Antes da fic, leiam os avisos, por favor. ;)

Autora: Sakuri

Tradutora: Lycanrai Moraine

Revisão: Cy Malfoy e Lycanrai Moraine

Betagem: Nanda Malfoy

Pares: Draco e Harry; Snape e Lupin

Classificação: M

Disclaimer da autora: Eu não possuo nada nem ninguém.

Disclaimer das tradutoras: Nada aqui nos pertence, nem Harry Potter, nem essa historia. Harry Potter é da JK e essa historia é da Sakuri. Nós apenas a estamos traduzindo com a permissão da autora.


Avisos
: SLASH! Relacionamento entre dois homens. Não gosta, não leia. Mas se gosta, aproveite.

Notas: Werewolf!Draco


Capítulo 11: Acertando o Placar

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"Ele O QUÊ?!"

"Sshh!!"

Ron encarou seu amigo, os olhos arregalados, e tentou desesperadamente pensar em alguma outra coisa para dizer. Nenhuma palavra chegava a sua mente, no entanto. Chocado, ele podia apenas balançar a cabeça em descrença.

Os três estavam sentados em seus lugares habituais perto do fogo, as cabeças unidas enquanto Harry tentava manter a discussão despercebida. Até agora, ele não estava tendo muita sorte. A explosão assustada de Ron tinha atraído a atenção de metade da sala.

"Olha." Harry cochichou. "Eu estou avisando a vocês primeiro para que saibam porquê ele vai estar lá. Eu não quero a Sala Comunal da Grifinória com armas até os dentes sobre isso! Então fique quieto, está bem?!"

O ruivo piscou, depois sacudiu a cabeça novamente. "Mas Harry! Você não vai realmente deixar ele entrar, vai?! Quero dizer… é o Malfoy!" Ppara alíivio de Harry, ele havia conseguido abaixar a voz dessa vez.

"Não tem muita coisa que eu possa fazer. Foram ordens de Dumbledore, não é?" O moreno deu de ombros, olhando as chamas por um longo momento enquanto seus amigos absorviam o que ele estava dizendo.

"Deve haver alguma coisa que você possa –." Ron tentou protestar novamente.

"Não tem."

Hermione, que havia permanecido quieta em choque até agora, falou subitamente. "Mas Harry, não é como se Malfoy fosse querer entrar no grupo. Talvez ele nem apareça."

Harry suspirou e olhou para ela, percebendo que ele havia deixado de contar a eles a outra metade da história.

A explicação demorou algum tempo, com as exclamações indignadas de Ron e suas interrupções contínuas, e com as perguntas calmamente colocadas de Hermione que ele fez o seu melhor para responder. Ele contou o que havia acontecido na sala do diretor, assim como a conversa que teve com Malfoy depois. Enquanto falava, a expressão de Ron se transformou de carrancuda para quase feliz, enquanto Hermione apenas parecia mais preocupada.

"Você quer dizer que Dumbledore finalmente tem controle sobre o imbecil?" Oo ruivo perguntou alegremente quando Harry acabou. "Eu sempre disse que aquele homem era um gênio!"

Hermione fechou a cara. "Você já o chamou de louco várias vezes, também, Ronald. E de qualquer forma, eu não acredito que o diretor fosse fazer isso!"

Harry levantou uma sobrancelha e deixou escapar um longo suspiro, ainda olhando pensativamente para o fogo. "Eu sei o que você quer dizer. Parecia tudo bem no começo, mas do jeito que Malfoy colocou isso... Me fez sentir um pouco culpado, pra ser honesto."

Ron, mais uma vez, parecia chocado. "Vocês dois não estão falando sério, estão?"

A bruxa não pareceu estar prestando nenhuma atenção nele, já que continuou. "Não é ético! Eu poderia entender se ele fizesse Malfoy jurar lealdade e apenas isso! Mas fazer com que ele tenha que obedecer? Dumbledore poderia instiga-lo a fazer qualquer coisa!"

