Antes da fic, leiam os avisos, por favor. ;)
Autora: Sakuri
Tradutora: Lycanrai Moraine
Revisão: Cy Malfoy e Lycanrai Moraine
Betagem: Nanda Malfoy
Pares: Draco e Harry; Snape e Lupin
Classificação: M
Disclaimer da autora: Eu não possuo nada nem ninguém.
Disclaimer das tradutoras: Nada aqui nos pertence, nem Harry Potter, nem essa historia. Harry Potter é da JK e essa historia é da Sakuri. Nós apenas a estamos traduzindo com a permissão da autora.
Avisos: SLASH! Relacionamento entre dois homens. Não gosta, não leia. Mas se gosta, aproveite.
Notas: Werewolf!Draco
Capítulo 27: O Príncipe Caído
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Draco não conseguia reunir a energia para ir à biblioteca, mesmo sabendo que ele realmente deveria ir. Potter havia aparecido em seu quarto mais tarde no mesmo dia da reunião da AD, apenas para dizer de uma forma estranhamente reservada que ele não acreditava que Dumbledore fosse responsável por essa nova maldição que estava afetando o sonserino. Naturalmente, Draco o havia acusado de defender essa insanidade do Diretor por simples negação, mas Potter havia explicado com tanta calma e convicção que não havia ainda excluído a possibilidade de Dumbledore, mas estava interessado em pensar em alternativas.
É claro, isso significava pesquisa. Ele se recusava a deixar o grifinório dividir sua humilhação com qualquer pessoa que já não soubesse, ou seja, não haveria ajuda de fora. Ele teria que fazer seu próprio trabalho – pela primeira vez. Amargamente, Draco xingou seu próprio azar.
Ele desejava a simplicidade daquela tarde de setembro, logo antes de ser mordido. Naquela época, ele poderia ter mandado um dos sonserinos mais baixos fazer a pesquisa tediosa sobre qualquer coisa que precisasse. Naquela época, ele estaria saboreando os chocolates franceses que sua mãe lhe mandava e se distraindo com alguma revista bruxa, escolhendo os mais novos modelos de vestes para comprar com o dinheiro de seu pai.
Isso era uma fantasia antiga agora. Acostumado a ser descuidado com suas roupas caras, sabendo que estaria remontando seu guarda roupa no fim do mês, ele agora estava reduzido a fazer feitiços ridículos de limpeza e conserto, freneticamente tentando manter suas roupas em uma condição decente desde que Lucius havia cortado sua mesada. Pior ainda, ele se viu usando roupas trouxas mais e mais freqüentemente para preservar as peças mais apresentáveis.
E se as roupas fossem sua maior preocupação, ele estaria se considerando sortudo. Não, ele estava muito ocupado se preocupando com o calendário da lua cheia, as punições de seu pai, a presença persistente dos novos poderes estranhos de persuasão de Potter, o fato de que Granger sabia demais, seu status cada vez pior entre os sonserinos, e qualquer novo lugar estranho em que ele encontraria Vanima hoje...
Suspirando, Draco se levantou. Ao menos havia alguma coisa que ele poderia consertar. Seus colegas de quarto haviam simplesmente se esquecido do poder de sua presença desde que ele havia começado a ficar mais tempo no novo quarto, ao invés de assombrar a Sala Comunal da Sonserina.
Ele apenas teria que lembrá-los, só isso.
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"Sangue puro." Ele murmurou para o retrato que guardava a Casa. Ele girou para a frente obedientemente para permitir seu acesso. O rapaz endireitou suas vestes e confirmou que seu cabelo não havia se desarrumado durante sua caminhada até ali. Não, ainda perfeito. Esticando os ombros, ele levantou o queixo de uma maneira que, aprendeu, lhe dava um ar de superioridade e também ajudava de alguma maneira em sua estatura pequena.
Cheio do orgulho desagradável que ele descobriu que era a melhor maneira de manter os sonserinos mais saidinhos na linha, ele passou pelo quadro indo para o domínio aonde sempre havia se sentido a vontade.
