Capitulo 16: O regresso de Voldemort

- Quando encontrar esse maldito que está me roubando ingredientes vou tirar vários pontos de sua Casa... – sibilou Snape zangado.

Perguntava-se se não seria Potter, era evidente que o pergaminho que estava a ponto de pegar antes que aquele louco de Moody o confiscasse era o tal mapa do demônio. Mas o garoto tinha coisas mais importantes para fazer que andar roubando. Embora nunca pudesse saber como esse moleque... Tinha certeza que o tal ovo também era de Harry e que Moody o estava acobertando. "Bom pra mim, um problema a menos com minha função de babá que esses malditos Marotos me impuseram".

O tempo passou rápido em Hogwarts novamente, Draco recebia diariamente noticias de sua irmãzinha e tinha toda a Casa da Sonserina babando pela menina. Pansy insistia em pedir permissão especial para Dumbledore para "visitá-la", mas o veela lhe disse que era melhor sossegar.

* Segunda Prova.:.

- Você tem que se meter em tudo? Vão morrer congelados! – Pansy estremeceu.

- Segundo Krum me disse, devem resgatar "algo valioso" – Theo disse.

- Pois espero que valha a pena seu "algo valioso"... – Blaise murmurou – Certamente... Onde estão Weasley e Granger? Não os vejo do lado de seu amiguinho – disse desdenhoso. O castanho continuava zangado por ter presenciado aquela cena de ciúmes entre os leões.

- Acho que eles estão por ai "fazendo coisinhas" – Lucas disse malicioso.

Zabini o fuzilou com o olhar.

- Também não vejo a Weasley por ai, ultimamente ela está muito amiga de um Lufano.

- O que!?

- Querem calar a boca? Já vai começar – Tobias reclamou.

- E para que quer nos calar? Vão se jogar na água, não ficar cantando por ai!

- Calado Lucas!

Os campeões mais velhos entraram na água com um elegante salto, enquanto que Potter (que ao que parecia estava se afogando) teve um salto mais desengonçado. A prova consistia em nadar até o fundo do lago em busca do que lhe era mais valioso, no prazo de uma hora.

- Aquela é a Granger? – Vicente perguntou quando Krum saiu do lago com a moça.

- Entendi... – Theo murmurou com sua expressão de sabe tudo – "O mais precioso" o de Diggory era Chang, de Krum era Granger, de Delacour deve ser algum parente ou amiga, então Potter...

- Ron Weasley... – Cassius completou

- Exato.

Blaise empalideceu.

- Já está quase terminando o prazo... Será que se afogaram? – Malcon, o dono do comentário recebeu uma cotovelada de Lucas que com um movimento de cabeça assinalou Draco.

O veela tinha agarrado os lados de seu assento com tanta força que seus dedos estavam brancos seus olhos não desgrudavam da água.

- É evidente não é? – Lestrange comentou com Theo.

- Sim, mas não diga nada. Sabe como é – respondeu num sussurro.

- Lá estão eles! – gritou um dos Creevrey e todos os olhares se dirigiram a eles. Efetivamente, Potter mais Weasley e uma pequena loira, saíam da água.

Enquanto Harry era atendido por uma indignada madame Pomfrey, viram Fleur se aproximar deles.

- Wow! O que foi isso? – Lucas perguntou reprimindo um calafrio.

- Você sentiu? – Terence perguntou igualmente assustado.

Só Theo percebeu. Um pouco do poder veela de Draco saiu de seu corpo quando viu como Fleur Delacour dava dois beijos na bochecha de Harry Potter. Incrível... e isso era por que ainda não tinha recebido sua herança.

- Tudo bem Draco? – perguntou um pouco receoso.

- Sim – rosnou antes de ir até os botes muito irritado.

*Dias depois.:.

Harry:

Vá até o final da estrada que dá para Hogsmeade (além de Dervish e Banges) no sábado as quatorze horas em ponto.

Leve um pouco de suco de abóbora e biscoitos de morango com pedaços de chocolate de Hogwarts. Os que fazem os elfos de Moony não se comparam com os daí.

Padfoot.

Antes da aula de Poções

- Hei... Draco. Se continuar assim vai rasgar minha revista – Pansy murmurou.

- Essa... Granger – sibilou com raiva – Não estava com Viktor?

