Capitulo 17: Falando de amor.

- Papai... a gente pode conversar?

- Claro que sim Draco. Só vou colocar sua irmã no berço e já falamos.

Remus deitou sua pequena filha no bercinho e, com um sorriso, convidou seu filhote mais velho para sentar-se em um pequeno sofá cor de rosa que havia no quarto da menina.

- Pode falar filho.

Draco mordeu seu lábio inferior e juntou as sobrancelhas. "Uma atitude muito estranha", na opinião de Remus. Bem, agora as coisas estavam mais complicadas do que o normal, no entanto, nada muito fora do comum estava acontecendo com a volta do Lord. Só Fudge que continuava negando.

- Você... Como soube que meu pai... era o amor de sua vida?

Remus ergueu uma sobrancelha. Será que seu filho...?

- Bem... você sabe que seu pai e eu tivemos um começo complicado, pois seu pai era um Malfoy e eu somente um grifinório, mestiço e pobre. No começo ninguém soube do nosso envolvimento e conseguimos nos conhecer melhor. Seu pai er homem mais condescendente que eu já conheci. Ele reclama que eu te mimo demais, mas ele faz a mesma coisa comigo – sorriu.

- Então... Ele comprou seu amor? – disse estreitando os olhos.

- Muitos pensaram assim, mas foram essas coisas que fizeram eu me apaixonar por ele, pois, era justamente essa a forma com que ele demonstrava seu amor por mim. Seu pai tinha a fama de ser frio e indiferente com as coisas e pessoas que não o interessavam, mas comigo um "simples mestiço" mudava completamente, quando ficamos sozinhos ele é carinhoso, atento e conversamos sobre os mínimos detalhes. Seu pai também se arriscou muito para ficar comigo. Isso foi o que me mostrou o quanto ele me amava.

- E você quando se apaixonou por ele?

- Quando ele estava perto de mim, meu coração batia mais depressa, meu estomago parecia cheio de mariposas. O normal, quando você se apaixona. Mas o principal, foi saber o que ele estava pensando sem que ele falasse qualquer coisa, desejava vê-lo sorrindo o tempo todo e... vivia angustiado quando achava que ele estava em perigo. Seu pai e eu sobrevivemos a muitas coisas Draco, cada dia descubro que o amo mais.

- Isso foi meloso.

- Mas é a realidade. Qual o seu interesse em saber sobre tudo isso?

- Eu... estou... não sei – suspirou – Você acha que eu posso encontrar meu companheiro? Quer dizer... Eu já experimentei um beijo, mas ainda assim não sei se quero que alguém entre na minha vida. Alguns de meus amigos já tiveram uma "namorada", mas elas não me chamaram a atenção.

- Quem foi que você beijou?

O rosto de Draco se contraiu.

Flash Back início.

- Draco, me tira pra dançar – Pansy disse irritada quando Theo se negou a fazê-lo para ir dançar com Longbottom.

Mas o veela seguia perdido em seu mundo. Então Pansy, exasperada, pegou a cabeça do loiro entre suas mãos.

- Você ta me escutando?

Nenhuma reação.

- Foi você quem provocou.

E de repente o beijou.

Fim do Flash Back.

- Por pouco não a azarei – murmurou com raiva – Era meu primeiro beijo!

- Tecnicamente não meu filho – Remus estava segurando a vontade de rir – Se você não a beijou de volta... isso não pode ser considerado um beijo. Na realidade, você foi beijado.

- Ah... – alivio – Então, o que Blaise me disse era verdade.

- Blaise?

- Sim... eu...

Flash Back.

Draco e Zanbini entraram no quarto. O veela estava furioso e fechou a porta num pontapé começando a resmungar maldições.

- Por Deus Draco, foi somente um beijo. Não assuste Pansy mais do que você já fez – Blaise disse achando graça d situação.

- Mas quem ela pensa que é?! Não pode ir beijando as pessoas sem seu consentimento – rugiu.

- Pelo menos me conta... Você gostou?

- Nem estava prestando atenção. Só percebi quanto o ar me faltou.

- Você é um fracasso. Todos nós já demos nosso primeiro beijo – "E algo mais... merda."

