Antes da fic, leiam os avisos, por favor. ;)

Autora: Sakuri

Tradutora: Lycanrai Moraine

Revisão: Cy Malfoy e Lycanrai Moraine

Betagem: Nanda Malfoy

Pares: Draco e Harry; Snape e Lupin

Classificação: M

Disclaimer da autora: Eu não possuo nada nem ninguém.

Disclaimer das tradutoras: Nada aqui nos pertence, nem Harry Potter, nem essa historia. Harry Potter é da JK e essa historia é da Sakuri. Nós apenas a estamos traduzindo com a permissão da autora.


Avisos
: SLASH! Relacionamento entre dois homens. Não gosta, não leia. Mas se gosta, aproveite.

Notas: Werewolf!Draco


Capítulo 13: Pelo Bem da Preparação

oOo

Naquele fim de semana, Harry fez seu caminho para a Sala Precisa. Hermione havia lhe lançado um olhar preocupado quando ele saiu sozinho da Sala Comunal, mas como essa era a primeira vez em mais de uma semana que ele desaparecia, ela o deixou ir sem comentar.

Agora, deitado de costas na cama de aparência antiga que a Sala havia conjurado, ele girava sua varinha entre os dedos distraidamente, olhando-a. O livro sobre Animagia estava ao seu lado, aberto numa página próxima do fim. Ele já havia quase acabado com seus estudos agora, pronto para tentar a transformação em alguns dias. Estava ansioso para isso, mesmo que fosse apenas porque isso significaria finalmente poder contar aos seus amigos o que ele esteve fazendo durante todo esse tempo. Ele ainda não havia contado porque Hermione teria dito que era perigoso, e Ron iria querer se juntar a ele, o que teria sido uma distração.

Mas nesse momento, ele não conseguia se concentrar na leitura. Sua mente voava de um tópico para o outro, nunca parando, indo da próxima partida de Quadribol, Corvinal vs Sonserina, para sua conversa com Ron aquela manha sobre Snape ainda não estar de volta, e finalmente para o trabalho de Transfiguração que ele deveria estar fazendo agora.

Suspirando, ele deixou sua varinha cair ao seu lado na cama. No que já estava se tornando um hábito, pressionou seus dedos no centro de seu peito, onde sua nova cicatriz passava. Sua presença não o incomodava tanto quanto Ron ou Hermione pareciam achar que deveria. Não era exatamente feia. Mal podia ser notada, na verdade, apenas uma linha mais clara em sua pele, limpa e quase cirúrgica. Como ele disse, a única coisa que realmente o irritava era que Malfoy havia ganhado usando um truque sujo. Ou truque sonserino, como o loiro o chamava. Que típico.

Rolando os olhos, ele pensou na infeliz aula da AD. Ron iria matá-lo pelos pensamentos em sua cabeça, mas ele não podia deixar de pensar que Malfoy havia sido – ou melhor, poderia ser – de alguma utilidade. Pela primeira vez, a demonstração que ele fez tinha sido realista. Tudo bem, o sonserino havia exagerado – de forma estúpida – mas Harry não podia se livrar da memória de quão extasiados os alunos estavam durante o duelo. Eles haviam ficado chocados e furiosos por Malfoy realmente querer causar algum dano, e que ele estivesse disposto a ignorar as regras para isso, tão diferente de suas práticas normais de duelos – mas ao mesmo tempo, haviam visto algo real. Qualquer um que eles enfrentassem durante a guerra, lutaria da mesma forma que o sonserino – querendo machucar. A AD, supostamente a defesa juvenil de Hogwarts, teria que se acostumar com isso. Mas isso era... era algo que ele não poderia lhes ensinar.

Malfoy podia, no entanto.

Ele era o perfeito fator controlável em um ambiente controlado. Capaz de promover um desafio, um inimigo, de certa forma, e detestado o bastante para provocar medo e raiva nos outros alunos – emoções que eles também teriam que aprender a enfrentar, Harry pensou.