Ele viu Blaise e Pansy imediatamente, próximos à lareira, entretidos em uma conversa baixa, obviamente cochichando sobre uma coisa ou outra. Quando o outro garoto se virou para ele, pareceu por um instante que a sombra de um sorriso passou pelo seu rosto, como se por hábito, antes que toda a expressão se fosse por completo. Para um sonserino como Blaise, isso podia apenas dizer que uma ansiedade real estava conseguindo passar por sua máscara.
O caminhar de Draco falhou conforme ele sentiu a atmosfera mudar, e ele parou no centro da sala, se sentindo subitamente tolo. A experiência havia refinado sua habilidade em sentir o humor coletivo de uma sala, e ele sentia que suas boas vindas estavam frias demais para significar alguma coisa boa.
Foi Nott quem falou primeiro. Em meio à onda súbita de sussurros, sua voz era alta, clara e desafiadora. "Que poderosa queda, Malfoy."
Oh sim, isso era o que ele precisava. Desgraçado pretensioso...
Draco se virou lentamente, como se fosse um grande sacrifício falar com alguém tão abaixo dele. Essa expressão havia sido altamente aperfeiçoada, toda desagrado, uma que nunca falhava em enfurecer o Weasley.
Nott não recuou, no entanto, para a surpresa do loiro. Claro, o idiota tinha uma boca grande, mas nunca havia mostrado coragem suficiente para ser tão desafiador. Apreensivo, Draco lançou uma olhada ao redor, discretamente inalando os cheiros que o circundavam. Ele sempre havia sido cético para olfato de animais poderem farejar emoções, mas havia descoberto que os sentidos lupinos eram bastante acurados para sentir coisas como a adrenalina do medo ou da excitação. Mas ali, não havia nada. Sonserinos o estavam olhando calmamente, até mesmo friamente, e pela primeira vez desde que havia estabelecido sua própria autoridade em Hogwarts, seus colegas de casa não estavam com medo dele.
Ele empalideceu.
Nott riu, e era uma expressão vitoriosa, cruel, que fez Draco se perguntar por quanto tempo o outro havia guardado seu ressentimento. Ele foi em direção à uma das mesas baixas próximas às poltronas, e a jogou na direção do loiro.
Uma combinação de reflexos lupinos e de apanhador o permitiram pegar o papel amassado no ar, sem se embaraçar mais por deixá-lo cair. Ele lançou um olhar frio a seu desafiante - lembrando-o, ao menos um pouco, da raiva que receberia um insulto como esse – antes de desdenhosamente baixar seus olhos para a página a sua frente.
Ele a olhou rapidamente e sentiu seu estômago cair, instantaneamente encontrando a razão para sua recepção menos do que reverente.
Draco Malfoy, o título dizia, Não mais um Malfoy!
Ele não precisava ler o artigo inteiro para saber o que seu pai havia feito. Então essa era sua última punição, não era? Por sua continua desobediência, Lucius tinha removido o pequeno poder que ainda tinha na forma de sua reputação como o filho de seu pai. Lucius havia feito sua desonra um fato de conhecimento público, e conseqüentemente, dentre seus companheiros sonserinos pelo menos, jogou-o para o lugar mais baixo. Eles perceberiam, com a sagacidade que os havia ajudado a entrar nessa casa, o que tudo isso significava: a boa vontade de Draco Malfoy, sempre procurada, agora não significava nada. Sem dinheiro, sem poder, sem influência. Sua amizade não poderia fazer nada por eles, sua liderança muito menos. E se seus pais estivessem agora procurando pelos favores de Lucius, associar-se com ele seria até mesmo prejudicial, não apenas inútil.
Furioso, ele jogou a cópia do Profeta no chão a seus pés. Nott o estava encarando com olhos extremamente brilhantes, aguardando os argumentos fúteis que ele esperava que Draco diria.
O loiro não disse nada. Ele não podia se rebaixar a implorar, mesmo que isso significasse deixar seu poder subir sem nenhuma palavra de protesto. Que seja.
