Booooa Noite Meus Amores... Tudo bem com vocês? Espero que sim! U.U
Antes de tudo, gostaria de explicar porque não postei antes! Eu consegui uma bolsa do Prouni integral, e foi uma correria só para levantar os documentos, e depois para ajudar comecei na faculdade com duas semanas de atraso! Quase fiquei louca! Mas agora aqui estou!
Bom, Nesse capítulo nossa Bella vai ter um reencontro nada fácil!
Então... Preparadas? Boa leitura... Nos vemos lá embaixo¬
Quando Isabella abriu a porta do apartamento que dividia com Alice, já passavam das cinco e meia da tarde. Sem demora se encaminhou para cozinha, precisava preparar tudo a tempo para o jantar com Jasper. Durante todo o dia pensou no que prepararia para o jantar e depois de recusar mentalmente cada receita que sua mente lhe oferecia, optou por fazer um prato típico da Grécia. Moussaka, pode se dizer que é uma lasanha de berinjela, queera normalmente feito com cordeiro e berinjela. Decidiu, porém, introduzir uma alteração que faria do prato algo mais saboroso e infinitamente mais prático. Substituiu a carne de cordeiro por carne moída temperada com canela, conferindo ao prato um toque especial e personalizado.
Era um prato receitademorada e que necessitava de toda a sua atenção. E sem perder tempo, Bella lavou as mãos e começou a descascar as berinjelas, logo depois as cortou no as cortou os dois lados com azeite, e as posicionou em uma forma sobre o papel alumínio. Temperou com sal e pimenta, e logo em seguida cobriu a forma com as berinjelas com outra folha de papel alumínio.
E foi nessa atividade frenética que Alice a encontrou quando chegou em casa do salão.
Bella estava tão atarefada e concentrada que não percebeu a presença da irmã. Alice observou o rosto delicado da irmã com preocupação. Isabella estava abatida e chateada. Alice não pode evitar que a culpa a assolasse por fazer a irmã cozinhar, depois do dia exaustivo que teve no Buffet. Mas era impossível resistir aos saborosos pratos preparados por ela. Isabella era talentosa demais e tinha um dom nato para cozinhar.
Aproximou-se da pia onde Bella temperava a carne silenciosamente e sorriu quando sentiu o cheiro da canela.
- Se o gosto for tão bom quanto o cheiro, você vai ter que dobrar a receita.
- Quer me matar Alice? - disse Bella sobressaltada. - Não chegue assim sem avisar, ou ao menos fazer um barulho para anunciar sua presença.
- Eu fiz tanto silêncio quando cheguei, que posso até virar um fantasma e sair por ai assustando as pessoas. - disse irônica.- Maninha... você precisa de um médico, porque eu fiz tanto barulho com a queda da minha bolsa quando entrei por aquela porta, que posso garantir que o prédio todo ouviu. Mas você estava concentrada demais para prestar atenção ou ouvir alguma coisa.
Isabella ignorou a ironia.
- Alie, você não me disse a que horas exatamente será esse jantar e quantas pessoas vão participar.
- Sinto muito Bella. - Lamentou-se Alice e suspirou cansada. - Mas eu estou com tantas coisas na cabeça que me sinto um pouco perdida. Eu esqueci mesmo de mencionar. O jantar será às vinte horas, e contará apenas com a participação de Jasper e a madrinha dele, que, aliás, ele deseja tanto que eu conheça. Bella sorriu de lado e Alice notando a louça suja pôs-se a lavar.
Bella que ainda preparava o pranto principal, ficou sem jeito ao falar do ocorrido no buffet, mas tinha que contar para sua irmã mesmo que isso a entristecesse.
- Alie... – hesitou, e Alice parou de lavar a louça suja quando notou a hesitação no tom de voz de Bella. – Eu deixei o Buffet. – disse tudo de uma vez.
- Já era hora Bella! – aprovou a Alice com um sorriso. – Já está mais do que na hora de você abrir seu negocio próprio. Mike Newton explorou você demais nesses últimos cinco anos.
Isabella se surpreendeu com a aprovação de Alice, não pensou nem por um segundo que ela aceitaria sua decisão. Apesar de tudo, Isabella amava cozinhar e trabalhar com pessoas tão capacitadas e talentosas, não foi nenhum suplício, mas uma experiência que levaria para toda a vida. Mike que era a banda podre de tudo.
