Capítulo 1

Remus Lupin odiava sentir saudades, principalmente dela. Saber que não podia a ter de novo o enlouquecia, esse era o pior tipo de saudades. Sentado na cama, ele ligou a televisão, baixou o volume para não acordar Kim, que dormia tranquilamente de bruços. Se não fosse por ela, Remus não teria um rumo em sua vida. Há cinco anos ele saiu do colégio, manchado por sua vergonha, abandonando tudo para trás, sua mãe, sua avó e sua amada Dorcas. Remus se arrependia cada dia pela besteira que havia feito, não o fato de ter largado todos e sim o motivo que o levou a largar tudo e todos, sem ao menos se explicar. Kim o entendia, ela o acolheu quando chegou em Londres. No começo era só amizade, Remus a ajudava em sua carreira e em troca disso ela o ajudava com a dele. A organização dele era um de seus muitos talentos e seu jeito meigo cativava qualquer pessoa. Remus, com raiva, jogou o controle remoto contra a parede, acordando Kim. Lentamente ela o olhou, hoje ela era Kim, há sete anos, ela era Marlene Mckinnon.

- Você sabe que ela ainda pode lhe perdoar. – Marlene falou tapando seu corpo com o lençol, os dois não estavam enganando ninguém. Aquilo era só carência, Marlene considerava Remus o seu melhor amigo e odiava vê-lo sofrendo daquele jeito.

- Ela nunca vai me perdoar... – Remus colocou a televisão no mudo e ficou admirando Dorcas falar no programa sobre sua carreira, era a décima vez que passava a reprise do programa e a décima vez que Remus assistia. Ela tinha conseguido o seu sonho, virou modelo e agora não parava de viajar pelo mundo. Enfim, ele desligou a televisão e levantou da cama, Marlene se envoltou no lençol e subiu na balança que estava no pé da cama. – Porque você sempre faz isso?

- Depois de tudo o que eu emagreci, não posso engordar de novo... – Marlene largou o lençol em cima da cama e foi para o banheiro, Remus a admirou. Depois de toda a humilhação que Emmeline provocou, Marlene fez o que era o melhor. Foi para Oxford com seu irmão, nos primeiros meses ela estava tão deprimida que a única coisa que fazia era ir para a escola, não reagia a nada que Ken falava. Até que um dia ela acordou para vida, percebeu o que estava perdendo. Não foi de uma hora para outra que emagreceu, a dieta era horrível, mas ela se acostumou com o que comia. Exercícios... Ela teve que aprender a gostar, Ken toda a manhã a acordava cedo para os dois correrem, isso sem contar a academia. Foi aos poucos, perder mais de quinze quilos não era nada fácil, mais de um ano para ela se contentar com seu corpo.

A sua formatura foi do jeito de que ela gostaria, um vestido como de todas as outras garotas, comprado em uma loja para pessoas normais. Seus pais ficaram felizes ao ver a recuperação da filha, depois daquele dia, eles pensaram que a velha Marlene havia morrido. A família Mckinnon esqueceu aquele dia, assim como Remus foi obrigado a esquecer, depois que ela o contou. Por um ano ela não cantou, nem por diversão. A sua vida não estava completamente perfeita, ela saiu de Bristol sem se despedir de Lily, pois sabia que se falasse algo para a amiga, não iria a lugar nenhum. Remus ainda mantinha contato com James Potter e contava as novidades da vida de Lily para Marlene. Saiu do banho e se enrolou em uma toalha, havia dois dias que tinha que contar para Remus uma novidade, mas ainda não teve coragem.

- Meu irmão vai casar... – Marlene falou, saindo do banheiro, Remus estava se vestindo.

- Sério? Então ficou sério com aquela tal de Mary...? – Indagou ele, Marlene abriu seu armário.

- Mandy, Remus. – Corrigiu, tirou um vestido básico, preto e colocou em cima da cama. – Eu prometi para ele que iria cantar em seu casamento quando era pequena.

- Isso é ótimo! E quando vai ser para eu marcar em sua agenda? – Marlene mordeu seu lábio inferior e antes de por o vestido falou rapidamente.

