Antes da fic, leiam os avisos, por favor. ;)

Autora: Sakuri

Tradutora: Lycanrai Moraine

Revisão: Cy Malfoy e Lycanrai Moraine

Betagem: Nanda Malfoy

Pares: Draco e Harry; Snape e Lupin

Classificação: M

Disclaimer da autora: Eu não possuo nada nem ninguém.

Disclaimer das tradutoras: Nada aqui nos pertence, nem Harry Potter, nem essa historia. Harry Potter é da JK e essa historia é da Sakuri. Nós apenas a estamos traduzindo com a permissão da autora.


Avisos
: SLASH! Relacionamento entre dois homens. Não gosta, não leia. Mas se gosta, aproveite.

Notas: Werewolf!Draco


Espera

oOo

Nos dias que se seguiram, tornou-se aparente que quase todo mundo, por uma razão ou outra, estava esperando ansiosamente pela próxima lua cheia.

No caso de Draco, a razão era óbvia. Ele estava apavorado com o fim de semana, que se aproximava rápido como um trem. Novamente, o inútil e imenso desejo se apoderou dele, como da outra vez. Ele não desejava fazer aquilo. Ele desejava ser normal novamente, queria isso com mais força do que já havia desejado qualquer outra coisa.

Mas o desejo era impotente. O trem se aproximava do fim, suas luzes tão claras e brilhantes como as da lua cheia.

Sozinho em seus aposentos, ele considerou visitar os sonserinos, mas logo desistiu da idéia. Estar perto de seus amigos nessas últimas semanas era uma boa e bem vinda distração, assim como uma boa maneira de se convencer de que nada havia realmente mudado, mas ele estava começando a perceber que não gostava de companhia nos dias que antecediam a transformação. O deixava tenso, sempre com medo de que o lobo estivesse muito próximo da superfície e que o entregaria a qualquer momento.

Isso estava relacionado com o motivo de Harry estar esperando pela lua cheia. Seus planos para a AD haviam parado temporariamente quando o sonserino se recusou terminantemente a ir a qualquer reunião, até depois do fim de semana, quando ele estaria de volta a uma relativa normalidade. Além disso, Harry não estava muito animado com a idéia de soltar um lobisomem nervoso para azarar seus amigos. Ele queria prepará-los, mas não queria ir tão longe. Tanto ele quanto Draco podiam ver as coisas que poderiam dar errado – visões que incluíam a paciência mais curta que o normal do loiro e o que ele poderia fazer se ficasse com raiva. Ainda, nenhum deles queria arriscar que a AD inteira descobrisse sobre a maldição de Draco.

Então, Harry esperou para contar seus novos planos a seus amigos. Ele decidiu contar a Ron e Hermione primeiro, mas apenas quando já estivesse mais em cima da hora. Ele não queria passar dias ouvindo-os tentarem dissuadi-lo. Ele podia apenas imaginar os protestos escandalizados de Hermione e a indignação chocada de Ron. Não, melhor esperar.

Com ele, também esperavam Remus Lupin e Severus Snape, no entanto, por razões completamente diferentes.

Quanta consideração, Severus havia pensado sarcasticamente, quando Albus lhe disse que esperariam até que ele se recuperasse antes de começar esse... experimento. Ele teria a semana para se preocupar em curar suas feridas e sua mente fragilizada antes que fosse sujeitado a outro round de tortura, este envolvendo aquela desculpa patética do homem.

No fundo, Severus sabia que seu próprio estado fragilizado não era a única razão pela qual eles deviam esperar. Albus podia gostar de se fazer de misericordioso por considerar a saúde de seu Mestre de Poções, mas havia mais do que isso nessa história. Ele estava preocupado com a proximidade da lua cheia. Merlin sabia que tipo de efeito ela poderia ter em magias mentais.

Severus não queria realmente saber. Ele não queria saber de nada sobre o universo mental de Lupin. Ele não queria conhecer Lupin, droga! O homem era uma praga; uma peste que havia seguido Severus por toda sua vida.

Mas dessa vez... Dessa vez era pior do que nunca, apenas por que seria muito mais pessoal. Antes, ele havia sido capaz de se afastar, mesmo fisicamente. Mas agora... Estavam pedindo que ele entrasse na mente do lobo, submergisse em pensamentos que não eram dele mesmo para proteger aquela mente e aqueles pensamentos. Parecia... íntimo. Horrivelmente, nojentamente íntimo.

