Booooa Noite Meus Amores... Tudo bem com vocês? Espero que sim! U.U

Nesse capítulo nossas amadas Bella e Alice, vão falar sobre o passado depois de cinco anos. E as duas vão descobrir algo que vai mudar o curso da vida nossa Bellinha.

Então... Preparadas? Boa leitura... Nos vemos lá embaixo¬

Isabella acordou no dia seguinte com uma leve dor de cabeça, depois da crise de fobia de ontem, suas forças estavam atenuadas. No entanto, hoje seria um dia complicado no Buffet com a agenda lotada de festas intimas e coquetéis. E a briga certa que teria com Mike Newton pela falta de profissionalismo dele, e que sem duvida alguma levaria a uma quebra de contrato eminente, uma vez que ele não cumpriu a importante clausula do acordo.

Isabella sabia que o dia levaria todas as suas forças embora, mais graças a Deus não teria nenhum horripilante casamento agendado para acabar com o resto de sanidade que ainda restava-lhe, e que só por esse único motivo seria capaz de perdoar Mike por ontem.

Realmente ontem não foi o seu dia, primeiro o sufoco no Buffet, depois sua crise nervosa, e a cereja do bolo, foram às lembranças que vieram-lhe atormentar depois de tanto tempo enterradas nos confins da sua mente.

Como gostaria de dormir para resto da vida, assim ficaria livre dessas crises malditas e das lembranças que a atormentavam tanto.

Estava tão cansada que poderia encostar-se a um canto e dormir como uma pedra, já que depois de reviver aqueles momentos terríveis, custou a pegar no sono. E já estava cansada de tomar antidepressivos e calmantes para dormir, esses remédios até poderiam fazê-la dormir por um tempo, mais depois que o efeito passasse e acordasse, os problemas estariam onde sempre estiveram para serem resolvidos. Não havia mágicas ou comprimidos milagrosos que fizessem os problemas desaparecer, e desvanecer-se na névoa do sono induzido. Custou-lhe aprender, mas hoje ela sabia que a melhor forma de resolver as adversidades era levantar a cabeça e seguir em frente enfrentando todos os obstáculos que se colocassem em seu caminho.

Desejou no mais profundo de seu ser não ter que ir para o trabalho, mais não poderia ficar distante do mundo. O tempo não para, e nem espera por ninguém, e se ela não fizesse seu trabalho, ninguém o faria por ela.

Ainda suspirando tomou um banho rápido, vestiu um jeans escuro que alongava suas pernas torneadas e uma blusa azul fina de mangas e prendeu os cabelos mognos em um rabo de cavalo. Olhou-se no espelho e aprovou sua aparência, para ela estava ótima daquela forma. Não desejava a atenção exacerbada de homem algum sobre si. Estava cheia dos homens em geral, e se vestir de uma forma que atrairia atenção deles, estava fora de questão. Sem mais demoras pegou a bolsa e saiu para cozinha.

Encontrou Alice preparando o café da manhã, e assim que a irmã notou sua aproximação, se virou e sorriu para ela. Bella caminhou até Alice retribuindo o sorriso, e beijou-a na bochecha.

- Bom dia, Bella. Dormiu bem? – Bella negou com a cabeça. – eu tive mesmo a impressão de ouvi-la se movendo muito agitada na cama. Você teve outra crise?

Bella encostou-se a pia e respondeu: - Tive sim Alie. E tudo aconteceu por culpa do Mike. Ele desapareceu bem no dia em que ele teria que inspecionar os funcionários em um casamento para trezentas pessoas, e advinha?

- O que? – perguntou Alice sorrindo.

- Ele desapareceu e ninguém conseguiu encontra-lo ou falar com ele. Mas eu tenho uma boa noção da causa do desaparecimento dele.

- Eu sinto muito querida. Eu sei como é difícil para você conviver com essas crises.

- Ele também sabe – retrucou Bella. – E sabendo disso não deveria ter feito o que fez! Alie, eu não tenho controle sobre o meu corpo quando essas crises acontecem. O meu pânico é maior que minha racionalidade. E ele sabe melhor do que ninguém que eu odeio casamentos pelo mal que me fazem, e que nada nesse mundo me faria ir a outro em minha vida, mas mesma assim ele me forçou a ir. Você convive comigo, e sabe do medo irracional que tenho de tudo aquilo.

Alice pigarreou incomodada e se sentou à mesa, e Bella olhando para ela desconfiada sentou-se na cadeira em frente à sua.

Alice levantou os olhos verdes da xícara de café e a fitou preocupada.

- O que foi Alie? – perguntou desconfiada. Alice estava estranha, e Bella se sentiu incomodada perante o olhar preocupado da irmã.

- Bella... – hesitou, e respirando fundo prosseguiu, – Quando vai se libertar do passado? Quando vai esquecer o que aconteceu e seguir em frente? Já se passaram cinco anos. E você continua presa ao passado como se tudo tivesse acontecido ontem.