Alguma parte dele sabia que talvez estivesse sendo muito clínico sobre o assunto, mas ele disse a si mesmo para não se preocupar. Isso, afinal de contas, era o que era preciso. A AD era sua responsabilidade, e no fim, ele os teria preparado para o que estava por vir.

oOo

Draco havia deixado o castelo algum tempo após o almoço, e andou lentamente em direção à pequena cabana na beira da floresta, tendo certeza de que ninguém o veria. Ele não achava que seu ego poderia agüentar outra explosão daquela.

Agora, ele estava sentado, duro em uma das cadeiras de Lupin, achando isso mais apropriado do que o abraço, dessa vez. Ele impacientemente recusou as ofertas de chá e biscoitos – ainda as estava recusando, já que o homem mais velho renovava as ofertas todas as vezes que o silêncio era longo demais. Ele não queria estar ali. Merlin, ele alegremente se levantaria e iria embora agora mesmo se não fosse pela ameaça persistente de perder sua cabeça. Era aquela falta de controle que o assustava mais do que qualquer coisa; a idéia de que ele poderia ser mudado e controlado pela criatura que havia dentro dele, mesmo que não fosse lua cheia.

Então ele ficou, e se forçou a falar e a ouvir.

Na primeira vez que ele apareceu no meio da noite e admitiu seu desespero emocional, Lupin apenas o havia deixado ir com a promessa de que ele voltaria ao menos uma vez e ouviria o que o outro lobisomem tinha a dizer. E aqui estava ele agora, tendo certeza de que seu anfitrião soubesse exatamente o quão não impressionado ele estava.

"Só falta uma semana até a lua cheia." Lupin comentou mais para si mesmo, quando o silêncio começou a se estender entre eles provavelmente pela décima vez. Ele tomou um gole de seu chá, cuidadosamente desviando seus olhos do loiro.

Draco rodou os olhos, irritado. "Mesmo? Eu tinha esquecido completamente..." Ele murmurou, a voz cheia de sarcasmo.

"Eu estava pensando em lhe sugerir uma coisa, quando acontecesse..."

"Hum."

O professor abaixou gentilmente sua xícara na mesa pequena entre eles. Ele se inclinou discretamente para frente, suas mãos descansando nos joelhos. "Agora, me escute antes de dizer não - "

"Oh, parece que isso vai ser tentador."

"Agora, sério." Lupin disse, franzindo a testa, sua discreta chamada de atenção se mostrando completamente ineficaz no sonserino. "Estou tentando ajudar."

Draco suspirou carrancudo e ficou em silêncio.

"Eu... Eu ia sugerir que, na primeira noite da lua cheia, você... Bem, que você passe a noite aqui."

Se em algum momento Draco tivesse aceitado uma xícara de chá do homem, ele imaginou que seria o momento em que engasgaria. No entanto, ele disse. "Como é?"

"Bem, não aqui, aqui." Lupin continuou rápido, vendo a expressão do loiro. "Na… na floresta, na verdade."

"O quê?!" Draco estava ficando histérico, mas não podia realmente evitar.

O lobisomem mais velho suspirou, procurando por uma explicação que pudesse justificar o que ele estava tentando dizer, ao invés de fazer isso parecer pior, o que era apenas o que ele estava conseguindo fazer. "Eu tentei lhe dizer isso antes, mas acho que estou certo em dizer que você não estava prestando muita atenção na época. Se você for viver com a maldição, você tem que... aceitá-la, eu acho. É pior para aqueles de nós que tentam escondê-la. Eu me lembro como era, quando eu estava na escola... Mas o ponto é -."

"O que, em nome de Merlin, isso tem a ver com passar a noite na floresta?!"

Lupin enrubesceu, como que realizando exatamente o que suas palavras pareciam. "Eu não estou fazendo muito sentido." Ele admitiu, sacudindo a cabeça. "O que eu quero dizer é… você ainda esta agindo como se tudo estivesse normal – e isso é bom, quando você está em público, ou perto de pessoas em que você não confia. Mas em algum momento, quando estiver sozinho, ou... ou em algum outro momento conveniente, como na lua cheia, quando você não tem escolha, você precisa aceitar a coisa dentro de você."

