Antes da fic, leiam os avisos, por favor. ;)
Autora: Sakuri
Tradutora: Lycanrai Moraine
Revisão: Cy Malfoy e Lycanrai Moraine
Betagem: Nanda Malfoy
Pares: Draco e Harry; Snape e Lupin
Classificação: M
Disclaimer da autora: Eu não possuo nada nem ninguém.
Disclaimer das tradutoras: Nada aqui nos pertence, nem Harry Potter, nem essa historia. Harry Potter é da JK e essa historia é da Sakuri. Nós apenas a estamos traduzindo com a permissão da autora.
Avisos: SLASH! Relacionamento entre dois homens. Não gosta, não leia. Mas se gosta, aproveite.
Notas: Werewolf!Draco
Capitulo 17:Passando Notas
"Valor." Harry murmurou cansado para a Mulher Gorda, que acordou assustada com o som de sua voz. Ela lhe lançou um olhar irritado antes de girar a moldura para frente, deixando o garoto entrar na Sala Comunal da Grifinória.
Coçando os olhos, ele tropeçou pela pequena entrada. Não eram nem nove da manhã, descobriu, lançando um feitiço Tempus em seu caminho de volta ao castelo. Cedo demais para se estar acordado em um fim de semana, com certeza.
Resmungando baixo, ele vagou pela Sala Comunal que estava deserta a não ser por algumas pessoas que costumavam acordar cedo, na maioria do sétimo ano. Eles lançaram olhares curiosos para Harry, provavelmente intrigados com sua aparência nada arrumada, mesmo que ele ainda não tivesse percebido as manchas de lama, folhas e gravetos que o cobriam, da mesma forma que cobriam Draco. Ele ignorou seus companheiros grifinórios, sem interesse em dar explicações.
Sua cama parecia o único destino lógico. Estava tão cansado, e cada um de seus músculos ainda doíam, tensos e contraídos, de maneira alguma aquecidos pela caminhada através dos jardins e pelo castelo. Ele não queria nada mais do que voltar a dormir – dessa vez, preferencialmente, sem Malfoy pendurado em sua cintura.
Aquele acordar, em particular, foi possivelmente a coisa mais perturbadora que Harry já experimentou. E ele estava tentando evitar pensar nisso.
O dormitório ainda estava cheio com os sons de respirações leves e roncos ocasionais quando ele entrou. Talvez, se tivesse sorte, eles acordariam e simplesmente acreditariam que ele chegou bem tarde na noite anterior, sem perceber que ele desapareceu por um período tão grande de tempo.
Pensando nisso, esperançoso, caiu de qualquer jeito em sua cama – estragando totalmente seus planos com o fato de que ainda estava completamente vestido, coberto de lama e deitado em cima das cobertas.
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Hermione ficou absurdamente aliviada quando Ron foi contar a ela que Harry estava de volta aos dormitórios. Os dois estavam sentados à mesa do café da manhã, discutindo o desaparecimento noturno de seu amigo.
A bruxa estava parcialmente raivosa, exasperada e aliviada. Estava cansada desses sumiços. Ela podia entender que Harry achava que precisava ficar sozinho, mas isso já estava ficando ridículo. Principalmente quando ele deixava ela e Ron acordados e preocupados por metade da noite.
E o que, em nome de Merlin, ele esteve fazendo para voltar do jeito que voltou?! Ron não havia acordado o outro, mas deu a ela uma descrição detalhada do estado em que seu amigo estava. Qualquer um pensaria que ele esteve andando pela floresta ou algo assim!
Eles o deixaram dormir pelo café da manhã, e por parte da tarde, mesmo que Hermione estivesse soltando fumaça pelas orelhas, querendo passar um sermão. Ron tentou acordá-lo para perguntar se ele iria na visita a Hogsmead, mas desistiu depois de receber um resmungo impossível de se entender, mas claramente hostil, e eles foram sem ele. Foi apenas quando o jantar foi servido no castelo, lá pelas seis ou sete horas da noite, que os dois finalmente o viram.
