Bom Diaa Meus Amoresss! Tudo bem com vocês? Espero que sim! U.U
Bom antes de mais nada, gostaria de apresentar a vocês minha primeira Fanfic, essa estória não é uma adaptação, mais algo que estou tentando escrever a algum tempo kkkk, e para saber se estou no caminho certo, queria que vocês lessem com a mente aberta, e me dissessem o que acharam.
Bom aqui eu vou tentar focar em dois assuntos que são a fobia da Bella e na vingança que ela e o Edward nutri. Então, Boa leitura meus amores... Nos vemos lá embaixo¬
Isabella Swan suspirou cansada quando entrou em seu apartamento às duas horas da manhã. Chegou a pensar que o dia não teria fim, com tantas coisas para fazer no Buffet Newton's, desde uma simples festa infantil a um horripilante casamento. Suas pernas doíam tanto, que se acreditava incapaz de dar mais um passo si quer. Sentou-se no sofá e colocou os pés em cima da mesa de centro, seu corpo estava tão cansado que poderia dormir ali mesmo. Mais o que atenuou seu cansaço foi mais uma das suas crises de fobia. E tudo aconteceu porque o irresponsável Mike Newton não compareceu ao evento, e ninguém o encontrou depois de varias tentativas frustradas pelo celular. Então coube a ela, ir ao maldito casamento cobrir o lugar do Newton. Isabella era chefe de cozinha do Buffet, e em parceria com seu amigo de faculdade Mike, abriram o Buffet, onde Mike administrava e ela cozinhava. O Buffet no inicio teve uma tímida clientela, já que poucas pessoas conheciam seus serviços e havia muitos outros importantes lugares que prestavam esse tipo de serviço em Londres. Mas em quatros anos de serviços prestados com qualidade e eficiência, o Buffet Newton's alçou altos vôos e atualmente era considerado o segundo melhor Buffet de Londres. Mais isso se deu por causa do desempenho de cada funcionário, e principalmente o seu. Mais Mike hoje em quatros anos a deixou na maior saia justa e em uma situação impossível de se perdoar. Para que a parceira entre os dois desse certo foi elaborado um contrato onde Isabella em hipótese alguma trabalharia no recinto onde as festas de casamento aconteceriam. Ela cozinharia para festa, mais em hipótese alguma iria comparecer ao evento. E Mike quebrou a importante clausula do contrato, não comparecendo ao evento e deixando tudo a cargo dela. E como também era dona do Buffet, coube a ela ir a recinto averiguar e acompanhar o trabalho dos funcionários.
Isabella odiava casamentos e ao mesmo tempo lutava com suas crises de pânico, tinha fobia de noivas e tudo relacionado a elas, principalmente o noivo.
E Mike sabia disso, e a deixou passar pela humilhação de ter essa maldita crise na frente de 300 pessoas que celebravam a data feliz.
Isabella pousou sua mão na fronte fria, desejando poder ser normal como às outras pessoas, que não tinham uma crise de pânico todas as vezes que via uma noiva, ou enfeites de casamento. Desejou de coração poder ficar feliz e emocionada como as outras pessoas ficavam quanto participavam de um casamento ou quanto via a noiva entrar, e não sair correndo na primeira oportunidade.
Sabia que sua fobia era um medo persistente e irracional, para ela casamentos representavam um grande perigo. Mas não podia controlar algo que estava enraizado dentro dela, e quando exposta aos tão temidos estímulos provoca-lhe uma extrema ansiedade e ataque de pânico.
E pensar que há cinco anos atrás estava feliz e realizada com a expectativa de ser casar. Acreditava ser amada pelo homem que mais amou na vida, e na primeira oportunidade esse mesmo homem acabou com sua vida e saúde mental.
Isabella estava noiva com Edward Cullen, o magnata grego das comunicações há exatamente um ano, e as expectativas com os preparativos do casamento estavam deixando-a maluca. Edward era um homem importante, e seu casamento seria um evento do ano em Argostoli na Ilha de Kefalonia, localizada na região das Ilhas Jônicas, na Grécia.
Edward morava em uma propriedade particular próximo a Assos, e seria ali naquele lugar maravilhoso e cheio de mitos que iriam passar juntos sua lua de mel. Eram esperados no casamento de ambos cinqüentas pessoas entre familiares e amigos do casal. Edward e Isabella entraram em consenso de não fazer uma festa grandiosa, para não atiçar a mídia sensacionalista, uma vez que seu casamento não era um evento e sim uma união de almas que se amavam e não podiam ficar longe uma da outra. Mas ela não sabia que quem amava naquela relação era ela, e não Edward Cullen.
Eles se conheceram em um restaurante onde ela começara a trabalhar como ajudante de cozinha, e um tropeço da vida, os dois se encontraram quando ela estava terminando o expediente. Ele era um freqüentador assíduo do restaurante, uma vez que Eleazar Denali o chefe de cozinha do estabelecimento era amigo de Edward. Eles começaram a conversar, saíram juntos dois dias depois. Edward conseguiu quebrar o gelo que se formara ao redor de seu coração, e logo os encontros casuais caminharam para um namoro, e um ano depois ele a pediu em casamento.
Edward era um homem fabuloso, amável e muito bonito. Só tinha dois grandes defeitos: a arrogância e a teimosia, que eram marcas registrada dele.
Isabella se apaixonou por ele no primeiro momento em que seus olhos cruzaram os olhos verdes esmeraldas dele, mais tinha tanto medo de se envolver e sofrer como sofrera com seu pai que não se abriu totalmente a ele, mais com paciência e ternura Edward conseguira derrubar todas as barreiras que ela colocava no caminho. E sem se conter mais, se entregou ao amor, mesmo sabendo que poderia se machucar, ela se permitiu amar.
Ela sabia com que tipo de mulheres seu noivo se relacionou antes dela, e não entendia como uma moça comum como ela, fora atrair o poderoso Edward Cullen. Mas hoje sabia que tudo fora um plano para humilhá-la e faze-la pagar por algo que ela não tinha cometido.
E Isabella se lembrava que houve tantas mudanças de planos em seu casamento, que se olhasse friamente hoje, perceberia que Edward nunca quis se casar com ela, estava o tempo todo escrito nas entrelinhas, mais naquela época por um longo momento acreditou que ficaria maluca e não haveria mais casamento algum. Edward já não queria se casar na Grécia, como fora combinado, se casariam em Londres mesmo e passariam à lua-de-mel na Grécia, mais para os olhos apaixonados de Isabella pouco importava aonde se casariam ou seria a lua de mel, ela o amava e queria viver o resto de sua vida ao lado dele, e isso era o que realmente lhe importava.
