Antes da fic, leiam os avisos, por favor. ;)

Autora: Sakuri

Tradutora: Lycanrai Moraine

Revisão: Cy Malfoy e Lycanrai Moraine

Betagem: Nanda Malfoy

Pares: Draco e Harry; Snape e Lupin

Classificação: M

Disclaimer da autora: Eu não possuo nada nem ninguém.

Disclaimer das tradutoras: Nada aqui nos pertence, nem Harry Potter, nem essa historia. Harry Potter é da JK e essa historia é da Sakuri. Nós apenas a estamos traduzindo com a permissão da autora.

Avisos: SLASH! Relacionamento entre dois homens. Não gosta, não leia. Mas se gosta, aproveite.

Notas: Werewolf!Draco


Capitulo 18: Descobertas Desagradáveis

oOo

Harry sonhou.

E como qualquer garoto adolescente normal de sua idade, com os hormônios à flor da pele, ele, normalmente sonhava com sexo. Nunca era nada específico. Sem nomes nem rostos, o que algumas vezes o irritava, mas era uma coisa à qual ele tinha se acostumado. As cenas que apareciam em sua cabeça normalmente não eram claras, se focando em sensações ao invés da pessoa com quem ele fantasiava.

Mas esse era diferente. Se alguma parte dele estivesse consciente e prestando atenção, ele saberia que esse seria diferente desde o começo.

Começou com uma corrida. Novamente, ele estava subitamente vivo e excitado e não podia respirar e era incrível. Ele estava correndo pela escuridão, incapaz de ver qualquer coisa além da criatura contra a qual ele corria, que parecia se mover ao seu lado sem nenhum esforço, a densa pelagem prateada esvoaçando com o movimento de músculos visíveis. Não havia som além das respirações deles, que saia pesada, e do bater das patas e dos corações.

Ele não sabia o que aconteceria se ele fosse mais devagar, mas fazer qualquer coisa além de ir mais rápido não era uma opção. De alguma forma, no entanto, era impossível para ele passar a frente, não importava o quão rápido ele corresse, e na verdade, ele não tinha certeza se teria feito isso se conseguisse.

E juntos eles correram, e Harry adorava isso.

Então sem aviso, houve um rosnado do lobo ao seu lado, o som perigoso e raivoso, então haviam dentes...! De repente estava sobre ele, todos os movimentos graciosos desaparecidos, apenas restando força e raiva e dor. Ele o mordeu, de novo e de novo, e não eram as feridas que o assustavam, mas a certeza incerta de que algo terrível iria acontecer agora que ele fora mordido...

Ele se contorceu para revidar, assustado e furioso, fechando suas próprias mandíbulas em volta de qualquer coisa que pudesse alcançar. Ele tirou sangue e sentiu o outro retirando sangue. Gritou de dor e se sentiu satisfeito quando o outro fez o mesmo. Eles se encontraram e viraram e rolaram, um borrão preto e branco, ambos manchados de vermelho.

A mudança deve ter sido sutil, já que ele nem percebeu à principio. Em um momento havia apenas uma ferocidade canina, tudo o que importava era o pêlo e o gosto de sangue e rosnados e dentes, no outro eles eram humanos e estavam caindo juntos, ainda embolados e lutando com as mesmas regras. Pele contra pele, unhas arranhando a carne, ganhando um resmungo de dor de um deles, embora ele não soubesse de qual. Dentes na sua garganta, mordendo com força e isso doía, mas ele estava virando sua cabeça para o lado e permitindo isso, querendo...

A respiração quente contra a ferida nova, e então lábios, mal encostando, trilhando para cima. Seus dedos indo se entrelaçar em mechas loiras, puxando-as com força, até que ele encontrou olhos cinzentos.

Beijando, então, e mesmo isso doía. Todo o suor marcado com um gosto de ferrugem; dentes pontiagudos e firmes; línguas sendo forçadas para frente invasivamente. Tudo aquilo numa luta.