- Meu papai disse que deve ser algo especial. Não quero que seja com qualquer um.

- Seu pensamento é muito terno. Se quiser eu poso te ajudar. Já me disseram que beijo muito bem.

- Com você? Mas você é meu amigo... – estreitou os olhos.

- Quem melhor que seu amigo para te ensinar?

- Tudo bem, mas é só para tirar o gosto desse maldito beijo da minha boca.

Fim do Flash Back.

- E o que você achou? – não podia reprová-lo em nada pelo pouco romantismo do beijo. O seu foi ainda mais estranho que o de seu filhote.

- Foi bom – deu de ombros – Mas Blaise é meu amigo... eu achei estranho.

- Isso é por que o amor que há entre vocês é muito diferente. Beijar a alguém que você ama como seu pai e eu fizemos é muito diferente Draco.

- Vou sentir de forma diferente?

- Sim, é uma coisa muito bonita. Por isso que seu pai e eu nos beijamos em cada canto da casa – piscou um olho.

- É bom saber disso – bufou – E o sexo?

- É diferente Draco, sensações similares, mas ocasiões diferentes. E devo lhe advertir desde agora. Ter sexo com seu companheiro de vida não é nada comparado com outra pessoa, quando se faz só por desejo de momento.

- Meu pai não era virgem quando vocês completaram o enlace?

- Não, somente eu era. Lucius nunca me disse, mas eu sei que no fundo estava arrependido de não ter esperado até encontrar seu companheiro. Às vezes anteriores só foram para não ser o único virgem de sua turma e, principalmente, por que um Malfoy tinha fama de ser muito quente na cama.

- Ele não gostou dos outros encontros?

- Não tanto quanto comigo – sorriu.

- Quer dizer, se eu tiver sexo... será somente para ter experiência. Pois será um ato sem amor e com pouco sentimento.

- Sim, meu amor. Sei que é egoísta o que estou te dizendo, eu também fui adolescente e conheço as necessidades de um, mas acho que seria melhor você encontrar seu companheiro para ter sexo pela primeira vez.

- Acho que vou esperar por enquanto ninguém tem me chamado atenção. Você nunca se arrependeu de não ter ficado com mais alguém dessa forma?

- Não... seu pai me dá tudo o que preciso. Não fico imaginando em "como teria sido...". Não quero satisfação sexual com ninguém mais, as pessoas se arrependem quando seus companheiros não os satisfazem sexualmente, entre seu pai e eu isso nunca vai acontecer. É parte da sua herança veela e da minha licantropia estar satisfeitos um com o outro.

- Isso é muita informação.

- Por que você está me perguntando tudo isso Draco? É verdade que ninguém chama sua atenção nem um pouquinho? – perguntou sorridente.

- De quem você está falando?

- De Harry Potter.

Draco o olhou incrédulo e muito ruborizado.

- Do que você está falando!? Ele não me interessa nem um pouco!

- Tem certeza...?

- Mas é claro! Odeio Potter e você sabe disso!

- Do ódio ao amor basta somente um passo.

- Isso não passa de um ditado trouxa idiota!

- Está bem... se você está dizendo... – negou com a cabeça achando graça. Tinha certeza que esse "ódio" por Harry era mais do que isso. A verdade é que ele tinha desejo que o moreno pudesse ser o companheiro de vida do seu filho. Não lhe importava se Lucius derrubasse a casa por causa disso...

- Claro que tenho certeza do que falo... tenho muita certeza. Ninguém me atrai, acho que quando eu receber minha herança vou poder experimentar tudo o que se refere a ter um companheiro. Não me importa permanecer virgem até lá.

- É uma boa decisão. A monogamia é algo que os veelas e os licantropos tem como regra de vida e se você permanecer virgem até a manifestação de sua herança vai gostar do sexo muito mais.

- O que quer dizer com isso?

- Já te disse que seu pai se arrependeu de não ter esperado. Se bem que Lucius só teve sexo com três ou quatro pessoas antes de mim, a culpa sempre está em seu coração. Principalmente por que eu era virgem quando me entreguei a ele.

- Ah... e você já usou isso contra ele alguma vez? – sorriso malicioso.