Isabella suspirou cansada. Por Deus! De novo esse assunto, não queria brigar mais uma vez com Alice por causa do passado. Seu passado era um território proibido, e Alice não precisava habitar no inferno em que ela subsistia.

- Afinal o quanto eu signifiquei para ele, se fiquei abandonada aqui, Alice? Eu não posso me abrir para outro e deixá-lo fazer a mesma coisa. Para quem está de fora é fácil julgar, mais sou eu quem tem que conviver com as lembranças e com a dor do abandono. – Respondeu revoltada enquanto pegava o copo de suco e bebia um gole. – Sou eu que se odeia todas as vezes que me olho no espelho. E sou somente eu que me sinto fracassada e inútil todas as vezes que olho para uma noiva e sei que ela terá tudo àquilo que quis para mim.
Isabella conhecia a teimosia e seu orgulho latente que jamais permitiria que ele voltasse atrás em uma decisão tomada. Era ela quem vivia em um pesadelo que ele com suas inverdades causaram.

Ela entendia a preocupação da irmã, mais somente quem passou pelo que passou, a entenderia. Era muito difícil esquecer a rejeição e superar a angústia que carregava em seu peito que a oprimia mesmo depois de cinco anos.

- Tem que tentar Bella. – pressionou-a Alice

- Eu não posso e não vou esquecer Alie. Isso faz parte de quem sou e do que me tornei agora.

- Eu pensei que depois da carta que recebeu dele, que você guarda em uma caixa na sua gaveta de roupas intimas, – disse em tom de confidencia e sorriu travessa para Bella. – você colocaria um ponto final nessa historia toda.

- Mas como você sabe disso Alice? – perguntou surpresa. – Eu sou tão obvia assim?

- Claro que é! Você sempre fez isso quando queria esconder algo importante de mim.

- E eu pensando que tinha te enganado durante anos. Você... – hesitou. – Você leu a carta?

- Sinto muito, mais li. Não queria te desrespeitar ou invadir sua privacidade, já que estando escondida daquela forma era uma declaração obvia de que não queria que a lessem. Mas... depois que você leu a carta, suas crises pioraram e você ficou em um estado vegetativo. E eu precisava saber o que estava escrito nela que te fez tão mal.

- Tudo bem Alie, eu te entendo. – disse compreensiva. – Eu faria a mesma coisa em seu lugar. Mas... aquela carta não faria bem a ninguém que a lesse.

Principalmente se as suspeitas que guardava em seu ser fossem de fato verdadeiras.

- Eu discordo de você – retrucou Alice. – Eu a li, e que mal fez a mim? – perguntou entristecida. – Você se esqueceu que eu também passei por esses maus bocados? Que eu estava lá e que presenciei tudo?

- Alice... – Bella tentou interromper.

- Agora não Isabella! Você precisa me ouvir. – prosseguiu Alice, ignorando a suplica velada de Bella. – Eu sei tudo o que Edward escreveu naquela carta, mais foi claro para mim, que depois que você leu a carta não queria mais tocar no assunto, e até hoje eu respeitei sua vontade. Você estava fragilizada e confusa. Mais já chega. – exaltou-se Alice. – Agora você vai ouvir o meu lado da historia daquele dia fatídico.

Isabella acenou concordando, e Alice prosseguiu. – Eu não acredito que o Edward estivesse louco quando disse que se vingaria da nossa família. Ele tem motivos ocultos, mais verdadeiros para nos odiar. Nossos pais nunca foram santos ou algo parecido, e nós duas sabemos o que sofremos em suas mãos. E também não são as melhores pessoas do mundo. Enquanto Edward mostrava não somente em teorias, mais na pratica que a amava.

Bella olhou para a irmã com uma calma enervante, algo que irritava Alice profundamente, porque Bella sempre recorria a essa técnica quando o assunto não a agradava.

Isabella não quis tocar nesse assunto no passado e não queria neste instante, mais os olhos verdes de Alice tão parecidos com os de Edward a desarmaram, somente eles tinham esse poder sobre ela.

Alice implorava com seus lindos olhos, para que se abrisse com ela, afinal nunca ouve segredos entre duas. E Bella estava preste a ceder.

Ela observou atentamente a pele perfeita e levemente bronzeada de Alice, embora pálida. O nariz arrebitado e os lábios cheios e rosados tensos. E viu as mãos bem cuidadas passarem em um claro sinal de nervosismo pelos cabelos pretos sedosos. Alice era uma mulher extremamente simples e sofisticada, e sempre fora acompanhada e admirada por uma legião de admiradores, mais o único que conseguiu roubar seu coração, foi Jasper Whitlock. Sua irmã era deslumbrante, mais seu coração era ainda mais bonito.

