Nota: esse capitulo tem outra música, dessa vez é The Weeknd - Earn It, quando aparecer a letra, queria que ouvissem enquanto lessem. E apesar do tom do capitulo, a história não termina por aqui ok? Ainda vai ter mais algumas tretas.
Capitulo 07
Clark espreguiçou-se e bocejou. Havia descoberto um meio de desativar o código inventado pela Samantha. A parte ruim é que resultaria na explosão de todas as unidades dos nanorobôs, pelo menos a tecnologia não seria mais usada de maneira errada como agora.
Martha ligou mais cedo, por volta do almoço. Disse que Joey fez uma visita e resolveram sair, divertiram-se muito e estava pensando em aceitar outros convites dele. O cientista estava feliz por ela e esperava que desse certo. Assim como ele desejava também encontrar uma solução para o dilema com Bruce. Sentia-se um babaca por ter aproveitado aquele momento de fraqueza, contudo só queria mostrar que se importava, que estava ali.
Apesar de se esforçar para tentar encaixar-se na sociedade humana, alguns paradigmas eram completamente ridículos para Clark. Não tinha muita noção de como era a cultura em Krypton, porém acreditava que as pessoas deveriam ser livres para amarem quem quiserem, independente de gênero e sexualidade.
Só gostaria de ter mais da presença do outro em sua vida. Quando estavam longe, ficava se perguntando se estava resolvendo assuntos empresariais chatos ou combatendo o crime na rua...
Clark deixou o computador um pouco de lado e resolveu tomar um banho quente. A neve deu uma trégua e a cidade voltava a funcionar, apesar do caos no trânsito. Já estava se enrolando na toalha, quando escutou um barulho vindo da sala. O contraste do uniforme preto de Batman com as cores claras e suaves do apartamento chegava a ser surreal. O visitante fechou a janela, como se fosse algo trivial.
-Os mercenários são apenas um grupo de ex-militares de baixa patente que se juntaram, nada grandioso ou realmente importante. –deu de ombros. –Eles têm um encontro marcado com a secretária do chefe daqui a dois dias.
-Ok, estarei lá. –ele sentou no braço do sofá.
Batman virou-se para sair e parou no meio do movimento.
-O que... significou aquele beijo? –sua voz era baixa.
-E-eu só... só queria que você se sentisse querido, que soubesse que é importante pra mim.
(...)
O sinal de Prometheus convergia em um ponto específico, de onde saíam as ordens e provavelmente estava o servidor que controlava as operações. O novo código daria a chance de interromperem a transmissão de dados, ao explodirem todas as unidades de nanorobôs.
Para isso, precisariam colocar o pendrive no servidor e hackeá-lo diretamente, era impossível fazer qualquer ação à distância. O sinal vinha de uma rodovia interestadual entre os estados de Delaware e Nova York. Batman seguiu em seu carro de combate, enquanto Superman seguia voando a certa distância.
O grande caminhão branco da Lex Corp seguia com dois utilitários fazendo sua proteção, indo um na frente e outro atrás, ambos com homens bem armados.
(...)
Bruce tirou sua máscara lentamente e observou o alien, cujos cabelos e pele ainda estavam molhados e toalha amarrada precariamente na cintura. Uma visão realmente de tirar o fôlego. Sabia que se continuasse ali, iria fazer algo que pudesse arrepender-se mais tarde. Sua razão gritava para ir embora e encerrar essa história de uma vez por todas. Contudo, não conseguia negar o que já haviam compartilhado.
Sabiam o ponto fraco um do outro, medos, segredos... E isso importava, isso pesava, trazia as coisas a um novo patamar. Acabava completamente com a necessidade de esconder qualquer coisa.
Para o milionário, que nunca teve um relacionamento profundo com alguém, era uma espécie de medo misturado com fascínio. Ele então atravessou a sala e sua mão esquerda traçou a linha do maxilar no rosto do cientista, parando com o dedo indicador em cima dos lábios.
-Você sabe que isso é arriscado. –Bruce observava cada detalhe do outro. –Esse é um caminho sem volta...
(...)
