Capítulo 11: Moony, Prongs, Padfoot e Wormtail (Segunda Parte)

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Enquanto Hermione e Harry esperavam a que anoitecesse para poder salvar a Sirius e Bicuço, graças ao fato que retrocederam no tempo com ajuda do Vira-Tempo, o moreno perguntou à castanha o que tinha estado rondando pela sua cabeça todo este tempo.

- Hermione… Como é possível que Malfoy seja filho do Professor Lupin e de Lucius Malfoy? - a incredulidade marcava suas palavras.

Granger bufou exasperada enquanto olhava seu amigo.

- Fala sério Harry. Você leva três anos sabendo que você é mago… você deveria ler mais para aprender mais do mundo em que vive.

- Vai me explicar ou não?- grunhiu zangado.

- No Mundo Mágico os magos homens também podem engravidar Harry. - disse com sua atitude de sabe tudo, e a mandíbula de Harry desencaixou. - Se o mago é suficientemente poderoso e tem as aptidões para poder gerar um bebê, pode fazê-lo da mesma forma que uma mulher. O útero se forma com magia.

- Casais de… homens? - murmurou.

- Os casais homossexuais são tão comuns como as heterossexuais no Mundo Mágico. Mesmo que não tudo é tão simples no tema da gravidez. Para que ocorra, entre ambos deve haver verdadeiro amor e devem ser o um para o outro. Senão for assim é impossível gerar a "um fruto do amor" de ambos.

- Nossa…

- Sim, é incrível. Digo… Draco e o Professor Lupin são totalmente opostos. Mesmo assim eu costumava ver atitudes estranhas em Malfoy quando estava perto de Lupin. Surpreendeu-me que Malfoy não zombasse abertamente dele pela forma em que vestia, entre outras coisas. – "Deve ser influencia do professor que ele não zombou mais de mim, e ainda me pediu desculpas por ter me chamado de sangue ruim.".

- Mas então por que Draco não é um licantropo?

- Não sei. - admitiu ela franzindo a testa. - No livro que lemos para o trabalho de Snape dizia que os filhos herdavam sim a maldição.

- Que estranho…

Estiveram um momento em silêncio enquanto pensavam no que tinham falado. Era em verdade muito surpreendente saber que uma pessoa tão amável como Remus Lupin tivesse um filho tão encrenqueiro como Draco.

- Aí está Ron! - disse Harry de repente.

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- Senhor Lupin… poderia me tirar uma dúvida antes de ir embora?

- Claro Madame Pomfrey.

- O senhor sabe que está grávido? - sorriu.

- Ah…?

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Escritório do professor de Feitiços Filius Flitwick

- Como esta meu irmão?

- Regulus…?

- Eu mesmo. E fala baixinho, que ninguém sabe que estou aqui - sorriu e agachou para abraçar a figura lastimada e deteriorada de Sirius.

- Oh, Regulus. Por que você veio? Não quero que você me veja nestas condições. Nem quero que você venha se despedir.

- Não pense nisso, Sirius. Lucius me disse que Dumbledore tem uma idéia para tirar você daqui.

- Malfoy…? - perguntou carrancudo.

- Sim. Você bem sabe que o veela fará qualquer coisa para que seu companheiro não esteja triste. E se isso inclui te ajudar… então trata de engolir seu orgulho.

Segundos depois, a janela do lugar onde estavam abriu estrondosamente e puderam ver as figuras de Harry e Hermione em cima do hipógrifo Bicuço.

- Como... como...?- perguntou Sirius quase sem voz, olhando o hipógrifo.

- Monta não temos muito tempo. - disse Harry, abraçando o pescoço liso e brilhante de Bicuço, para impedir que ele se movimentasse. - Você tem que fugir, os dementadores estão a ponto de chegar. Macnair foi buscá-los.

Sirius Black se sujeitou no marco da janela e assomou a cabeça e os ombros. Foi uma sorte que estivesse tão magro. Em poucos segundos passou uma perna pelo lombo de Bicuço e montou atrás de Hermione.

- Pra cima Bicuço! - disse Harry, sacudindo as rédeas – Pra cima. Vamos!

- Vão para torre e deixe-os lá, Sirius!- disse Regulus espantando os garotos, que não tinham dado conta de sua presença. - Você sabe onde tem que ir… ali não vão te procurar.

O hipógrifo bateu as asas e voltou a empreender vôo. Voaram à altura do teto da torre oeste. Bicuço aterrissou com muito alvoroço, Harry e Hermione desceram imediatamente.