- Draco, se acalme. Isso deve ser mentira, Potter NÃO anda com Granger – Blaise disse exasperado.

- E por que você está me falando assim? – disse com mais raiva ainda – O que me importa que Potter faça com essa sangue ruim?

- Minha revista... – Pansy murmurou chorosa ao ver sua revista transformada em uma bolinha de papel.

Depois viram os grifinórios se aproximarem da sala de aula.

- Então você anda de agarramento com a Granger não é Potter? – Draco alfinetou antes de entrar na sala.

- De que merda você está falando?

- Disso! – lhe passou a bolinha de papel.

- E o que é isso? – disse confuso.

- Deixa eu te mostrar – Blaise disse exasperado desembrulhando a revista, procurou a reportagem e mostrou para os leões – Skeeter pegou no pé de vocês agora.

- Eu não disse! – Ron gritou – Não devia ter desfiado ela.

- Por muito divertida que seja a vida amorosa da celebridade aqui presente, quero lhe avisar que vocês têm aula – Severus disse – Dez pontos a menos para Grifinória... e Potter espere – o segurou por um braço.

- O que quer?

- Não fale assim comigo moleque. Quero saber o que você está procurando em meu escritório.

- Eu? Eu não me aproximei daquele lugar todo esse ano.

- Então quem está me roubando: Pele de serpente africana, Guelricho...? Todas saíram do meu armário particular e sei quem as roubou – olhou significativamente para o moreno.

- Pois o senhor está enganado professor. Eu juro pela memória do meu pai: James Potter.

- Isso é jogar sujo Potter – disse irritado – Entra para a aula e quinze pontos a menos para o senhor.

No dia seguinte

- Oi Sirius – Harry cumprimentou falando com o grande cachorro negro.

O cão os levou até uma cova onde o hipogrifo Bicuço os aguardava. Uma vez transformando em humano os Grifinórios puderam ver as mudanças no homem. O cabelo negro azulado impecavelmente cortado. Corpo um pouco mais cheinho em comparação ao ano passado e vestia uma roupa Trouxa muito elegante.

- Me trouxe os bolinhos? – perguntou emocionado.

- Aqui – Harry disse divertido – O que faz aqui Sirius?

- Cumprindo meu dever de padrinho – disse com a boca cheia – Me conta o que tem acontecido ultimamente.

Falaram de quem poderia ter colocado Harry nessa confusão; agora havia mais suspeitos, como Ludo Bagman e Barty Crouch. Sirius contou sobre o filho de Crouch e sua relação com Voldemort.

- E Snape?

Sirius negou.

- Ele contou tudo, Remus não me disse por que, mas Snivellus se uniu ao bando da Luz há uns meses antes que... – vacilou – Voldemort te fizesse essa cicatriz.

- Então, por que Moody e Crouch estão tão interessados em seu escritório?

- Bem – Sirius disse pensativamente – Não me estranha que Olho Tonto tivesse entrado no escritório de Snape ou de todos os professores de Hogwarts. Ele leva a Defesa Contra as Artes das Trevas muito a sério. Não acredito que confie em absolutamente ninguém e não me surpreende depois do que ele já viu. No entanto, tenho que dizer uma coisa, Moody nunca matou se pudesse evitar: sempre capturava todos vivos se fosse possível. Era uma pessoa dura, mas nunca desceu ao nível dos Comensais. Crouch, ao contrário, era outra coisa... Será que ele está doente mesmo? Se não está, como faz para entrar no escritório de Snape? E se não está... O que será que ele está aprontando? Que será tão importante no Mundial para não aparecer na tribuna principal? E o que estará fazendo, já que era para estar julgando as provas do Torneio?

Ficaram mais um tempo falando até que Sirius percebeu que já era muito tarde.

- Devem voltar para o castelo e eu também tenho que voltar para casa. Moony não sabe que vim – disse um pouco nervoso – Prestem atenção, não quero que saiam do colégio por nada no mundo. Continuem se comunicando comigo por Theo. E se é algo grave... eu direi para Malfoy e vocês poderão usar a lareira de Snape – abraçou Harry – Nos veremos...

Os três grifinórios assentiram e começaram a andar.

