Antes da fic, leiam os avisos, por favor. ;)

Autora: Sakuri

Tradutora: Lycanrai Moraine

Revisão: Cy Malfoy e Lycanrai Moraine

Betagem: Nanda Malfoy

Pares: Draco e Harry; Snape e Lupin

Classificação: M

Disclaimer da autora: Eu não possuo nada nem ninguém.

Disclaimer das tradutoras: Nada aqui nos pertence, nem Harry Potter, nem essa historia. Harry Potter é da JK e essa historia é da Sakuri. Nós apenas a estamos traduzindo com a permissão da autora.

Avisos: SLASH! Relacionamento entre dois homens. Não gosta, não leia. Mas se gosta, aproveite.

Notas: Werewolf!Draco


Capítulo 22: Amigos, nunca!

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Draco se moveu brevemente ao acordar, se esticando por entre os confortáveis cobertores quentes. Junto com ele, algo mais se moveu.

A cobra de estimação de Potter, ele descobriu, tinha o hábito irritante de ser atraída por calor corporal. Essa não era a primeira manhã em que ele acordava para encontrá-la enrolada sobre seu estômago. Girando os olhos, ele tirou a criatura de sua barriga e ela caiu numa bagunça deselegante sobre a cama, sibilando furiosamente. Ele já havia saído antes que ela pudesse pensar em morder.

Ele bocejou e caminhou para o chuveiro. Pelo menos, a coisa estava se mostrando um hóspede de custos bem baixos. Ela era muito pequena para comer ratos, o que deixaria uma bagunça, então às vezes ele transfigurava um pedaço de gaze em alguns grilos e a deixava caçando os insetos enquanto ia para a aula. Quando ele voltava, seus aposentos estavam incrivelmente silenciosos novamente.

O dono grifinório estava se mostrando um problema bem maior. Quanta ingenuidade, Draco pensou, que ele tivesse esperado que Potter fosse do tipo grudento. Ele havia estado lá todos os dias dessa maldita semana apenas para ver a maldita cobra. Então ele sentava, às vezes por horas, falando com ela naquela linguagem estranha deles que não fazia o sonserino estremecer...

No começo, Draco havia entregado a criatura e desdenhosamente fechado o retrato. Mas então ele percebeu que Potter não estava indo embora depois de sua rejeição. O babaca sentava no corredor bem em frente ao seu quarto, apenas quebrando sua conversa para rir ou, ocasionalmente, falar com Lilith. Percebendo que Potter estava apenas chamando toda a atenção errada – de sonserinos que sabiam exatamente onde seu novo quarto era – Draco relutantemente cedeu, e deixou o grifinório entrar para suas visitas. Eles não falavam – afinal de contas, eles não eram amigos, não importava o que Severus pensasse – e várias vezes, Draco se viu saindo de seu próprio quarto em busca de companhia, enquanto Potter continuava no sofá, sibilando.

O sonserino também havia encontrado uma explicação razoável para seu momento de insanidade, que o havia posto nessa situação ridícula. Era o feitiço de obediência de Dumbledore. Tinha que ser. Assim como os termos de seu acordo diziam, ele se sentiria compelido a oferecer sua ajuda porque ele podia ajudar, e então tinha que fazer isso.

Não havia nenhuma outra explicação.

O banho lhe deu o alívio morno usual, mas dessa vez impediu-se de se masturbar. Iria precisar de toda essa tensão e adrenalina para a partida marcada para dali a algumas horas contra a Corvinal. Chang era uma boa apanhadora, agora que ela havia finalmente parado de chorar a cada cinco minutos, e ela tinha uma má reputação entre as outras casas. Ele não planejava subestimá-la.

oOo

"Que horas são?" Ron perguntou.

Harry checou seu relógio. "Onze e meia."

O ruivo riu e pareceu ansioso, enfiando outra torrada amanteigada na boca antes de se levantar. "Nós devíamos ir logo, vamos nos atrasar."

"Não é muito a sua cara ser pontual." Hermione comentou, olhando para ele.

Harry riu. "É, mas isso é Quadribol. É diferente." Ele cobriu um bocejo e se levantou para seguir Ron.

Hermione suspirou e rapidamente colocou um livro sob o braço para se apressar atrás deles. "Nem mesmo é como se a Grifinória estivesse jogando, Ron. Eu não vejo o porquê dessa euforia."

"Não, mas é uma chance de ver Malfoy levar um chute na bunda. Cho é uma jogadora brilhante. De jeito nenhum ela vai perder para aquele imbecil."

