Antes da fic, leiam os avisos, por favor. ;)

Autora: Sakuri

Tradutora: Lycanrai Moraine

Revisão: Cy Malfoy e Lycanrai Moraine

Betagem: Nanda Malfoy

Pares: Draco e Harry; Snape e Lupin

Classificação: M

Disclaimer da autora: Eu não possuo nada nem ninguém.

Disclaimer das tradutoras: Nada aqui nos pertence, nem Harry Potter, nem essa historia. Harry Potter é da JK e essa historia é da Sakuri. Nós apenas a estamos traduzindo com a permissão da autora.

Avisos: SLASH! Relacionamento entre dois homens. Não gosta, não leia. Mas se gosta, aproveite.

Notas: Werewolf!Draco


Capítulo 25: Em Dúvida

oOo

Algo estava muito, muito errado, e Draco sabia disso. No entanto, ele não conseguia dizer exatamente o que era. A sensação vinha simplesmente de incidentes dos últimos dias que ficaram presos de maneira errada em sua mente, sendo incomuns, irritantes ou nada mais do que um pouco embaraçosos.

Ele sentou em sua mesa enquanto pensava nessas coisas, distraidamente correndo seus dedos pelas curvas escuras do corpo de Vanima, que estava enrolada perto de sua mão direita sobre o trabalho que ele supostamente deveria estar terminando. Ela se esticou e o olhou com olhos vazios, sibilando baixo e o fazendo imaginar o que ela estaria falando. Ele queria que Potter estivesse ali, então ele poderia -.

Ah! Ali! Bem ali! Draco fez uma careta perplexa e retirou sua mão rapidamente de perto da cobra. Desde quando ele se permitia pensar essa frase sob qualquer circunstância?! Não. Ele não queria que Potter estivesse ali. Ele nunca desejou isso, e certamente era um sacrifício quando o imbecil estava. Ele certamente nunca havia iniciado uma conversa civilizada e casual perguntando o que o maldito bicho de estimação do outro estava dizendo!

Era ainda outra coisa fundamentalmente errada que Draco estivesse começando a perceber, e se perguntando por que não havia visto isso antes.

Por que ele havia ao menos se oferecido para ficar com a criatura? Ele não podia imaginar alguma coisa tão fora do normal para si mesmo, se tentasse. Ele não gostava do Potter, ou de seu sentimentalismo ridículo sobre uma cobra conjurada. Além disso, ele parecia pronto para soltá-la na floresta se tivesse um pequeno incentivo. Não era sua responsabilidade ficar com ela – então por que ele ofereceu?!

E na outra noite! O que diabos foi aquilo?! Draco ainda não podia aceitar muito bem a memória de que, com a sugestão de Potter de voltar a dormir em sua posição entrelaçada, ele havia obedecido. Não! E por que a presença amaldiçoada no fundo de sua mente tinha concordado tão fortemente? Aquilo era errado e Draco sabia.

E também não acabava com esses dois exemplos. Esses eram apenas os que apareceram mais facilmente em sua mente. Mas, pensando nisso, teve mais de uma ocasião em que ele se encontrou consentindo com alguma sugestão menos feita pelo Grifinório, mesmo que, no ano anterior, ele teria recusado por simples costume.

Não era amizade. Ele sabia que não era, apesar de a idéia não o assustar tanto quanto poderia ter feito. Ele não era tão complacente nem com Pansy e Blaise.

Potter não lançaria um Imperio, ele tinha certeza. O Salvador do Mundo Bruxo era nobre demais para isso. Além do mais, haviam outros sintomas que ele tinha certeza que não eram efeitos da Imperdoável.

Ele estava ficando... distraído. Não, essa não era a palavra certa. Ele estava ficando… ficando…

Obcecado. Viciado, até.