E em nome do dever, ele não podia dizer não.

Albus o havia encurralado. Dado-lhe aquele olhar que era irrecusável, deixando claro que a escolha de dizer sim era apenas dele, mesmo que não fosse realmente uma escolha.

Nesse meio tempo, Remus estava tão nervoso quanto Severus estava com raiva. Não, risque isso – ele estava apavorado. Ele estava percebendo agora, conforme os dias passavam, o que exatamente ele havia concordado em fazer. Oh, ele ainda estava determinado a passar por isso, é claro, mas o pensamento de deixar outra pessoa entrar em sua cabeça... deixar Severus entrar em sua cabeça!

Ele não havia se incomodado com a idéia do outro homem lhe ensinar Oclumncia, mesmo que isso envolvesse uma boa dose de Legilimencia. Pelo menos, daquela forma, a intenção seria proteger seus próprios pensamentos. Mas essa nova idéia, esse processo experimental, significava propositalmente derrubar todas as suas defesas, ficando totalmente vulnerável e permitindo que o outro entrasse. Significava dar a ele liberdade total e um lugar de primeira fila para todos os seus pensamentos e memórias. Significava confiar nele em um nível muito alto.

Haviam coisas que Remus não queria que Severus visse. Muitas coisas.

E então, de seus respectivos modos, eles esperaram pela lua.

oOo

"Bispo para D3. Cheque-mate."

Harry olhou resignadamente enquanto o bispo de Ron bateu seu cajado e clamou o lugar, finalmente encurralando seu rei. Ele não esperava, realmente, um fim diferente, então não estava muito desapontado por sua terceira derrota em seqüência. Suspirando, recostou-se em sua cadeira, sorrindo enquanto olhava as peças brancas de xadrez comemorarem silenciosamente sua vitória.

"Você está melhorando." Seu amigo ruivo comentou.

Harry riu. "Não estou, não." Ele admitiu. Fechando os olhos, levantou os braços sobre a cabeça e se espreguiçou.

Hermione olhou por sobre seu livro, vendo que o jogo havia acabado. "Isso não durou muito." Ela disse.

"Nunca dura." Ron provocou. "Harry é um grande duelista, mas não entende nada de xadrez."

Harry cerrou os olhos, mas antes que tivesse a chance de responder ao comentário brincalhão, foi interrompido por Hermione, que abruptamente se sentou para frente, interessada. "Por falar em duelo, quando você quer que seja a próxima reunião? Eu estava pensando nesse fim de semana. Amanhã seria bom -."

"Não!" ele a cortou rapidamente, ganhando um olhar surpreso. "Eu, uhm, estava pensando na próxima semana, na verdade."

O ruivo concordou. "É, dá um descanso pra ele Hermione. Finais de semana foram feitos para relaxar. Além do mais, tem o passeio para Hogsmead, não é? Ninguém vai querer aparecer quando poderiam estar no Três Vassouras."

Ela rolou os olhos, mas não insistiu. "Certo. Apenas me avise quando escolher um dia, Harry, para eu poder acertar a data e a hora nos galeões."

Ele assentiu distraidamente, sua mente longe.

"Então, aonde nós vamos amanhã?" Ron perguntou. "Eu acho que vou passar na Zonkos e na Dedosdemel. Acabaram os meus Feijõezinhos de Todos os Sabores. Vocês têm algum lugar em mente?"

Mas Harry não estava ouvindo. Ele se levantou, saindo do conforto da cadeira da Sala da Grifinória, e sem perceber as expressões surpresas de seus amigos. "Escutem, vou dar uma volta. Vou tentar estar de volta antes do -."

"Harry!"

Ele piscou, perdendo o raciocínio com o protesto alto de Hermione. Ela estava encarando-o com os olhos arregalados, seu livro apertado entre os dedos.

"Harry, isso tem que parar!"

"Desculpe... o quê?" ele perguntou, se sentindo perdido.

Ron parecia ansioso entre seus amigos, obviamente sem saber se era melhor interferir ou não. Não que Hermione fosse deixá-lo, se fosse levar em conta o olhar no rosto dela. "Harry James Potter! Por meses agora você tem vagado sozinho por aí assim! Isso tem que parar! Você pode falar com a gente, sabe?"

Ele franziu a testa, confuso. "Hermione, o que -?"