- Semana que vem, mas amanhã começam as comemorações em Bristol e você vai comigo. – Remus parou de por o tênis e a encarou, sem acreditar.

- Você está brincando, certo? – Pediu, ele não tinha coragem de voltar para Bristol, não depois do que fez. – Você tem aquele programa de TV para aparecer, Kim.

- Não tenho, já desmarquei. Remus... – Ela sentou ao seu lado, segurando sua toalha. -... Esta é a nossa chance de fazer algo certo, eu lhe imploro que venha comigo.

- Quando seu irmão voltou para Bristol há dois anos eu prometi que iria tomar conta de você. – Falou e ficou em silêncio. Ken o mataria de abandonasse Marlene, sempre que Ken visita os dois pede se ele está cuidando de sua irmã. Óbvio que ele ignora o fato de Remus dormir com ela todo o dia, sem compromisso nenhum. Ele devia isso para Ken, devia isso para si mesmo, balançou a cabeça, assentindo de uma vez, Marlene sorriu e lhe deu um beijo na bochecha. Essa seria a chance de os dois arrumarem o que fizeram, Remus com Dorcas e Marlene com Lily.


James Potter era o cara mais sortudo do mundo, ou pelo menos ele se sentia desse jeito. Ele tinha tudo o que queria, uma profissão que amava e a mulher que desejava. Lily dormia ao seu lado, sempre que podia ele acordava mais cedo e a admirava, não se cansava disso. Silenciosamente levantou da cama e pegou sua câmera, sua principal inspiração era Lily, a maioria de suas fotos tinha a garota. Lily não tinha mais aquele ar de criança, como quando os dois começaram a namorar, o fato dela ter tido que amadurecer cedo pode ter ajudado. Depois que Marlene foi embora o mundo desabou para Lily, seu pai fora preso por fraude, fazendo com que todos os bens da família fossem confiscados, sua mãe abandonou a cidade com o escândalo, sua irmã Petúnia mora em Londres, sendo assim Lily ficou sozinha. Ela já tinha completado dezoito anos e o único bem que não foi confiscado foi a casa, Lily teve que aprender a se virar, arranjou um emprego e abandonou o seu sonho de ser estilista.

James não se aproveitou da fragilidade de Lily, ela primeiro aprendeu a confiar nele, viraram amigos e só depois de um ano de amizade ele teve coragem de beijá-la. Todo o mês Lily vai visitar seu pai na cadeia, Hank Evans. Depois de um ano de namoro, os dois resolveram morar juntos, Lily vendeu a casa de sua infância e aceitou a proposta, mas com suas condições: iriam dividir o aluguel, ela não queria que James a bancasse financeiramente. Ele aceitou, mas ela teve que prometer que deixaria ser mimada de vez em quando. James Potter tinha dinheiro, seus pais tinham feito um fundo para ele quando novo, mas apenas usou um pouco desse dinheiro. Com esse pouco abriu sua agência fotográfica, casamentos, aniversários, tudo o que lhe requisitassem ele estava lá com sua equipe, fotografando. Sirius era seu sócio, James fotografava e Sirius cuidava da parte burocrática.

- James, eu estou horrível. – Grunhiu Lily, ao acordar, tapando o seu rosto. James riu e deitou na cama novamente.

- Você nunca está horrível. – Lily fez uma careta, mas seu rosto estava tapado pelo travesseiro.

- Nem quando estou gripada, com TPM, tudo ao mesmo tempo? – Ela pediu, fazendo-o rir. James segurava sua primeira câmera semi profissional, ela já era antiga, mas ele tinha um apego com aquela câmera.

- Certo... Você quase nunca está horrível. – Zombou James, fazendo a garota lhe dar um tapa fraco no braço, rindo. James colocou sua câmera no criado mudo e abraçou a ruiva. – Minha agência foi contratada para fotografar o casamento do Ken Mckinnon...

- Hum... – o assunto Marlene Mckinnon era um assunto delicado para Lily, ela saiu do abraço e pegou um envelope guardado no meio de seu livro. Ficou de joelhos na cama e entregou para James. -... Nós dois fomos convidados para o casamento...

