Autora: Sakuri

Tradução: Malfoy-Moraine S.A

Pares: Draco Malfoy e Harry Potter

Classificação: R

Disclaimer da autora: Esta história é baseada nos personagens e situações criadas por JK Rowling.

Disclaimer das tradutoras: Nada aqui nos pertence, nem Harry Potter, nem esta história. Harry Potter é da tia Joka e a fic, da Olimakiella. Nós só a estamos traduzindo com a permissão da autora.

Avisos: SLASH! Relacionamento entre dois homens. Não gosta, não leia. Mas se gosta, aproveite. :D

Notas: Werewolf!Draco


Capítulo 30: Quando o Silêncio Diz Tudo

Depois de um silêncio longo e profundo, tudo o que Draco pôde pensar em responder foi, "... Como é?"

Hermione levantou um ombro em um pedido de desculpas. "Eu disse que você não iria gostar disso."

O loiro a encarou, sem entender. Após alguns segundos, ele sacudiu fortemente a cabeça. "Espera. Não. O quê?"

Ela suspirou e apontou para o livro em seu colo. Ao seu lado, sentado ansiosamente na beirada do sofá, o sonserino esticou o pescoço para ver as palavras que ela estava indicando. "Olha, diz bem aqui. Eu também não acreditei, no começo, mas isso explica tudo. Bem, quase tudo. Eu teria achado que você já teria sentido algum tipo de atração por -."

"O quê?! Não! Não!" abruptamente ele estava em pé, andando para longe dela, as mãos segurando seu cabelo normalmente impecável e deixando-o desarrumadamente em pé. "Granger, eu pedi que você me achasse uma cura, não fazer essa maldição dez vezes pior!"

Por enquanto, ela decidiu, apenas engoliria a explosão do garoto, já que ela havia acabado de jogar uma bomba sobre ele. "Sim, e eu achei uma, mesmo que não seja o que você queria ouvir."

Com uma expressão selvagem, ele se virou para ela. "Irrelevante, não acha?! Como você pode pensar que ele é meu...? Que eu sou o...? Merlin, eu não consigo nem dizer isso." Ele continuou com desgosto.

Ela deu de ombros, e disse calmamente, olhando ele ficar tenso. "Bem, é verdade. Você e Harry são parceiros." Ela pensou por um momento, dando uma olhada rápida para as páginas em seu colo. "Sinceramente, eu não acho que seja tão surpreendente. Vocês dois sempre... Giraram em torno um do outro. Faz sentido que o lobo fosse se apegar numa conexão já formada como essa."

"E o que tudo isso tem a ver com as compulsões?"

"Essa é a parte interessante. É fascinante, na verdade -."

"Não tem nada de fascinante nisso!"

"É como um mecanismo de defesa." Ela continuou, como se ele não a tivesse interrompido. "O lobo em você está protegendo seus próprios interesses, se você quiser pensar dessa forma. Olha só, ele teme que se você tivesse algo a dizer, não aceitaria seu parceiro."

Draco a encarou horrorizado. "Então o quê? Ele vai me obrigar?!"

"Não exatamente." Ela parou, tentando pensar em uma explicação simples. "Pense nisso como um conflito de interesses. O lobo quer Harry, você não. Ele está preocupado que você vá empurrá-lo para muito longe, então está tentando garantir que Harry tenha o poder de te manter na linha. Tem alguns casos documentados de situações parecidas. Você tem bastante sorte de que Harry não se aproveitaria de você, sabe? Eu estive lendo sobre incidentes em que -."

"Eu não sou um caso de estudo, muito obrigado." O sonserino parecia exausto, se encostando na parede do outro lado do quarto. "Simplifique isso, Granger. Como eu faço parar?"

Ela mordeu o lábio. Mesmo ela sentiu simpatia por ele, por um segundo. "Bem... Existem duas opções. Ou você continua do jeito que está, com a palavra de Harry de que ele não vai abusar desse poder. Ou..."

"Ou? Ou o quê?!"