- Será melhor que fuja rápido, Sirius. - disse Harry ofegando - Não demorarão em chegar ao escritório de Flitwick. Descobrirão sua fuga.

Bicuço deu um coice no solo, sacudindo a afiada cabeça.

- O que aconteceu com o outro garoto? Ron. - perguntou Sirius.

- Ele ficará bem. Ainda está inconsciente, mas à senhora Pomfrey diz que ele vai ficar bom. Rápido, vai embora!

Mas Black seguia olhando para Harry.

- Como eu posso te agradecer?

-VAI! - gritaram ao mesmo tempo Harry e Hermione.

Black fez Bicuço dar a volta, o guiando para o céu aberto.

- Voltaremos a nós ver! - disse - Verdadeiramente, Harry, você é igual a seu pai!

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A porta do escritório de Remus Lupin estava aberta. Já tinha guardado a maioria de suas coisas. Perto da mesa vazia, a mala velha estava aberta e quase cheia. Lupin se inclinava sobre algo que havia na mesa e só levantou o olhar quando Harry chamou à porta.

- Eu vi você chegar. - disse sorrindo. Mostrou o pergaminho sobre o qual estava inclinado. Era o Mapa do Maroto.

- Acabo de falar com Hagrid. - disse Harry - Ele me disse que o senhor apresentou sua demissão. Não é verdade, é?

- Eu temo que sim. - respondeu em um suspiro. Começou a abrir as gavetas da mesa e a esvaziar o conteúdo.

- Por quê? - perguntou Harry - O Ministério de Magia não o acusará de estar aliado com Sirius, verdade?

Lupin foi até a porta e a fechou.

- Não. O professor Dumbledore convenceu Fudge que tentei salvar a vida de vocês. - suspirou - A verdade, Harry… é que estou grávido.

- Que…?

- Sim. - sorriu ternamente enquanto se acariciava o plano estômago. - E meu esposo não me deixará dar aula sabendo isso. Ele é bastante… super-protetor comigo.

- Oh…

- Você parece chocado. - comentou divertido.

- Sim… é que eu… não sabia que os magos homens podiam engravidar até há muito pouco. Por que não nos disse que Draco Malfoy é seu filho?

- Como você sabe isso? - perguntou surpreendido.

- Ontem à noite, quando o senhor se transformou, ele o chamou papi e pôde acalmá-lo.

- Ah… não me contaram isso. - murmurou. - Isso foi coisa de Draco. Disse que seria sua ruína social se toda Hogwarts descobrisse que seu papi era Professor no colégio. - sorriu negando com a cabeça. - Te aborrece saber isso…?

- Não! - exclamou em seguida. - Só que… os senhores são muito diferentes.- murmurou.

- Nem tanto. O que passa é que os senhores passam o tempo todo brigando por tolices e nunca se deram a possibilidade de conhecer-se a fundo.

- Lamento… - murmurou abaixando a cabeça.

- Bem, não falemos disso. Conta-me sobre seu Patronus.

- Como sabe?- perguntou Harry abobado.

- Que outra coisa podia haver assustado os Dementadores?

Harry lhe contou tudo o que passou e Remus lhe relatou algo sobre os Marotos depois de lhe devolver o Mapa.

- Senhor… Eu também queria perguntar outra coisa.

- Pode perguntar - animou Remus.

- O dia que eu cumpri os 6 anos, um Senhor chamado John me presenteou sapos de Chocolate. Tinha esquecido seu rosto… mas há pouco sonhei com isso. Era o senhor, não é?

- Você descobriu. – sorriu - Estava especialmente sentimental esse dia, e escapei de meu esposo e filho para poder te conhecer. Nesse momento você era muito parecido com seu pai… mas agora você parece mais só que você tem…

- Os olhos da minha mãe. - interrompeu sorridente - Eu sei… todos me falam a mesma coisa.

Remus lhe devolveu o sorriso. Nesse momento alguém entrou no lugar.

- Papi, seu carro está… - Draco ficou calado ao ver a Harry Potter no escritório de seu papi. - Potter. - disse o fuzilando com o olhar.

- Malfoy.

Remus rodou os olhos. "Esses garotos...".

- O que você necessita, Draco?

- Falar com você… A sós. - disse olhando para Harry.

- Entendo. Foi um prazer conhecê-lo, Professor. E parabéns por sua… gravidez.

Draco esperou Potter sair do escritório para gritar.

- O que ele quis dizer com isso?!