- E você só me mostrou agora por quê...? – James pediu, analisando o convite, Lily encolheu os ombros, sem saber o porquê tinha demorado para mostrar o convite. – Eu acho que nós devemos ir, eu já tenho o pessoal para fotografar, vou poder ficar com você durante o casamento.

- Não sei James... – Lily sabia que Marlene nunca perderia o casamento do irmão, sentia ressentimento pelo abandono, de todas as pessoas que foram embora da vida dela, Marlene era a única que ela considerava improvável. Ela não se deu ao direito de entrar em depressão, James a ajudou.

- Vamos Lily, eu acho que você deve virar a página e finalmente conversar com ela... – Há anos James não tocava nesse assunto com Lily, mas ele sabia da caixa que escondia debaixo da cama com todas as reportagens que falavam de Marlene, sem contar os CDs que comprou dela. Kim era o pseudônimo dela agora, no dia em que Emmeline fez a brincadeira, James lembra que Lily se orgulhava ao dizer que Marlene iria fazer sucesso.

- Está bem. – Concordou finalmente, James sorriu e lhe deu um beijo na bochecha. – Vou ligar para a Dorcas.


- Me diz que você vai vir no casamento! Dorcas atendeu o celular, Lily como sempre sutil. O casamento de Kenneth Mckinnon, ela teria que ir, sua mãe já havia lhe dado o ultimato, não poderia faltar. – Dorcas Meadowes se você não vir nesse casamento...

- Lily Evans, cala a boca e abre a porta. – Respondeu Dorcas, ela havia chegado ontem em Bristol, ficou em um hotel e não se atreveu a ir para casa, sua mãe era insuportável. Lily abriu a porta de seu apartamento e abraçou Dorcas.

- Ô ruiva, não faz nem um mês que eu fiquei longe de você. – Dorcas riu, sabia como Lily era em questão de despedidas, sempre que podia ou tinha um tempo voltava para Bristol. – Posso ficar com vocês?

- Óbvio! – Lily sorriu, pegando uma das malas de Dorcas, sempre que vinha para Bristol Lily a acolhia.

- De novo aqui Dorcas? – James brincou, abraçando a loira. – Porque você não vai para casa, ver sua mãe?

- Se eu quisesse ver o diabo eu já estaria lá. – Brincou Dorcas, fazendo James rir. Desde pequena Dorcas e sua mãe nunca se deram bem, talvez seja o fato que sua mãe se separou de seu pai para aproveitar a vida. A fase do aproveitar a vida não terminou para a Sra. Meadowes, ainda mais agora que seu novo namorado tinha a idade de sua filha. Clube de swings, pornôs caseiros, isso fazia parte do dia a dia de Stella Meadowes, por isso Dorcas repugnava tanto sua mãe. Óbvio, ela não sabia nem metade do que Stella já aprontou, mas o fato dela ter abandonado seu pai, Otto, que estava doente na época foi a gota d'água. Sem contar que Hugh, namorado de Stella, sempre dava em cima de Dorcas, era quase como se sua mãe estivesse sendo convencida da possibilidade de um ménage a trois com sua filha.

- Quando você chegou? – James pediu, preparando o café, como era a única coisa que sabia fazer na cozinha. No começo foi um desastre, Lily teve que aguentar praticamente um mês tomando café queimado, amargo, forte, fraco, até que um dia ele conseguiu pegar o jeito da coisa;

- Ontem de noite, como era tarde eu fiquei em um hotel. – Dorcas respondeu saindo do quarto de hóspedes.

- Você podia ter vindo direto pra cá! – Lily falou, fazendo a loira rir ao ver James fazendo que não com a cabeça. A relação de James e Dorcas era assim, sinceridade sempre, chegava a ser engraçado a implicância que os dois tinham. James tinha toda a postura que odiava criar momentos para fotografar e Dorcas sempre conseguia que ele a fotografasse quando visitava os dois.

- Então... a Marlene vai vir para o casamento? – A loira pediu como quem não queria nada. Era óbvia que isso era para ela saber se Remus iria vir junto com ela. Não importava quantas vezes James falava que os dois não tinham nada, estava convencida que aquilo não era só amizade. Até mesmo pensava que esse poderia ter sido o motivo do sumiço dele, festejar a vida com Marlene, afinal, ser cantora, ir a festas, bebida até não poder mais e quem sabe até mesmo orgias.