Isabella cedeu.

- Ele não me amava. E não acredite naquelas palavras mentirosas Alie. – e mais uma vez Bella examinou, rendida e cheia de admiração, o rosto vivo e lindo da irmã. E não entendia como Alice podia ser sua irmã se elas eram tão diferentes fisicamente. Enquanto Alice tinha cabelos negros com as asas de um condor, enquanto ela tinha cabelos mognos. Alice tinha olhos incrivelmente verdes, enquanto ela tinha olhos chocolates. Sua irmã tinha pele levemente bronzeada como um pêssego maduro, que as comparando Isabella era muito pálida, e branca como o leite. Eram tão diferentes uma da outra, como dos próprios pais. Não havia semelhança entre eles, que até já pensou que talvez não fossem seus pais de verdadeiros. Mas ignorou tais pensamentos.

Por obra do destino, Alice estava ali com ela, e era grata por isso.

– Ele pode ter motivos suficientes para querer se vingar de nossa família, mais não cabia a ele fazer o que fez comigo. Ele até pode ter dito que precisava se afastar de mim, porque não queria me fazer mal, e que eu sou a parte inocente dessa sujeira toda. Mais não espere que eu já acreditar que ele me ama, porque se ele sentisse isso mesmo por mim, ele teria revelado toda a verdade e cancelado o casamento. Entretanto, ele me deixou entrar em uma igreja lotada para me humilhar publicamente. E se ele realmente acreditou que estava se vingando do papai assim, ele foi muito mal sucedido em sua vingança. Papai ficou extremamente feliz, como o termino desse casamento mal sucedido. A única coisa que ainda acredito em tudo que aquele cretino disse, é que terei a minha oportunidade de me vingar dele. – desabafou ela.

Depois de lutar alguns momentos com seus pensamentos Alice, disse surpresa.

- Bella, agora tudo faz sentido. Deus santo! – Exclamou com expressão solene em seu rosto perfeito.

- O que faz sentido Alie? – encorajou pacientemente com um brilho divertido nos olhos chocolates.

- Pense comigo, ele estava na igreja o tempo todo. Eu o vi dentro do carro estacionado na frente da igreja quando chegamos. E pensei que ele estivesse esperando você chegar para entrar. Mas depois fiquei tão entretida com as daminhas e o seu vestido que me esqueci. Como poderia pensar que ele não entraria? Eu estava crente que ele entraria e se casaria com você. O que me preocupava de verdade era a forma estranha que Tanya e nossos pais estavam agindo. E até você percebeu que Charlie estava contente demais, e foi isso que me deixou intrigada. Um homem que depois que crescemos queria controlar até o que comíamos, não ficaria feliz em perder o controle mesmo que mínimo sobre nós, para um homem forte, astuto e arrogante como Edward.

Aquele homem pode até ser nosso pai, mais ele não vale nada.

- Bom sobre os nossos pais e até mesmo Tanya, você tem toda razão. Mais sobre o Edward, eu não posso opinar, eu não o vi lá.

Bella sabia do que seu pai era capaz, descobriu ainda criança como ele podia ser mal, e teve a confirmação dessa monstruosidade no dia de seu quase casamento. Tanya não gostava dela e provavelmente já sabia o que Edward faria. Mais sobre ele nada fazia sentindo, além disso, ela não podia adivinhar as ações dele. Ele se tornou um desconhecido para ela.

- Quando sai e pedi para que não entrasse naquela igreja, - recomeçou com delicadeza. – fui à procura de nossa mãe para pressioná-la e faze-la contar o que sabia. Mais Tanya apareceu do nada e barrou minha passagem e não me deixou entrar na igreja tentando me entreter falando coisas sem sentindo. – suspirou horrorizada. – Agora percebo que foi uma manobra daquela serpente. Ela não queria que eu encontrasse nossa mãe porque sabia que eu a faria falar, e não me queria por perto porque estava tramando com nossos pais, para que você entrasse naquela igreja. Droga Bella! Eles formaram um complô contra o seu casamento.

- Isso faz sentido Alie. – concordou, e se lembrou do sorriso vitorioso que seu pai estampava no rosto cínico quando a levava até o altar. – Eu me recordo que o nosso pai, me despejou um monte de monstruosidades para me confundir. Assim ele e as cúmplices podiam depois agir livremente, como eu estava me recompondo não prestei atenção de imediato, quando percebi já era tarde demais. Mais ele sabia o tempo todo, e sorria vitorioso enquanto me levava para o altar vazio.

- Claro que faz sentido Bella! – Respondeu revoltada, - Nosso pai estampou esse sorriso vitorioso o tempo todo. Um estranho não notaria a maldade dele, pensaria que era um pai orgulhoso levando a filha ao altar. Mais nós conhecemos a sua insensibilidade. E, além disso, Tanya me deteve o tempo exato, e só consegui passar por ela quando você já estava entrando na igreja e Edward não estava no altar.