- O que Mike fez para fazê-la quebrar o contrato? – perguntou Alice já desconfiando da resposta.
- Além de querer a amante no meu lugar? – perguntou cinicamente Bella. – Ele me chamou de louca, Alie. Disse que minha fobia é só uma desculpa para me fazer de vítima e para que todos fiquem com pena de mim.
- Eu sabia! Eu preciso ir até esse Buffet e quebrar a cara daquele safado! – disse Alice alterada. – Como ele foi capaz de dizer uma asneira dessa, depois de acompanhar cada médico, terapia e medicamento novo que você recorreu à procura de cura?
- Eu sei. Mas minha doença não tem nada haver com a decisão dele. Ele queria Jéssica no meu lugar, para ter a amante mais próxima dele e conseguiu.
- Não há como contestar isso. Só desejo que ele perca aquele Buffet. É o mínimo que ele merece. É exatamente isso que vai acontecer quando os fregueses experimentarem as gororobas preparadas por Jéssica. – profetizou Alice.
- Não seja tão má Alie. – repreendeu Bella com má vontade. – Mike terá o que merece por ser egoísta. O tempo sempre se encarrega de trazer nossas sentenças. E o martírio dele será Jéssica.
Alice concordou, mas não deixou de lado a idéia de fazer uma visitinha ao crápula do Newton.
Alice voltou a lavar a louça, e Bella continuou preparando os pratos para o jantar até notar certo nervosismo nos movimentos de Alice. Isabella até tinha notado antes a maneira estranha que a irmã vinha agindo, mas estava envolvida demais em seus próprios problemas e não deu atenção.
- Alice, você está estranha. Precisa me dizer alguma coisa e está com medo? – Perguntou Bella preocupada. Alice sempre agia assim quando estava com medo de falar algo para ela.
Bella olhou para irmã e confirmou sua suspeita. Alice estava escondendo alguma coisa importante dela.
- Bella... - começou Alice hesitante. - Nunca ouve segredo entre nós, sempre fomos unidas. E não será agora que vou começar a esconder fatos importantes de você.
Bella observou a expressão culpada de Alice e não entendeu absolutamente nada. Alice era sua irmã e a amava muito, entre elas havia confiança que era o ponto chave de todo relacionamento. Não existia razão alguma para os segredos arruinarem essa união.
- Seja mais direta Alice. - pediu Bella. - Essa hesitação não combina com você. E, além disso, eu não estou entendendo nada.
Alice parou de lavar a louça suja e encostou-se a pia. Como os olhos cravados no piso da cozinha, disse.
- É complicado Bella. - disse Alice com a voz levemente rouca. – Você se lembra quando nosso pai aplicava aqueles castigos perversos contra nós, e sempre encontrávamos uma forma de ficarmos juntas? - Bella acenou concordando. - Eu sempre vou encontrar uma forma de estarmos juntas.
Bella estava mais perdida do que cego em tiroteio agora. Alice estava incomodada com alguma coisa, ou jamais tocaria nas atrocidades que seu pai praticara com elas durante a infância. Enquanto Alice sofria agressões físicas. Isabella era trancada em um maldito porão escuro e sujo. Sem água ou comida.
Seu pai as punia por coisas banais como brincar em seu escritório, ou até mesmo rir. E não admitia a desobediênciadelas por motivo algum. E quando se tornaram adolescentes, elas não aceitaram que depois de uma infância infeliz e regada com maus tratos, seu pai se achasse no direito de comandar suas vidas desde suas roupas até a quantidade de comida que ingeriam.
Aquele homem acabou com cada gota de coragem que existia em seu ser ao prendê-la tantas vezes que não podia enumerar com exatidão. Quantas vezes ela ouviu a chuva cair sobre o telhado da casa vazia, enquanto estava trancada em um lugar sujo e escuro?
Foram tantas as vezes que desejou chorar algumas lágrimas, e apenas deixar que elas saíssem. Mas, tinha medo de chorar, mesmo com a tristeza a sufocando. Porque seu pai a puniria severamente se a ouvisse chorar. Fraqueza para ele era inaceitável.
Ele nunca fora um pai propriamente dito, ele não sabia amar. Charlie Swan era um ditador que se fortalecia, maltratando as próprias filhas. E ela sentia nojo do homem que chamara de pai por tantos anos. Aprendeu cedo demais que fingir que estava bem, e forçar um sorriso era a única forma de permanecer sã. Mas não pode impedir que as sequelas e cicatrizes do que viveu quando ainda tinha seis anos, não interferissem em seu presente. Mesmo se sentindo incomodada com isso tudo disse a irmã.
