Fel
Amor é o funeral de corações
E uma ode para a crueldade
Quando anjos choram sangue sobre as flores do mal à desabrochar
O funeral dos corações
e uma súplica por misericórdia
Quando o amor é uma arma
Me separando de você
Ela era o sol, logo iluminando
o túmulo das suas esperanças e sonhos tão fracos
Ele era a lua pintando-a
com sua luz tão vulnerável e pálida
Amor é o funeral de corações
uma ode para a crueldade
Quando anjos choram sangue
sobre as flores do mal à desabrochar
O funeral dos corações
e uma súplica por misericórdia
Quando o amor é uma arma
Me separando de você
Ela era o vento levando
todos os problemas e medos
que você havia tentado esquecer por anos
era o fogo, inquieto e furioso
E você era como uma mariposa naquela chama
O herege lacrado além do divino
uma oração para um deus que é surdo e cego
Os últimos rituais para as almas em chama
três palavrinhas e uma pergunta: POR QUÊ?
Amor é o funeral de corações
E uma ode para a crueldade
Quando anjos choram sangue
sobre as flores do mal à desabrochar
O funeral dos corações é
uma súplica por misericórdia
Quando o amor é uma arma
Me separando de você
The Funeral of Hearts - HIM
Snape fechou os olhos, sentiu duas lágrimas escorrendo pelo seu rosto, silenciosas, o vento tocava suas peles devagar, ele sentiu o rosto corar, talvez por nunca esperar aquilo do outro, ou quem sabe por que havia desabafado todas as suas dores para um cervo que na verdade era James Thiago Potter, sim, esse era o maior motivo de seu constrangimento, o outro deveria estar pensando que ele era um tolo.
Os dedos de James contornaram a face dele, ele tremia, seu peito arfava, o ar sendo absorvido rapidamente pelo corpo enquanto ele só esperava uma resposta. Sentiu o coração falhar quando Snape segurou com os dedos finos o pulso, apenas o olhava, os dedos começaram a secar as lágrimas que iam caindo.
- Me perdoa, eu sei que eu não mereço, você pode pisar em mim o quanto quiser, mas eu preciso de você. - disse a voz baixa e levemente rouca de Potter.
O silêncio foi forte, porque Snape lutava entre o amor que sentia pelo outro e o orgulho ferido pelo estupro, por um momento ele pensou que o amor era um passaporte para a crueldade, por mais que o outro o tivesse machucado ele ainda assim o amava, e ele tinha uma sensação de que mesmo que se ficasse com Potter era por pouco tempo, e uma dor forte cresceu dentro de si quando James tirou a mão da mão dele.
Para James, Snape nunca iria perdoá-lo, nunca mais iria poder tocar Snape e decidiu que o máximo que poderia fazer era aceitar aquilo, quem sabe torcer para que Snape fosse feliz longe dele que era uma lembrança física de toda a sua dor, ele virou o rosto para o chão devagar caminhando até as roupas, chegou a pega-las na mão quando Snape falou:
- James, não. - começou a voz estava trêmula e deu em James imaginar que o rosto de Snape agora poderia estar repleto de mais lágrimas, mesmo que bonito não era um cena que ele queria ver. - Não me deixe sozinho.
Ele se virou segurando as roupas na mão, e Snape venceu a curta distância que os separava para abraçá-lo pela cintura fazendo as roupas irem ao chão, e naquele momento James pensou que todo o sofrimento do mundo era pouco para ele. Ele não resistiu segurou o rosto de Snape roçando os lábios nos dele, um beijo suave.
James segurou o rosto de Snape entre os dedos, parecia que segurava algo que pudesse quebrar a qualquer momento, e começou a cobrir o rosto de beijos delicados, e falar um eu te amo para cada um deles, enquanto Snape só se sentia derreter, nunca tinha sentido aqueles carinhos do outro, os carinhos que ele tanto havia desejado, era como um sonho e ele pensou que talvez não importasse nada porque o amor que ele tinha por Potter poderia matá-lo aos poucos se ficasse longe.
Ele empurrou Potter que caiu sentado na grama que antes ele estivera contando as coisas para o cervo, Snape sentou no colo dele, com uma perna de cada lado e o beijos nos lábios, um beijo demorado que foi aceito com extrema paixão por James. O corpo de Potter se encostava no do outro enquanto ele respirava, e o beijo foi se aprofundando como o selamento de uma magia antiga, uma magia de amor.
Os dois se amavam de uma forma dolorosa, uma forma tão complexa que Severus desistiu simplesmente, odiar o outro era uma coisa que ele não podia fazer nunca, a única coisa que ele odiou foi a si mesmo por ter sido tão estúpido e fazer aquela cena de ciúmes ridícula, por ter chegado tão longe para chamar a atenção do outro, e James se condenava por ter feito aquilo, ele se condenava por ter machucado o outro.