- Claro que sim.

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- O que foi Padfoot?

- Nada... – disse rapidamente enquanto guardava o que parecia ser uma foto.

- Eu te conheço. Tem essa carinha triste, muito estranha, quando lembra de algo que te fez muito feliz.

Sirius torceu a boca.

- Ontem estive em Grimmauld Place. Dumbledore quer fazer de lá a sede da Ordem e fomos com Régulus para limpá-la um pouco.

- E você achou alguma coisa?

- Fotos... minhas com... alguém com quem tive um romance antes de ir para Azkaban.

- Sente saudades dele?

- Não – categórico – Não posso sentir saudade de alguém assim. Que me machucou tanto.

- Posso saber quem é?

- Não vale a pena – desviou o olhar – Albus me disse que posso levar Harry para lá, então não vai haver necessidade de trazê-lo para sua casa. Pode dizer para seu filhote, que não precisa ficar emburrado pela casa – sorriu.

- Aquela casa está em ruínas Sirius. Tem certeza que quer levar Harry para lá?

- Você sabe que ele não vai se sentir à vontade aqui Moony. Grimmauld Place não está tão ruim assim, vou levá-lo para lá... não se preocupe.

- Tudo bem – resmungou. Tinha que falar seriamente com seu filho sobre essa estúpida inimizade com Harry.

*Dias depois...*

- Black, vem até meu escritório agora – Lucius disse entrando como um furacão na sala de jantar onde o resto da família estava tomando chá.

Os Marotos se olharam, bem como Draco e Theo.

- O que aconteceu? – o animago perguntou um pouco preocupado.

- Estou vindo do Ministério de Magia. Descobri que Potter recebeu uma notificação por uso indevido de magia. Ameaçaram quebrar sua varinha e expulsá-lo de Hogwarts.

- O que?!

- E isso não é tudo... – disse gravemente.

- O que foi Luc?

- Usou sua magia para invocar um Patronus.

Choque.

- Q-Quer dizer que havia Dementadores no bairro Trouxa onde Harry mora? – Remus perguntou sem poder acreditar.

- Merda. Tenho que falar com Dumbledore – Sirius disse saindo do escritório.

- O que vamos fazer...?

- Vou me reunir com Fudge. Esse velho está comendo na minha mão. Avisa Albus sobre o que aconteceu que eu vou preparar terreno no Ministério. Veremos o que posso fazer pelo moleque. Será que ele não pode ficar um mês inteiro sem arranjar problemas? – grunhiu antes de sair.

Nessa mesma tarde Lucius chegava em casa muito irritado. Todos os que moravam nela (Inclusive Draco e Theo) o bombardearam com perguntas pedindo noticias.

- Vai haver um julgamento. Ali tudo será decidido.

- Mas ele vai conseguir ganhar? - Theo perguntou.

- Dumbledore consegue tudo – resmungou olhou para Sirius – Dumbledore me disse que vai dizer aos membros da Ordem para levarem o moleque para a sede. Então você pode ir para lá.

- Potter não vai vir? - Draco sussurrou.

- Não, pequeno Furão. Você não vai precisar ir para casa de Snivellus. Vou levar Harry para outro lugar.

- Ah...

Remus sorriu ao ver o olhar decepcionado de seu filho. "Quando ele receber sua herança as coisas vão ficar mais interessantes... quem sabe até antes."

- Quem vai trazê-lo? – Sirius perguntou ansioso.

- Moody, Tonks, Shaklebolt, Doge, Vance, Jones e seu irmão Régulus – Dumbledore disse calmamente. Era a quarta vez que o moreno perguntava à mesma coisa.

- Será que é suficiente? Quer dizer...

- Cala a boca Padfoot! – Remus grunhiu – Harry vai ficar bem. Eles vão trazê-lo daqui a pouco, fica calmo ou vou te enfeitiçar.

- Sua filha é uma gracinha professor – Hermione disse olhando para Camila. Ela e Ginny estavam brincando com a pequena em um dos sofás da casa.

- Obrigado Hermione. E pode me chamar de Remus.

Minutos depois, que para Sirius pareceram horas, todo o contingente, juntamente com Harry, chegava a casa. O animago se apressou em abraçar seu afilhado, depois de Molly o soltar.