- Porque relembrar justamente hoje do passado Alice? Esse tipo de coisa se deixa enterrado lá.
- Eu só preciso ter a certeza que você vai me entender! – disse Alice exaltada. – Eu não quero que você pense por um segundo sequer, que vou abandoná-la como Edward fez.
Isabella observou a expressão nervosa da irmã, e entendeu o nervosismo dela. Alice ia se casar. Era isso! Por isso ela estava tão nervosa e preocupada. Ela estava como medo de que o passado traumático que Bella viveu, interferisse em suas emoções e a cegassem. Mas Bella sabia que não havia culpado maior do que aquele que a traiu. E não seria justo interferir na vida da irmã, porque o seu casamento não aconteceu. Edward era o culpado, e somente ele tinha que pagar pelo inferno que foi sua vida nesses cinco anos.
Vinham tentando há muito tempo descobrir qual era o seu lugar, mas em sua mente estreita não havia espaço para qualquer pensamento que ousasse pensar diferente da vingança que a corroía. Mas ela sabia que era forte o suficiente para vencer a guerra. E não teria medo de fazer valer sua compensação. Colocaria para fora todas as palavras que guardou em seu coração e que deixou de falar porque doía pensar em estar tão próximo dele. Só que não viveria mais com esse arrependimento.
Nãodesmoronaria mais sem ele, porque tudo o que ele fez e faz, não faz o mínimo sentido nela.
Isabella se aproximou de Alice e tomou suas mãos entre as suas. Alice olhou em seus olhos e sorriu aliviada.
- Case-se com ele. E seja muito feliz! – pediu Bella. – Eu sempre precisarei de você! Nós somos irmãos! Mas não desejo de forma alguma que você pare a sua vida por minha causa. Está na hora de você ter uma vida aparte da minha. Sem preocupações e compromissos comigo. Eu estarei aqui para você sempre e sei que você também estará disponível para mim. Só não pare de viver a sua vida, para viver comigo uma vida confusa e cheia de dor. Isso nunca fará bem a você, Alie. Você sempre sorri, mas os seus olhos revelam a sua tristeza, e sei que eu sou a causadora dessa tristeza. Está na hora de você viver à margem de mim. Faça isso e eu prometo estar lá como uma madrinha perfeita!
Alice assentiu com lágrimas inundando os olhos verdes.
- Eu sei que nesse peito ainda bate um coração ansioso por amar. - disse Alice pousando a mão no peito, do lado esquerdo, de Bella. - e sei também que apesar da dor que te atormenta, você deseja um amor para recomeçar.
Isabella não teve resposta para a constatação de Alice. Estava cansada de carregar tudo nos ombros. Como poderia esquecer se o passado a atingia como ondas imensas? Pensou desesperada. Por mais que tentasse não conseguia esquecer e não entendia porque sua mente insistia tanto em fazê-la lembrar. E nem o que havia em Edward Cullen que nem mesmo o tempo conseguia apagar o que sentia por ele abaixo da camada do ódio. Era como se seu coração e sua mente brigassem o tempo todo. Havia uma metade nela, a parte racional implorando para por um fim e acabar de uma vez com as lembranças amargas e com tudo o resto. No entanto, a outra metade, a emocional era só saudade, de uma história que não aconteceu e que não teve um fim. Mas que o desejava por perto com loucura mesmo sabendo a dor e angústia que ele representava.
- Eu tive muitos sonhos grandes, e encontrei um coração frio que sabia como sorrir e enganar. Pensamentos nele mantiveram-me provocando e acalentando um sentimento que eu nunca superei, apesar de toda e qualquer parte de mim que tentou. Eu só encontrarei paz e até pensarei em um novo amor, quando eu resolver cada mínimo detalhe com Edward Cullen. Ele me deve isso Alice.
Alice assentiu e as duas voltaram para suas respectivas atividades.
Isabella resistia à vontade de partir a cara de Tanya em duas, há exatamente duas horas estava aturando seus risinhos falsos e debochados. E o olhar vitorioso que dirigia a ela a cada minuto, fazia com que Isabella se remexesse desconfortável na cadeira. Sem contar o clima pesado que tinha se instalado quando ela tocou no nome de Edward e a Alice prevendo um desastre mudou de assunto. Isabella daria tudo para arrancar cada fio de cabelo desbotado dela. Nunca foi dada a instintos assassinos, mas nunca quis tanto acabar com a vida de um ser como gostaria de dar cabo da vida de Tanya.