Automaticamente, Harry abriu a boca para dar sua opinião, então quase engasgou tentando se impedir. Ok, então agora não era um bom momento para recomeçar a discussão recorrente sobre Malfoy dizendo que ele na verdade achava que o Sonserino era um jogador melhor. Ron havia se tornado mais venenoso do que nunca quando lembrado da existência do loiro, como se tentasse convencer Harry de todas as razões pelas quais eles o odiavam. Harry não tinha certeza de como reagir a isso. Mesmo que ele tivesse um bom relacionamento com o lobisomem, mesmo agora, ele desconfortavelmente sabia que não havia mais aquele mesmo rancor entre eles. Ele pode ter achado que isso vinha apenas de seu lado, mas tinha quase certeza de que Malfoy não o deixaria nem perto de seus aposentos no ano anterior, muito menos confiar nele para ficar lá sozinho. Além disso, o sonserino havia se mostrado capaz de ser civilizado quando eles estavam sozinhos – algo do qual Harry teria rido apenas meses atrás. E então tiveram as noites de lua cheia, que eram uma experiência totalmente diferente...

Ele só não sabia como fazer seus amigos verem tudo isso – ou mesmo se ele deveria tentar.

oOo

Ar frio passou por sua pele e bagunçou seus cabelos. Na luz forte e fria do sol, ele sabia que aquilo dava a impressão de que ele tinha um halo. Flexionando os dedos de sua mão livre, ele esperou impacientemente que as formalidades acabassem.

No centro do campo, Madame Hooch observava Marcus Flint e Roger Davies apertarem as mãos enquanto explicava as regras. O restante da Corvinal estava perfeitamente alinhado em frente a ele, espelhando as posições de seu próprio time. Ele olhou para Chang e viu com algum divertimento, que seus olhos escuros podiam ser tão frios quanto os seus próprios quando ela queria.

Então essa era a garota que ele ouviu que Potter gostava. Draco nunca havia realmente reparado nela antes desse momento, a não ser para às vezes mostrar desprezo pela sua reputação de chorona, além de lembrar vagamente que ela freqüentava as reuniões da AD. Ele supôs que ela era bonita, de uma maneira casual e ordinária, e ele sabia que ela era uma boa jogadora – boa, mas não brilhante. Ele teria imaginado que o Garoto de Ouro da Grifinória naturalmente se interessaria por alguém tão popular quanto ele, e é claro, eles acabariam sendo outro casal lendário de Hogwarts, como os pais de Potter ou mesmo os seus próprios.

"Montem suas vassouras!"

Voltando a prestar atenção, surpreso por ter conseguido se distrair para começo de conversa, ele jogou suas pernas sobre sua Nimbus 2005 – a vassoura mais nova que ele havia ganhado em casa, antes do início das aulas; provavelmente o último presente que ele receberia, a menos que Lucius o perdoasse. Seus olhos encontraram os de Chang e ele partiu os lábios numa expressão que alguém poderia tomar como um sorriso, se fosse cego.

O som agudo do apito de Hooch os fez se lançarem como foguetes no ar, acompanhados por uma onda de sons das arquibancadas.

Naquele momento, Draco não sabia que a onda de excitação e felicidade súbita que ele sentia todas as vezes que voava era incrivelmente similar à sensação que Harry experimentava. Das arquibancadas, no entanto, um certo grifinório o observa com a testa franzida. Harry preferia os dias em que ele podia encarar sem complicações, ao invés de perceber horríveis fatos íntimos sobre Draco.

"E começamos a partida!" Seamus falou de seu lugar na arquibancada. "Os batedores Crabbe e Goyle começaram surpreendente rápido – oh! Cuidado, Davies, quase te acertou ali. Goles com o artilheiro sonserino Warrington, para Montague, será que o goleiro da Covinal pode – não. Sonserina marca..."

Ron resmungou baixo e Harry girou os olhos em resposta.

"Parece que Malfoy e Chang estão mantendo os olhos um no outro. Eu ainda não consegui ver nenhum espaço entre eles!"

Um pouco exagerado, Draco pensou secamente. Mesmo assim, não se podia negar que ele e o outro apanhador estavam seguindo um ao outro. Ele moveu sua vassoura, mergulhando um pouco, e imediatamente ouviu o barulho de algo cruzando o ar quando Chang se moveu para ficar acima dele. Quando ela acelerou levemente, ele acompanhou seu passo, espiralando em torno da garota, se mostrando.