A princípio ele não havia percebido. E depois ele simplesmente se recusou a prestar atenção em qualquer coisa relacionada. Agora era impossível de se ignorar. Se eles estavam juntos no mesmo quarto, ele se via constantemente consciente dos movimentos do outro. Podia estar tendo uma conversa perfeitamente normal com Blaise, e ainda assim alguma parte de seu cérebro estava dedicada a reparar que Potter havia acabado de entrar no Salão Principal, e estava agora se sentando à mesa da Grifinória, e agora pegando a manteiga enquanto conversava com Granger. Esses pequenos fatos irrelevantes e estúpidos estavam deixando Draco louco. Houve um tempo – oh, como ele sentia falta daquele tempo – em que ele teria ficado extasiado em esquecer completamente a existência do imbecil. Agora, no entanto, ele ficava nervoso todas as vezes em que Potter deixava um cômodo sem percebê-lo.

Quando eles estavam sozinhos era pior. Sentidos lupinos corriam por Draco nesses momentos e ele ficava dominado pelo simples cheiro do outro garoto. Nunca havia nada de estranho nele – nenhuma colônia ou gel de cabelo, ou qualquer outro produto. Sempre, ele era limpo e natural, e tão puramente Harry. O sonserino estava viciado nele, e subjugado por ele, e, bom Merlin, será que já houve algo tão errado?!

Draco soltou um bufo irritado e enterrou a cabeça nas mãos. A frustração cresceu em seu interior e ele se perguntou, brevemente, se iria chorar.

Não, por Deus! Ele não era tão fraco. Ainda.

Esses pensamentos o estavam atormentando desde a semana da lua cheia, e hoje já era terça-feira. Eventualmente, ele encontrou uma explicação que fizesse sentido de alguma forma, mesmo que o simples pensamento o deixasse doente de raiva. Isso, ele tinha certeza, tinha que ser o resultado do feitiço do Diretor. Embora o homem tenha feito parecer razoável na época, deve ter havido alguma amarração que fazia com que Draco agisse como o maldito escravo do Potter. Isso não estava ajudando apenas quando era necessário. Isso era... submissão. Submissão obrigatória, a propósito.

Ele se sentiu subtamente impotente. E mesmo que esse pensamento fizesse suas bochechas queimarem em vergonha, era a única explicação na qual ele conseguia pensar. Ele não iria até Dumbledore e se fazer de tolo, gritando e reclamando em protesto, quando não havia nenhuma maneira de desfazer seu juramento de lealdade e servidão, de qualquer forma. Ele não podia ir até Severus. Ele simplesmente... nao podia. Severus, acima de todas as coisas, desprezava fraqueza. Admitir isso…

Não, seu padrinho não seria nenhuma fonte de ajuda agora. Não nesse caso.

E quanto a Lupin? Surpreso consigo mesmo, Draco realmente se apoiou na idéia. O homem seria contra essa compulsão, ele era grifinório demais e se sentia culpado o suficiente para ajudar. E, se por nada mais, Lupin entendia de fraquezas...

Mas não. O lobisomem já não tinha poder sobre ele? Sonserino até o ultimo fio de cabelo, Draco não iria, por vontade própria, dar-lhe ainda mais.

Não ainda, de qualquer forma. Não até que ele ficasse desesperado.

oOo

"Legilimens!"

Severus ouviu o outro homem engasgar antes que o mundo físico desaparecesse e o mundo mental de outra pessoa se fechasse ao seu redor. Ele estava se acostumando com a mente de Lupin, admitiu. Novamente, a defesa ridícula que o homem havia criado em sua primeira sessão voltou a aparecer, protegendo, pelo menos, os pensamentos assustados que ele havia mostrado da última vez.

Lupin pensou em cores. Azul, principalmente. Exasperado, Severus lutou para se retirar do mar de cores que, surpreendentemente, conseguiu esconder os pensamentos que o Legilimente tinha achado tão interessantes na outra vez. Ele supôs que poderia encontrá-los, se realmente quisesse, mas o esforço apenas deixaria ambos com dor de cabeça.

Desanimado, ele se afundou mais, seguindo os caminhos agora familiares para as partes mais sombrias da mente de Lupin. Como sempre, a presença do lobo nunca estava muito longe. Ele achou que podia ouvi-lo rosnar raivosamente, batendo suas mandíbulas nas sombras que o circundavam conforme ele avançava.