Tanya gostava de ter uma carta na manga, e usou-a nesse jantar. Alice e Bella estavam preparadas para jantar, só faltavam os convidados. A Campainha tocou e Alice correu toda feliz até a porta em seu vestido esmeralda que realçava os contornos do belo corpo.
Isabella observou Jasper olhar extasiado para Alice, para seguidamente colar os seus lábios aos dela com entusiasmo. O beijo cessou, e só então ele deu passagem para uma exuberante loira vestida de estava tão entretida com o vestido justo da loira, que não deixava nada para a imaginação, que não notou a reação de Alice.
Somente quando era tarde demais, Bella percebeu que estava frente a frente com a tia do homem que destruiu sua vida. A paralisia que Bella sentiu em seus membros, foi real e torturante demais. Bella soube ali que o destino podia ser muito cruel.
A mulher sentia prazer em destruir sua paz. Isabella via tudo vermelho e a cada segundo que passava a cor ficava mais intensa. Quando estaria livre dessa maldita família Cullen? Por Deus, nunca teria paz? Já não bastava o seu coração cheio de feridas que sangravam a cada dez de Maio? E as suas recordações que estavam povoadas pelas lembranças constantes de Edward? Parecia que não! Tinha a impressão de que tudo que sofrera ainda era pouco. Estava pagando por um crime que não cometeu.
Olhou para Tanya incrivelmente bonita e maldosa e se perguntou por que aquela mulher a odiava tanto. Sempre a tratou com cortesia e com o respeito que lhe correspondia. Quem tinha motivos de sobra para odiar era ela, que só recebeu desaforo desses malditos Cullen.
E não estava nada feliz, agora que soube da aproximação de Jasper com essa família. O que surpreendeu até mesmo Alice, que olhou apavorada para Isabella quando Jasper apresentou Tanya como sua madrinha. Alice se desculpou com o olhar e agiu como uma perfeita anfritã, enquanto Isabella amaldiçoava o dia em que nasceu e agia da melhor maneira possível dadas as circunstâncias.
E pelos vistos nem Jasper sabia que Isabella era a noiva que Edward abandonou. Como ele mesmo explicara não era íntimo de Edward e não sabia quase nada de sua vida particular. O único elo que unia Jasper e Edward era a mesma Tanya que sorria sincera para Alice e olhava com escárnio para Isabella.
- Já parou de chorar pelo meu sobrinho? - perguntou Tanya gotejando veneno em cada palavra.
- Uma hora as lágrimas secam. - disse pausadamente. - E também não preciso sangrar por quem não merece.
E Isabella sabia que tinha se acostumado com a dor. No processo para esquecê-lo descobriu que tinha se perdido, e que não conseguia dormir sem que as lembranças viessem atormentá-la. Tinha permitido que sua vida se acabasse e desmoronassem todos seus sonhos de amor.
- Quem não merece meu sobrinho é você. - atacou Tanya.
- Isso já é demais! - se irritou Bella com o ataque desnecessário de Tanya. - Não mereci a crueldade de seu adorado sobrinho. Onde foi que eu errei para ter que aturar desaforos? - perguntou olhando para o céu indignada.
- Queridinha, se você não sabe jogar, porque tenta?
- Eu não consigo jogar com inescrupulosos. E porque tentaria se posso me sujar no processo?
Mas isso já foi longe demais, pensou revoltada.
Não toleraria mais desaforo em sua própria casa. Prometeu a si mesma, que jamais se deixaria humilhar pelos Cullen de novo. Levantou-se da mesa ignorando a cadeira que caiu dado a brusquidão com que se levantou. E olhando diretamente para Tanya disse:
- Já basta Tanya! Você me afronta dentro da minha própria casa. Eu exijo saber o motivo do seu ódio contra mim.
Tanya também se levantou e sorriu cinicamente.
- O tempo realmente nos reserva desagradáveis surpresas. O que temos aqui? A sem sal criou coragem? Pois fique sabendo que essa súbita mudança é tão patética quanto a sua histeria no passado.
- Madrinha... - chamou Jasper horrorizando com a cena que presenciava.
