Antes da fic, leiam os avisos, por favor. ;)

Autora: Sakuri

Tradutora: Lycanrai Moraine

Revisão: Cy Malfoy e Lycanrai Moraine

Betagem: Nanda Malfoy

Pares: Draco e Harry; Snape e Lupin

Classificação: M

Disclaimer da autora: Eu não possuo nada nem ninguém.

Disclaimer das tradutoras: Nada aqui nos pertence, nem Harry Potter, nem essa historia. Harry Potter é da JK e essa historia é da Sakuri. Nós apenas a estamos traduzindo com a permissão da autora.

Avisos: SLASH! Relacionamento entre dois homens. Não gosta, não leia. Mas se gosta, aproveite.

Notas: Werewolf!Draco


Capítulo 28: A Manhã Após a Noite Anterior

oOo

De alguma maneira, Harry estava conseguindo se manter firme. Ele não estava acostumado a beber excessivamente, principalmente não licores fortes, mas isso não parecia estar impedindo-o de acompanhar sua companhia sonserina em dose após dose do líquido quente que Draco servia desordenadamente para os dois. Agora havia pequenas poças dele sobre a mesa em volta de seus copos, tanto de mãos ficando cada vez mais descoordenadas conforme eles iam perdendo a sobriedade, ou um resultado ainda mais indigno conforme um deles ria inesperadamente enquanto tentava beber.

Atualmente, Harry estava rindo idiotamente de alguma coisa que eles haviam acabado de dizer – mesmo que por sua própria vida, ele não conseguisse se lembrar do que, ou quem havia dito. Em algum lugar no fundo de sua mente, uma voz havia insistindo que ele se arrependeria quando descobrisse que não conseguiria se mover devido a uma ressaca de proporções épicas de manhã, mas ele achava que tinha conseguido afogá-la varias doses atrás. Agora, tanto sua mente quanto seu corpo zumbiam enquanto Malfoy tagarelava ao fundo. O grifinório estava falhando completamente em prestar atenção, mas isso não parecia importar para nenhum deles, desde que ele concordasse nos momentos certos.

"... e Nott! Aquele absoluto p-pre-prepo – aquele idiota! Como ele se atreve?! Você sabe o que ele me disse? Ele disse que eu tinha caído!"

"E você caiu?"

"Não, eu estava perfeitamente gracioso. O ponto é... O ponto é..." Mas Draco não parecia realmente lembrar qual era o ponto, tão concentrado em derramar as últimas gotas de Firewhiskey nos pequenos copos. Ele franziu a testa arrependido quando a garrafa finalmente acabou.

"Nós devíamos brindar a alguma coisa." Harry disse de repente, enquanto Draco pegava seu drink, pronto para virá-lo sem pensar.

"Por quê?"

O grifinório deu de ombros. "Não sei. Algo para fazer."

Sua companhia piscou perdidamente por alguns momentos. "Uhm... À que?" Ele finalmente conseguiu se controlar o suficiente para perguntar, ignorando a maneira como o mundo girava enquanto ele mudava de posição, rearrumando suas pernas mais confortavelmente. Ele se sentou de pernas cruzadas no chão, o outro garoto sentado à sua frente na mesma posição, a mesinha de centro entre eles.

Do canto de seus olhos ele percebeu movimento, e se virou para olhar Vanima, escorregando em seu caminho até o calor próximo à lareira.

Inspirado, ele se voltou para o grifinório, momentaneamente se esquecendo de si mesmo e permitindo que um sorriso idiota aparecesse em seu rosto. "Brinde alguma coisa em Parseltongue pra mim!" Ele insistiu, se lembrando de como as palavras sibiladas saiam tão bem dos lábios do outro.

Olhos verdes brilharam surpresos, mas não levou muito tempo para que o entusiasmo de Draco atingi-lo. "O que você quer que eu diga?" Ele perguntou, sorrindo. Era estranho, saber que alguma outra pessoa apreciava a língua. Mesmo Ron e Hermione ficavam nervosos com ela, e metade da escola ainda a considerava uma coisa das Trevas.

Mas então, ele supôs que isso explicava por que Draco gostava dela, com sua fixação por tudo o que era desse lado da magia.

