Antes da fic, leiam os avisos, por favor. ;)

Autora: Sakuri

Tradutora: Lycanrai Moraine

Revisão: Cy Malfoy e Lycanrai Moraine

Betagem: Nanda Malfoy

Pares: Draco e Harry; Snape e Lupin

Classificação: M

Disclaimer da autora: Eu não possuo nada nem ninguém.

Disclaimer das tradutoras: Nada aqui nos pertence, nem Harry Potter, nem essa historia. Harry Potter é da JK e essa historia é da Sakuri. Nós apenas a estamos traduzindo com a permissão da autora.

Avisos: SLASH! Relacionamento entre dois homens. Não gosta, não leia. Mas se gosta, aproveite.

Notas: Werewolf!Draco


Capítulo 26: Novas Perspectivas

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Draco pretendia cancelar a reunião da AD quando ele primeiro notou o Galeão brilhando sobre a prateleira. Mas então Potter apareceu pessoalmente, e lhe deu aquele olhar – confuso, desapontadamente implorador – e ele sentiu-se quebrar, compelido a obedecer daquela mesma maneira esquisita que estava começando a reconhecer agora.

E então, novamente, ele se viu de pé em frente a uma audiência enquanto Potter discursava sobre um ou outro feitiço. Draco havia decidido que ele não fazia idéia do por que era ao menos necessário ali, além de ser algo para Potter mostrar e explicar. Ele podia imaginar o grifinório sabendo perfeitamente bem o que fazia com ele e usando isso para sua própria vantagem. Honestamente, ele estava surpreso por haver espaço aqui para mais alguém, com o ego daquele idiota ocupando tanto espaço...

Mas ele se viu suspirando, e sacudindo a cabeça. Não importava o quão frustrado ele ficasse, sua consciência lhe dizia que era apenas muito improvável que Potter tirasse vantagem de qualquer pessoa dessa forma.

Ainda assim, era estranho. Não havia ninguém que não tivesse algum tipo de poder sobre ele nesse momento?

"Draco?"

Ele voltou a prestar atenção, percebendo um pouco envergonhado que o grifinório esteve tentando em vão ganhar sua atenção por algum período de tempo desconhecido, e agora o encarava com as sobrancelhas erguidas.

"O quê?" Perguntou, ignorando seu lapso.

Potter piscou, mas não comentou sobre sua resposta hostil. Ele se aproximou para um pouco mais de privacidade e Draco percebeu que o resto da AD já estava praticando qualquer que fosse a tarefa que o grifinório havia planejado.

"Tem alguma coisa errada?"

O sonserino zombou. "Oh, eu sinto muito, não estou mostrando o meu entusiasmo por estar aqui? Ou será porque, surpreendentemente, eu não estou mergulhando em cada maldita palavra que você diz?"

Os olhos verdes rapidamente ficaram frios. "Bem, na verdade, é porque você está sendo um completo idiota. Ainda mais do que o normal!"

"Oh, cale a boca. O que diabos eu deveria estar fazendo para que a gente acabe logo com isso?"

"Eu fiz alguma coisa?" Potter perguntou. Embora ele parecesse tão chateado quanto Draco já o houvesse visto, ele manteve sua voz baixa em um sussurro, tentando não deixar que sua audiência temporariamente distraída o ouvisse.

Abrindo a boca com meia dúzia de respostas atravessadas para aquela pergunta, o sonserino se forçou a parar e fechar os olhos. Em sua cabeça, ele contou até dez, fazendo um esforço com o qual raramente se incomodava para controlar seu temperamento.

Quando ele alcançou algo semelhante a calma, ele se forçou a encarar os olhos verdes confusos. "Quando isso acabar, eu preciso falar com você." As palavras queriam engasgá-lo, queriam sumir para nada, mas ele não permitiu.

A raiva do grifinório diminui, e ele franziu a testa perplexo – não, era preocupação, Draco percebeu, exasperado. Ele não queria preocupação ou pena, o que sem dúvida iria apenas aumentar quando Potter ouvisse o que realmente tinha para dizer.

Mas isso podia esperar.

"Eu estou aqui por um motivo, ou você só quer alguém para conversar?" Ele disse, sinalizando o fim dessa discussão. Pelo menos por enquanto.