- Não interfira Jasper, elas precisam colocar os pontos nos "is". - interrompeu Alice se segurando para não expulsar Tanya de sua casa, mas pensou em Bella. Era a primeira vez que via sua irmã reagir a algo depois do trágico casamento.
Alice pegou na mão de Jasper e saíram sem que Tanya e Isabella dessem conta. Alice sabia que esse confronto não seria agradável para Isabella, por que já estava mais do que na hora de Bella começar a lutar suas próprias batalhas.
- Eu posso ser a sem sal, mas não nutro sentimentos proibidos pelo meu sobrinho. – retrucou Bella.
Isabella disse o que estava entalado a cinco anos em sua garganta. Sempre desconfiou dessa dedicação descabida dela por Edward, e o ódio sem motivos de Tanya por ela era um indicativo. Nunca fez nada para ser vítima de tanto ódio.
Tanya empalideceu como se Isabella a tivesse atingido no estômago.
- Como se atreve? - disse Tanya sem fôlego. - Edward Cullen é como o filho que nunca tive. Ele é filho do meu irmão muito amado. Como tem a coragem de insinuar isso?
Isabella desviou o olhar de Tanya para olhar para os lugares antes ocupados por Alice e Jasper, e esperando receber um olhar indignado de Alice, saltou o ar que prendeu quando notou que os lugares estavam vazios.
Tanya também olhava para os lugares aliviada, por Jasper não ter ouvido as acusações de Isabella.
Isabella voltou seu olhar para o rosto ainda jovem de Tanya, e sentiu o seu coração se encolher. Algo dentro de seu ser a acusava agora que tinha dito algo que carregou por anos. A surpresa e o choque estampado em seus olhos castanhos foram tão verdadeiros que Isabella se sentiu mal. Entretanto, Tanya sempre tratou Edward com uma adoração exagerada, que não pode simplesmente ignorar e deixar de criar teorias mesmo que errôneas.
- Não se atreva a se desculpar Isabella. – repreendeu-a Tanya quando notou a expressão culpada de Isabella. - Assuma a postura que estava desempenhando tão bem.
- Você é odiosa! - disse engolindo em seco o pedido de desculpa. - Você não merece respeito nenhum. E muito menos consideração da minha parte. Eu nunca fiz nada para você e, no entanto, sinto seu ódio me perfurando como uma faca de sete gumes.
- Você mereceu o meu ódio no primeiro instante em que a vi. E não me olhe indignada queridinha. Você me causa de amar meu sobrinho com homem, mas mesmo não lhe devendo explicações, direi. Eu amo Edward sim, mas como o filho que nunca terei. Ele apareceu na minha vida no momento em que mais precisava dele. E tenho dito, ele não é homem para você. Conheço-o bem melhor que você, Isabella. E sei que esse casamento maluco que você tanto desejou nunca daria certo.
- E então, você julgou-me e sentenciou-me com base em seu amplo conhecimento? - perguntou cínica. - Edward me escolheu e garanto que não foi com base em seus amplos conhecimentos sobre mim que pensávamos, quando estávamos juntos planejando o nosso futuro juntos.
- Pois bem, onde está Edward agora? Escondido no seu armário? - perguntou cruel. - Por que diferentemente de você, ele sempre esteve ao meu lado.
Isabella recuou um passo para trás tentando se recompor da dor violenta, que estas palavras cruéis provocaram em seu coração.
Tanya tinha razão, Edward não amava. Onde ele estava agora? Com Tanya! E isso provocava uma dor e uma raiva tão violenta dentro dela, que não conseguia nem respirar direito.
- Se não esta pronta para agir como gente grande, fique em seu mundo de fantasias onde haja fobias de casamento.
- Entre todas as pessoas que odeio, você é a que teria o maior prazer de eliminar da face da terra. Como uma mulher que diz amar tanto o sobrinho pode odiar tanto uma pessoa que o seu único crime foi amar demais o mesmo.
Algo faiscou nos olhos chocolates de Bella que a enfrentou com mais afinco.
- Você me surpreende Tanya. – fitou Tanya com pena - Você não saberia o que é amar, mesmo que essa pedra que chama de coração, fosse de carne e batesse como um coração de verdade. Ninguém ama o cinismo e a crueldade, nem mesmo seu querido sobrinho que tanto mal pode causar. Você é seca! Como uma árvore que nunca dará frutos.