- Ah! Esperem – tirou algo de seu bolso. Era uma foto – Moony me disse para lhes dar isso. Ela é Camila Malfoy Lupin. Quando tudo isso acabar talvez possam conhecê-la.

- Ela é linda – Hermione comentou enquanto voltavam para o colégio.

- Parece com Remus.

-\-\-\-\-\-\

- O que estava acontecendo com a Granger?

- Estão chegando cartas ameaçadoras para ela das admiradoras de Potter – Lucas riu – Minha Ginny que disse.

- As pessoas não têm mesmo nada o que fazer... – Tobias murmurou.

- Falando no que fazer... o que você está fazendo nos últimos dias que não te vimos meu querido Toby? – Blaise perguntou malicioso.

- Eu... – ruborizou – Ah, tenho passado um tempo com... alguém.

- Com quem? – Daphne perguntou.

- Com Fred Weasley – Cassius respondeu por ele.

- Awww... quer dizer que vamos todos terminar com um grifinório e a maioria com um Weasley – Lucas provocou.

- Que coisa desagradável... quer dizer, ficar com um Weasel – Draco sibilou.

- Pois é melhor com um Weasley que com um furão – Blaise disse.

- Quem disse? – perguntou estreitando os olhos – E por que você os defende?

- Por que você é muito cruel, eles não merecem que os desprezem desse jeito.

- Pois se não me engano até a poucas semanas você vivia menosprezando esse tal de Ron.

- Isso foi antes – "De que me desse conta do que acontecia entre ele e a Granger. Sou um idiota."

Aula de CDM

- São pelúcios – Hagrid explicou quando os alunos se ajuntaram perto deles – Se encontram principalmente nas minas. Gostam de coisas brilhantes... Olhem.

Um dos pelúcios deu um pulo para tentar dar uma mordida no relógio de pulso de Pansy Parkinson.

- O relógio que o senhor Remus me deu de presente! – gritou alterada.

Draco grunhiu.

- Eles são muito úteis como detectores de metal – Hagrid disse contente – Pensei que hoje poderíamos nos divertir um pouco com eles. Vêem isso? – mostrou um pedaço grande de terra recém cavada – Eu enterrei algumas moedas de ouro. Tenho preparado um prêmio para quem pegue o pelúcio que consiga desenterrar mais moedas. Mas primeiro tem que tirar todas as coisas de valor que estiverem usando, depois escolham o pelúcio e preparem-se para soltá-lo.

- Isso é muito divertido – o veela disse sorridente - Já tenho cinco moedas. Quantas vocês têm?

- Eu tenho apenas três – Theo disse.

- Cinco e já vou atrás da sexta – disse Blaise orgulhoso.

- Pansy era para ele procurar moedas e não para você fazer carinho nele – Gregory disse rodando os olhos.

- Mas eles são tão bonitinhos...

- Temos um ganhador! – Hagrid anunciou mostrando Ron.

- Claro... sendo tão pobretão, ele e seu bicho devem ser expertos em encontrar dinheiro – Draco alfinetou.

- Não seja mal perdedor Draco – Blaise disse sorrindo ao ver a forma como Ron ruborizava ao comer o chocolate que ganhou como prêmio.

Biblioteca

Hermione entrou no lugar emburrada e começou a procurar o livro, enquanto grunhia indignada.

- Por que esse mau humor?

- Quem é você? –Disse irritada.

- Malcon Baddok.

- Ah, Sonserina. Você anda junto com esse menino o Lestrange não é?

- Sim – suspirou. "Só me conhece por causa dele" – Então...?

- Então o que?

- Não vai me contar o porquê do seu mau humor?

- Rita Skeeter – disse fechando a cara e com os dentes apertados.

- Entendi. Não devia ligar pra ela.

- Isso é o que estou tentando todo esse tempo, mas agora ela passou dos limites. Vou me vingar dela. Tenho que descobrir como ela faz para ficar sabendo de tudo.

Silêncio.

- Não pensou que talvez ela possa ser um animago?

Hermione Granger deixou o livro cair de suas mãos.

-\-\-\-\-\-\-\

- Eu não estou gostando nada disso... Crouch agindo como um louco, depois desaparecendo. Por que Harry tem que estar tão perto do perigo sempre?

- Você sabe que ele vai chamar se tiver problemas – Remus disse sem olhá-lo.

