Antes da fic, leiam os avisos, por favor. ;)

Autora: Sakuri

Tradutora: Lycanrai Moraine

Revisão: Cy Malfoy e Lycanrai Moraine

Betagem: Nanda Malfoy

Pares: Draco e Harry; Snape e Lupin

Classificação: M

Disclaimer da autora: Eu não possuo nada nem ninguém.

Disclaimer das tradutoras: Nada aqui nos pertence, nem Harry Potter, nem essa historia. Harry Potter é da JK e essa historia é da Sakuri. Nós apenas a estamos traduzindo com a permissão da autora.

Avisos: SLASH! Relacionamento entre dois homens. Não gosta, não leia. Mas se gosta, aproveite.

Notas: Werewolf!Draco


Capítulo 20: Amor e Ódio

oOo

Draco encarou intensamente o tabuleiro, se perguntando como faria seu próximo movimento. O lobisomem mais velho a sua frente observava calmamente por cima de dedos cruzados, seus olhos castanhos estranhamente calculadores. O sonserino franziu a testa. Quando começaram esse jogo ele pensou que já tinha ganhado, mas Lupin se mostrou um estrategista melhor do que ele lhe daria crédito.

Finalmente, com um suspiro, ele se adiantou e moveu uma das peças brancas de xadrez.

Imediatamente, Lupin sorriu e usou um dedo para deslizar sua própria rainha negra três espaços para frente. "Cheque-mate." Ele murmurou.

Draco fechou a cara, desacostumado a perder. Encostou-se na cadeira macia em que estava sentado, esticando suas mãos sobre sua cabeça, se espreguiçando. Ele chegou à pequena cabana – que era mais como um casebre, na verdade, ele começava a pensar – usando vestes da escola impecavelmente arrumadas. Mas com o calor da lareira, ele havia finalmente desistido e pendurado-as no cabideiro próximo à porta, e se viu bem mais confortável de jeans e camiseta.

"Então você perdeu o controle?" Lupin perguntou, continuando a conversa que eles mantiveram durante o jogo, sobre a reunião da AD duas noites antes.

"Não realmente," o loiro respondeu honestamente. "Eu discuti um pouco com Weasley, mas não o suficiente para aparecer." Ele falava do lobo. "Além disso, Potter com certeza teria se metido se tivesse percebido alguma coisa."

O professor sorriu. "Isso é bom. Você está controlando suas reações, mesmo em situações estressantes. Muito bom, Draco."

O sonserino não pareceu impressionado, se recostando contra um dos braços da cadeira. "Estressante?" ele riu. "Com as palavras de Potter, eu tenho licença livre para azarar quantos daqueles idiotas eu quiser. Isso não é stress. É prática de tiro ao alvo."

O lobisomem o encarou. "Eu não acho que você está levando isso tão seriamente quanto –"

"Oh eu sei, Merlin, eu sei. Estamos nos preparando para a guerra, e todo aquele melodrama..." Ele sacudiu a cabeça, olhando para o teto de uma forma desinteressada.

Remus franziu a testa, mas sabia que era inútil tentar desencorajar tamanho descaso. "Você e Harry não parecem se desgostar tanto esses dias." Ele comentou então, mudando de assunto.

Draco o olhou asperamente, quase alarmado. "Por que você diz isso?"

"Bem, o simples fato de que vocês conseguiram cooperar, mesmo ensinar a outros, pode sugerir que vocês dois estão se acalmando."

O adolescente tossiu. "Bem, não estamos." Ele disse teimosamente, e então percebeu o quão infantil aquilo pareceu. "Ele ainda é um idiota, quero dizer."

Remus escondeu seu sorriso se levantando e indo para a chaleira no fogo, levando-a para a mesa onde duas xícaras esperavam. "Você aceita um pouco de chá?"

"Você sempre me pergunta isso. E eu sempre digo não."

O lobisomem mais velho sorriu. "É educado perguntar." Ele se serviu de um pouco da bebida quente e colocou um pouco de leite, antes de voltar para a cadeira ao lado do fogo. "Se você não se importar, eu gostaria que voltasse aqui nesse fim de semana."