Mansão Malfoy

- Me acompanhe Black. Vou mostra seu quarto. - Lucius disse contendo a raiva. "Eu faço isso por meu companheiro, pois o amo e não posso viver sem ele", dizia a si mesmo para justificar o porquê estava por dar asilo em sua distinta Mansão a um fugitivo que fez sua vida impossível no passado.

- Eu também não estou feliz de estar aqui, Malfoy. - disse Sirius notando o tom do veela.

- Bem, é bom saber disso. E deixa que os elfos se encarreguem desse animal.

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Draco se alegrou que ninguém descobrisse o que na verdade, passou naquela noite, não queria que todo mundo soubesse que seu papi era um licantropo. O que não pôde ocultar foi que se soubesse que Remus Lupin era seu papi. As pessoas o olhavam estranhamente, até tinha ouvido alguns cochicharem coisas como:

- "É incrível que sejam pai e filho. São tão diferentes"

- "Agora entendo porquê Malfoy nunca se queixou de Lupin, sempre fez isso de todos os professores, a exceção de Snape"

- "Os dois são lindos, mas o Professor é mais" Essa foi Pansy Parkinson.

Mas para o loiro tudo isso lhe importava muito pouco. (Mesmo que não pôde evitar sabotar o suco de abóbora de Pansy para que lhe crescesse cabelo rosa pelo anterior comentário) O que o tinha furioso era o assunto de seu "irmãozinho".

"Eles deveriam me consultar sobre um assunto assim. Agora não vou mais ser o bebê da casa." Pensou egoísta.

Por sorte, e tal como esperava, as qualificações de seus exames foram excelentes e, claro como também esperava, suas notas não ultrapassaram as de Granger. Mas pelo menos seu pai não poderia recriminar-lhe. Tinha jurado que se suas qualificações fossem maiores de 300 por cento de eficácia, o levaria ao Mundial de Quadribol e ele o faria cumprir sua promessa.

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- Você fala a sério?

- Sim. - sorriso mole.

- Te amo. - sussurrou Lucius enquanto abraçava seu esposo.

- Parece que essas técnicas que você aprendeu para usar melhor seus poderes veela funcionaram muito bem. Porque nem o anticoncepcional pôde detê-lo.

Lucius sorriu malicioso.

- Fico feliz com isso.

- E eu… faz tempo que queria ter outro filho. E chegou no momento exato.

Se entregaram a seus acostumados beijos passionais enquanto não cabiam em sim de felicidade. A verdade é que Lucius também estava pensando em ter outro bebê. Mesmo que não demonstrando… ele gosta de ser pai. Só que seus ciúmes por Remus não o deixavam demonstrá-lo, mas se encarregaria que este novo menino não fosse tão mimado como o primeiro assim não lhe roubaria tanta atenção como o fez (e segue fazendo) Draco. Lhe alegrava isto, porque se bem ele queria voltar a ser pai, lhe horrorizava ter de voltar a gerar o feto. Isto apagava todos seus temores, agora se dedicaria a desfrutar.

- Oh, por favor. Vocês têm que fazer isso na minha frente? Vou vomitar Moony. - disse Sirius Black recém banhado e com uma grande tigela de sorvete em suas mãos.

- Vai a merda, Black.- grunhiu Lucius.

- Lamento, Padfoot. Agora tenho que ir buscar Draco. Você vem comigo, Luc?

- Não. – rotundo - Eu vou buscar Draco. Você fica em casa, você está grávido e não quero que passe nada mal.

Os olhos do homem-lobo estreitaram perigosamente.

- Lucius Malfoy… desde agora vou te advertindo que você NÃO vai me proibir de fazer minhas coisas cotidianas só porque estou grávido, isso se você não quer ser castigado.

- Mas…

- Nenhum mas, meu amor. - o beijou - Agora fica em casa que eu trarei a Draco.

Remus deu a volta e andou apressado até a saída.

- Ele te tem dominado, Malfoy. - riu Sirius sem contemplações.

- Cala a boca, Black!

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- Senhor Remus! Por que foi embora assim? Não tive tempo de me despedir. - gritou Pansy, se jogando sobre o corpo do castanho.

- Solta ele, Pansy! - grunhiu Draco, zangado. "Ele está grávido! Idiota!"

- Desculpe, princesa. Mas tinha coisas que fazer… mas agora estou aqui e você pode se despedir de mim. - sorriu.

- O senhor não voltará o ano que vem Professor? - perguntou Théo, que estava de muito bom humor desde que se inteirou que Bicuço tinha escapado ileso. "Meu pai deve estar fervendo de ódio." pensou contente.