Severus disse a si mesmo que estava sendo irracional. Nesse mundo, os sentidos, como ele os conhecia, não funcionavam. Não havia visão ou som ou cheiro, apenas percepção. Ele estava pensando no lobo como uma coisa física, portanto ele estava agindo como tal.

Ainda assim, era fácil se distrair. Lupin acreditava que ele havia parado de caçar memórias e pensamentos durante essas sessões. A verdade era que Severus estava apenas mais sutil agora.

A primeira que ele tinha arrancado da mente do lobo havia sido um erro. Em algum nível, ele agora podia admitir isso. Na verdade, suas ações haviam sido rudes e grosseiras. De fato, muito mais parecido com algo que um grifinório fosse fazer: explodir em uma situação delicada por raiva.

Desde então, Severus havia contentemente retornado para sua atitude sonserina, se arrependendo de seu breve lapso.

Agora, enquanto passeava pela mente de Lupin, ele delicadamente pegava os fios dourados que conectavam os pensamentos, seu toque tão leve que eles não se moviam e alertavam o outro homem. Um conhecimento e memórias estranhas o preencheram e foram guardados em sua própria mente, para serem observados depois. Ele não ousava parar para observá-las agora, arriscando que o lobisomem percebesse o que ele estava fazendo e que mais uma vez eles começassem a discutir ou – uma coisa que estava começando a acontecer com uma freqüência bem grande – brigassem fisicamente.

Ele não tinha certeza do porquê estava tão focado na invasão de privacidade. Talvez fosse sua segunda natureza enraizada de espionar alguém, não importava quem a pessoa fosse. E toda essa situação lhe deu a oportunidade perfeita. Talvez fosse apenas porque esse era Lupin, e, se ele fosse honesto consigo mesmo, ele sempre manteve uma fascinação curiosa pelo outro homem, não teve?

Então ele continuou, indo para a fortaleza de Oclumência que ele estava construindo no centro da outra mente. Conforme se aproximava, tentou chamar à mente o nome 'Lupin', como sempre fazia, mas não conseguiu. Aqui, onde a intimidade era impossível de se evitar, podia apenas dizer Remus.

Severus sempre tinha achado os fios dourados muito parecidos com teias de aranha. Ele havia escolhido o centro, onde os fios se espiralavam em todas as direções possíveis, para fazer a base das defesas de Lupin, fazendo-as em torno dos círculos concêntricos que conectavam e protegiam os pensamentos originais.

Voltando ao trabalho como se nunca o tivesse parado, ele criava magia de lugar nenhum, ou às vezes de sua própria mente, antes de fazê-la parte da teia. Adicionou mais e mais falsas memórias aonde quer que pudesse, adicionando amargura e ressentimento na bagunça natural de emoções. Nada, é claro, era deixado de lado. Essa seria a maior armadilha para se escapar. Ele tinha que ser sutil, exagerando o que já estava presente, não importava o quão insignificante fosse. Uma mágoa oculta seria mais convincente do que completo e transparente ódio por Potter.

Conforme trabalhava, ele começou a examinar as memórias roubadas de Remus, que já haviam virado parte de sua própria mente e não tocariam nenhum alarme na cabeça do lobisomem.

Era como olhar memórias em uma penseira. Histórias passavam em terceira pessoa em sua cabeça, com ele mesmo nunca sendo realmente uma parte delas, e sim apenas um mero expctador.

Ele passou rapidamente pelas imagens menos interessantes, vendo o lobisomem tomando café da manhã sozinho, marcando papéis, olhando uma tempestade de raios que caia sobre o lago, ensinando na beira da floresta, falando com Draco na primeira noite em que o sonserino foi até ele –

Bem, isso era interessante. Nunca se descuidando de sua Oclumência, Snape começou a examinar aquela memória um pouco mais de perto. Surpreso, ele viu seu afilhado gritar e se rebelar contra a maldição que o prendia, tremendo em uma angústia indigna. Eu não consigo, eu não consigo fazer nada! Está tomando o controle! A cada cinco minutos eu quero matar alguma coisa!

Draco realmente tinha dito isso? Lentamente, um alarme frio o preencheu – e algo mais, alguma realização que ele ainda não queria admitir.