O castanho estava terminando de dar comida a sua filha de quase três meses de idade. Camila já tinha bastante cabelo castanho quase loiro com olhos dourados parecidos com os de Remus. Seus traços aristocráticos gritavam que ela era toda uma Malfoy.

- Por sorte falta pouco para a prova final. Não posso esperar que tudo isso termine para poder vê-lo. Você não se incomodaria se eu o trouxer para passar uns dias aqui não é?

- Claro que não.

- Draco vai derrubar a casa – Lucius comentou.

- Podemos mandar ele para casa de Severus enquanto isso – Remus resolveu.

Escritório de Snape

- O que quer Potter?

- Professor eu... preciso falar com Padfoot.

- Sobre o que...?

- Ah, eu tenho sonhado com ELE.

- Entra – apressou.

Severus conectou sua lareira com a Casa dos Malfoy e Harry contou tudo o que aconteceu e falou com Dumbledore e com seu padrinho sem omitir nada. Viu como Sirius ficava muito preocupado inclusive Remus apareceu uns segundos para pedir que tomasse cuidado.

- Professor... Por que o senhor decidiu ser Comensal e espião? Dumbledore me contou...

- Talvez eu te conte algum dia Potter – Severus disse com o que parecia ser um pouco de tristeza – Agora volte para sua Torre.

Terceira Prova

- O que está acontecendo com você furão?

- Não é da sua conta Lucas, e se tornar a me chamar de furão vai se arrepender.

- Viram a nova reportagem do Profeta? Diz que Potter desmaiou na aula de adivinhação e que sua cicatriz doía – Millicent comentou.

- Sim e Bole voltou a carga falando mal dele – Lucas grunhiu.

Na mesa dos leões estavam lendo o mesmo artigo e a castanha lembrou-se de uma atitude de Bole um tanto suspeita que viu há pouco tempo uma ideia iluminou sua mente.

- Sim! Sim! Sim! – Hermione gritou entrando na Biblioteca.

- E agora... pra onde foi seu mau humor?

- Você... Tinha razão! – Hermione disse dando um beijo num desprevenido Malcon – Eu já sei o que ela é! Uma animaga em forma de inseto!

- Skeeter? – perguntou um pouco alterado e completamente ruborizado.

- Sim!

Depois do café da manhã anunciaram para o moreno que deveria se reunir com seus "parentes" para lhe dar "apoio".

Ao chegar viu a senhora Weasley acompanhada de Bill, o irmão de Sirius, Regulus Black e Remus.

- Oi Harry.

- Oi! Por um momento pensei que fossem os Dursley...

- Claro que não... – Regulus disse sério. Tinha visto essa loira francesa olhar para Bill muito interessada e isso não o agradou nada - ... e mais te trouxe uma coisa que Padfoot te mandou – disse para depois entregar um bracelete – Ele disse que é para te dar sorte.

- Vamos lá fora Harry. Quero ver se acho Draco e depois passeamos – Remus disse amavelmente. Harry o olhou de cara fechada, mas depois aceitou.

Todos juntos saiam para os jardins, ali encontraram Ron e mais tarde todos os Weasley, se reuniram com eles e segundos depois veio Hermione muito sorridente.

- Draco... seu papai está te procurando – Miles disse entrando na Sala comuna de sua casa.

- O que?

- Eu o vi com Potter há uns minutos e me perguntou por você.

Draco saiu correndo do lugar e não demorou em achar Remus. Ele estava perto dos Weasley, Potter e Granger.

- Oi minha vida.

- Oi papai – disse o abraçando – O que você faz aqui?

- Convidaram os parentes dos campeões para lhes dar animo antes da prova. Então decidi vir ver Harry.

- Mas você não é parente dele – alfinetou emburrado.

- Mas é como se eu fosse – categórico – Vou ficar mais uns minutinhos e depois volto para casa, mas volto a noite com seu pai. Vamos ver a final na arquibancada do estádio de Quadribol.

- E Camila?

- Vai ficar com Narcisa, ela está praticando para quando tenha o seu – sorriu.

Á noite

Harry e Cedric acabavam de entrar no labirinto e Draco estava sentando junto com seus pais.

- Papai... há pouco senti um cheiro estranho.

- Que cheiro minha vida?