- Eu temo que não.

- Por que não, Senhor Remus? - disse Blaise - O senhor é o melhor professor de Defesa que tivemos.

- É que…

- Meu papi está grávido. - disse Draco irritado. - Então não o incomodem.

Os Sonserinos e algum outro curioso que estava por ali olharam assombrados ao licantropo.

- É certo isso, Remus?- perguntou Narcisa Snape, quem trazia da orelha a Lucas.

- Sim, Narcisa. Acabo de confirmar. E por que você está trazendo assim este menino?

- Estava fazendo das suas, como sempre. - disse olhando zangada ao de olhos azuis - Aborrecendo a pobre Ginny Weasley com suas bobagens.

- Eu não a estava irritando! - se ofendeu - Ela gosta que a chame de linda…

- Sim, claro. - bufaram os Sonserinos ali presentes.

- Enfim… felicidades, Remus. Meu esposo e eu também estamos tentando ter um. Vamos ver se sai melhor que este. - disse irritada.

- Mas se eu sou perfeito! - Lucas voltou a se ofender - Você terá sorte se seu filho sair igualzinho a mim!

- Merlin não o permita. - murmurou Regulus que chegava junto com Severus nesse momento.

- Que têm todos os senhores contra mim?! - Lucas fez uma careta e cruzou de braços.

- Olá Remus. - cumprimentou Black - Está tudo bem em casa?

- Perfeitamente. - sorriu cúmplice.

Severus grunhiu.

- É hora de ir, Narcisa. - disse antes de dar meia a volta e perder-se entre a multidão que saía do trem.

- Bem, até logo Remus, e felicidades novamente. - se despediu ela levando o emburrado moreno arrastado.

- Se-Senhor… Remus. - gaguejou Pansy com olhos chorosos - Muitas felicidades! - gritou antes de voltar a atirar-se sobre o pescoço do castanho. "Ele vai fica lindo barrigudinho!"

- Já te falei pra deixar ele em paz, Pansy! - rugiu o veela.

- É incrível… - murmurou Ron - Ainda não acredito que Malfoy seja filho do professor Lupin.

- Não o sabiam? - perguntou à Senhora Weasley desconcertada.

- Você sabia? - perguntou incrédulo Fred. George estava despedindo-se efusivamente de seu namorado, Cassius Warrington nesse momento. Ao longe também podiam ver Oliver Wood e Marcus Flint que falavam em voz baixa, e muito ruborizados.

- Certamente. Inclusive, Draco e Remus, estiveram na festa do primeiro ano de Harry. - Sua cara se entristeceu por uns momentos. - Ron, Neville, Harry e ele brincaram muito no cercadinho, enquanto os senhores, - disse olhando severamente a Fred. - faziam das suas.

- Quem diria… - murmurou surpreendido Ron.

- Lucius Malfoy e Remus foram namorados desde seu 6º ano. Se casaram dois anos depois de terminar o Colégio porque Draco vinha em caminho. - disse tranquilamente o Senhor Weasley. - Foi um acontecimento lindo. Todos nós estivemos ali. Seus pais, inclusive, estiveram em São Mungus apoiando Remus no dia em que Lucius deu à luz a Draco, Harry.

E as caras de surpresa aumentaram mais ainda.

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- Oi Draco.

Draco piscou.

- AAHH! QUE VOCÊ FAZ EM MINHA CASA?!

- Draco, não grite. - Lucius disse irritado.

-M-Mas…! Ele é Sirius Black!

- Nós sabemos minha vida. - disse Remus deixando o baú no chão. Lucius franziu a testa ao ver que seu esposo trazia arrastando o baú. Não deve fazer esforços! - Sirius vai se esconder aqui em casa por uma temporada. Ninguém deve saber disto, filho. Nem sequer Blaise e Théo (os melhores amigos do garoto) - terminou seriamente.

- Vocês não me consultam em nada para tomar as decisões. - resmungou.

- Já te disse que o bebê foi surpresa, Draco. - disse Remus exasperado.

- Da na mesma. - grunhiu o loiro menor antes de subir as escadas.

- Que caráter. - comentou Sirius antes de dar-lhe uma grande mordida em seu sanduíche de presunto e queijo.

Continua...

Próximo capitulo: Mundial de Quadribol

Nota Tradutor:

Logo mais teremos mais... ate breve!

Queria agradecer aos reviews que recebi que foram bem , mais bem poucos

No total foram somente três... então ate breve... não sei quanto tempo vou demorar agora...