Capitulo 23: Feliz vida dentro da Segunda Guerra.
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Sirius piscou, doía-lhe um pouco a cabeça e tinha a sensação de que se estava esquecendo de algo importante. Seus olhos abriram-se como pratos quando recordou todo o vivido.
-Harry!
-Ssshhh, tranquilo Padfoot. Tudo está bem. - acalmou uma voz suave.
-Remus, que passou?
-Conseguimos resgatá-los a todos com vida. Não te preocupes… Harry esta em Hogwarts agora.
-Sacas-me um peso de em cima. - suspirou. - E os demais?
-Regulus e Tonks estão em San Mungo, mas se recuperarão.
-Bem…- disse, recostando-se novamente na cama.
-Eh, Sirius…- tom duvidoso. - Há, alguém que quer te ver.
-Quem?
-Rodolphus Lestrange está aqui Paddy, pediu asilo à Ordem e Dumbledore deu-lhe.
Sirius piscou olhando-o sem chegar a entender do tudo.
-Rodolphus… aqui?
-Sim, chamo-o para que falem?
-Sim, faz favor.
Minutos mais tarde, Lestrange entrava à habitação. Por sua aparência, parecia que a ele o tinha afetado bastante mais que a Sirius o encerro vivido na prisão mágica. Conquanto sua altura de quase dois metros de alto mantinha-se, sua cara estava demarcada e sua delgadeza era ainda visível apesar dos quase 5 meses de ter saído. Isso sim, estava puramente vestido e peinado, tal e como Sirius recordava que gostava de estar.
-Olá, Sirius.
Seus olhos encontraram-se, neles se refletiam tantas coisas vividas. Seu namoro secreto, sendo que um deles estava casado com a prima do outro, sua dura ruptura sem explicações, a dor de se saber tão perto naquela prisão, mas tão longe ao mesmo tempo.
-Merlin, Rodolphus veem e abraça-me. - quase gemeu Sirius. O outro sorriu de lado e acercou-se ao homem na cama. Entregaram-se a um longo e forte abraço e, foi quase mais por costume que por outra coisa, que suas bocas se encontraram. Tão acostumadas a esse toque que os 14 anos de separação não puderam apagar.
-Tenho que te dizer algo importante, Sirius. - disse Rodolphus com semblante sério separando-se do animago.
-Escuto-te.
-Eu… nunca te disse porque te deixei aquela vez. - inspirou. - Acho que é hora de que te confesse… você merece. - murmurou.
-Não é necessário que…
-Sim é, agora que Bellatrix não está, posso te dizer sem medo. - olhou os olhos que tanto amava. - Temos um filho, Sirius.
-Perdão…?
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-Como foi que te inteiraste de tudo, Lucius?
-Enfeiticei a Pettigrew e obrigue-o a dizer-me, depois fui o mais rápido que pude ao Ministério. Esse Potter… já me estou cansando de arriscar meu pescoço por ele. - sibilou com o cenho franzido.
-Oh, vamos. Sei que o aprecias. - sorriu e seu esposo olhou-o indignado.
Abraçaram-se com força, sentindo no fundo que acabavam de sair airosos de algo que pôde lhes custar a vida, compartilharam um beijo doce e carinhoso, que demonstrava todo o amor que se tinham apesar dos anos.
-A propósito, tenho algo que lhe poderia gostar a esse cão sarnoso quando termine sua conversa com Rodolphus.
-Que é…?
-Uma rata.
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-Você deve o conhecer…
O animago inspirou várias vezes e deixou sair a única opção que conhecia.
-Lu-Lucas?
-Sim, ele é nosso filho.
-Mas… Como?
-Após começar aquela loucura, apesar de que eu estava casado com Bellatrix, me entreguei a ti sem reservas, porque te amava e meu casal não me satisfazia para nada. Só tive a teu prima na noite de casamentos e jamais voltei à tocar. Unicamente você era meu desafogo, Sirius. - murmurou com amargura. - Quando levávamos já muito tempo em aquilo… me dei conta de que estava grávido. Nunca se me passou pela cabeça não o ter, de modo que falei com Bela e lhe disse o que passava, mas sem lhe dizer que você era o pai.
-E ela que fez?
-Aceito o fato encantada, ela não queria "se arruinar a figura" ficando grávida, ainda. De modo que estive contigo até que a gravidez começou a se fazer notório. Por isso naquele momento te pedi um tempo, esses quatro meses que me separei de ti foram o resto da gestação e o nascimento de Lucas.