O loiro sacudiu a cabeça. "Qualquer coisa." Disse, já se inclinando para frente em antecipação. Ele provavelmente se arrependeria por tanto entusiasmo mais tarde, ele sabia, mas não podia evitar. Sim, ele havia ouvido Potter falar na língua das cobras antes, mas queria ouvi-lo falando diretamente para ele...

O grifinório olhou em volta por idéias, antes de pensar em alguma coisa aparentemente satisfatória e pegar seu copo. Ele se virou e olhou para Vanima, se concentrando por um segundo, antes de começar a falar.

E sim, ai estava. Aquele som que Draco nunca iria admitir que não conseguia se cansar; macio, sussurros que ele nunca poderia alcançar, entender, mas que certamente admirava. Os olhos verdes perderam o foco enquanto ele falava, concentrados, enquanto ele imaginava que falava com uma serpente, mesmo enquanto ele direcionava as palavras ao loiro.

Draco não havia realmente decidido se mover. Só percebeu que, subitamente, estava na metade do caminho de dar a volta na mesa, engatinhando, tentando fechar a distância entre ele mesmo e a linguagem maravilhosa. Harry pareceu assustado, por um momento, então sorriu e terminou qualquer que fosse o discurso que estivera fazendo com um floreio, jogando a cabeça para trás e terminando sua última dose. Draco já havia esquecido sobre isso, e não se importava de lembrar, também.

Instintivamente, ele se adiantou e segurou o pulso do outro, demandando. "Não pare!" na sua melhor voz mimada.

Harry parecia divertido. "Não tenho mais nada a dizer." Respondeu, razoavelmente. "Você nem ao menos sabe o que eu falei pra começo de conversa."

"Não me importo." O sonserino insistiu, sacudindo a cabeça. "Eu não quero saber. Apenas… faça de novo." Ele se levantou, ficando de joelhos, com a intenção de encarar autoritariamente de cima o grifinório ainda sentado.

Infelizmente, o mundo resolveu aquele momento para dar uma guinada para o lado, e sem nenhum aviso decente, Draco se viu caindo sem elegância nenhuma, direto no outro garoto, que, inútil como sempre, não ofereceu nenhuma resistência e o par acabou estirado no chão, apenas errando a quina da mesa no caminho.

De costas no chão, Harry olhou para cima para o loiro que o olhava de volta, o peso sólido e confortável de Draco em seu peito. Sua visão estava embaçada e desfocada, uma combinação de sua intoxicação e do fato de seus óculos estarem agora severamente torto. Fazia uma imagem agradável, as feições pálidas e finas do sonserino amaciadas e iluminadas atrativamente. Indulgentemente, sem realmente pensar no que estava fazendo – uma coisa que estava ficando comum, pelo visto – ele levantou a mão e correu os dedos pelas mechas pálidas de cabelo, tirando-as da frente dos olhos do outro garoto.

Draco praticamente ronronou – que deveria ser impossível, Harry pensou distraidamente, já que ele supostamente deveria ser um lobo, não um gato – e praticamente derreteu contra ele com o carinho. Ordinariamente, a reação deveria tê-lo assustado, tão imoderado, tão caracteristicamente 'não-Malfoy'. Mas agora, nesses momentos em que nenhum dos dois estava com a cabeça no lugar, ele se divertiu com isso e repetiu o movimento, desejando ouvir a resposta do loiro com aquele som de contentamento novamente.

Ele fez exatamente isso, suspirando um pouco, e sua respiração era doce com o whisky. Olhos cinzentos parcialmente fechados, completamente relaxados, e ele até mesmo se inclinou mais para a mão enterrada em seus cabelos. Sinceramente, Harry pensou, Draco podia muito bem ser um lobisomem, mas isso era quase como lidar com um gato supercrescido. Não que ele se importasse, é claro. De fato, ele gostava bastante do ronrono baixo e satisfeito que mandava ondas de vibração por seu corpo.

Ele não percebeu que o loiro havia se movido até que sentiu seus óculos sendo gentilmente retirados de seu rosto. Ele piscou com a surpresa, tentando refocar seus olhos sem muito sucesso, e ouviu Draco depositar o objeto em algum lugar ao seu lado.