Draco hesitou. Já era bastante que ele estivesse sacrificando essa tarde. Ele não estava particularmente interessado em abrir mão de seu fim de semana também. Então ele mentiu. "Eu tenho um encontro."

Remus o olhou ceticamente. "Sábado e domingo?"

Os olhos cinzentos do sonserino nem ao menos piscaram. "Estamos apaixonados." Ele disse rapidamente, sabendo perfeitamente bem que o outro lobisomem não acreditava nele.

Remus suspirou, mas viu a oportunidade de começar um assunto que ele já estava querendo discutir. "Se eu achasse que você fosse me ouvir, eu te alertaria para tomar cuidado sobre quem você namora de agora em diante."

Draco, é claro, pretendia totalmente não ouvi-lo – mas a estranheza do aviso o fez franzir a testa para o outro homem. "O que você quer dizer com isso?"

Remus deu de ombros. "Você é um lobisomem agora. Um lobisomem que ainda tem de encontrar seu parceiro, devo acrescentar."

O sonserino tossiu, pensando que sabia o que estava acontecendo. "O quê? Então se eu for a um encontro vai significar que eu de repente encontrei uma companhia? Que eu vou ficar preso pelo resto da minha vida? Eu dificilmente acho -."

"É claro que não, não seja bobo." Sacudindo sua cabeça, Remus parou para tomar um pouco de seu chá antes de continuar. "Não, nós temos apenas um parceiro, e eu não creio que tenhamos o luxo de escolher. O problema, veja você, vem com o fato de que somos perfeitamente capazes de nos apaixonar por outras pessoas se não formos sortudos o bastante para encontrar nossos parceiros bastante rápido."

Confuso, o loiro fez uma careta. "O quê?"

"Bem, vamos ser hipotéticos. Vamos dizer que você saia com qualquer que seja a garota que chamou sua atenção. Vai tudo bem, vocês dois mandam ver, como se diz, e eventualmente você se apaixona. Você tem planos de casar com ela, possivelmente ter filhos -."

"Eu não quero filhos, e eu duvido muito que gostaria de me apaixo -."

"O ponto não é esse. O ponto é que você esta hipoteticamente nas nuvens por essa garota. E então você encontra seu parceiro." Remus deu ombros, sua expressão um pouco triste. "Bem, é claro, você não tem escolha no assunto. Tudo em você vai estar insistindo para se ligar a essa pessoa, para ficar com ela e nunca se separar. Para amá-la. Tanto você quanto a garota por quem originalmente se apaixonou, vão ficar devastados, mas não vai haver nada que você possa fazer para mudar isso."

Draco estava, agora, encarando-o de volta horrorizado. "Mas isso é... isso parece Império ou algo assim!"

O professor lhe deu um sorriso estranho, um que era tanto divertido como desejoso. "Não vai parecer isso. Vai parecer a melhor coisa que já aconteceu com você."

Eles ficaram em silêncio enquanto Draco pensava sobre isso, por dentro ignorando a idéia. Ele, de alguma forma, duvidava que mais uma situação sobre a qual ele não tinha controle pudesse parecer a melhor coisa que lhe aconteceria. Pensando nisso, ele olhou para Lupin. A careta que esteve se acumulando rapidamente com esse pensamento logo desapareceu ao olhar para o rosto dele. Draco achava que o outro homem nem ao menos percebia o quanto estava entregando sobre ele mesmo.

"Você... você encontrou sua parceira, então?" Ele perguntou, chateado consigo mesmo por não colocar desdenho em seu tom.

Olhos âmbar se levantaram para encontrar os dele, um pouco surpresos. "Eu... sim. Eu o conheci durante meu primeiro ano em Hogwarts, na verdade. Não que eu tivesse percebido na época que ele era meu -."

"Ele?"

Remus piscou. "Uhm, sim. Sirius Black."

As sobrancelhas de Draco subiram, apesar de seus esforços para esconder sua surpresa. "Mas... quero dizer, eu teria pensado... mesmo que apenas para... para... reprodução, que um parceiro deveria ser... bem..."