Harry entrou com os olhos inchados pelas portas do Salão Principal. Ele obviamente havia tomado banho e mudado de roupa, ainda que o cabelo estivesse tão bagunçado quanto sempre e que as roupas trouxas que ele usava não combinassem e parecessem bastante gastas. Mas isso não era realmente uma surpresa.
O moreno jogou-se na cadeira entre seus amigos, que o estavam encarando calados, esperando algum tipo de explicação. Ele, no entanto, não pareceu perceber. Preguiçosamente, simplesmente olhou pelos pratos de comida e perguntou distraído. "Não sobrou nenhum frango?"
"Harry!" Hermione disse irritada, incapaz de se impedir por mais tempo. "Você não vai nem ao menos tentar nos... nos..." ela parou, gaguejando.
Lançando um olhar simpático para a garota, Ron continuou. "Cara, onde você esteve noite passada?"
Olhos verdes o encararam sem realmente enxergá-lo por alguns momentos, piscando. "Uhm..."
O que ele devia responder, de verdade? Ele até podia ouvir agora: Noite passada? Oh, eu estive fora com Malfoy. Você sabe, aquele cara que nós odiamos. De qualquer forma, ele é um lobisomem agora, vocês não sabiam? O que, eu? Eu sou um Animago. Desculpe não ter contado para vocês nem nada...
Hah. Dificilmente.
"Eu vou contar a vocês depois." Ele respondeu finalmente, olhando significantemente para os outros grifinórios na mesa, torcendo para que eles entendessem a indireta. Talvez ele conseguisse pensar em alguma historia que tivesse a ver com a Ordem, ou uma detenção que deu errado. Alguma coisa, pelo amor de Merlin. Ele não podia realmente contar a verdade.
Os dois pareceram preocupados, mas deixaram passar. Facilmente mudando de assunto, Ron começou a falar sobre a última partida dos Chudley Cannos, que rapidamente se tornou um debate animado entre ele e Seamus. Hermione poderia ter perguntado mais coisas, mas foi distraída por Lavender Brown, que estava sentada do seu outro lado e perguntava sua opinião sobre algum assunto feminino que Harry instantaneamente deixou de ouvir. Satisfeito por não ser mais o foco principal – mesmo que só por agora – ele passou a não se concentrar em nada mais importante do que a comida. Deus, ele estava morto de fome...
Procurando pela travessa mais próxima de batatas assadas e se preparando para se servir de uma porção generosa de arroz e de um pouco de carne, ele foi momentaneamente distraído quando alguma coisa cutucou seu braço.
Assustado, olhou para uma pequena dobradura de papel caindo suavemente no banco perto dele. Estava dobrado e tinha asas e uma cabeça triangular. Curioso, ele o pegou, virando-o em sua mão e percebendo que era um pequeno dragão de papel.
Ron espiou por cima de seu ombro. "O que é isso?" Ele perguntou com a boca cheia de comida.
Harry abriu a boca para responder que não fazia idéia, quando o pequeno dragão de repente bateu suas asas uma, duas vezes, e se abriu, voltando a sua forma original de um pedaço simples de pergaminho. Nele estavam seis palavras escritas com uma caligrafia fina e elegante.
'Eu quero fazer aquilo de novo.'
O moreno encarou a mensagem surpreso, impressionado com a simplicidade. Instantaneamente, é claro, ele soube de quem era, mas não podia se fazer olhar para cima ou para qualquer lugar na direção de um certo loiro.
"Caramba, quem mandou isso?!"
De volta à realidade com a exclamação surpresa do ruivo, Harry rapidamente se livrou da nota, enfiando-a em seu bolso. Ele olhou culpadamente para seu amigo, se perguntando como ele poderia possivelmente explicar a mensagem de Malfoy.
Ron o estava olhando incredulamente, tendo lido a mensagem por cima de seu ombro. Do seu outro lado, as sobrancelhas de Hermione estavam subindo.
"Uhm." Ele disse de novo, articuladamente.