"Harry...?"

Não parecia estranho ouvir o outro usar seu primeiro nome – e, na verdade, agora parecia perfeitamente normal estar deitado com ele dessa maneira – então Harry apenas sorriu preguiçosamente para mostrar que havia ouvido. "Sim?" ele estava ficando sonolento, sua voz se arrastando mais do que nunca. Logo ele estaria dormindo, e esperava que Draco não sentisse vontade de se mover. Estava confortável assim...

"Harry…" o nome veio como um suspiro contra sua boca, fracamente audível, como se nem estivesse ali.

O gifinório suspirou, seus olhos se fechando por sua própria conta. Ele estava tão cansado, e tão desorientado, e tão quente. Contente, ele deixou que sua mão trilhasse para fora do cabelo loiro, sobre suas costas, indo descansar na cintura do outro.

Ele acordou consideravelmente, no entanto, quando sentiu outra boca descer sobre a sua.

Os olhos verdes se arregalaram, mas Draco não percebeu. Ele agia por instinto, não tentadoramente, mas curioso, e com toda a hesitação de se jogar no desconhecido. Era uma experiência, uma coisa que estivera no fundo de sua mente por mais tempo do que ele admitiria, e que era agora impossível de negar. Em baixo dele, Harry sibilou em surpresa, e era tão parecido com o pouco de Parseltongue que ele havia falado antes, que Draco estremeceu contentemente. Unhas arranharam suas costas por cima de sua camisa conforme as mãos do grifinório se fechavam compulsivamente, mas além disso não parecia haver nenhuma outra reação além de choque de seu companheiro. Bastante desapontador, na verdade.

Determinado a conseguir algum tipo de reação antes de se separar do outro, o sonserino aprofundou o beijo insistentemente. Seus lábios se moveram com apenas um pouco de incerteza, comunicando sua curiosidade e desejo mudo que ele não sabia que existiam, dividindo segredos, estranheza apenas quando ele abriu os olhos e encontrou um olhar verde estonteante. Desprotegido uma vez de seus óculos, e ainda abertos arregalados em surpresa.

Foi o breve, quase tímido mover da língua de Draco que finalmente lhe ganhou o efeito que desejava. A respiração de Harry ficou rápida de repente, e suas pálpebras se fecharam lentamente. Suas costas se curvaram aparentemente contra sua vontade, e ambas as mãos subiram para segurar firmemente a cintura do loiro.

É claro, com seus estados mútuos de bebedeira, era um beijo que pareceria desajeitado e um pouco estranho em retrospecto, mas por enquanto era mais do que satisfatório.

A frustração que vinha perturbando Harry há semanas finalmente apareceu, e sem aviso ele se viu se movendo rapidamente, não dando ao sonserino tempo para protestar enquanto o virava de costas e rolava para que ficasse por cima. Os olhos cinza piscaram em surpresa, mas um pequeno sorriso havia aparecido, e permaneceu enquanto Harry se abaixava e continuava o que Draco havia começado.

Nenhum deles sabia o que estava fazendo. Harry estava copiando os fragmentos que conseguia se lembrar do Sonho que agora aparecia num lugar distante de sua memória e fazia seu coração bater excitadamente. Draco, por outro lado, estava obedecendo ao uivo vitorioso do lobo que surgiu em sua cabeça, e estranhamente estava contente com o fato. Não era ruim, ele cedeu, todo esse negócio de beijar Harry Potter. Com isso em mente, ele deixou que seus dedos se embolassem nos fios desarrumados de cabelo quando o grifinório se afastou, apenas para trilhar beijos incoordenados sobre sua mandíbula e pescoço.

Não, não era ruim mesmo, ele pensou distantemente, segundos antes de fechar os olhos e prontamente apagar, sua mão por dentro da camisa do grifinório, e a cabeça de Harry escondida na curva de seu pescoço.

oOo

Foi o som do chuveiro que eventualmente acordou o grifinório inconsciente, horas depois. Ele se espreguiçou conforme os últimos restos do sono o deixavam, e imediatamente sentiu mais músculos do que ele sabia que tinha se esticarem e ficarem tensos. Deus, em que posição horrível ele dormiu na noite passada?!