Alice viu a expressão atormentada de sua irmã, sabia que ela estava relembrando cada detalhe novamente, mais não pararia agora que tinha começado. Ela precisa ver entre as muitas lacunas nessa historia toda.

- Eu lamento, faze-la relembrar tudo pelo que passou, mais você precisa saber Bella. É algo do seu passado que ficou sem respostas. Se Edward acusa nossa família de algo terrível, nós precisamos descobrir o que aconteceu no passado, e quem sabe assim dar fim, a essa dor que você carrega por tanto tempo.

Ela sabia que precisava ir mais a fundo, mais por cinco longos anos evitou o esse assunto, por medo de sofrer. Mal falou com Alice depois que leu a carta dele, não estava preparada para falar com ninguém sobre esse assunto. No entanto era necessário descobrir todo mistério por trás dessa vingança de Edward que só recaiu sobre ela. Era obvio que não perdoaria Edward pelo que lhe fez, mais queria saber o motivo que o fez deixa-la plantada na igreja.

- Tudo bem Alie, continue. – encorajou-a gentilmente. – Nós precisamos limpar a podridão que nos ronda.

- Quando a vi perdida e catatônica no centro da igreja, corri até você. Mais você estava tão ferida e distante que até o meu conforto era demais para você. Quando você saiu correndo, trombando com as pessoas na rua, fui atrás de você. Eu sabia que estava transtornada, e que não sabia o que estava fazendo. Mas quando a vi atravessar a rua e aquele carro vindo ao seu encontro, e você parada esperando que te matasse... Eu... eu perdi os movimentos das pernas, o meu corpo paralisou de medo, e só conseguia sentir meu coração se apertando de angustia e minha mente que me gritava "Ele vai matá-la". Tentei forçar minhas pernas para que me obedecessem, mais ainda continue parada no mesmo lugar. As forcei novamente para se moverem, mais foi neste exato momento que eu o vi. Ele corria em sua direção tão pálido que pensei que ele se juntaria a você para morrer também. E quando ele a alcançou e a envolveu com seus braços protetores e a retirou dali, lembre-me de um anjo. Ele a pegou no colo com tanto cuidado e carinho que paralisei naquele momento confusa. Fiquei dividida entre o ódio que sentia por ele, pelo que lhe causou. E encantada e cheia de piedade quando vi as lagrimas que escorriam por seus olhos. Então me dei conta que ele também estava sofrendo muito pelo que teve que fazer.

Bella ficou tensa quando ouviu o relato da irmã, e sem poder conter as lagrimas de dor deslizaram por seu rosto entristecido. Mais ainda não provava que as palavras carinhosas e arrependidas que Edward escrevera-lhe eram de fato verdadeiras. E não mudava o fato de tê-la abandonado.

- Quando ele se aproximou de mim com você desmaiada em seus braços. – Continuou perdida em suas lembranças. – e em seus olhos um pedido mudo para que me deixasse leva-la para casa, não pude negar. Bella, ele entrou no carro com você nos braços e o seu motorista nos trouxe, e em todo percurso ele a chamava de "prinkípissa mou". Eu queria dizer poucas e boas para ele, mais ele um homem arrogante e altivo estava tão frágil e desesperado que desisti. Permeti que ele te levasse até o quarto e chamei um médico, você precisa de um, apesar de não estar mais desmaiada quando ele te deixou aqui, o cansaço acabou te vencendo. Ele me pediu que entregasse aquela carta a você, pois ali haveria alguns segredos que seriam revelados, mais não foi exatamente isso que lemos ali, algo que me confunde muito. Mas o que mais me intrigou, foi à forma apaixonada que ele me pediu para que cuidasse de você. Ele me disse essas exatas palavras, "Eu não a mereço Alice, e vou sentir a falta dela a cada instante. Mais ainda não perdi a esperança de ter de volta seu amor, cuide da "polemistí̱s mou". Eu sempre vou estar por perto. Sempre". Agora se esse homem não a ama. O que é amar Isabella?

Não amava não, e não adiantava em nada chama-la de "minha princesa, ou minha guerreira", quando ambos sabiam que ele não acreditava nas palavras em que tão passionalmente pronunciara. Era sua mente culpada que agia ali, era a pena que sentia pelo coração partido dela que o consumia. E o medo que ela morresse por sua culpa que o fez agir daquela forma, afinal ele não queria carregar a morte dela em sua mente para sempre.

Emocionalmente arrasada, Bella se levantou da cadeira onde seu café ainda estava intocado. Tentava desesperadamente impedir que as lágrimas que inundavam seus olhos caíssem, torturada pelas mentiras e desilusões que sofrera. Olhou para a mesa do café destruída, que nem conseguiu pensar em comer nada, era muitas coisas que perturbavam sua mente. Edward poderia estar mentindo para Alice, ele sempre foi um bom manipulador.