Não era sensual, na verdade. Não era sobre amor ou mesmo luxúria – era apenas alívio. O termo 'fazer amor' era uma piada – isso era fazer fogo; selvagem e doloroso e bonito, e tão inacreditavelmente intenso... Era liberdade e raiva e fogo, nada mais e nunca algo menos.

O fato de que isso era tudo menos vago quando se tratava de seu parceiro, não era importante – pelo menos não agora. Repulsão e desgosto apenas pareciam se espiralar entre eles, combinadas com o calor e a dor e o desejo, tudo isso se unindo em pura necessidade.

As mãos delicadas do outro o estavam tocando com força, a pele macia estranha com a força deles, machucando, mas oh Deus isso era bom, e não pare, nunca, e ele ia -.

Harry acordou.

oOo

E assim se passou a última noite da lua cheia, marcando o fim da espera, mas então, o nervosismo entre eles nunca havia sido tão forte.

Aterrorizado por seus próprios sonhos e ainda mais do que um pouco incomodado pela maneira como havia acordado duas vezes agora. Harry não fazia idéia de como ele iria fazer seus encontros da AD com Malfoy como parceiro, se ele nem conseguia mais olhar nos olhos do loiro. A boa e simples rivalidade que eles dividiam parecia uma coisa do passado para ele. Era algo que ele queria, ao invés dessa inespecífica estranheza que parecia partir apenas de um lado que existia agora.

O grifinório começava até a pensar se ele devia apenas cancelar tudo aquilo envolvendo a AD. Afinal de contas, ele ainda não havia contado a ninguém além de Malfoy. E ele sabia quanto esforço teria que fazer para convencer seus amigos a seguirem o plano. Ele queria aquela luta? Ele tinha ao menos razões boas o suficiente para começar com ela?

E além disso, pra que era isso tudo, de qualquer forma, além de acabar passando horas e horas em aposentos incrivelmente pequenos com Malfoy...? Merlin, talvez ele realmente fosse masoquista...

Sacudindo a cabeça, exasperado com aquele pensamento, o garoto suspirou resignado. Não, isso era ridículo. Ele havia começado isso com uma razão, então podia muito bem continuar. E quanto ao sonserino... bem, foi apenas um sonho, provavelmente criado por quão perturbado ele esteve de encontrar Malfoy dormindo em cima dele naquela manhã.

É. Era isso.

Nesse meio tempo, sem saber de nada disso, Draco estava depressivo. Ele não sabia que estava depressivo, não realmente, mas estava. De fato, ele estivera depressivo desde que Harry maldito Potter teve a audácia de... de lhe dar um pé na bunda!

Não era que ele queria particularmente o grifinório por perto. Não, era apenas que ele não o havia deixado primeiro. Isso começava a ser um padrão! Implicava que Draco era que estava procurando a companhia do Garoto de Ouro – e havia sido rejeitado! Isso era inaceitável.

Ele ficou no seu quarto na terceira noite da lua, dizendo firmemente para si mesmo que havia decidido ficar ali mesmo antes da nota presunçosa de Potter. O que realmente o irritava, no entanto, foi que ele passou as longas horas da noite rodando por seus aposentos vazios, perturbado por estar preso. O matava admitir que queria estar lá fora com Lupin e Potter. E aquele maldito cachorro. Então, de uma maneira verdadeiramente Malfoy, ele não admitiu, resolvido a acampar no último banco da negação.

Mesmo quando ele ouviu o som alto de um uivo algum tempo após a meia noite, e encontrou descansando suas patas dianteiras no parapeito da janela, arranhando as cortinas para abri-las e encarar o contorno negro da floresta – mesmo assim, Draco se convenceu de que preferia seu precioso isolamento.

Mais ou menos ao mesmo tempo, sozinho em seus quartos privados próximos ao laboratório de Poções, Severus estava sentado, acordado, olhando o livro grosso aberto a sua frente e a pilha de livros similares empilhados na mesa.

