Capitulo 15: A chegada do bebê.

- O feitiço para cegar o dragão Hermione. Isso foi o que Remus me disse.

- Mas é um feitiço muito difícil!

- E o que você quer que eu faça!?

- Não sei, mas temos que procurar um que seja mais fácil – olhou para o moreno – E se você pedir ajuda para Malfoy?

- Não! – categórico – Já disse que isso não é uma opção!

A primeira Prova

- O tal de Diggory fez muito bem... – Theo comentou.

- Sua tática foi estúpida – Draco disse com desdém.

Os representantes seguiam com sua prova, Fleur foi a segunda, Krum o terceiro e agora era a vez de Potter.

- Isso vai ser emocionante. Como Potter vai se arranjar? – Miles sussurrou esfregando as mãos.

Draco sentia novamente aquele sentimento estranho... e não gostava nada do que isso pudesse significar. Viu Potter convocar sua vassoura e isso o surpreendeu, esse feitiço era muito avançado. Seu coração deu um pulo quando o dragão (um Rabo-Córneo Húngaro) machucou Harry, mas ao que parece o moreno se recuperou logo em seguida e começou a voar de maneira incrível.

- Vamos! – Harry desafiava o dragão, voando sobre o bicho para provocá-lo – Vem me pegar... Anda, levanta...

- Esse Potter está louco – Blaise murmurou.

No final Harry pode ter o ovo e foi direto para onde estava madame Pomfrey.

- Esse Bargman não é imparcial – Tobias disse.

- Igual Karkarov – Theo comentou ao ver o quatro de pontuação.

- Muito bem Harry – Charles disse ao vê-lo.

- Tem toda a razão, Charlie. Parabéns Potter. Ah... te mandam saudações e ânimos – Regulus piscou um olhou.

- Obrigado – sorriso – Pode me chamar de Harry.

- Te odeio.

- Ah! Vamos! Você é meu namorado e eu sou o inventor. Então você deve ser minha cobaia.

- Mas nasceram penas em mim!

- E você ficou tão bem!

- Ah... Weasley, Fred a gente pode conversar? – Tobias disse muito nervoso.

- Sobre o que?

- Você sabe sobre o que... – disse olhando diretamente em seus olhos.

- Tudo bem.

George e Cassius sorriram.

A chegada de dezembro trouxe ventos e tempestades de neve. O meio gigante continuava criando os explosivins, apesar de que só restavam dez deles (os outros morreram pelas mãos de seus "irmãos"). No entanto, havia uma coisa que fazia com que Draco praticamente subisse pelas paredes.

Andava junto com seus amigos até a cozinha (Sirius tinha lhe contado onde ficava) e quando entrou encontrou algo que não esperava.

- O que está fazendo aqui Dobby? – tanto ele como Potter o olharam surpresos.

- Dobby veio para trabalhar em Hogwarts, jovem senhor e senhor Potter, senhor! – gritou Dobby emocionado – O professor Dumbledore deu trabalho para Winky e Dobby, senhor Harry Potter e jovem senhor.

Viram a outra elfinha e Dobby, muito serviçal os arrastou até uma mesa e os sentou. O quadro sim era estranho, de um lado estava o tio dourado de Hogwarts e do outro os cinco Sonserinos que nada tinham a ver com os Grifinórios. Winky chorava desconsoladamente enquanto Dobby os servia.

- Dobby viajou por todo o país durantes dois anos tentando encontrar trabalho senhor! Dobby disse – Mas Dobby não encontrou trabalho senhor, por que Dobby quer que o paguem!

- Esse elfo está louco – Gregory resmungou pegando um pudim quando conseguiram sair da cozinha.

- E Granger? – Blaise disse parecendo muito surpreso – O que é F.A.L.E.? Está louca!

- Já sabem como são os Grifinórios... sempre ajudando os desamparados – Theo disse.

- Mas revolucionar os elfos é demais – Draco bufou.

Em dezembro passava, e o tradicional baile de Natal por causa do Torneio Tribruxo se aproximava. Mas como lembram Draco tinha algo muito diferente na cabeça, pois o nascimento de sua irmãzinha (sim, Remus ia ter uma menina) seria por esses dias e o veela estava morrendo de nervos.

- Você já sabe com quem vai Lucas?

- Não vou – disse com voz sinistra – Já convidaram minha Ginny.

- Mas tem que ir com alguém mais velho... – Miles disse.

- Não interessa! Sem minha Ginny não vou! – gritou com lagrimas de crocodilo nos olhos.

- Anda, vamos... eu te convido... – Daphne consolou – E assim você vai poder tirá-la para dançar. Não acho que Longbottom seja um bom dançarino.

- Longbottom? – Theo se interessou.