-Mas eu não recordo que ela simulasse uma gravidez nem nada…
-É que ela não quis o fazer, íamos deixar em segredo. Lucas ia viver conosco, mas não como nosso filho. Por acaso ela se inteirou, quando Lucas tinha três meses, que tu era seu pai e me ameaçou com o matar se não te deixava. De modo que fiz-o, sento-o. - baixou a mirada e Sirius tomou seu queixo para olhar aos olhos.
-Segue. - pediu sério.
-Nesse tempo o Lord estava buscando freneticamente aos Potter e eu temi que todo isso não saísse como o Senhor Escuro desejava, de modo que busquei à única pessoa que sabia não me ia dar as costas. Busquei a Albus Dumbledore e batizei a Lucas como seu afilhado, para lhe assegurar um futuro longe de todo o que me rodeava e por se passava algo mau…
-Dumbledore soube-o todo este tempo?
-Sim, sabia-o. - fez uma careta. - Ele disse-me que quando todo aquilo passou não pôde se fazer cargo de Lucas, de modo que lhe pediu a Severus e Narcisa, que estavam recém casados, que o criassem. E explicou-lhes todo o que eu te disse.
-Por que não me disseram? - perguntou rancoroso.
-Sirius entende, você era um preso… ainda o é… e Lucas não sabe nada disto. Iam a traumar ao garoto se revelavam-lhe toda a história. Não só é um filho extramatrimonial, senão que um de seus pais é um comensal e ao outro pai o acusaram do mesmo. Além de trair aos Potter e dar morte a treze muggles e um mago.
Sirius grunhiu, tinha razão.
-Poderia ter deixado a Bellatrix e dizer-me a verdade antes que passasse todo isso.
-Tentei-o e estava por fazê-lo, a noite do Hallowen de 1981 tinha todo preparado para me ir. Mas Bela e outros comensais chegaram à Mansão e obrigaram-me a acompanhá-los a casa dos Longbottom, com meu bebê de sete meses e tudo.
Os olhos do animago abriram-se como pratos. Agora entendia aquela conversa que escutou entre Draco e Théo quando diziam que Lucas podia ouvir a sua prima torturar a Alice e Frank quando os Dementadores estavam perto, já era bastante grande nesse então e sem dúvida era a pior experiência vivida para ele.
-Mas por que Bellatrix fingiu que ele era seu filho e que nasceu em uma semana após aquilo?
-Ela achou que dizendo que estava grávida se salvaria de Azkaban. - grunhiu enfadado. - Suponho que não contou com a crueldade de Crouch…e Lucas era tão pequeninho a essa idade que passou facilmente por um recém nascido. Ele não comia bem estando naquela casa onde o único que lhe dava amor era eu.
Uns suaves toques à porta interromperam sua conversa. Albus Dumbledore, com seu inigualável sorriso bonachona, entrou à habitação.
-Espero não interromper nada importante. Há alguém que quer te ver Rodolphus e me temo que se não o comprazo não me deixará em paz. - sorriu.
-MAMI!- gritou Lucas entrando como tromba ao lugar. Empurrou a Rodolphus contra o colchão da cama e começou a esfregar-se por ele como gatinho mimoso. Sirius olhava-o com uma sobrancelha levantada.
-Me aplastas, filho. - arquejou o moreno.
-Oh, sento-o.- olhou-o. - É que tenho esperado toda minha vida por te conhecer. Ou melhor dito… voltar a ver-te, ainda que eu não recordo nada do tempo que compartilhamos juntos. Só te conhecia por fotos e agora que te vejo está… - seu cenho se franziu enquanto o olhava. - Saudável. ¬¬
-Suponho que minha estadia em Azkaban me esmagou bastante. - sorriu com tristeza, mas acariciando a cabeça de seu filho.
-Isso não importa, mami. - disse, sentando na cama.- Os elfos da casa de Remus cozinham muito bem. - Os adultos olharam-no levantando uma sobrancelha. - Que passa? Continuem com sua conversa. - disse alegre.
-Contigo aqui?- perguntou Sirius incrédulo.
Lucas girou sua cabeça para enfrentar ao animago e Sirius arqurjou. Como não se tinha dado conta antes? Esse garoto era sua cópia exata, o único que tinha sacado de Rodolphus era sua alta estatura, o resto; como a cor de olhos e cabelo, o nariz e até o sorriso compradora que lhe estava mostrando agora eram iguais.