Ele girou sobre os calcanhares, orgulhoso em seu silêncio, e saiu da Sala Comunal com tanta dignidade quanto conseguiu reunir.
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A fachada durou apenas o tempo que ele levou para chegar à segurança da biblioteca deserta, onde ele rapidamente encontrou uma mesa escondida atrás das estantes e se jogou na cadeira, mãos na cabeça.
Ele devia ter previsto isso, disse a si mesmo. É claro que Lucius eventualmente recorreria a isso, o bastardo que era. Como se já não o tivesse humilhado o suficiente...
Quase pronto para se permitir descer para sua depressão e se isolar pelo resto do dia, foi impedido por alguém puxando a cadeira de frente para ele e se sentando sem palavras. Lentamente, ele levantou os olhos, os estreitando em um aviso silencioso. Seu humor não estava bom para companhia.
Ele meio que esperava que Potter estivesse sentado ali, encarando-o de volta. Ao invés, ele encontrou sua companheira grifinória. Granger levantou o queixo em falsa segurança quando ele botou toda sua força no olhar, tentando simplesmente fazê-la desaparecer. Em seus braços, ela segurava uma pilha de livros apertados protetoramente contra seu peito.
"Você quer alguma coisa?" Ele perguntou, quando, surpreendentemente, ela não mostrou sinais de se mover.
Aparentemente, ela entendeu isso como um convite para jogar a pilha de livros sobre a mesa entre eles e então se acomodar melhor na cadeira, jogando sua mochila sob a mesa. "Olhe." Ela começou, adotando um tom que poderia ter sido arrogante, se Draco não estivesse olhando para ela com absoluta incredulidade. "Eu estive pesquisando essa... questão da compulsão para você -"
"Como é?!"
"Na verdade tem bastante informação sobre o assunto aqui na livraria, sabe." Ela disse, parecendo para o resto do mundo que eles sempre tinham essas pequenas conversas amistosas. "É claro, ela soa muito como a maldição Imperius, então esse parecia o tópico mais lógico para pesquisar. Mas então, eu comecei a pensar que – com o fato de que você é... bem, você sabe – uma variedade de feitiços iria te afetar de uma maneira diferente do que afetaria outros bruxos. Então -"
"Granger?"
"Sim?"
"O que diabos você está fazendo?!" Seus níveis de stress nunca estiveram tão altos. Ele segurou a borda da mesa para esconder o fato de que suas mãos estavam tremendo. Se não estivesse enganado, ele a viu hesitar, e percebeu que sua expressão provavelmente estava um pouco insana. Se acalmando um pouco, debruçou-se sobre a mesa para sibilar raivosamente. "Potter disse a você para fazer isso? Eu disse que não queria ninguém mais -"
Ela teve a audácia de rolar os olhos. "Foi você que falou sobre isso com Harry na minha frente, então eu já sabia. E não, de fato, eu estou fazendo isso por vontade própria. Ele provavelmente ficaria tão zangado quanto você se soubesse."
"Eu não estou -." Draco se impediu, percebendo o quão idiota aquele argumento em particular seria. Trincando os dentes, ele a encarou. "Por que você me ajudaria?" Demandou grosseiramente, fazendo uma carranca.
"Não estou fazendo isso por você." Ela disse, em um tom que sugeria que aquilo deveria ser óbvio. "Isso é por Harry. Ele odeia ter esse tipo de poder sobre alguém." Pessoalmente, ela achava que ele acreditava que isso faria dele parecido com os Dursleys – o que não era verdade, ela teria dito.
O sonserino encrespou os lábios em desdém e se recusou a dar uma resposta a garota.
"Você não é o único que está se machucando nos últimos tempos." Hermione continuou, desviando seus olhos subitamente para examinar os títulos de seus livros. "Parece que todos nós tivemos nossa cota de desastres esse ano..."
"Ah, é, e o que você sabe sobre isso?" ele explodiu, na defensiva. "Você e Potter são iguais, sempre pregando sobre como seus problemas são piores -"
"Não seja tão estúpido!"