A bruxa deu de ombros novamente. "Ou você o aceita como seu parceiro, o lobo fica tranqüilo e acaba com as compulsões."

Ele deixou o queixo cair para ela. "O quê? Mas isso é... É como chantagem ou algo assim!"

Ela concordou. "É genial, quando você para pra pensar. Não existe nenhuma outra criatura mágica que desenvolveu um sistema-."

"Desenvolveu? Isso é... Puramente maligno! É perverso!" nervoso, Draco cobriu os olhos e inspirou, desesperadamente tentando se acalmar. "Eu não vou ser forçado a isso! Como você consegue só ficar sentada aí e ler isso tudo como se não fosse nada demais? Você concorda com isso?!"

Ela riu. "Deus, não. Para deixar as coisas bem claras, Malfoy, eu acho que você é só mais um inconveniente de que Harry realmente não precisa."

Ele a encarou, surpreso. "Fria, não?"

Hermione sorriu. "Às vezes. Honestamente, eu acho que Harry estaria melhor sem ter que se preocupar com um lobisomem psicótico que ataca seus amigos às menores provocações."

O queixo do sonserino caiu. "Eu não quis -."

"Mesmo assim." Ela o cortou, fechando o livro com um baque e levantando. "Eu vou deixar isso aqui. Sugiro que você o leia, e talvez procure uma maneira de se controlar."

"Granger -!"

"Não vou contar ao Harry. Isso é com você. Eu encontrei sua cura, é pegar ou largar." Ela se virou e caminhou para o retrato na entrada.

Por um momento, Draco pôde apenas observá-la ir embora. Então, voltando a si, ele se adiantou atrás dela. "Hey."

Ela parou, esperando.

"O que exatamente você está me dizendo para fazer? Você acha que é melhor deixar as coisas como estão?"

"... A situação em que você está não é a ideal, mas pelo menos assim... Ninguém está se machucando."

Ah. Então era isso. Aparentemente, essa era a versão de Granger de um aviso. Ela achava que Harry iria rejeitá-lo, se surgisse uma situação em que ele tivesse que escolher. Um bom pedaço de informação para ser guardado.

"Você não sabe o que iria acontecer se… Eu contasse para ele." Ele sentiu a necessidade de protestar, apesar do último pensamento.

Ela assentiu, concordando, mas depois deu de ombros. "Você tem um amigo no mundo nesse momento. Vai arriscar perdê-lo?"

Fazendo uma careta, ele deu as costas a ela e ouviu o retrato ser aberto e se fechar, e ele estava sozinho. Ele realmente teria que ler um pouco sobre ser um lobisomem, por que não achava que agüentaria nenhuma outra surpresa.

oOo

Nesse meio tempo, Harry respirou aliviado quando finalmente pôde soltar o peso morto de Ron, deixando o amigo em um dos sofás da sala comunal e se levantando para girar o ombro. Essa – ele jurou para si mesmo, sabendo o tempo todo que seria mentira – era a última vez que lidaria com as conseqüências de uma das ridiculamente únicas maldições de Malfoy. Só Deus sabia o que o feitiço do loiro tinha feito, mas Ron estava agindo como se mal estivesse consciente, embora Harry não pudesse definir um sintoma visível. Nem mesmo uma ferida na cabeça pelo tombo que ele levou.

"Que aconteceu...?" Ron murmurou, deitado, se mexendo até que estivesse virado de lado, sua cabeça apoiada no encosto do sofá.

Suspirando, Harry se moveu para pegar um baquinho e o arrastou pelo carpete até que pudesse sentar de frente para o ruivo. Ele descansou os cotovelos nos joelhos e o queixo nas mãos. "Malfoy." Disse simplesmente.

A máscara de uma careta passou pelo rosto do outro. "Bastardo..." ele disse zonzamente. "Pelo menos não tem lesmas dessa vez."

Harry teve que rir com a memória. "É, bem, eu duvido que você vá estar tão agradecido quando estiver de volta ao normal."

