Antes da fic, leiam os avisos, por favor. ;)
Autora: Sakuri
Tradutora: Lycanrai Moraine
Revisão: Cy Malfoy e Lycanrai Moraine
Betagem: Nanda Malfoy
Pares: Draco e Harry; Snape e Lupin
Classificação: M
Disclaimer da autora: Eu não possuo nada nem ninguém.
Disclaimer das tradutoras: Nada aqui nos pertence, nem Harry Potter, nem essa historia. Harry Potter é da JK e essa historia é da Sakuri. Nós apenas a estamos traduzindo com a permissão da autora.
Avisos: SLASH! Relacionamento entre dois homens. Não gosta, não leia. Mas se gosta, aproveite.
Notas: Werewolf!Draco
Capítulo 12: Acidentes Acontecem
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O grito de Hermione cresceu em seu interior, preso, sem ser ouvido por ninguém a não ser ela mesma conforme a morena olhava, em transe, Harry ser nocauteado pela maldição de Malfoy. Ele caiu sem nenhum som, sangrando. Deus, tinha tanto sangue!
E então Ron a estava segurando pela cintura, puxando-a com força para trás. Ela tropeçou e caiu por cima dele. No local onde ela havia estado apenas segundos antes, a serpente negra conjurada por Malfoy estava enrolada, sibilando e ameaçando. Não estando mais encantada pelas palavras de Harry, ela voltou para sua tarefa original de atacar Ron.
Novamente ela se recolheu, as presas brilhando, preparando-se um bote. A morena sacudiu sua varinha, sua mente rapidamente passando por uma lista de feitiços que poderiam funcionar com a criatura conjurada.
Mas antes que ela pudesse fazer qualquer coisa, a cobra desapareceu em outra nuvem de fumaça. A grifinória olhou para cima, para encontrar Malfoy apontando para o lugar onde a cobra esteve. Sua varinha tremendo em suas mãos instáveis. Ele parecia chocado e prestes a desmaiar, mas ela não tinha tempo para ele.
Se adiantando, a morena se atirou ao lado da figura imóvel de Harry. Ela escorregou um pouco nas poças rubras pegajosas que estavam se formando no chão de pedra. Recusando-se a dar atenção ao pânico aterrador que crescia dentro dela, ela botou suas mãos sobre peito do amigo, tentando encontrar a origem do sangramento. Ela viu que as vestes e a camisa que ele vestia estavam estilhaçadas, e rasgou os restos da roupa.
Um soluço escapou de sua garganta ao mesmo tempo em que Ron se ajoelhava ao lado dela. Juntos, eles encararam horrorizados o corte que cruzava o peito de Harry de onde jorrava sangue.
"Episkey!" Ela tentou desesperadamente o único feitiço de cura que conhecia. O corte pareceu diminuir discretamente, mas não chegou nem perto de fechar.
"Temos que levá-lo à Pomfrey." Ron estava falando baixo em seu ouvido, já se movendo para lançar um feitiço Levicorpus.
De repente, Hermione se viu sendo atirada de qualquer maneira para o lado, e uma terceira presença disse asperamente, "Sai da frente, Granger."
Um pouco cega pelo próprio pânico, ela só precisou ver o borrão amarelado para seu controle desaparecer. "Seu BASTARDO! Fique longe dele! Petrificus tot-."
A mão de Malfoy rapidamente acertou sua varinha, fazendo-a rolar pelo chão para o outro lado do quarto. "Eu disse: saia da frente, Granger!" A voz aristocrática e desdenhosa com a qual ela havia se acostumado havia desaparecido, sendo substituída por um rosnado que não poderia ser reconhecido como a voz característica do sonserino.
Ele estava de joelhos ao lado dos dois, ignorando o sangue que rapidamente sujava as vestes caras. Com a varinha de ébano na mão, ele a moveu em algum gesto intrincado, murmurando algo que ela não conseguiu entender devido o desespero e às vozes altas de todos os outros na sala.