O sono não parecia estar vindo – não que tivesse se esforçado – então a alternativa era pesquisar. Pesquisar para essa ridícula farsa de plano.

Cada um dos livros a sua frente continha informações detalhadas sobre as dificuldades da magia mental, incluindo Oclumência, Legilimência e mesmo alguns dos mais obscuros talentos. Ele já havia lido até magia sem varinha, mas não havia encontrado nada útil para seu propósito específico.

Suspirando, ele se recostou à cadeira e fechou os olhos, pressionando levemente sua mão às suas costelas, que ainda estavam doloridas, apesar das quantidades imensas de Poção para dor que ele havia ingerido. Poppy o acusou de ser hipocondríaco, ainda reclamando de ferimentos que já haviam sido curados há dias. Hmph. O que aquela mulher sabia...

Mas fantasmas de dores eram os menores de seus problemas. Agora, com o fim da lua cheia e sua ausência por mais um mês, não havia tempo a perder para começar com os preparativos de transformar Lupin em um espião. Eles teriam sua primeira sessão assim que possível, o que não envolveria nada mais do que Severus aprender a mexer na mente do lobisomem.

Isso era apenas uma das coisas que tornava a tarefa tão odiosa. Legilimência era conhecida por ser um estilo de magia exaustivo. Mesmo que assim fosse ser bem mais rápido do que usando Oclumência, ainda seria preciso de sessão atrás de sessão para que eles tivessem feito alguma coisa que fosse remotamente útil. O que significava exposição prolongada ao ex-Maroto, assim como incontáveis visitas aos seus pensamentos e memórias. Apenas a idéia já repulsa o sonserino.

Severus, estudando magia mental, havia aprendido dos muitos perigos. Ele viu o que poderia acontecer se uma pessoa se perdesse na mente de outra. Ele viu amigos odiarem uns aos outros após descobrir coisas que eles preferiam não saber. Mas, ele tinha que admitir, ele nunca havia ouvido falar de um caso como o deles, em que os indivíduos em questão, odiavam um ao outro com a mesma força que ele e Lupin. Amargamente, ele se perguntou como isso afetaria os procedimentos. Se amigos se separam com informação demais, como eles, como inimigos, poderiam lidar com isso?

Mas então, ele supôs, não havia muito mais que pudesse piorar sua opinião do outro homem...

oOo

Remus desceu relutantemente as escadarias para as masmorras, e pelos corredores escuros que levavam ao laboratório de Poções e aos aposentos privados de Severus. Com cada passo, ele parecia ficar mais lento, mexendo ansiosamente em qualquer objeto pequeno que houvesse em seus bolsos, nos botões de suas vestes, na corrente de seu relógio. Qualquer coisa para adiar o inevitável.

Isso, ele tinha certeza, não iria dar certo. O que ele esteve pensando, concordando com essa invasão de privacidade?! E Severus! Severus, de todas as pessoas! Ele tinha sido acertado na cabeça quando começou com isso?!

Esses eram os pensamentos que passavam pela sua cabeça conforme ele se aproximava da dor atrás da qual esperava o Mestre de Poções e levantava sua mão para bater tão levemente quanto fosse possível.

Apesar disso, no entanto, houve apenas uma pausa momentânea antes que Remus ouvisse o click da tranca e um bastante irritado Severus aparecesse, olhando para ele por um segundo antes de relutantemente sair da frente e permitir sua entrada. Ele se enrijeceu visivelmente quando o lobisomem passou por ele.

Havia – novamente, inevitavelmente – um silêncio estranho quando Remus caminhou incerto para dentro. Ele havia estado ali apenas uma vez antes, e não estava exatamente em seu melhor estado mental. Ele mal se lembrava alguma coisa do incidente, alem de Severus batendo a porta em sua cara. Ele nunca notou no tema de cor do quarto, verde e negro. Ou o sofá de aparência particularmente confortável perto da parede. Ele teve que olhar novamente para ver a lareira acesa que fazia até mesmo esse quarto escuro parecer quente.