"Era isso que você esteve fazendo noite passada?" A bruxa sussurrou rapidamente, se inclinando para a frente.
Harry a encarou, sem entender.
Ela enrubesceu, gesticulando vagamente. "Quero dizer... você estava com alguém...?"
Ron começou a rir, se virando.
Então ele entendeu, e sentiu seu rosto esquentar. Oh Merlin. Eles pensavam... eles pensavam que ele estava dormindo com alguém?! Eles pensavam que a mensagem de Malfoy era de uma garota! Deus, ele estremeceu ao pensar no que aquelas coisas implicavam...
"Eu – não!" Ele disse imediatamente, o rubor em seu rosto não tornando sua negativa muito convincente.
Ron parecia cético e impressionado ao mesmo tempo. Encarava seu amigo com um novo tipo de consideração, sua expressão bastante surpresa. "Harry, você podia ter nos contado se estava saindo com alguém, sabe..."
Desacreditado, Harry sacudiu a cabeça rapidamente. "Eu não estou!"
A mão de Hermione segurou seu pulso, pedindo atenção. Ela fixou olhos castanhos preocupados nele, suas bochechas ainda fracamente rosadas. "Olhe, isso não é de nossa conta, eu sei, mas... eu quero dizer, você está se protegendo, não está...?"
"Hermione!"
"E quem é ela?" Ron perguntou animado, cutucando ele nas costelas. "Por que nós não sabemos dela? É da grifinória?"
"Ron, não seja enxerido." A bruxa insistiu, sacudindo a cabeça. Ela continuou, com o mesmo fôlego. "Embora eu esteja um pouco confusa do porquê você não confiou na gente o suficiente para -."
"Eu não estou saindo com ninguém!" Harry sussurrou chateado, baixando a voz para que as pessoas em volta não começassem a perceber o motivo da discussão. "Vocês não acham que saberiam se eu estivesse?!"
O ruivo deu de ombros. "Então de quem é a nota? E o que, exatamente, essa pessoa gostaria de fazer de novo?" Ele dava a seu amigo um olhar que dizia claramente, Certo, saia dessa.
E Harry não podia. Não havia nada que pudesse dizer que não aumentasse o estrago, e ele não tinha nenhuma mentira particularmente convincente. Então ficou quieto, sacudindo a cabeça em uma negação muda – determinado, o tempo todo, a matar Malfoy.
Ron descansou o cotovelo na mesa, rindo e parecendo satisfeito. "Eu sabia!" ele disse triunfante. "Então é para isso que você tem desaparecido todas essas noites."
"Mas eu não..." ele desistiu quando pareceu óbvio que nenhum de seus amigos estavam mais ouvindo. Ao invés disso, se ocupavam em olhar por todas as mesas das Casas, tentando descobrir em qual sua nova 'namorada' sentava. Harry suspirou irritado, olhando exasperado para o outro lado.
Ao fazer isso, ele viu seu olhar ser desviado para a mesa da sonserina. Aproveitando a distração de seus amigos, lançou um olhar chateado para Malfoy. O loiro simplesmente levantou uma sobrancelha, não parecendo em nada afetado por qualquer coisa que tenha acontecido nas últimas horas, inclusive por ter acordado nu e sujo no chão da cabana de Lupin, ou por ter sua nota privada – mas felizmente não assinada - lida por Weasley e Granger.
Draco Malfoy, verdade seja dita, estava até mesmo se divertindo um pouco. Ele observou pelo canto dos olhos enquanto o Trio de Ouro fofocava animadamente após a chegada de sua mensagem. Ele viu o rubor se espalhando pelo rosto de Potter e até ouviu suas exclamações escandalizadas do outro lado do Salão. Ele podia apenas imaginar as conclusões às quais estavam chegando naquele momento...
Feliz com sua pequena forma de vingança – pela situação indigna em que acordou, que de alguma forma devia ser culpa de Potter, é claro – Draco terminou sua janta com um sorriso satisfeito no rosto.