A uma semana do grande dia, Isabella fora a cobertura de Edward resolver os últimos detalhes da cerimônia, assim que saiu da sua ultima prova do vestido de noiva. Entrou sem problema algum, uma vez que Ben o porteiro do prédio já a conhecia e o próprio Edward lhe dera a chave de seu apartamento para ela entrar quando desejasse, segundo ele, como iriam se casar aquele apartamento também seria dela, e não precisaria de tanta cerimônia para entrar na casa deles.
Isabella entrou no apartamento tipicamente masculino de cores sóbrias e neutras, e moveis escuros. Colocou a bolsa no sofá de coro negro, quando ouviu uma discussão na cozinha. No inicio ficou paralisada, nunca tinha visto Edward tão alterado. Em certos momentos ele era cético e cínico, em outros arrogantes, mais nunca alterado. Sem medir suas ações seguiu às vozes alteradas até a cozinha e parou perto da porta que estava fechada. Reconheceu a voz da tia de Edward, Tanya e do próprio ainda muito alterado.
- Até quando vai levar isso Edward? – disse aos gritos – quando não restar mais tempo algum? O que vai ganhar levando isso até proporções inimagináveis? Vingança?
- Você melhor que ninguém Tia, sabe o que vou ganhar com isso! Pouco me importa o que a senhora e resto do mundo pensem! Eu escolhi assim, e vou até o final.
- Pense melhor querido! Isso não vai resolver nada.
- Em absoluto! Vai resolver tudo.
- É uma compensação que você quer?
- Não!
- Então?
- Eu esperei por isso há anos, e agora que tenho a oportunidade não a perderei.
Isabella ficou tão confusa e sem jeito por ouvir atrás da porta que deu a volta e voltou para sala. Não entendeu uma palavra daquela louca discussão, mais hoje sabe o motivo daquela discussão. No entanto, Isabella sabia que a tia de Edward não gostava dela, mais nunca passou por sua cabeça que talvez Tanya, fosse contra a união do sobrinho com ela, e quisesse boicotar o casamento dos dois. Bom se era isso que ela planeja não daria muito certo, Edward a amava e era um homem de palavra, e jamais quebraria sua promessa. Mais não conseguiu esquecer suas palavras, mais ignorou, talvez eles discutissem sobre alguma decisão da empresa, que ambos tinham ações, já presenciara tantas discussões dessa espécie entre os dois que até perdera as contas.
E sabia que Edward a amava e nem mesmo a tia dele poderia demovê-lo de seu compromisso com ela. Isabella achou melhor ir embora, depois dessa briga com a tia seria impossível falar com ele, o homem estaria com o humor do cão, como já aconteceu varias vezes antes. Isabella deu uma ultima olhada no apartamento e foi embora. Mais ela não sabia que essa seria a ultima vez que entraria ali.
Depois daquela discussão que Isabella presenciou entre Edward e a tia, ele ficou muito estranho. Das poucas vezes que ela viu Edward, durante toda a semana, ele a tratava como uma fria cortesia que já estava enervando-a. Na sexta feira à noite, a poucas horas do casamento no dia seguinte, Isabella resolveu pressiona-lo a falar o que o atormentava tanto.
Eles estavam sentados no sofá do apartamento de Edward, há exatamente cinco minutos se dizer nada um ao outro.
- Edward, está com medo de se casar comigo? – ele a olhou por um longo momento antes de responder.
- Não! Quero me casar com você – Disse pausadamente – Só estou com alguns problemas.
- Quer compartilhar comigo? – perguntou sorrindo – Talvez eu possa te ajudar de alguma forma. Não é isso que as esposas fazem?
Edward desviou seu olhar dos calorosos olhos chocolates de Isabella.
- Se você tivesse que escolher entre o certo e o errado e machucar alguém que você ama – seus olhos estavam perdidos em algum ponto sobre a mesa de centro – ou ignorar tudo e ficar com essa pessoa. O que você faria?
Isabella olhou para o rosto perfeito de Edward, que parecia ter sido esculpido em madeira e desviou o olhar entristecido para que ele não notasse a dor em seu olhar, e no mesmo instante a discussão entre Tanya e ele lhe voltou à mente. Será que essa pessoa era ela?
Mais ele não notou a confusão que acercava ou notar aquela dor estampada em seus olhos castanhos, uma vez que ele também carregava essa mesma dor dentro de seu ser. E estava concentrado demais nela para notar o mal que fazia a ela.
- Essa pergunta está relacionada a nós dois?
- Apenas responda Isabella! – respondeu duramente.
- Eu faria o que é certo – disse pausadamente – a mentira corrói quem a profere, e quem a ouviu.
- Não esperava menos de você, Agape mou – Sorriu de lado – você é a mulher que pedi aos deuses. E eu estarei lá esperando por você orgulhosamente no altar para unir minha vida com a sua por toda eternidade.
- E eu a minha – respondeu aliviada – serei sua eternamente. Mas responda comsinceridade, aconteceu alguma coisa, amor? Você está tão esquisito. – insistiu Isabella, algo estava errado, e precisava saber.
Edward olhou para os olhos castanhos dela e tocou em seu rosto com as mãos delicadamente.
- Eu te amo tanto! E quero que você saiba agape mou, que sempre vou nutrir esse sentimento por você. – desconversou ele.
Isabella segurou as mãos dele com as suas e levou aos lábios a beijando com carinho.
- Vou me lembrar disso sempre... Mas quero que você também saiba - falou pausadamente tentando convencê-lo que seu amor por ele era forte, e que seja lá, o que o atormentava tanto logo passaria - eu adoro amar você e todos os meus pensamentos estão centrados em você a cada instante.
Edward sorriu de lado e a puxou para seus braços fortes e musculosos, unindo seus lábios ansiosos e desejosos um do outro. Edward aprofundou o beijo e suas mãos percorreram seu corpo em uma caricia enlouquecedora, a incendiando com cada toque.