Harry franziu a testa, desconfortável. "É, mas ele não faria isso. Quero dizer... é Dumbledore."

"Mesmo assim!" ela estava usando sua voz fina de indignação que eles só a ouviam usar quando discutia sobre o F.A.L.E. "É o principio. Isso é... é escravidão!"

"Foi o que Malfoy disse."

Eles trocaram olhares por alguns momentos, preocupados.

Ron tossiu alto, distraindo-os. "Vocês dois estão exagerando. Pensem nisso. De que outra forma Dumbledore poderia ter certeza de que ele não fosse correndo para Você-Sabe-Quem na primeira chance que tivesse?"

Harry se lembrou das palavras sarcásticas do sonserino mais cedo. Porque a ameaça do que meu pai faria comigo se eu trocasse de lado de novo não era suficiente! Ele se perguntou, se sentindo culpado, se as ações de Dumbledore realmente haviam sido necessárias.

"De qualquer forma," o ruivo começou, seu tom parecendo chateado de novo. "a única coisa que ele está forçando Malfoy a fazer é nos atormentar um pouco mais."

Isso os trouxe de volta ao tópico.

Hermione suspirou. "Bem, eu posso fazer outro galeão, e vou levar a lista – mas você tem certeza, Harry?"

O garoto a olhou rapidamente. "Não. Mas como eu disse, não há muito que eu possa fazer, não é?"

oOo

"E quem é você?"

Harry piscou com o tom meloso vindo do retrato. Ele olhou a mulher de cabelos negros perplexamente, se perguntando se havia alguma resposta correta que ele pudesse dar.

"Eu lhe fiz uma pergunta, querido." Lilith insistiu, assustando-o.

"Oh, uhm, Harry. Harry Potter."

Ela sorriu, seus lábios rubros se elevando nos cantos. "É mesmo? E o que, permita-me perguntar, um rapaz tão bonito está fazendo por aqui?"

Harry enrubesceu. "Eu vim encontrar o Malfoy. Imagino que você poderia chamá-lo?"

Ela ergueu uma sobrancelha fina. "O que, o loiro? Um garoto detestável, aquele. Nunca fala comigo – não como você, querido. Por que você não fica e conversa comigo, ao invés de falar com ele?"

"Uhm..." Que outra reação ele poderia ter?

Como se respondendo à sua prece silenciosa, a imensa moldura de madeira de repente girou para frente, revelando o dito loiro em pé na passagem da porta.

"Potter, você estava flertando com o meu quadro?" Ffoi a recepção incrédula do garoto.

Novamente, Harry sentiu seu rosto corar de vergonha. "Não! Ela estava... ela estava flertando comigo, eu acho."

Malfoy deu-lhe um olhar desconfiado antes de relutantemente dar um passo aà frente para se juntar a ele. O quadro girou e fechou-se, e ele voltou-se para a feiticeira com divertidos olhos cinza. "Ninfomaníaca.," Aacusou, sorrindo torto. Ela bufou indignada e desapareceu através da moldura, seguindo para algum outro lugar ao longo do corredor.

"Pronto para acabar logo com isso?" Oo grifinório murmurou enquanto eles começavam a andar em direção à escada.

"Você parece tão entusiasmado. O que te faz pensar que minha presença no seu grupinho de desocupados não vai ser um enorme sucesso?" Oo loiro comentou inocentemente.

Harry riu, quase divertido. "'Tá. Certo."

oOo

A recepção foi tudo o que Harry havia imaginado que seria. Ele entrou na sala primeiro, e foi recebido com sorrisos pela maioria da AD, que abruptamente congelou ao ver quem o seguia.

Em segundos, uma enxurrada de protestos começou e os ocupantes da sala se adiantaram, alguns já apontando varinhas ao sonserino. Apenas Ron e Hermione não apresentaram reação à chegada abrupta do loiro, mesmo que Ron estivesse olhando-o sombriamente e Hermione parecesse preocupada. Perto deles, Neville havia empalidecido com medo e Ginny estava vermelha de indignação.