- Não sei. – Lily rapidamente respondeu e pegou uma toalha no armário. – Eu vou tomar banho, tenho que ir trabalhar daqui a pouco.

- Quer que eu lhe acompanhe? – James pediu, brincando, sabendo que tinha que fazer companhia a Dorcas, Lily só o fulminou com o olhar e os dois riram. Assim que Lily entrou no banheiro James serviu café para Dorcas. – Sim, a Marlene e o Remus irão vir para o casamento.

- Provavelmente vão aproveitar e se casarem também, sabe, dois pelo custo de um. – Dorcas falou mostrando o seu lado ciumento, James apenas balançou a cabeça, desistindo de a convencer que os dois realmente são apenas amigos.

- Como ela está reagindo? – Perguntou tomando um gole de café, James realmente tinha melhorado a produção de seu café nos últimos meses.

- Por enquanto, não está reagindo. – Suspirou, lavando sua xícara. – Você se importa se eu ir me trocar?

- Claro que sim. – Dorcas respondeu brincando indo para o seu quarto, ajeitar suas coisas, deixando James para trás. Esse casamento iria dar no que falar, ainda mais com a volta de Marlene e Remus. Por mais que ela negasse, ainda amava aquele estrupício. Não era como se as coisas iriam voltar do jeito que eram antes, mas esperava que ele tivesse uma desculpa muito boa e que fosse fácil perdoar. Dorcas não era de fazer picuinhas, guardar rancor, pelo menos, ela pensava que não era assim antes da ida de Remus Lupin. Suspirou e deitou na cama, rindo ao ouvir o grito de Lily no chuveiro, no final, James foi se juntar a ela.


- Minha mãe está me enlouquecendo! – Mandy deitou na cama, fazendo Kenneth rir. Isso era o que ela mais estava falando nos últimos dias e ele tinha que concordar com ela. Ken a abraçou e beijou sua bochecha.

- Faltam apenas mais alguns dias... – Os dois suspiraram juntos. Ken nunca esteve tão certo quanto Amanda, ela era simplesmente incrível, não tinha como negar a conexão. Ele não esperava a hora de apresentá-la para Lene. – Sua irmã...

- Eu sei, eu sei... – Mandy suspirou novamente, a pressão do casamento estava realmente caindo sobre ela. O problema era que Ken percebia a maldade nas pessoas e a irmã de Mandy era a que mais demonstrava isso. O engraçado foi que ele recém conheceu as irmãs de Amanda e já tinha uma preferida, a mais nova, Jessie, quinze anos e ela já era uma artista, sem contar a educação. – E a sua irmã?

- Vai vir só no dia, mas ela vem! – Ken falou feliz, Remus iria vir com Marlene e apesar dele saber que os dois se aproveitavam um pouco que demais, gostou da ideia dela ter uma companhia. – Você vai adorar a minha irmã.

- Parece que eu já a conheço. – Mandy levantou e deu um selinho rápido em Ken. – Tenho que ir, provas e mais provas de vestidos.

- AMANDA! – Gritou Angie, mãe dela na escada, Mandy logo revirou os olhos e respirou fundo.

- Se eu não voltar antes da meia noite chame a polícia. – Mandy brincou e fechou a porta do quarto.


- Não parecia real a nossa volta até agora. – disse Remus, ao estacionar seu carro na frente do hotel em que iriam ficar, Marlene assentiu nervosa, segurando seu pulso, mania que ela tinha quando ficava desconfortável. – Mas vai dar tudo certo, eu espero.

- É, eu também. – Lene abraçou Remus dentro do carro e lhe deu um beijo na bochecha. Ela sabia a sorte que tinha de ter ele em sua vida. – Meus pais vão chegar a qualquer momento.

- Todos os convidados irão se hospedar no hotel? - Remus perguntou, saindo do carro, com as sobrancelhas arqueadas, claramente achando um exagero a extravagância do casamento.