O morcego acelerou seu carro e emparelhou com o utilitário que vinha atrás. Os seguranças abriram fogo, porém não tiveram muito tempo de reagir quando seus pneus furaram, deixando a direção descontrolada.
O veiculo rodopiou algumas vezes na pista e capotou, ficando para trás. O comboio seguia em frente, o motorista do caminhão acelerando ainda mais.
-Eu cuido do outro carro e você fica com caminhão. –Batman comentou através do comunicador.
-Entendido.
Superman voou mais rápido e segurou na grade do caminhão, segurando-o para diminuir sua velocidade, enquanto Batman passava por ele atrás do outro carro. Seus pés afundaram no asfalto, mas ele conseguiu dissipar a velocidade do veículo.
Surpreendeu-se ao ver que não tinha um motorista humano, estava sendo controlado por satélite. Pôde ouvir um barulho de explosão e pouco tempo depois, Batman saía de seu carro.
(...)
Clark engoliu a seco, incapaz de mover-se. Estava completamente cativo no modo como o outro lhe devorava com o olhar, como nunca fez antes.
-Eu não sou um garoto. –ele conseguiu finalmente dizer. –Não pretendo ficar fazendo joguinhos.
-Esse é justamente o problema... –o milionário aproximou seu rosto, deixando a poucos centímetros longe. –Poderíamos apenas saciar esse desejo, essa curiosidade e seguir em frente. Mas você não é assim, não se contenta com pouco.
-Sabe que não. –sua voz era quase um sussurro rouco.
Clark respirou fundo, no minuto quando o outro tirou a máscara, sabia que não havia para onde correr, como esconder. Poderia enfeitar com todas as palavras do mundo, mas a verdade continuaria sendo apenas uma: estava irremediavelmente atraído por Bruce.
E tê-lo ali tão perto, tocando seu rosto, com seus lábios a centímetros era tortura. Sabia que se tomasse alguma atitude poderia perder tudo ali mesmo. Antes o milionário estava fragilizado, mas agora estava no comando e parecia se divertir com isso. Então Clark deixou-se ser conduzido, ter seus limites testados... por sorte era paciente.
-Eu realmente não deveria brincar com o perigo dessa maneira. Isso é uma verdadeira receita para o desastre.
-Em que sentido? -ele levantou uma sobrancelha.
-Nós fizemos um voto, de que lutaríamos por algo maior do que nossos egos... Trazer Justiça e Esperança. E se deixarmos nossa relação ir adiante, vai comprometer tudo.
O alien passou a mão pelos cabelos, tirando os fios molhados do rosto.
-Pode me odiar pra sempre, mas não vou permitir que abra mão da sua felicidade mais uma vez. -encarou-o intensamente. -Praticamente toda sua vida civil é para satisfazer a necessidade dos outros! O único momento em que é mais egoísta é quando coloca o traje e faz o que realmente quer.
Bruce permaneceu em silêncio, mas seu corpo estava agitado.
-Então seja egoísta nesse momento. Não sei se vai dar certo ou não, mas deveríamos tentar. Apenas faça.
-Simplesmente odeio quando você tem razão.
(...)
Após alguns socos, a porta traseira do caminhão abriu-se, revelando algo parecido com as câmaras de alta pressão usadas na reabilitação em hospitais. Contudo, essa era muito mais tecnológica com painéis e fio por todos os lados. No interior, uma mulher boiava inconsciente, mas respirando.
Na verdade, o corpo era uma mistura bizarra entre humano e máquina. Um verdadeiro Frankenstein, cheia de retalhos de metal e conexões por todos os lados.
-Mas o que... –Superman conseguiu apenas balbuciar.
-O sinal do servidor está vindo dela. –Batman mexia no painel de controle da câmara. –Na verdade, ela é o próprio servidor!
(...)
A tensão cresceu consideravelmente, era quase palpável entre eles. O milionário foi devagar e então encostou seus lábios aos dele. Agora que não nevava e estava mais tranquilo, percebeu o quão eram macios e quentes.