Remus teve que rir. Ele não podia evitar, olhando para o desconforto do sonserino. "O que, feminino?" ele conseguiu dizer em meio aos risos. "Não necessariamente. Você vai descobrir que a maioria de nós não está muito interessada na reprodução, como você tão clinicamente coloca, por medo de passar a doença adiante."

"Oh." Draco murmurou, inteligentemente.

Novamente eles caíram em silêncio enquanto esse pequeno detalhe era processado. O sonserino não tinha certeza do por que ele estava dando corda para esse ramo de conversa – que, na verdade, havia se tornado muito pessoal – mas ela havia ganhado sua curiosidade. Ele estava interessado, de uma maneira mórbida. Por exemplo, era uma revelação descobrir que Lupin era gay – apesar de um lado dele gritar que ele poderia ter vivido alegremente sem nunca descobrir isso. E com Black, de todas as pessoas. Mas espere –

"Sirius Black não está morto?"

Draco se arrependeu de sua pergunta sem tato assim que ela deixou sua boca, o que era um acontecimento por si só. Lupin o olhou chocado, parecendo incapaz de reagir por alguns longos segundos.

"Eu... Uhm, deculpe." O sonserino murmurou um pouco envergonhado.

"Não, está... está tudo bem. É um alívio ouvir isso diretamente, pela primeira vez. Sim, ele morreu perto do fim do ano passado."

"Desculpe." Draco disse novamente, embora parecesse mais um hábito de boas maneiras do que uma preocupação genuína. "Então... isso significa que você está preso? Quero dizer..." ele olhou em volta, tentando encontrar um modo de explicar que não parecesse meloso.

O outro lobisomem pareceu entender o que ele quis dizer, no entanto. "Se isso significa que eu não possa gostar de mais ninguém, agora que meu parceiro se foi?"

Draco assentiu.

"Não, eu posso. Às vezes eu duvido se é justo esperar que alguém se compare ao que Sirius foi, mas... é certamente possível."

O loiro quis rolar os olhos com essa expressão de sentimento tão grifinória, mas espertamente os mateve baixados em pensamento. "Pelo menos eu sei que o meu não é ninguém da escola." Ele disse. "Eu já teria notado se estivesse sendo compelido a ficar em volta de uma pessoa em particular."

Lupin subitamente riu, sacudindo a cabeça. "Não tenha tanta certeza. Eu conheci Sirius por cinco anos antes de perceber. Eu até mesmo gostei de outras pessoas enquanto estive em Hogwarts. Nós podemos ser bastante densos, às vezes, sobre coisas que estão bem na nossa frente."

Draco fez uma careta. "Isso ajuda muito." Ele murmurou, e Lupin assentiu divertido, tomando seu chá.

oOo

Quando Draco saiu, Remus se ocupou montando o tabuleiro de xadrez novamente. Ele arrumou as peças pretas e brancas em fileiras exatas, antes de se sentar novamente com um suspiro e se afundar nas almofadas macias. Seus olhos viraram lentamente para o fogo, olhando-o estalar, morrendo com as chamas claras, e seus pensamentos vagaram...

Ele pensou em Severus.

Mesmo agora, ele podia ouvir a risada chocada, zombeteria que o outro homem havia soltado ao absorver totalmente as implicações da memória que havia roubado. Pensando nisso, Remus estremeceu e se afundou ainda mais na cadeira. Ele nunca havia visto o homem parecer tão zangado e assustado com uma intensidade tão grande.

Nunca em sua vida Remus havia se sentido tão humilhado na presença de outro ser humano. Nem quando o bicho papão mostrou que o seu pior medo era ele mesmo, ou mesmo quando os primeiros berradores chegaram ao Salão Principal após seu segredo ser revelado no terceiro ano de Harry. Ele estava tentado a usar um Obliviate em si mesmo, apenas para esquecer o olhar desdenhoso e divertidamente vingativo dos olhos negros.