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Harry esperou próximo à cabana de Remus pela chegada dos outros. Novamente, assumiu sua nova forma, feliz pelo fato de que podia fazer isso quando quisesse. Ele já havia decidido que iria contar a Ron e Hermione sobre isso logo, mas estava adiando por enquanto. Se iria realmente repetir essa pequena reunião, ele sentiu que devia provavelmente manter algum tipo de privacidade. Mas assim que a lua cheia acabasse, ele contaria – e também explicaria a teoria ridícula de que ele estava desaparecendo para ficar com alguma garota.
Ele tinha, é claro, se perguntado por que Malfoy tinha pedido por uma repetição daquela noite. Harry sabia bem o suficiente que ele havia gostado – tirando a parte em que acordou – mas ele achava que era a mesma coisa com o loiro. E considerando que Malfoy parecia determinado a viver em negação – pelo menos, segundo Remus, que tinha admitido para Harry que estava tentando botar algum juízo na cabeça do sonserino, – correr em uma alcatéia não era a melhor maneira de alguém se convencer de que era normal.
Merlin, ele havia acabado de se referir a ele mesmo e ao loiro como parte de uma alcatéia.
Bufando de irritação brevemente, desistiu de tentar entender tudo aquilo e se espreguiçou e bocejou. Os horários de seu corpo estavam todos confusos. Ele sentia como se devesse ser o meio do dia.
A espera não demorou muito mais do que aquilo. Em minutos, os dois lobisomens e Canino se juntaram a ele. Por um momento, ele parou para pensar o quão estranho era ele não ver Remus como humano há dias, mas aqui estava ele agora.
Dessa vez, eles caminharam pela borda da floresta até que estivessem no lado mais distante do lago, normalmente escondido da vista do castelo e de seus ocupantes. Malfoy, tão metido como sempre, na opinião de Harry, se recusou a chegar perto da água parada e escura do lago. De fato, ele se sentou e observou desdenhoso enquanto Canino se atirava na água, logo seguido por Harry, que estava gostando bastante da idéia de comportamento canino. Remus se sentou um pouco longe de suas companhias mais novas, olhando-os tolerantemente, e ocasionalmente lançando olhares para o resto do terreno, checando se ainda estavam sozinhos.
Olhando para cima, Harry viu o lobo branco sentado a alguma distância, sua cabeça virada um pouco de lado. O grifinório quase podia ver a expressão desgostosa que estaria estampada no rosto dele; quase podia ouvir a pergunta arrastada do que Harry achava que estava fazendo, agindo como se ele realmente fosse um animal.
Ele queria explicar, mas não conseguia. Queria tentar botar em palavras como... libertador tudo aquilo era. Isso era novo e estranho, e o fazia se sentir desinibido, tão diferente de como vinha se sentindo entediado ultimamente. E geralmente, ele não se importava se parecesse idiota.
E então eles continuaram assim, Draco tão distante como sempre e Harry felizmente abraçando a 'vida em bando'. Novamente, eles correram e brigaram, dessa vez em volta das margens do lago. O ponto alto da noite, na cabeça de Harry, foi quando estavam correndo lado a lado, e ele se jogou sobre o lobo. Malfoy tinha, é claro, perdido as passadas, e caído dentro da água meio verde, emergindo segundos depois rosnando e mostrando os dentes, seu pêlo prateado pingando e um pouco opaco.
Harry pagou pela provocação em várias pequenas brigas, quando o loiro fez o seu melhor para arranhar, chutar e empurrá-lo o mais dolorosamente que podia. Mas Harry havia recebido as punições rindo, ainda divertido.
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Dessa vez, pelo menos, eles tiveram a boa idéia de deixar cobertores e travesseiros espalhados pelo chão, assim Draco seria poupado de acordar no mesmo estado de nudez. O lobisomem havia se enrolado sob eles, assim como Remus, enquanto Harry retornou ao normal e simplesmente pegou um travesseiro.
Como antes, foi a luz entrando pela janela que o acordou. Ele piscou algumas vezes, levantando o braço para coçar os olhos. Não se sentia tão exausto quanto na manhã anterior, e se perguntou se eles haviam dormido mais dessa vez.