E no momento quando as línguas tocaram-se, seus corpos estremeceram de prazer. Clark não conseguiu segurar por mais tempo e segurou o outro pela cintura, enquanto sentia Bruce afundando as mãos no seu cabelo. Não tinham a mínima pressa e exploraram um ao outro com certa hesitação, como se ainda não acreditassem no que estava acontecendo.
Perderam a noção do tempo e tudo fora daquela sala havia perdido a importância. Quando finalmente se afastaram, estavam corados e os lábios inchados. O empresário fechou os olhos e respirou fundo, vestindo a máscara enquanto voltava para a janela.
-Precisamos trabalhar.
O cientista continuou sentado no braço do sofá, enquanto observava o outro sumindo na noite.
(...)
Eles estavam ocupados demais mexendo nos painéis, tentando obter mais alguma informação e só perceberam que a mulher acordou quando a tampa levantou-se e ela sentou.
Ela tremia da cabeça aos pés e olhava ao redor assustada, como uma recém-nascida.
-Ei, não estamos aqui para machucá-la. –o alien sorriu e levantou as mãos num sinal de rendição. –Qual... é o seu nome?
Ela virou a cabeça na sua direção num movimento duro e mexia a boca, porém sem som. Ele então aproximou-se e tentou não expressar nada que revelasse seu horror, porque ela tinha o rosto desfigurado, a pele repuxada e costurada várias vezes.
A criatura então esforçou-se para esticar o braço e tocou no símbolo no peito do uniforme dele. De repente, voltou a tremer e colocou as mãos na cabeça, como se sentisse dor.
Antes que pudessem reagir, ela soltou um grito muito estridente e alto, que os deixou confusos e com dor. Rapidamente, desconectou os fios que a prendiam na câmara e pulou para fora, indo na direção dos vigilantes.
Superman atingiu-a com um chute bem forte no peito, arremessando o experimento para fora do caminhão, enquanto Batman ainda se recuperava do grito.
-Eu cuido dela enquanto você tenta hackear o sistema! –o alien desceu, não desviando sua atenção do oponente.
Ela levantou e não tinha sequer um arranhão onde havia sido atingida. Sua boca arreganhou-se literalmente de orelha a orelha, enquanto seus dedos deformados se transformaram em garras afiadas.
O escoteiro azul não perdeu tempo, acertando-a com uma série de socos. No começo, ela pouco se movia, porém começou a defender-se com agilidade e no final já estava atacando.
Para a surpresa de Superman, era mais forte do parecia. Tinha de admitir que grande parte dos seus golpes eram mais baseados em força do que técnica, ao contrário do seu parceiro humano. E isso ficou evidente no modo como a criatura reagia, agora ela movia-se com destreza e fluidez, parecia estar aprendendo.
Batman estava concentrado no painel, tentando burlar o sistema de segurança. Era uma tarefa complexa, mas tinha que conseguir resolver de qualquer maneira. A luta do lado de fora parecia não ter fim tão rápido.
Superman estava caído no chão, com a criatura por cima batendo sua cabeça repetidas vezes no chão. Ele tentava se desvencilhar, mas o as garras impediam e apertavam cada vez mais. Já havia uma pequena cratera onde lutavam e ela lambeu o sangue, soltando um gemido de prazer.
O alien usou sua visão de calor e cortou um dos braços dela fora, por fim. Ela saiu de cima, soltando um grito estridente de dor, uma mistura de sangue e fluídos mecânicos esguichando.
Ele aproveitou-se da fraqueza momentânea e disparou outra sequência de socos. O experimento voou longe, mas levantou rapidamente enquanto um tentáculo crescia no mesmo lugar do antigo braço.
Engalfinharam-se novamente, a velocidade dos ataques aumentando cada vez mais. Superman tomou distância para acertá-la e acabou levando um feixe de raios no meio do peito, rasgando o uniforme. A criatura aprendeu a como usar a visão de calor.
No caminhão, o morcego quebrou as defesas do sistema. Ao conectar o pendrive a um dos cabos para iniciar o download do novo código, uma forte descarga elétrica foi liberado pela câmera, atingindo diretamente Batman.