Harry suspirou, obviamente inseguro. Mas sacudiu a cabeça e pareceu aceitar, indicando vagamente os outros ocupantes do quarto. "Faça o que você sempre faz. Asssuste-os..."

oOo

Hermione olhou em volta e viu Luna em pé próxima a ela. Ela sorriu e foi em direção à outra, encontrando uma parceira ideal na ausência de Ron. Mas antes que pudesse dizer qualquer coisa, outra pessoa apareceu em seu caminho.

Ela não conversava muito com Cho como amiga, e ficou um pouco surpresa quando a garota mais velha se aproximou e lhe perguntou com seu sotaque agradável, "Posso falar com você?" Antes que qualquer outra coisa pudesse ser dita, a apanhadora da Corvinal se virou, jogando seu longo cabelo escuro, olhando urgentemente por sobre o ombro.

Hermione a seguiu hesitantemente para os cantos da sala, longe dos ouvidos dos outros. Cho se virou para ela, e seus olhos escuros estavam arregalados em preocupação.

"O que houve?" A grifinória perguntou, franzindo a testa.

"E-eu não tinha certeza... Bem, eu não achei que ninguém ia acreditar em mim, sabe..." Cho disse, virando a cabeça para o lado, evitando os olhos de Hermione. "Mas agora, com ele aqui o tempo todo, e Harry confiando nele..."

"Acreditar no quê?" Hermione não conseguia tirar a impaciência de sua voz, mas a corvinal não pareceu perceber.

"Foi na partida de Quadribol. Quando eu perdi o pomo. Foi porque eu vi alguma coisa, e eu acho... eu acho..."

A grifinória paralisou com o entendimento, muito para impedir Cho de botar para fora o que ela disse a seguir.

"Eu acho que tem alguma coisa errada com Malfoy." Ela se virou e lançou uma olhada furtiva para o sonserino em questão, que estava atualmente encarando as costas de Harry com os olhos semi-cerrados. "Como em... alguma magia perigosa." Cho continuou, sem perceber a expressão de pânico da outra. "Quando ele ficou com raiva de mim no jogo, ele pareceu… horrível. Seus olhos...!"

Hermione se adiantou e segurou seu pulso, mais forte do que pretendia. "Você disse isso pra mais alguém além de mim?"

Cho sacudiu a cabeça, tentando se soltar e falhando. "N-não. Como eu disse, eu achei que ninguém acreditaria em mim. Mas eu não podia ficar parada e não fazer nada, não quando ele pode machucar Harry. Então vim falar com você. Você... você sabe que eu estou falando a verdade, não sabe?"

A grifinória se forçou a concordar. "Ok. Eu vou... eu vou falar com Harry. Escute, por favor não diga nada para mais ninguém. Se Malfoy souber que nós sabemos de alguma coisa..."

Cho concordou rapidamente com a cabeça, parecendo aliviada pela responsabilidade estar seguramente nos ombros de outra pessoa.

Hermione sentiu a bolha de preocupação que esteve se inflando dentro dela finalmente se estourar, quando percebeu, inevitavelmente, que ela teria que confrontar tanto Harry quanto Malfoy sobre o que tinha visto na noite de lua cheia muito mais cedo do que ela pretendia.

oOo

Quando a aula terminou e a sala ficou vazia, Hermione se preparou. Harry e Malfoy haviam mais uma vez ficado para trás para discutir o que quer que fosse que eles discutiam esses dias, e ainda não tinham percebido sua presença. Sua discussão parecia ter chegado a um fim, embora nenhum dos dois parecesse satisfeito. Draco estava falando devagar, seus olhos cinzentos duros, quando ele finalmente a notou se movimentando em sua visão periférica.

"O que você quer, Granger?" veio sua pergunta mal-humorada quando ele a viu. "Não consegue encarar a longa caminhada até a torre da Grifinória sozinha?"

Talvez por ele raramente prestar atenção na bruxa por outro motivo além de implicar com ela, Draco falhou em perceber o nervosismo que emanava dela. Harry reparou, no entanto. Quase instantaneamente, com uma intuição estranha, ele viu a culpa e a olhada de quem sabe mais do que diz que ela lançou ao sonserino. Seu estômago se revirou. "O que você fez?"

E isso foi tudo o que foi preciso para que ela perdesse a pouca compostura que ainda tinha. "Harry, me desculpa! Eu não pensei... Bem, eu não sabia o que pensar! E você apenas saiu andando daquele jeito…"

Harry se viu se colocando na frente de um loiro bastante confuso, não se preocupando em esconder sua ansiedade crescente que iria, a qualquer momento, ele sabia, virar raiva.

