Titulo: O Segredo que Nós Guardamos
Autora: Sakuri
Tradução: Lycanrai Moraine
Revisão: Cy Malfoy
Betagem: Nanda Malfoy
Classificação: M
Disclaimer da autora: Eu não sou dona de nada nem ninguém.
Disclamer das tradutoras: nada aqui nos pertence, nem Harry Potter, nem essa história. Harry Potter é da tia Joka e essa história é da Sakuri. Nós apenas traduzimos com a permissão da autora.
A Loucura de Lupin
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Os dias começaram a passar enquanto a vida, com aquele hábito imutável que ela tem, voltou a uma rotina lenta.
No fim de semana após a lua cheia, Draco podia ser encontrado a qualquer hora na sala comunal da Sonserina, deleitando-se com o fato de que poderia passar a noite se quisesse. E foi o que ele fez, é claro, alegando que no horário em que Pansy lhe lembrou da existência de seu próprio quarto, já era muito tarde para voltar para lá. Ela não havia sido enganada, ele sabia, mas sua intenção não era realmente enganá-la. E assim, ele passou os dois dias não fazendo nada além de flertar com a garota loira e ouvir as piadas sem graça de Blaise, o tempo todo tentando se convencer de que ainda poderia fazer realmente parte de tudo isso se quisesse. E quanto ao seu... problema, Draco havia se resumido a negá-lo, e estava determinado a apenas enfrentá-lo de novo no próximo mês.
No meio tempo, Harry passava por fases em que alegremente se jogava nas atividades dos seus amigos, e depois contrariava tudo aquilo com as horas em que deliberadamente se separava deles, tentando freneticamente colocar alguma distância entre ele mesmo e as outras pessoas. Ele não sabia por que tinha esse desejo algumas vezes, mas estava acontecendo há tanto tempo agora que essa necessidade nem parecia mais estranha. Esses momentos eram sempre passados ou na Sala Precisa, onde ele continuava seus estudos, ou na beira do lago. Nessas vezes, ele olhava vagamente para as águas paradas, tentando não se lembrar.
Hermione, como sempre, se perguntava sobre os hábitos estranhos de seu melhor amigo. Se possível, essa versão nova, quase... bipolar de Harry, a preocupava mais do que quando o rapaz estivera constantemente depressivo uma semana atrás. Ela podia entender ele estar deprimido pela morte de Sirius, mas isso... Um minuto ele agia como se nada estivesse errado, e no outro, era como se não conseguisse suportar nem mais um minuto perto deles. Isso não apenas machucava, mas também... Não podia ser saudável, com certeza! Por algum tempo, a garota achou que Harry havia sido chamado ao escritório de Dumbledore para discutir seu comportamento, mas quando perguntou, o rapaz respondeu que tinha a ver com assuntos da Ordem, e que o Diretor o havia feito jurar manter segredo. Então, ela teve uma idéia que esperava que fosse fazê-lo sair daquele estado de vez.
Ron também se preocupava, mas talvez seu interesse fosse menos profundo que o de Hermione. O ruivo apenas via Harry reagir quando era para.impedi-lo de quebrar a cara do Malfoy – algo que Ron tinha certeza que o moreno adoraria fazer em qualquer outra época. Ele havia ouvido dizer que as pessoas às vezes se tornavam passivas quando estavam deprimidas, e decidiu que apenas teria que manter um olho extra sobre seu melhor amigo, para ter certeza que nenhum imbecil loiro tirasse vantagem da situação. O garoto também se preocupava que o desempenho de Harry na próxima partida de Quadribol pudesse ser prejudicado, ainda que ele não chegasse a comentar essas preocupações. Até onde ele sabia, Harry nunca havia deixado sua vida pessoal interferir no jogo – no entanto, as coisas nunca haviam sido tão ruins antes...
Mas apesar dos pequenos dramas, a vida estava, no geral, voltando ao normal – ou tão próxima do normal quanto a vida em Hogwarts poderia ser.
Então, foi um verdadeiro choque para Severus Snape quando ele foi acordado nas primeiras horas de segunda-feira por um bater urgente na porta de seus aposentos. Com inúmeras possibilidades voando por sua cabeça, ele pulou da cama, colocando suas vestes azul marinho, enquanto andava apressado para atender a quem quer que fosse à porta, que ainda não havia parado de bater: tinha que ser algo a ver com Draco, com certeza. Não, tinha que ser Dumbledore com alguma nova missão urgente para ele fazer. Ou talvez fosse Potter, metido em mais algum problema.