Com o canto dos olhos, Harry achou que realmente viu Malfoy dar um meio passo para trás quando confrontado com uma hostilidade tão grande. Com um pontada de pena dele, o grifinório firmemente se colocou entre as várias varinhas apontadas e seu alvo.

Finalmente, um silêncio abençoado tomou conta da sala enquanto a AD encarava confusa seu líder. Harry piscou, percebendo porquê mesmo Malfoy estaria intimidado com a visão de mais ou menos trinta pessoas encarando-o, já prontas para lançarem azarações.

Levantando as mãos no que ele esperava ser um gesto que os acalmassem, ele esperou expectativamente até que as varinhas fossem vagarosamente abaixadas. Foi então que as perguntas começaram.

"O que ele está fazendo aqui -?"

"Harry, você perdeu a cabeça -?"

"Ele te lançou um Império para fazer isso -?"

"Você vai fazer o favor de sair da frente pra gente poder azarar ele -?"

Isso seria um motivo de enxaqueca e de outro momento de isolação, Harry tinha certeza. Exasperado, ele olhou para Hermione para que ela se juntasse a ele. A garota obedeceu, lutando para passar pela multidão que se apertava em volta de Harry e Malfoy, carregando com ela um pedaço de pergaminho de aparência familiar.

"Okay," ele falou, lutando para ser ouvido sobre as vozes incrédulas de seus companheiros. "Acho que não preciso dizer que nós, uhm, temos um novo membro -."

"O quê?! Você não pode deixar ele participar!" Lavender Brown praticamente gritou, e logo era apoiada por todos os outros novamente.

Rangendo os dentes, Harry perdeu a paciência. Tocando sua garganta com a varinha, ele murmurou "Sonaorus." E depois , , gritou, "CHEGA!"

O som foi horrível. Os mais próximos dele se encolheram e tamparam as orelhas com as mãos. Ele viu Hermione resmungar de dor, e lhe deu um olhar de desculpas, antes de cancelar o feitiço.

Com a voz de volta ao volume normal, ele continuou. "Primeiro – eu não estou louco, eu não estou sob Imperio, e não, eu não vou deixar vocês azararem ele. Bem... não enquanto estivermos aqui, de qualquer forma. Malfoy está aqui porque Dumbledore mandou, e ele está pronto para assinar a lista da mesma forma que todos nós fizemos." Ele parou, olhando os rostos em volta. Não tinha certeza se uma simples explicação iria funcionar, principalmente já que ele mesmo não se sentia nem um pouco confiante no assunto.

Quando ninguém tentou tirá-lo do caminho para chegar ao loiro, ele se sentiu confiante o suficiente para continuar. "Depois que assinar, não vai significar apenas que ele não poderá dizer a ninguém o que está acontecendo ou aonde – nenhum de vocês será capaz de dizer que ele está aqui para o resto da escola. Se alguém tentar, a azaração de Hermione vai ser ativada. Está claro?"

Rostos ultrajados foram a resposta ao seu discurso depois que ele foi forçado a passar, no total, vinte minutos convencendo uma sala cheia de pessoas de que, sim, ele ainda estava, de fato, com o controle total de sua sanidade, e não permitiria que Malfoy amaldiçoasse a todos eles, e sim ele ouviu Dumbledore com suas próprias orelhas, e sim, ele tentou protestar, mas não, não havia adiantado nada, e finalmente não, Luna, ele de alguma forma duvidava que os Wrackspurrts eram a causa de seu erro de julgamento em permitir que o sonserino estivesse ali.

Exausto no fim de tudo, ele ficou feliz quando Hermione tomou as rédias, desenrolando o pergaminho que lhes servia como contrato e estendo-o, junto com uma pena, para Malfoy.

O loiro o pegou desdenhosamente, mas deu uma olhada hesitante para Harry. "Você disse que isso impediria que se espalhasse que estou aqui?"

Hermione quem lhe respondeu. "Sim, mas para ser honesta, é mais para a nossa segurança, Malfoy. Especialmente considerando que você passou a maior parte do ano passado tentando nos entregar."

