Antes da fic, leiam os avisos, por favor. ;)

Autora: Sakuri

Tradutora: Lycanrai Moraine

Revisão: Cy Malfoy e Lycanrai Moraine

Betagem: Nanda Malfoy

Pares: Draco e Harry; Snape e Lupin

Classificação: M

Disclaimer da autora: Eu não possuo nada nem ninguém.

Disclaimer das tradutoras: Nada aqui nos pertence, nem Harry Potter, nem essa historia. Harry Potter é da JK e essa historia é da Sakuri. Nós apenas a estamos traduzindo com a permissão da autora.


Avisos
: SLASH! Relacionamento entre dois homens. Não gosta, não leia. Mas se gosta, aproveite.

Notas: Werewolf!Draco


Não há lealdade entre as cobras

oOo

Draco sentiu uma vontade imensa de vomitar.

Não, não, não – Merlin, não, isso não podia estar acontecendo! Não assim. Não tão cedo. Ele olhou desesperado do calendário lunar para a carta, algum lugar no fundo de sua mente tentava acreditar que aquilo havia sido um engano. Tinha que ser!

Um piado agudo da ave o fez pular assustado, e ele lhe lançou um olhar surpreso, tendo esquecido que ela estava ali.

"S-sem resposta." Sussurrou e observou quando a coruja de seu pai voou pela janela aberta de seu quarto.

A Marca. Seu pai queria que ele recebesse a Marca. Seu pai, que ainda não sabia o que seu filho havia se tornado, não entendia o que isso significaria. E, Deus do céu, ele tinha que escolher aquele final de semana, não tinha?! Talvez, se fosse em algum outro momento...

Draco estremeceu. Mas não era. Seria naquele final de semana – e não havia nada no mundo que pudesse convencê-lo a ficar perto de seu pai em uma lua cheia.

oOo

Albus Dumbledore se sentou atrás de sua mesa sentindo cada um dos seus cento e tantos anos. Ele estava cansado, e talvez, se eles não estivessem no meio da guerra, ele poderia se dar ao luxo de descansar. Mas do jeito que as coisas estavam, cada vez que ele fechava os olhos, parecia que surgiam mais uma dúzia de problemas.

Sobre sua mesa estava a penseira de Severus, e ele olhava seriamente para o fluido prateado em seu interior. O Diretor havia visto as memórias do Mestre de Poções e estava preocupado, mas novamente, havia tão pouco a se fazer.

E se não bastasse tudo isso, havia ainda outra carta de demissão de Remus. O lobisomem mais velho estava tentando deixar seu trabalho e sair do castelo desde o incidente, ainda que apenas ele e Albus soubessem disso. Na primeira chance que teve, Remus havia ido pessoalmente até o Diretor para pedir demissão, e Albus havia feito a única coisa que podia – recusado o pedido.

Ele não podia permitir que o homem fosse embora agora, não importava o quanto Severus gritasse e protestasse e pedisse por explicações. Ele seria necessário. Se não agora, logo. E se Remus ainda quisesse se redimir, Albus tinha a triste certeza de que ele teria varias oportunidades num futuro não muito distante.

Seus pensamentos foram interrompidos por uma batida leve na porta. Ele olhou para Fawkes e a fênix apenas virou sua cabeça na direção do som.

Sacudindo sua varinha, ele observou a pesada porta se abrir para revelar o garoto Malfoy parecendo relutante na soleira. Em sua mão, o rapaz segurava um pedaço de papel quase protetoramente.

"Senhor Malfoy." Dumbledore cumprimentou, não sendo capaz de esconder a surpresa em sua voz. "Alguma coisa errada?"

O loiro entrou hesitante, lançando olhares cautelosos para Fawkes, quando passou, indo ficar de pé em frente à mesa do Diretor. Sem palavras, ele colocou o pedaço de papel próximo a penseira. O pergaminho vibrou um pouco conforme sua mão tremia.