Abrindo a porta que guardava seus aposentos privados, tanto sua irritação e preocupação aparecendo em seu rosto, o Mestre de Poções foi recebido pela visão de um Remus Lupin bastante bagunçado.
O lobisomem estava vestindo um pijama listrado de azul e branco com um robe vermelho escuro por cima. Aparentemente ele não havia conseguido fechar o robe direito e seus ombros ficaram aparecendo, encharcados pela chuva que o homem pegou em seu caminho até o castelo, já que ele agora ocupava a cabana de Hagrid.
"S-S-Severus." Lupin gaguejou, seus dentes batendo. Ele encarava fixo o chão entre os dois enquanto água da chuva escorria pelos seus cabelos. O corpo inteiro do homem estava tremendo, seus braços apertados em torno de seu corpo – mas por alguma razão, Snape duvidava que fosse por causa do frio.
"O que você está fazendo aqui?" Ele cuspiu, seu desgosto pela criatura à sua porta era evidente. A mente do mestre de Poções funcionava de forma estranha, podendo facilmente condenar Lupin como um animal, mas pensar em Draco como uma vítima inocente, tudo sem que os dois conceitos nunca se misturassem.
Finalmente, o professor levantou seu olhar, seus olhos eram de um âmbar puro. Ele se parecia muito com um cachorro abandonado naquele momento. "Eu p-preciso da sua ajuda, Severus. P-por favor..."
Snape ergueu uma sobrancelha friamente, desdenhoso. "Eu não faço idéia do que está falando, mas você, obviamente está fora de si, vindo aqui há essa hora com qualquer besteira –"
"Severus!" Lupin se atirou para frente, suas mãos segurando o outro homem pelas vestes. "Por favor! Não me mande embora... Pelo amor de Deus, faça parar!"
Snape se agarrou desesperadamente ao seu autocontrole, determinado a não mostrar nenhuma emoção além de nojo, mesmo com o lobisomem parecendo mais e mais descontrolado a cada segundo. Ele se desviou do toque indesejado, empunhando sua varinha, que parecia ter surgido de lugar nenhum.
A visão da varinha trouxe um pouco de sanidade de volta aos olhos âmbar. Lupin parecia momentaneamente paralisado pela sua própria falta de controle, antes que o olhar angustiado voltasse ao seu rosto. "Me desculpe! Me desculpe, eu só… Severus, você tem que me ajudar!"
"Mas que merda está acontecendo com você esta noite?" Snape perguntou, furioso. O fato dele xingar tão facilmente ao invés de usar seu habitual discurso calmo, apenas mostrava quão surpreso ele havia ficado com a chegada repentina do outro.
O lobisomem sacudiu a cabeça, abaixou os olhos, e então, subitamente, estava passando por Snape, invadindo seus aposentos privados! O mestre de Poções não conseguiu gritar todas as coisas que passavam por sua mente, de tão aturdido que estava com a audácia do homem. Ele se virou, olhando perplexo enquanto Lupin caminhava como um animal enjaulado, suas mãos se movendo freneticamente. As botas, que pareciam fora de lugar com o resto de suas roupas, deixando poças de lama aqui e ali.
"Lupin!" Ele finalmente conseguiu cuspir, encarando-o letalmente.
Mas o lobisomem nem ao menos pareceu ouvi-lo. "Eu não dormi, Severus. Em dias, desde que… Eu não consigo parar de pensar! Sobr-sobre o que eu fiz, e como ele vai ter que viver pelo resto da vida, um garoto como aquele, e-e-e Sirius! Deus, faça parar! Eu preciso parar de pensar!"
Snape o olhou em silêncio, não sendo realmente capaz de esconder suas próprias reações. Ele fez uma careta, repugnado com o quão arruinado o homem estava. Seus murmúrios o faziam parecer meio louco, e o Professor de Poções se perguntou, tenso, se ele realmente já estava tão perdido quanto parecia naquele momento.
Abruptamente, o homem parou e fixou seus olhos dourados no outro.
"Foi por isso que eu vim aqui," o lobo disse. "Você pode fazer isso parar! Eu sei que pode! Você ensinou Harry a bloquear seus pensamentos..."