Ainda assim, ele pensou, mais alguns minutos de sono não iriam matá-lo. Bocejando, ele se moveu para virar de lado, para longe da luz invasiva da manhã.
Mas pela segunda vez em muitas manhãs, Harry congelou. Oh, isso não estava acontecendo de novo! Pelo amor de Merlin!!
Mas certamente ele se encontrou preso por um peso com o qual não estava acostumado sobre ele. Levantou sua cabeça para olhar para baixo, sem mover mais nenhum músculo. Cabelo loiro tampava sua visão.
Malfoy não era particularmente pesado, ele era apenas... deselegante, quando dormia. E isso fazia dele difícil de mover. Novamente, seus membros estavam espalhados, a coberta envolvendo-o de qualquer forma. Ele havia abandonado qualquer travesseiro que estivera usando, colocando sua cabeça no peito de Harry. Um braço pálido estava cruzando o quadril de Harry, os dedos segurando a barra de sua calça.
Isso era ridículo! De que diabos Malfoy estava brincando? Isso não era normal! Certamente, muito pouca da interação entre eles era remotamente normal – mas isso...
Isso não podia continuar acontecendo. O sonserino estava tão desesperado por contato humano que estava se atirando em cima do primeiro desavisado que ficasse parado por tempo suficiente?! Uma vez... uma vez era compreensível... quase. Uma vez era apenas um incidente bastante embaraçador do qual eles poderiam culpar o sono. Mas duas vezes? Duas vezes era o começo de um padrão que deixava Harry desconfortável demais para falar.
Esse era Malfoy. O babaca sonserino por excelência. Um bastardo vingativo que apenas mudou para o lado da Luz porque foi forçado. Um imbecil completo que havia sido um tormento constante por mais de cinco anos. Oh, e um lobisomem, se é que isso conta para alguma coisa.
Não alguém com quem Harry gostasse de se encontrar nessa posição. Sempre!
Ele pensou em tudo aquilo sem se mover, se perguntando, enquanto estava deitado ali, se Malfoy acordaria se ele simplesmente virasse para o lado e deixasse o loiro cair no chão. Provavelmente, ele concluiu depois de algum tempo. Droga!
O sonserino em questão, como que sentindo sua intenção de escapar, de repente decidiu aumentar seu aperto. A mão no quadril de Harry segurou seus jeans, usando a alça do cinto para se prender, e ele se acomodou mais firmemente através da barriga do grifinório. Suspiros baixos, não altos o suficiente para serem roncos, vieram em um ritmo contínuo.
Harry apertou seus olhos. Muito estranho, muito estranho! Desesperado para ficar livre, ele considerou simplesmente empurrar Draco e sair. Talvez o loiro estivesse com sono demais para perceber o que havia acontecido. Talvez –
Seja sensível, ele disse para si mesmo irritado. Isso não era a Grande Escapada, isso era sair de baixo de um garoto adormecido. Não era tão difícil. Afinal, ele já havia feito antes, pensou exasperado.
Pensando nisso, ele fez o que havia feito na primeira vez, pegando o pulso do outro – após um breve momento para desfazer o aperto de seus dedos em seu jeans – e levantou-o. Era apenas uma questão de sair debaixo do sonserino depois disso, o que ele prontamente fez, até mesmo colocando-o no chão por boas maneiras.
Não, isso definitivamente não poderia continuar acontecendo. Harry disse para si mesmo enquanto pegava sua varinha e seus óculos, que ele tinha deixado no chão perto dele na noite anterior. O que era uma pena, porque ele estava gostando das corridas noturnas com os dois lobisomens e Canino.
Mas algumas coisas realmente não valiam a pena.
Isso, por exemplo, era apenas estranho demais. Não havia duas maneiras de se encarar isso. Esse era Malfoy e acordar com ele daquela forma – mesmo que fossem apenas três manhãs em um mês – simplesmente não era uma opção. Se fosse qualquer outro, ele não teria se importado tanto, mas ele riscou uma linha firme sobre posições para se dormir com seu inimigo número um.