"Hum." Ron concordou, fechando os olhos com uma careta discreta. Ele mudou de posição, aparentemente tentando ficar mais confortável. Harry se levantou, vendo que o ruivo estava a ponto de cair no sono. A voz abafada de Ron o fez parar. "Então você realmente virou amigo dele?"

Harry hesitou para responder. "É." Disse eventualmente, concordando com a cabeça. "É. Foi mal, parceiro."

"Hunf." Ron resmungou. "Ele ainda é um panaca."

"Nem me diga."

oOo

Severus teve a estranha experiência de ver a sua própria versão mais nova passar correndo atrás de – Deus lhe ajude – Lily Evans. Ele estremeceu levemente enquanto olhava o espetáculo e lembrava, apesar de tudo, da patética confusão, frustração, hormônios e afeição que ela sempre conseguia provocar nele sem nem ao menos tentar. Aqueles sentimentos sempre estiveram tão óbvios para quem os via juntos? Por que a cena o enojava agora. Ele quase – quase – podia entender porque Potter e Black sentiam que era tão necessário implicar com ele tão incessantemente naquela época, se ele sempre parecia do jeito em que estava nessa memória particular.

Com aquele pensamento, ele olhou em volta, procurando Remus na cena. O garoto estava em pé, com as costas apoiadas em uma parede, os braços segurando uma pilha de livros. Ele estava sozinho, e embora estivesse num lugar amplamente iluminado, nem um pouco obscurecido por sombras ou alcovas, parecia que nenhum dos alunos passando o notavam. Mesmo Lily, uma amiga próxima, nem mesmo olhou em sua direção, e o Severus mais novo, absorvido na maravilha de conversar com a garota vibrante que sempre o havia cativado, praticamente passou por cima de Lupin sem perceber sua presença.

Isso surpreendeu o Mestre de Poções. Ele não havia sempre se gabado de ser um bom observador? Não, ele não gostava do Maroto mais quieto nem um pouco a mais do que gostava dos outros três, mas ele tinha certeza de que devia ao menos ter percebido que ele estava ali.

Afinal, ele sabia o que era ser ignorado por todos. Mesmo ser encontrado com ódio era melhor do que simplesmente não ser percebido.

Além disso, Severus achava difícil nunca ter percebido alguém que o olhava assim.

O lobisomem estava com aquela mesma expressão daquela primeira memória que Severus havia visto, mostrando os dois na livraria onde Remus o observava por cima de seu livro; era a mesma expressão que ele tinha visto Weasley usar ao redor de Granger, quando ele achava que ninguém mais estava olhando. E, vendo isso agora, era tão desconfortável saber que alguém, qualquer pessoa, já quis sua atenção. Realmente, Lily o havia tratado como um amigo – não, mais como um conhecido. Mas ela havia usado sua paixão como um acessório, e meramente tolerava sua presença persistente ao seu lado. Ele viu que podia admitir essas coisas agora, sobre um passado tão distante.

Inesperadamente, sentiu uma pontada de culpa ao perceber que de alguma forma havia conquistado uma dedicação similar sem nem ao menos se dar conta.

Desconfortável, ele discretamente saiu da cena e terminou a sessão. À sua frente, Lupin coçou os olhos, se encostou contra a cadeira atrás dele e murmurou "Finalmente cansado de investigar minhas memórias?"

O professor de Poções levantou uma sobrancelha. Ele achou que estava sendo sutil em suas observações.

O outro percebeu sua expressão e riu um pouco. "Você é um sonserino. Eu teria suspeitado de alguma coisa se você não estivesse se aproveitando da situação. Viu algo interessante?"

"Talvez." Ele admitiu, olhando sua companhia cuidadosamente. Pensou antes sobre como tinha notado a atitude subitamente submissa do lobisomem com seu suposto parceiro, e depois sobre a expressão misteriosa que ele havia visto segundos atrás, e sobre seus próprios sentimentos conflitantes sobre o assunto. Ainda assim, não seria conveniente mencionar nada disso.