Enquanto isso, seus olhos vasculhavam o campo. Era um dia cinzento, o céu relutantemente deixava passar uma luz fraca que poderia refletir no pomo. Ele sentiu Chang fazendo o mesmo, mesmo enquanto ela tentava competir com ele, acelerando e virando em pleno ar. Ele a induziu de alguma maneira, ficando para trás quando ela tomou a liderança, girando em torno dela, ambos ganhando altura e descendo num padrão elegante.

"Corvinal marca novamente! 20 a 10 para eles!"

Ele franziu a testa, mas não prestou muita atenção. Ele normalmente se perdia na conta do placar quando estava voando, contando consigo mesmo para pegar o pomo e ganhar o jogo. Qualquer coisa além disso dificilmente importava.

Seus movimentos estavam quase se tornando preguiçosos enquanto ele executava outra volta no ar, momentaneamente de cabeça para baixo e amando o vento passando por seu cabelo e roupas. Ele saiu facilmente do movimento, esperando que Chang levantasse a sua esquerda, seguindo sua deixa. Ela não subiu.

Ela já havia se afastado e estava disparando na direção contrária.

Harry queria gritar – de preferência algo parecido com "Imbecil arrogante!" – mas se impediu. Honestamente! Malfoy era um idiota! Harry havia percebido a tática praticamente no mesmo instante em que Cho começou. Ela estava distraindo o sonserino, brincando com seu ego ao lhe dar essa chance de uma dramatização aérea.

E, sendo Malfoy, ele caiu direitinho. Segurou-se à dança para se mostrar e posar para uma audiência, sem perceber para o fato de que ela o deixava desatento, enquanto Cho esperou apenas pelo momento certo para perseguir o pomo e dar a si mesma uma boa vantagem.

A maioria dos torcedores estava agora vibrando, torcendo para Cho. Próximo a ele, Ron estava gritando como um louco, agitando o punho no ar. Malfoy parecia furioso enquanto mergulhava atrás dela, deitado sobre a vassoura. Harry apertou as mãos, de olhos arregalados, fascinado.

"E Chang está na frente! Joguinho sujo o dela – me lembrem de tentar. Ainda assim, Malfoy está se aproximando rápido, agora que ele finalmente percebeu. Oh, essa pode passar perto..."

Cale a boca, Finnegan, Draco xingou mentalmente. Idiota.

Ele estava junto ao cabo da vassoura da apanhadora, e podia ver o pomo à frente. Ela já estava se adiantando para pegá-lo. Desesperado, ele aumentou a velocidade e espiralou por cima dela, voando de cabeça para baixo, encarando-a.

Assustada, ela desviou o olhar para ele, esperando alguma trapaça. Sem pensar, ele rosnou, e viu a expressão dela mudar. Ela hesitou no momento fatal, e subitamente o pomo havia descido, fora do alcance de ambos.

Ele saiu de cima dela instantaneamente, virando para ir atrás dele, não se permitindo pensar no que ela pôde ter visto.

(Presas?)

(Olhos lupinos?)

E ao invés disso, se concentrando na tarefa que tinha que fazer. Ele não a deixaria lhe manipular de novo.

"Oh! O que aconteceu ali?! Nada que esse locutor pudesse ver, apenas que Chang... perdeu o pomo! E lá vão eles novamente, Malfoy tem a liderança dessa vez..."

Harry se viu de pé ao lado de Ron, ansiedade irradiando dele. O que o sonserino havia acabado de fazer?! Certamente ele não seria estúpido o suficiente para... Não por um jogo...

Desviando rapidamente os olhos da partida, Harry se virou para a arquibancada dos professores e se viu olhando diretamente para Snape. Estranho, que eles tivessem um momento de tanta clareza e concordância, mas Harry de repente descobriu que suas suspeitas estavam confirmadas no olhar furioso do professor.

Sim. Malfoy era um idiota.

"Corvinal agora tem 50 pontos de vantagem, mas nada disso vai importar se Chang não pegar o pomo antes do apanhador da sonserina!"

Draco cerrou os dentes e ignorou o barulho da multidão e do vento. Seu ar foi tirado, pego em sua garganta e forçado para fora pelo momento. Ele estava disparado, apertado tão forte contra sua vassoura que suspeitava que teria um machucado cruzando seu peito quando isso acabasse. Mas estava funcionando. Ele estava ganhando.