- Sim... ele teve o atrevimento de convidar minha Gin Gin – grunhiu o moreno – Acho que vou aceitar Greengrass.

- E você vai com quem Blaise? – Pansy perguntou.

- Com uma lufa do terceiro – deu de ombros.

- E você Theo?

- Eu? Não me interesso por essas frivolidades melhor ficar e ler um bom livro.

Seus amigos bufaram.

- Você tem que ir... o senhor Remus não gastou esses galeões em uma túnica para você a toa – Blaise disse.

- Está bem, vou falar com uma garota que conheço da Corvinal e irei.

- Potter convidou as Chan – Millicent disse.

- A Sonsa? – Lucas alfinetou.

- Sim, mas ela irá com Diggory. Então ela o rejeitou – Daphne disse.

- Então vamos de uma vez? – Pansy disse séria – Warrington e Montague iram com um gêmeo Weasley cada. Miles e Malcon conseguiram seus pares...

- Quem?

- Os Weasley convenceram Alicia Spninet e Angelina Johnson para que nos levem – Malcon sorriu.

- Hn e bom, você Blaise com a Lufana igual Vincent. Gregory com Millicent e Daphne com Lucas. Ah, Terence vai com Lee Jordan.

- E você Pansy? – Theo perguntou.

- Com Draco. Não vê que o idiota está tão metido em seu mundo que não pediu ninguém para ir ao baile?

Os sonserinos olharam para seu companheiro de casa. Definitivamente, Draco estava sentado com eles na Sala Comunal, mas seu olhar perdido dava a entender que não escutava nada do que diziam.

- E Potter já tem um par? – Theo perguntou curioso quando Harry se aproximou para lhe entregar uma carta para Sirius.

- Eh... sim. É uma das Patil – na verdade era que ele não sabia qual das duas convidou.

- Posso perguntar uma coisa? – Ron disse.

- O que?

- O que está acontecendo com Malfoy ele anda tão distraído. Não está nos provocando como normalmente faz...

- O senhor Remus está por dar a luz esses dias...

- Oh...

O dia do baile chegou e Pansy teve que rogar aos meninos que vestissem Draco, inclusive colocou um calmante em seu suco pela manhã, pois o veela estava insuportável. No final das contas o resultado foi muito bom. O loiro estava divino.

Foram todos juntos até o Grande Salão e ali ficaram surpresos ao ver Krum de braços dados com uma bela Hermione Granger.

- Eu já sabia... – Lucas riu, mas uma garota de cabelos vermelhos atraiu sua atenção – Oh por Merlin! Ginny você parece uma rainha! Casa comigo!

- Talvez eu case no futuro – disse ela piscando um olho para o moreno enquanto Neville sorria divertido.

- Sou o homem mais feliz do mundo!

Draco ficou toda a noite de cabeça baixa pensando em quem sabe o que. "Como será que eles vão me avisar se começam as contrações? E se não há ninguém em casa? E se ele tiver problemas? E se o bebê decide nascer na lua cheia? Ou depois... quando papai está muito fraco?"

- Me convida pra dançar Theo? - Draco parece estar em outro mundo.

- Não, tenho outros planos Pansy. Vem comigo Lucas.

Junto com Lestrange os dois foram até onde Ginny Weasley e Neville Longbottom dançavam. Lucas sorriu.

- Vamos trocar? – Nott sugeriu.

- Claro. – disse Ginny sorridente.

Um ruborizado Neville colocou torpemente as mãos nos ombros de Nott enquanto o outro fazia o mesmo com as suas na cintura do grifinório.

- Esse Weasel é um idiota – Blaise resmungou ao chegar à mesa.

- Por quê? – Daphne perguntou.

- Não importa – grunhiu. "Acaba de fazer uma cena de ciúmes por causa da Granger, estou perdido."

27 de dezembro

- Tudo bem papai? Precisa de alguma coisa?

- NÃO, Draco. Vai fazer suas tarefas e me deixa em paz – Remus sibilou falando firme com seu bebê pela primeira vez em sua vida.

Estava na ultima etapa de sua gravidez, estava inchado e muito pesado e as transformações não ajudavam muito a melhorar seu humor. Remus, desde seu sétimo mês não falava mais, só rosnava. Mas como Draco não estava em casa nesses momentos não conseguia ficar calado e deixar o castanho fazer o que tivesse vontade, como Lucius e Sirius faziam.

- Mas papai...

- Deixe-o furãozinho. Não vê que ele pode te morder? Os lobos comem furões sabia? – Sirius caçoou.

- Calado Sirius! – "Maldito Lucas!".

- Como vai seu treinamento Theo? – Sirius sussurrou olhando de soslaio para Remus, sabia muito bem que o lobo poderia ouvi-lo, mas estando tão emburrado e metido em seu drama pessoal não lhes prestava atenção.