- Cale a boca maldita! - gritou Tanya se aproximando perigosamente de Isabella.
- Venha até aqui calar, Tia Tanya. - disse Isabella enlouquecida, sem se dar conta do perigo que corria. - Você vive o sonho dos outros porque não conseguiu realizar os seus. E destrói a felicidade alheia, porque por baixo desse verniz todo, existe uma mulher infeliz e frustrada.
Tanya se aproximou tão rápido dela que quando Isabella notou, Tanya a agarrava pelos ombros com tanta força que Isabella podia jurar que não havia mais ossos nesta parte do seu corpo.
- Você merece sofrer Isabella Swan. - cuspiu seu nome como se pronunciá-lo fosse uma ofensa. - E terei o prazer de me encarregar disso. Eu direi toda a verdade por trás do seu casamento arruinado.
Isabella desvencilhou-se de Tanya, que sorriu maldosamente quando Isabella massageou o lugar onde as mãos de Tanya a prenderam com garras de ferro.
Tanya notou com pesar que mesmo passado cinco anos, Isabella ainda continuava bela, e esse ar inocente e triste realçava a beleza plácida do rosto jovem sem macula. Isabella parecia quase infantil e vulnerável com aquele vestido preto que mesmo realçando as curvas perfeitas, destacava mais ainda a beleza jovem da moça. Havia algo em Isabella que avivava o instinto de proteção em qualquer um que olhasse aqueles olhos tão cristalinos e expressivos. E foi exatamente isso que conquistou e demoveu Edward dos seus planos perversos contra Isabella. E também foi exatamente isso que fez Tanya odiá-la tanto.
- Edward não iria te abandonar na igreja, quem ficaria plantada era minha afilhada Lauren. – Tanya fitou os olhos castanhos de Bella e notou a dor e mágoa se infiltrarem neles, e sorriu vitoriosa. Conseguiu destruir a coragem repentina de Isabella. - A minha Lauren não perdeu a esperança, e no fim teve o que sempre desejou. Edward ia prosseguir com o plano original e a minha Lauren ia sofrer tanto. Eu não poderia permitir que você destruísse a felicidade dela.
- Edward se casou com Lauren? – Isabella perguntou com resistência, mas podia jurar que seu coração falhou uma batida.
- Sim, ele se casou.
Isabella se sentou em uma cadeira sem reação. Edward tinha duas noivas? Para quê? Duas opções? Tudo para ele não passava de um jogo. Ele só gostava da perseguição, de provocar dor. Ele não gostava realmente dela.
Até quando iria descobrir coisas tão graves a respeito de um passado que insiste em ser presente?
Maldito Cullen! Dizia que me amava e estava noivo de outra! Ela tinha dado tudo, mas isso não foi suficiente para ele. Edward a enganou desde o princípio.
Tanya observou a reação de Isabella e esperou a histeria, mas nada aconteceu. Isabella olhava para o chão, como se tivesse petrificada. A única a mostra de que estava viva, era a movimentação do peito que subia e descia normalmente. Tanya invejou o controle que ela estava tendo sobre si. E tinha que concordar mesmo com Charlie, Isabella era mais forte do que todos pensavam. Tanya observou Isabella levantar vagarosamente a cabeça e olhar para ela. Os olhos chocolates de Bella estavam escuros, e neles refletiam a dor que ela sentia. Mas o que paralisou Tanya foi uma única lágrima que escorreu lentamente pelo rosto abatido de Bella. Tanya sabia que aquela lágrima provoca mais dor, do que a várias delas. E não pode lutar contra o aperto que sentiu em seu peito, que foi tão forte que ficou sem ar. Nenhuma mulher merecia ouvir isso, mas nenhuma mulher agiria com tanta força diante disso, como Bella agia.
- Eu tinha medo que você fosse procurá-lo por isso escrevi aquela carta. – disse Tanya com pesar.
- E o que fez com a verdadeira? – perguntou Bella rouca.
- Assim que Edward deixou o quarto para se arrumar para os casamentos - alfinetou Tanya, deixando de lado a pena que sentiu. - Eu troquei as cartas e rasguei a verdadeira. E posso garantir que você nunca a terá de volta.
- Eu imaginei isso. – concordou Bella. – Edward jamais escreveria uma carta como aquela.