Isabella sorriu e correspondeu ao beijo carinhosamente, aquela conversa nada tinha a ver com seu relacionamento com ele, tentou se enganar. Talvez, Edward tivesse se referindo a tia que o tinha criado e tinha tanto carinho por ela, e sabia que se casando com ela feriria sua tia profundamente. E a preocupação morreu quando os lábios de Edward tocaram os seus, afastando todo vestígio de duvidas.
Isabella acordou entusiasmada, afinal de contas era o dia do seu casamento, um dia que marcaria para sempre sua vida, como já marcara a vida de tantas mulheres que passaram por esse momento. O casamento seria realizado as 18H00 na igreja San Patrick. Ela se arrumaria no apartamento que dividia em Londres com sua irmã. Mais algo a oprimia e não sabia bem o que. Mas se esqueceu de suas preocupações quando sua irmã entrou entusiasmada no quarto dela.
Alice estava tão entusiasmada ou mais que ela para o casamento, adorava Edward e apoiava a união dos dois.
Sua irmã invadiu seu quarto a arrebatando da cama e em uma confusão de cobertas e risos, se apressaram para começar a preparação da noiva.
Isabella estava tão entretida com Alice, e com a sua transformação para noiva, que quando notou seu pequeno apartamento em Londres estava cheio de mulheres, inclusive sua mãe que veio do interior de Londres para estar com ela nesse momento especial, não esperava sua mãe ali, mais ficara feliz com sua presença.
Entre conversas constrangedoras e brincadeiras o tempo passou voando, e quando Isabella se deu conta já estava pronta. Bella sorriu para Alice e se dirigiu para espelho no canto do quarto cor de rosa de sua irmã, onde ela esteve se arrumando por ser maior e caber toda a parnafelhada de produtos de beleza de Alice. Suas pernas estavam bambas quando se encaminhou para espelho, seu nervosismo era latente. Tinha que ficar bonita!
Seus olhos encontraram, olhos ansiosos e brilhantes refletidos no espelho. Os olhos chocolates estavam refletiam a ansiedade que sentia. Estavam misteriosos, como se escondesse um delicioso segredo. Nesses mesmos olhos refletiam todo amor que sentia pelo homem que tornaria seu marido, tornando aqueles olhos sedutores ainda mais brilhantes. Aquela moça era a imagem da felicidade e da beleza. Seu vestido de noiva branco, em formato sereia delineava o corpo perfeito e evidenciava o corpo cheio de curvas sedutoras. Sua pele aveludada e sedosa estava impecavelmente maquiada, sem exagero e com um efeito natural. A sombra rosa ressaltava seus olhos chocolates e os lábios cheios estavam ainda mais sedutores com o batom pêssego cintilante. Seus cabelos caiam em uma cascata mogno de cachos sedosos e perfeitos em seus ombros, sob a mantilha bordada com fios de ouros. Ela era uma mistura de inocência e paixão, uma mulher que tentaria qualquer homem que colocasse os olhos em cima dela. Agora se sentia a noiva perfeita para Edward, uma esposa a altura dele. Sentia-se feliz e realizada com a expectativa de se unir ao homem que mudou sua vida pacata e sem cor, em um turbilhão de sensações e cores. Desviou o olhar do espelho, e dirigiu um olhar de agradecimento a sua irmã. Alice conseguiu transformar um pato desengonçado e comun, em deslumbrante cisne.
- Obrigada Ali... Você transformou uma mulher sem atrativos e comun. - agradeceu em tom embargado pelas lagrimas não derramadas. - em uma deusa grega. Muito obrigada querida.
Isabella se aproximou da irmã e abraçou com carinho e agradecimento.
- Eu só realcei a beleza que vejo todo dia quando acordo - piscou para Isabella. – E além do mais, sou cabeleireira e sei reconhecer uma beldade quando coloco os olhos nela. – disse em tom de brincadeira, mais deixava claro em seu olhar que acreditava em tudo que dizia. - Eu te amo Bella. E felicidade é pouco para tudo que desejo para você.
Isabella abraçou a irmã emocionada ainda mais forte, tentando passar naquele abraço todo amor e carinho que sentia por ela.
Não esperava menos de Alice. Sempre foram muito unidas, uma defendendo e até tampando as traquinagens da outra. E ter Alice ali do seu lado em um dia tão especial para ela, era mais que perfeito. Era como se tudo estivesse completo.
Alice deu passagem para a tia de seu futuro marido se aproximar de Isabella. Até aquele momento não tinha percebido que a tia de Edward estava ali parada observando a tudo com um brilho maldoso no olhar. Isabella sabia que Tanya não gostava dela e que era contra o casamento do sobrinho, e com tudo não a esperava ali.
Mas ultima coisa que queria era ter a tia de Edward ali, como uma nuvem negra em seu céu azul. Não a queria ali assombrando seu casamento. Mais também não podia expulsar a pessoa que criou seu futuro marido como uma mãe apesar de tão jovem. Forçando um sorriso no rosto bonito se dirigiu a tia de Edward. Tanya se aproximou de Isabella e pegou em suas mãos enluvadas.
- Eu estou tão feliz por você minha querida, que mal cabe em mim.
- Obrigada - agradeceu receosa não sabendo ao certo o que dizer, notou o olhar maldoso da mulher, mais também viu sinceridade em seu olhar.
- Não precisa agradecer. - Tanya retirou uma caixa de veludo da bolsa e entregou a Isabella. Isabella olhou para ela se entender.
- Meu sobrinho mandou para você. - sorriu maldosamente. - ele queria que você tivesse algo para se lembrar dele.
Isabella sorriu, Edward era atencioso demais. Como poderia parar de pensar nele, se em cada segundo de seu dia seus pensamentos era sobre ele?
Sua mãe pigarreou e Isabella a olhou tentando descobrir o motivo, notou o breve trocar de olhar entre Tanya e Renée, e ficou desconfiada. Algo ali estava muito errado, sua mãe não conhecia Tanya o suficiente para trocar olhares cúmplices. De onde vinha essa amizade toda? Seu olhar se encontrou com o de sua mãe, e ela corou desviando olhar. Isabella estranhou o gesto, mais resolveu deixar tudo de lado. Todos ficavam nervosos em casamentos, e entre todos eles os pais dos noivos.
- Não vai abrir querida? - Perguntou Renée Swan nervosa.
- Vou sim mãe. – respondeu Isabella, notando a perturbação da mãe. - A senhora está bem?