Ela não sabia se ele tinha terminado, apenas que Ron havia subitamente agarrado o garoto menor e atirado-o para trás com pouco esforço. Malfoy caiu estranhamente, sua varinha rolando para longe dele, e então Ron estava sobre ele, falando incoerentemente, os pulsos voando. Ela podia ouvir Malfoy gritando alguma coisa, tentando ser ouvido, mas o ruivo parecia interessado apenas em destruí-lo.
Mas então, pego de surpresa, Ron estava rapidamente enrolado uns bons três metros longe do outro. Ele parou por um momento, deitado de costas, parecendo tão chocado quanto ela que Malfoy pudesse ter esse tipo de força.
"Olhe para ele, Weasley!" o loiro estava gritando, gesticulando selvagemente. "Apenas olhe para ele antes de me matar!"
Hermione se desviou da luta, se curvando para examinar Harry novamente. Ela levantou a camisa dele, e embora o líquido vermelho ainda cobrisse cada pedaço de sua pele e roupas, ela não podia encontrar nenhum corte.
"Ron!"
O ruivo estava ao lado dela em um segundo. "O quê? Ele está bem?! Ele está -."
"Ele…" a voz dela quebrou conforme ela passava a mão inutilmente no local em que não havia nenhum ferimento... Seus olhos voltaram lentamente para Malfoy, que havia sido deixado arfando no chão, a respiração rápida do rapaz rapidamente se tornando o único som da sala quase silenciosa.
"Foi um acidente," ele disse por fim, a voz pequena em comparação à confiança presunçosa que ele normalmente mostrava. "Eu não sabia o que o feitiço fazia."
Hermione sentiu como se fosse explodir. Mil e um insultos passaram por sua cabeça, mas nenhum deles parecia bom o suficiente para descrever o quão puramente estúpido-
De qualquer forma, Ginny Weasley foi mais rápida que ela.
"QUAL, EM NOME DE MERLIN, É O SEU PROBLEMA?!" Ela gritou, assustando a todos. Malfoy empalideceu com a visão da bruxa furiosa andando em sua direção. "QUEM É QUE LANÇA UMA MALDIÇÃO DESCONHECIDA COMO AQUELA EM UMA PRÁTICA DE DUELO?! E NO HARRY!! QUE DEIXOU QUE VOCÊ ESTIVESSE AQUI - ."
Ela foi cortada por Neville, que rapidamente passou um braço ao redor dela e a puxou para trás enquanto ela permanecia literalmente chutando e gritando.
Todos os olhos estavam novamente no obviamente desconfortável sonserino, que estava lentamente começando a perceber que não apenas havia quase matado o Garoto Que Se Recusava a Morrer na frente de seus grandes admiradores. Ele, Draco Malfoy, também havia salvo sua vida miserável.
"A-alguém," Hermione começou, nunca tirando seus olhos do loiro. "Vá chamar Madame Pomfrey. E o diretor."
Draco estremeceu.
Bem, isso seria interessante, ele pensou cabisbaixo.
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A onda de fofocas não demorou para começar a se espalhar, pelo menos entre os membro da AD. E embora eles quisessem contar para todas as pessoas que pudessem o que aconteceu, o contrato de Hermione manteve o silêncio das pessoas. Entre eles, as mesmas perguntas eram repetidas interminavelmente.
O que Harry estava pensando, trazendo Draco Malfoy para cá? Por que Malfoy apareceu, de qualquer forma? Merlin sabia que ele não precisava de aulas de Defesa, quando estava praticamente dormindo com o atual professor de DCAT, puxa saco como ele era... E além disso, o que um Comensal da Morte em treinamento queria com a Armada Dumbledore?
E aquele feitiço!? Nenhum deles tinha visto ou ouvido falar sobre ele antes, nem mesmo Hermione, que normalmente era conhecida como a Enciclopédia do conhecimento bruxo. O que, isso tinha de ser dito, levava à pergunta de onde Malfoy o havia aprendido.