Pensando consigo mesmo, Remus sacudiu a cabeça. O que ele tinha esperado? Que Severus realmente vivesse nas masmorras frias, úmidas e com paredes de pedra como os alunos diziam? O homem era humano, apesar de tudo...

"Você ainda vai ficar em pé ai por muito tempo, ou vai acabar logo com isso?"

A voz de Severus o fez se mover. Ele se adiantou para o sofá, mas foi parado por outra ordem impaciente.

"No chão, Lupin." Disse o Mestre de Poções, passando por ele. "Sente ali." Ele indicou o tapete em frente à lareira, esperando que o lobisomem se sentasse meio sem jeito antes de ocupar seu lugar de frente para ele.

"O que nós -."

"Eu preciso de contato visual." Severus explicou irritado, pegando sua varinha e colocando-a em seu colo por enquanto. "E você vai perceber que do chão a queda é menor do que de uma cadeira."

"Queda...?"

"Legilimência é um processo cansativo para ambos os participantes, especialmente se prolongada. Você vai entender quando nós começarmos. Agora, se já está pronto...?"

Remus empalideceu, reprimindo a necessidade de mexer em qualquer coisa que pudesse alcançar. "O que, já? Como em... agora?"

O outro homem riu debochado, rolando os olhos. "Bem, nos podíamos parar para tomar um chá com biscoitos, mas eu imaginei que nós dois queríamos que isso acabasse logo. Não é exatamente uma experiência muito agradável, Lupin. Eu preferiria não prolongá-la ainda mais."

O lobisomem suspirou. "Oh, está certo. Sim. Estou pronto." A expressão preocupada em seu rosto contrariava suas palavras, mas Severus não se importou. Rapidamente, a varinha do Mestre de Poções estava em suas mãos e fazendo os movimentos necessários.

"Legilimens!"

Remus engasgou e se inclinou para trás com a sensação de alguma coisa acertando-o entre os olhos...

oOo

Ele se sentiu separado de tudo por um mero segundo. Não podia ter durado mais do que isso, mas o segundo parecia se alongar indefinidamente. Era algo com o qual Severus já havia se acostumado há muito tempo; uma coisa que o havia aterrorizado da primeira vez que ele a sentiu, e mesmo agora ainda o deixava um pouco inquieto. Não havia nada que o prendesse, nenhuma proteção, nem barreiras. Havia, quase literalmente... nada. Nada que o mantivesse no lugar, que o mantivesse inteiro. Ele estava se misturando com tudo, seus pensamentos escapando pelas bordas. Sua mente não era mais dele; seu corpo havia sido deixado para trás. Ele estava flutuando, perdido do mundo físico.

Mas tão rápido quanto a sensação começou, ela se foi novamente enquanto ele sentia sua mente se acomodar em único ser. De volta a segurança de uma mente fechada, um lugar aonde ele pudesse ficar sem se dispersar no nada, ele lançou seus sentidos adiante, explorando.

Esse mundo novo e temporário era estranho, e ele rapidamente o detestou. A mente de Lupin era bem diferente da sua própria, todos os pensamentos acordados nervosos, se agitando com a sua presença. Ele viu pedaços deles, desconexos e vagos.

... Severus de todas as pessoas... Não pense em nada ruim... prova marcada para a próxima semana... Harry tem os olhos de Lily... a mesma forma animaga de Sirius... Não pense em Sirius... não pense...

Severus quis rolar os olhos as tentativas patéticas do lobisomem de desviá-lo. Ele realmente achava que essa seqüência de fatos inúteis iria esconder seus segredos? Dificilmente. No entanto ele já começava a entregar algumas coisas interessantes. Então Potter era um Animago? Um sem registro, aparentemente. Que pedaço interessante de conhecimento...