-Que tem?- encolheu-se de ombros. - Se eu já sei de que estão falando.
-Como que o sabes?- se exaltou Rodolphus.
-Sim, depois explico-te, mami.
-Como que de…? - piscou. - Tens dito mami?
-Ejem.- carraspeó Dumbledore, sorrindo. - Eu os deixo sozinhos, mas recorda Lucas… que estou aqui para te levar a Hogwarts.
-Tenho que ir, velhinho?- fez um bico.
-Sim, e dou-te uma hora para estar com tua família.
-Está bem. - disse. - Em uma hora baixo, velhinho.
-Lucas!- reprendia Rodolphus. Dumbledore só riu e saiu da habitação.
-Por que me grita? A ele não lhe molesta que o chame assim. –bico.
-Tem mais respeito e diga-me já que é "isso" que sabe.
-Bom…- murmurou enquanto acomodava-se junto a Sirius na cama, tampou-se até o peito e olhou a seu mami. - quanto tinha oito anos escute uma conversa, acidentalmente entre meus tios. Tio Severus disse algo bem como que eu era idêntico a "esse cão".- Sirius bufou. - Então entrou-me o bichinho da curiosidade e pus-me a pesquisar. O que encontrei foi que, enquanto estiveste casado com a zorra essa, - cuspiu. - mantiveste um sórdido romance com um primo de Bela. Regulus não podia ser. - a tio Claws gosta dos ruivos como a mim. - de modo que o único que ficava era Sirius Black. E também averiguei que dali nasci eu. Perguntei-lhe à tia Narcisa e ela me disse que era verdade. Meu padrinho Albus também me confirmou.
-E por que não disseste nada?
-Severus fez-me prometer. Disse-me que isso eram coisas de "adultos". E que lhe correspondia dizer à tia a verdade a Black. Ainda que eu igual planejava lhe dizer tudo, mas não foi até inícios deste ano que me inteirei de que Sirius esteve vivendo no dos Malfoy. - franziu o cenho. - Tsk, já me parecia raro que Lucius aceitasse que um cão vivesse em sua casa sem mais.
-E que pensas sobre isso…?- perguntou temeroso Sirius.
Lucas olhou seriamente aos dois.
-Oh, por mim está muito bem! - disse abraçando a Sirius e começando a esfregar-se também sobre ele como gatinho mimoso. - Se eu sempre quis ter irmãozinhos! Por que me vão dar irmãos, verdade? E da um, - seu cenho se franziu. - porque em casa da tia há duas e não estou preparado para ser irmão de dois bebês ao mesmo tempo.
E Rodolphus e Sirius só o olharam. Que estranho era seu filho. Seguro isso lhe passava por ser afilhado de Albus Dumbledore.
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Tempo depois.
-Black. - chamou irritado Lucius. Ainda recordava suas felicitações por sua "boa ação" por parte de seu esposo. Ele não era irmão da caridade! Só o fazia para que o animago deixasse de se aparecer tanto por sua casa.
-Que?- espetou o outro, soltando a Rodolphus de seu agarre. Ambos de encontravam compartilhando caricias em um sofá da sala da Mansão Black.
-Tenho algo para ti. Engorgio!- murmurou abrandando a caixa que trazia nas mãos.
-Que há ali adentro?- quis saber Rodolphus.
-Uma rata que Black conhece muito bem. Achei que gostaria de entregar-lhe o a Fudge. - sorriu malicioso.
Essa boa ação também lhe valeu uma longa sessão de sexo com seu formoso lobo… tudo há que o dizer.
Hogwarts
-Irmão!- gritou Lucas atirando sobre o corpo de Harry.
-Lucas!- reprendia Draco pondo os olhos em alvo.
-Que te passa, louco?- grunhiu Harry desfazendo do abraço.
-Isto me passa, olha. - disse-lhe sorridente entregando-lhe o diário O Profeta do dia.
SIRIUS BLACK É CULPADO Ou NÃO, DO INCIDENTE DE FAZ 14 ANOS?
Fontes do Ministério de Magia revelaram-nos que faz umas horas um mago: Peter Pettigrew (quem cria-se morto em Hallowen do ano 1981 durante caía-a de Quem-teu-sabes a mãos de Harry Potter), foi entregue ao Ministro pelos aurores Regulus Black e Kingsley Shaklebolt VIVO. E com a Marca Tenebrosa tatuada em seu braço esquerdo.