Esperou silenciosamente, esperando que Lupin se levantasse e fugisse da sala como normalmente fazia. Nenhum deles se moveu, e Severus, para sua própria irritação, pôde sentir sua curiosidade crescendo.

Eventualmente, ele simplesmente teve que perguntar.

"Puramente por uma questão de fascinação mórbida, por que você está persistindo nessa atração absurda, Lupin?"

O lobisomem pareceu chocado por um momento. Ele se sentou reto, se movendo para tirar o desconforto de suas pernas dobradas. Parecia estar considerando, e após um tempo, deu de ombros. "Com toda a honestidade, eu já me fiz essa mesma pergunta antes, e não faço idéia. Eu sei que isso vai de encontro ao meu senso de preservação." Ele deu um meio sorriso torto.

Severus franziu a testa. "Além disso, eu tinha a impressão de que a sua espécie só poderia ter um parceiro para a vida toda.

"É."

"Nesse caso, me ocorre que essas suas investidas toscas têm ainda menos sentido do que imaginei no início." Ele inclinou a cabeça, achando que esse era um ponto perfeitamente válido, mesmo que Lupin tivesse aberto a boca incredulamente em resposta.

"Minhas o quê? Severus! Eu raramente te digo uma palavra! Você fala como se eu... Eu... Te assediasse ou algo assim!"

O Mestre de Poções riu. "Como se você pudesse, Lupin. Não, minha pergunta era simplesmente por que -." Ele parou, pego de surpresa ao se encontrar envergonhado. Impacientemente ignorando a emoção, ele recomeçou, mantendo sua voz num tom desinteressado. "Por que você está interessado? Principalmente uma vez que você já conheceu seu parceiro. Eu teria pensado que isso é... Impossível.

Lupin o encarou intensamente. Severus achava que ele parecia mais vivo que o normal, mesmo um pouco zangado. "Eu sou mais que a minha maldição, sabia?" o lobisomem retrucou. "Você nunca entendeu isso."

"O que isso quer dizer?"

"Quer dizer – Oh, esquece!" obviamente frustrado, Lupin se levantou com uma careta.

Perplexo, o Mestre de Poções copiou o movimento, vagamente se perguntando o que diabos havia acabado de acontecer. Primeiro, ele tinha quase certeza de que não havia insultado o homem. Ou não havia tentado, de qualquer forma.

"Lupin, pelo amor de Deus – Ah!" sem aviso, a dor o atingiu. Ele estremeceu e fechou a mão sobre o outro antebraço, que queimava sob o material de suas vestes. Levantando a manga, ele olhou para a tatuagem que agora estava escura e parecia se destacar em sua pele. "Reunião dos Comensais da Morte." Ele disse por entre os dentes cerrados.

Lupin empalideceu. "Está na hora, não está?" ele perguntou fracamente. "Eu estou pronto?"

Severus o encarou seriamente. "Você vai ter que estar. Você conhece a história, a teoria. Tudo o que vai ter que fazer é manter minhas defesas na frente de sua mente. Consegue fazer isso?"

O lobisomem fechou os olhos, e visivelmente colocou seu nervosismo de lado. "Sim." Ele respondeu, quando conseguiu.

O Mestre de Poções assentiu, e se moveu na direção da lareira, esticando uma mão para pegar um pouco do Pó-de-Flu que ficava num recipiente sobre seu parapeito. "Eu vou informar ao diretor que nós estamos nos movendo agora, e então você pode usar o Flu para ir a Hogsmead e aparatar de lá. Você se lembra aonde está indo? Ótimo. Agora, você ouviu de mim aonde as reuniões acontecem, durante um de meus relatórios para Dumbledore, e hoje você apenas aconteceu de estar por perto quando minha Marca foi ativada e aproveitou a oportunidade -."

"Severus, eu sei. Nós já revimos isso dezenas de vezes."

"Me desculpe se eu não confio na sua habilidade de atuação!" ele cuspiu de volta. "Eu sei o quanto você deixa suas emoções próximas da superfície. É melhor você mantê-las sob controle esta noite."