O humano caiu inconsciente no chão, o coração batendo descompassado devido ao choque. Ao perceber o que aconteceu, Superman urrou de raiva. Voou com tudo para cima da criatura, usando toda sua força, lançando ataque após ataque. Estava completamente cego pela dor de ver o outro ferido e impotente. Era seu dever protegê-lo, evitar que qualquer mal lhe acontecesse.
Ela apenas recebia os impactos, enquanto fazia um barulho estranho que se assemelhava a uma gargalhada medonha. O alien não se importou, segurou a cabeça dela entre as mãos e a arrancou do corpo, ignorando os gritos de agonia, contrariando todos os seus valores e a moral.
As partes humanas da criatura rasgaram-se com facilidade, sujando-o por inteiro de sangue e fluídos. Com a visão de calor, Superman explodiu a cabeça e depois o corpo, tendo certeza de que não havia restado nada, apenas pó.
-Bruce... –ele chamou o outro, enquanto o posicionava no chão. –Bruce, por favor, fica comigo... não me deixa...
Relembrando as aulas no colégio, Clark avaliou o ritmo cardíaco do outro e então começou a massagem junto com a respiração. Foram minutos angustiantes, onde tudo o que passaram juntos virou um filme em sua mente, sendo repetido inúmeras vezes.
Após três ciclos completos, o coração de Bruce voltou a apresentar um ritmo regular, apesar dele ainda não ter recobrado a consciência. Usando sua visão, Clark sabia que estava tudo bem e que não havia nenhum dano neurológico ou cardíaco.
-Dados coletados com sucesso, informação sendo processada. –uma voz metálica reverberou de dentro da câmara. –Download dos novos arquivos sendo iniciado.
O novo código então terminou seu trabalho, interrompendo as transmissões. O painel mostrou as luzes das outras unidades de nanorobôs apagando-se aos poucos, até não restar mais nenhuma ativa.
-Iniciando protocolo de segurança, auto-explosão em 10 segundos.
Sem perder tempo, Clark levou Bruce em seu colo, voando para longe dali o mais rápido que conseguiu. Pôde ouvir o barulho de longe, enquanto se dirigia para a Mansão Wayne.
Alfred abriu a porta e ficou assustado com a cena, mas ao saber que o milionário estava fora de risco, ajudou o cientista a levá-lo para o quarto. Juntos, retiraram algumas peças do traje, deixando-o apenas com a segunda-pele que usava por baixo.
-O senhor também precisa tomar um banho e trocar sua roupa. –Alfred comentou, vendo como o outro parecia abatido.
-Obrigado...
Clark então usou o banheiro da suíte de Bruce para se limpar. Enquanto a água levava todo aquele sangue embora, aproveitou para chorar. Ainda não conseguia lidar com o fato de que havia matado alguém.
Apesar de todo o aparato tecnológico, um ser humano foi usado como cobaia. Lex Luthor iria pagar por todas as atrocidades. Depois de limpo, ele vestiu algumas roupas que havia deixado na caverna por precaução, camisa de futebol e calças de moletom. Ao voltar para o quarto, Bruce começava a acordar.
-O que...
-Está tudo bem agora. –Clark aproximou-se e sentou na cabeceira da cama. –Consegui destruir aquele experimento e o código funcionou.
O milionário respirou fundo e se sentou, passando a mão nos cabelos.
-Eu apaguei. –ele estava sério.
-Ao tentar iniciar o código, levou um choque. Não se preocupe, está tudo bem.
O alien estremeceu ao ver a intensidade do olhar do outro.
-Sempre fiquei perto da morte... e não foram poucas vezes. –sua voz estava mais grave. –Mas até então nunca havia ultrapassado a linha. Eu morri, Clark.
You make it look like it's magic / 'Cause I see nobody, nobody but you
I'm never confused, hey hey / And I'm so used to being used
-Você viu alguma coisa do outro lado?
-Não... apenas senti muito frio. E achei que nunca fosse voltar... que eu perderia Alfred e você pra sempre.
Bruce tocou o rosto do outro levemente.
-Não quero passar por aquilo de novo. –ele aproximou-se.
-Eu estou bem aqui. –Clark deu um beijo na mão do outro.
