Fel
Memórias
consomem
Como feridas abertas
Eu estou catando os meus pedaços
novamente
Vocês todos assumem
Que eu estou seguro aqui no
meu quarto
(A não ser que eu tente recomeçar)
Não
quero ser o único
As batalhas que sempre escolho
Pois
por dentro eu percebo
Que sou eu o único confuso
Eu
não sei pelo que vale a pena lutar
Ou por que tenho que
gritar
Eu não sei por que instigo
E digo o que não
quero dizer
Eu não sei como fiquei desse jeito
Eu sei
que não está tudo bem
Então
Eu estou
quebrando o hábito
Eu estou quebrando o hábito
Esta
noite
Empunhando minha cura
Eu fecho a porta com
força
Tenho retomar meu fôlego novamente
Machuco-me
muito mais
Como nunca antes
Não me restam opções
novamente
Não quero ser o único
As batalhas
que sempre escolho
Pois por dentro eu percebo
Que sou eu o
único confuso
Eu não sei pelo que vale a pena
lutar
Ou por que tenho que gritar
Eu não sei por que
instigo
E digo o que não quero dizer
Eu não sei
como fiquei desse jeito
Eu nunca ficarei bem
Então
Eu
estou quebrando o hábito
Eu estou quebrando o hábito
Esta
noite
Eu pintarei isso nas paredes
Pois sou o único
culpado
Eu nunca lutarei novamente
E é assim que
termina
Eu não sei pelo que vale a pena lutar
Ou por
que tenho que gritar
Mas agora eu tenho alguma clareza
Para lhe
mostrar o que quero dizer
Eu não sei como fiquei desse
jeito
Eu nunca ficarei bem
Então
Eu estou quebrando o
hábito
Eu estou quebrando o hábito
Eu estou
quebrando o hábito
Esta noite
Breaking
the Habit - Linkin Park
"Ciúmes, ele é capaz de corroer cada parte de seus sentidos o fazendo agir como animal, ele é capaz de dilacerar seus sonhos profundos e o fazer chorar quando simplesmente não puder reclamar ter perdido a posse, ciúmes é uma prova de amor? Talvez seja apenas mais um sentimento não compreendido."
Deitado, o corpo reclamava e tremia, os lençóis da cama eram duros, "Hoje a noite não tem luar". Olhos marejados, coração pulsante do nada, loucura.
O humano, o lobo, sofriam por dores sem feridas. Alma e corpo em repouso, cabelos sendo levantados pelo vento que entrava pela janela. "Quem sou eu? O que quero?"
Pela primeira vez em toda a sua vida amaldiçoou o fato de não ter lua cheia. Ele queria muito uivar para a lua em sua dor, pela primeira vez desde a mordida de Greyback, desejou ficar enamorando a lua por uns breves minutos e contemplar a sua tristeza. Queria sentir as garras no seu mínimo de consciência rasgar os cascos das madeiras do piso. De forma animalesca gritar por sua dor, sim doía, doía muito.
Não agüentaria, sabia que era uma gota para toda a sua sanidade lhe fugir entre os dedos. Não podia imaginar Sirius com Snape, não tinha como aquela imagem se formar antes de seu instinto apagar a imagem para fugir daquela dor que era insuportável. Tapou o rosto com as mãos trêmulas, dizia não às lágrimas que já escorriam como prova de sua total derrota. Tinha que segurar toda aquela dor e aqueles sentimentos humanos, afinal ele não era um humano, era? Então tinha que respirar fundo e conter toda aquela dor.
Acabou virando de bruços, escondeu o rosto no travesseiro, deveria estar estudando para o exame do N.O.M e não estar ali na cama. Porém, ele já não havia estudado bastante? Não era o suficiente para tirar a melhor nota? O que ele fazia uma semana antes além de fazer anotações para que Thiago e Sirius não irem tão mal? Mas ele tinha que pensar no Sirius, era como uma doença.
Adormeceu, entre os lençóis, pensando nele, sim, não podia pensar em mais ninguém. Era um pesadelo, o fato de Sirius falar aqui, tinha que ser, queria pela primeira vez acordar e ver os dois amigos tirando sarro da cara de Snape e ele poderia continuar escondendo seu amor por Black, com segurança de que Black era seu amigo e que gostava dele como amigo.