Entendendo onde Lupin estava querendo chegar, Snape o encarou incrédulo. "Eu não fiz isso! Eu tentei ensiná-lo Oclumência para um propósito totalmente diferente – Mas que idéia ridícula! Eu não desonraria uma mágica dessas só para satisfazer esse seu desejo patético!"
Lupin rosnou e se virou. "Alguma outra coisa então! Uma poção. Para sono sem sonhos – Deus, qualquer coisa!"
Os lábios de Snape se torceram em desgosto enquanto observava o homem destruído a sua frente. "Vá falar com Pomfrey, não venha me perturbar no meio da noite!"
Mas novamente, ele tinha a estranha sensação de que seu visitante indesejado não o estava ouvindo. Lupin havia voltado a andar de um lado para o outro, e quando falava, era como se estivesse falando consigo mesmo. "Albus nem ao menos disse nada. Mandou Minerva falar comigo, ter certeza que eu tomaria a poção. Ele não vai falar comigo, não diretamente, pelo menos. Não vai nem ao menos me punir, nem quando eu pedi..."
Ficando cansado dos murmúrios sem sentido, Snape abriu novamente a porta e falou mal humorado. "Saia daqui, Lupin. Está tarde e eu não tenho tempo para as suas reclamações masoquistas..."
O outro homem o olhou selvagemente, sacudindo a cabeça. "Não! Severus, eu preciso dormir! Você tem que ter uma poção ou-ou-ou alguma coisa!"
"Não tenho nada que eu pretenda dar a você!" O grito furioso escapou antes que ele tivesse a chance de reprimi-lo. Com raiva, ele segurou o braço do lobisomem e o jogou para fora de seu dormitório a força. Então, se inclinando levemente para frente, falou baixo.
"Me escute com atenção. Eu não vou te ajudar. Eu nunca vou te ajudar. Se você perder sua cabeça por causa disso, ainda é menos do que você merece pelo que fez ao meu afilhado! Você quer punição, Lupin? Essa é a sua punição! Eu espero que você nunca durma de novo!"
O sonoro bam! Acordou metade dos alunos no dormitório da Sonserina.
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"Alguém mais reparou que o Professor Lupin parece um pouco… estranho?"
Era a primeira aula de segunda-feira e os alunos do sexto ano da Grifinória e Sonserina estavam reunidos próximo à floresta, supostamente discutindo os estilo de vida dos centauros.
Harry olhou rapidamente para Ron, quem havia falado, antes de lançar um olhar preocupado ao professor.
Lupin nunca pareceu tão doente. O rosto do homem estava pálido, exceto por manchas negras e largas embaixo de seus olhos. Algumas vezes, quando o professor fazia algum pequeno gesto, os alunos próximos podiam claramente ver suas mãos tremendo. Ele já havia gaguejado mais de uma vez, e até já havia perdido sua linha de raciocínio ao menos duas vezes desde o início da aula.
"Vocês acham..." Hermione cochichou, "Vocês acham que tem algo a ver com aquela época do mês?"
O ruivo rolou os olhos. "Você pode dizer, sabe? Todo mundo na escola sabe o que ele é."
Ela franziu a testa para o rapaz. "Eu estou apenas sendo cuidadosa. Algo que você obviamente não sabe o que significa, Ronald Weasley."
Harry parou de prestar atenção quando eles começaram a discutir. Na verdade, o rapaz duvidava que a condição de Remus tivesse qualquer coisa a ver com a lua cheia, que havia acabado na noite de sexta-feira. Além do mais, Malfoy parecia perfeitamente bem, e ele havia passado pela mesma transformação.
De fato, o loiro havia facilmente recuperado seu trono como príncipe da Sonserina, e estava ainda mais detestável. Se o moreno estava esperando que o outro aprendesse um pouco de humildade ou – que Merlin proíba – até alguma empatia com a sua nova condição, foi provado que ele estava muito, muito enganado. Malfoy estava pior do que nunca. Ele passou a manhã provocando os Grifinórios, e era óbvio – ao menos para Harry – que ele estava determinado a perturbar Lupin. O lobisomem mais velho ficava ainda mais pálido cada vez que acidentalmente deixava seus olhos encontrarem os do sonserino, que estava continuamente chamando a atenção para si mesmo, tentando causar exatamente essa reação.
Harry estreitou os olhos, aborrecido. Babaca idiota, tentando atrair a atenção de Remus...