A memória continuou, implacável. É mais forte do que eu! Veio o suspiro aterrorizado de Draco, enquanto Remus tentava desesperadamente confortá-lo. E então o garoto estava chorando, tão vulnerável naquele momento que Severus fez tudo o que podia para não congelar em seu trabalho, tão grande era seu choque com a cena.

Ele se lembrou de suas próprias acusações, feitas durante a discussão entre ele e seu afilhado algumas semanas antes. O que aconteceu com lutar contra isso?

E a resposta de Draco. Eu tentei lutar contra isso, e ignorar – e não funcionou! Você nem ao menos viu o que estava fazendo comigo!

Ele não tinha se importado em ver, tinha? Preso em seu próprio drama de ser descoberto e caçado, e nunca querendo realmente confrontar a realidade quando tinha a ver com a condição do garoto, havia sido conveniente ignorar o que estava acontecendo ao seu redor. Além disso... ignorar isso significava nunca ter que aceitar que Lupin – Remus – havia na verdade ajudado Draco, e de uma maneira que ele, Severus, não era capaz de fazer.

Ele se ocupou então em criar novas linhas de pensamentos e Oclumência juntos, mas rapidamente se recuperou enquanto sua mente corria.

Sim, verdade, o bastardo ainda havia causado todo o problema em primeiro lugar, mas pelo menos ele não tinha virado as costas depois. O Mestre de Poções conheceu homens – homens ifneriores, ele supôs que tinha que admitir isso – que teriam fugido ao invés de encarar conseqüências como Draco.

Ele ainda não estava pronto para mudar sua opinião sobre o homem – nem perto de estar pronto para isso – mas...

Ele puxou outras memórias que havia roubado com novo interesse, procurando as que mostravam um Remus Lupin adolescente durante seus anos de Hogwarts. Ele sabia que o homem tinha que ter mudado em alguma coisa no caminho. Mesmo que ele, de alguma forma, tenha ganhado força para arcar com a responsabilidade de seus atos agora, ele não tinha essa força naquela época, Severus tinha certeza. Lu- Remus era um pequeno covarde, naquele tempo.

Ele observou enquanto o lobisomem, mais jovem, passava por um dia normal de aula, silenciosamente escrevendo ou lendo enquanto seus três amigos brincavam barulhentamente ao fundo de sua vida. Sim, aquilo encaixava com as memórias de Severus da época. Ele podia apenas imaginar o garoto sentado sob uma árvore com um livro, meramente existindo. Remus sempre havia estado excluído o tanto quanto possível, ele lembrou.

Lily Evans apareceu algumas vezes enquanto as lembranças passavam, mas ele se apressou por aquelas imagens como um vídeo trouxa sendo passado rápido. Sentiu a vontade de fazer o mesmo quando James Potter apareceu, mas ele estava interessado em ver as dinâmicas do grupo que haviam circundado o lobisomem na época, e como ele havia reagido.

Em sua mente, ele começou a ouvir a partes aleatórias de conversas que se passavam durante sua jornada pelos pensamentos de Lupin.

"Hey, que resposta você colocou na número dois?" Potter perguntou, se apoiando sobre a carteira para espiar o pergaminho do lobisomem.

"Não é da sua conta." veio a resposta rápida enquanto o pergaminho era retirado.

"Não seja tão chato, Moony. Você vai estar tão ruim quanto o seboso um dia desses." Arrogante como sempre. James Potter indicou com o queixo a frente da classe de Poções onde eles estavam, e Severus viu sua própria forma adolescente se encolher protetoramente sobre seu próprio pergaminho, sozinho e escrevendo rapidamente.

Uma careta cruzou o rosto de Remus, escurecendo os olhos âmbar para marrom. "Você disse que não o chamaria assim -."

"Não disse não. Mas não é o ponto, de qualquer forma. Vamos, me dê seu pergaminho."Ele fez um gesto na direção do trabalho, mas o grifinório menor o escondeu atrás de suas costas, fora de alcance, parecendo irritado.