Remus se impediu de latir uma resposta mal criada. Ele estreitou os olhos para o outro homem, que por sua vez parou, hesitando com o pó verde na mão.

"O quê?"Severus perguntou desconfiado quando não conseguiu entender o súbito silêncio. "Você está amarelando? Isso não vai funcionar se você está duvidando -."

"Não, não é isso. É só que... Você está preocupado comigo."

O sonserino fez uma careta de desprezo. "Eu estou preocupado com a missão, Lupin. A diferença é bastante óbvia."

Remus poderia ter investido na discussão, mas subitamente seus olhos se arregalaram. "Merlin, eu não falei com Harry ainda! Eu pretendia contar pra ele antes, eu simplesmente não achei que seria tão cedo e eu não sabia como ele aceitaria. E tem Draco. Severus, eu preciso -."

"Não agora, não tem tempo. Eu vou informar Potter da situação, se você insiste que ele precisa saber. E tenho certeza de que ele vai dizer a Draco; os dois têm passado uma quantidade irritante de tempo juntos."

O lobisomem hesitou, mas aceitou a lógica. "Só... Não seja cruel com ele dessa vez." Ele implorou, antes de se mover para a porta. "Vou usar outra lareira enquanto você fala com o diretor. E Severus?"

Exasperado, o Mestre de Poções se virou para olhá-lo, levantou uma sobrancelha exasperadamente. Então, por um momento horrendo, ele teve certeza de que o homem estava a ponto de fazer alguma coisa terrivelmente dramática e Grifinória em um surto de nobreza. Como tentar beijá-lo.

Seu alarme deve ter aparecido em seu rosto, já que Lupin subitamente sorriu, divertido. "Me deseje sorte." Foi tudo o que disse.

Severus rolou os olhos. "Sorte não vai lhe trazer favores." Murmurou, vendo o lobisomem desaparecer de seu quarto e ouvindo os passos apressados desaparecerem de sua audição. Só quando ele estava certo de que o homem realmente havia ido ele relaxou, e sussurrou quase inaudivelmente "... Sorte."

Então ele jogou o pó esverdeado nas chamas e convocou Dumbledore.

oOo

Já haviam passado horas desde que Granger foi embora, e Draco mal havia se movido do local em que tinha se sentado logo após a saída dela. Ele havia levantado uma vez, para ir ao banheiro, e depois mais uma para colocar seus pijamas após um rápido feitiço Tempus, revelar que já estava bastante tarde. Agora ele estava confortavelmente enrolado em um dos cantos do sofá, o livro pesado que ela havia deixado para trás equilibrado no braço da poltrona aberto num ponto a frente da metade. Ele esteve lendo furiosamente desde que decidiu aprender mais sobre o que lhe afligia, com um pouco de esperança de achar algum buraco que a bruxa tivesse perdido.

O senso comum lhe dizia que isso não aconteceria, mas ele ainda tentava.

Mas mesmo enquanto desesperadamente procurava alguma saída para seu destino aparente, as palavras dela ainda ecoavam em sua cabeça – o aviso cuidadosamente colocado de que, ela achava que Harry não iria querer ter nada a ver com ele se soubesse – e, para seu horror, o medo que o mero pensamento lhe causava o deixava enjoado.

E ela estava certa, não estava? Ele já tinha que ter aprendido que Potter nunca o colocaria como uma prioridade, como foi provado pela cena daquela manhã. Duas vezes agora ele tinha sido rejeitado em favor de Weasley. Bastardo que não sabe o que quer! Tanto por aquela palhaçada de 'amigo'...

Então, amargamente, o sonserino resignadamente estudava cada palavra do livro à sua frente, torcendo mas não realmente acreditando numa saída para seu problema. Era apenas perfeitamente irônico demais para não ser verdade.