Mas junto com a onda de vergonha que revirava seu estômago, veio uma chama de raiva que estivera escondida sob sua pele desde a sessão desastrosa. Severus havia agido mais do que não profissionalmente. Ele havia cruelmente gostado, Remus sabia, estando ligado ao homem no momento, de poder causar algum dano nele de uma maneira que desejava fazer desde seus dias de escola. Verdade, Severus estivera chateado e confuso pelas imagens de Draco que apareciam em sua memória, mas isso era apenas uma desculpa. Ele havia praticamente se afundado na chance de descontar sua acidez mal-contida.

Com o despertar violento e indesejado dessa única memória, e um lampejo de outras amarradas a ela, com temas similares, Remus sentiu suas emoções saírem de controle. Ele podia apenas imaginar o que teria acontecido se Severus tivesse permanecido em sua mente por mais um segundo e testemunhasse o caos que havia criado lá, assim como a pequena bolha de privacidade à qual Remus conseguiu se agarrar. No fim, o Mestre de Poções não conseguiu perceber a intensidade da atração que Remus sentia por ele quando adolescente.

Ele mesmo havia tentado não pesar sobre isso desde seus anos em Hogwarts. Além disso, ele tinha Sirius, e não sentia nenhuma necessidade real de se lembrar de sua antiga paquera. Mas agora...

Isso o tinha acertado com força entre os olhos, tão logo Severus tinha alcançado as primeiras de muitas memórias que ele pensava ter enterrado em sua mente para sempre. E isso era confuso, e traição, porque aqueles pensamentos ainda eram intrigantes, e o garoto e o homem ainda eram fascinados por ele, e essa paixão intensa ainda era tão estúpida e sem esperança quanto sempre tinha sido! O que havia de errado com ele?! Ele era mesmo tão insensível que podia se pegar pensando em outra pessoa tão logo Sirius tinha morrido? E tão alto-destrutivo, para se atrair a alguém cujo ódio por ele irradiava como valor...

Ele sacudiu a cabeça. Nada disso importava, de qualquer forma. Se o senso comum não podia impedi-lo de fazer algo estúpido, certamente sua própria raiva e ultraje fariam. Ele havia concordado com as sessões de Legilimência para que pudesse ajudar, pelo amor de Deus! Ajudar Harry, ajudar na guerra, mesmo Severus! Ele confiava nele!

E, em troca, Remus nunca se sentiu tão violado em toda a sua sofrida e perseguida vida.

Suspirando, ele fechou os olhos, bloqueando a visão das chamas furiosas. Seu rosto lentamente se tornou vazio conforme sua expressão perturbada desaparecia, e ele guardou as emoções turbulentas que ele apenas se permitiria mostrar para si mesmo.

Ele já havia decidido continuar as lições, mesmo furioso como estava. Era para um bem, afinal, e ele poderia socar a cara de Severus se precisasse.

Mas ele não podia deixar que nada assim acontecesse de novo. Não poderia permitir isso.

oOo

Enquanto isso, Draco voltou ao castelo e prontamente fez seu caminho para as masmorras, indo para o laboratório de poções de seu padrinho. Severus havia mencionado que pretendia passar a maior parte da tarde lá, então Draco não viu problema em aparecer. Ele poderia até ajudar, se lhe parecesse interessante.

O sonserino estava entediado, embora ele nunca fosse admitir isso. Sem aulas, com o trabalho de casa feito e sem reuniões da AD por mais dois dias, ele se encontrou sem nada para fazer. Pansy estava em algum lugar com o seu bando de amigas risonhas, e Blaise estava atualmente meio enfurnado numa pilha de trabalhos. Esses foram basicamente os motivos pelos quais ele havia concordado em visitar o lobisomem, não havia nada melhor para fazer.

O Mestre de Poções olhou para cima com sua carranca costumeira de irritação quando Draco entrou na sala sem bater. Ela diminuiu um pouco com o reconhecimento, embora não totalmente.

"Draco." Ele cumprimentou rapidamente. "Tem alguma coisa que você precise?"

O loiro deu de ombros. "Não realmente."

O professor piscou e se endireitou, desviando os olhos do livro que estava estudando. "Então por que você está aqui?"

"Não posso vir e ver você sem um motivo?" Houve uma pausa, durante a qual o mais velho o olhou intensamente, parecendo um pouco confuso. Draco deu um pequeno sorriso. "Eu acabei de passar mais de uma hora com Lupin. Preciso de alguma companhia sonserina."