Outra visão interessante, Severus decidiu. Ele não sabia que os Marotos eram nada além de bem organizados, uma unidade que funcionava perfeitamente, muito como o atual Trio de Ouro.

Talvez ele estivesse vendo coisas de mais na interação rápida, de qualquer forma.

"Remus." Potter continuou, sua voz mostrando sua mudança de atitude, de divertido para irritado. "Não comece com isso de novo. Você está sempre de mau-humor nos últimos tempos -."

"Não estou!" Com a explosão indignada, outro de seu pequeno grupo – o traidor, Pettigrew – olhou preocupadamente para eles. Black não estava ali, e como Pettigrew era covarde demais para se atrever a interromper uma discussão, parecia que os temperamentos de Potter e Remus estavam prestes a levar a melhor sobre eles. "Eu só preferia não ver você virar um... um valentão implicante, James-."

"Oh, isso não é sobre o Seboso, de novo!"

"Eu -."

Outra figura entrou na memória, na forma de Black. Ele se adiantou, atrás do par que discutia, provavelmente tendo acabado de chegar atrasado para a aula, e imediatamente percebendo a situação.

Ele deixou uma mão cair casualmente no ombro do lobisomem. "Hey! Moony, calma, tudo bem?"

Remus piscou para ele, parecendo chocado em obedecer por sua chegada súbita.

"Agora," Black continuou, casualmente se sentando entre os outros dois, "vamos dar uma olhada naquelas questões, ok?" Sem esperar por uma resposta, o garoto rapidamente pegou o pedaço de pergaminho e o colocou na mesa entre ele e James, e eles começaram a copiar as respostas.

Provavelmente por ser apenas um expectador, convenientemente distanciado de toda a cena, apenas ele viu o lobisomem abrir a boca em protesto, antes de fechá-la de novo sem dizer uma palavra, e se retirar para uma confusão infeliz.

Severus se retirou da cena que se passava à sua frente, perturbado. Não era nada de novo perceber que Remus era do tipo quieto, fácil para seus amigos tirarem vantagem, mas havia parecido, momentos antes, como se ele fosse realmente arrumar uma briga. O que mudou para que ele ficasse tão submisso de novo?

Ele não teve tempo para pensar na questão, no entanto. Agora que não estava mais focado no conteúdo da memória, o professor percebeu a dor intensa que se espalhava pelos fios dourados, resultado de uma exposição muito longa a Legilimência.

Suspirando, ele se soltou das bases da Oclumência e se direcionou para a superfície.

oOo

Remus estremeceu quando sentiu a presença de Severus deixar sua mente e todo o peso de uma dor de cabeça cair sobre ele. Cambaleou para trás, se apoiando contra as pernas da cadeira a suas costas e cobrindo os olhos, esperando pelos comentários ácidos que viriam a qualquer momento agora.

"Essa levou mais tempo que o normal." Ele disse, quando o silêncio durou tempo demais, abrindo um olho para espiar o Mestre de Poções. Teria uma discussão, ele tinha certeza. Havia sempre uma discussão, não importava o quanto ele tentasse evitá-las.

Severus ainda tinha que se mover. Ele estava sentado reto, com as mãos descansando nos joelhos diretamente em frente a Remus. Os olhos escuros estavam fechados, e uma ruga se formou entre suas sobrancelhas.

"Severus…?"

Como se tivesse acabado de lembrar da outra presença, o homem pareceu acordar. "Re- Lupin. Você... você pode ir. Volte na terça, e nós continuamos."

Ambos os adultos ficaram de pé, Remus com um pouco menos de graça. Ele olhou perplexamente para o outro homem. "É isso?" Ele não pôde se impedir de perguntar, parecendo, mesmo para seus próprios ouvidos, bastante incrédulo. Certamente havia algo de novo para o outro atormentá-lo?

"Sim, é isso." Veio a resposta irritada. "Vá embora."

Era dizer alguma coisa, o lobisomem pensou enquanto fechava a porta à suas costas, que essa havia sido a despedida mais amigável que ele já recebera até agora.

oOo

Harry pulou com facilidade os degraus que o levariam dos dormitórios para a Sala Comunal da Grifinória, vendo Hermione e indo se juntar a ela, se jogando em um dos sofás próximos.