Ele saiu de seu transe, assustado, ao ouvir uma batida de fora do retrato. Levantou-se com dificuldade, amaldiçoando a perna que imediatamente ficou dormente, apenas conseguindo mancar pelo espaço largo do cômodo.

Quando o retrato se abriu, por alguma razão, ele não tinha esperado encontrar Potter, mesmo que houvessem poucas outras pessoas com razão para visitá-lo. Então, por alguns segundos, ele meramente piscou em surpresa, não tendo registrado ainda a expressão do grifinório.

"Por que você bateu?" foi a primeira pergunta que conseguiu sair de sua boca quando finalmente conseguiu falar. "Você normalmente apenas entra... Você está bem?" tardiamente, lhe ocorreu que o garoto normalmente animado estava pálido e visivelmente tenso, quase não se movendo, e seus olhos estavam arregalados e terrivelmente escuros por trás de suas lentes ridículas.

"Ele está indo para Voldemort." Harry disse, sem rodeios.

Draco estremeceu e encarou o grifinório, escandalizado. "O quê? Quem?!" mesmo enquanto falava, ele se adiantou e puxou o outro para dentro, tendo certeza de que o retrato se fechou seguramente atrás deles.

"Remus." Foi a resposta amargurada. "Ele foi esta noite, para ser… Para ser um espião! Snape, de todas as pessoas, acabou de me dizer!" Ele enterrou ambas as mãos no cabelo, puxando-o em desespero. "Nenhum aviso, nenhuma despedida, ele simplesmente... Foi."

O loiro o encarou confuso. "Potter, eles têm se preparado há séculos. Ninguém te contou isso?"

Olhos verdes se fixaram nele, devastados. "O quê? Eles... O quê?!" O choque dele era tão forte que era óbvio que essa era a primeira vez que ele estava ouvindo isso.

Draco deu de ombros. "Eu achei que você soubesse e simplesmente não queria falar sobre isso." Ele se defendeu honestamente.

"Mas… Eles disseram a você e não a mim?" ele parecia angustiado pela injustiça disso tudo, por toda a situação, e Draco podia simpatizar. Ele sempre havia se preocupado até o último fio de cabelo quando Severus saía por longos períodos de tempo.

Sacudiu a cabeça. "Ninguém me disse também. Eu simplesmente reparei que Severus e Lupin começaram a se encontrar desde que Severus perdeu seu lugar como espião. E a menos que eles estejam tendo um caso secreto – o que é improvável – fazia todo o sentido que eles estivessem se preparando para Lupin pegar seu lugar."

"Como você conseguiu pensar nisso tudo?"

"Eu fui colocado na sonserina por um motivo, Harry. Não foi apenas o nome 'Malfoy'." Suspirando, ele voltou para seu lugar no sofá, se jogando pesadamente nele.

Parecia que apenas agora o grifinório havia olhado direito para ele, notando o livro aberto e os pijamas, as marcas cansadas sob os olhos. "Oh, desculpe. Eu não queria atrapalhar você..."

De pernas cruzadas, com o livro no colo, Draco lançou um olhar rápido para o outro. "Apenas sente. Você me deixa nervoso, rondando desse jeito."

Era uma crítica tão normal que Harry sentiu uma onda de alívio pelo loiro. Era por isso que ele havia ido até ali, porque o sonserino entendia. O nervosismo de Hermione teria sido contagioso, e as más tentativas de Ron de lhe assegurar eram ainda piores. Ele não conseguiria agüentar a presença deles no momento, mas precisava da de Draco.

Indo para onde o loiro estava sentado, ele se acomodou num lugar ao lado dele, lutando contra sensações conflitantes de exaustão e nervosismo. Suas mãos se fecharam, apertando ansiosamente as almofadas do sofá enquanto uma energia nervosa, raivosa, passava por ele. Ele ia matar Remus se ele voltasse vivo! Como ele podia ter feito isso sendo o único adulto que Harry ainda tinha?! Ele não teve nem ao menos a decência de perguntar! De lhe dar algum aviso, alguma chance de se preparar –

O toque o fez se assustar, e ele olhou rapidamente para baixo quando dedos pálidos e longos firmemente seguraram seu pulso e insistentemente se entrelaçaram com os seus. Chocado, ele encarou o loiro, mas os olhos de Draco nunca deixaram o livro, como se ele não fizesse idéia do que sua mão estava fazendo por conta própria. Ele não disse nada, apenas continuou a ler, e ainda assim o aperto de sua mão era tão forte que Harry não teve escolha senão apertar de volta, e o fez agradecidamente.