Não acreditava que um homem arrogante e altivo como ele escreveria uma carta como aquela. Não era próprio dele. Aquela carta recheada de mentiras não passava de meros rabiscos elegantes com o intuito de alimentar o seu inferno pessoal. Apesar de ser um homem extremamente gentil, Edward não revelava seus sentimentos facilmente. Como poderia um homem assim, escrever uma carta hilária como aquela? Edward era tão coerente e reservado em tantas coisas.

Porque agiria como um lunático, como parecia estar quando escreveu aquela carta? Para ela a explicação era obvia, não foi Edward Cullen que a escreveu.

Aquelas palavras nunca sairiam facilmente de Edward, ele não colocaria sua alma aos pés delas. Mas quem a escreveu tinha a intenção de enlouquecê-la. E Edward não podia ser ainda mais cruel, depois de tudo que fez a ela.

E Alice tinha acabado de dizer que ele revelaria alguns segredos para ela, e como Alice, ela também não leu nenhuma revelação naquela carta.

A não ser que alguém leu a carta antes, e preocupado que a verdade fosse revelada, substitui a verdadeira, pela aquela loucura em palavras.

Com um suspiro pegou a bolsa e desejando por um instante ter um pouco de paz resolveu partir imediatamente para trabalho porque só assim conseguiria esquecer por um tempo essa confusão de mentiras e segredos em sua mente.

- Eu não sei mais o que é o amor, o que sei é que preciso ir trabalhar Alice. – disse ela, numa voz calma e baixa. – Mais nós vamos descobrir porque Edward Cullen disse que ia revelar alguns segredos naquela carta, e não havia uma palavra só palavra sobre isso no que lemos. E pode ter certeza que a carta que recebemos não foi escrita por Edward. A letra era parecida, mais algo me diz que não era a letra dele. Além disso, era muito emotiva para ter sido escrita por ele. – Alice concordou com a cabeça.

- Alguém trocou as cartas Bella, porque não queria que descobríssemos a verdade que nela continha.

- Mais queria enraizar em mim a vingança. – disse ela pensativa. - Essa pessoa quer que eu me vingue dele, Alie. – suspirou cansada. - Eu vou fazer isso, por minhas próprias razões. A vida dele será o verdadeiro inferno acredite! E assim ele terá motivos para querer tanto se vingar de mim.

Descobrir a verdade e ter o confronto que tanto queria com Edward Cullen era o que a mantinha viva por cinco anos, e disso não abriria mão jamais.

Tentou esquecer e colocar uma pedra em cima de tudo, mais havia sempre uma coisa que a fazia se lembrar dele. E sabendo o quando inútil era lutar contra maré, se deixara levar.

Mas descobrir as mentiras e o envolvimento de Tanya com seus pais, e até onde Edward era inocente, e quais eram os segredos que tanto seus pais e Edward escondiam, era em parte, por um fim em todo seu tormento. Uma parte de si encontraria paz, mais ainda restaria a parte ofendido pelo descaso dele, e jurou para si mesma Edward Cullen não teria um só segundo de paz, ele a rejeitou como mulher, e cabia a ela responder a altura.

Poderia até aceitar ódio de Edward pela sua família, sua vingança. Mais nunca aceitaria seu abandono e rejeição. Ele feriu sua alto estima quando a rejeitou fisicamente e sexualmente, dizendo em seu tom sedutor que deveriam esperar a noite de núpcias para consumarem o amor que só ela nutria por ele, e que o maldito tão descaradamente a iludia. Ele mentira para ela da forma mais vil, enganando-a e a rejeitando publicamente e intimamente. E agora se tornara essa virgem amarga e desiludida.

Mais essa fora a ultima vez que Edward Cullen a enganou.

- Bella... – Isabella já deixava a cozinha quando Alice a chamou. E ainda mais atormentada se voltou para Alice, e esperou que ela continuasse a falar. – Jasper vem jantar aqui conosco hoje, não será um incomodo para você?

- Não! Eu vou adorar cozinhar para vocês. – sorriu sincera. – Comida grega?

- Sim, como o bom grego que ele é, se sentirá lisonjeado se você preparar a algo de sua terra natal.

- Ótimo! Vou pensando no que preparar.

- E Bella...

- Diga Alie!

- Eu estou nisso com você. Nós vamos limpar essa sujeira que é bem maior do que pensávamos.

Isabella assentiu e deixou a cozinha com Alice perdida em seus pensamentos.

- Eu não posso acreditar nisso Mike! – Perplexa Isabella examinou mais uma vez o rosto quase infantil de Mike Newton. – Você não pensou em mim?

Quando Mike abaixou seus risonhos olhos azuis, para mesa onde estava sentado em seu escritório, Isabella não acreditou nem só por um segundo em seu embaraço.