Trincando os dentes, ele tateou cegamente por seus óculos, que foram encontrados apenas após uma engatinhada inelegante pelo local embaçado. Atordoado, ele demorou a colocá-los, suas mãos estranhamente dormentes e não tão habilidosas como normalmente. Uma dor irritante e potente havia começado a se formar atrás de seus olhos desde que ele havia se levantado. Horrorizado, ele pressionou seus dedos firmemente em sua testa e fechou os olhos, tonto e desorientado.

No fundo, o som da água subtamente parou, e ele congelou com isso. A presença de outra pessoa se tornou muito óbvia para ignorar, assim como o tremor estranho que ele não podia realmente nomear.

Alguma coisa estava errada, ele só não conseguia se lembrar o que. Olhando em volta, ele passou alguns momentos tentando entender onde estava. Foi a visão de uma gravata da sonserina descuidadamente jogada atrás de um sofá próximo que finalmente o fez tropeçar – e também o que fez com que uma memória confusa voltasse rapidamente.

Parecia que alguma coisa realmente pesada o havia acertado na barriga. Ele se virou para encarar o local no chão aonde havia dormido, lembrando – com uma mistura estranha de horror e felicidade – como ele e Malfoy haviam se beijado e, no caso do loiro, mesmo roubado uma rápida passada de mão antes de cair ali.

Não. Aquilo tinha sido um sonho. Tinha que ter sido!

Enquanto ele ficou ali, espantado em imobilidade, veio o som da porta do banheiro se abrindo, fazendo pânico surgir em Harry. Ele mentalmente se chutou pela reação – se lembrando de que ele era um grifinório afinal, e não deveria estar encarando isso com a cabeça erguida? – mas ainda assim, isso não impediu sua expressão de parecer algo como terror quando Draco apareceu.

O loiro entrou na sala como se fosse perfeitamente normal ter um grifinório meio-acordado e totalmente de ressaca piscando de volta para ele com a marca de seu carpete em sua bochecha esquerda. Ele obviamente teve mais tempo do que Harry para se recompor, e estava agora vestido em uma roupa trouxa extremamente arrumada, consistindo de jeans preto e uma camisa pólo que fazia sua pele e cabelo parecer chocantemente pálidos. De uma forma boa, é claro, como ele havia determinado várias vezes na frente do espelho no dia em que a comprou.

Quando seus olhos caíram em Harry, no entanto, sua expressão rapidamente saiu do casual para incrédula.

"Certamente você não pretende aparecer um público assim?" o sonserino realmente parecia um pouco enojado, sua boca se contorcendo como se ele estivesse querendo debochar. "Merlin, Potter, vá tomar um banho!"

Harry empalideceu. "La... lá dentro?" Ele gesticulou vagamente para o quarto de onde Draco tinha acabado de sair.

"Não, eu estava pensando no lago. Ouvi dizer que é bem refrescante a essa hora da manhã. Sim, lá dentro. Deus!" parecia que sarcasmo era uma coisa bastante matutina para o loiro, sua pequena reserva de paciência não tendo acordado ainda. Rolando os olhos e parecendo bastante desdenhoso, Draco se virou e desapareceu novamente em seu quarto.

Perdido, Harry coçou estranhamente atrás de seu pescoço. Havia sempre a chance – uma escorregadia e esperançosa pequena chance – de que o outro garoto não se lembrava do que havia acontecido. Ele parecia bastante chapado na noite anterior. Talvez –

"Potter, eu disse para você ir tomar a droga do banho para eu poder te levar a sério! Nós precisamos conversar."

Talvez não.

oOo

Deus, Malfoy era uma garota. Esse foi o pensamento solitário que reaparecia em sua cabeça conforme ele entrava no banheiro e reparava na quantidade impressionante de produtos relacionados a pele. Shampoo, condicionadores de cabelo, hidratantes, sabão para banhos de espuma, pelo amor de Deus, óleo para banho, gel de cabelo... a lista continuava, todos eles alinhados impecavelmente numa prateleira próxima ao chuveiro em potes coloridos. Harry os encarou ceticamente enquanto fechava a porta atrás dele e lançava um casual feitiço de tranca. Talvez ele não devesse ficar tão surpreso se o sonserino for realmente gay...