Eles se encararam intensamente, até que os olhos cinzentos do sonserino brilharam e ele ergueu uma sobrancelha, desviando o olhar. Um músculo em sua mandíbula trincou.

"Eu não quero." Ele murmurou, teimosamente.

Lupin deu de ombros. "Não importa." Ele respondeu rapidamente, surpreendendo o outro para olhar de volta para ele. "Eu estou lhe dando a opção fácil, perguntando se você quer passar essas três noites experimentando algo diferente, algo que você pode até gostar, ao invés de ficar trancado em seus aposentos privados. Se você preferir, eu também posso sugerir coisas como terapia, ou encontros com outros como eu, ou um número de outras sugestões menos agrad -."

"Você não tem o direito -."

"Não, eu provavelmente não tenho." Olhos âmbar se fixaram nele firmemente, pela primeira vez penetrando no rosto de ultraje. "Mas se eu for capaz de ajudar você, eu vou fazer isso goste ou não, senhor Malfoy."

Draco rolou os olhos. "Oh, que nobre. Mas você está se esquecendo de que não pode realmente me obrigar a fazer... terapia. Você jurou segredo, lembra?"

O lobisomem mais velho, estranhamente, parecia bastante despreocupado. "Você está certo, eu não posso lhe obrigar a fazer nada. O... diretor, no entanto..."

O sonserino pensou que Lupin poderia ter simplesmente batido nele. Ele sacudiu a cabeça fracamente, se levantando. "Você não pode... Ele não iria…"

O professor suspirou. "Essa é a razão para ele estar me mantendo aqui, Draco. Ele não me deixa pedir demissão porque sabe que eu posso te ajudar. Mas se você não me deixar, e se recusar a ouvir, então só o que eu posso fazer é recomendar a ele uma outra maneira de agir..."

"Você está me ameaçando?! Você?!"

"Isso não é uma ameaça! Isso é ajuda! Isso é pra que você não perca a sua mente para a maldição!" O homem parou, botando uma mão sobre os olhos até que pudesse falar calmamente novamente. "O único motivo para que eu pudesse agir como um humano normal durante os meus anos na escola foi por que eu tinha James e... e Sirius, que me ajudavam durante aquelas três noites. Porque eles aceitavam, eu também podia. Deixe eu fazer o mesmo por você."

Os lábios de Draco se curvaram enquanto ele olhava de cima para o professor. "Correndo pela floresta como um animal?"

"Esse… bom, esse é o único jeito que eu conheço. Funcionou para mim."

"Que confortador." Draco zombou, levantando as mãos e se virando um pouco. "O que exatamente essa… aceitação envolve?"

Lupin abriu a boca para responder, então parou franzindo a testa. Ele sacudiu a cabeça. "Se eu tentasse explicar com palavras, apenas pareceria mais estúpido. Você tem que experimentar para entender."

"Oh, pelo amor de Deus!" Draco explodiu, irritado. Com a carranca firmemente armada no lugar, ele virou de costas para o outro lobisomem e andou direto para a porta.

O loiro já estava na metade do caminho quando Lupin o chamou. "Eu lhe espero aqui na sexta à noite, senhor Malfoy."

O sonserino nunca deu a entender se o havia ouvido, então Remus foi deixado para olhá-lo andar duro pelos gramados da escola, apenas esperando que ele tivesse ouvido.

oOo

A coragem daquele homem! Como ele se atreveu a ameaçá-lo e chantageá-lo? Especialmente quando ele ainda deveria estar se remoendo em sua própria culpa. Draco não havia realmente esperado que o remorso fosse deixá-lo em nenhum momento próximo, o que provavelmente era o real motivo para ele estar com tanta raiva quanto estava agora...

E como se esse dia não pudesse piorar – por que ele estava pensando tanto nisso nos últimos tempos? Sua vida devia realmente estar afundando para essa frase se tornar tão comum no seu repertório – mas voltando ao assunto: como se o dia não pudesse ficar pior, quando ele virou a curva para o corredor que levava ao seu quarto, ele estava no momento certo de ver Potter sentado confortavelmente no chão, de todos os lugares, suas costas contra a parede oposta ao quadro de Lilith, que estava conversando animadamente com ele.

