Your Foothprints in my life

Autora: Juliana Alves

Beta: Michelle Neves

Categoria: Jisbon, Angst, Romance

Advertências: Morte de um personagem principal.

Classificação: PG-13

Capítulos: One-Shot

Completa: [x] Yes [ ] No

Resumo: A dor da perda muitas vezes não podia ser esquecida, mas a certeza que não estaria só era o suficiente para seguir em frente.

Nota: Como dito antes essa fanfic é um pouco triste. Mas espero que gostem. Para embalar a estória deem play na música: Footprints in the sand - Leona Lewis.

Disclaimer: Lisbon e Jane não me pertencem, mas estou feliz em Bruno Heller não ter a mesma ideia que eu. O.O


"You walked with me

Footprints in the sand

And helped me understand

Where I'm going..."

Ela chegou na praia deserta e tirou a sandália, caminhou até o mar e parou. Lágrimas molhavam seu rosto e a dor que se apossou do seu corpo nos últimos dias apenas saiu. O xale que usava ainda estava com o perfume dele. E ela ainda podia sentir o calor dos braços dele ao redor do seu corpo, mesmo ele tendo partido há apenas dois anos.

Ás vezes a saudade a subjugava e ela acordava em dor, mas imediatamente pegava o carro e seus mais preciosos tesouros e ia para praia. Na mesma praia onde ele mostrou que ela não estaria mais sozinha e que sabia por onde trilhar a partir daquele momento.

E foi nessa mesma praia que oito anos antes eles trocaram votos de amor perante um juiz, Patrick havia prometido que sempre estaria ao lado dela, não importasse o que acontecesse, eles sempre estariam juntos. E Teresa perdeu a conta da quantidade de vezes eles voltaram para a praia e deixaram a preocupação e a dor para que o mar levasse. Até que certa vez ele sorriu e disse que quando ela olhasse para o lado suas pegadas estariam ali para acompanhá-la.

Suspirando Teresa apetou, mais uma vez, o xale em seus braços tentando aquecer o frio que a cobria, e acalmar a dor em seu peito. Hoje faria dois anos desde aquela manhã fatídica. Ela ainda lembrava cada detalhe:

"O que você acha, Jane?" Perguntou Lisbon enquanto encarava o corpo no chão.

"O assassino se importava com ela". Começou ele e olhou a mulher morta um pouco mais de perto. "Vê como ele teve cuidado ao enterrá-la?"

Lisbon afirmou e pode ver o que ele dizia, mas antes que expressasse sua opinião ela viu alguma coisa brilhando e pensou ser uma arma. Entretanto seus pensamentos foram esquecidos quando o corpo de Jane aterrissou encima do seu logo após ouvir um som de tiro.

O que aconteceu depois foi um pouco borrado, Lisbon só lembrava de ter que empurra Jane para o lado e ver a mancha de sangue em seu colete e ela perceber que ele havia sido baleado. Desesperada ele tentou estacar o sangramento, mas parecia ser inútil.

"Patrick, por favor, resista. Não me deixe". A voz embargada e as lágrimas que escorriam em seu rosto eram provas claras de seu desespero. "Por favor, Patrick, lute".

Ele estava com a mão trêmula e a cor sumia rapidamente de sua face, mas mesmo assim ele tocou em seu rosto e sorriu para ela.

"Não chore, Teresa. Eu cuidarei de você não importa o que aconteça. Lembra?" A luta dele em se manter acordado estava deixando-a ainda mais aflita, a dor que sentia ameaçava leva-la com ele. Mas ela foi puxada de volta a realidade quando ele falou novamente. "Olhe as pegadas, amor. Eu estarei lá, você nunca vai estar sozinha. Eu amo você". Jane não conseguiu esperar a resposta, apenas fechou os olhos e se entregou a morte.

...

Então aqui estava ela novamente na praia onde significava tanto para eles. Teresa vinha quase toda semana, ás vezes com boas notícias para serem ditas ao vento ou lágrimas de tristeza que ofuscava seu coração, mas que eram abandonadas no oceano.

Ouvindo risadinhas ao longe ela enxugou os olhos e sorriu abertamente quando avistou seus filhos correndo em sua direção. Tommy, seu garotinho loiro e com olhos tão verdes quanto o seu segurava firmemente a mão de sua irmã, Lara. A pequena tinha cabelos negros como o da mãe, mas os olhos eram de um azul celestial.

Teresa sorriu e olhou rapidamente para o céu em agradecimento, ela soube que naquele momento Patrick estaria cuidando deles assim como o prometido. E ele havia cumprido sua palavra, ela nunca estaria sozinha novamente, ele tinha lhe dado filhos maravilhosos e isso era o bastante.

Com uma criança em cada mão ela começou a caminhar na areia em direção ao carro e sorriu ao perceber que ao seu redor dois pares de pegadas estavam juntos ao seu. Respirando fundo e sentindo calma e felicidade lhe embalar ela olhou o horizonte e sussurrou:

"Obrigada, Patrick. Eu também amo você".

"...I promise you

I'm always there

When your heart is full of sadness and despair

I'll carry you

When you need a friend..."

Fim