Notas da Autora:
Obs.Os personagens pertencem à tia Steph, mas se fossem meus, há as possibilidades...
Obs.Fic 100% Beward
Obs. Historia para maiores de 18 anos.
Capitulo Um
O Baile
No ano de 1918, a alta sociedade de Londres se divertia em bailes de gala. Onde as damas usavam seus melhores vestidos, e os rapazes cortejavam as moças de sua preferência.
Na época em que o melhor jeito de abordar a jovem de sua preferência era pela dança. Ela observa o ritual de romance que sempre via nos bailes que freqüentava.
Não podia deixar de admirar as moças que davam voltas e mais voltas pelo grande salão enquanto seus respectivos pares a guiavam em danças animadas.
A jovem de pele branca como creme, os cabelos e olhos de um tom chocolate, sorriu vendo os casais dançarem. Mas não pode evitar soltar um muxoxo. Não importava o que fazia... seu anjo não saia de sua cabeça. Sabia que devia temê-lo, mas não era temor que ele lhe causava.
Mordeu o lábio com força ao se lembrar que passou uma semana acamada por causa do que ele lhe fizera. E nem assim conseguia parar de pensar nele.
-Concede-me essa dança?- Uma voz aveludada a tirou de seus pensamentos. Olhou para o dono da voz e estacou ao vê-lo diante de si em toda a sua gloria e beleza.
-Si... Sim- ela esticou a mão, que foi colocada na dele. Ele sorria para ela. Por um momento pensou estar equivocada achando que não podia ser seu anjo.
Mais seu toque frio e o sorriso maroto. O mesmo sorriso que deu antes de cravar as presas em seu pescoço o denunciava.
Ele a levou para o meio do salão e rodeou sua cintura com a mão. O mesmo tremor e excitamento que percorreram seu corpo quando ele a mordera voltara diante de seu toque.
Com um giro ele iniciou a dança. Seus corpos se colaram e ela sentia seu hálito frio contra sua pele.
-Senti falta do seu gosto- Ele sussurrou contra a pele dela a fazendo se arrepiar.
-Vai morder-me de novo?- Ele riu e beijou o pescoço dela. Ela estremeceu
-É um convite?
-Nã... Não- Ele riu de novo e a apertou mais junto a si.
-Voltei ao seu jardim todos os dias. Mais você não apareceu. – Ele parecia realmente triste e ela acabou respondendo sem pensar
-Sinto-o muito. Estive acamada- Ele deu uma gargalhada a fazendo corar
-Estou brincando beleza. Eu que devia pedir perdão. Da próxima vez vou me conter e sugar um pouco menos. Mesmo sendo difícil me controlar diante de um sangue tão doce. – Ela engoliu em seco e olhou fixamente para ele
-Então vai me morder de novo?
-Sim- Ele sussurrou roçando os dentes na curvatura do pescoço dela e se afastou.
Bella olhou em volta e viu que os casais já recomeçavam outra dança. A música já havia acabado e ela nem notara.
Ela não notara nada que não fosse ele. Devia contar a seu pai, a sua mãe que o homem que a atacara na outra noite havia voltado. Mais algo dentro de si, gritava contra a razão.
Por algum motivo queria vê-lo de novo, e o mais mórbido é que queria que ele a mordesse de novo.
Voltou a se sentar e sua mãe correu ate ela.
-Bella querida quem era o rapaz que lhe tirou para dançar?
-Oh, esqueci de perguntar seu nome. – Ela disse com tristeza. Realmente queria saber o nome dele
-É um belo rapaz- Comentou sua mãe a fazendo corar.
-Sim de fato muito bonito
-Sobre o que vocês conversaram?- Bella torceu as mãos nervosamente
-Nada de mais. – Ela disse enquanto mordia o lábio inferior com força.
-Será que ele te fará a corte?
-Mamãe – Bella repreendeu a mãe
-Que foi já esta na idade de se casar.
-Eu só dancei uma dança com o rapaz e já quer me casar com ele?!
-E o que tem de mais? Sabes muito bem que se não escolher logo, seu pai escolhera para você- Estremeceu diante das palavras da mãe.
Tinha-se uma coisa pior que a morte para uma jovem de sua época, era ter um casamento arranjado. As maiorias das jovens que seus pais arranjavam os casamentos, eram sempre com condes e duques. Todos velhos e decrépitos.
Franziu o cenho e voltou a olhar para os casais que rodopiavam pelo grande salão. Tentou vê-lo entre os casais mais ele não estava. Sorriu pensando que ele somente dançara com ela.
Afastado de todos, oculto atrás nas sombras, ele espreitava. Desde aquela noite que sentia necessidade de estar perto dela.
Já provara muitos sabores diferentes em sua existência. Mais nenhum igual o dela. Seu gosto doce ainda dançava em sua boca.
Só de estar perto dela, sentia sua boca encher de água. Desejava-a como nunca desejou nada. E não gostava de desejar nada, tudo que ele queria ele pegava. E ele pretendia tomá-la para si muito em breve.
Não mentiu para ela quando disse que esperou por ela no jardim, queria-a como a muito não quis ninguém. Teria que se conter da próxima vez.
Diferente dos outros vampiros ele não matava as prezas só por matar. Não que não gostasse de ver suas vitimas sofrerem... ao contrario adorava!
Mais também gostava de apreciar um sangue tão quente e doce como o da bela morena. Somente por isso não a matara. Iria saborear o sangue dela ate enjoar. Ou achar um mais saboroso.
Não pode evitar sorrir ao vê-la conversar com a mãe sobre ele. A cada rubor dela sua fome rugia mais alto. Não podia evitar admirar a beleza dela.
Sua pele branca como creme, seu corpo pequeno e perfeito. O cabelo castanho mogno preso em um penteado da moda, o nariz pequeno e arrebitado e os olhos chocolates quentes que pareciam entrar na alma.
Sorte que ele não tinha uma alma. Sim no momento que foi transformado, perdeu sua alma. Transformou-se em um ser da escuridão. Se alimentando de sangue humano. E acumulando vitimas por sua existência fria e solitária.
Não que se arrepende. Por que não se arrependia. Adorava sentir o sangue quente escorrendo pela sua garganta e adorava os gritos quando mordia sua vitimas.
Mais ela não gritou. Olhou para ela novamente. Ela olhava pelo salão como se procurasse alguém. Quem ela estaria procurando, um noivo talvez, um rapaz por quem teria afeto.
Um rosnado baixo saiu de seu peito. Se ela tinha alguém em seu coração, ela devia esquecer. Pois agora ela pertencia a ele. Seu corpo, seu sangue e sua alma.