Ela suspirou e fechou seu livro, fazendo barulho. "Eu entendo que deve ser... difícil, mas honestamente, nós estamos aqui se precisar que nós -."

"Isso não é sobre Sirius, está bem?" ele disse, percebendo do que ela estava falando. Não totalmente, de qualquer forma, ele completou silenciosamente para ele mesmo.

"Então o quÊ?" Ela perguntou. "Por que você está fazendo tanto mistério?"

"Não estou!" Assim que a negação deixou seus lábios ele percebeu que era mentira, mas não podia voltar atrás. Ele suspirou, coçando os olhos. "Olha, eu só quero ficar sozinho de vez em quando. Não é nada para se preocupar. Sério."

Ela estava olhando-o tristemente, obviamente não acreditando.

Irritado, ele se virou. "Vejo vocês depois." E com isso, ele saiu, se sentindo um pouco aliviado que a Sala Comunal estivesse vazia, e que ninguém tivesse testemunhado a breve, tensa discussão.

oOo

Enquanto Harry andava para a Sala Precisa, Draco estava saindo discretamente do castelo para os terrenos da escola, e indo relutantemente para a pequena cabana próxima da borda da floresta.

Ele estava determinado a não fazer aquilo, mesmo que apenas para desafiar Lupin, que havia se atrevido a lhe dar uma ordem. "Eu lhe espero aqui na sexta." Ele disse. Francamente! Draco havia bufado, nem por um momento pensando em obedecer.

Draco suspirou. Na verdade, ele não tinha certeza do por que havia mudado de idéia. Certamente não teve a intenção. Ele estava agindo por impulso, na verdade. Ou pelo menos foi o que disse a si mesmo. De jeito nenhum acreditou que Lupin pudesse ajudá-lo com essa loucura. Era apenas uma curiosidade mórbida, que o impulsionava para continuar com isso.

Fazendo uma careta para suas próprias justificativas, ele balançou a cabeça e acelerou o passo. O sol estava tocando o lago, parecendo afundar na água.

oOo

Ele estava pronto. Podia fazer aquilo. Sabia que podia.

Com o livro em uma das mãos, aberto na página principal, a varinha na outra, ele ficou em pé no centro do quarto com seus olhos fechados, se concentrando. Murmurava baixo palavras que tinha na memória desde que havia começado esse estudo, na verdade. Era o feitiço que ativaria a primeira transformação. Se o lançasse direito, ele jamais teria que usá-lo novamente e seria capaz de mudar de forma apenas com um pensamento.

Harry havia passado semana após semana aprendo os detalhes daquilo. Tendo começado a ler o livro mesmo antes de ter voltado a Hogwarts, ele finalmente acabou, e tinha certeza de que podia fazer aquilo.

Em sua mente, ele manteve a imagem do animal que eventualmente escolheu para ser sua forma animaga. Essa parte foi a mais longa e necessitou de mais paciência. Precisou de algo parecido com meditação, durante a qual ele teve que esperar até que conseguisse visualizar completamente a forma em sua mente. Para alguns bruxos, era impossível ir além disso. Eles achavam seu animal nojento ou, em sua opinião, humilhante, e então não conseguiam aceitá-lo.

Harry não teve esse tipo de problema. Ao contrário, na verdade. Ele havia ficado excitado com aquilo.

Agora, ele se concentrava nessa forma em sua mente, focando nela intensamente, o tempo todo murmurando as palavras para ter certeza de que as lembrava corretamente.

Racionalmente, isso era uma coisa estúpida para estar fazendo. Ele sabia disso, no fundo, mas ignorava. Ele ignorava o fato de que estava tentando fazer um feitiço potencialmente perigoso, em um local onde ninguém poderia encontrá-lo se alguma coisa desse errado, e estava tecnicamente cometendo um crime por não dizer a ninguém sobre seus estudos. Se isso funcionasse, ele seria um Animago não registrado.

Assim como seu pai e Sirius, ele disse a si mesmo como conforto.

Suspirando, ele se livrou de pensamentos desse tipo, tentando limpar sua mente, como dizia o livro, focando-se apenas nas palavras do feitiço. Finalmente, levantando sua varinha de onde ele a segurava frouxamente do seu lado, iniciou a magia com uma precisa sacudida para cima.