- Molly tem razão Harry, vai com os meninos lá para cima e eles vão te explicar tudo – Sirius disse antes de desaparecer por uma das portas.

- Oi Harry.

- Oi Remus. Essa é sua filha? É linda – disse vendo a menina adormecida em seus braços.

- Essa é Camila. Só fiquei para te ver. Tenho que voltar para minha família. Espero voltar logo. Não se preocupe com o julgamento, meu marido vai fazer o possível para te ajudar.

- Lucius Malfoy? – perguntou de cara fechada.

Remus rodou os olhos.

- Sim, ele é o meu marido e, como Severus, mesmo que não pareça, sempre procuram o melhor para você.

- Se o senhor está dizendo.

*Mansão Malfoy... *

- Até que enfim você lembrou que tem família – Lucius sibilou ao vê-lo.

- Estava esperando para ver se Harry chegava são e salvo – o castanho disse imperturbável, muito acostumado com as cenas de ciúmes de seu marido.

- Aquelazinha estava lá?

- Quem...?

- Você sabe muito bem! Essa tal de Tonks – quase cuspiu o nome.

- Outra vez com isso...? – disse irritado – Lucius ela sabe que estou casado com você. NÃO estava me paquerando. Merlin deixa de ver coisas que não existem.

- Pois é bom que ela sempre lembre disso, pois se eu a vir mais perto de você do que o normal, ela vai conhecer a força dos ciúmes de um veela.

- O que você quiser amor. Vamos fazer amor?

- Isso é bom.

*Reunião da Ordem de Fênix... *

- Quero apresentar dois novos recrutas – Albus disse de repente vendo como todos olhavam interessados os dois jovens sentados ali – Eles foram alunos de Remus e desaprovam a ideologia do senhor Tenebroso. Eles são Adrian Pucey e Marcus Flint que atualmente trabalha no Ministério da Magia no departamento de Criaturas Mágicas.

- Por que um par de Sonserinos quer se unir a nós? – Molly perguntou.

- Pode-se dizer que fomos criados pelo senhor Remus – Marcus disse – Foi assim que soubemos coisas que nossas famílias jamais nos contariam. Crescemos sem medo de dizer o nome de Voldemort – estremecimentos – E apreciando os Trouxas. Achamos que podemos viver juntos com eles... não matá-los como nossos pais querem.

- Mas estariam dando as costas as suas famílias – Bill disse, o ruivo estava sentado perto de Regulus. O moreno estava um pouco agarrado com o grifinório.

- Eu tenho com o que me sustentar. Minha avó materna é uma Avery e sempre esteve contra todos esses ideais. Marcus e eu fomos morar com ela depois de nos formar no colégio.

- E quanto ao lado afetivo? – Jones questionou.

- Como à senhora Weasley disse somos um par de Sonserinos. O afetivo não é muito importante para nós. Nossos pais não nos deram muito disso também. De quem mais recebemos carinho, sem pedir nada em troca, foi do senhor Remus... com ele está nossa lealdade – Marcus sentenciou.

- Os rapazes serão testados. Moody se encarregará de treiná-los – cortou o diretor sorrindo satisfeito.

Marcus e Adrian olharam com apreensão o ex-auror. "Tinha que ser justamente ele...?".

*20 de agosto... *

Lucius bateu irritado a porta do escritório. "Se pode chamar isso de escritório..." – de Arthur Weasley.

- Lucius, precisa de alguma coisa?

- De Potter – disse irritado – Os idiotas mudaram o horário. A audiência começa em cinco minutos.

- O que!?

- Como você ouviu. Traga-me Potter, eu vou levá-lo.

- Senhor Malfoy – tom frio.

- Potter anda depressa – alfinetou.

Andaram o mais depressa que puderam, encontraram com pessoas que quiseram cumprimentar ao grande Lucius Malfoy, mas um olhar do loiro os deteve. Chegaram as frias masmorras onde aconteceria o julgamento e entraram.

- Chegou tarde – uma voz fria disse.

- Sinto muito – Harry tremia de nervoso – Não sabia que tinham mudado à hora do julgamento.