- Está sim meu bem! Todas as mães ficam um pouco nervosas em casamentos. Afinal, seus filhos amados vão partir do ninho. - disse Tanya tomando frente de Renée.
Isabella concordou com a cabeça de má vontade e abriu a tampa da caixa. Seus olhos se encheram de lagrimas, ao olhar o colar que repousava sobre o veludo vermelho. Edward a estava presenteado com um colar com uma safira em forma de lagrima. Era simplesmente lindo.
Alice se aproximou pegou o colar, e fez um gesto para que Isabella girasse e colocou o colar em seu pescoço.
- Vamos repassar. - disse piscando para Isabella. Ela sabia que era uma manobra de Alice para ganhar tempo para ela se recompor. - toda noiva tem que ter algo novo e velho. Algo emprestado e algo azul.
- Certo. Novo o vestido, velho a mantilha. A cinta liga é emprestada - sorriu para Alice que emprestou a liga - e algo azul... - Isabella tocou o colar que pendia em seu pescoço com carinho. Edward sabia que ela precisaria de algo azul. E aquele presente representava o amor e o carinho que dedicava a ela.
Isabella sorriu para as mulheres sorridentes que a fitavam com a admiração e se aproximou da mãe que chorava.
- Mãe... Eu vou ser mais feliz, que fui durante anos. - sua voz soou confiante. - A senhora não tinha que estar feliz por mim depois de tudo?
Renée tocou as mãos enluvadas da filha com as suas tremulas.
- Claro
- Então, demonstre mãe - apertou suas mãos unidas - Eu vou me casar com o homem que amo.
Renée a olhou com os olhos inundados de lagrimas.
- Perdoe-me filha se não fui uma boa mãe. - suplicou Renée. - Tenha em mente que errei tentando acertar. Desculpe-me se fui egoísta e só pensei em mim, frente a felicidade de minhas filhas. Mais, agora vou mudar e recuperar o tempo perdido. E sei que para fazê-las felizes sou capaz de qualquer coisa.
Isabella sorriu e abraçou ainda mais forte sua mãe, mais se encontrou com olhar desconfiado de Alice que franzia o cenho. Entendia Alice, sabia que não acreditava nas palavras de sua mãe depois de tudo que passaram por causa. Mais aquela demonstração de amor e carinho era confortante, e saber que ela só queria sua felicidade só a inundava de amor e perdão por essa mulher que a maior parte de sua vida foi uma mãe ausente, mais que agora tentava remediar o passado, estando ao seu lado no presente.
Isabella se afastou de sua mãe sorrindo. E piscou para Alice que revirou os olhos, sua mãe não tinha conseguido convencer Alice, e isso era obvio, pelo modo desconfiado que olhava para Renée. Mais isso não importava agora, seu noivo estaria esperando por ela. Precisava chegar logo à igreja, e deixar as desavenças e desconfianças para depois.
- O meu noivo me espera. É hora da noiva partir para a igreja e se casar com o amor da sua vida.
Alice sorriu e entregou o buquê de rosas vermelhas para ela.
Isabella já estava entrando no carro com a Alice e sua mãe quando ouviu o comentário cínico de Tanya.
- É bom ela ir logo! Comentou com sua prima Kate. - Nunca se sabe quando o noivo pode não aparecer.
Isabella dirigiu um olhar perturbado para Alice, que apertou sua mão tentando reconfortá-la.
- Ele estará lá Bella... Esperando sorridente por você. Não é mamãe?
- Sim - respondeu Renée desviando olhar das filhas. Alice encarou sua mãe ainda desconfiada, mais não disse nada.
Isabella resolveu deixar de lado suas preocupações, Edward estaria lá como Alice disse. Não se deixaria influenciar pelo modo estranho que sua mãe agia, as perguntas confusas de Edward e a maldade de Tanya. Aquele era o seu dia, sonhara com esse momento desde criança, e ninguém acabaria com a felicidade que sentia. Iria casar com o homem dos seus sonhos e isso era motivo suficiente para deixá-la extremamente feliz. O carro entrou em movimento mudando para sempre o curso de sua vida.
Mais passado alguns instantes Isabella estava ainda mais agitada dentro do carro tentando enganar a si mesma de que não estava preocupada com as palavras maldosas de Tanya. Sabia o tipo de víbora que Tanya Masen era, mais não entendia o teor do comentário maldoso, assim como ficou confusa com a conversa entre Tanya e Edward que ouviu escondida no apartamento.
O que ganharia aquela mulher atormentando a vida da futura mulher do seu sobrinho que dizia tanto amar? Tudo o que ela conseguiria era deixar Edward furioso e Isabella uma pilha de nervos. Mais talvez fosse justamente isso que Tanya quisesse provocar nela. E se fosse mesmo isso, está se saindo muito bem sucedida na empreitada.
O carro parou na porta da igreja tirando Isabella de seu devaneio. Tudo passou tão rapidamente que Isabella nem seu deu conta que tinham chegado à igreja.
Alice sorriu para ela, e a ajudou a sair do carro com calma para não amassar o vestido. Isabella saiu do carro com certa dificuldade e olhou para construção de pedra tão linda que uniria sua vida a de Edward no sagrado laço do matrimonio. Sorriu confiante para a irmã que tocou com carinho em seu braço e caminhou com ela até seu pai Charlie Swan que estava na frente da igreja, ele havia vindo na frente com os padrinhos dela. Isabella sorriu para seu pai que em resposta beijou-a na bochecha e a olhou deprimido.
- Eu queria que esse momento na existisse nunca. - Isabella olhou para ele surpresa, não sabia que seu pai desaprovava o casamento, ele sempre agira muito bem com Edward e sempre demonstrou gostar muito de seu noivo. - Não entenda mal minha querida. Eu estou feliz por esse casamento, só quis dizer que é difícil perder minha menina.
- Oh papai não se perde o que nunca se teve! - sorriu entristecida para ele – e além do mais, eu não vou morrer. Porque todos agem assim? Eu só vou me casar! Eu sempre vou estar por perto e sempre fui e serei sua filha. Eu te amo muito, mesmo não merecendo esse amor!
Charlie tentou desviar o olhar cheio de lagrimas dela, mais não foi rápido o bastante, uma vez que Isabella viu as lagrimas em seus olhos.
Isabella se esforçou para não chorar, hoje não era um dia para lagrimas, mais um motivo de celebração, a celebração do amor.