Instantaneamente alertada de suas intenções, ele sentiu sua magia se direcionar para o instrumento de madeira, passando por debaixo de sua pele, quase formigando quando ele começou a falar, discretamente a princípio, mas com mais confiança conforme a força da magia aumentava. Parecendo encorajá-lo, ela correu por suas veias enquanto se dirigia para certas partes de seu corpo, criando pontos concentrados de poder. Ele a sentiu em sua garganta, embolada nas palavras enquanto ele as pronunciava, dando a elas significado e energia. Concentrou-se em algum lugar perto de seu estômago, em seu centro, radiando calor. E conforme movia sua varinha com floreios e gestos intrincados, ele sentiu como se houvesse uma mão em volta da sua própria, guiando seus gestos.

As palavras, entranhadas nele, surgiram facilmente após as primeiras sílabas. Ele entoou o Latim fluente sem erros, e o sentiu combinar-se com a mágica no ar ao seu redor. Com um feitiço razoavelmente longo, seu único problema surgiu enquanto ele lutava para manter em mente a imagem do animal enquanto falava.

Harry estava tão concentrado nisso que nem percebeu as sensações estranhas a princípio. Achando que os efeitos do feitiço, se ele fizesse certo, começariam assim que acabasse o encantamento, ele não estava preparado para descobrir que eles começavam na metade.

Mas certamente, enquanto murmurava baixo, a sensação estranha de que ele não tinha peso se apoderou dele. Seu estômago se revirou desconfortavelmente, como se estivesse caindo, e o moreno teve que se concentrar ainda mais para manter o feitiço sob controle. Lutou para manter as palavras e a imagem em sua mente conforme as sensações ficavam mais fortes.

Ocorreu-lhe, possivelmente pela primeira vez, o quão errado aquilo poderia terminar. Ele estava sozinho e preso se falhasse. Um feitiço supostamente fora de suas capacidades e ele o estava tentando no lugar mais isolado que conseguiu encontrar. Pânico se juntou a sensação de enjôo.

Mas não, ele não podia entrar em pânico. Lutou por calma e concentração, empurrando para longe o jorro de nervosismo que se espalhava por ele.

Forçou-se, então, a dizer as últimas linhas do feitiço, terminando com um suspiro de puro alívio.

Harry esperou. A sala estava distintamente silenciosa agora, sem seus murmúrios baixos. Ele nem se atrevia a mover-se, com medo de quebrar a calmaria. A falta de peso ainda estava presente, deixando-o um pouco enjoado. Mas fora isso, nada.

Ele continuou a esperar, segurando a respiração. Será que havia feito alguma coisa errada? Confundido alguma palavra? Movido sua varinha na direção errada? Não, ele não podia ter feito isso. Ele sabia todos os mínimos detalhes do feitiço. Estudou para aquilo muito mais do que já havia feito para qualquer exame. Ele não podia ter feito algo errado! Isso era –

Alguma coisa pareceu colidir com seu estômago. Não dolorosamente, mas o impacto foi tão real que ele se curvou, engasgando. Como se houvesse sido atingido por um balaço, Harry ficou sem ar, e esperava a qualquer momento, sentir a dor. Ela não veio. Ao invés disso, sentiu outro impacto atingi-lo por trás. Arfando, Harry caiu de joelhos, surpreso, tentando desesperadamente manter seus nervos sob controle, ao invés de entrar em pânico.

O moreno não tinha certeza se isso devia acontecer, e estava assustado.

Parecia que tudo estava se distanciando dele. O mundo se tornou mais embaçado e escuro e ele teve que fechar os olhos, com náuseas. Seus sentidos foram praticamente removidos e ele foi deixado com nada mais para se concentrar além da sensação súbita de que estava derretendo e mudando. Tudo estava mudando, deixando-o sozinho num espaço vazio e mágico.

Abruptamente se lembrando do conselho que o livro havia dado, ele lembrou-se dos traços e características do que ele estava para se tornar. Pensou em quatro patas e em pêlos e em correr e em força. Pensou em cheiros e sons.

Percebendo o que havia em sua cabeça, sua mágica se direcionou para isso, tirando-os de seus pensamentos e transformando em realidade. A sensação de estar derretendo aumentou e ele percebeu que era a sensação de seu corpo mudando de forma. Não doía – não como a transformação da Poção Polisuco, no segundo ano – mas era estranho o suficiente para desorientá-lo.