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Como um gato, seu corpo deslizava no do outro que permanecia deitado, ele chegava a ronronar, a pele quente, sem camisa, o corpo quente, ele espalmou a mão nas mãos do outro a segurando contra o colchão, os olhos ficaram mais maliciosos enquanto olhavam para o outro, ele lambeu os lábios, depois mordeu o cantinho soltando aos poucos a pele raspando os dentes ali.
Remus Lupin sentiu o coração saltar na garganta com aquela visão, estava com os olhos entreabertos, e os lábios também. Seu rosto estava corado enquanto ele procurava desesperadamente por ar, a voz havia se perdido, ele havia aberto a boca para falar umas três vezes e não conseguiu formar uma palavra. Os cabelos do outro o tocavam quando ele se aproximou mais de sua presa.
- Sirius… O que…- começou a perguntar, e seus lábios foram tomados pelos de Sirius.
Mas Sirius não respondeu mesmo que a pergunta óbvia se formasse em sua mente, ele abriu o uniforme de Lupin.
- Não… Sirius…- disse ele mas era tarde, ele tinha vergonha do corpo ferido, com cicatrizes que se formavam a cada nova lua cheia.
Sirius molhou os lábios, e colou-os ainda úmidos na pele quente de Lupin, beijando ali aos poucos, enquanto o outro estremecia mas permitia cada toque ousado do namorado. As mãos de Sirius começaram a desabotoar a calça do outro, prestes a tirar.
- Seu, só quero conhecer seu corpo, meu amor. - disse ele, se sentindo cada vez mais curioso a respeito do outro.
O tecido da calça deslizou junto com as roupas íntimas ficando no chão. Lupin fechou os olhos sentindo-se corar, sentiu um vento frio lhe correr o corpo, logo sendo substituído pelo corpo quente de Black, ele chegou a ofegar com o corpo do outro sobre o seu, chegou a abrir os olhos rápido quando a mão de padfoot um tanto ousada contornou o seu sexo, murmurou um "não" que não foi ouvido.
Não houve depois súplicas ou nada parecido com isso, e sim o envolvimento de dois corpos, Sirius controlando a situação. Descendo a língua pelo corpo do outro arrepiando a pele de Lupin até chegar sem hesitar a parte mais íntima de seu corpo a envolvendo com os lábios carnudos, raspando os dentes na extensão daquele pedaço de Lupin que ele colocava os olhos pela primeira vez.
Os gemidos foram longos e se tornaram música para os ouvidos de Padfoot, ele gemia internamente quando provocava o outro com a língua, enquanto o possuía com os dedos, cada vez mais ousado, querendo ouvir mais gemidos dos lábios de Moony.
Logo Padfoot estava deitado novamente sob o outro, mas dessa vez possuía mais o corpo de Moony, juntando o corpo dos dois e unindo-os, tornando-se um, Sirius mordeu os lábios se obrigando a ir com mais calma para não machucar Lupin.
- Moony…- sentiu-se gemer, o corpo roçando no dele enquanto ele abria os olhos cheios de prazer e olhava para o outro. - Por favor, Moony, abra os olhos. - disse acariciando o rosto.
Quando Moony abriu os olhos duas lágrimas escorreram por seu rosto sendo logo beijadas por Sirius, mas os olhos dourados estavam brilhando.
- Eu estou te machucando Moony?
- Não, Padfoot. - disse com a voz falha e ofegante.
Sirius o abraçou, ficaram um tempo sentindo um ao outro, sentindo todas aquelas sensações cobrindo o seu corpo com graça enquanto ele murmurava, no ouvido de Moony o quanto o amava. Os movimentos logo se iniciaram, eram firmes, eram cheios de amor, enquanto Sirius observava cada contorção no rosto de Lupin, cada movimento sendo registrado pelo seu corpo, sua respiração arfava, enquanto os movimentos se tornavam mais rápidos, o peito tocando o de Remus enquanto Black buscava ar.
Os gemidos de Remus eram involuntários, ele não conseguia impedir, não conseguia nem sequer ouvi-los, logo ele sentiu os espasmos involuntários pelo corpo junto com os de Sirius enquanto sentia um calor dentro de si, e depois um Sirius arfante deitado em seu peito.
- Amo você Moony. - disse em seu ouvido, a voz ligeiramente rouca enquanto ele passava a língua pelos lábios secos.
- Também amo você, Padfoot.