Ela continuou, falando mais rápido em nervosismo. "E você simplesmente deixou sua capa lá. Eu conheço você, eu sei que você teria feito a mesma coisa, mesmo que isso não seja desculpa. Então eu... eu segui você..."

"Oh, Deus..." Esse foi Draco, sua voz falhada e preocupada enquanto ele lentamente fechava os olhos e se inclinava para trás para se apoiar na parede.

Harry apenas a encarou.

"Eu sinto muito!" ela disse novamente, perdida. "Eu vi – bem, acho que você sabe o que eu vi – mas eu não disse nada. Mas agora... tem algo a mais..."

"O que mais possivelmente pode haver?!" Harry perguntou, incrédulo. Como ela pôde fazer isso? Ele queria gritar, mas as palavras não pareciam o suficiente.

Hermione sacudiu a cabeça desanimada. "Cho sabe que tem alguma coisa errada."

Passou pela cabeça de Harry perguntar como ela podia saber alguma coisa, quando ninguém que sabia falava realmente com ela. Mas é claro, Dumbledore tinha avisado a eles, não tinha? Todo o segredo do mundo não iria proteger Draco se ele não fosse cuidadoso. "A partida..."

A bruxa concordou, e os dois olharam para o sonserino para ver sua reação.

Por longos momentos, Draco encarou a garota sem nenhuma reação enquanto ela mordia os lábios nervosamente. Como ela podia saber? Como Chang podia...?

Como ele pôde ser tão estúpido?!

Isso era... quase literalmente... grande demais para ele contemplar. Ele sabia, sabia, que logo as implicações do que Granger estava falando iriam atingi-lo bem no meio dos olhos, e, provavelmente, nocauteá-lo. Logo, as conseqüências de sua própria falta de cuidado voltariam para assombrá-lo.

Mas nesse momento parecia impossível perceber. Não, era o que sua mente dizia de maneira simples. Não tinha – não podia ter – mais duas pessoas em quem ele não confiava sabendo sobre esse segredo, sua reputação, sua vida. Não era possível. Já era ruim o suficiente que Dumbledore, Lupin, Potter – mesmo Severus – mas não, Granger não. Não a desgraçada da sangue-ruim.

Não a ex de Potter, também! Não, isso era ruim demais, horrível demais para pensar.

A parede às suas costas lhe oferecia pouco conforto enquanto ele sentia seus pensamentos se tornarem caóticos, e se viu escorregando por ela entorpecidamente, até que se sentou, atordoado, uma mão embolada em seus cabelos e escondendo seus olhos, a outra aberta contra o chão frio, estabilizando-o.

"Draco..." em um segundo, Harry estava se ajoelhando perto dele, não sabendo realmente o que estava fazendo a não ser agindo por instinto. O loiro se desviou violentamente quando ele tocou seu ombro e se recusou a levantar a cabeça. "Vamos, nós vamos... vamos consertar isso ou algo assim, apenas se levante –."

"Não se atreva a dizer outra palavra, Potter!" sua voz parecia horrível, mesmo para seus próprios ouvidos. Fraca e fria e quebrada. Ainda assim, ele não olhou para cima, e pareceu se esconder ainda mais em sua posição encolhida. "Cale a boca! Fique quieto! Se você me disser para fazer mais uma coisa…!"

"Eu não -."

"Vá se foder!" E então ele estava indo embora. Uma voz fraca lhe dizia que esse era Harry, que essa era a pessoa que corria com ele sob a lua cheia, que, momentos atrás, o havia chamado pelo primeiro nome como se essa fosse a coisa natural a se fazer. Esse era Harry, de joelhos com ele e querendo ajudar.

Mas nada disso importou enquanto ele se distanciava raivoso, rosnando. Furioso. O grifinório, pego de surpresa, se afastou para trás caindo no chão. Olhos verdes piscaram surpresos, e Granger deixou escapar um pequeno grito assustado, pateticamente cobrindo a boca com a mão.

Draco sentiu o lobo acordar dentro dele e permitiu, trincando os dentes com raiva. "Você ao menos sabe o que está fazendo, Potter?! Eu juro por Merlin, se você fizer..." Ele sacudiu a cabeça num aviso mudo.

"O que -?!"