- Estava na aula de defesa quando o professor Moody começou a procurar algo freneticamente em seu bolso. Por uns momentos seu odor mudou para outro muito diferente, mas quando bebeu o que tinha no frasco que carrega para todo lugar, seu cheiro tornou a ser o de sempre – o olhou – Como isso pode acontecer?

Lucius e Remus trocaram um olhar preocupado.

- Não sei Draco. Mas vamos investigar depois da prova.

Esperavam o final da prova, impacientes. Tanto Fleur como Krum já haviam sido desclassificados. Num determinado momento Lucius sentiu seu braço arder, alarmado, procurou Severus com o olhar. O rosto do moreno estava tão assustado e pálido como o seu. Isso não podia estar acontecendo.

- O que foi Luc?

- Está me chamando – murmurou.

- O que...?

- ELE está me chamando – sussurrou entre dentes.

Remus e Draco empalideceram.

- Mas...

- Tenho que ir.

- Não! Pode ser perigoso Lucius!

- Potter está metido nisso Remus. Se quiser voltar a vê-lo com vida me deixa ir. Avisa Dumbledore.

Em outro lugar: Frente à tumba de Tom Riddle, pai.

"Então o maldito conseguiu voltar. Pelo menos Potter está vivo. Esse moleque tem mais vidas que um gato."

Quando todos seus Comensais estiveram reunidos, Voldemort começou um discurso aborrecido, se não fosse por que seria submetido a uma sessão de cruciatos como Avery, Lucius teria bocejado.

- Lucius meu amigo escorregadio – Voldemort sussurrou, parando diante dele. "Escorregadio? Amigo? Desde quando tem essas confianças? Obrigaram-me a unir-me a você louco filho de Trouxas." – Me disseram que você não renunciou aos velhos costumes, embora que diante do mundo você aparenta ser um homem respeitável. Entendi que continua disposto a ter a iniciativa de uma sessão de torturas Trouxas. No entanto, nunca tentou me encontrar, Lucius. Só sei que depois da minha "queda" a única coisa que você fez foi ser servo desse mestiço com o qual está casado. Não seria melhor empregar suas energias em encontrar e ajudar seu senhor em vez de andar se arrastando aos pés desse Grifinório?

- Senhor estive em constante alerta – Lucius disse rapidamente contendo sua ira. "Ninguém insulta meu companheiro e vive para contar. Você me paga maldito estúpido com cara de serpente" – Se eu tivesse qualquer sinal seu, uma pista qualquer sobre seu paradeiro teria ido imediatamente a seu lado. Ninguém teria me impedido... – "Só uma boa sessão de sexo com meu lobo..."

- E ainda assim escapou da Marca Negra quando um fiel sevo a projetou no ar verão passado – Voldemort o interrompeu com suavidade Lucius se obrigou a ficar calado – Sim, eu sei de tudo Lucius. Você me decepcionou... Espero um serviço mais leal no futuro.

- Claro, Lord Voldemort – viu como os outros inúteis gemeram e estremeceram por se atrever a usar seu nome – Agradeço sua misericórdia – "Só faço por minha família.".

Voldemort o olhou estreitando os olhos, mas se virou e continuou falando. "Se vê que não tenho sua fidelidade, mas continuarei te utilizando até me ser conveniente.".

"Resiste Potter, senão os Marotos vão arrancar meu couro. Se Severus tivesse vindo. Não sei o que fazer!"

E Voldemort continuou falando e falando.

"Que necessidade ele tem de contar sua vida se no final ele vai matá-lo? Por acaso quer matá-lo de aborrecimento?"

Finalmente Voldemort deixou de relatar sua historia mandou um crucio ao moreno.

"Que merda é isso? Priori incatatem?".

Lucius estava impressionado com o duelo que as varinhas gêmeas realizavam quando uma estranha luz branca começou a sair delas se "conectaram".

"Merlin... mas são Potter e a ruiva...".

- Peguem ele! – Voldemort gritou quando a conexão se rompeu e Potter saiu correndo.

Então o loiro viu sua oportunidade quando seu "Amo" correu atrás de Harry. No meio da confusão ele liberou seus poderes veelas e os Comensais começaram a cair vitima de seu encanto. Deixou sair somente o necessário para deter os encapuzados, mas sem que Voldemort notasse. Quando viu Potter desaparecer com o corpo do rapaz Diggory diminuiu bruscamente.