"Eu não quero dormir." Ele suspirou subitamente.

Os dedos do sonserino apertaram os dele uma vez, mas foi suficiente. Então não durma, dizia o pequeno gesto. Vamos esperar.

E então eles esperaram, acordados e silenciosos.

Continua...


Comentários Aleatórios das Malfoy-Moraine:

*MM escrevendo pra Weasley_Fest*

Nanda diz: quem vai ficar por cima na parada?

Cy diz: Bill, claro. Lobo alfa.

Draco só dá pro Bill. u.u

Nanda diz: é ... tem que ser mesmo

pronto... agora é só putaria

Ly diz: que palavreado mais chulo u.u

Nanda diz: ohhh me desculpe, Senhora-eu-sou-muito-recatada!

Ly diz: mas eu sou mesmo

Nanda diz: eu sei que é

Cy diz: eu que sei... *cara de paisagem*

Ly diz: eu só mordo entre quatro paredes

ou no lustre

ou no balanço...

Cy diz: ou no parapeito da janela da Nanda

Ly diz: na fonte... na laleira... no terraço

Nanda diz: eles estão na parede, ué... *se referindo a Draco e Bill*

Cy diz: isso! na parede tbm!

Ly diz: no porão...

Nanda diz: hunf!

Ly diz: no armario do terceiro andar...

Ly diz: anyway... recatada u.u


Notas das tradutoras que vocês mais amam:

Oláaaaa, queridos e saudosos pervertidos!!!

Voltamooooos! /o/

Estavam morrendo de saudades disso, fala sério!? =)

Bom gente, primeiro um pronunciamento e agradecimento. Quem traduziu esse capitulo foi a Carine. Ela nos pediu pra traduzir alguns e nós demos um capitulo de cada fic pra ela praticar. Brigadaaaaaaaaaaa Carine, Por que se você não tivesse ajudado a gente aqui, esses caps ainda não estariam prontos.

Pois é, a gente prometeu novidades e temos uma: este é nosso último post no fanfiction net. u.u

*momento pasmo de silêncio*

Tá, eu sou má. XD

Ok, este é sim nosso último post no ff net como MM, mas isso é porque estamos migrando para um novo local. Um local só nosso. Tão MM que até dói!!!

Favoritem aí: http : // malfoy-moraine .livejournal .com (tire os espaços!)

Este é nosso LJ, lugar que vai receber tanto as traduções do grupo quanto as de cada uma (como autora). Vai funcionar como um tipo de site, com fics, imagens, vídeos, icons, comentários aleatórios, enfim... o que vier na telha, como sempre. XD

É bem simples acompanhar as MM por lá: você primeiro precisa ter uma conta no LJ (que é de graça), assim você pode visualizar os novos posts e deixar reviews. Faça a conta aqui: http : // www .livejournal .com/

Depois basta nos amigar aqui http : // malfoy-moraine .livejournal .com / profile clicando no bonequinho que tem um + (Add as a friend).

Pronto! A gente adiciona de volta e vocês estão liberados para lerem os novos posts, que inclui os próximos capítulos das traduções.

A gente encontrou nesse blog uma saída para ficar mais próximos de vocês e quem sabe aproximar vocês próprios, já que o esquema de comentários é bem mais interativo e você pode fuxicar com todo mundo.

O nosso LJ ficou bem legal, gente, e estamos esperando vocês lá. \o/

Acho que agora voltamos de vez, aproveitem e deixem reviews!

Cy e Ly - e Nanda!!!!