"Toda vez que você me manda fazer alguma coisa, eu tenho que fazer, merda!" Sua respiração veio rápida com a admissão, e ele desviou os olhos, olhando fixamente para suas próprias mãos pálidas que seguravam o material de suas calças.

O outro garoto parecia paralisado, ultrajado. "Do que você está falando...?"

Draco o olhou desdenhoso, mas era uma máscara, sem malícia real, e todos eles sabiam disso. "O feitiço de Dumbledore." Ele cuspiu eventualmente, cheio de amargura. "É como uma droga de Imperius ou algo assim. Então apenas… cale a boca."

O processo de entendimento de Potter apareceu tão claramente em sua face que o slytherin teria zombado dele em qualquer outro momento. Ele assistiu sua confusão se formar como uma nuvem, deslocando-se para a negação; então, conforme as mudanças se tornavam mais rápidas, raiva, ultraje moral, seu conhecido senso de justiça, e finalmente, uma estranha fadiga que fez Draco piscar, pego desprevenido.

Perguntou-se se o grifinório achava que ele estava mentindo, ou se ele estava simplesmente cansado de ser arrastado para os problemas que pareciam circundar Draco.

Hermione sacudiu a cabeça, chamando a atenção para si mesma com o movimento rápido. "Dumbledore... Não, certamente... quero dizer, ele não faria -."

"Ele fez, Granger." Draco havia tentado colocar um pouco de desprezo em seu tom, mas ele tinha parecido apenas cansado e derrotado pela expressão no rosto de Potter. "Entende, eu não me lembro de ter feito nenhum outro voto nos últimos tempos que pudessem me tornar o maldito escravo do Potter."

Ambos os grifinórios enrijeceram com as palavras, e a resignação de Potter se retraiu, para ser substituído por um brilho quente nos olhos verdes que fez o loiro se encolher, novamente se pressionando o máximo possível contra a parede atrás dele. Parecia segura e sólida.

"Dra – Mal -." Harry se cortou, obviamente inseguro sobre em que pé a relação deles estava agora. "Por que você não me disse isso?" Ele disse eventualmente.

"Eu… eu não percebi até alguns dias atrás."

"E você tem certeza?"

Os olhos cinzentos se estreitaram. "Tenho." Ele murmurou. "Houveram algumas coisas que eu não teria feito, ou queria fazer, sob circunstâncias normais, mas como você me disse para fazer…"

Parecia que o grifinório entendeu imediatamente do que ele estava falando, julgando pela cor que surgiu abruptamente em suas bochechas. Mas junto com a vergonha veio um olhar culpado que o sonserino não esperava. "Oh, meu Deus, Draco, eu pensei... eu nunca teria... se-."

"Tá. Tudo bem." O loiro o cortou, lançando um olhar explicativo na direção de Hermione, a qual parecia ter sido esquecida por seu companheiro grifinório. "Esqueça isso Potter. Sério." Ele suspirou, resistindo à vontade de passar os dedos pelo cabelo novamente, um hábito de nervosismo que ele nunca conseguiu se livrar. "Uma crise ridícula de cada vez..."

Alinhando-se – o melhor que pôde, uma vez que ainda estava sentado no chão, com um tom cinza de medo e preocupação começando a colorir sua pele – ele ergueu o queixo com o máximo de orgulho Malfoy que ele conseguia, olhando diretamente para Granger. "Bem? O que vai custar para você manter o bico fechado sobre -" ele fez um gesto vago, "- tudo isso?"

Por um tempo, ela ficou em silêncio, encarando-o incrédula. Seu estômago afundou enquanto ele esperava pelo inevitável discurso sobre como era errado deixar um lobisomem não registrado passear pelo castelo, e como ela seria obrigada a reportá-lo. Hah, deixa ela ir à Dumbledore e descobrir a bagunça em que vai se meter, com ele já sabendo da verdade e tudo o mais...

"Oh, não seja tão melodramático." Ela disse exasperada e girou os olhos, recuperando um pouco de seu temperamento habitual com ele.

Ele franziu a testa, não compreendendo por alguns momentos.

"Eu já sei há dias não sei?" ela continuou. "E eu já te disse que não contei nada a ninguém."

"É, mas-."

"E ela não vai contar." Harry o cortou. Ele não havia esquecido sua raiva dela, mas a menina ainda era confiável. Eles iriam discutir depois, mas agora claramente não era o momento.