Eles também se perguntavam sobre a mudança abrupta que o sonserino havia feito – de tentar matar Harry para salvar sua vida, quando ninguém mais parecia ser capaz de fazer qualquer coisa. E é claro, haviam os estranhos eventos posteriores – não apenas o diretor havia visto por si próprio o estado em que Harry estava, e ouvido o que aconteceu, ele também deixou de expulsar Malfoy no mesmo segundo.
Quando Harry acordou na cama do hospital algumas horas depois, a coisa toda havia sido detalhadamente analisada, mesmo que ninguém, ainda, tivesse achado uma explicação que fizesse sentido.
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Harry se mexeu lentamente, acordando enquanto era empurrado e cutucado nas costelas. Abrindo os olhos, ele pôde distinguir a imagem borrada de Madame Pomfrey planando sobre ele, sua varinha fazendo gestos sutis e ocasionalmente encostando nele experimentalmente. Estremeceu quando o pedaço de madeira fez contato com seu lado novamente.
"Oh, você está acordado agora, não é?" A enfermeira murmurou, olhando rapidamente para ele.
"Hnngh." Ele resmungou. "O que aconteceu dessa vez?"
Ela ergueu os olhos para olhá-lo intensamente antes de voltar ao exame. "Bem, eu receio que você tenha ganhado outra cicatriz, senhor Potter."
Ele se assustou. "O quê?" Lutando para sentar-se, procurou seus óculos e colocou-os rapidamente. Olhando para baixo, ele encontrou-se sem camisa. Cruzando seu peito, do ombro direito até o quadril esquerdo, havia uma fina e prateada linha de uma recém formada cicatriz.
"Duelando, senhor Potter," ela disse, balançando a cabeça. "Totalmente irresponsável, devo dizer..."
Ele franziu o cenho. Duelando? Duelando – a AD – Malfoy – "Malfoy!" Ele grunhiu de repente.
Ela assentiu cuidadosamente.
"Por que – quero dizer, como eu -?" Ele indicou a si mesmo, mostrando o ferimento curado.
A boca da enfermeira ameaçou um sorriso. "De acordo com os rumores, sua miraculosa recuperação também foi devido ao senhor Malfoy."
"Aquele bast – O quê?" Harry estava incrédulo, agora, fazendo careta em confusão.
Ela deu uma risadinha. "Voltarei em um momento, senhor Potter." E com isso, saiu da enfermaria, deixando-o sentindo um pouco mais do que perplexidade.
Cuidadosamente, ele traçou um dedo ao longo da fina linha que o marcava, pousando sua mão onde ela cruzada seu tórax. Que diabos Malfoy tinha feito com ele? Ele lembrava-se do duelo, da cobra, e então dor e... nada. Que tipo de feitiço fez isso?! Agora, ao menos, ele sabia que o sonserino era perfeitamente capaz de usar Artes das Trevas. Era uma pena que ele estava no lado errado, no entanto...
Piscando levemente, ele ergueu-se até que pudesse passar suas pernas para um lado da cama. Ele ainda estava usando sua calça jeans, que estava sendo vestida sob as vestes da escola, mas sua camisa não estava em nenhum lugar visível. Ele conseguia ver as manchas amarronzadas no azul da calça em vários lugares. Era bastante perturbador.
Olhando em volta, ele procurou inutilmente por roupas que pudessem ter sido deixadas para ele. Estar semi-nu no meio da Ala Hospitalar, apesar dele já estar acostumado com o lugar, deixava-o desconfortável. Distraído em sua procura, ele não percebeu a nova presença na sala até que uma suave, intencional tosse chamasse sua atenção.
Voltando-se para a porta, ele viu Draco parado a alguma distância, hesitando.
"Malfoy! O que está fazendo aqui?"
O loiro caminhou lentamente à frente, sua usual arrogância perdida. As sobrancelhas de Harry ergueram-se quando ele notou a aparência do outro.
As caras, e elegantes vestes que normalmente irradiavam classe estavam agora enrugadas e amarrotadas, e com visíveis manchas que obviamente eram de sangue no tecido escuro. Não apenas isso, haviam traços do mesmo vermelho nos cabelos prateados, como se Malfoy tivesse corrido uma mão ensangüentada por eles. Debaixo de seu olho esquerdo, estava crescendo uma escura mancha roxa.