Se possível, a expressão do professor se fechou ainda mais, e ele se virou, encarando sua poção. O jovem sonserino se perguntou se havia dito alguma coisa errada, mas não conseguia pensar o que nem por sua própria vida. Severus sabia que ele tinha que conversar com o outro lobisomem de vez em quando, apenas para evitar que ele saísse de controle.

Até onde Draco sabia, ele aprovava, de alguma forma...

"Você não gosta dele." O loiro disse, mesmo tendo sempre sabido disso, é claro.

"É claro que não gosto." Veio a resposta ríspida enquanto Severus jogava um punhado de ervas dentro da poção já borbulhante. "De fato, estou surpreso que você consiga tolerá-lo, aquele homem ridículo... Pelo que ouvi, você o agüenta muito bem." Ele encarou o garoto.

Draco piscou surpreso. Já fazia bastante tempo desde que ele recebera aquele olhar. Mais do que ele podia se lembrar, até. E ele não tinha certeza do que havia feito de errado. "O que isso quer dizer?"

Seu padrinho riu e moveu sua varinha. Embora outros movimentos fossem fortes e rápidos com uma irritação óbvia, ele ainda era tão cuidadoso como sempre enquanto lidava com a poção. "Eu espero que você mantenha na cabeça, Draco, que o atual estado da sua vida é culpa dele, enquanto você estiver correndo com ele e Potter."

O sonserino o olhou confuso por um longo momento, antes de murmurar, de maneira bastante articulada. "V-você sabe sobre isso..."

Com o último sinal de paciência escapando de seu controle, Severus o encarou, seus olhos brilhando com raiva. "O que você está fazendo?!" ele demandou, com a voz fria, baixa e sibilante, mostrando sua raiva tão claramente que Draco estremeceu. "O que aconteceu com lutar contra isso?"

"O que você espera que eu faça?" o loiro cuspiu de volta em desafio, também irritado. "Eu tentei lutar contra isso, e ignorar – e não funcionou! Você nem ao menos viu o que isso estava fazendo comigo! E, se você precisa saber, o único momento em que eu não sinto que estou perdendo a cabeça é quando estou falando com aquele imbecil!"

Pela segunda vez em tantos dias, ele percebeu que estava gritando sem nem ao menos notar.

Severus apenas fez uma careta desdenhosa. "Eu não sabia que 'conversar' incluía se embrenhar pela floresta ou – ou virar amiguinho do Potter, por qualquer razão! Merlin, Draco!"

"Do que você está falando?! Eu não sou... amigo dele!" ambos cuspiram a palavra como se fosse alguma coisa nojenta, o que, francamente, Draco achava que era – no que se referia a Potter, de qualquer forma. Agora ele simplesmente o encarava incrédulo. "Ele apenas estava na noite em que eu saí."

"Por que você estava lá fora, de qualquer forma?"

"Porque isso ajuda!" droga, ele pensou, percebendo que havia acabado de copiar as palavras de Lupin sem ter a intenção. "Eu não sei porquê, então não pergunte. Eu apenas fui." Ele se cortou com um resmungo irritado, e então franziu a testa. "Como você sabe sobre isso, de qualquer forma? Potter não teria lhe contado, e eu teria pensado que Lupin -."

"Você esquece que eu sou um Legilimente. Lupin não pode proteger seus pensamentos nem se sua vida depender disso. Isso é obvio..." ainda com raiva, ele se virou e voltou a seu caldeirão.

"Você – você espiou?!" Pergunta estúpida, ele pensou alguns segundos depois. Não era como se Severus não tivesse sido um espião por anos nem nada assim.

Sem se virar, seu padrinho perguntou amargamente. "E eu suponho que você esteja gostando de seu lugar na Armada Dumbledore?"

"Isso é mais alguma coisa que você roubou da mente de alguém?" O sonserino retrucou. Não era uma idéia que ele repudiasse – como teria sido se ele tivesse mais moral – mas ele não gostava de saber que Severus tinha tantas informações a seu respeito.