Isto nos faz pensar… Se esse homem (Pettigrew) apareceu vivo e com a Marca de Quem-tu-sabes no braço, que foi o que em realidade passou aquela noite? É Sirius Black inocente… tal e como ele dizia no dia que o levaram a Azkaban sem julgamento?
As autoridades dizem que se pesquisará e se resulta que Black é inocente, se lhe declarará livre de culpas e poderá caminhar como um cidadão livre e inocente novamente.
Desde o Profeta desejamos que o caso se esclareça e que se demonstre a verdade.
-Tens visto? Se tiram condena-o sobre Sirius Black, seguro viveremos juntos. - voltou a abraçá-lo.
-Eu… - Harry não dava crédito ao que lia. Ao fim poderia viver longe dos Dursley?- Por que dizes que viveremos juntos?- perguntou carrancudo.
-Como, não sabe?
-Saber o que? - se exasperou Ron.
-Tsk, disse-te que Bellatrix não era minha mãe, Harry.
-E isso que?- perguntou desta vez Blaise.
Lucas olhou-os exasperados a todos. Estavam fora do colégio, Harry estava com Ginny, Luna, Neville, Ron e Hermione conversando junto ao lago quando Lucas se lhes acercou sendo acompanhado por seus inseparáveis amigos Miles e Malcolm e a eles os seguiam Draco, Blaise Théo, Vincent e Gregory. Em conjunto, era uma estranha reunião de um punhado de Gryffindors com Slytherins e uma Ravenclaw.
-Não é óbvio? - espeto com desdém. - Vou dar-lhes uma mostra. - passou uma mecha de cabelo para atrás com elegância e sorriu com petulância. - A quem me pareço?
A mandíbula dos que conheciam ao animago Black caiu.
-São… iguais. - murmurou Théo.
-Claro que sim, se ele é meu papi. - sorriu.
Expresso de Hogwarts
-Onde esta MINHA Gin-Gin?!- gritou alguém entrando estrondosamente ao compartimento dos Gryffindors.
-Não outra vez ele. - gemeu Ron, negando com a cabeça.
-Estou aqui, céu. - uma voz feliz junto a ele contestou.
Os olhos de Ron abriram-se como pratos ao olhar o sorriso de sua irmã.
-…céu?
Ante a incredulidade do ruivo sua irmã e Lucas se estamparam um beijo de filme. Harry, Neville e Hermione riram quietamente.
-Há algo que deva me inteirar?- grunhiu Ron vermelho até as orelhas.
-Claro que sim, cunhado. Lembras-te que te disse que minha meta ao entrar ao ED era conseguir que Ginny terminasse com seu…Ravenclaw para que fosse minha? - Ron assentiu. - Bem, o consegui. Não esta contente?
-Não. - grunhiu cruzando-se de braços.
-Oh, vamos Ronnie. - arrulho Harry. - Ginny é grande e sabe o que faz. Ademais, não acho que tivesse podido se negar ante Lucas. Nunca tinha visto a ninguém mais insistente.
-Awww, obrigado irmão. - arrulho desta vez Lucas, sentando-se junto a Ginny.
-Não podes te ficar aqui, não há lugar. - grunhiu Rum.
-Por suposto que há. Neville, Théo disse-me que te espera em frente ao banheiro do compartimento da o lado para-não-sei-que. - sorriu pícaro.
O garoto se ruborizou até as orelhas, sorriu e saiu apressado.
-Vês? Agora sim que há.
Estação King's Cross
Todos os garotos baixaram pressurosos do trem, aliviados de deixar isso por um tempo após todo o que tinha passado nesse ano.
-Olá, Harry.
O moreno paralisou-se e volteou lentamente. Ali, parado a escassos centímetros dele, estava um sorridente Sirius Black.
-Sirius, que…?
-Que faço aqui? - sorriu. - Suponho que leste a nota que saiu no Profeta faz em umas semanas. Lucius Malfoy trouxe-me a Pettigrew da guarida desse louco e meu irmão e Kingsley alegaram tê-lo atrapado em uma redada. Tudo está aclarado agora, pequeno. Poderemos estar juntos desde agora, Harry.
Harry não pôde reprimir as lágrimas e se abraçou com força ao animago.