"Eu sabia que você voltaria." Ela estava dizendo, para o assombro e horror de Draco. "Depois que nós fomos tão rudemente interrompidos da última vez, eu fiquei tão chateada! Eu mudei a senha, sabe. Ele levou séculos para descobrir!"

O sonserino enrubesceu com a risada de Potter, que ainda não havia notado sua presença. Essa não era uma memória que ele algum dia pretendia dividir, principalmente com o Garoto Incrível! Honestamente, reduzido a ficar preso do lado de fora até uma hora ridiculamente tarde da noite falando uma lista de palavras aleatórias que ele achava que a feiticeira poderia ter escolhido. Havia sido horrível, principalmente porque, é claro, as ameaças não funcionavam em um quadro.

"Estou interrompendo alguma coisa, Potter?" Ele cuspiu enquanto se aproximava, assustando o grifinório, que rapidamente ficou de pé.

Lilith murmurou. "Oh, de novo não..."

Draco o olhou com desprezo. "Você não consegue arrumar uma namorada de verdade?" ele disse venenosamente. "Teve que se contentar em conversar com um quadro?"

Os olhos verdes não pareceram impressionados. "Eu vim falar com você, na verdade."

O loiro nem ao menos ouviu o que ele disse. Ao invés disso, Draco passou por ele, cuspindo a senha – "Runespore." – e desapareceu pela porta aberta, obviamente esperando ser deixado sozinho.

Harry observou expectativamente, desapontado, esperando que a moldura girasse de volta para o lugar. Quando ela não se moveu, ele olhou para cima para ver a feiticeira lhe piscar. "Vá em frente querido." Ela murmurou, sorrindo.

Levantando as sobrancelhas, o grifinório entrou hesitante, olhando curiosamente em volta. Ele se encontrou na sala de estar de Malfoy – Merlin, que pensamento estranho – que consistia de uma mesinha de centro polida, de madeira escura (escondida de baixo de varias revistas de Quadribol e livros da escola), uma lareira e uma estante na parede mais afastada (adornada com um relógio bonito, vários ornamentos bruxos que tendiam a mudar de forma dependendo da superfície em que estivessem, e uma caixa aberta com vários chocolates de aparência cara), assim como um sofá de couro negro na parede à direita (com vestes usadas e uma gravata da Sonserina jogados em cima).

A primeira reação de Harry foi rir do quão bagunçado o lugar era. Ele já havia chamado Malfoy de todos os nomes que poderia imaginar, mas desorganizado nunca havia estado na lista até agora. O loiro parecia muito... metido para ser bagunceiro.

As aparências enganam, aparentemente.

Mas enquanto Harry continuava a olhar em volta, pensando em como o lugar era espaçoso, lhe passou pela cabeça o quão... solitária uma pessoa devia se sentir ali, sem colegas de quarto. O cômodo era tão bem decorado como qualquer uma das Salas Comunais – e talvez em melhores condições, com o carpete verde e os móveis caros – mas o grifinório duvidava que tudo aquilo substituía a Casa.

Nesse momento, Malfoy, que até então não estava em lugar nenhum visível, apareceu no corredor que vinha do canto direito, praticamente tropeçando ao ver Harry parado desconfortável em sua sala de estar.

"Potter?! O que diabos você está fazendo?"

O grifinório automaticamente apontou por sobre o ombro. "Ela... uhm, bem..."

Os olhos cinzentos estreitaram. "Você e o meu retrato têm um relacionamento nada saudável, sabe?"

Harry não pode resistir sorrir. "Pelo menos ela me deixa entrar." Ele comentou com falsa inocência.

"Fora!"

Disfarçadamente escondendo sua diversão, Harry voltou a ficar sério. "Malfoy, por um acaso lhe ocorreu que eu tenho um motivo para estar aqui? Eu não estou exatamente querendo a sua companhia..."

"Que seja." O loiro disse, sua irritação crescendo em ondas. "Eu não me importo. Dê o fora."

"Eu queria lhe perguntar sobre o que aconteceu." Ele continuou, ignorando a expulsão. "Você sabe, na AD..."