"Não, isso foi algo que Dumbledore se dignou a dividir comigo. Ele também me contou sobre a maldição que você lançou – algo que você não fez. Ela me pareceu bastante familiar, devo acrescentar."

Draco enrubesceu. Não, ele nunca contou a Severus sobre o que aconteceu, embora devesse ter esperado que ele ouvisse sobre isso eventualmente. E não havia nenhuma maneira de ele não reconhecer a maldição. Ele a inventou, afinal de contas.

"Foi um acidente." Ele murmurou em vaga justificação.

"Eu ouvi." Foi a resposta seca, nada impressionada. "Idiota irresponsável. Isso é tudo o que você precisa na sua ficha. Não apenas um lobisomem, não apenas um Malfoy, o assassino do Garoto Que Sobreviveu. Iria completar a imagem, não é?"

Draco encarou as costas do outro homem exasperado. "Ele não está morto."

"Ele poderia estar." Severus cuspiu, antes de parar com um rápido suspiro, vendo-os entrar em outra discussão. "Draco, talvez fosse melhor se você voltasse em outra hora, quando nós dois estivermos com o humor melhor." Ainda assim, ele não se virou para olhar seu afilhado, e por um tempo houve um longo silêncio. Então, alguns passos e uma batida da porta com força o suficiente para perturbar a superfície de sua poção.

Por dentro, ele podia admitir que não estava sendo muito racional. Numa hora, brigando com o sonserino por azarar Potter, e na outra, furioso porque Draco o estava tolerando. Era Lupin que ele culpava, em Lupin que isso tudo terminava.

Como ele desprezava aquele homem...


Comentarios das Malfoy-Moraine (ou, Quando a loba sai, a familia faz a festa... ¬¬`):

Nanda: Lari vc é uma vacaaaa, mas eu te amo assim mesmo...

Cy: u_u

Nanda: Ui... Mal aê!

Cy: Coooooooooooooooy!!! Você viu isso, né? u.ú

Nanda: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Por que essas coisas sempre acontecem comigo?

Coy: O_O

Cy: XDDDDDD

Nanda: Mas a culpa não é minha... As janelas ficam se movendo sozinhas. O pior de todos foi eu mandar pro meu irmão uma parte de uma fic perva... Tipo colar e mandar, sabe?

Foi pra ele. Que vergonha.

Cy: O_O O q ele disse?

Nanda: "tem certeza que isso era pra mim?"

Eu: "annn ...não."

Coy: Tipo... eu me distraio com os gêmeos e o Draco e você já vai me traindo com uma talzinha de Lari que nem tem nome tão interessante assim???

ahuahuahauhuahua

Nanda: ohhhh eu não estava te traindo meu amor

*rosna pra Cy*

Coy: Não... claro que não... e quem é que voce ama, heim???

Cy: Hey, rosna pra mim, não! u.ú

Nanda: Eu só disse que a amo pra ela me dar mais capítulos! Mas eu chamei ela de vaca!

Coy: Sei... ¬.¬

Nanda: E segundo a Ly... esse é um xingamento e tanto... u.u

Coy: Vaca é sagrada na índia... se a menina é budista isso é um elogio! E eu gosto de vacas! elas tem a bunda gorda... ò_ó

Cy: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Nanda: *pega a marida e leva pra cama, beija o pescoço...vai descendo e faz ela esquecer que sabe falar*

Coy: *ronronando e sossovando no ouvido da Nandinha e esquecendo quyejkafjhsjbgmb kel wjs gk, smlç do*

(esquecendo que sabe escrever*)

Cy: OMFG!!!!! O____________________________________________________O

EU TÔ AQUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!!!!!!!!!!

Nanda: Ah...é verdade *se ajeita*

Coloca a blusa, Coy...


Notas das Tradutoras:

Nossa! Ja estamos no capitulo 20! \o/

Passou rapido, né?

E voces viram que o Draco ja ta até defendendo o Lupin??? Daqui a pouco ja vai até ta chamando ele de 'papai'...

Beijos a todos que nos acompanham e lembrando que por favor, quando forem deixar um review, loguem ou deixem um email para respostas...

Ly e Cy