Só não entendia a postura trágica que seus pais estavam adotando. Primeiro sua mãe estranha demais e agora seu pai agindo como se ela fosse morrer a qualquer momento. Era demais para sua cabeça e nervos que estavam em frangalhos. Por Deus era coisa demais para absorver!
E o mais estranho é que justo os seus pais que nunca se interessaram ou tiveram tempo para as próprias filhas agissem assim. Charlie e Renée Swan não eram exemplos de pais para ninguém. As tratavam relativamente bem, mais nunca foram realmente paternais. No inicio a indiferença deles causaram tantas feridas que sagrava a cada dia e festas festivas que eles não estavam em casa, e elas passavam com a baba, mais que com o tempo cicatrizou e parou de causar tanta dor. O tempo ensinou a Alice e a ela, que se afastar de quem lhes machuca é a solução perfeita para não provocar sua auto-destruição. A dor que seus pais lhe causaram na infância não destruiu o amor que nutria por eles, mais não criou o vinculo que Alice e ela tinham uma pela outra. Apesar de tudo eram seus pais, e tinham lhe dado à vida e Alice, e por isso sempre seria lhes grata.
Isabella olhou para seu pai e enlaçando o braço no dele e parou na frente da porta da igreja que ainda estava fechada aguardando sua entrada.
Estava tão absorta a tudo que não notou a confusão de daminhas a sua volta. Alice olhou para a irmã perdida em seus pensamentos, e sorriu feliz que por fim ela encontrou o homem que a faria feliz. Isabella estava deslumbrante, mais seu contentamento e amor estavam estampados em cada traço do rosto perfeito dela. Sabia o quanto sua irmã e ela foram infelizes por tanto tempo esperando suas relações com seus pais se ajeitassem, mais quando mais esperavam mais frustradas saiam. Isabella se fechou de uma forma tão intensa que Alice chegou a pensar que talvez sua irmã se tornasse uma alma solitária para sempre. Isabella tinha medo de amar, mais Edward a ensinou a abrir seu coração para o amor, e a isso ela sempre seria grata a Edward.
Alice arrumou a calda do vestido de Bella desejando de coração que sua irmã fosse imensamente feliz e amada por todo sempre. Por que se alguém merecia a plena felicidade essa pessoa era sua Isabella.
Isabella olhou para Alice sorrindo, e esperou Alice se aproximar dela tomando sua mão livre entre a suas.
- Obrigada Alie - apertou a mão de sua irmã tentado transmitir todo carinho e gratidão que sentia - Você sempre será a melhor coisa que aconteceu em minha vida.
- Não senhorita, ou melhor, senhora! - piscou para Isabella. - Você é tudo de bom que a vida trouxesse para mim. Eu sempre estarei aqui por você. Somente por você.
Isabella sorriu para Alice que desviou o olhar dela para olhar seu pai. Seu semblante que antes estava feliz se fechou em uma expressão sombria.
- Alice o que aconteceu? - olhou para seu pai que fitava Alice com raiva.
- Eu não sei Bella - respondeu Alice retribuindo o olhar do pai. - Mais algo me cheira mal por aqui. E eu vou descobrir o que é.
Isabella olhou de um a outro e sentiu a velha rixa que havia entre os dois. Alice e seu pai nunca se deram bem, sempre se trataram com uma cordial indiferença, mais a relação entre os dois sempre foram conturbada. Alice desconfiava do caráter do pai e Charlie não aceitava a desconfiança da filha. Ela sempre teve que intervir quando as trocas de palavras se tornavam agressivas, e Charlie partia para violência. E quando as coisas ficaram insuportáveis, as duas saíram de casa em busca de paz e oportunidades longe de pais, que quando crianças não as queriam por perto, mais que depois que as duas cresceram passaram a dominar e comandar suas vidas.
- Hoje não pai! - disse enfrentando o olhar arrogante de Charlie - Seja lá o que esteja tramando, eu não quero saber. Hoje é o meu dia! Eu mereço ser feliz depois de tudo que eu passei por sua causa. Até quando você vai me fazer sofrer? Porque se empenhar tanto em nos causar danos irreparáveis? Eu não consegui durante anos me aproximar de um homem sem tremer de medo, e sabe porque? Porque todos me lembravam você. Mais hoje vou me casar com o único homem que não me fez tremer de medo a cada palavra que ele profere.
- Eu sinto muito pelo mal que causei as duas. Mais não posso voltar no tempo e mudar tudo, Bella.
- Não, não pode. Mais se quer nosso respeito, deveria ter lutado por isso! – retrucou Alice. – E eu ouso dizer que você não se arrepende de nada. E que justo neste instante está tramando alguma coisa. Eu não sei o que é mais vou descobrir. Isabella não entre nesta igreja, até eu voltar! Algo não está certo por aqui Bella, e nós vamos descobrir.
Alice saiu apressada para lateral da igreja, Bella desviou o olhar para seu pai e viu neles uma fagulha de ira e orgulho.
- Você não está tramando nada não é pai?
- Não! Alice que enxerga coisas em lugares em que não há nada. Sempre foi, assim por isso que apanhou tanto. Se usasse seus talentos para os negócios, estaria milionária e não dona de um salão de beleza.
- Alice sempre teve razão na maioria das vezes. – retrucou Bella, - E agora me diga uma coisa Charlie Swan, porque eu apanhei de você a infância toda?
- Porque lembrar disso agora Isabella? Esse não é o momento propício para isso e você mais do que ninguém sabe disso.
- Eu insisto em saber? Por quê? – insistiu amargurada. – O que uma criança inocente e uma jovem carente fariam para atiçar sua raiva?
- Eu não tinha tempo para duas crianças carentes e choronas, era fácil ignorar vocês, mais quando Alice e você cresceram, eu tinha planos para as duas.
- Imagino, que tivesse – disse cética, esse homem que chamava de pai era um monstro mesmo. – Mais Alice e eu não seguimos os seus planos para nós e quando não conseguiu nossa obediência, tentou consegui-la a força.
- Exatamente. Mais me arrependo disso. Mais se que agora Alice é forte, e você é ainda mais forte que ela, mesmo que não tenha notado isso ainda.
- Certamente somos tudo isso que disse, mais não por sua causa.