Ele começou a erguer-se novamente, tonto. Só que ele não conseguiu ficar de pé, não realmente. Seus membros estavam bambos sob ele, estranhos e inutilizados. Harry sentiu, engasgando.

Isso estava certo? Ele devia se sentir assim, doente e confuso? Desesperado para saber se havia funcionado, abriu os olhos hesitantemente. O mundo estava em tons de cinza ao seu redor. Isso era um bom começo – certo?

Respondendo a seu desejo, como deveria fazer, a Sala conjurou um espelho por conta própria. Harry piscou, e em um segundo o vidro grande e ornamentado apareceu diante dele.

Mesmo tendo esperado aquilo, ele não deixou de xingar em surpresa. Ao invés de palavrões, o som saiu como um ganido alto.

A única coisa que ele reconhecia de seu reflexo eram seus olhos. Como sempre, eles eram do tom verde brilhante que era sua marca registrada. Pareciam bastante estranhos no rosto do cão negro imenso em que ele se transformara.

Encarando surpreso, Harry não tinha certeza de que tipo de reação ele deveria ter. Com esforço, conseguiu coordenar suas quatro pernas o suficiente para ficar de pé, e estava chocado pelo seu próprio tamanho. Em pé, ele ficava quase da altura do peito de alguém como Hermione, capaz de ficar mais alto que ela se ficasse em pé apenas nas patas traseiras. Seu pêlo negro era tão bagunçado quanto seu cabelo, espetando em ângulos estranhos por todo o seu corpo. Um focinho longo terminava em um nariz molhado, e estava repleto de dentes sem dúvidas caninos.

O moreno olhou o espelho, sem ter certeza se aquilo era real.

Ele havia conseguido. Ele era um Animago! Um Animago não registrado, mas um de qualquer forma!

Há bastante tempo ele já havia se familiarizado com o fato de que seu animal era muito parecido com o de Sirius, possivelmente até influenciado por ele, mas ver isso acontecer era algo mais. Ele girou, tentando ver todos os ângulos dele mesmo, as grandes patas peludas quase derrubando-o a princípio.

Excitação corria por ele, era isso! Ele havia realmente conseguido!

Talvez fosse a felicidade, nova e fresca, ou algo que ele estava esperando o tempo todo, no fundo de sua mente – mas subitamente ele queria sair. Sair da sala escura e isolada, sair do castelo, sair da monotonia que ele havia começado a achar a vida.

Ele queria correr. Queria isso instintivamente, sendo praticamente exigido por seu novo corpo. Então, andando cuidadosamente até a porta, ainda se acostumando a usar suas quatro pernas, ele estendeu uma pata e abriu a porta, antes de sair no corredor. Tinha certeza de que ninguém o veria a essa hora da noite – e realmente, não se importava se alguém o visse. Deixando-se levar pelo desejo, fez seu caminho até a entrada do castelo, e para os jardins.

E então, apenas pela diversão daquilo tudo, ele correu.

Continua...


Notas das Tradutoras Desaparecidas:

Oieeeeeeeeeeeeeeeeeeee! \o/

Que saudade, povo. ^^ Como vocês estão? Beberam muito no final/início de ano? (eu sim) Leram muito pron? (eu sim)

Um 2009 lindoso procês! \o/

Anyway, ao que interessa: Voltaaaaaaaamos. Quero dizer, mais ou menos. A Ly tá meio (inteira) atribulada e eu tô de férias (aeeeee), mas cheia de coisa acumulada para fazer.

Ainda assim, hoje a gente trouxe uma surpresa procês. DOIS CAPS! *O* Viu como nós somos lindas e cheirosas?! ^_^

Esperamos que gostem dos dois (dos quatro, pra quem lê as duas fics) e deixem muitas e muitas reviews deliciosoas, que a gente vai tentar começar a pôr a casa em ordem novamente e responder as atrasadas. \o/

Ah, e podem me dar parabéns atrasado pelo meu aniversário (30/12) também. u.u

XDDDDDDDDDDDD

Para os novos leitores: sejam bem-vindos, acostumem-se em ganhar lambidas das tradutoras e leiam a nossa outra tradução também. 'One Month Stand', que é drarry, e deliciosa. *lambe a fic* É só pegar o link no nosso profile. ;)

Bom, galera, nos vemos... daqui a pouco, no cap 16! XD

Beijos,

Ly e Cy.