Draco não reclamou quando o grifinório se movimentou para que eles se sentassem lado a lado, ambos apoiando as costas na parede e olhando desfocadamente para a frente. Foi ainda mais estranho quando Granger ocupou o lugar ao lado de Harry, e os três pareciam quase aliados – o que, é claro, era muito absurdo para ao menos se contemplar – mas o sonserino estava cansado de mais para protestar sobre alguma coisa, e sentou-se meramente complacente, cheio com a novidade de deixar aqueles dois inimigos declarados discutir sobre sua atual situação.

Harry estava concordando lentamente consigo mesmo. "Certo. Então, Imagino que eu vou ter que me acostumar a fazer perguntas, ao invés de dizer qualquer coisa remotamente... parecida com uma ordem. Uhm, tudo bem?"

Draco suspirou levemente e fechou os olhos. "Eu espero que sim." Ele respondeu verdadeiramente.

"Isso só deixa faltando Cho." Granger murmurou.

Perto dele, o sonserino quase podia ver a aura de Harry esfriar. "Não." O outro garoto respondeu, quase inaudível. "Não, não realmente."

oOo

Não ajudou em nada a fúria de Harry quando ele foi forçado a ficar em pé do lado de fora da gárgula, listando vários nomes de doces sob o sol por pelo menos vinte minutos antes de finalmente acertar a senha correta, e foi permitido a continuar subindo a escada em espiral para a sala do diretor. Seu humor piorando com cada degrau.

Era frustrante tentar convencer o sonserino a fazer qualquer coisa agora, mesmo as coisas menores, mais casuais. Havia levado um tempo e esforço desnecessário para ele e Hermione persuadirem Draco a voltar para seu quarto e deixar eles se preocuparem com Cho. O lobisomem parecia determinado a ir contra tudo o que Harry dizia, apenas para provar para si mesmo ou para eles que podia.. E agora que ele sabia sobre seu próprio poder indesejado sobre o outro, o grifinório estava determinado a não usá-lo – embora se ele o tivesse usado teria encurtado a discussão entre eles em uns quinze minutos.

Ainda assim, tão conveniente quanto a obediência de Draco podia ser, Harry sabia que não podia usá-la de agora em diante. Fazia ele se sentir sujo e cruel, mesmo que ele não tivesse feito intencionalmente.

O aviso cuidadosamente colocado do sonserino ainda ecoava horrivelmente em sua cabeça.

Aquela manhã – a manhã em que eles haviam acordado juntos, com as quais Harry já estava ficando bastante acostumado, e já não achava mais estranho – o que aparentemente tinha sido para Draco – Draco, que não havia querido ficar, ele disse, mas havia sido dito para ficar, e então é claro obedeceu...

A memória estava arruinada para ele agora, assombrado por uma culpa e desgosto consigo mesmo que ele não podia evitar, onde antes havia existido algo... agradável. Confortável, ele teria dito, ou mesmo desejado, se tido com um humor muito generoso. Em sua mente, o incidente havia tido alguma concordância silenciosa, uma trégua, com a possibilidade de um milhão de coisas diferentes por trás daquilo.

Aparentemente, não.

Ele não se preocupou em bater. Quando entrou no escritório, Dumbledore olhou para ele com um pouco de surpresa, parando seu trabalho com uma papelada. "Harry? Tem alguma coisa errada, meu rapaz?"

"Como você pôde fazer isso?" A acusação saiu enquanto ele andava pela sala, indo se posicionar na frente da mesa do diretor e encarou o homem. Fawkes soltou um som alto, ansioso, e se empertigou em seu poleiro.

Dumbledore baixou sua pena lentamente e franziu a testa, sobrancelhas prateadas se juntando em preocupação. "Receio não fazer a menor idéia do que você está falando, Harry."

Olhos verdes faiscaram, reminiscências de uma raiva mostrada nessa mesma sala no fim do quinto ano. "Seu feitiço. O que você lançou em Draco para garantir que se mantivesse leal."

"O que tem ele?"

Harry sacudiu a cabeça frustradamente. "Senhor! Como...?! Você não pode simplesmente… Como você pôde fazer aquilo com ele?"

"Eu tinha a impressão de que você já sabia os termos do acordo entre eu e o senhor Malfoy. Você pareceu achá-los aceitáveis antes -."

"Eu não percebi que significava transformá-lo num… num… Eu não sabia que ele teria que fazer qualquer coisa que eu dissesse!"