"Nós vamos ter alguma reunião da AD essa semana?" Ele perguntou. Ocorreu-lhe que talvez, como figura mestre, ele deveria realmente ter mais o que dizer sobre quando as reuniões eram marcadas, mas era tão mais fácil deixar isso para ela.

Ela levantou os olhos lentamente, usando aquela mesma expressão estranha que havia surgido desde sua discussão fora do retrato. "Se você quiser." Ela respondeu cuidadosamente. "Apenas algumas pessoas foram para casa para o feriado. Você e… e Malfoy querem a reunião?"

Ele ergueu uma sobrancelha. "Sim. Por que não iríamos…?"

"Você parecia cansado ontem. E antes de ontem."

"Não consegui dormir." Ele mentiu tão rápido e facilmente que Hermione não pôde evitar sentir a vontade imediata de brigar com ele. O que mais Harry não havia dito?! Se ele podia mentir tão naturalmente sobre algo tão... tão grande, não dava para imaginar o que mais ele podia esconder...

Mas ela não podia pular direto para essa discussão, podia? Não quando Harry nem ao menos sabia que aquele segredo já havia sido descoberto.

Ela não teve a coragem de confrontá-lo. Não ainda, de qualquer forma. O que possivelmente poderia ter dito? Eu sinto muito, depois que você pediu por privacidade na outra noite, eu senti que devia seguir você e espionar.

Ainda assim, teria que tocar no assunto logo. Ela havia passado dias desde sua descoberta tentando entender a situação, e descobrir algum motivo para o porquê Harry dividiria esse tipo de segredo com Malfoy, de todas as pessoas. Aparentemente, eles realmente eram amigos agora, ou algo próximo disso, não importa se eles admitam isso ou não – porque escapadas no meio da noite e um segredo de proporções tão grandes não eram coisas que alguém faria com um inimigo – mas Hermione não conseguia encontrar uma razão satisfatória para porque eles eram amigos. Malfoy poderia muito bem ter se juntado ao lado da Luz, mas isso não mudaria toda a sua personalidade – o que certamente era a única razão para Harry conseguir falar com ele.

Novamente seus lábios já estavam coçando para demandar que ele lhe explicasse o que estava acontecendo, mas ela ficou quieta, dolorosamente engolindo a pergunta.

Ele a estava olhando expectativamente. "Hermione? As reuniões?"

Ela assentiu, baixando os olhos para o livro em seu colo para não encará-lo. "Vou marcar para amanhã, se estiver tudo bem."

Ele sorriu, e alguma coisa doeu dentro dela. Quando foi a última vez que ele esteve assim? Seria por causa de Malfoy que ele poderia subtamente sorrir de novo? Mas isso não era justo! Ela e Ron estiveram lá por meses. O que havia de tão especial sobre aquele bastardo que o fez poder ajudar aonde eles haviam falhado?!

"Obrigado, Hermione." Harry sorriu novamente.


Comentários Aleatórios das Malfoy Moraine (com participação de Coyote, a nora):

Ly: Nem lembro o que aconteceu na loba... Faz um resuminho pra eu lembrar?

Nanda: Capítulo praticamente todo Remus/Sev...

Ly: Por isso que não lembro.. Apago imagens dolorosas da minha mente... u.u

Nanda: Draco caidinho pelo Potty... Já era meu irmão...perdeu

Ly: O Draco já ta fisgado... Só não percebeu ainda... Lerdo u.u

Nanda: Muito lerdo... u.u

Nanda: Eu to falando...ele está pior que o Potty

Cy: O Draco tá na fase de negação, gente... Daqui a pouco ele já tá pedindo tapinha, que nem o Draco vadia...

Nanda: kkkkkkkkkkkkk Verdade! Lembrei do funk... Um tapinha não dói...um tapinhaaaa

Ly: Ai não...

Cy: Naaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaao

Ly: Ainda bem que ela não tem microfone... seria pior se tivesse que ouvir ao invés de ler...

...