Corredores em pôr do sol, pessoas caminhando enquanto ele caminhava entre elas. As mãos fechadas em punho, apertando as unhas na palma da mão para conter os gritos, mas ele não podia conter as lágrimas que escorriam pelos olhos vermelhos como o nariz. Ao longo do corredor, alguns alunos que o conheciam e nunca tinham visto ele chorar daquela forma perguntavam, ao que ele apenas ignorava qualquer fala de qualquer um que tinha a sua volta. Por que ele não havia feito nada?
Entrou no banheiro sentindo a pele do rosto queimar. Entrou naquele lugar, o banheiro feminino que ninguém usava por conter o fantasma da garota morta que gemia. Sim, ela estava lá havia algum tempinho. E ligou as torneiras para lavar o rosto. O que ele esperava de Lupin? Simples, ele queria que o outro confessasse que o amava e que nunca o deixaria com Snape. Era isso que ele queria, que Lupin tivesse tomado alguma atitude.
Para Sirius ele podia simplesmente ter agido assim por que não gostava dele daquela forma, e como eram amigos tinha medo de que pudesse machucá-lo. Mas era estranho, muitas vezes ele havia pego deixas de que Remus gostava dele. Por outro lado, talvez, o outro apenas se sentia inseguro, ou quem sabe ainda, não estava acostumado a alguém gostando dele assim, sabia que Remus se preocupava tanto com estudo que não devia ter tempo para namorar alguém.
Então ouviu um som de uma porta se abrindo. Virou os olhos para ver quem era. Parou por alguns minutos olhando com detalhes que nunca tinha olhado antes. Os cabelos negros e lisos, tão lisos e pretos que brilhavam forte. O rosto magro de nariz fino e um tanto grande mas nem por isso feio. A pele era a melhor parte, era branca e de aparência sedosa a capa caia suavemente pelo corpo e tocava o chão, ele tinha um livro preto e uma pena nas mãos.
Severus Prince Snape. Ele se aproximou do garoto de cabelos pretos, o analisou de cima a baixo antes de passar a mão pelo rosto, tirando algumas gotas de água do rosto para encarar o outro. Snape já pensava em como fugir, porque ficar sozinho com Black era um perigo para ele. Sirius tinha que vencer aquele medo do outro por si antes de qualquer coisa.
- Por que estava estudando aqui, Snape? - perguntou Sirius. Claro que Severus notou que era a primeira vez que ele não o chamava de Seboso, será que agia assim por estar longe de sua trupe?
- Não estava estudando, só estava fazendo algumas anotações. - disse ele colocando a pena dentro do livro, quando abriu para fazer isso Sirius pode notar que era uma espécie de diário. Snape olhou para a porta e pensou em sair, mas quando passou por Sirius esse segurou seu braço.
- Posso falar com você? - disse, Snape sentiu um arrepio, pensou que talvez o outro tivesse contado a ele e Sirius teria ido tirar satisfação ou algo do tipo. Sentiu o sangue gelar. E ficou calado e parado como uma estátua pensando no que Sirius poderia querer falar com ele. - Me desculpa.
Severus abriu os olhos de surpresa, ele não esperava aquilo, não sabia pelo que o outro de desculpava. Olhava para o outro quando ele se aproximou, tirando o livro das mãos de Snape para depois colocá-lo na pia sendo acompanhado pelo olhar de surpresa do sonserino.
- Eu quero pedir desculpas, por tudo o que fizemos com você, quero pedir por mim e por Thiago. - disse ele voltando a ficar de frente para o outro, a primeiro momento Snape pensava que Thiago poderia ter pedido a Sirius para falar com ele, mas esse pensamento foi logo descartado porque sabia que Thiago nunca faria isso.
- Por que está se desculpando? - perguntou um tanto desconfiado agora com os braços ao lado do corpo.
Sirius não respondeu. Para ele era muito fácil tentar seduzir alguém pelo qual ele não tinha sentimento algum. Ele não conseguiria fazer nada de suas artimanhas para conquistar Remus Lupin, porque tinha um medo grande de perder a amizade dele.
Ele se aproximou mais, a cada passo seu Snape recuava um, agora não só de medo, mas sentia vergonha. Os olhos de Sirius eram cinzentos um castanho cinzento que ele nunca tinha visto em um humano, os cabelos enrolados e chegando ao queixo bem penteados, ele tinha os olhos nos seus, e se aproximava como uma fera se aproximava da presa. Logo Snape não conseguiu mais dar passos para trás e encostou na parede.