- Claro que não! – aprovou Tanya. – Mas não posso mentir para você e dizer que sinto muito Isabella. Eu já lhe disse que você não serve para o meu sobrinho. Eu disse a ele que casar com você seria o maior erro da vida dele.
- Suponho que disse isso.
- Por isso investi tanto no casamento dele com Lauren. E garanti que depois que abandonasse você na igreja, se cassasse com Lauren o mais rápido possível.
E para se torturar Isabella perguntou:
- E quando ele se casou com Lauren?
- Bom... - Tanya hesitou. – No mesmo dia em que a abandonou. A princípio ele não iria aparecer na igreja onde você se casaria. Ele iria direto para o cartório onde Lauren e os padrinhos, o esperavam para o casamento. Fiquei com tanto medo quando vi Edward no carro parado na frente da igreja observando a movimentação de padrinhos e daminhas. Mas foi quando ele viu você que me enchi de medo, ele parecia hipnotizado. Como Edward é imprevisível acreditei que ele entraria na igreja e se casaria com você.
- Sei... – disse Bella debochada. Tentando lidar com a dor que a consumia, mas se quisesse fazer Tanya falar, tinha que lidar com o assunto como se não se importasse. Então Tanya levaria como uma afronta e falaria para machucá-la.
- Mas foi um alivio para mim, quando estava tudo preparado para sua entrada e ele ainda não tinha aparecido. Mas fiquei possessa com Edward quando ele correu atrás de você, quando você fugiu da igreja. Se você queria se matar, ele deveria ter respeitado sua decisão. Com isso ele só conseguiu se atrasar para o próprio casamento com Lauren. No entanto, garanto-lhe que se você houvesse casado com ele viveria num inferno. Não que eu me importe com os seus sentimentos. Entretanto, sentia que devia isso a sua mãe. Renée foi muito amiga da minha cunhada.
Isabella já tinha ouvido tudo que precisava para investigar as pontas soltas do seu passado. E a primeira pessoa que colocaria na parede, seria sua mãe.
Claro que depois do que ouviu queria poder fazer parte de um navio naufragado. Mas estava aqui sentindo todo o peso do mundo machucando seu coração. O que poderia fazer se o seu melhor não foi o bastante? E tudo com o que você sonha desaba? Suas intenções sempre foram as melhores, o amou com ardor, mais esse mesmo amor se foi agora. Tinha que aceitar a verdade, a vida não é justa.
Assim como ela podia amar com o todo seu coração, saberia odiar também com todo ele. Não era tarde demais para concertas as coisas, e ela não iria esperar. Ela era muito jovem quando amou, mas agora com vinte e seis anos, era mais forte como seu ódio por Edward Cullen.
Ela iria começar de novo com a fé inabalável, era mais forte e sabia agora, não podia mudar o que passou, mas por agora iria superar a dor e endurecer seu coração.
Agora era questão de honra descobrir toda a sujeira do passado. E fazer a vida de Edward Cullen um inferno, como ele almejou e conseguiu fazer com a sua. Com uma força de vontade renovada olhou para Tanya, que a observava com uma expressão confusa, e disse:
- Diga ao seu sobrinho que não posso dar mais nenhum passo em sua direção, pois o que me aguarda será o arrependimento. Diga também que as feridas já estão cicatrizadas, e que também cresci forte para nunca cair de volta em seus braços. Ele perdeu o amor mais intenso que fui capaz de nutrir por alguém.E agora que tudo morreu, estou preparada para enfrentá-lo. Ah… E diga também que quero a minha retaliação. Ele vai me pagar por cada lágrima que derramei durante esses cincos anos. Ele já está condenado e terei todo o prazer em executar a sentença! Diga ao seu todo poderoso sobrinho, que venha ao meu encontro, porque eu não vou procurá-lo, ele me deve isso! Mas mande-o se preparar, para que ele venha munido de armas poderosas, porque até agora ele ganhou as batalhas, mas a guerra será minha.
Isabella se levantou da cadeira com uma leveza que Tanya se sobressaltou. Ela foi até a sala e Tanya a acompanhou ainda surpresa pelo comportamento de Bella, e viu quando a mesma se curvou no sofá e pegou a bolsa de Tanya jogando-a violentamente em sua direção. Tanya a pegou automaticamente.