Charlie mordeu o lábio e desviou o olhar do dela. Isabella não queria mais ficar perto dele, esse homem nunca teria uma só gota de amor em suas veias, e tinha duvidas que sentisse algo por alguém. Para falar verdade nem entendia o motivo dele estar ali, ou talvez não quisesse reconhecer nem para si mesma, que queria mostrar ao seu pai que Edward era mil vezes mais honesto e homem que ele. Ele não precisava usar a força para ser respeitado.
Charlie apertou seu braço e Bella olhou para ele confusa, que acenou com a cabeça que a porta da igreja estava aberta para sua entrada, e que suas daminhas entravam por ela jogando pétalas de rosas vermelhas na passagem. Isabella ouviu as notas da marcha nupcial e respirando fundo, se esquecendo da recomendação de Alice de não entrar. Entrou passando pela porta lentamente com seu pai conduzindo. Que dia! Não podia ter escolhido dia melhor para descobrir verdades que esteve o tempo todo diante dos seus olhos.
Não conseguia ver nada de tão chocada que estava com as revelações do pai que as lagrimas não caídas embaçavam-lhe os olhos. Estava na casa de Deus para unir sua vida e seu destino ao homem que arrebentou os cadeados de seu coração e entrou nele, habitando cada pedacinho e era nisso que tinha que se concentrar e esquecer de seu pai egoísta. Mais sabia que precisava de Edward para se sentir segura. Recompôs-se e seguiu o caminho até o altar onde estaria o seu Edward a esperando, seu porto seguro.
Só quando se aproximava do altar notou as expressões chocadas nos rostos dos convidados. Até aquele instante ela estava tentando se recompor para olhar para Edward no altar, que não percebeu o clima pesado dentro da igreja. Mais quando seus olhos percorreram o lugar que ele deveria estar percebeu o que estava errado. Descobriu o motivo dos olhares dos convidados, e se desesperou. Ele não estava lá, o seu noivo não estava esperando por ela, o seu lugar estava vazio.
E ela notou que seu pai continuava andando, ou porque não tinha percebido, ou queria deixá-la no altar esperando por um noivo que não havia comparecido ao próprio casamento. Olhou para seu pai que olhava para frente se esforçando para não rir. E enojada puxou sua mão e se afastou dele parando no centro do corredor.
Agora tudo fazia sentindo, todos ali sabiam que o noivo no compareceria, até ela sempre soube, mais não quis acreditar que o homem que dizia amá-la com ardor, a tivesse abandonado na igreja a deus dará. Mais porque ele fez isso justamente com ela? Porque não disse que não queria se casar com ela quando ainda tinha tempo de cancelar tudo? Não tinha resposta pra isso.
Meu Deus por quê? Porque ele fez isso justo comigo? Veja a dor que estou sentindo agora, eu realmente merecia isso? O que eu fiz a ele para ser paga com essa humilhação?
Ele me conquistou meu Deus com suas mentiras e promessas de um amor que nunca cumpriria. Eu tinha tanto medo de sofrer de novo por um homem, de me apaixonar, e quando permeti que isso acontecesse, ele me destruiu e humilhou. Pensou devastada.
Ela olhou ao redor desnorteada. De seus olhos escorriam lagrimas provocadas pela traição de um homem que amou com toda a intensidade de seu coração. A angustia que sentia oprimia seu coração, como se seu órgão vital não tivesse mais porque bater. Por tanto tempo viveu por ele e se esqueceu de si, porque se sentia feliz quando Edward estava feliz. E agora ele estava rindo dela em algum lugar distante daquela igreja em que deveria estar.
Isabella olhou a tudo sem realmente ver nada.
Sabia que alguém a envolvia em um abraço de conforto, mais não conseguia ver quem era, mais sabia instintivamente que era sua irmã Alice.
Ela sentia tanta dor, que poderia dizer que estava vivenciando uma experiência fora do corpo. Ela só via a tudo distante, distorcido.
Isabella sentia os olhares que refletiam a pena que todos sentiam dela. Ouvia os cochichos mais não sabia falar ao certo o que diziam, mais tinha certeza que eram dela que falavam, somente dela. Falavam da idiota que fora abandonada na igreja pelo noivo que dizia amá-la, mais que a humilhara da forma mais vil que alguém poderia humilhar.
Era difícil pensar, falar e agir. Era difícil não querer gritar e a aplacar a dor que sentia, porque sabia que seu mundo tinha acabado sem Edward. Como iria viver assim, com as lembranças, com a dor e a humilhação.
Chorou abraçada a sua irmã, tentando por fim ao tormento que a assombrava.
- Me diz que é um sonho ruim Alice, me acorde, por favor! Me acorde!
- Shhhhhhh, vai passar.
- Faz parar de doer Alie, por favor.
- Eu não posso querida. – sussurrou Alice, - Eu queria poder, mais não posso.
- O que eu fiz pra ele? – murmurou sem forças. – Ele sabia que o meu amor não era uma simples paixão, era muito mais forte. Por que ele me deixou assim?
- Eu não sei, Bella. Eu não sei.
Isabella desvencilhiou-se dela e a olhou com os olhos vermelhos e sem dizer mais nenhuma palavra saiu correndo pela porta da igreja que tinha entrado com coração inundando de amor, mais que agora saia sagrando a cada suspiro.
Correu porque precisava sair dali e fugir das lembranças. O que mais desejava naquele instante era poder morrer e não precisar sentir tamanha dor. E tudo porque ele a fez perder o caminho seguro, e agora sentia medo, muito medo.
Passou correndo pelas pessoas que reclamam quando se chocavam com elas, e que muitas paravam de andar para ver que corria sem rumo, sem destino.
Ela não sabia para onde ia mais queria correr até suas forças se acabassem, e se sentisse anestesiada. Não sabia lidar com essas sensações que pressionavam seu peito e não a deixava respirar.
Olhou para suas mãos que ainda seguravam o buquê de rosas vermelhas, e sentiu com se tivesse levado um soco no estômago levando todo ser ar junto. Soltou o buquê que caiu sobre a calçada em baque surdo e continuou correndo, ignorando as vozes que corriam atrás dela.
Precisava fugir de tudo, não se sentia viva, faltava uma parte importante de si que o maldito Edward havia levado com ele.
Sem ver atravessou a rua quando um carro em alta velocidade vinha em seu encontro, pensando no alivio que seria morrer, parou e esperou pelo batida que nunca chegou, mais em seu lugar sentiu braços fortes a abraçando e a pegando no colo, como se ela fosse um bebê.