Se segurando a isso, Severus se deixou levar. Era como nadar. Era assim que ele gostava de imaginar Legilimência, de qualquer forma. Então ele afundou mais, seguindo aquela trilha de pensamento que envolvia Potter e seu assunto de Animagia.

Rapidamente, ele chegou nas memórias. Da escuridão da mente de Lupin pela qual ele nadou, era como emergir em uma bolha de ar que era uma cena que se passava como em uma penseira.

Noite. Lupin como um lobisomem, acabado de se transformar. Solto nos jardins, contornando o canto de sua cabana para ver os outros. Dois deles. Um prateado sob a luz da lua, e o outro negro como uma sombra. Olhos verdes fitando-o de volta, com reconhecimento instantâneo.

O mestre de poções observou as imagens rápidas não apenas um pouco chocado. Mas ele não estava olhando para o cão de olhos verdes, e sim para o lobo prateado, Draco. Aquele era Draco! Por que seu afilhado estava com Potter e Lupin?

Um pouco alarmado, ele não pensou em nada além de se apressar para a próxima memória, seguindo as trilhas que ligavam essa cena à próxima.

Ele os olhou correndo. Todos os quatro avançando pela floresta, brigando e latindo e correndo, com Potter e Draco na frente. Ele viu Lupin, o lobo alfa, mais velho, mantendo um olhar tolerante em sua pequena alcatéia de mentira. Particularmente, ele engasgou e não pôde fazer nada com a cena que se mostrava a sua frente, de seu afilhado e o Garoto que Sobreviveu... brincando, por falta de uma palavra mais digna, nas margens do lago; água sendo jogada e pêlos sujos de lama e, no meio disso tudo, Draco uivando para a lua...

Ele se afastou das memórias, achando que elas não batiam com suas próprias justificativas. Draco não queria ser um lobisomem! Ele não havia abraçado isso, como Lupin fez! Era isso que os fazia diferentes!

Mas isso... Ele não podia aceitar isso...

Furioso, ele direcionou sua raiva para o único alvo lógico: Lupin. Esquecendo toda a ética profissional e as razões para estar ali, Severus se agarrou à primeira trilha de pensamentos que encontrou e a seguiu. Ele sentiu o nervosismo alarmado do lobisomem, sentiu isso como correntes elétricas passando pela água negra a sua volta, mas ignorou a sensação. Pedaços aleatórios de sons e imagens passaram por ele, totalmente sem sentido, enquanto ele escolhia partes não conectadas, determinado apenas em invadir a privacidade que havia prometido manter, apenas para dar o troco.

"James! Peguei detenção com McGonagall por uma semana por sua causa!" A tímida expressão de James Potter, aparecia através dos olhos do adolescente Lupin.

"Não, obrigado, Minerva, eu prefiro apenas açúcar no meu..."

Lua cheia. Transformação, e Merlin, aquilo doía! Ossos mudando, quebrando, crescendo. Sangue pulsando em seus ouvidos. Tudo doía. Não importava, entretanto, contanto que ele pudesse caçar… Ele precisava caçar algo, rasgar algo e romper e morder e consumir...

"Me desculpe! Eu sinto muito, muito -!"

Sexo. Dessa vez apressado e deselegante e levemente doloroso, mas sempre perfeito. Calor e fulgor e Sirius, os dois suspiravam juntos, risos retumbando silenciosamente em seus peitos. Perfeito...

"Não o chame assim, Sirius." Uma reprimenda.

"Se eu for capaz de te ajudar, eu o farei você querendo ou não, senhor Malfoy."

Dor. Uma perda tão grande que ele não conseguia respirar, não conseguia pensar, não conseguia viver. Abandonado, inútil. Solidão que ia mais fundo do que qualquer coisa que ele já tinha conhecido. Partido tão rápido que ele mal pôde chorar, não naqueles primeiros dias...