- Muito bem – disse no mesmo tom – Já sei no que vou me transformar...

- Ah, é. No que?

- Num cisne.

- Que gracinha... será uma linda ave.

- Acho que sim – disse dando de ombros um pouco ruborizado.

Durante a tarde

- Paddy...

- Sim Moony?

- A bebê vai nascer. Pode chamar Lucius?

- Ah... – pálido – Claro – e saiu correndo da sala.

Saint Mungus

- LUCIUS MALFOY JAMAIS VAI ENCOSTAR EM MIM DE NOVO. OUVIU?

Theo e Draco empalideceram ao escutar o rugido do amável papai do veela.

- Nossa que caráter – Theo comentou.

- Nem me fale. Nunca escutei meu papai levantar a voz.

- Oi rapazes. Como vai tudo?

- Oi tia Narcisa. Ah... tudo vai bem...

- ME DÁ ALGUM REMEDIO PRA DOR MALDIÇÃO!

-... acho.

Regulus ria se divertindo com toda a cena. Mais tarde chegaram Severus Snape e Albus Dumbledore. O diretor ofereceu um drops de limão para os rapazes "para acalmar os nervos", mas eles recusaram amavelmente.

- Bem, tudo ocorreu perfeitamente – disse uma alterada enfermeira saindo da sala de parto.

- Os dois estão bem?

- Sim meu rapaz. Seu papai está muito bem e sua irmãzinha é linda. Se quiserem passar para o quarto para onde os levaremos, poderão vê-los daqui a pouco – sorriu.

Passaram-se poucos minutos até que um sorridente e orgulhoso Lucius entrou no quarto com um pacotinho nas mãos. Apresentou Camila Galatea Malfoy-Lupin levantando a manta um pouco. Seu rosto era muito branco e estava vermelhinha como seu irmão quando nasceu, mas havia uma diferença. Seu cabelo era abundante e de cor castanho claro, era evidente que ela não seria loira platinada como todos os Malfoy.

- É muito linda... – Draco disse com os olhos brilhando emocionados. Tinha certeza que se o quarto estivesse vazio iria chorar.

- Quer carregá-la? –Lucius perguntou.

O mais novo o olhou amedrontado por uns minutos, mas concordou, respirando nervosamente pegou a menina em seus braços e isso foi a melhor coisa que aconteceu em sua vida. Era uma sensação maravilhosa e agora tinha certeza do que seu papai dizia sobre o vincúlo dos licantropos. Eles três, por terem o mesmo sangue licantropo, se reconheceriam e criariam um vincúlo amoroso que duraria para sempre. E Draco tinha essa capacidade aumentada por possuir sangue veela também... o que o fazia mais protetor ainda, se é que isso era possível.

- E Remus? – Regulus perguntou.

- Está bem – resmungou Lucius esfregando a mão que durante o parto seu esposo havia estrangulado. – Vão trazê-lo daqui a pouco.

O bebê passou das mãos de Draco para as de Narcisa, Regulus e Albus, Severus recusou educadamente enrugando seu nariz.

- "Severus você deve estar preparado para quando o seu chegar." – Dumbledore disse alegremente.

Snape empalideceu olhando para sua esposa, assustado, mas ela negou sorridente e disse.

- "Ainda não.".

Depois trouxeram Remus, que estava muito esgotado e a enfermeira pediu que somente os familiares ficassem.

- Bem, Severus e eu vamos voltar para Hogwarts. Te esperamos lá Regulus.

- Certo professor.

- Alguém avisou Padfoot? – Remus perguntou antes deles saírem.

- Eu aviso – Theo disse antes que todos saíssem do quarto.

Agora o licantropo carregava Camila e a olhava com adoração, mas pareceu recordar algo; então levantou o rosto e procurou o olhar de seu filho.

- Está tudo bem?

Draco entendeu. A pergunta na realidade era: "Não está com ciúmes, verdade?" Então confessou a verdade.

- Sim tudo bem. É incrível, ela é... Eu... pude sentir o vincúlo do qual me falava papai, quando a tive em meus braços.

Remus sorriu e esticou uma mão para que seu filhote a pegasse, ele não duvidou em fazer.

- Você pode senti-lo mais fraco, pois o vinculo que existe entre você e eu é muito forte em mim. Agora que você tem uma irmã vai sentir também, mesmo que seja mais fraco. Vamos ficar conectado nós três. Por que ela também vai sentir quando chegar a hora.

- Ou seja, vai haver uma mimada a mais em casa. Que sorte a minha.

Licantropo e filho fuzilaram o loiro com o olhar.

- Lucius... sabe que o período de quarentena enquanto eu me recupero é de quarenta dias? O que você acharia se eu aumentar para dois meses?