A pequena bola dourada desceu e desceu até que estivesse apenas centímetros sobre o solo e então virou para o lado. Draco a seguiu, conseguindo fazer uma curva tão apertada que os torcedores gritaram. Ele pensou nisso arrogantemente, e se perguntou se Potter estava entre eles.

Não. Foco. Ele se recusava a perder para Cho Chang. Ele voava melhor, era melhor jogador, melhor bruxo. Ele merecia ganhar! Que a vaca havia pensado em enganá-lo...! Bem, isso apenas mostrou que ela estava com medo dele, como deveria ter.

Para qual deles Potter estava torcendo? Para a ex, provavelmente, ele pensou com uma careta. Maldito bastardo grifinório!

Sua raiva havia surgido de lugar nenhum, e surpreendeu até mesmo a ele. Mas agora, não havia tempo para questionar sua origem, apenas a oportunidade de usá-la como combustível, coisa que ele fez prontamente. Sua Nimbus acelerou para uma velocidade impossível assim que Chang conseguiu diminuir a distância entre eles, e então ele estava esticando a mão, impaciente e desafiador, se atirando ao prêmio dourado a sua frente antes de virar para cima, silencioso em sua vitória.

Levou longos momentos para os espectadores e jogadores perceberem que havia acabado. Finnegan ainda estava anunciando o placar quando parou, no meio de uma frase, e disse incerto. "Oh... e a Sonserina acaba de vencer..."

Então, finalmente, vieram as reações. Barulho surgiu das arquibancadas, extasiado de um lado, amargamente desapontado do outro. Ele riu e olhou na direção da Grifinória, tirando um momento para olhar com superioridade para Weasley, e então piscar com um pouco de surpresa.

Potter estava sorrindo.

oOo

Ron escrevia freneticamente em um pedaço de papel, levantando uma mão e presumivelmente contando nos dedos. Então ele fez uma careta, soltando a pena suja de tinta e olhando para Harry.

"Você percebeu que estamos empatados com a Sonserina?"

Harry deu de ombros, levantando os olhos do trabalho de Poções que ele estava tentando escrever. "Só tiveram dois jogos, Ron."

"É, mas eu acabei de ver as programações. O próximo jogo vai ser Sonserina contra a Lufa-lufa - e você sabe como eles são! Eles provavelmente vão estar tão assustados que vão simplesmente entregar a goles!"

Hermione fez um som de reprimenda. "Ron! Isso é injusto e você sabe."

"Eu só estou sendo realista." Ele resmungou. "A Sonserina vai ter um aumento imenso nos pontos, então isso significa que vamos ter que fazer o mesmo quando enfrentarmos a Corvinal."

Distraído, Harry riscou a última linha que havia escrito. "Isso é fácil"

"O que significa," o ruivo continuou, cuidadosamente, olhando seu amigo, "que nós provavelmente vamos estar empatados quando a Grifinória enfrentar a Sonserina no fim do ano..."

Harry não reagiu. Surpreendentemente o suficiente, ele já havia estudado o programa de Quadribol, e sabia perfeitamente bem que a taça das casas provavelmente dependeria dele vencendo Malfoy. Ele assentiu distraidamente, e então olhou para Hermione. "Qual é o tamanho que esse trabalho tem que ter mesmo?"

Ele não tinha certeza, mas achava que a tinha visto rir, antes de se lançar em um discurso sobre os requisitos que Slughorn havia pedido.

Ron, nesse meio tempo, lutava para ganhar a atenção. "Não se preocupe, parceiro. Você vai fazê-lo cair no chão. Sempre faz."

Harry deu um meio sorriso e pensou na partida que eles haviam assistido mais cedo. Ele não tinha tanta certeza. Malfoy havia definitivamente melhorado desde o ano passado. Isso estava óbvio pelos truques que ele fez no começo da partida, e depois, quando ele havia sido forçado a consertar seu erro com pura habilidade. Harry tinha certeza de que ele ia cair quando fez aquele mergulho, mas ele esteve em perfeito controle o tempo todo.

Ele sacudiu a cabeça. "Não sei. Ele parecia estar muito bem hoje."

Ele não havia esperado que o temperamento de Ron explodisse em resposta a um comentário tão casual.

"Harry, pelo amor de Deus!" sua indignação chamou a atenção da maioria da Sala Comunal, para desgosto de Harry. Ele agradeceu internamente a Hermione quando ela rapidamente lançou um feitiço de silêncio ao redor deles. "O que diabos está acontecendo?! Não pense que eu não te vi quando ele ganhou hoje! Você... você e Malfoy são amigos de repente?"