"Agora agüentar a sessão de cruciatos..." pensou resignado. "Maldita herança! Ainda bem que meu lobo fica todo mimoso quando estou machucado."

- Deus... deus meu Diggory! – o ministro da magia exclamou – Está morto Dumbledore!

- Papi... você ouviu isso? – Draco perguntou pálido e assustado.

- Sim, Draco, vou ver o que está acontecendo. Fica aqui – Remus disse seriamente. "Onde Lucius está?".

A hora seguinte foi um caos. A morte de Cedric correu e muitos começaram a chorar ou gritar histéricos. Draco não ficou esperando e desceu para ver melhor. Encontrou com Moody e Potter e outra vez sentiu aquele cheiro estranho que não pertencia a seu professor.

- Diretor! – gritou.

- Senhor Malfoy agora não – Albus disse estranhamente sério.

- Mas senhor... vi Moody levar Potter. Acho que esse homem não é quem diz ser.

Dumbledore o olhou diretamente nos olhos e depois assentiu.

- Por onde foram?

- Por ali – indicou com a mão.

- Tudo bem, me faz um favor Draco. Vai procurar o cachorro negro do senhor Nott que está na cabana de Hagrid e diga para ir até meu escritório. Trata de não ser dizer nada do que aconteceu... não quero alterá-lo. A senha é "coca-cola".

- Sim senhor – "O que Sirius faz aqui?".

- Mas o que ele te falou!? Aconteceu alguma coisa? Draco não me esconda nada.

- Eu... não posso te contar – disse nervoso.

Nesse momento a entrada do diretor e de um Harry Potter ferido deteve o andar preocupado de Sirius.

- Tudo bem Harry? Eu sabia que algo assim aconteceria. O que aconteceu?

- Eu vou procurar meu papi – Draco murmurou. Não tinha certeza de querer escutar sobre o regresso desse ser que certamente destruiria a paz na sua família.

Na manhã seguinte.

- Obrigado madame – Remus murmurou quando a enfermeira deu a poção para seu veela.

- Ele vai ficar bom. É muito forte – ela animou.

O castanho sorriu sem vontade. Estavam nas habitações de Severus. O professor de poções havia se encarregado de trazê-lo, pois Lucius não conseguiria chegar sozinho. Ele foi quem mais cruciatos recebeu. "Por estar casado com um mestiço que havia sido o melhor amigo dos pais de Potter" havia dito quando madame Pomfrey o atendeu. Sentou-se preocupado do lado do corpo de seu amor. Com certeza Lucius agüentou somente por sua família. Agora as coisas se complicavam. Deveriam voltar àquela época onde viviam uma vida dupla, onde se arriscavam a cada minuto. Mas agora tinham dois filhos para cuidar...

- Papai, Camila está acordando – Draco disse ao entra no quarto – como ele está?

- Ele vai ficar bem – disse tirando uma mecha do cabelo do rosto de seu esposo. Um soluço interrompeu sua ação.

Draco estava chorando e agora sentia a necessidade de desabafar ou sufocaria. Tudo isso foi o que sempre temeu e agora era realidade.

- Minha vida, não chora – Remus gemeu se levantando rapidamente para abraçar seu filho.

- Por que tem que acontecer essas coisas...? – soluçou abraçando seu papai com força – Agora tudo se complica.

- Não pensa nisso Draco – beijou sua cabeça – Senão você não vai ter sossego.

- Paz...? Isso é o que menos temos agora.

- Mas em todo caso isso é problema nosso – disse Severus entrando no quarto – escuta seu papai e não pense mais nisso. Agora vai buscar Black e diga-lhe que volte para sua casa pela lareira do meu escritório. Ele está na enfermaria.

Draco concordou e depois que seu papai lhe dedicou um terno sorriso e o beijou na testa foi fazer o que lhe mandaram.

- Como está tudo Severus?

- O idiota do Fudge não acredita em nada – grunhiu – E os dementadores deram o beijo em Crouch Junior.

- Merlin...

- Pois é, agora só me resta retomar meu trabalho de espião – suspirou.

- Não tem por que aceitar.