Ele olhou para cima em surpresa, não acostumado com o tom de reprimenda da bruxa. Ela o encarou de volta, raiva colorindo suas bochechas.
"Harry nunca diria nada do tipo, e você sabe disso. Não importa que provavelmente seria verdade se ele dissesse."
Ele se enrijeceu. "Oh, sim." Disse calmamente, sua voz ficando chocantemente fria. "Como eu não percebi? Potter, com todos os seus adoradores, aquela droga de clã mestiço super crescido de Weasleys que ele chama de família, seu dinheiro, sua maldita reputação – oh, sim! Ele está muito pior do que eu!"
Ela o encarou por longos momentos, seus lábios pressionados numa linha fina que o fazia lembrar de McGonagall. Mas eventualmente, ela suspirou e pareceu se acalmar. "Certo... tudo bem, desculpe. Eu não quis dizer aquilo."
"Sim, você quis." Ele murmurou. Suspirando, coçou os olhos e se recostou em sua cadeira. Estava tudo bem, disse a si mesmo. Ele não queria a pena de Granger ou sua compreensão. Ocorreu-lhe então que essa tentativa idiota de ajudá-lo provavelmente estava empatada com a campanha ridícula da menina para os direitos dos elfos domésticos. Santo Deus, será que dava para ele afundar mais?!
Por um momento, pareceu que ela iria discutir com ele, uma linha aparecendo entre suas sobrancelhas. Ele resistiu a necessidade de informá-la sarcasticamente que ela teria rugas se mantivesse aquela expressão por muito tempo.
Mas então ela também suspirou, e cansadamente deslizou alguns dos livros na direção dele. "Eu não vou fazer todo o seu trabalho por você. Aqui."
Draco olhou para eles automaticamente, vendo os títulos e piscando. Eles pareciam chatos como poeira. Mesmo assim, após alguns momentos de consideração, ele colocou a mão sobre a capa de um deles e assentiu. Certo. Se Granger podia se esforçar para fazer isso, ele certamente também podia.
Com isso, a menina se levantou e desapareceu da biblioteca, seu cabelo espesso balançando sobre seus ombros, deixando-o amuado, descansando desalentado sua testa sobre um volume de, "Compulsões, Maldições e outras Moléstias Curiosas."
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Harry tinha, é claro, lido o Profeta aquela manhã, e tinha conseqüentemente passado a maioria de seu dia procurando pelo rejeitado sonserino. Draco não havia se sentado à mesa de sua casa no café da manhã, nem em nenhuma outra refeição do dia. Ele não estivera em seu quarto também, o que era estranho. Quando Harry foi ate lá, Lilith o havia informado que não havia visto o loiro por horas, e dentro do quarto ele apenas encontrou Vanima e alguns grilos que ela ainda não havia conseguido comer. A cobra não havia ajudado em nada também, não tendo entendido uma palavra do que Draco pudesse ter falado consigo mesmo antes de sair para... Aonde quer que estivesse.
Ele teria pensado que o loiro sumido estava em sua Sala Comunal, exceto ter acontecido dele ter entreouvido dois sonserinos discutindo suas menos que agradáveis opiniões sobre seu ex-líder. Harry nunca falhava em ficar maravilhado com a falta de lealdade mostrada pelos da Casa da serpente. Ele teve que esconder seu inesperado ultraje em favor de Draco e apressar o passo. Tudo o que ele não precisava fazer era papel de tonto dizendo algo estúpido em defesa de Draco.
Então, aquela tarde, enquanto sopa estava sendo servida no Salão Principal e Draco ainda tinha que aparecer, ele estava começando a ficar realmente preocupado.
Observando-o, Hermione sacudiu a cabeça exasperademente. O queixo de Harry descansava pesadamente em uma mão, a outra segurava um garfo e espetava desinteressadamente a comida. Ele não podia ser mais óbvio se tentasse, e ela estava apenas agradecida por Ron não estar aqui para ver isso. O Menino que Sobreviveu estava obviamente preocupado com Malfoy.