Pensando nessa última frase incredulamente, ele sacudiu a cabeça, torcendo para tirar esse pensamento da cabeça para sempre.
O ponto era, ele não podia fazer aquilo de novo. Mesmo quando fechou a porta de Remus atrás de si e começou a caminhada de volta para o castelo, ele ainda estava nervoso e bastante desconfortável. Rubor ainda coloria seu rosto e sua pele ainda estava quente, de uma maneira nada natural, onde esteve em contato com o sonserino.
Não, definitivamente não valia a pena...
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Era a vez de Draco receber a mensagem, dessa vez enquanto ele estava com Pansy e Blaise algumas horas depois, deitado preguiçosamente sob uma das árvores perto do lago. Ele estava cansado, e tinha muita energia para nada além de encarar a superfície calma, vez ou outra vendo uma sombra da Lula Gigante e franzindo o cenho ao se lembrar de Potter empurrando-o na água. Ele tinha levado uns bons quarenta minutos aquela manhã para se sentir limpo novamente...
Esses eram os pensamentos que corriam por sua mente, quando foi interrompido pela chegada do que parecia ser um avião de papel feito bem porcamente. Ele pousou no seu colo, o nariz pontudo espetando-o de leve.
Pansy automaticamente esticou um braço para pegá-lo, mas ele o tirou da reta antes que ela conseguisse, segurando-o longe da menina.
Ela riu inocentemente. "O quê? Eu pensei que poderia ter sido para mim."
Girando os olhos, Draco se levantou, indo postar-se a alguns passos de distância de seus amigos antes de abrir a nota e olhar brevemente a linha escrita num garrancho.
'Não posso ir esta noite. Tenho um encontro.'
Sobrancelhas loiras se levantaram rapidamente por alguns segundos antes de se fecharem numa careta. Rapidamente, ele amassou o papel numa bola e pensou em responder acidamente, algo como Eu não me lembro de ter te convidado. Ou talvez um sarcástico, Então milagres realmente acontecem.
Mas não, isso iria apenas encorajar sua correspondência sem tato. Olhando em volta, ele não viu nenhum sinal de Potter pelos gramados, e disse a si mesmo que isso era uma boa coisa. Pansy e Blaise estariam observando-o, e saberiam instantaneamente de quem a nota era se o vissem encarando o grifinório.
Com um rápido Incêndio, jogou o papel amassado no ar e se virou conforme ele se desintegrava em cinzas ao vento.
Além disso, ele não queria realmente fazer aquilo de novo, de qualquer forma. A ausência de Potter não fazia nenhuma diferença...
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Harry observou o loiro receber, ler e destruir seu pequeno avião de seu lugar na janela do corujal. Um encontro, ele disse na mensagem. Hah! Ele teria sorte se encontrasse o tempo e paciência para namorar alguém, e não teria pensado nessa desculpa se não fosse pela mensagem original de Malfoy fazendo seus amigos chegarem a conclusões precipitadas.
Distraidamente, ele coçou as penas de Edwiges, imaginando, sem se preocupar muito, se Malfoy iria se importar ou não pelo fato de ele não estar lá, e se o sonserino estaria lá fora em algum lugar da floresta esta noite, sem Harry.
Não que ele se importasse, disse resoluto – sabendo perfeitamente que estava mentindo para si mesmo, mas não sabendo realmente o porquê.
Notas das Tradutoras:
Ola!!!! \o/
Mais um capitulo lindo pra vocês! Acho que agora nós conseguimos voltar definitivamente a nosso ritmo normal ^^
E não foram lindas as mensagens?
Só falta botarmos as reviews em dia.... *Ly sai correndo chorando com a quantidade de reviews*... E por falar em reviews: pessoas, nós continuamos avisando e vocês continuam esquecendo... quando mandarem uma review, por favor, mandem um email para respostas... se não nós não teremos como encher o saco de vocês na sua caixa de entrada também! ;)
Beijos a todos e até domingo que vem!
Ly e Cy
