Draco Malfoy pedindo desculpas. Parecia muito abatido, há de esclarecer.

- Desculpas...?

- Sim. Eu sinto muito ter te chamado daquele... jeito. O que você me disse no campo de Quadribol doeu muito, porque era verdade. E quis te ferir da mesma forma que você fez comigo. Só que fui muito mais cruel.

Ela o olhou por uns instantes. Malfoy tinha um ar triste, ao que parecia isso não somente era por chamá-la de sangue ruim. Só por isso alguém como ele estaria se desculpando com ela agora.

- Tudo bem Malfoy. Eu te desculpo.

Draco sorriu de lado.

- Obrigado e... quero te pedir que isto fique entre a gente. Tenho uma reputação a zelar.

Hermione bufou.

- Não há problemas

- Obrigado Granger. Adeus.

"Isso eu fiz por você papi..".

Continuará...

Próximo capitulo: O duelo e a câmera secreta

Nota tradutor:

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