O.O OMG... lembrei agora... ela TEM microfone...

Cy: *pedala na Ly*

Nanda: Querem que eu cante?

Ly: Não!

Cy: Eu acho que tem alguém me chamando no portão...

Ly: Eu... eu... bem... eu... Olha! Uma barata! *indo matar*

Cy: *Indo junto*

Nanda: Mas minha voz é tão linda!!!

Coyote: Voltei! XD

Nanda: Oi marida

Cy: o/

Coyote: Ham... qual o babado?

Nanda: Elas querem que eu cante funk.

Coyote: O_o

Cy: Aliás! Será que eles leram a fic da Tabata???

Coyote: Ler o que?

Ly: Cy... Eles leram... Tem uma nota de três pags de Word falando pra eles irem lá... é pior que a propaganda do batom... u.u

Coyote: O que? Ir onde?

Cy: A Tábata.

Coyote: Quando? Por que?

Cy: Vai saber, né... Santo de quem? Santo pra que? Que santo é esse?

Nanda: É, eles são sortudos...eu tive que dormir no mesmo quarto que elas... Só a Puca me amava naquela casa kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Cy: Você bem gostou, vai... u.ú

Ly: Adorou a gente te cutucando de noite u.u

Nanda: O que? Dela cheirando minha bunda pra onde quer que eu fosse? Ou vcs me perturbando a noite toda?

Cy: A gente não te cutucou, estávamos tentando matar uma tanajura que tava na sua orelha...

Cy: A Puca gamou na abundância da Nanda! \o/

Coyote: O_O

Ly: auhauhauahuahuahuahuahauhauha Foi mesmo!

Coyote: O______________________________________O

Ly: Ela desistiu rapido de mim, eu dava peteleco no focinho dela u.u

Coyote: Que história é essa???? O_O

Ly: A Puca é tarada por bundas!

Coyote: Que Puca é essa?

Ly: É o cachorro da Cy

Coyote: *rosna para a imagem mental que tem da cadela da Cy* (não que eu esteja te chamando de cadela, Cy...)

Cy: O.o Tá me chamando de cadela? Só porque eu sou loira?

Ly: O.O

Ta chamando minha marida de cadela??? ¬¬

A ultima que fez isso eu arranquei as canelas... *rosna*

Nanda: Por bundas???? E porque ela só ficou atrás da MINHA bunda?

Coyote: Porque tua bunda é linda, marida... XD

até eu ficaria! XD

Nanda: "*rosna para a imagem mental que tem da cadela da Cy*"

kkkkkkkkkkkkkkkk essas coisas sempre ficam engraçadas

Ly: "Tá me chamando de cadela? só porque eu sou loira?" *explode*

Coyote: AHUHAUAHUAHUAHuAHUAHAUAHuAHuahuAhAUHAUaHUAUH

Nanda: kkkkkkkkkkkkkkkkkk

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Nos Bastidores:

CORTA!

Cy: Ficou legal, povo!

Ly: Tá bom, né?

Cy: Será que o povo vai entender a piada da loira? Ou vão achar que eu tô chamando as loiras de cadela? O.O

Ly: Quem leu a fic da Tabata acho que vai...

Coy: você pode arrumar inimigas com isso

Cy: Então é isso, gente, vá ler a fic da Tábata para entender a piada. xD


Notas das Tradutoras:

Oláaaaaaaaaaaaaaaaa! *acena*

Como vocês estão, povo? Sentiram nossa falta que eu sei... xD

Então, mais capítulos procês... Esperamos que gostem.

Gente, vocês viram que tem uma votação acontecendo no nosso profile? Dêem uma espiada lá, por favor, vai ficar aberta até domingo. Sua opinião é muito importante para nós. u.u

Bem, crianças, deixem reviews, escovem os dentes antes de dormir, e leiam a fic da Tábat... *Cy tem a boca amordaçada depois de mandar vocês lerem a fic pela terceira vez*

E obrigada a quem votou na gente, seu voto é realmente muito importante. u.u

Até a próxima! o/

Cy e Ly.

PS: a fic da Tábata está no nosso profile. *desaparata*