Finalmente ficando com pena dele, ela se inclinou para frente para que eles pudessem conversar sem serem ouvidos, e murmurou perto de seu ouvido. "Ele estava bem da última vez que eu o vi. Só um pouco chateado."
Olhos verdes dispararam para ela. "Quando você...? Aonde...?"
"Essa tarde. Eu o encontrei se escondendo na biblioteca, se você quer saber." Ela curvou uma sobrancelha numa tentativa de insolência, mas teve que sorrir ao ver a expressão pateticamente preocupada em seu amigo. "Ele está bem, Harry. Se eu achasse que ele está a ponto de... de cortar os pulsos ou algo assim, eu teria lhe contado."
O garoto franziu a testa e mexeu mais um pouco em sua comida. "Você falou com ele."
Ela deu de ombros. "Só um pouco. Eu... entreguei a ele alguns livros que eu estava lendo. Sobre compulsões -"
"O quê?! Ele disse -"
"Oh, pelo amor de Deus, Harry, eu sei que ele não quer minha ajuda, ele mesmo me disse isso. Mas vocês dois não conseguiriam fazer nada se trabalhassem sozinhos. Pesquisa... não é o seu ponto forte."
Ele a olhou intensamente, preso entre indignação e gratidão. "... Ele disse que te deixaria?"
"Não com tantas palavras." Ela respondeu evasivamente, pensando na aceitação rápida e silenciosa dos livros pelo sonserino. "Mas sim, pela maior parte. Então pare de se preocupar. Ele só está chateado."
Harry riu. "É um pouco mais do que isso, Hermione. Ele acabou de ser deserdado. Quero dizer -"
Ele parou, piscando. Seguindo seu olhar, Hermione se virou em seu lugar para olhar para a entrada do Salão por onde o loiro em questão passava. Não ouve nenhum silêncio súbito, ainda bem. Ela achava que aquilo teria sido muito dramático. Malfoy nem ao menos olhou para os dois grifinórios enquanto passava, parecendo tão arrogante quanto sempre, mesmo sem sua infame corte sonserina o seguindo. Essa confiança apenas começou a se dissipar conforme ele se aproximou de sua mesa, para se encontrar sendo recebido por olhares que variavam de indiferentes a absolutamente hostis. Mesmo assim, Hermione tinha que admitir que estava impressionada enquanto assistia Malfoy receber o descontentamento de seus colegas de casa de queixo erguido, sentando-se em um dos fins da mesa, longe de seu trono usual ao centro. Com uma calma forçada, o loiro esticou as costas e comeu silenciosamente.
"Como eles podem fazer isso?" Harry sibilou no ouvido dela, encarando a mesa da sonserina. "Eu teria pensado que eles lhe dariam algum apoio."
Ela tentou manter a voz baixa enquanto respondia, com medo de que Harry se exaltasse demais e deixasse metade de seus amigos escutar. "Seus pais vão saber por que ele e Lucius Malfoy brigaram, Harry. Eles provavelmente estão recebendo cartas mandando-os ficar longe de Draco.
"Mesmo assim..."
Eles caíram em silêncio por um tempo, Hermione se refreando em comentar o quão surreal aquela situação era, de Harry estar visivelmente tomando as dores de seu ex-nemesis. O garoto estava silencioso, soltando estalos quando seus colegas de classe tentavam envolvê-lo em uma conversa, e dificilmente tolerando as tentativas de Hermione de animá-lo.
Eles ficaram ali por mais uns quinze minutos quando, à suas frentes, Seamus e Dean quebraram sua conversa e viraram-se para eles. "Hey, Harry, e aí," o garoto irlandês falou audivelmente, atraindo sua atenção. Ele sacudiu uma cópia do Profeta Diário e indicou a manchete já conhecida e a foto de Lucius Malfoy. "Do que se trata?"
O garoto congelou. "Como é que eu ia saber?" Ele perguntou nervosamente.
Seamus parecia cético. "Qual é? Você vem falando das virtudes de Malfoy para toda a AD desde que ele apareceu lá pela primeira vez. Você sabe de alguma coisa."
"Não sei, não." Harry insistiu defensivamente.