Esquecendo sua primeira exigência, Harry perguntou estupefato. "O que aconteceu com você?" disse, olhando-o com mórbida fascinação. "Isso é... isso é meu?" Indicou o sangue cobrindo o sonserino.
Malfoy corou, quase timidamente. "Hum, sim. Eu não tive uma chance para trocar de roupa. Eu estive no escritório do diretor desde..."
Curioso, Harry estudou o proeminente olho roxo. "E isso?"
O sonserino olhou torto para ele. "Aparentemente, Weasley tomou como uma ofensa eu salvar sua vida. E Pomfrey não vai curar isto como algum tipo de punimento perverso."
Com isso, o grifinório pareceu lembrar-se da situação inicial e suas maneiras esfriaram abruptamente. "Então, o que você quer aqui?" ele cuspiu. "Veio para outro remate?"
Malfoy fez carranca. "Olhe, Potter, não entenda isso errado, mas eu não pensei... Eu não quiz..." Ele suspirou, frustrado. "Eu nunca usei aquele feitiço antes," admitiu, dando de ombros. "Não sabia que ele faria aquilo."
Harry o encarou, incrédulo. "Então decidiu testar em mim?!"
O loiro cruzou os braços defensivamente. "Sim, está certo. A Weasel fêmea já me informou sobre esse meu defeito mental nesta área, obrigado..."
"Grato que alguém o fez." Harry o cortou, sentindo-se justificado no seu mau humor.
"Foi um acidente, está bem? Eu realmente não quis te matar –"
"Mas não é só isso, não é?! Malfoy, você atiçou uma cobra em cima do Ron! Só para me distrair! Quero dizer, pelo amor de Merl-!" O grifinório interrompeu-se de repente, seus olhos verdes se arregalando. "Espere. A cobra. Oh, Deus, ela não… digo, quando eu desmaiei, ela não…?"
Draco abruptamente pareceu entender o que estava sendo perguntado, e sacudiu a cabeça rapidamente. "Não. Eu desapareci com ela logo que... aconteceu. E eu apenas fiz isso porque eu sabia- digo, eu pensei que você seria capaz de controlar isso..."
"Você não tem nenhum tipo de… consciência?!"
Por alguns minutos, o loiro o encarou, parecendo confuso, como se ele não conseguisse entender algo. "Potter, você está trancado na Ala Hospitalar por causa de uma maldição que eu lancei em você sem testar antes – e ao invés de berrar comigo por isso, você está discursando sobre a minha falta de moral em duelo?!"
Harry resfolegou. "Pessoas melhores do que você tentaram e chegaram perto de me matar, Malfoy. Eu acho que apenas me acostumei com isso." Ele comentou seco.
"Ah, sim, aí está," o sonserino de repente cuspiu. "Eu estava me perguntando quando seu complexo de mártir iria aparecer."
O grifinório zombou. "Sim, é exatamente o que isso é." Ele murmurou sarcasticamente, rolando os olhos.
"Certo," Malfoy disse bruscamente, sua expressão se fechando. "Nem ao menos sei por quê eu vim aqui." Completamente ofendido, o loiro virou-se, de alguma forma conseguindo fazer as vestes cheias de sangue parecerem soberbas enquanto elas ondulavam atrás dele.
"Malfoy." Harry chamou automaticamente, sem ter muita certeza do porquê. Ele esperou que o sonserino se virasse e olhasse para ele, mas quase imediatamente desviou o olhar, desconfortável quando os olhos cinza finalmente encontraram os seus. "Eu... Obrigado, eu acho. Por –"
"Não me agradeça, Potter," Malfoy falou, soando aborrecido. "Eu não tive escolha, na verdade. O feitiço do diretor não deixou que eu sentasse e assistisse você sangrar até a morte." Ele falou secamente, mas sua voz era frágil, como se ele mal pudesse disfarçar qualquer emoção por trás dela.