"Eu... Ron, por Deus... isso não é..." Ele gaguejou com indignação e raiva, engasgando nas emoções enquanto lutava para encontrar uma resposta.

Hermione se colocou entre os dois antes que ele pudesse encontrar seu pé e realmente começar uma briga. "Ron, sente-se." Por um momento pareceu que ele fosse desafiá-la, mas Harry suspeitava que ela estivesse tendo aulas com a Senhora Weasley, e um olhar áspero da bruxa o fez voltar a sua poltrona. "Isso é ridículo, os dois. Parem de começar brigas onde não existem."

"Mas-."

Ela se inclinou para frente para sibilar para o ruivo "Você não reparou que nós praticamente não tivemos mais problemas com Malfoy – e com o resto dos sonserinos – desde que Harry começou a falar com ele?"

"O feitiço de Dumbledore." Ron insistiu teimosamente.

"Não, não é." Ela sacudiu a cabeça. Até mesmo Harry ouvia atentamente agora, admitindo para si mesmo que ele não havia realmente percebido a mudança. "Eu não sei sobre você, mas eu não tenho sido chamada de nada mais ofensivo do que 'Granger' nos últimos dois meses. O feitiço de Dumbledore certamente não incluía isso. Ele até mesmo parou de atormentar o Professor Lupin."

Harry se encostou na cadeira rapidamente. Era verdade? Sim, ele supunha que era. Remus parecia constantemente no limite de ter um ataque nervoso no começo do ano, especialmente quando Malfoy estava por perto, uma concentração ambulante de amargura e raiva. Pensando nisso agora, ele tinha que admitir que os dois tinham se acalmado, mesmo na presença um do outro.

Ron escarneceu. "O que você está dizendo? Você acha que isso é uma boa idéia? Deixe eu te lembrar que é o Malfoy."

"O que eu estou dizendo é que talvez Harry esteja certo sobre ele poder ser útil. A AD é só um exemplo. Olhe o quão mais fácil ficou a nossa vida."

Eles não faziam idéia de metade da história, Harry pensou consigo mesmo. Havia Vanima, por um lado, e as noites de lua cheia...

Ron sacudiu a cabeça e levantou. "Eu não acredito nisso, mas se ninguém quer ouvir..." ele se afastou raivoso e foi para o dormitório masculino.

Hermione o olhou. "Ele vai mudar de idéia. Eu acho que ele está com um pouco de ciúmes, para ser honesta."

"Do quê?" O moreno perguntou incrédulo.

Ela fez um gesto vago e amplo. "Ele pensa que você está virando amigo dele, Harry, e você sabe o quão cruel Malfoy sempre foi para Ron em particular. Ele... Eu acho que ele está com medo que... bem-."

"Que eu comece a tratá-lo da mesma forma que Malfoy faz? Isso é ridículo."

"Eu sei disso. É para o Ron que você tem que dizer."

Harry fechou a cara e voltou a olhar para seu trabalho. "Eu não vou ficar correndo atrás dele." Ele disse. "Se ele não me conhece bem o suficiente para saber disso, pra que vou perder meu tempo?"

"Você não quer dizer isso..."

Ele suspirou. Não, é claro que ele não queria. Mas ele ainda não iria ficar por ai correndo atrás das pessoas para assegurá-las.

"De qualquer forma," ele disse asperamente após algum tempo. "Eu não sou amigo do Malfoy. Não vejo com o que ele está preocupado." E eles não eram amigos, ele disse a si mesmo firmemente. Eles eram... aliados. Nada mais.

Não, nunca algo a mais, tirando o fato de que ambos sabiam mais segredos do que Harry se sentia confortável, ou o fato de que eles haviam acordado juntos em mais de uma ocasião, ou mesmo o fato de que O Sonho havia reaparecido em mais umas duas noites essa semana. Não. Não eram amigos. De jeito nenhum.

Hermione o estava encarando de um jeito de quem sabia das coisas horríveis, então ele se escondeu atrás de seu trabalho de Poções, distraindo-a com uma pergunta sobre as propriedades da crina de unicórnio.

Continua...


Notas das Tradutoras: Olá, pessoal! Como foram de Carnaval?

Ly e eu estávamos fazendo nossa segunda lua de mel em Salvador, no meio do Olodum, então perdoem a falta de cap da semana passada, ok? ^^

Ta aí um capítulo novinho e lindo pra vocês, aproveitem!

Até a próxima semana, slashers!

Beijos.

Cy e Ly.