"Eu achei que já tivéssemos passado por isso." O sonserino suspirou, cruzando os braços no que Harry estava começando a reconhecer como uma posição defensiva.

"Nós passamos, mas isso é diferente."

"Oh, fantástico." Draco cuspiu sarcasticamente. "Ainda tem algum aspecto de todo o maldito desastre… O que diabos é agora, Potter?"

Harry originalmente tinha um plano para introduzir a proposta, mas não conseguia se lembrar do que era agora. Ao invés disso, a única pergunta que chegou a seus lábios, numa voz extremamente curiosa, foi:

"Onde você aprendeu uma coisa daquelas?"

O loiro deu de ombros. "Li em algum lugar." Ele respondeu evasivamente, sem encarar os olhos do grifinório. "De qualquer forma, eu tenho detenções com McGonagall até um futuro distante, então se você está aqui para me dar outro discurso imenso pode parar agora mesmo. Eu acho que já estou sendo punido o bastante, obrigado..."

Harry riu, parecendo cético, mas deixou para lá. Discutir sobre sua experiência de quase-morte não era o motivo para ele estar ali.

"Malfoy, quanto você sabe sobre magia das trevas? Fora aquela azaração, quero dizer."

Era quase engraçado ver o sonserino parecer tão desconfortável e defensivo. Harry abriu um sorriso, quase invisível, mas suficiente para irritar o loiro novamente.

Obviamente irritado pela pergunta, Malfoy o encarou e respondeu áspero. "O que você tem a ver com isso, de qualquer forma? Quer fazer o inventário completo antes de me delatar para Dumbledore?"

O grifinório riu abertamente. "O que, você acha que ele já não sabe perfeitamente do que você é capaz? Aquele homem sabe de tudo." Ele sacudiu a cabeça. "Mas não, eu queria a sua ajuda, na verdade."

O loiro levantou as sobrancelhas, parecendo realmente surpreso. Aquela, evidentemente, não era a resposta que ele estava esperando. "E por que, Potter, eu iria lhe ajudar?"

Harry deu de ombros, levantando uma mão para contar os pontos nos dedos. "Bem, primeiro, você ainda é obrigado a vir às reuniões da AD – é melhor você não ter perdido aquele Galeão, por sinal. Segundo, você provavelmente vai gostar desse favor. Terceiro, você pode me compensar por quase me matar -."

"O que aconteceu com 'estarmos quites'?" Malfoy o cortou, encarando-o. E então o segundo ponto pareceu entrar na cabeça dele. "E eu com certeza não vou gostar de fazer nada -."

"Você vai." O grifinório disse calmamente. "Ele envolve permissão para livremente azarar qualquer um nas reuniões."

O sonserino piscou, surpreso. Ele abriu a boca uma vez, e depois fechou, parando, antes de tentar novamente. "Eu sei que tem uma armadilha aqui, Potter..." Ele não precisou dizer que não conseguia achar qual era.

O outro garoto riu. "Não tem armadilhas. Mas nada de Imperdoáveis. Bem, nem nada que você não saiba reverter, na verdade, mas fora isso -."

"Você não está falando sério."

Harry riu. "Eu poderia começar uma explicação comprida sobre como eu acho que você seria um bom exemplo de bruxo das trevas e prepará-los para lutar e expô-los a algumas realidades – mas eu acho que você preferiria apenas ouvir que, sim, eu estou falando sério sobre deixar você azarar meus amigos."

Os dois se encararam, provavelmente pensando o quão estranha aquela frase era saída da boca do Garoto que Sobreviveu. Os olhos cinzentos ainda mostravam desconfiança, mas agora brilhavam com interesse.

"E você realmente acha que eles vão aprovar isso?" Draco perguntou, tentando parecer desinteressado e entediado.

O outro deu de ombros. "Eu vou falar com eles." Respondeu – secretamente se perguntando o que ele poderia possivelmente dizer durante uma conversa dessas para fazer com que eles concordassem com a idéia – antes de assumir uma expressão excitada. "Temos um acordo?"