Harry olhou para ele fixamente, tentando não se perguntar o que teria acontecido se Malfoy não estivesse sob o feitiço de Dumbledore. Afastando o pensamento de sua cabeça, ele assentiu uma vez. "Acho que nós estamos quites, então." Falou, sua voz razoavelmente audível, mas os olhos cinza prenderam-se nos seus, cintilando.
"Que seja, Potter." Foi a resposta evasiva. Malfoy tentando parecer desdenhoso, mas não conseguindo muito bem. Ele parecia, de fato, vagamente perturbado. Finalmente, ele desviou os olhos e seguiu para fora da enfermaria, sem olhar para trás.
Quando alcançou a porta, quase trombou com Ron, que estava entrando com Hermione. O ruivo olhou perigosamente para o garoto menor, que meramente curvou os lábios, desdenhosamente dando um passo para o lado.
Carrancudos, seus amigos caminharam até sua cama. Eles estavam vestindo vestes limpas, provavelmente tinham trocado as suas, ao contrário do sonserino, entretanto não tinham se incomodado com as roupas da escola. Era quase toque de recolher, não valia a pena colocar uniforme quando eles tinham uma desculpa decente para evitá-los.
"O que ele estava fazendo?" Ron perguntou, assim que sentou-se na cama, ao lado dele.
Harry deu de ombros. "Sua maneira de pedir desculpas, eu acho," ele respondeu incerto. "Mais provável que Dumbledore o tenha feito mostrar a cara."
"Doninha idiota … devia ser expulso," Ron murmurou, sacudindo a cabeça. "Todo mundo que viu o que ele fez está dizendo isso. Ele podia ter te matado, parceiro."
Harry assentiu. "Sim, e eu tenho a cicatriz para provar." Ele olhou para baixo novamente, suspirando com a visão da marca prateada.
Hermione olhou para ele simpaticamente. "Dói?"
"Não, na verdade, não. É só um pouco perturbador. Que ele tenha feito uma em mim, quero dizer."
A bruxa rolou os olhos em exasperação. "De todas as coisas para se preocupar!" Ela suspirou. "Bem, suponho que podia ter sido muito pior. Eu... eu não consegui fazer nada, eu sei. Você teria... Se Malfoy não soubesse o que fazer…" Ela se interrompeu, olhando para o outro lado e piscando rapidamente.
Ron quebrou a abrupta tensão deixando escapar um cético, "Hah! Hermione, você está esquecendo que foi ele quem causou toda a confusão em primeiro lugar! Se não fosse por Malfoy, nós todos estaríamos agora felizes lá em cima, na Grifinória." Ele olhou sombriamente para Harry. "Embora, você não seja tão inocente, sabe. Foi você que trouxe ele!"
Harry arregalou os olhos inocentemente. "Eu já te disse! Dumbledore me obrigou!"
Hermione ergueu as mãos, interrompendo os dois. "Olhe, vamos esquecer Malfoy, tá legal? O que está feito está feito, mas... Harry está bem. Deixem isso para lá."
Harry sorriu, aliviado que ela, ao menos, estava preparada para abandonar o assunto.
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Draco apenas conseguiu se jogar no sofá assim que entrou em seu quarto, e sentiu-se perfeitamente no direito de querer dormir por uma semana. Ele tinha brevemente pensado em voltar para a Sonserina – ele queria desesperadamente conversar com Pansy e Blaise, para encontrar alguma normalidade com eles – mas no humor e estado que ele estava no momento, ficar perto de seus amigos era uma péssima idéia.
Primeiro, eles iriam querer saber de quem era todo aquele sangue por qual ele estava coberto, e o que exatamente ele esteve fazendo para acabar daquele jeito. Ele não estava disposto a entrar numa profunda explicação sobre como ele tinha sido forçado a entrar para o Clube de Defesa de Potter, o que tinha quase resultado na prematura morte de ambos – Potter, por suas próprias mãos, e ele mesmo por um enfurecido Weasley.
Não, má idéia encarar Pansy e Blaise bem agora.