-Eu também quero abraço! - gritou Lucas atraindo a atenção de todos na plataforma 9¾, se uniu ao abraço que estavam compartilhando seu pai e o Gryffindor. Lucas era uma cabeça mais alto que Harry de modo que, junto ao adulto, faziam um sanduichinho ao garoto.
A gente começou a olhá-los dissimuladamente, não crendo ver a Sirius Black (até faz pouco um assassino muito buscado) ali e abraçando a Harry Potter. Os Slytherins que conheciam mais ou menos a história de Harry sorriram ao ver a cena.
Quando se separaram, os três mostravam um grande sorriso.
-Que fazes aqui, papi? Pudeste talvez deixar um momento de beijar com meu mami? Jujuju. - riu malicioso.
-Cala-se, idiota!- sorriu dando-lhe um coscoro. -Vim aqui a dizer-lhe a Harry que terá que se ir com os muggles…
-Que?! Por que?!- exclamaram os outros dois.
-Harry. - olhou sério ao moreno. - Dumbledore disse-me que teu sabes a respeito dessa proteção que tens graças a teu sangue. - o garoto assentiu desgranado. - Mas só serão duas semanas, as que precisas para voltar a estabelecer o laço. Uma vez que isso passe, eu te irei buscar e te celebrarei o melhor aniversário de tua vida. De acordo?
-De acordo, Sirius. - sorriu entendendo. Podia aguentar duas semanas com os Dursley se a mudança o que ficava de férias o fazia com sua padrinho.
-Ouve, papi. Quero apresentar-te a alguém. - disse de repente Lucas acercando a sua ruiva a onde eles estavam. - Ela é de quem te fale em minhas cartas: Ginny Weasley, minha noiva.
-Sim, já nos conhecemos. Olá, Ginny. - disse Sirius sorridente.
-Olá, Sirius.
-Como está isso que se conhecem? - franziu o cenho.
-Ela costuma frequentar essa casa em onde falamos pela primeira vez, recordas?
-Já lembro. - grunhiu. - Óssea que todo mundo sabia onde estava menos eu? ¬¬
-Não te enojes, Lucas. Se tivesse sabido isto dantes, sem dúvida te teria feito notar minha presença. - disse Sirius revolvendo o cabelo de seu filho.
-Já… ¬¬
-Bem, vamos Harry, que dantes de que te vás quero trocar umas palavras com esses muggles com os que vive. - disse sorrindo malicioso.
-Não passes, Sirius. - reprendia alguém a suas costas. Remus Lupin-Malfoy vinha acompanhado de seu filho Draco (que olhava carrancudo a Harry) e Theodore Nott quem estava da mão com Neville Longbottom.
-Não me vou passar, Moony. Só lhe vou dizer umas quantas coisinhas. - piscou um olho.
Todos puderam comprovar, minutos mais tarde, como Vernon Dursley empalidecia consideravelmente olhando com terror ao animago, enquanto Harry Potter sorria divertido.
-Só umas "coisinhas", eh?- riu Théo.
Draco e Remus bufaram.
-Lucas, apressa-te que não tenho todo o dia. - grunhiu Severus, chegando visivelmente irritado à Estação.
-Tem cuidado com o tom que lhe fala a meu filho, Snivellus. - sibilou Sirius chegando a onde estava o grupo, depois de um caloroso abraço de despedida com seu afilhado.
-Snivellus?- piscou o garoto de olhos azuis. - Tu era Snivellus?
-Sim. - grunhiu fulminado com a mirada ao animago.
-Então era a ti a quem faziam todas essa bromas!- riu Lucas sem contemplações.
Draco e Théo tiveram a decência de dissimular seu riso, tampando-se a boca. A verdade era que já tinham chegado a essa conclusão faz muito tempo, mas isso não tirava que ainda lhes causasse graça.
-Deixa de rir-te, fedelho insolente. - sibilou Severus.- E vamos que tua tia quer te ver. Espero que venhas ao buscar nessas duas semanas que prometeste, Black. - espetou.
-Não te preocupes, Snivellus. - mais gargalhadas e Severus estava vermelho de fúria. - Estarei em tua casa em duas semanas para levar-me a Lucas a minha nova casa.
-Mais vale-te. - grunhiu, agarrou de um braço ao adolescente e levou-lhe à força.
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-Como está tudo lá?