Dumbledore o olhou duramente, subtamente rígido em sua cadeira. "O acordo feito não fazia nada disso, Harry. Eu simplesmente pedi que ele aceitasse as poucas coisas que eu pediria dele, como fazer parte da AD. Você realmente acredita que eu colocaria um aluno sob total controle de outro?"

O grifinório hesitou, mas se lembrou de sua raiva. "Então por que isso está acontecendo? Eu nem ao menos percebi até que ele me contou mais cedo! O que teria acontecido se ele não tivesse falado, e se eu dissesse alguma coisa estúpida?!"

O diretor se levantou de seu lugar, se inclinando na mesa entre eles. Ele estendeu uma mão e segurou o ombro do garoto com uma força impressionante. "Eu lhe asseguro, novamente que o que você está descrevendo não tem nada a ver com meu feitiço. Não é primeira vez que eu faço esse tipo de acordo, e não produzi esse tipo de conseqüências. Se o senhor Malfoy tivesse vindo até mim, eu o teria dito eu mesmo -."

"Ele não confia em você." Harry respondeu friamente, parecendo ele mesmo bastante desconfiado. "E se não é você, então o que está fazendo isso?"

"Eu posso dizer honestamente que não sei, meu rapaz. Parece uma variação de Imperius, se qualquer coisa. Eu tenho que pensar se pode ser o resultado de outra maldição inventiva de Lucius Malfoy..."

"O pai de Draco?! Por que ele faria isso?"

O diretor continuou como se não tivesse ouvido, falando mais consigo mesmo enquanto se sentava novamente e começava a mexer nas gavetas de sua mesa. "Talvez uma maneira de separar seu filho de você. Ele saberia, é claro, que Draco não iria querer ficar por perto de uma pessoa com esse poder sobre ele... Ou, até mais simples, essa poderia ser a forma de punição de Lucius..."

Os olhos verdes se arregalaram imensamente. "Ele não poderia simplesmente cortar a mesada dele?!"

"Oh, eu imagino que qualquer acesso ao dinheiro da família já tenha sido cortado. Lucius é um homem duro, que tinha uma vida planejada para seu filho. O fato de Draco estar indo contra tudo o que seu pai acredita foi um baque para ele." Finalmente, ele puxou uma carta antiga do fundo da gaveta, colocando-a sobre a mesa. "Lucius escreveu há alguns meses atrás informando a Draco que ele seria Marcado. Foi isso que nos levou a nosso acordo. Eu tenho interceptado suas cartas desde então, e mais de uma delas continha feitiços de vários tipos."

O grifinório sacudiu a cabeça descrente. "Quando ele disse... eu não pensei..."

"Isso é apenas uma teoria, você entende. Parece improvável que Lucius Malfoy tenha conseguido passar uma maldição poderosa por mim e pelas defesas da escola, mas ainda é algo a se pensar. É claro, eu vou olhar outras possibilidades também. Harry..." ele pausou, e olhou gravemente para o garoto. "Eu prometi minha proteção a Draco Malfoy, e é o que pretendo fazer."

Harry concordou lentamente. Sim, ele podia acreditar nisso.

O problema era que isso deixava uma pergunta sem resposta: O que mais podia estar causando a compulsão?


Comentários Aleatórios das Malfoy-Moraine:

Ly: Ta ai? *espirra em cima pra compartilhar a gripe suína*

Cy: O_____________________________________O

Cê espirrou em mim???????

Azar o seu, se eu pegar gripe suína, vai ter greve... u.ú

Ly: Greve???? O______________________________________________O

*limpa os restigios do espirro com o lencinho rosa do Hannibal*

Por que você não quer ser solidaria? Lembra? "Na saúde e na doença"? Divida minha virose .

Cy: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Ok, você me pegou... u.u

*ronrona na amoreca pra pegar virose*


Notas das Tradutoras:

*vem correndo e pula em cima dos leitores*

Feliz dia das Mães!!!!!!! Então? Deram presentes pras mamys? Ainda não? O.o Da uma fic Draco loba pra ela ler que eu tenho certeza que ela vai A-MAR! XD

Capítulo 26 quentinho de presente pra vocês! Esperamos que gostem!

Só parar lembrar, mais uma vez, quem deixar reviews e não estiver logado, por favor, deixe um email para resposta... nós demoramos mas eventualmente respondemos tudo ^^

Beijos a todos!

Ly e Cy