Ele se perguntou vagamente se ele deveria se mexer, tomar um banho e se arrumar para dormir – mas o pensamento de sair de sua semi-confortável posição o fez encolher-se. Então, ele ficou onde estava, pensamentos perambulando por ele cansadamente.
Ele também sentiu o lobo, rosnando pelas margens de sua mente, alertado pela sua ansiedade durante o dia. Ele teria que ir ver Lupin novamente em breve, por mais que detestasse ter que admitir isso. Melhor algumas horas de humilhação do que afundar-se no estado desconfortável que ele estivera anteriormente. O homem tinha, de alguma forma, conseguido consertar isso da última vez, então ele conseguiria fazer isso de novo, certamente. Ele provavelmente só falaria sobre aceitação e mudança novamente – e, sério, tudo aquilo tinha feito Draco pensar em Granger, de todas as pessoas, e seus malditos discursos sobre direitos iguais – mas se o método de Lupin funcionava, por qualquer insondável razão que fosse, então Draco estava disposto a ouvi-lo se isso significava manter sua sanidade no lugar.
Suspirando, o loiro atirou propositalmente seus pensamentos em outra direção.
Ele ficaria agradecido quando Severus voltasse, embora seu padrinho fosse ficar furioso com o que tinha acontecido durante sua ausência. Mas conhecendo o Mestre de Poções, ele encontraria um jeito de culpar Potter por todo o incidente. Grifinório estúpido – tinha sido culpa dele, de qualquer forma, Draco raciocinou. Correndo para bancar o herói do Weasel, ao invés de se concentrar no que ele devia estar fazendo. Se ele estivesse prestando atenção, o pirralho teria bloqueado a maldição e a coisa toda teria sido evitada...
Mas não, que besteira, aquela era a coisa mais inteligente para se fazer.
E de onde Potter tirou que eles estavam quites? Parecia que tudo o que tinha dado errado ultimamente podia ser traçado de volta para ele. O Menino Que Sobreviveu tinha feito nada senão sistematicamente destruir a vida de Draco. Eles não estavam em lugar nenhum próximo de ficar quites.
Era ele, sem dúvida, o responsável pela presença do lobisomem aqui este ano – e ele quem tinha falhado completamente em mante-lo numa coleira! Se ele ia trazer criaturas das trevas para ensinar em Hogwarts que ao menos tomasse a responsabilidade por eles! Mas – suspira! – isso era uma tarefa simplesmente tão mundana para oaclamado Salvador! Não, ele preferia muito mais aparecer no último momento, indo de seu complexo de herói para o de mártir, e ser aquele que salvou a situação antes que ela se tornasse tragicamente pior.
Péssimo para Draco que o conceito de 'trágico' de Potter não coincidisse com o seu próprio. Era muito que ele desejasse que o Grifinório de Ouro tivesse aparecido alguns momentos mais cedo...
Mas, pior que isso – muito pior que isso – era o nauseante pensamento dele estar preso a Potter. Graças a Dumbledore ele estava preso, irreversivelmente, para agir como outro adorador idiota. Aquilo era o que mais importava, mesmo. Ser forçado a correr atrás do idiota, consertando qualquer desastre que ele criasse, todo o tempo tentando convencer o resto do mundo de que ele ainda era Draco Malfoy, o mais amargo inimigo de Harry Potter.
Hah! Merlin, sua vida estava virando uma piada…
E então havia Lucius. Lucius, que tinha parado de lhe enviar cartas, que ele poderia esperar não ver nunca mais até – no mínimo – o momento em que ele se formasse. Que ainda estava-
Mas, não. Ele não queria pensar em detalhes sobre seu pai.
Cerrando seus dentes, Draco forçou-se a levantar do sofá, tropeçando preguiçosamente até o quente, purificante êxtase de um banho e então, dormir.
Mas primeiro, é claro, ele pretendia incinerar aquelas vestes ensopadas com o sangue de Potter.
Continua...
Comentários Aleatórios das Malfoy-Moraine:
Ly: Eu achei que esse cap não ia sair a tempo...