Franzindo a testa, Dumbledore se adiantou e pegou o papel para examiná-lo. Uma inspeção rápida lhe disse que era uma carta de Lucius Malfoy, e instantaneamente ele se empertigou.

"Ele quer que eu receba a Marca." O garoto suspirou, sua voz quase inaudível. Estava olhando para baixo, incapaz de encontrar os olhos do homem mais velho. Dumbledore podia apenas imaginar que tipo de traição essa confissão seria se descoberta. "Ele quer fazer isso no final de semana da próxima... da próxima-"

"Eu entendo, senhor Malfoy." O Diretor o cortou simpaticamente. "E uma coisa como essa não pode acontecer... para o seu próprio bem."

O sonserino teve um tremor que supostamente era para ser uma concordância, ainda olhando fixo para baixo.

Dumbledore suspirou e se ajeitou melhor na cadeira, levantando uma mão para coçar cansadamente seus olhos. Problemas surgindo de problemas.

"Draco." Ele disse eventualmente. "Me diga por que você veio até mim."

O loiro finalmente levantou os olhos, mais escuros do que nunca. "Eu não posso ir. Não posso. Se eu recebesse a Marca Negra, eu não seria um Comensal da Morte – eu seria um bicho de estimação. Pior, provavelmente. Eu sou quase tão ruim quanto um sang- um trouxa agora."

Dumbledore não disse nada sobre a escorregada da língua do rapaz – e, o mais importante, a correção – e apenas levantou uma sobrancelha. Cruzou os dedos e fechou os olhos, pensando.

"E se o professor Lupin não o tivesse mordido?" Ele perguntou após alguns minutos. "Você a teria feito então, senhor Malfoy?"

O sonserino não respondeu até que os olhos azuis estivessem fixados nos dele. Ele enrubesceu e desviou o olhar.

"A-a única razão para eu ter vindo até o senhor agora é por que envolve meus interesses." Draco respondeu sinceramente, mesmo que um pouco nervoso. "Se... Se meu pai tivesse escrito um mês atrás, eu teria feito a escolha que seria melhor para mim naquela época."

Dumbledore não mostrou reação a não ser por continuar olhando fixamente para o rapaz, considerando o conceito de lealdade. Havia tão pouca no sonserino, embora ele não parecesse nem um pouco envergonhado do fato. Essa mudança era uma preocupação individual com seu próprio bem estar, e ele estava preparado para se distanciar de qualquer coisa que julgasse uma ameaça – mesmo que fosse seu pai. Da mesma forma, se as circunstâncias tivessem sido diferentes, o garoto estaria felizmente lutando pelo outro lado.

Franzindo a testa, Dumbledore discretamente pegou a varinha, colocando-a em seu colo. "Muito bem, senhor Malfoy. Eu imagino que você esteja aqui para pedir a minha proteção."

O loiro concordou sem palavras.

"Então eu vou lhe pedir que me responda, da mesma maneira que eu pedi a Harry e aos outros que jurassem a você. Você entende? Se você concordar, não vão mais haver trocas de lado depois disso. No entanto, você terá minha proteção e minha escola como fortaleza contra seu pai e qualquer outro que trabalhe para Voldemort."

Draco engoliu em seco, tentando se abraçar. Ele já esperava por isso. O Diretor seria realmente um tolo se acreditasse apenas na palavra dele. Mesmo assim, a realidade do que estava acontecendo parecia determinada a cair em cima dele. Merlin, ele nunca havia se imaginado nessa posição...

"Eu entendo, senhor."

O homem mais velho concordou firme. "Ótimo, muito bom, meu rapaz. Está pronto?"

Draco assentiu, fechando os olhos em algo que não era temor...