"Você abertamente disse para a gente que ele não era um Comensal da Morte. Você sabe de alguma coisa, sim!"
"Bem, não é da sua conta se eu sei!" Harry finalmente explodiu, baixando o garfo na mesa com uma força desnecessária. Hermione estremeceu, sentindo o aumento em sua ansiosidade e tentando colocar sutilmente uma mão tranqüilizadora em seu ombro. Ele a retirou.
Ao mesmo tempo, do canto dos olhos, ela viu Malfoy se levantar para sair. Harry também o notou, assim como muitos dos grifinórios. Na verdade, ela pensou, foi numa péssima hora, tendo o temperamento de Harry em seu auge.
O loiro estava se encaminhando para as portas em toda a sua dignidade quando a alta e óbvia risada soou ao longo da mesa da Grifinória. Malfoy ficou tenso, mas continuou seu caminho. A cabeça de Harry virou-se de supetão para o lado, olhos alfinetando o transgressor, que já tinha percebido sua atenção.
Lavender Brown desdenhou quando o sonserino passou por ela, dizendo para Parvati em voz exageradamente alta, "Acho que era o dinheiro que fazia aquilo. Ele nem parece mais tão assustador..."
Harry podia ver o que estava pra acontecer, movendo-se rápido, erguendo-se de seu lugar e caminhando ao longo da mesa, olhos no loiro, que tinha parado seu caminho e virado para encarar a sobressaltada garota, varinha na mão e a apontando firmemente.
"Quer apostar?" Ele cuspiu, parecendo furioso. Parvati tinha ficado pálida sob sua pele bronzeada, mas Lavender apenas o olhava desafiante. Ela notou a aproximação de Harry e sorriu, aparentemente esperando que ele viesse em sua defesa.
Ao invés, ele chegou e segurou gentilmente o pulso do sonserino. Draco contraiu-se e olhou para ele em surpresa, não tendo registrado sua presença até agora. Harry não disse coisa alguma, com medo de que qualquer nova magia ligando os dois pudesse ser interpretada como uma ordem, mas sua expressão estava articulada o bastante.
Draco riu zombeteiro, mas abaixou a varinha sem muito mais protesto. Lançando um ultimo olhar feral às duas meninas, ele virou-se e saiu do cômodo.
Harry suspirou. "Não seja uma vaca, Lavender." Ele murmurou cansado, antes de seguir o excluído sonserino, obviamente para as aturdidas expressões de seus colegas de Casa que ele estava deixando para trás.
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Na mesa dos funcionários, o Diretor assistiu ao breve show com fascinação. Ele sorriu, feliz consigo mesmo, quando o rapaz loiro se rendeu. Se Harry tivesse dito alguma coisa, ele suspeitaria de uma compulsão, mas o grifinório se manteve calado. Ele teve certeza de que estava assistindo a uma interação totalmente natural.
Alegremente, ele virou-se para Severus, que estava sentado ao seu lado. "Você vê, meu caro, eu sabia o que estava fazendo. Se eu não tivesse os colocado juntos, o senhor Malfoy se encontraria completamente sozinho agora."
O mestre de Poções rosnou, silenciosamente defendendo as vantagens da solidão.
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"Eu sei que minha reputação não é mais tão formidável quanto antes, mas será que você precisa pulverizar o que sobrou dela?"
Harry encarou o loiro incredulamente. "Não há muita coisa mais para pulverizar!" ele se defendeu, jogando as mãos para cima enquanto seguia o outro. "Eu pensei que não importaria mais se os seus... amigos soubessem que você estava falando comigo."
"Isso não é sua decisão!"
O grifinório deu de ombros, embora o movimento não tenha sido visto. "Eu não vou ficar lá parado enquanto você está sendo atacado por grifinórios e sonserinos."
Com isso, Draco parou, fazendo Harry quase bater direto nele. Ele virou com uma expressão parecida com a que ele tinha usado no Salão. "Você... você está tentando me proteger?!"
Harry estremeceu. "Eu... Não... E se eu estiver?"