Nanda: Eu também achei
Cy: Esses dois últimos caps foram os mais corridos, Deus me Livre!!! _
Ly: Pois é
Nanda: Fui ler nos 45 do segundo tempo
Ly: uhauahuahuahuahuahuahuahuahuahuah
Ly: Serio, se a Cy não tive me socorrido ontem eu estaria traduzindo ate agora
Mas em compensação, o que foi esse cap hein?
O Malfoy, cara!
Nanda: Pois é
Cy: Gostei dele ter ido na enfermaria
E ao contrário do Potter, eu acho que ele foi por si só
Ly: Tambem acho
Nanda: Eu achei que a parada do sectusempra tivesse já acontecido com o Draco
Cy: Não, não. A autora mudou o plot. É como se o Harry nunca tivesse ouvido falar do feitiço, mas o Draco conhecia
Ly: Como ela esta refazendo o sexto livro, é como se o Draco tivesse recebido o livro de poções com as anotações, e não o Potter.
Nanda: Ele estava preocupado...que lindo
Ly: Acho que beeeeeeeeeeem a no fundo, ele tem um pinguinho de conciencia
Nanda: Ele ficou super nervoso na hora...tadinho. Claro que ele tem consciência
Cy: Mas eu também fiquei pensando no que ele faria se não estivesse sob o feitiço do Dumb...
Ly: É... eu também...
Nanda: ahan
Ly: Mas depois pensei que ele provavelmente faria a mesma coisa
Ly: Ele não é mau de verdade...
Nanda: Ele faria a mesma coisa
Nanda: Isso foi só uma desculpa, pras ações dele... Ele não ia dar o braço a torcer...
Cy: É, pode ser... *a que sempre tem um pé atrás com o Draco*
Nanda: Percebe-se
Ly: Não sei... Eu acho que ele não é mau, mas que ele é covarde de ir contra o pai
Mas se ouvesse algo que o fizesse sair de baixo das asas do pai (como aqui) acho que ele seria completamente diferente do que aparenta sert
Nanda: Também acho isso. Ele nem trocou de roupa... vocês tem noção do que é isso pra um Malfoy? E os cabelos... OS CABELOS!
Cy: Claro... porque ele tava na sala do Dumb.
Nanda: Ele estava super preocupado cara
Cy: Siiiiiiiim, ele precisa do Potter pra ensinar isso a ele. ^^
Nanda: Ele podia muito bem ter ido no dormitório dele antes, Cy. Nem vem, ele estava preocupado sim. Os amigos de verdade, ainda foram tomar um banho, ele não, foi correndo ver se o Potty dele estava bem.
Ly: Correndo não, ele tava no escritório do Dumbie
Cy: *a que não sabe o que fazer com essas fãs de Draco*
Ly: Nem me fala! São todas estranhas
Cy: u_u
Nanda: Aj nem vem! Muita gente vai concordar comigo! E eu não sou estranha.
Ly: Todas tao estranhas quanto voce meu bem...
u.u
Cy: Claro... são todas loucas pela Draquete. _
Nanda: Cinthya, cuidado, o Ron ainda não apareceu sem camisa na minha fic...
Vou fazer ele cair da vassoura
E ficar hospitalizado e não comparecer a festa...
Ly: Epa! Isso é golpe baixo Nanda! Não faça isso com sua Mommy
Cy: Okey... E eu ainda não betei a sua...
Nanda: Por falar nisso, o tempo é curto... ouve o som... tic tac tic tac
Ly: Chantageie sua Mommy e eu te conto em detalhes o que aconteceu no seu quarto quando eu voltei de viagem e você foi pra casa da Coy...
*Ly aprendeu varias maneiras interessantes de abrir portas e trancas na fazenda*
Cy: XDDDDDDDDDDDDD
*aperta a Ly*
Nanda: *da língua*
Notas das Tradutoras:
Mais um cap gente!!!! E esse por pouco não ficou pronto a tempo! O.O
Beijos a todos que estão lendo e até semana que vem!!!
Ly e Cy