Sirius apoiou a mão na parede aproximando mais o rosto do seu, ele sentia o corpo todo tremer de uma forma estranha, chegou a apertar as mãos na capa da Sonserina e a fechar um pouco os olhos. Sirius sorriu, e aproximou seus lábios dos do outro.
- Eu quero que vá comigo no jantar de dia das bruxas. - disse ele baixo.
Snape não entendeu por que, e quando ia perguntar sentiu os lábios do outro nos seus, apenas um roçar de lábios. Snape sentiu-se gelar dos pés a cabeça. E quando o outro se afastou ele não conseguiu entender bem, mas sabia que era a hora de ser esperto.
- Só se você me falar por que quer ir comigo.
- Não posso querer?
- Sirius Black, você sempre me odiou eu quero saber o que está acontecendo.
Sirius acabou sorrindo, ele encostou na pia olhando o outro de cima a baixo. Não poderia falar que queria que o outro fosse para fazer ciúmes ao Lupin. Por outro lado a mente de Snape pareceu começar a funcionar, e ele pensou que estar com Sirius poderia ser uma boa para fazer ciúmes em Thiago. Ele passou pelo outro e pegou o caderno.
- Tudo bem eu vou, quero fazer ciúmes em alguém, creio eu que é o mesmo que você vai fazer.
- Sim, então sem perguntas?
- Sem perguntas. - disse Snape começando a sair pela porta.- Me encontra mais tarde na porta do salão principal.
E saiu. Sirius se encostou na pia, pensando sobre aquilo e logo saiu também. Claro que alguns alunos estranharam, mas ele não se importou e foi para a sua torre. Seu coração doía um pouco, por outro lado sabia o que iria acontecer. Ele acabou encontrando seus amigos só perto da hora de sair.
Entrou usando uma fantasia de vampiro, com uma camisa vitoriana e dentes, os cabelos penteados para trás. Thiago estava sentado no sofá da sala comunal com Peter. Thiago estava vestido de caveira e segurava uma mascará nas mãos. Peter estava de corcunda.
- O Lupin não vai. - disse Thiago com a voz suave.
- Por que não? - perguntou ele parando ao lado do outro.
- Disse que está com dor de cabeça e que estudou demais. Eu acho que é por causa daquela idiotice sua de ir com o Snape, o colégio todo esta comentando que viu você sair do banheiro com ele.
- Eu vou falar com o Moony. - disse ele saindo.
Ele subiu as escadas, tinha alguma esperança. Quando chegou viu a cena mais linda que poderia ver. Lupin estava deitado de barriga para baixo no colchão, os olhos em um livro, os cabelos cor de mel caiam nos olhos lisos, a calça repuxava contornando todo o seu corpo, ele ficou em dúvida se falava com ele ou se só ficava ali olhando.
- O que quer, Black? - nunca havia visto Lupin chama-lo assim e acabou sorrindo, sentou ao lado dele na cama, tirou os livros do outro sob os protestos do mesmo e o atirou para o lado. - Você é maluco, esse livro é da biblioteca.
- Anda, você tem cinco minutos para colocar uma roupa e sair dessa cama.
Lupin foi se levantar para pegar o livro, mas Sirius o puxou de volta para a cama ao que ele o olhou irritado.
- Do que você me chamou?
- Black, é seu nome não é?
- Moony, esta com raiva de mim?
- Não, só não quero ir nessa festa.
- Esta com ciúmes por causa do Snape? - perguntou. Lupin se soltou dele e foi pegar sua fantasia que era de morte. Olhou para o outro antes de vestir por cima da roupa mesmo a capa.
- Não estou. - achou melhor dizer. - Por que acha isso? - perguntou temeroso de que o outro estivesse desconfiado.
- Não… Nada… Vamos?
- Tudo bem. - disse saindo sem olhar para o rosto de Sirius. Ainda doía de uma forma estranha seu peito.
Ele achou que fosse morrer quando viu Sirius se separar dele para sair pelo salão junto com Snape. O lugar estava enfeitado. Ele ficou com Thiago e Peter em um canto enquanto seguia o outro com os olhos. Seu coração doía tanto! Quando aquele sentimento por Sirius tinha ficado tão grande? Ele olhou desanimado para o prato de comida e depois olhou para Thiago, aquele silêncio era estranho. Thiago comia em silêncio mas tinha uma expressão de fúria no olhar.