- Já aceitei. E você sabe por que tomei essa decisão desde o principio e continuo mantendo. Apesar de que tenho uma família a quem defender.

- Não pensam em contar a verdade para Lucas? Narcisa me contou e eu prometi guardar segredo – disse ao ver a surpresa no rosto de Severus.

- Não sou eu quem deve contar, é ela que tem que tomar essa decisão.

Enfermaria

Quando entrou na enfermaria somente Sirius, Harry, Ron e Hermione estavam ali. Todos o olharam alarmados, mas se acalmaram ao ver que ele vinha sozinho.

- Vim te buscar... para juntos irmos ao escritório de Snape. Já é hora de você voltar para casa.

- Já vou. E como está seu pai?

- Se recuperando – resmungou – Esse sádico se divertiu com ele – disse com os olhos brilhando de fúria. Observou Harry e seus olhares se conectaram, havia um entendimento tanto nos olhos prateados como nos esmeraldas.

- Está bem – suspirou – A gente se vê nas férias Harry. Remus vai te pegar para te levar para casa.

- O que?!

O último mês de aulas foi muito estranho, havia um ambiente de incertezas e medos que não deixava ninguém desfrutar dos últimos dias no colégio. A única alegria parecia ser que o papai de Draco aceitou dar aulas esse mês de DCATs para que os alunos não ficassem em falta com a matéria.

Ao chegar o último dia o Grande Salão parecia estar de luto. O discurso que o diretor fez não ajudou em nada a levantar os ânimos que já estavam muito baixos.

- Então aconteceu o que a gente temia não é? – Lucas sussurrou para seu primo.

- Papai sempre me disse que isso poderia acontecer... mas não quis acreditar nele

- Temos que tomar cuidado e estar atentos – Nott disse.

- Estar atentos? – Terence perguntou.

- Quando o momento chegar de demonstrar nossa fidelidade, seremos considerados traidores. Por que eu não penso em um unir a esse louco. E meu pai não pode me obrigar.

Todos o olharam entendo o que seria suas vidas de agora em diante.

-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\

- Muito inteligente Granger – Draco disse entrando no vagão dos grifinórios. Acabou de escutar a descoberta da castanha sobre a repórter metida e na verdade estava surpreso. Com razão esse estúpido de Bole andava com um inseto todo o dia na roupa. Que nojo! Se soubesse que era Skeeter teria pisado nela – Vejo que perder todo esse tempo na biblioteca deu seus frutos. Não é a toa que dizem por ai que você é um rato de biblioteca.

- Fora – Harry grunhiu.

- Vou quando quiser – provocou – Além do mais, não estou aqui por prazer San Potter.

- O que você quer então? - - Hermione perguntou.

- Meu papai – crispou seus lábios – Acaba de me mandar uma coruja me dizendo que talvez venham te buscar antes do tempo e que qualquer novidade é para se comunicar com eles, Potter.

- Você virou mensageiro agora Malfoy – Ron zombou.

O veela o fuzilou com o olhar.

- Onde está minha Ginny? – Lucas gritou entrando no lugar e empurrando Draco com força – Tenho que me despedir dela!

Mas todos estavam olhando a cena muito perto deles. Draco havia caído em cima de Harry e seus rostos estavam a dois centímetros de se tocar.

- Oh, furãozinho – tom malicioso – Você veio se despedir de Potter com um beijinho?

- Calado idiota! – rugiu ruborizado, se levantando de um pulo e tirando seu primo a força dali.

Todos os que presenciaram a cena demoraram um longo tempo para poder parar de rir. E quanto a Draco e Harry eles custaram um longo tempo em dominar seu rubor.

Continuara…

Próximo capitulo: falando de amor

Nota tradutor: sinceramente não tenho muito o que comentar aqui só deixar o mesmo recado que deixei em unbreak my heart... :D

E sobre os dias que eu fiquei doente… devo informar que eu vou ter que fazer uma tomografia e se o resultado for positivo farei uma cirurgia para tirar as pedras que eu tenho nos meus rins… o que me deixa completamente com certo medinho e claro espero que o doutorzinho faça o serviço direito, pois quando a historia do amigo de minha mãe fiquei com certo medo! Eu espero que tudo ocorra bem comigo, ou não respondo por mim

Então até breve…

Bora para reviews!