-Não sei, Remus. Não penso voltar, mas sei que o Lord ficou muito mau depois de seu confronto com Potter. Passará tempo até que possa se recuperar de tudo e consiga voltar a fazer suas maldades… mas eu já não quero estar ali para o ver.
-Parece-me o mais sensato que pode fazer.
-Não será fácil, ele me buscará…
-Mas até então…
Olharam-se aos olhos dantes de entregar-se a um longo e passional beijo. Suas roupas começaram a sobrar e em seguida Lucius fez gala da magia sem varinha que sua herança veela lhe provia, com um movimento de mão, ambas túnicas desapareceram.
Lucius recostou a seu esposo na cama e começou a beija-lo pela cada rincão desse apetitoso torso. Remus já estava completamente recuperado do estiramento de pele que traz emparedado a gravidez e, apesar de que o loiro estranhava ter mais pele para beijar, este corpo atlético lhe seguia gostando tanto como o redondo. Sem pressas lambeu e mordisqueou os mamilos, obtendo deliciosos arquejos como recompensa. Remus tinha enterrada suas mãos no longo cabelo loiro-platino de seu amor e arqueava as costas buscando mais contato.
Seus ereções já estavam a ponto e Malfoy não perdeu tempo em tomar a de seu amante em sua boca. O castanho gemeu comprazido ao sentir a úmida boca ao redor de seu sexo, Lucius em verdade sabia como o fazer, após tantos anos de se conhecer. Intercalava mordidas, chupadas e beijos nos momentos justos e, se a isto somámos o encanto veela que deixava sair, temos a um lobo completamente louco do prazer.
Com um grito chego ao êxtase na boca de seu esposo e este usou esse mesmo rico líquido para lubricar seus dedos e começar a preparar ao licantropo. Beijou seus lábios enquanto metia o segundo dedo na entrada o castanho. Após tantos anos de ter sexo diariamente (é o que o veela precisava), Remus já não precisava tanta dilatação. De modo que o loiro deixou sair seu encanto ao máximo ao momento de dar a primeira investida.
-AAHH! Encanta-me quando fazes isso! - gritou Remus sorridente.
-Por isso o faço. - ronrono o outro. - Para ter-te encantado, meu lobinho.
-Move-te. - aprecio atraindo-o para poder ser beijado com paixão.
Lucius começou a mover-se dentro do corpo de seu amor com pequenas e curtas investidas, para depois dar passo ao ritmo rápido e profundo que os voltava loucos. Lupin abraçou-se com força pelas costas do loiro, fazendo a este enterrar sua cabeça no pescoço do corpo baixo ele. O Slytherin não perdeu a oportunidade de beijar e morder esse pescoço, deixando sua marca enquanto investia a entrada de seu casal com todas suas forças. Colou uma mão entre seus corpos e massageou como pôde o pênis do homem-lobo, que não demorou em voltar a estar ereto.
Seguiram seu já conhecido ritmo ao fazer o amor, até que estalaram em um rouco gemido de prazer.
-Amo-te, Luc.
-Eu também te amo, meu amor. - murmurou abraçando a seu casal pelas costas.
-Vamos sobreviver a isto, verdade?
-Seguro, Remus. Vamos viver até ser tão velhinhos que vamos ver aos netos de nossos netos. - sorriu deixando um terno beijo no ombro que seu amor tinha ao alcance.
Remus também sorriu. Se estava no verdadeiro, quando seu filho maior Draco recebesse sua herança durante essas férias, o casal que ele elegeria não comprazeria em nada a seu esposo. Provavelmente, o mesmo garoto e seu padrinho também teriam que dizer algo ao respeito. Mas já ele se encarregaria de convencer a todos de que isso era o melhor.
Tudo com tal de ver feliz a seu filho…
Continua na Terceira Temporada.
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N/A: Olá!
Como a frase final o diz, aqui termino a segunda temporada. A terceira começará em breve como uma fic nova, de modo que lhes peço que estejam atentas.
OBRIGADO POR LER MINHAS LOUCURAS!
Atte: Uko-chan!
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N/T
Bem bem...
Agora que eu terminei a segunda temporada quem ai esta ansiosa pelo inicio da terceira e final da série?
Em breve tudo terá um final! Quem sabe o presente de natal das leitoras chegou mais cedo? :D
Bom bora para os reviews? Espero ansioso para saber se comecei a terceira temporada o quanto antes ^^
Então ate breve... vejo vocês na terceira temporada!
Beijão!