Sentiu-se sozinho ali no meio daquelas pessoas estranhas. Era um mestiço, era um renegado, ele por um momento queria sair dali. Ele pensou mesmo em se levantar dizendo que iria pegar mais suco de abóbora e sumir. Mas quando apoiou a mão na mesa Thiago começou a falar.
- Tenta comer pelo menos um pouco. Eu não vou te segurar aqui. - disse ele seguindo o olhar de Lupin até ver o que ele olhava. Ele viu Snape e Sirius conversando e rindo como dois amigos e aquilo também lhe doeu.
- Não estou com fome. - disse bebendo um pouco do suco.
- Sabe o que eu acho? Que Sirius está fazendo isso para te provocar. Eu sei que você não acredita que ele pode estar gostando de você mas eu sei que gosta.
- Tudo bem, se ele esta fazendo isso para me provocar, por que Snape aceitou tão fácil?
- Para me provocar. - respondeu Thiago e depois sorriu. - Não está funcionando.
Lupin olhou para o amigo interrogativo. Antes de começar a dizer alguma coisa, Thiago continuou, agora que Peter já havia saído de perto deles ele poderia continuar.
- Eu estava saindo com o Snape às escondidas.
O queixo de Lupin quase caiu, ele olhou para Pontas sem saber o que dizer. E depois olhou para a outra mesa onde Snape tinha a cabeça baixa enquanto Sirius arrumava a máscara do outro que estava de fantasma. A forma carinhosa como o seu Padfoot arrumava a máscara do outro, roçando os dedos no cabelo preto o irritava. Ele fugiu daquela visão para olhar para Thiago.
- Essa história toda foi longe demais e agora eu sei quem está sofrendo. Nós somos amigos, e não podemos deixar isso acontecer.
- Eu vou sair daqui. Desculpa. - disse Lupin se levantando, ele tinha acabado de presenciar Sirius roubando um beijo de Snape. Aquilo era demais para ele, ele sentiu as lágrimas virem ao rosto e viu que Thiago as viu também, mas Thiago não o segurou.
Ele passou por aquelas pessoas todas até a porta, seu coração doía, mas não queria ir para aquele lugar. Não um lugar onde iria o procurar primeiro. Saiu da escola, o peito doía tanto. Ele disse as palavras mágicas segurando a varinha e apontando para o salgueiro lutador, e depois com as mãos trêmulas se enfiou ali. Não importava, Sirius não queria vê-lo.
Ele chorava, ele gritava, segurava a boca com as mãos enquanto se afastava, batendo em coisas no caminho, sem luz, os olhos se adaptando na escuridão. Ele entrou por fim naquela casa aos pedaços. Era tudo o que ele queria no momento, ficar sozinho, ficar ali mesmo que ainda estivessem na lua nova e ainda demoraria muito para chegar a lua cheia. Ele entrou em um dos quarto, que nunca tinha estado antes, um quarto com um colchão velho e uma mesa, ele se atirou na poeira sem se preocupar.
E então pôde chorar, a imagem de Sirius com Snape doía tanto que ele sentia vontade de arrancar o peito fora, ele sentia vontade de perder a consciência, mais uma vez desejava o lobo. Entre a poeira ele chorava de gritar, expressando toda a sua dor, por que sabia que ali ninguém o ouviria, ali em um quarto na mansão dos gritos.
Estava só com sua mente que o perturbava, lhe dando imagens e mais imagens de Sirius com Snape, ele sozinho com sua mente, com sua dor e seu amor. Ele ficou assim, entregue ao desespero por algum tempo. Até que seu corpo se acalmou um pouco, e as lágrimas ficaram silenciosas e o desejo de morrer crescia no peito. Ele chegava a se imaginar morrendo.
Apertou os dedos naquele tecido velho, sem saber o que fazer ou o que pensar, sabia que logo tinha que voltar para a escola, mas não queria. Seu corpo tremia e começava a sentir frio. Ele seria capaz de perder a calma caso encontrasse o outro.
Acabou sentando, o rosto manchado de sujeira bem como a roupa, não tinha importância. Ele sentiu o coração falhar quando olhou para a porta.