- Sinto muito Bella. Mais você tem quer ser sempre tão problemática? – perguntou tenso. – Você precisa enfrentar seus medos, eu não estarei sempre a sua disposição para esse tipo de evento.

Apesar de estar horrorizada e desapontada com Mike, conseguiu se manter calma e firme.

- Nunca enganei ninguém sobre esse assunto Mike. Sei que tenho uma doença, mais em hipótese alguma você tinha o direito de forjar uma situação como essa. Eu poderia ter ficado muito pior do que fiquei, como já aconteceu tantas vezes. E se o pior acontecesse?

- Não seja dramática Isabella! Você não está querendo dizer que um medo de noivas poderia te matar. Seja lógica! Você passou por um tratamento especifico!

Durante alguns segundos o silêncios os envolveu. E Mike começou, aparentemente envergonhado.

- Eu preciso de você inteiramente nessa empreitada. Mas esse seu excesso de loucura está acabando com os negócios.

- Se bem me lembro – Bella falou com a raiva mal disfarçada. – Foi você que me procurou e propôs o negocio. Foi você quem aceitou minhas limitações e o acordo entre nós. Agora não venha jogar sua responsabilidade por cima de mim, eu cozinho aqui e a parte administrativa cabe a você. – respirando fundo se decidiu. - Pois bem Mike Newton a louca aqui, está caindo fora. Eu não trabalho mais com você.

Mike cruzou passou a mão direita nervosamente pelo cabelo loiro, enfrentando uma Isabella irada disse cético.

- Eu não acredito nem um pouco nessa sua fobia de casamentos, Bella. Para mim isso é uma forma que você arranjou de todos ao seu redor sintam pena de você, porque não consegue conviver com o fato de que fracassou até para se casar.
- Você me enoja. Eu sinto pena de mim sim, mas por ter deixado a amizade falar mais alto que o meu bem estar. - Olhou para ele friamente e prosseguiu. - Eu poderia ter trabalhado em um restaurante porque foi para isso que estudei, mais você me enganou direitinho se fingindo de meu amigo. Eu posso não ser perfeita, mas o sem caráter aqui é você. Ou você pensa que eu não sei, porque você me quer longe daqui? Eu sei sobre Jéssica, sempre soube. Mas agora você deixou claro que não tem escrúpulo nenhum. Enquanto precisava de mim, eu servia. Agora que o Buffet é reconhecido e tem uma clientela fiel, eu serei trocada pela sua amante.

Mike levantou a cabeça abruptamente, olhando-a pálido.

- Não... eu não quero que saia, Jéssica e você podem se ocupar de determinadas áreas. Você não pode fazer isso Bella! – Exclamou, levantando da mesa e se aproximando dela nervoso. - Não pode!

- Tanto posso como estou fazendo. Esse é o meu ultimo dia aqui! Eu sou louca não sou? Pois bem, tem milhares de Buffet's esperando por essa louca aqui. Mas tenha em sua mente suja, que eu quero o que me pertence.

E era verdade, tinha recebido tantas ofertas que tinha perdido as contas, mas tinha certeza absoluta que com Mike Newton não trabalhava mais. Ele a forçara a uma situação que seria impossível para ela. Ele queria que ela deixasse o Buffet para sua amante também gastrônoma ocupar seu lugar.

Mike melhor que ninguém sabia que suas crises eram verdadeiras e reais, passara pelos tratamentos recomendados, mais eles não surtiram muitos efeitos. E por recomendação medica, tentava evitar ao máximo ficar próxima a estímulos que poderia desencadear uma crise. Agora ele a chamava de louca, e ainda queria ter razão? Ele acabou de mostrar quem era de verdade.

- Você não pode fazer isso comigo Bella! – implorou ele. – Ele vai me matar.

- Quem vai te matar?

- O meu conhecido que financiou o Buffet.

Sentindo uma necessidade urgente de desabafar a raiva que sentia, Bella explodiu:

- Isso já não está mais em minhas mãos! Eu nunca conheci esse homem que investiu tanto dinheiro aqui. Então cabe a você resolver seus problemas com ele. Aproveite e diga a esse bom homem, que dei tudo de mim enquanto estive trabalhando aqui. Mais que essa louca, não precisa de um tipo de sócio como você. – e respirando fundo prosseguiu, - Ainda trabalho hoje, porque essas festas e coquetéis foram agendados por mim. Mais amanhã, no entanto, desejo-lhe boa sorte na contratação de sua amante casada.

E sem dizer mais uma palavra saiu deixando Mike perplexo e nervoso, em seu escritório. Duvidava da suposta preocupação de Mike com esse homem, mais se ele podia ser tão falso com ela durante anos, saberia enredar direitinho o seu amigo financiador. Ele era um perito nessa área.