- Pelo que meu irmão falou no telefone isso é coisa da mãe da noiva, parece que eles gostam de extravagâncias e no fim, esse hotel é deles. – Marlene falou, tirando uma das malas do carro. Remus parou o que estava fazendo e a olhou incrédulo.

- Então a Amanda é uma... – Remus começou o raciocínio e Marlene terminou.

- Vance. Isso mesmo, irmã mais velha da Emmeline. – Remus começou a estudar a expressão de Marlene, mas não conseguiu a ler tão facilmente. Ele sabia que com a volta para a cidade em algum momento Lene iria ter que lidar com o seu passado, mas não esperava que fosse de maneira tão abrupta. Remus pegou as malas e entregou a chave para o manobrista.

- Você já sabia então? – Ele perguntou quando entraram no hotel, Marlene suspirou e assentiu.

- Uma hora ou outra eu teria que lidar com isso. – Ela sabia disso fazia um tempo, desde que seu irmão começou a namorar Mandy. No começo ela se preocupou que Amanda fosse igual a Emmeline, mas depois de conversar muito com seu irmão, percebeu que ele sabia julgar caráter como ninguém. Há sete anos, quando a brincadeira aconteceu, naquela noite ela não falou quem tinha feito, nem como tinha acontecido para o seu irmão. Ele sabia dos fatos por cima, em nenhum momento ela disse que a pessoa que tinha feito a brincadeira era Emmeline Vance e por enquanto, não fazia parte dos planos de Marlene dele saber desse fato. – Vamos logo Remus, eu preciso me arrumar para a surpresa.

- Nós temos reserva no nome de Remus Lupin, dois quartos. – Remus falou para a recepcionista, Ken não sabia que Marlene iria chegar hoje, ele pensava que a irmã só ia conseguir vir no dia do casamento, devido aos compromissos. Lene já tinha combinado tudo com Amanda por telefone, assim que Remus pegou a chave para os quartos os dois subiram. Remus logo se arrumou e foi para o quarto de Lene esperar.

- A Mandy já me ligou e disse que todos os convidados já estão aqui. – Marlene falou, respirando fundo e escolhendo um vestido para usar, ela recém tinha saído do banho. Remus ficou quieto sentado na cama, sem falar nada ele levantou e chegou por trás de Marlene, colocando as suas mãos em sua cintura. Lentamente ele beijou sua nuca, fazendo-a se arrepiar com o toque, virou-se para ele e o beijou. Eles iriam continuar, brincar como brincavam, mas os dois pararam antes que a toalha de Marlene caísse no chão.

- Nós estamos fazendo a coisa certa? – Remus perguntou, recuperando o fôlego. Kim lhe deu um beijo de leve e o abraçou.

- Não, mas iremos começar a fazer a coisa certa. – Ela disse, sentindo o seu peito pesado. Eles sabiam que para que aquilo funcionasse a amizade iria deixar de ser colorida, Remus amava Dorcas e Kim sabia disso. No fim, a única coisa mais importante para ela era que Remus se reconciliasse com Dorcas e fosse feliz, mas isso certamente não iria ser nada fácil.

- Prefiro o vestido azul. – Remus finalmente disse, depois de se desvencilhar do abraço. Marlene pegou o vestido azul e o vestiu, secou seus cabelos e passou uma maquiagem leve. Antes de o Remus abrir a porta ela o puxou para outro abraço. Naquele momento, os dois perceberam que não iriam mais poder usar o outro para acabar com a carência, ou com a mágoa. Naquele momento eles viram que iriam ter que encarar tudo e todos. Depois de sete anos tentando evitar o seu passado, finalmente chegou a hora de Marlene revidar. "A vingança é um prato que é servido frio." Quem escreveu isto é um tremendo idiota e Marlene sabia disso. A vingança geralmente atinge dois objetivos: ou traz consolo a quem sofreu a injúria, ou lhe traz segurança para o futuro.

NA:

Oi gente! Espero que tenham gostado do capítulo! Essa história é um desafio para mim, já que eu tive a ideia de escrever ela em 2011, escrevi um pouco na época e só agora eu estou retomando ela, graças a linda Nina Spim.

Muito obrigada pelos reviews, espero que gostem!

dominique