Um acordo. Hah. Há um tempo, Harry teria tido nojo de si mesmo por isso, e em algum lugar, ele sabia que seu pai estava revirando no túmulo. Ele poderia apenas imaginar o que James pensaria disso. Sujeitar a AD – seus amigos – a qualquer coisa que Malfoy jogasse neles, tudo para que se preparassem.

O pequeno sorriso começou a aparecer no rosto do loiro, e ele olhou para Harry com uma nova consideração. Seus olhos brilharam. "Até mesmo o Weasley?" Ele perguntou eventualmente, erguendo uma sobrancelha questionadora.

Harry lutou para esconder seu divertimento com a condição, mas assentiu. "Mesmo Ron." Ele respondeu. "Tenho certeza que ele ficaria feliz de descontar em você."

Draco riu. "Como se ele pudesse me tocar." Murmurou, embora fosse sem a malícia normal. Ele estava distraído, seus olhos desfocados enquanto pensava.

Finalmente, encarou novamente o moreno, a face pálida de volta à sua usual máscara sem expressão. "Tudo bem. Fechado, Potter."

Harry sorriu, genuinamente feliz com o acordo. Aquilo, certamente, era um momento único – estar feliz perto de Malfoy.

"Agora dê o fora."

Ainda bem que a maioria das coisas não havia mudado, ele pensou saindo do quarto.


Comentários das Malfoy-Moraine:

Cy: Ly, vc pode postar os caps?

Ly: Posso sim. ^^

Já tão prontos. Só faltam os comentários e as notas.

Cy: Certo

Nanda: Coment : Nanda escrevendo como uma louca. Cy escrevendo como uma louca, Ly escrevendo como uma louca.,As três levantam a cabeça e dizem "oi" pra geral. Agora voltam a escrever como loucas.

Cy: Lindo comment!!!

*q apóia totalmente*

Nanda: Ok, vou me focar na fic...

Ly: Então não vai ter comentário???? T.T

Só por causa de umas fics de Amigo Oculto que tão tomando conta do nosso tempo há -o que? - um mês????

Ta bom...

Nanda: As pessoas gostam, né?

Ly: É.

Nanda: E tipo, nós ainda temos muito tempo né?

O que? um dia e meio?

Cy: Um dia para mim!!! x______x

Nanda: O povo é mais louco que nós...

Cy: Esse pode ser o comentário! o/

Ly: Ta vendo, esse tempo de casada fez a Cy ficar esperta... nem precisei jogar tanto verde dessa vez...

Cy: O_O

Nanda: kkkkkkkkkkkkkkkkk

Cy: *a que sentiu que a amoreca quis dizer que eu não era tão esperta antes de casar com ela*

Ly: O_O

Eu não disse isso!

É claro que voce era!

Ou nao teria casado comigo...

Nanda: *saindo fora*

Cy: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Nanda: Mamis, você falou igual o Draco agora! Um ego tão pequeno...

Ly: Aprendi com o lado Malfoy da família...

Mas é que antes eu podia jogar verde a vontade e ela continuava falando sem pensar que a minha mente maléfica poderia usar a conversa pra algum fim duvidoso...

Cy: u.u

Verdade...

Nanda: Isso tudo é medo de dormir no sofá? Cria uma resposta assim tão...convincente!

Ly: Er.... bem... na verdade... não no sofá... Tenho mais medo dela me amarrar na coleira la fora na casinha do lobo...

Nanda: Mommy é maligna

Muahahaahahahahahahahah

Ly: Eu não diria maligna.... Criativa é mais a palavra.....

Cy: *cara de demônia*

Nanda: Nem começa...


Notas das Tradutoras:

Seguindo a ideia da Nanda, aqui o comentário desse cap:

Nanda escrevendo como uma louca. Cy escrevendo como uma louca, Ly escrevendo como uma louca. As três levantam a cabeça e dizem "oi" pra geral. Agora voltam a escrever como loucas.

Gente, nós estamos realmente enroladas, então vou ficar por aqui e voltar pra minha fic que ainda ta longe de acabar e tem que ser entregue amanha.

Beijos a todos e espero que gostem do capitulo!

Ly e Cy