"Eu não preciso que você faça isso! Deus, eu não sou tão patético! E você esqueceu que os seus amigos não vão exatamente gostar de você me arrastando de lá protetoramente?!"
"E? Eles vão apenas ter que engolir isso, se importa tanto. Além disso, eu não acho que vão. Eles estão acostumados comigo confiando em você na AD, isso não vai ser diferente."
Por um momento, parecia que Draco ia responder. Sua boca estava firmemente fechada, e pontos corados estavam começando a aparecer em sua pele clara – os primeiros sinais de uma explosão, pela experiência de Harry.
Mas então, sem nenhuma palavra, ele se virou e continuou pelo corredor em que estava, indo para seu quarto.
"O que você vai fazer?" Harry perguntou atrás dele, estranhamente preocupado. Ele se adiantou para acompanhar.
"Encher a cara, idiota." Veio a resposta irritada.
O grifinório franziu a testa, "Você tem álcool?"
"Uma garrafa de Firewiskey que eu trouxe de casa na última – Potter, por que você ainda está me seguindo?"
Harry deu de ombros novamente, enfiando as mãos nos bolsos para impedi-las de remexer-se. "Eu ouvi dizer que não se deve beber sozinho."
"O quê? Você não pode simplesmente se convidar para vir junto!"
"Acho que acabei de fazer exatamente isso."
Comentários Aleatórios das Malfoy-Moraine:
Ly diz: Cês viram? O Harry todo preocupadinho com a coisinha loira...
Nanda diz: Perai rapidinho que estou vendo o tom rebolar.
Ly diz: *chuta* vc ja viu esse show ao vivo... foca aqui ¬¬
Cy diz: *dá pedala na Nanda*
Nanda diz: Pronto...rebolou...ou tentou...tadinho... Ah, ta! Focada!
Ly diz: Agora nao quero mais falar com você! *hunf*
Nanda: Ly, tira o bico da cara... Eu ainda estou animada. Não desliguei ainda.
Cy diz: Vocês repararam que o Harry podia ter partido para uma briga de cabelo a qualquer momento? Tipo, Lavender, sua vaca, oi?
Nanda diz: É assim que a carne fala? Eu adorei essa parte
Cy diz: Eu teria gostado mais se ele tivesse terminado com um 'Boba!'
Ly diz: 'Boba!' uahuauahuahuahuaha
Nanda diz: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Cy diz: E geeeeeeeeeente, a Dumbete sempre toda cheia de segredos... Não é que a diva tava toda de tramóia pra jogar o Draco em cima do Harry?!
Nanda diz: Ahan... aquele velho sabe das coisas menina!
Ly diz: E quando é que ele não ta jogando alguem pra cima de alguem? O Dumbie é o maior criador de casais que eu ja vi.
Cy diz: Ou então se jogando em cima de alguém, né... u.u O Dumb é a maior espevitada que eu já vi. u.u
Nanda diz: Do ya, do ya, do ya love me *cantando ainda*
Cy diz: *chuta e vai embora*
Ly diz: Você mereceu... *morde e vai atras da amoreca*
Nanda diz: Do ya need a little time... que? Ohhhh *corre atr´s das mamis*
Notas das Tradutoras:
Olá pessoas de meu Brasil varonil (é assim que se escreve? Que palavrinha feia :/)
Tem mais um capítulo saido diretamente do forno da Mansão Malfoy-Moraine pra vocês e, de quebra, ainda vou dar uma palinha de outra ideia que nós acabamos de ter pra vocês:
Cy: Eu quero a fic do Draco sem dente..
Nanda diz: Que fic é essa?
Cy diz: Uma aí... que vai ser escrita...
Nanda diz: Quem vai escrever o Draco sem dente?????? Mas vocês não tem limite...
Cy diz: O que? Por que você vai acusando a gente assim? Nós temos cara de quem faria um negócio desse? NÃO RESPONDA!
Em breve! Aguardem!
Beijos a todos e quem for deixar review, lembre de deixar um email para respostas ok? A gente tarda (bastante .) mas não falha!
Ly e Cy