O sonserino a olhou de cima. "Aquilo foi antes, Granger, Agora, como tenho certeza que você percebeu, eu estou preso como um de vocês."

Harry suspirou, já prevendo uma discussão. "Apenas assine isso, Malfoy, e nós poderemos começar."

Com um olhar enojado, o loiro expeliu o ar e escreveu sua assinatura, antes de jogar o papel de volta em Hermione. Ela o encarou, mas continuou mexendo em sua mochila, pegando o galeão que havia feito para ele naquela manhã. "Aqui." Ela cuspiu, jogando-o nele com o mesmo desgosto que ele mostrou por ela.

"E o que, exatamente, isso deve fazer?" Eele perguntou, girando a moeda experimentalmente entre os dedos longos.

"Eu vou lhe explicar depois." Harry murmurou cansado, coçando os olhos. Então, se recompondo, falou com o resto da sala com uma voz mais alta. "Certo, uhm, eu queria passar novamente por duelos, se estiver tudo bem."

Ele foi recebido com uma resposta menos entusiástica do que o normal, já que metade da AD ainda olhava desconfiada para Malfoy. O moreno ignorou isso e empurrou o grupo para o centro da sala.

"Encontrem uma dupla." Ele instruiu, logo entrando no papel de professor que ele adquiriu no ano anterior. "Antes de fazer qualquer coisa, eu vou recapitular o que nóos já cobrimos."

Harry observou enquanto as pessoas a sua volta procuravam uma dupla. Ele já havia se resignado a fazer par com Malfoy, sabendo que ninguém mais escolheria trabalhar com o sonserino por vontade própria, e ele não podia realmente forçar ninguém a isso, por mais que ele quisesse.

Quando aquilo foi feito, havia um grande vazio em torno dele e do loiro, deixando espaço para algumas demonstrações, ele percebeu.

Harry limpou a garganta, estranhamente nervoso com o olhar de Malfoy fixo nele sem demonstrar surpresa. Tentando ignorar o sonserino, ele falou com os demais alunos. "Certo, bem. Para continuar de onde paramos... Se for um duelo real, é melhor que vocês tentem incapacitar seu oponente logo no começo, antes que ele faça algum dano real." Sem aviso, ele se virou de sua audiência e mirou sua varinha em seu parceiro. "Stupefaça!"

O loiro neutralizou o feitiço facilmente com um rápido Protego, parecendo entediado.

"Obviamente, isso nem sempre vai funcionar," Harry continuou, não parecendo surpreso. "Existem outras opções – Expelliamus pode desarmar seu oponente, se você for rápido o suficiente, e a Azaração do corpo preso é outra maneira de -."

"É esse o seu jeito de duelar, Potter?"

A voz de Malfoy soou irritante, chamando a atenção para ele. Harry piscou, olhando-o surpreso. "O que há de errado com a minha maneira de duelar?" Eele perguntou, genuinamente curioso, mesmo que um pouco defensivo.

O sonserino fechou a cara. "É na verdade bastante patética se utilizar os feitiços que você está recomendando." Murmúrios altos surgiram dos outros alunos então, prontos para defender seu professor não oficial, principalmente com o humor que eles estavam ultimamente. "Não estamos sendo muito realistas, estamos, Potter?"

O grifinório cruzou os braços. "O que isso quer dizer?"

"Exatamente o que eu disse! Você não acha que vai ser capaz de vencer uma guerra com Expelliamus e um Feitiço de Corpo-Preso, acha? Deus, eu já tive feitiços melhores jogados contra mim, e não sou um Comensal da Morte querendo matar você!"

O 'Não teria tanta certeza disso,' de Ron, foi claramente ouvido de onde eles estavam, e julgando pelos cochichos que se seguiram, os outros concordavam com ele.

Harry riu, ignorando as outras pessoas na sala. "Sim, bem, eu não acho que seria de muita utilidade se nós tentássemos transformar Voldemort em uma doninha."