Dumbledore se levantou e começou a falar. A magia audível em sua voz. "Você vai me jurar sua lealdade como aluno e como bruxo. Isso significa que será esperado que você faça o que estiver em seu poder para me ajudar, a Harry Potter, ou a qualquer outro membro da Ordem da Fênix se o problema for sério o bastante. Se você não puder ajudar, você não irá atrapalhar. Você fará o que eu pedir de você, confiando que eu também tenho o seu bem em mente. Essas regras vão prender você até que a guerra esteja realmente encerrada. Você jura?"

Draco queria se enrolar e morrer a cada cláusula de seu contrato de lealdade, mas quando perguntado, ele simplesmente respondeu um "Eu juro."

Instantaneamente, o pequeno facho de luz prateada saiu da ponta da varinha do bruxo e se acomodou no peito do rapaz, como ele havia visto acontecer com todos os outros que lhe juraram segredo. Era quente e pesado, e ele levou longos momentos para se acostumar com isso. O loiro se concentrou na sensação mais do que no que ele havia acabado de fazer.

Dumbledore o encarava com uma pena irritante. "Eu sinto muito, meu rapaz. Eu sei que isso não é o que você teria desejado..."

Determinado a acabar com tudo isso o mais rápido possível, Draco indicou a carta que ainda estava na mesa do diretor com a cabeça. "Como eu devo responder, senhor?"

"Eu sugiro que não responda, senhor Malfoy. Lucius vai perceber logo que você não pretende se juntar a ele para uma visita de fim de semana. Eu vou fazer os preparativos para você ficar na escola durante as férias."

O sonserino balançou rapidamente a cabeça em concordância, antes de se virar e andar de volta à porta. Ele não olhou para trás, e permaneceu em silêncio até chegar ao final da escada em espiral que descia do escritório do Diretor.

Ele se recusava a mostrar gratidão pelo seu próprio encarceramento.

oOo

Dumbledore viu o sonserino desaparecer de sua sala antes de voltar a atenção aos primeiros problemas do dia. Colocando a carta de Lucius de lado, ele olhou primeiro para o pedido de demissão de Remus, antes de rasgá-lo em dois pedaços e jogá-los na lixeira ao lado de sua mesa. Com mais um problema resolvido, sobrava apenas a penseira de Severus.

Ele suspirou, usando a varinha para mexer as memórias líquidas. As coisas certamente estavam começando a sair do controle. Severus havia ido até ele logo pela manhã com algumas noticias importantes.

O Diretor sabia que chegaria o dia em que Tom Riddle finalmente pararia de confiar no Professor, ele apenas esperava que esse dia fosse bem mais distante. Mas não, já estava acontecendo, e qualquer vantagem que seu espião pudesse proporcioná-lo estava rapidamente indo embora. Tom ainda não havia se voltado abertamente contra o Mestre de Poções, mas essa hora estava chegando. Os outros Comensais o desprezavam – sempre o desprezaram, na verdade – mas ao menos antes eles o tratavam com respeito. Bem, não mais.

O Diretor da Sonserina transferiu as memórias da última reunião para a penseira para que Albus as visse, e seu conteúdo o perturbou imensamente. Ele não sabia se podia arriscar mandar Severus para lá mais uma vez. Era apenas uma questão de tempo, agora, antes que Tom se decidisse a matar o Mestre de Poções. Não, o uso de Severus como espião estava chegando ao fim, o que significava que logo ele estaria cego para os movimentos do Lord das Trevas.

oOo

Harry, Hermione e Ron sentaram em seus lugares costumeiros no fundo da sala de Defesa, lado a lado, na manhã seguinte. Desde que Snape havia finalmente conseguido o emprego de Professor de DCAT, o entusiasmo dos garotos pela disciplina havia diminuído consideravelmente. Era como ter Poções de novo, só que pior, já que dessa vez era uma boa matéria que estava sendo arruinada...

"Então, quando vai ser a primeira reunião?" Harry perguntou enquanto revirava sua mochila a procura do livro de Defesa. Quando o encontrou, colocou o volume pesado sobre a mesa à sua frente.