Lá estava ele, o sinistro. O cachorro de pêlos cinza e olhos cinzentos, sentando sob as duas patas traseiras o olhando. Ele chegou a pensar que era imaginação sua. Então se deixou deitar. A respiração rápida. Pôde ver o vulto do cão se transformar no homem. E tudo ficou em silêncio.
Thiago se levantou, a fúria era tão grande que ele mal podia conter. E assim que chegou ao grupo puxou Sirius pelo braço. Que se assustou por que não esperava o amigo ali.
- Que espécie de idiota é você?
Antes que o pudesse dizer algo, ele se viu ser arrastado por Potter para fora da festa. Quando estavam lá fora viu que o amigo tirou o mapa do maroto.
- Thiago… O que aconteceu?
- Por sua culpa o Lupin saiu da festa, você não tem a menor dose de bom senso?
- Como assim? Eu não fiz nada. - começou a falar, mas foi interrompido por Thiago que levantou a mão.
- Prometo não fazer nada de bom. - disse e o mapa se abriu e ele mostrou a Sirius. - Ele não agüentou ver você com o Snape, será que não percebe que ele ama você só que não é seguro o suficiente para fazer alguma coisa? Ele saiu daqui chorando, agora olha aí para onde ele esta indo.
Sirius olhou no mapa e viu que Lupin no momento estava na passagem do salgueiro para ir à casa dos gritos, ele corria. Olhou preocupado para o outro, nunca tinham visto Lupin chorar e nunca o tinham visto ele procurar aquele lugar, que ele normalmente detestava.
- Eu sei que você não ama o Snape, só que você agiu como um idiota querendo fazer ciúmes no Lupin. - disse ele cruzando os braços. - E agora você vai lá concertar tudo com ele porque eu nunca o vi assim antes.
- Mas eu… Eu só queria ter certeza que ele gosta de mim.
- Você é um idiota, agora ele esta mal e você vai resolver isso.
Thiago viu o amigo colocar o mapa na mão dele e se transformar, as roupas ficando para trás enquanto ele saia na forma de cachorro para fora do castelo. Seu coração estava apertado sabendo que tinha feito o outro sofrer. Tinha feito seu amor chorar.
Ele esperava que Lupin se irritasse e não ficasse triste. Quando chegou na casa escutou os gritos de dor do outro, ele mesmo sentiu vontade de chorar, não sabia o que Lupin faria se ele aparecesse ali. Porém estava na hora de dar um fim naquilo. Ele ficou parado na porta ainda na forma de cachorro esperando o outro se acalmar, sentindo cada grito e cada murmúrio do outro como uma faca direto no seu peito.
Quando viu Lupin se acalmar achou que era a hora de falar com ele. Viu Lupin se sentar e olhá-lo. Seu rosto estava sujo assim como a roupa, tinha marca de lágrimas no rosto, o rosto sujo de poeira com lágrimas marcando a pele. Ele deitou de novo. E Sirius não sabia o que fazer. Ele voltou a sua forma. Ficando nu por um momento e depois pegou uma calça no armário começando a vesti-la. Lupin não se moveu, o que para Sirius era um bom sinal.
- Me… deixa sozinho. - pediu Lupin a voz baixa e Sirius notou que para o outro era difícil falar.
Ele sentou com calma e Lupin levantou. E algo se transformou em Lupin, ele sentiu uma raiva tão grande dentro de si que sentiu vontade de bater em Black, pela primeira vez. Sirius olhou um tanto assustado por que não esperava por aquilo.
- Sai de perto de mim, Black. Não quero falar com você.
- Me perdoa Lupin, mas eu não vou sair.
Lupin apertou os dedos nas mãos se controlando, as lágrimas não desciam mais, ele respirou fundo, sentindo-se mal por causa do que o outro tinha falado. Ele deu passos para trás até por fim encostar na janela fechada com as madeiras. Ele olhava para Sirius como se estivesse entre a fúria e a tristeza. Viu Sirius levantar, o peito nu pouco iluminado, mas ele conseguiu ver quando Padfoot se aproximou e antes que pudesse se controlar ou pensar em qualquer coisa, acertou o rosto dele forte com a mão, o vendo virar o rosto pelo tapa.
Nota: Agradecimentos aos comentários dos que estão lendo, lembre-se são um incentivo para mim. E me ajudam a escrever com mais vontade. E claro a Srta Potter por ter Betado. Espero que gostem.