Ele se voltou para seus amigos, notando que Seamus havia se juntado ao par. "Verdade," o irlandês estava murmurando, "Se você quer minha opinião, Lupin ficou louco..."
Por um momento, Harry ficou indignado pelo seu professor favorito, mas então suspirou, lançando mais um olhar à forma cansada de Remus. Realmente, ele não podia evitar concordar.
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Draco se virou ao sentir mais um aroma desconhecido. Isso estava acontecendo a semana inteira, ficando cada vez pior. O estava deixando louco. Em tudo o que fazia, o garoto era distraído por milhares de cheiros diferentes que ele não teria percebido de jeito nenhum alguns dias atrás.
O laboratório de poções, por mais que ele adorasse a matéria, era praticamente um inferno. O loiro havia visitado Severus durante a semana, e foi forçado a deixar o quarto apressadamente após ter uma crise de espirros violenta próximo ao caldeirão borbulhante. O Salão Principal durante o horário das refeições era da mesma maneira aterrador, assim como a Sala Comunal e praticamente qualquer lugar que tivesse muita gente.
Ele havia sido obrigado a continuamente se distanciar de Blaise, que não havia feito nada além de mudar sua colônia para algo que o novo olfato de Draco realmente não aprovava. E Pansy...! Ele estremeceu, lembrando da descoberta perturbadora de que eles compartilhavam 'aquela época do mês'. Quando finalmente o sonserino identificou o que era aquele cheiro estranho que circundava a garota, ele praticamente pulou para longe dela, para a surpresa da garota. Foi realmente complicado explicar aquilo.
E o barulho! Isso era quase pior. Era como se todo mundo na maldita escola estivesse em alguma missão secreta para ensurdecê-lo. Eles eram tão barulhentos…
Draco podia seguramente dizer que seus novos e indesejáveis sentidos lupinos não eram exatamente os super poderes que ele sempre sonhou ter.
Suspirando, saiu de seus pensamentos. Pansy e Blaise já haviam ido para a Sala Comunal da sonserina, enquanto ele foi para seu próprio quarto. Precisava de alguns minutos sozinho, para esquecer as imagens, cheiros e sons de tanta gente. Que irônico, pensou ácido, que a maldição o obrigasse a se isolar mesmo quando ele não fosse se transformar.
Lilith o viu se aproximando, e instantâneamente, a feiticeira de cabelos negros e pele pálida, se empertigou de uma maneira que o loiro já estava acostumado. Seus olhos redondos semi-abertos num olhar que ela certamente achava sedutor.
"Drac-" O loiro começou a murmurar a senha, apenas para ser interrompido.
"Malfoy!"
Virando-se, ele ergueu uma sobrancelha ao ver Potter descendo o corredor em sua direção, parecendo furioso. Draco se perguntou se isso seria mais ou menos divertido do que o Salvador Suicida que ele estava acostumado a ver.
"Potter."
O Grifinório o encarou enquanto se aproximava, se arriscando a invadir seu espaço pessoal enquanto sacudia um dedo para o sonserino, e novamente, Draco torceu o nariz quando o cheiro do outro chegou a ele.
"Eu sei o que você está fazendo!" Potter o acusou. "Você está tentando atormentá-lo!"
O loiro deu um passo para trás, sua expressão cuidadosamente vazia, e respondeu calmamente. "E?"
Os olhos verdes se arregalaram incredulamente por trás dos óculos redondos. "E?! Malfoy, você o viu?! Isso o está destruindo! Ele está passando por mais do que –"
"Oh, cale a boca Potter!" ele disse nervoso, silenciando o outro por um momento. "Já lhe ocorreu que fazer com que ele se sinta culpado é a única coisa que eu posso fazer?! E eu não me importo com o que ele passou, eu me importo com o que ele fez."
O Grifinório visivelmente hesitou, sua raiva diminuindo um pouco. Ele pareceu um pouco arrependido, claro, o que apenas irritava a Draco. "Olha, eu entendo que o que aconteceu foi... terrível. Mas… Mas não foi culpa dele, Malfoy!"
O loiro rangeu os dentes e tentou ao máximo não rosnar. Ele podia sentir a ansiosidade de Potter quando o garoto se arrepiava na frente dele. Ele cheirava a... suor, e folhas secas, e tinta, e milhares de outras coisas. Draco dobrou levemente o nariz, mas estava feliz por não haver nenhum traço de colônias artificiais nem nada do gênero. Era tudo o que ele precisava: começar a ter acessos incontroláveis de espirros enquanto estava tentado parecer superior.