- Isso não é culpa do Wizengamont – disse a voz – Foi enviada uma coruja para você esta manhã.

- Então a culpa é minha – Lucius disse arrastando suas palavras – Eu estava encarregado de trazer o senhor Potter, mas negócios importantes me atrasaram um pouco. Peço desculpas pelo incomodo.

- Se-senhor Malfoy – a voz tremeu – O que faz aqui?

- Vim para ser o advogado de defesa – respondeu desafiante.

- Junto comigo, Albus Percival Wulfric Brian Dumbledore – disse o diretor entrando tranquilamente no lugar.

Os membros do Wizengamont ficaram mudos. Todos os olhos estavam agora cravados em Dumbledore. Alguns olhavam irritados, outros pareciam congelados; duas bruxas anciãs da fila de trás, no entanto, levantavam suas mãos e as agitaram em sinal de boas vindas. O choque era evidente. Como Potter tinha conseguido duas das pessoas mais influentes do Mundo Mágico como seus defensores?

A audiência começou em seguida. Arabella Figg foi a única testemunha a favor de Harry. E ele precisava, pois as coisas iam muito mal.

- Não há Dementadores fora do controle do Ministério! – Fudge gritou, tinha ficado vermelho diante da insinuação de Dumbledore.

- Então senhor Fudge – Lucius sibilou – O senhor pode-me dizer como foi que os Dementadores entraram em pleno jogo de Quadribol há dois anos no colégio? Meu sobrinho foi afetado por eles. E se bem me lembro Cornelius, foi você mesmo quem me disse que eles não tinham autorização para entrar.

O ministro empalideceu e ficou mudo, passaram longos minutos até que ele voltou a falar.

- Quero lembrar a todos que o comportamento desses Dementadores, se realmente não são invenções desse menino, não é importante agora! – Fudge disse – Estamos aqui para julgar o delito de Harry Potter contra o Decreto para o Uso de magia por menores de idade!

- Certo – Lucius disse irritado no final do julgamento – Se antes eu duvidava que Fudge fosse um idiota, agora tenho certeza.

- Pelo menos tudo acabou bem – Dumbledore sorriu.

- Como sempre... este moleque tornou a se salvar por um fio. E eu ajudei muito – terminou zangado.

- Tudo pela felicidade de seu amor, Lucius. Agora tenho que ir. Pode levar Harry e entregá-lo para Arthur?

- Certo, mas é a ultima coisa que faço hoje por Potter – resmungou.

- Até logo diretor.

Lucius não se despediu do velho diretor e andou depressa até a saída. Harry teve que quase correr para alcançá-lo.

- Senhor Malfoy.

- Sim?

- O senhor sabe alguma coisa de Voldemort?

O veela o olhou de soslaio.

- Ele não confia plenamente em mim. Mesmo pertencendo ao Circulo Interno ele nunca me conta nada comprometedor. Ele sabe que minha lealdade é para com minha família e agora está usando isso contra mim.

- Por que continua com ele?

- A marca no meu braço me une a ele. Ele pode me encontrar onde quer que seja e não duvidaria em machucar meu esposo e filhos se eu não o servir quando me chamar.

- Inclusive matar?

- Você mataria se com isso salvasse a vida de seus seres amados? – Harry não respondeu – Ai tem sua resposta. Chegamos.

- Tudo bem? – um sorridente Arthur perguntou.

- Sim, senhor Weasley, me absolveram das acusações. Dumbledore e o senhor Malfoy me ajudaram.

Arthur sorriu.

- Obrigado Lucius.

- Sabe por que faço isso. – disse irritado.

- Mesmo assim, muito obrigado, da parte de todos.

- Bem, tenho que ir, tenho negócios que atender. E... Potter. Mesmo não sabendo o que ELE está tramando, tenha certeza que seja o que for, tem a ver com matar você.

Harry assentiu seriamente enquanto o rosto de Arthur se escurecia

Continuará…

Próximo capitulo: a nova professora de DCAT

Nota tradutor: francamente acho que todos sabem o que vem por ai neah, Dementadores num bairro muggle... vai saber quem mandou eles neah!

Logo logo descobriremos

Ate breve!