Hermione pegou seu próprio livro. "Bem, eu andei perguntando, e essa quinta-feira parece bom para todos. Pode ser?"

"Depois de amanhã? Sim, tudo bem. Nós ainda estamos usando os galeões?"

Ela sorriu. "Sim. Essa é a parte mais tradicional, mesmo que eu não ache que nenhum dos professores realmente se importe com o que estamos fazendo-"

Naquele momento, a porta da sala se abriu e Snape marchou por ela com as vestes esvoaçando atrás dele como sempre. Ron sempre teve certeza de que o sarcástico Professor usava algum tipo de feitiço para fazer aquilo, no entanto ele nunca foi capaz de provar.

"Peguem os livros e guardem as varinhas." Veio a ordem irritada enquanto o homem assumia sua posição à frente da sala, perto do quadro. "Abram no começo do capítulo dez e comecem a ler."

Harry abriu o livro e começou a passar as páginas, procurando o capítulo dez, quando notou que Hermione havia levantado a mão próxima a ele. Ron, do seu outro lado, resmungou ao antecipar a eventual perda de pontos para a casa.

"O que foi, senhorita Granger?"

"Professor, você pulou o capítulo nove. Na semana passada nós terminamos o capítulo oito e-"

"Eu sei bem aonde terminamos na semana passada, Granger." Snape explodiu com ela, cada palavra cheia de irritação. "E eu pedi que vocês abrissem no capítulo dez."

"Mas-"

"Dez pontos a menos da Grifinória. Quer perder vinte?"

A garota ficou em silêncio, encarando seu livro enquanto o abria na página correta.

Harry não sabia o que o fez olhar, mas, subitamente, ele estava voltando as páginas do livro, procurando pelo título do capítulo nove. Quando encontrou, ele o encarou por longos momentos, antes de levantar os olhos para encontrar Snape olhando-o sério.

Capítulo Nove: Identificando e Combatendo Criaturas das trevas: Lobisomens.

Harry encarou o homem nos olhos com a mesma intensidade, e naquele momento eles se entenderam. O garoto viu a hipocrisia do Mestre de Poções – expondo Remus com esse mesmo truque, mas protegendo Malfoy – e em troca, Snape sabia que ele havia visto, e não poderia fazer nada.

"Então, Potter?" O professor disse friamente. "Comece a ler."

Harry franziu a testa, mas não disse nada.

Continua...


Comentários Aleatórios das Malfoy-Moraine:

Ly: Voltei. Minha mãe tinha me chamado

Cy: A Nanda foi embora, Ly.

Ly: Como assim foi embora?Essas crianças que não querem mais falar com suas mães... *tsc tscando*

Cy: Não... aposto que foi se encontrar escondida com a Coy. ¬¬

Ly: Esse namoro ta muito serelepe...¬¬

Cy: A gente precisa casar essas duas logo! O_O

Ly: ver se baixa o fogo...ou pra pelo menos ela parar de inventar deculpas como "vou só almoçar uma lasanha..."ou "vou ali comprar cigarro"... Ela nem fuma!

Cy: bem que... esse negócio do casamento baixar o fogo é relativo, não?O nosso não baixou nem um pouquinho... *cara de anjo*

Ly: Pois é...Se a Nanda puxar a gente nao vai mesmo mudar muita coisa... u.u

Cy: u.u


Notas das Tradutoras:

Aeeee!!! \o/

Gente, como a Dumbete tá manipuladora, não? Tá certo, ele jogou a favor dele, mas se aproveitou da fragilidade do Draco na cara dura! E, convenhamos, não deu muitas opções a Draquete, né? Ou ele aceitava, ou encarava a Lucíola de TPM - o que deve ser assustador! O_O

Ok, galera! Mais um capítulo bacana procês. ^^

Nos vemos no próximo domingo! o/

beijos

Ly e Cy