Tirando esse pensamento de sua cabeça, ele se despiu rapidamente e ligou o chuveiro, entrando em baixo da água quente quando o ar começou a lhe dar calafrios. Dali em diante, ele se moveu como se automaticamente, usando shampoo e sabão mecanicamente enquanto seus pensamentos corriam por caminhos bem diferentes.

O que diabos havia acontecido?!

Não, risque isso. Ele sabia o que havia acontecido. Talvez a pergunta devesse ser como havia acontecido?! Ele tinha certeza de que não tinha iniciado o que quer que tenha acontecido. Malfoy – bem, ele supôs que realmente deveria chamá-lo de Draco agora, tendo trocado saliva e tudo. Draco tinha sido quem se moveu primeiro. Ele definitivamente se lembrava disso.

Então o que isso significava? Com certeza o sonserino não estava sendo sério. E se...?

Embora Harry tivesse medo do simples pensamento, ele de repente se viu procurando por suas próprias memórias tentando ter certeza de que não tinha inadvertidamente mandado que o loiro fizesse alguma coisa que ele não queria. De novo.

Oh Deus, e se ele tivesse? E se ele tivesse tirado vantagem não apenas desse poder, mas também do fato de que Draco estivera tão obviamente irritado acima de um pensamento racional na noite anterior? Era sobre isso que o loiro queria falar?! Merlin, ele provavelmente estava furioso.

Se encolhendo, Harry cobriu o rosto com as mãos e deixou que a água caísse sobre ele. Ele não queria deixar o banheiro por medo do que iria acontecer. O sonserino iria matá-lo, e Harry não poderia realmente culpá-lo. Depois de prometer não usar a compulsão de novo, ele havia ido e feito... aquilo!

Mas não, com certeza ele não tinha dito nada que abrisse para interpretação. O que ele podia possivelmente ter dito? "Oi, Malfoy, encha outro copo – oh, e depois venha me dar uns amassos no chão, se não se importar."

Tão improvável quanto parecia, que outra explicação existia?

oOo

Vestido, Harry voltou para a sala, cutucando as roupas que estivera usando na noite anterior. Draco se virou de onde estivera em pé próximo à lareira, observando um dos ornamentos marcharem de um lado para o outro, e o olhou sem expressão. Qualquer coragem grifinória desapareceu, e Harry estava subitamente grato por ter passado a maior parte de seu tempo no banheiro planejando o que estava prestes a dizer.

"Malfoy." Ele começou, se preparando contra o nervosismo e o constrangimento que ameaçavam se formar. "Draco. Sobre o que aconteceu... Olhe, me desculpe. Eu não achei que tivesse dito alguma coisa que o feitiço pudesse entender como uma ordem, mas talvez…" ele parou, dando de ombros estranhamente. "Se você simplesmente quiser esquecer que isso aconteceu... quero dizer, vamos encarar, eu sou basicamente seu único amigo agora. Complicar isso..."

"Você não me induziu, Harry."

"E além disso, você estava muito bêbado ontem a noite. Bem, nós dois estávamos, para ser honesto – O que?" Bem, Harry pensou distantemente, lá se foram suas explicações pré concebidas.

Draco o encarou calmamente, sua expressão tão vazia que o grifinório tinha certeza de que não era o único que havia tentado planejar essa conversa.

Harry sacudiu a cabeça, decidindo começar de improviso. "Mas… mas você é… você não é gay. Quero dizer... você é?"

O loiro franziu a testa. "Não. Sou um sangue puro."

Por mais simples que essa resposta tornasse as coisas, Harry tinha que questioná-la. "...E?!" Ele perguntou incrédulo, incapaz de seguir a lógica.

"Deus, Potter. Não existe nenhum sangue puro gay."

Harry piscou, e não conseguiu esconder muito bem o sarcasmo que escapou dele. "Não, apenas aqueles héteros que ocasionalmente beijam outros garotos." Exasperado, ele rolou os olhos com a frase ridícula do outro.