O veela empalideceu.

- É muito... – murmurou.

- Então é melhor ficar caladinho.

Como sempre que Remus ganhava uma disputa com seu pai... Draco sorriu com superioridade para o loiro mais velho.

- Oi pequena Moonynha. A gugugu, gugu.

- Você é patético Black. Me dá minha filha.

- Você fala assim por que é muito sério para fazer essas mostras de carinho em publico. Eu vejo como você baba por causa de Camila – sorriu.

- Cala a boca e me dá ela.

- Lucius, Black - Severus saudou – Draco, Nott. Saiam, tenho que falar com os adultos.

- O que foi? – Remus disse entrando no lugar trazendo a mamadeira da pequena.

- Karkarov me abordou no Natal. Descobriu que há mais movimento do que o normal por parte dos Comensais – disse muito sério – Lucius, percebeu que a marca está mais escura do que antes? – disse o loiro.

- É verdade Luc? – o loiro assentiu – E por que você não me contou?

- Você estava grávido, não queria te preocupar.

- O que mais Karkarov disse? – Sirius perguntou.

- O covarde está mais preocupado em fugir se Voldemort aparecer novamente – grunhiu.

- Temos que fazer alguma coisa...

- A única coisa que podemos fazer agora é cuidar de Potter – Lucius disse – Eu tenho vigiados os Comensais. Sem um líder eles não estão muito organizados.

- Você toma conta de Harry então Severus – Remus disse.

- Eu sei – grunhiu – "Não sou uma maldita babá!"

As férias terminaram e Draco chegou a Hogwarts com um sorriso orgulhoso no rosto. Tinha milhares de fotos de sua irmãzinha para exibir e as mostrava para seus amigos e depois as guardava ciumentamente.

Estavam na aula de CDM com a nova professora Grubbly-Plank. 'De onde saiu essa?'. Fazendo a felicidade de Draco diminuir um pouco. Enquanto olhavam uns belos unicórnios Potter exigiu saber o que aconteceu com o meio gigante.

- Detesto essa Skeeter... – Nott disse com a cara fechada.

- Por quê?

- Leia isso. – estendeu o jornal.

Era O Profeta Diário que tinha uma página inteira onde falava sobre a condição do meio Gigante Hagrid, o artigo também dizia que Hagrid dizia insultos contra o diretor. O que mais chateou Draco foi uma parte que dizia "Meu amigo Draco Malfoy foi golpeado por um hipógrifo, e meu amigo Vincent Crabbe um terrível verme lhe mordeu." Nos confessa um aluno do sexto ano chamado Cristian Bole.

"Todos odeiam Hagrid, mas temos muito medo para dizer o contrário."

- Skeeter está louca. E Bole com raiva por não ter entrado no Torneio Tribruxo – Blaise disse.

- Ei Potter! Quer saber onde está se amigo? Olha isso – Draco disse lhe entregando o jornal.

Harry ficou um tempo lendo enquanto seu rosto ia ficando vermelho pela ira cada vez mais.

- O que quer dizer com isso? "Todos odeiam Hagrid"? – o moreno perguntou para Malfoy – O que são todas essas mentiras que esse – mostrou Crabbe – foi mordido por um verme? Se nem dentes eles têm!

- Não desconta sua raiva em nós Potter. Não tivemos nada a ver com isso – Vincent disse.

O tempo passou e Draco voltou a ficar contente de novo pois seu papai e sua irmãzinha vieram visitá-lo nesse fim de semana. Agora estavam em Hogsmeade para beber uma cerveja amanteigada e passar um tempo.

- Harry! – escutou Rita Skeeter dizer – Que divino! Por que não senta com...?

- Não me aproximaria de você nem com uma vassoura de dez metros – Harry respondeu furioso – Por que fez aquilo com Hagrid?

Rita Skeeter arqueou finíssimas sobrancelhas.

- Nossos leitores têm o direito de saber a verdade Harry. Só cumpro meu de...

- E o que tem de mais ele ser um meio gigante? – Harry gritou – Ele não tem nada de ruim!

- Nisso o grifinório tem razão – Malfoy interrompeu com os olhos brilhando perigosamente – E deixa eu te falar uma coisa Skeeter, se você voltar a me envolver em alguma de suas odiosas reportagens vou pedir para meu pai, Lucius Malfoy, fazer uma visitinha para seu chefe. Bom dia.

Sorriu satisfeito quando viu a repórter empalidecer ao ouvir o nome de seu pai. "Não sei por que todo mundo tem medo do meu pai, se meu papai faz dele o que quer."

Continuara…

Próximo capitulo: O regresso de Voldemort

Nota tradutor: obrigado pelos reviews continuem assim que fara eu aqui postar os capirtulos mais rápido :D

Então até breve!