Sentiu uma angustia tão grande que não conseguia sentir mais nada, estava finalmente anestesiada da dor insuportável que se tornou viver.
Abriu os olhos nublados pelas lagrimas, e viu o rosto distorcido de Edward. Começou a se debater em seus braços para que a soltasse, mais quanto, mais batia em seu peito com os pulsos fechados, mais ele a abraçava. Ela não podia acreditar na cara lavada dele, o maldito a abandonou na igreja para ser humilhada e agora a envolvia nos braços como se fosse o mais precioso dos tesouros. Lutou contra ele, até ficar sem forças. Não queria nem respirar o mesmo ar que ele respirava, só de imaginar fica doente. Sentia-se imunda em seus braços, mais o toque carinhoso dele era um balsamo para seu coração traidor.
Olhou com a dor escurecendo e tornando opacos seus olhos chocolates para Edward e perguntou a mesma pergunta que se fazia desde o momento em que percebeu que ele não estava no altar.
- Porque fez isso comigo? – murmurrou sem forças. Ele não respondeu, só beijou-a na fronte.
– Eu sabia que não teria coragem de responder. Só quero que saiba que agora por sua causa eu tenho medo.
E dizendo isso desmaiou. Se livrando da dor e da presença de Edward que a carregava em seus braços até uma Alice desesperada que vinha correndo atrás de Isabella.
Isabella acordou em seu quarto no apartamento que dividia com Alice e se levantou abruptamente da cama em seu quarto. Apesar de estar mais calma não tinha se esquecido do que passara e só queria ficar ali e morrer.
Isabella olhou para seu corpo quando percebeu que estava só de camisola, será que Edward tinha se atrevido a colar a mão nela depois de tudo que aconteceu. Ele não podia estar ali com ela depois de tudo, ele tinha que ter um pouco de vergonha na cara.
Olhando pelo quarto que deixara a poucas horas felizes, sentiu as lagrimas escorrem por seu rosto, a notar a cor azul pastel que cobria as paredes se sentiu inconsolável. Ela o amava tanto, que agora olhando ao redor do lugar que se sentira tão feliz, se sentiu ainda mais miserável, precisava sair dali, antes que o pouco que restasse dela sucumbisse de vez.
Mas não queria fugir, mas também não aguentava isso... Eu não entendia
Se ela não fora feita para ficar com ele, então porque seu coração lhe dizia que sim?
Se não precisa dele, porque estava se sentindo miserável e chorando em sua cama?
Se não precisa dele, porque o nome dele soava em sua cabeça?
Se não foi feita para ele, porque essa desilusão acaba com a sua vida?
Se não foi feita para ele, então porque sonhava com ele como seu marido?
Nunca saberia as respostas, mais esperou durante um ano e meio que ele fosse aquele com quem compartilharia a sua vida, aquele com quem morrerei ao seu lado, aquele com quem construiria um lar, e a amaria por toda a vida.
Mais ele a rejeitou, e mesmo depois disso ainda sentia sua falta, de corpo e alma e isso era tão forte que lhe tirava o fôlego.
Mas sabia que tudo isso era mentira, e que nunca superaria isso. Nunca
Acomodou-se melhor na cama, pois seu corpo todo doía, mais foram seus olhos repousarem sobre o vestido de noiva sobre uma cadeira no canto de seu quarto para se sentir fraca. Sentiu um medo terrível que lha fazia tremer, como se não pudesse mais controlar seus músculos. O seu coração disparava aceleradamente, e sentia seu corpo suado pela transpiração mesmo não estando calor. E quanto mais olhava para o vestido pior ficava. Precisava de alguém, precisava ficar longe daquilo.
- Alie... Alice! – gritou com a voz tremula.
No mesmo instante Alice passou correndo pela porta e se aproximou dela preocupada.
- Bella? O que foi? – perguntou preocupada.
- Tire o Alie, por favor. Eu não posso ficar perto dele.
- Tirar o que? Você está bem?
Sem poder se controlar Isabella se afastou de Alice, se ajoelhou no chão e vomitou.
- Meu Deus Bella! – A segurou pelos ombros, enquanto continuava vomitando. – O que aconteceu? Eu vou te levar ao médico.
Quando Isabella parou de vomitar, Alice ajudou a levantar e a deitou na cama.
- Agora me diga o que sente. – mandou Alice.
- Eu sinto como se paredes se fechassem sobre mim, não consigo pensar direito. – suspirou cansada. – me sinto muito mal e com muito medo do meu vestido de noiva, tire ele daqui, pelo amor de Deus.
Alice olhou dela para o vestido e sem perder mais tempo saiu com o vestido do quarto, voltando logo depois com um copo de água nas mãos e um pano para limpar o chão.
- Tome, isso lhe fará bem. – entregou o copo de água e se sentou perto dela na cama.
- Já tirou o vestido daqui? – perguntou hesitante, como o medo refletido em seus olhos. – Não o quero perto de mim Alice, sinto medo dele.
- Calma, já tirei, ele e todo o resto. - olhou para Bella preocupada. – Não precisa ficar nervosa. Foi um dia muito difícil para você.
Isabella tomou a água se sentindo melhor, agora que sabia que o vestido estava longe dela.
Olhou para irmã com o rosto cansado e preocupado, e sentiu terrível, não queria dar tanto trabalho.
- Nem se atreva a se preocupar comigo Isabella. Eu estou bem, que não está nada bem aqui é você.
- Você não precisa se preocupar tanto comigo. Eu vou ficar bem.
- Assim espero. Bom eu prometi que antes que tocasse no assunto com você sobre o que aconteceu hoje lhe entregaria isso. E tirando do bolso da calça uma carta entregou-a a Isabella.
- Leia, e coloque um ponto final em tudo querida. Faça isso por você.
Limpou o chão, e ao terminar, aproximou-se de Bella e beijou-lhe a fronte antes de deixar o quarto.
Bella tinha tantas perguntas, estavam tão fraca e confusa que não sabia o que fazer ao certo. Olhou a carta em suas mãos e a abriu, se Alice a entregou era porque continha algo importante. Mais quando leu o nome do remetente paralisou. Não iria ler nada que Edward Cullen escrevesse a ela, ele foi um crápula com ela. A trairá da forma mais maldita que alguém poderia trair, e ela nunca o perdoaria pela mal que ele lhe causou. Jamais esqueceria, jamais.