Por um momento, Malfoy parecia surpreso, boquiaberto. Risos surgiram dos expectadores. Ele piscou uma vez, antes de sua expressão se tornar aborrecida. "Que seja Potter. Mas voltando ao assunto, por que você não mostra a eles como um duelo real entre bruxos se parece?"

O grifinório levantou suas sobrancelhas em surpresa. "O quê? Com você?" Eele estava ciente do silêncio tenso, mas excitado que se apoderou da sala enquanto os outros membros da AD esperavam sua resposta.

Malfoy deu de ombros. "Bem, nós temos um placar para acertar. Nunca chegamos a terminar aquele duelo do segundo ano, chegamos?" Eele estava sorrindo, os olhos brilhando com alguma emoção desconhecida.

Harry olhou rapidamente ao redor, surpreso ao notar que a maioria de sua 'turma' parecia bastante ansiosa para que ele aceitasse. Especialmente Ron – mas ele provavelmente apenas esperava ver alguém dar uma surra em Malfoy.

Suspirando com a decisão da qual ele sabia que se arrependeria depois, Harry concordou. "Tudo bem." , Eele murmurou baixo, causando outra onde de cochichos pela sala e uma expressão de triunfo no rosto do loiro.

Ron se levantou. "Eu vou ser seu padrinho, Harry -."

"Não." Harry falou antes de pensar, e olhou o ruivo que parecia magoado. Rapidamente, ele completou. "Não, eu quero que todos vocês finjam que isso não foi arranjado. Estamos lá fora, no mundo real, sem padrinhos, sem garantias, sem regras. Okay?"

Malfoy o encarava atentamente, parecendo um pouco mais impressionado agora. Ele rapidamente arruinou isso, no entanto, ao dizer, "Se você já acabou com a sua explicação, professor..."

Suspirando, Harry se virou para ele cansadamente. Malfoy foi rápido em provar ser a presença hostil e dificildifícil que ele previra. Não apenas isso, ele já estava alterando as aulas de Harry para o seu próprio estilo.

"No três." Ele instruiu. "Um, dois -."

"Furnunculus!" Malfoy gritou com um sorriso malicioso, seguido por um divertido, "Você nunca vai aprender, Potter!"

Harry se desviou do feitiço, evitando-o apenas graças aos seus reflexos dse apanhador. Se endireitando, ele lançou um olhar sério ao seu oponente, se lembrando dos truques sujos usados da última vez que lutaram formalmente. Realmente, ele deveria ter previsto.

"Petrificus Totalus!" Eele contra atacou, brandindo sua varinha. Mais uma vez, o loiro bloqueou o feitiço com uma barreira simples e respondeu com um feitiço que era consideravelmente menos inocente que o de Harry.

Esse parecia ser o padrão deles, aparentemente. Harry, com feitiços defensórios e imobilizsantes, enquanto Malfoy parecia determinado a fazê-lo mudar de tática. O sonserino lançava feitiços perigosos, como se estivesse provocando Harry a responder com algo mais do que um Feitiço Confundus.

Na verdade, o grifinório não sabia realmente por que ele estava se segurando. Ele já havia tido duelos mais intensos com Malfoy nos corredores, causados por nada mais do que encontros casuais, e ele definitivamente não havia respondido com um Expelliamus durante aqueles incidentes em particular. Ele pensou, vagamente, que isso tinha algo a ver com a audiência reunida que ele supostamente deveria estar ensinando.

Sempre o oposto dele, Harry teria dito que Malfoy foi ao outro extremo, mostrando mais habilidade agora do que ele já havia feito durante uma briga fora da sala de Poções. De fato, Harry teve que se perguntar onde ele havia aprendido metade das coisas que sabia. Nenhuma delas, ele tinha certeza, estava na grade escolar. Metade dos seus feitiços dançavam perigosamente próximos do limite das artes das trevas também, para a irritação do grifinório.