"Certamente a culpa não foi minha!" Ele disse quando ganhou o controle sobre si mesmo.
"Bem, não é como se você não tivesse feito nada para merecer –"
As mãos de Draco estavam nos ombros do moreno em instantes, e Harry se encontrou prensado contra a parede pelo garoto menor. Ele instintivamente procurou por sua varinha, mas o loiro a jogou longe, e logo o antebraço do garoto estava em sua garganta. Os olhos do sonserino haviam mudado novamente para aqueles do lobo, suas pupilas se contraindo. O moreno engasgou, mas não conseguia dizer nada com a pressão que Draco estava fazendo em seu pescoço. Ele arranhou e empurrou o outro rapaz, mas nada o fez soltá-lo. Estava lutando contra um lobisomem, e não tinha poder nenhum.
A voz de Draco era letal quando ele falou. "Você acabou de dizer que eu mereço isso, Potter?" Sussurrou, se inclinando para mais perto.
Harry, é claro, não conseguiu responder até que o loiro o soltou, o que ele fez apenas parcialmente, aliviando a pressão apenas o suficiente para que seu rival o respondesse.
O grifinório encarou o lobisomem, querendo pegar sua varinha, que estava no chão a alguma distância. "Não foi o que eu quis dizer." Ele respondeu, furioso com sua posição impotente.
Draco rosnou baixo. Harry podia sentir a respiração do outro em seu rosto. Poderia ter sido uma posição romântica, com Draco o segurando na parede e se apoiando nele, mas a imagem era arruinada pela fúria na expressão do loiro e pelo olhar ultrajado de Harry.
Lentamente, os olhos do sonserino começaram a escurecer novamente, ganhando cor até que estivessem de volta ao seu tom cinza normal. Ele olhou com deboche para o Garoto de Ouro. "Mantenha em mente, Potter, que merecendo isso ou não, eu sou perfeitamente capaz de passar a maldição adiante." Ele mostrou os dentes num sorriso distorcido.
Harry o olhou silencioso, sem se mover.
Abruptamente, Draco riu, recuando e finalmente soltando o outro. "Sabe de uma coisa? Lobos podem farejar o medo." Então, girando em seus calcanhares, ele passou direto pelo quadro de Lilith, esquecendo em sua raiva, que havia planejado parar ali.
"Talvez, apenas dessa vez, Potter, a vítima que você está querendo defender não seja um amado Grifinório." O sonserino falou malicioso por cima do ombro. enquanto andava.
Harry pegou sua varinha, observando o loiro ir embora, seu rosto vazio de emoções.
Continua...
Comentários aleatórios das Malfoy-Moraine:
Ly: MALDITA ECOLOGIA!
Cy: Concordo plenamente! o.o''''
Ly: Pronto! Desabafei... Podem voltar a discutir
Nanda: É maldita ecologia...por que?
Ly: To estudando...
Cy: Ahhh tah
Nanda: #medo#
Ly: "Assim, os organismos aquáticos suportam menos variações de temperatura que os organismos terrestres"
#cantando# Quem me dera ser um peixe! Pra viveeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeer no seu aquário!!
#rebola#
Nanda: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Fazer borbulhas de amor pra te encontrar
Ly: #puxa a Nanda e dança#
Nanda: #dançando#
Cy: Passar a noite em claro, dentro d ti! Um peixe...
Nanda: Cara a cara, beijo a beijo
Cy: O.o
Nanda: #a que pula parte da musica que não lembra#
Notas das Tradutoras:
Wheeeeeeeeeeeeeeeeeeeee! Mais um capítulo!! Mais um!! Vocês viram? Já estamos no 6!! Lindo isso, né?
E vocês repararam que lindo o Draco praticamente emparedando o Potty?? E ele rosna!!
#Ly derrete e escorre pela parede#
#Cy abana#
Obrigada a todos que leram e comentaram. Tomara que tenham gostado desse capítulo também. :)
Desculpem a quem ainda não teve a review respondida, a RL pode ser cruel as vezes e roubar todo o nosso tempo... T.T
Até Domingo que vem!! \o/
Beijos
Ly e Cy