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James passou os dedos pela perna do outro, sentindo o tecido deslizar por ali enquanto ele olhava a lua brilhar nos olhos do outro. Os lábios de Snape estavam levemente vermelhos por causa do beijo que haviam trocado. A lua brilhava nos olhos pretos de Snape, ele sorriu, um sorriso leve mas continuou olhando para o outro, o puxando para perto de si.
- Eu preciso de você, Severus. - disse a voz levemente rouca.
Snape não disse nada, apenas sorriu e se deixou levar por aquele encantamento que era Thiago, ele se deixou levar pelas palavras que o outro dizia porque mais do que nunca precisava acreditar naquele sentimento, precisava acreditar que não era o único que amava.
- Me deixa fazer amor com você, não sexo, sexo já fizemos muitas vezes, mas me deixa tentar apagar a dor que eu causei em você.
Ele mordeu os lábios, tinha um medo de tudo aquilo ser um sonho, dele acordar sozinho em sua cama fria, não, ele abanou a cabeça negativamente e segurou as mãos de James no seu rosto.
- Thiago, me faça sentir que tudo isso é real, me faça sentir seus carinhos, eu preciso de você, eu preciso sentir que me ama.
Thiago se levantou com o outro em seu colo, e usou sua capa para forrar o chão, tirando a de Snape para jogar no chão junto com a sua.
- Eu posso nunca ter te tocado assim, mas eu preciso senti-lo como meu. - disse Thiago enquanto roçava os dedos no pescoço de Snape deslizando nas suas costas, começando a desabotoar a camisa que o outro usava afrouxando a gravata.
- Eu quero poder te tocar com carinho, e te ensinar que não importa o que aconteça, sempre terá o amor por ti em mim.
A camisa fez um caminho lento, deslizando até cair no chão. Snape fechou os olhos, estava tão difícil respirar, ele ainda sentia medo, mas algo nas palavras de James o iam acalmando aos poucos. As mãos de Thiago tocaram seu corpo, apertando os braços e descendo para o peito encostando as costas de Severus no peito nu de James.
- Só eu vou amá-lo assim, só você vai me amará assim, porque é mais forte que tudo. - disse ao seu ouvido enquanto os dedos começavam a desabotoar suas calças. - A lua é a única testemunha, enquanto olhar para ela, vai lembrar que eu prometo te amar para sempre.
Logo as calças de Snape foram deixadas ao chão, e Thiago levou o outro para se deitar no lugar que ele tinha arrumado. Ele tocava o corpo do outro com um carinho enorme, enquanto o acariciava, estava cada vez mais feliz por Snape ter perdoado.
- Eu amo você, Severus Prince Snape, eu sempre vou te amar, meu coração é seu.
Começou com beijos pela linha da coluna de Snape, beijos carinhosos e cheios de amor. Ele sorriu enquanto sentia o outro tremer, enquanto suas mãos o tocavam e ele virou Snape, pela primeira vez cobrindo o corpo com o seu, não pelas costas como era freqüente, mas pela frente, enquanto o olhava nos olhos, enquanto o admirava aos poucos, se encaixando no meio das pernas dele.
- Thiago, vão nos ver.
- Não vão. Não vem ninguém aqui a essa hora. - os dedos de James seguraram o outro enquanto ele fechou os olhos se entregando.
Snape sabia que ali era amor, ele sentia seu corpo tremer enquanto pela primeira vez fazia amor com Potter, pela primeira vez sentia o outro beijar cada parte do seu corpo, ele também tocou James e o outro deixou, ele sorriu quando viu Thiago fechar os olhos e sorrir, não afastando sua mão pela primeira vez desde que aqueles encontros haviam começado.
E os dois se tornaram mais que duas pessoas, se tornaram amor. O corpo dos dois sem misturavam, enquanto James o tratava com muito carinho, o tratava como se qualquer outro toque mais forte fosse machucá-lo.
Hum, pela primeira vez fizeram amor e James se calou quando as coisas foram esquentando ele mesmo se entregou ao outro de uma forma completa se permitindo amar Snape e ser amado, depois quando o ato acabou ele puxou o outro para o seu peito e o cobriu com a capa ficando ali abraçado ao outro, respirando seu perfume.
- James, eu quero que saiba que eu amo você. Mesmo depois de tudo eu sempre iria amar e continuo amando.
- Eu também amo você. - disse ele com a voz mole sendo tomado por um doce sono.
Poderia não ser a melhor história de amor, assim pensou Snape, mas era um começo, coisas seriam escritas e pela primeira vez na sua vida, pela primeira vez ele encontrou um lugar que era feliz, e esse lugar era ao lado de James.
Nota: Os momentos passados com a Srta Potter resultaram na realização deste capítulo. A propósito, quero agradecer pelos comentários que tenho recebido. E mandem mais, agora anônimos também podem comentar.