Mas então, ele reconsiderou, eles deveriam estar simulando uma batalha real, e qualquer feitiço que um Comensal da Morte pudesse usar seria muito pior do que a azaração explosiva de Malfoy.

De repente, Malfoy gritou alguma coisa asperamente e de lugar nenhum, cordas finas e fortes surgiram para prender Harry. Incapaz de reagir rápido o suficiente, o grifinório pôde apenas lutar contra a restrição. Ele viu, pelo canto dos olhos, Ron se adiantar, mas Hermione o impediu de interferir.

Esse era o mesmo feitiço que ele havia visto Snape usar para prender Lupin na Casa dos Gritos – e subitamente, Harry percebeu de quem Malfoy devia ter aprendido suas novas habilidades. Mas esse era um pensamento fraco no fundo de sua cabeça, com ele estando bastante distraído com o sonserino se adiantando para ele, um sorriso armado no rosto.

Malfoy parou apenas quando estava a centímetros de Harry, presunção simplesmente irradiando dele. "Isso significa que eu venci?" Pperguntou, levantando uma sobrancelha.

Harry riu. "Eu pensei que você tivesse dito que incapacitar um oponente não era muito realista."

O loiro pareceu considerar isso por um momento, antes de assentir. "Eu imagino que você esteja certo, nesse ponto." Sorrindo, ele ergueu a varinha, parando apenas para se inclinar para mais perto e sussurrar venenosamente. "Com medo, Potter?"

Harry o olhou nos olhos, o tempo todo torcendo os pulsos em uma posição estranha, onde estava livre das amarras. "Bem que você gostaria." Ele respondeu, finalmente posicionando a varinha."Relashio!"

O jato de faíscas vermelhas e douradas surgiu de lugar nenhum, acertando o sonserino no rosto. Ele xingou audivelmente e se atirou para trás, levantando uma mão para cobrir os olhos.

Apontando sua varinha para si mesmo dessa vez, Harry tirou vantagem do descuido de Malfoy para murmurar rapidamente "Diffindo." E as cordas se soltaram, cainído inúteis ao redor dele.

Draco recuava cuidadoso, lutando para não coçar os próprios olhos. Potter ficou olhando-o com um sorriso leve, e a platéia estava mais fascinada do que nunca, saudando seu precioso 'Salvador'.

"Isso foi um truque sonserino, Potter." Draco falou, se livrando do sorriso.

"Não me insulte."

O loiro deu de ombros, fazendo um esforço para parecer despreocupado. "O quê? Eu achei que foi um tremendo elogio." Depois, deixando sua aparência tranqüila abruptamente, ele disparou um malicioso "Serpensortia!". No chão entre eles, a forma longa e negra de uma serpente se materializou no meio de um pouco de fumaça.

Potter riu. "Falando em não aprender nada, Malfoy. Você tentou isso da última vez -."

Mas Draco não havia acabado. Se Potter pensava que poderia superar ele em truques sonserinos, ele estava muito, muito enganado. Rodeando o outro, ele apontou sua varinha com uma precisão mortal para o rosto chocado de Weasley. "Oppugno!"

Compelida pela ordem para atacar, a cobra se virou e cumpriu suas ordens, se atirando na direção do ruivo com as presas a mostra. Alunos estavam gritando em segundos, correndo para escapar, e Potter estava fazendo sons daquela forma esquisita dele – e se pareceu muito com o segundo ano novamente. Draco riu.

A cobra já estava cessando seu ataque, em respeito ao Parseltongue entre eles. Não importava, ele realmente não tinha esperado algo diferente.

Ao invés disso, ele aproveitou a oportunidade da distração de Potter para mirar sua varinha no grifinório e murmurar, discretamente, "Sectumsempra."

E então, aconteceu um verdadeiro caos quando a única esperança do mundo mágico caiu numa poça de sangue.


Notas das Tradutoras:

E alguem esperava que a recepçao do Malfoy na AD fosse ser diferente?

Impossivel... u.u

Esperamos que tenham gostado do capítulo. Até semana que vem!! o/

Beijos.

Cy e Ly - correndo.