Eram exatamente quatro da tarde quando terminou de preparar a salão do hotel London, para o coquetel.

Isabella arrumou a mesa com os "mezédes", petiscos gregos. Com pão sírio com patê de berinjela, coalhada com pepino e alho. Bolinhos de carne, queijo grelhado, e charutinhos de folha de uva.

Isabella sempre se interessou pela culinária grega, tanto que quando conheceu Edward, trabalhava no restaurante Hélios, onde o dono e chefe Eleazar, era amigo de Edward por longo anos. E fora ele com toda paciência que a ensinara a cozinhar e amar a culinária grega.

Eleazar era um típico grego, atraente, bronzeado e muito sedutor, que com suas palavras amáveis em grego enfeitiçava todos os seus clientes. E conquistava cada novo cliente atiçando o paladar deles com seus maravilhosos pratos. E foi com ele que aprendeu falar um pouco de grego.

E também ele com toda paciência e dedicação a ensinará cozinhar e amar a culinária grega.

Uma das culinárias mais saudáveis, saborosas e perfumadas do mundo. Sendo composta de grãos, azeite, legumes, vegetais, especiarias, iogurte e mel. É elaborada com doces e salgados deliciosos, e nas maiorias dos pratos sempre encontraremos nozes e gergelim. E o sabor doce do gergelim dá um sabor inebriante ao prato. Além prevenir doenças e fazer muito bem a sua saúde em geral.

Isabella estava terminando de arrumar a mesa de petiscos, quando Ângela Ota se aproximou dela com passos vacilantes e com um olhar apreensivo. Vestida de branco e com os cabelos negros presos em um coque perfeito, Ângela lhe parecia ainda mais bonita.

- Algo errado Ângela? – Perguntou conferindo a mesa de vidro cuidadosamente decorada. - Algo não esta saindo como o previsto?
- Esta tudo perfeitamente bem Bella.
- As bandejas com pasteizinhos de queijo e berinjela já estão preparadas? - certificou-se ela.
- Estão preparadas, - afirmou Ângela. - Os garçons só estão esperando sua confirmação para começarem a servir.
- E as bebidas?
- Ben esta encarregado delas, e me garantiu que estão geladas e prontas para serem servidas.
- Ótimo. Seu marido é muito dedicado em tudo que faz, e você também Ângela, por isso é o meu braço direito.
Sorriu para Ângela que ruborizou e desviou o olhar encabulada. Isabella sorriu de lado e voltou seu olhar para os lindos copos de leite que decoravam a mesa. Era tão absurdo pensar que não trabalharia com essas pessoas que tanto amava. Conheceu Ângela assim que iniciou seu trabalho no Buffet com Mike, que acreditou ser seu amigo, mais que na realidade só a usou para alavancar o Buffet, mais agora que Buffet estava em sua boa fase não precisava mais dela.
E ainda teve a cara lavada de jogar em sua cara, que não podia tolerar suas crises de fobia.
O descaramento de Mike Newton era como um golpe em seu estômago que enojava. Suas crises nunca atrapalharam no funcionamento do Buffet, ela jamais teve uma crise antes, porque eles tinham um contrato em que ela jamais trabalharia no local do evento, mais a comida sempre tinha sido encargo dela.

Não suspeitou de nada de início, mas depois de ontem, quando Mike forçou aquela situação para ela ter que cobrir seu lugar, sabia que ele queria se ver livre dela e não ter que dividir o lucro de tudo com a sócia.
Agora que a venda em seus olhos fora arrancada conhecia muito bem o egocêntrico Mike, e não havia dúvida que assim que ela saísse por uma porta, Jéssica Stanley, sua amante entraria por outra. Sua doença era só um pretexto para vê-la pelas costas. Ela acreditou em uma amizade que nunca existiu, e se pudesse jamais teria caído nas mentiras dele.