Biblioteca de Hogwarts. Um Severus Snape de catorze anos sentado a três mesas de distância, Remus Lupin corou quando o encarou por cima de seu livro-texto de Transfiguração, embaraçado por sua própria fascinação, mas inteiramente incapaz de desviar o olhar-

Finalmente, Severus deteu-se, congelado pela memória. Atordoado, ele olhou entre as imagens de si mesmo e de Lupin, mistificado pela implicação daquele particular cenário. Com certeza que não...

Mas ao fundo, o alarme do lobisomem tinha se transformado em mortificação, que se espalhava ao redor dele.

Meio divertido, meio horrorizado, Severus libertou o feitiço e foi jogado da mente de Lupin, de volta à sua própria, em tempo de ver o outro homem deixar-se cair para trás em exaustão.


Comentários Aleatórios das Malfoy-Moraine:

Cy: "No chão, Lupin." Disse o Mestre de Poções

Chão, chão chão chão

Ly: O_O Você ta ouvindo funk amoreca???

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Nanda: uia

kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Cy: Não, mas não evitei.

Ly: Eu não esperava isso de você... esperava da Nanda

Ly: u.u

Cy: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Nanda: Esperava de mim????????????

Ly: Esperava

Nanda: Cy eu vou te levar pra um baile funk quando você vier!

Cy: Credo! O.o

Ly: você tem cara de funkeira...

XD

Nanda: kkkkkkkkkkkkkkkkk

Cy: ooooooooooooooooh =O

Nanda: Claro....rebolo até o chão u.u

Ly: Eu sabia! *aponta*

Nanda: Vivo no baile do Salgueiro

Ly: Ta por dentro dos mais novos batidões!

Só proibidão!

E nós nos esforçamos tanto pra criar uma menininha doce... meiga... educada... que gosta de musica clássica... u.u

Nanda: Não deu certo.

Cy: u.u

Ly: E você se orgulha disso?

Nanda: Daqui a pouco vou colocar minha sainha e top... e ir requebrar sem calcinha.

Cy: *vendo a coleção do Chopin empoeirada, servindo de apoido pros cds da Mulher Mexerica*

Ly: O.O

Nanda: de de sainhaaaaaaaaaaa

Ly: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Cy: O______________________________O

Ly: Cê sabe que na versao proibidao a musica é "sem calcinhaaaaaa", nao sabe?

Nanda: Eu vou pro baile procurar o meu negão....

Vou subir no palco ao som do tambosão

Ly: O.O

E a Coy?

Nanda: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Cy: O______________________________O

Nanda: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

A "música" não é minha

ahh a melhor parte: sou cachorrona mesmo, e late que eu vou passar...

zezussssssssssss

Ly: Ah... agora você fala "musica" né? Mas na hora de ir se requebrar com seu negão (sem a Coy ainda por cima) não quer saber dessas coisas de aspas...

Cy: yay!!!

Nanda: a Coy que me ajuda a pular a janela da mansão

Ly: O.o CY!!!

Nanda: ces tão por fora, aêeee mano

kkkkkkkkkkkkkkkkk

Cy: O.o

Ly: Temos que repensar esse casório!

Cy: TEMOS! Ò.Ó

Nanda: ahhh

Esqueci de contar... vocês vão ficar bravas?

Ly: Vamos! Ò.Ó

Nanda: Então ta... não conto...


Notas das Tradutoras:

É isso ae! Mais um capitulo quentinho pra vocês! Espero que gostem e continuem nos acompanhando!

Para todas as pessoas que mandaram reviews nos capítulos passados: pessoal, nós pedimos muitas desculpas mesmo por não termos respondido aquelas reviews, mas já era difícil apenas traduzir, e muitas vezes, nós gastamos mais de um dia para respondermos tudo, então ficou um pouco complicado. Nós tomamos então a decisão de que não vamos responder àquelas reviews que estão atrasadas, mas iremos voltar responder a partir desse capitulo. Pedimos muitas desculpas à quem sempre nos escreve e esperamos que compreendam os motivos dessa decisão.

Beijos a todos

Cy e Ly