"Não me sacaneie."

"Não estou, só estou... ressaltando que foi você quem começou aquilo." Harry levantou um ombro distraidamente, se arrependendo do comentário quase no mesmo momento em que ele saiu de sua boca. O que aconteceu com se desculpar? Ele se perguntou, enquanto Draco se endurecia e cruzava os braços defensivamente.

"Eu espero que você não esteja se vangloriando, Potter." Ele colocou uma ênfase particularmente cuspida no uso do ultimo nome de Harry. "Não, você não me induziu, mas eu também não estava sóbrio. Eu estou sexualmente reprimido desde que essa coisa de lobisomem começou, se você quer saber. Você aconteceu de estar ali, ok? E nós estávamos bêbados, e foi bom na hora. Eu não sou gay, estou apenas… desesperado." Aparentemente percebendo o que havia acabado de dizer, o loiro fez uma careta para suas próprias palavras e se afastou da lareira. Derrotado, ele caiu no sofá e cobriu seu rosto com as mãos.

Sem saber o que fazer, o grifinório ficou em pé ali estranhamente, relutante para entrar mais na sala. Sua dor de cabeça ainda não tinha desaparecido, e ainda latejava atrás de seus olhos, diminuindo sua já pequena paciência. Mesmo assim, ele observou a confusão de Draco com simpatia, mesmo enquanto tentava ignorar a pontada que as palavras traziam.

Finalmente, ele suspirou e se moveu para sentar próximo do outro garoto, embora tivesse tomado o cuidado de manter alguma distância entre eles. "Tudo bem. Eu entendo. Mas, isso é… é melhor ficar tão desesperado assim?

Furioso, Draco se virou contra ele. "E quanto a você?! Você não objetou. Não colocou nenhuma luta decente, então você não pode clamar ser tão inocente –."

"Eu não ia fazer isso." Apesar de seu enrubescimento, ele conseguiu dizer isso calmamente, olhando diretamente para frente o tempo todo.

Os olhos do sonserino se arregalaram subtamente enquanto seu queixo caia para o grifinório, um entendimento novo se formando a partir de uma intuição que praticamente caiu sobre ele. "Você queria aquilo!"

"Você também -."

"Não, eu quero dizer que você pensou sobre aquilo! Antes da noite passada!" ele parecia vagamente incrédulo. "Potter! Você me seduziu?!"

"O que?! Não! Eu – Deus, é claro que não!"

Constrangimento era igual em ambos os lados, e cor surgiu nas bochechas pálidas do sonserino. "Bem... quero dizer, é só que... Isso não é algo que eu faça!" ele fez gestos vagos com a mão, aparentemente tentando encompassar a sessão dos dois na noite anterior.

Harry riu. "Eu achava que sonserinos eram todos adeptos do sexo casual."

"Oh eu espero que você não seja tão ingênuo para pensar que aquilo era sexo -."

O grifinório o encarou em aviso, mas havia uma malicia real ali. Ele estava cansado demais para estar realmente irritado, e suspeitava que Draco não estava diferente. Agora que os dois se sentaram, a exaustão parecia desabar sobre eles, e Harry se viu escorregando pelo sofá com a vaga sensação de que ele devia se sentir mais estranho sobre o que havia acontecido do que realmente sentia.

Perto dele, o loiro coçou os olhos, os sinais antes escondidos de uma ressaca similar começando a aparecer na maneira como ele se movia e apertava a ponta do nariz. Eles se sentaram ali por um longo momento, em perfeito silêncio, nenhum deles sabendo realmente como abordar o assunto que havia surgido entre eles.

Eventualmente, após mais ou menos vinte minutos de um silêncio mútuo, o sonserino se sentou para frente e descansou os cotovelos nos joelhos.

"Eu não sabia que você era inclinado." Ele comentou, baixo, como se isso fosse um tópico totalmente normal para uma conversa.

Harry o olhou rapidamente. "Mesmo? Eu sempre achei que você fosse."