Há cinco anos atrás estava tão frágil e passando por um tratamento que afetava suas emoções e desmotivada pelo abandono de Edward que não perdeu tempo pensando quando Mike a convidou para essa parceria, aceito de cara. Naquele momento de sua vida ela precisava de novos desafios. Conhecer pessoas novas e ter uma válvula de escape, como sugeriu sua psiquiatra. Ela também havia dito que precisava enfrentar seus medos de frente e ocupar sua mente. Porque sua fobia foi desenvolvida pelo forte trauma que sofrerá.
E Isabella estava com tudo isso na cabeça quando aceitou se juntar a Mike. E o que mais a revoltava era a falsidade dele, porque ele sabia qual eram suas limitações e as aceitou mesmo assim, e agora cinco anos depois a ferira pelas costas, a eliminado para que Jéssica ocupasse seu lugar. Já havia escutado um burburinho entre os seus colegas de trabalho que Mike estava tramando algo para colocar a amante no Buffet, mais ela não deu atenção, não gostava de fofoca, e não podia acreditar e algo desse tipo, já que Jéssica era uma mulher casada, mas agora olhando friamente tudo fazia sentido.
Bella olhou para Ângela ainda parada ao seu lado e suspirou agora cabia a ela recomeçar de novo e procurar um emprego longe de casamentos. Fez o que fez por amizade, mais aprendeu uma grande lição: se tem que fazer, faça. Mas faça por você, porque será somente você que vai conviver com o que fez. Nunca mais iria se deixar influenciar por seus sentimentos, fossem quais fossem.
Ângela pigarou, e Isabella olhou para os copos de leite tão lindos no vazo de cristal. Já fazia uma boa idéia do que Ângela queria falar.
- Esses copos dele leite são magníficos. Você não acha Ângela?
Ângela concordou com a cabeça.
- Pena que não vão durar para sempre. - prosseguiu Bella amarga.
Ângela olhou para Isabella examinou os traços exuberantes da amiga, e ficou revoltada. Mike não podia ter descido de forma tão baixo a ponto de trair a pessoa que carregou tudo nas costas para fazer as vontades daquela vagabunda da amante dele.
Ângela presenciou cada minuto em que essa pobre moça trabalhou por cinco pessoas, pálida e triste, mais que cozinhava com o prazer, como se cozinhar fosse o único prazer que tinha na vida. E sua comida era perfeita.

Ela perdeu as contas de todas as vezes que Bella passou a madrugada toda trabalhando. E não entendia como uma moça tão jovem e bela como Isabella, acabava com sua vida, enquanto Mike ficava na moleza tramando contra ela.
- Raramente a vida é justa, Bella. - Disse Ângela. - Mais na maioria das vezes é melhor assim. Nada tem que durar para sempre, principalmente quando nos causam tanto mal.
- Você disse tudo que eu precisava ouvir Ângela. Obrigada.
- Por nada... Bella... – hesitou – Sobre o seu rompimento com Mike é mesmo verdade?
- Sim. Eu não trabalho mais nesse Buffet, hoje é meu ultimo dia aqui.

- Eu lamento muito Bella.

- Não lamente querida. – Bella deu uma palmadinha em suas costas. – Eu estou me sentindo livre! Pelos menos não correrei o perigo de comparecer a outro casamento em minha vida.

- Isso é bom. – Ângela sorriu de lado, e olhou a mesa de vidro impecavelmente decorada com copos de leite e com as bandejas de petiscos gregos com admiração. – Essa mesa está maravilhosa Bella, os clientes vão sentir sua falta. Jéssica nunca será capaz de fazer algo tão simples e tão belo.

- Mike quis assim. Ele não sabichão, então deixa ele se virar, Ângela. – disse Bella com pouco caso

- Eu que não vou me meter, - Ângela sorriu.

- Eu não ficar até o final, tenho um jantar com meu cunhado hoje. Tome conta de tudo Ângela. Confio em você para isso, e se precisar de algo é só me ligar.

Ângela acenou concordando.

- E Ângela comece a servir as bebidas e os petiscos assim as que os convidados começarem a chegar. Hoje foi um dia longo e exausto para nós. Entretanto esse é o ultimo evento do dia para vocês. Enquanto que para mim tenho um jantar grego para preparar, e minha irmã é a mais exigente dos meus clientes. – sorriu Bella. – Preciso ir Ângela.

Despediu-se de Ângela e deixou o salão de festas com o coração na boca, já estava apreensiva pela conversa que teve hoje de manhã com Alice, e a proximidade desse jantar com Jasper não lhe parecia nada agradável, mesmo gostando muito de Jasper. Algo em ser lhe prevenia que o dia ainda reserva-lhe coisas desagradáveis, e esse jantar era uma delas. Afinal o dia todo tinha sido um inferno, e o dia ainda não estava no seu fim. Algo aconteceria, mais o que? Só podia esperar para ver.


Essa história ainda tem muito pano pra água, meninas!

A Bella está tão enraizada no passado que o seu presente fico insosso.

Bom, a Bella não acredita que a carta foi escrita pelo Edward! Se não foi ele, quem foi então? E porque faria?

Hum, muito mistérios para se desvendar!

O passado da Bella está cheio de mentiras e segredos!

Vamos torcer a para nossa menina reencontrar logo o Edward! Esse homem, que nem ela mesmo sabe quem é de verdade.

Então flores... Até mais! Bom inicio de Semana para vocês!

Que Deus abençõe nossas famílias e nossas vidas e derrame o seu amor sobre nós, nesse começo de semana que se inicia! !

Assim que eu terminar de escrever, e minha querida amiga Charlotte betar, eu posto!

Até logo! Fiquem com Deus! Robsteijoooosss

Obs:

Charlotte, amiga! Obrigada pelas dicas, você é demais!