Mais teria que saber a verdade, e talvez ali tivesse o que precisava saber, e sem perder mais tempo abriu a carta.
Isabella,
Se que jamais me perdoará pelo que fiz, mais foi preciso. Eu não posso enfrentar este mundo que nos separa. Eu não posso viver como me sinto, é terrível demais para suportar.
Eu fiz o que acreditei ser o certo, eu a fiz sofrer demais agora, mais sei que no futuro será grata pelo dia em que desapareci de sua vida.
Eu não podia destruir você que é a parte inocente dessa historia suja.
Eu precisa te afastar de mim, não queria que seu céu azul se tornasse cinza como o meu. A luz não me alcança Bella e não queria que minha escuridão se apossasse da sua luz. Eu não sou quem de verdade pareço, eu não sou quem acreditas que eu seja. Eu sou realmente bom em enganar e fazer sofrer. E isso sempre foi o que reservei para você. Sofrimento!
Você pagaria pelo mal que sua família me causou, eu precisava fazer justiça. Por isso me aproximei de você, eu precisava executar o meu plano.
Eu não pretendia te abandonar no altar, a minha vingança seria mais rápida e eficaz, eu te usaria e abandonaria grávida.
Mais tudo foi por terra quando te conheci, e seu sorriso, iluminou meu mundo escuro e sem cor. Eu não podia fazer isso com você. Por isso resolvi permanecer no carro, enquanto via a mulher mais linda que já vi, entrar na igreja. Seu sorriso e seu rosto perfeito quase me fizeram desistir, e continuar com você e esquecer de tudo. Mais fui mais forte do que meus sentimentos, eu precisa te deixar livre de mim, eu não poderia concluir o que tinha pensado tão friamente para você.
Mas quando você saiu da igreja correndo sem destino, me arrependi e corri atrás de você tentando aplacar o mal que lhe causei, mais era tarde demais para voltar atrás. O momento mais difícil da minha vida, foi ver você parada esperando que aquele carro lhe matasse. Eu nunca me senti tão péssimo em toda a minha vida. Não tenho como descrever o que senti, mais lhe garanto eu não valo isso.
Eu sei que você agora se sente deprimida e infeliz, mais peço como o homem que teve a honra de ser amado por você que não deixe a Isabella que eu conheci morrer. Não guarde tudo para você, não deixe seu mundo desmoronar por minha culpa.
Eu fiz a escolha por nós dois, e sei que depois que fizer o que pretendo fazer, você nunca me perdoara, eu não poderia me casar com você e viver uma mentira.
Seria uma falta de delicadeza dizer que te amo, mais direi, eu me apaixonei por você naquele restaurante de Eleazar, e a amo ardentemente, mais não posso ficar com você. Quero que saiba que preciso de você mais do que imagina, e que eu queria ser o rosto que você vê quando fecha seus lindos olhos chocolates, queria te tocar toda noite, queria ser o toque que você precisa. Queria ser seu passado, e seu presente, ser seu futuro, ser seu balsamo.
Mais aqui permaneço sozinho com essa dor em meu peito, e isso não vai embora.
Eu fiz o que acreditei ser o correto, mais não vou esquecer o que me motivou a me vingar. É uma questão de justiça, Isabella. E nem mesmo meu amor por você vai me parar. O que sinto por você logo morrerá, e espero que faça o mesmo e mate o que sente por mim dentro de você. Seja forte, e não se esqueça, você terá oportunidade para se vingar de mim. Se quer um motivo para viver, viva com essa certeza.
E.A.M.C
Isabella amassou a carta em suas mãos sem perceber, estava tentando decifrar cada palavra dele, mais tudo que leu somente a sangrou. Não era fácil respirar e não sentir que o mundo era um castigo, se ele a matava a cada segundo.
Novamente tinha caído nos braços de um homem exatamente como o seu pai, e novamente levava sua historia na mala de angustias e mentiras que carregava.
Gostaria de encontrá-lo neste momento e mata-lo com suas próprias mãos para se sentir em paz consigo mesma. Ele não tinha o direito de fazer justiça a alguma, ao um inocente que não sabia de nada dessa "historia suja", se ele queria se vingar de seu pai, que concerteza tinha algo a ver com isso, porque não fez isso a ele? Porque fazer tanto mal alguém que não sabia de nada? Porque iludir alguém seu único pecado fora amar demais? Sabia as respostas, pensou amarga, ele era um covarde! E jamais acreditaria que ele a amava, e que se arrependeu de fazer-lhe mal, se o que ele tinha acabado de fazer não era um dano irreparável. Se isso não era fazer mal, o que seria então?
Ele a usou e depois tentou se justificar nessas palavras inúteis. Ela não o perdoaria jamais, e se ele queria que vivesse, viveria sem ele, mais com a certeza de que esperaria o tempo que fosse necessário para destruir o homem que destruiu seus sonhos. Não importava quanto tempo demoraria para isso.
E mesmo depois de cinco anos, Isabella não conseguira perdoar e nem se livrar dos danos da maldade de Edward. Mais continuava aguardando sua oportunidade. Suspirou cansada, mesmo que para isso ficara cinco anos sem vida, sem expectativa e sem ninguém.
Sua rotina era sempre a mesma, trabalho-casa, casa-trabalho, porque nunca mais se sentira bem perto dos homens.
Porque apesar de todas as coisas ditas e feitas, ainda o sentia como se estivesse bem ao seu lado, mas nunca mais teve nenhuma notícia dele.
Isabella se levantou do sofá onde esteve recordando parte que tanto desejou esquecer de sua vida, e se encaminhou para seu quarto cansada demais para tudo. Se sua vida era esse castigo, a culpa era dele, e sempre seria. Mais aguardava o momento certo para se vingar de todo mal que ele lhe causou, e sabia que esse dia não ia demorar a chegar.
E então? Gostaram?
Eu quero que você sejam sinceras comigo, estou tentando escrever já algum tempinho, mais eu tenho tantas ideias que acabo me confundindo.
Meninas, estou aberta, a criticas, recomendações e tudo mais que vocês estiverem dispostas a me indicar.
Eu preciso saber de coração que sentiram quando leram, e que sentiram que faltou, o que precisa mudar.
Estou esperando ansiosa!
Robsteijooosss