- Saia daqui sua víbora! Sinto pena de Jasper, por ter alguém tão miserável como madrinha. Você não pensa na felicidade de ninguém, só no seu conforto. Eu representei um perigo grandioso para você no tempo em que fui noiva do Cullen. Ele me desejava e você sabia disso, não é mesmo? Eu poderia manipulá-lo quando estivesse casada com ele. Os homens não ficam malucos quando desejam uma mulher? – perguntou cinicamente e Tanya ficou paralisada olhando Bella com a bolsa entre seus braços. – E o seu medo era que eu o seduzisse e ele acabasse comendo aqui, - mostrou as palmas das mãos para Tanya. – e o fizesse escolher entre eu e você. Mas guarde o que lhe digo Tanya Cullen, o seu sobrinho vai comer aqui nessas mãos e será bem antes do que você pensa. E aí a batalha será entre nós duas. Você vai perder essa pose de senhora Cullen, sua mal amada! – Bella riu cínica - Eu duvido muito que Lauren ainda esteja casada com Edward, como você sempre sonhou. Sei que Edward nunca vai mudar nesse aspecto. Ele é arrogante demais e não gosta de ser manipulado. E se Lauren tentou isso já foi posta de lado como um objeto velho. Eu agora sou um objeto novo para Edward e ele vai querer me ter. E eu estarei aqui pronta para o confronto. Diga a ele futura titia, que eu tenho um preço: o casamento! Para me ter, Edward Cullen terá que se casar comigo.
Isabella sabia que Tanya contaria para Edward, mas da forma dela. E era isso que Bella almejava agora, que o recado fosse dado mesmo com as informações distorcidas.
E sem deixar que Tanya falasse algo, abriu a porta e se pôs de lado esperando Tanya sair. Como Tanya ficou imóvel, Isabella se aproximou do telefone e ligou para recepção, pedindo a Tyler, o recepcionista, que mandasse os seguranças do prédio, tirar de seu apartamento uma visita indesejável.
Tanya escutou a ofensa e se aproximou de Isabella com o óbvio intuito de estapeá-la. Isabella prevendo o gesto segurou o pulso de Tanya a caminho de seu rosto.
- Se está pensando que vou deixá-la me bater tia Tanya, está muito enganada. – apertou o pulso de Tanya. – Você não está lidando mais com aquela coitada que sentia pena de si mesma. Logo serei uma Cullen, titia. E nem você vai poder mudar isso. Se acostume, porque se partir para a agressão, tenha isto bem guardado em sua mente, vou retribuir sem misericórdia, e sem nenhum respeito pela sua idade.
Tanya a olhou com orgulho ferido e com ódio estampados em seus olhos castanhos.
- Eu também sei jogar queridinha. – ameaçou Tanya.
- Mas diferentemente de você, eu jogo limpo – retrucou Bella. – Cuidado ao mexer comigo.
Naquele instante Tyler chegou com um segurança e logo depois de pedir licença ao entrar, perguntou:
- Senhorita Swan, essa é a visita de que falou?
- Sim, Tyler. – respondeu Isabella, soltando os pulsos agora vermelhos de Tanya. – Leve-a daqui, e se encarregue para que ela nunca mais entre neste prédio.
- Sim, senhora!
Tyler acenou para o segurança e os dois escoltaram Tanya até a porta, mas antes de sair, Tanya disse:
- Você vai me pagar caro por essa humilhação, Isabella. – ameaçou Tanya. – Muito caro!
Isabella a ignorou.
- Até breve, tia Tanya. – retorquiu.
E sem mais palavras fechou a porta.
Gostei tão da Bella nesse capítulo! Acho que ela se deu conta, que enquanto ela durante cincos anos sofreu por um amor impossivél, o cara se casa com outra? Acho que ela se cansou de sofrer e sentir pena dela mesmo! Porque ao que parece o Edward seguiu a vida dele, enquanto ela chorava por ele!
Estava mais do que na hora da Bella reagir, e chutar o pau da baraca!
E para piorar Tanya escreveu a carta! E agora como a Bella vai descobrir a verdade?
Então flores... Até mais! Bom inicio de Semana para vocês!
Que Deus abençõe nossas famílias e nossas vidas e derrame o seu amor sobre nós, nesse começo de semana que se inicia! !
Assim que eu terminar de escrever, e minha querida amiga Charlotte betar, eu posto!
Até logo! Fiquem com Deus! Robsteijoooosss
Obs:
Charlotte, amiga! Obrigada pelas dicas, você é demais! Você me ajudou tanto nesse capitulo! Você é maravilhosa!