Isso lhe rendeu um olhar cerrado, e eles continuaram em seu silêncio, inseguros sobre o que havia sido estabelecido, se algo tinha sido.


Comentários Aleatórios das Malfoy-Moraine:

Nanda diz: E a fic de vocês?

Cy diz: Não temos final, muié.

Ly diz: Não tem fim. Nós resolvemos reescrever história sem fim... u.u Vai ser mó sucesso...

Nanda diz: Vocês não me disseram o shipper...

Cy diz: Empacamos.

Nanda diz: Deixa eu ler... De repente tenho idéia

Ly diz: Hmmm... Será que devemos deixar? Eu queria fazer surpresa...

Cy diz: Eu também... :/ E agora?

Ly diz: :/ Que você acha de a gente só postar a primeira parte? E deixar o resto maturando? Se a gente pensar num fim, postamos depois.

Cy diz: É, pode ser também...

Nanda diz: Que horror deixar as pessoas com vontade...

Ly diz: Aprendi isso ontem com a Cy u.u

Nanda diz: Então ta né... Me deixem de lado mesmo.

Ly diz: Você é taaao melodramática u.u Você vai ler a historia... Eventualmente... E vai adorar ^^

Cy diz: COMIGO????????????

Ly diz: É! Com você que não me deu nem uma palhinha da fic ontem... Fui dormir curiosa u.u

Nanda diz: Tudo bem... teve época... muito, muito distante, quando eu era querida... que eu era a primeira a ler.

Cy diz: dei sim, você que não acreditou que era parte da fic. xD

Ly diz: É, isso foi XD

Nanda diz: Ainda sou ignorada... vou embora ¬¬

Ly diz: Mas essa é uma surpresa pra você, não podemos deixar você ver a surpresa antes da hora.

Cy diz: Acho que te demos muitas Draquetes quando você era pequena, Nanda... o.o

Ly diz: realmente ela ganhou muitas Draquetes... ficou mimada. Não agüenta nem esperar pela própria surpresa u.u

Nanda diz: A surpresa é pra mim? A fic é pra mim?

Ly diz: A fic é pro fest... Mas eu não vou dizer que a gente não pensou pacas em você escrevendo XD

Nanda diz: A fic nem vai ser minha... Nem vai ter final! E vocês nem querem minha ajuda... Vocês não me amam mesmo!

Ly diz: NANDA DA SILVA SAURO! ENGOLE O CHORO! ¬¬

Cy diz: u.u

Ly diz: Oras... Parimos...

Nanda diz: colamos e bla bla bla

Ly diz: Colamos com super bonder... Limpamos a meleca...

Nanda diz: eu quero ler

Ly diz: Demos Draquete... Deixamos ATÉ casar... Fazemos fic de presente... e fica ai chorando... u.u

Nanda diz: Deixa eu continuar caçando o arquivo da minha fic que ganho mais...

Ly diz: Hey! Não de as costas quando sua mãe esta te dando esporro! Ele perde o efeito!

Cy diz: *ameaçando jogar a fic pela janela*

Nanda diz: Caraca meu! Acho que perdi o arquivo da minha fic! Será que deixei só no pc do trabalho??? Ai... *indo olhar o e-mail*

Cy diz: Você vai deixar a gente ler a sua fic? *olhar inocente*

Ly diz: kkkkkkkkkkkkkkk

Nanda diz: Hãnnnn... Deixa pensar... Não?

Ly diz: Vai ficar de bico não vamos mesmo te mostrar a fic... u.u


Notas das Tradutoras:

Aeeeeeeee!!!! Demoramos mas chegamos! Mais um capítulo pra vocês, e a gente tem certeza de que nesse vocês vão ter bastante coisa pra comentar ;)

E lembram da fic que nós comentamos que estávamos fazendo da ultima vez que postamos? Bom, é uma ficlet na verdade e. como vocês devem ter percebido pela reação da Nanda... ta pronta! Já está inclusive sendo postada no nosso perfil pra quem estiver interessado! (deixamos avisado que, pra variar, vindo da gente, é uma crack!fic, ou seja, altas doses de humor e nenhum bom senso u.u). Aproveitem!

Beijos a todos e até a próxima!

Ly e Cy