-Foi só morrendo por alguns segundos, que eu percebi que estou errado. Continuar negando isso, correndo em círculos só está nos destruindo.
-Em relação a que? –o cientista levantou as sobrancelhas.
-A nós... –o empresário respirou fundo. –Eu sou uma merda com isso, não sei lidar muito bem mas... eu te amo, Clark. Você é importante pra mim e te quero na minha vida.
O alien mordeu o lábio inferior e ajoelhou-se na cama.
-Quanto escutei seu coração batendo daquele jeito... perdi o controle e matei aquela mulher, arrancando a cabeça fora. –seus olhos estavam mareados. –Minhas mãos estão sujas de sangue... ela era apenas uma cobaia...
-Você fez o certo. –ele pousou as mãos na cintura do outro. –Não sabíamos do que aquilo era capaz e ela já tinha perdido sua humanidade há muito tempo, era apenas um corpo.
-Mas...
-Isso não vai mudar quem é você pra mim.
You know our love would be tragic / So you don't pay it, don't pay it no mind
We live with no lies / You're my favorite kind of night
Não havia mais porque continuarem mentindo, tentando ignorar aquela atração. Depois de enfrentarem a morte de perto, estavam desesperados para sentirem-se vivos. Eles se beijaram, menos hesitantes que antes.
Clark puxou a coberta para longe e sentou no colo de Bruce, enquanto suas línguas entrelaçavam-se. O humano sentia o corpo do outro ficando ainda mais quente, se é que isso era possível, enquanto passeava as mãos por baixo da camisa dele, os músculos contraindo sob o toque.
A camisa foi parar no chão e então ele projetou seu corpo sobre o outro, trocando de posições. Não escondeu a surpresa quando tirou a calça e viu o tamanho da ereção pela primeira vez.
Clark corou e mordeu o lábio inferior. Já havia feito sexo com outras pessoas antes, mas nunca havia se entregado dessa maneira. Sabia que seu membro era grosso, o que resultava em vários problemas. Contudo Bruce o engoliu sem delongas, arrancando um gemido profundo de prazer do alien.
A saliva escorria abundante, enquanto ele o chupava com perícia, não deixando nenhum ponto de fora. De cima até a base, os testículos e passando de novo pro prepúcio. O prazer foi aumentando cada vez mais, até não conseguir segurar e então Clark gozou.
-Eu... e-eu preciso de você... –ele gemeu, os olhos entreabertos. –Dentro de mim.
So I love when you call unexpected / 'Cause I hate when the moment's expected
So I'mma care for you
Bruce sorriu de lado, e puxou o zíper da segunda-pele que usava, jogando-o ao chão. Fechou os olhos e deixou o que o outro tocasse suas cicatrizes lentamente, traçando as marcas com as pontas dos dedos.
Depois lubrificou seu membro usando o gozo do outro, e se posicionou, penetrando Clark com cuidado. Devido a sua invulnerabilidade, não sentia dor, apenas a sensação do canal acomodando-se ao volume que entrava.
Quando já estava bem encaixado, Bruce começou a mover-se. Era delicioso sentir como o outro era tão quente, por dentro e por fora. Entregou-se por completo, beijando-o conforme o ritmo aumentava.
Após algum tempo, as estocadas eram fortes, a cama rangia e quarto cheirava a sexo. Eles suavam com os movimentos e gemiam de prazer, embriagados um no outro.
-Vou gozar! –Bruce gemeu.
-Mais fundo... me fode mais! –Clark pediu, agarrando-se aos lençóis.
O milionário então deu tudo de si, abraçando o outro, envolvendo-o com seu corpo enquanto estocava o mais fundo e mais forte que conseguia. Sentiu seu parceiro gozando pela segunda vez e ele também não demorou muito, fechou os olhos e contraiu as nádegas, gozando com força.
Ficaram abraçados por algum tempo, se beijando, apesar das respirações ofegantes. Os medos, dúvidas e a dor que sentiram até então naquele momento foram apagados. Sentiam-se completos e isso bastava.
-Eu te amo. –o alien sussurrou.
-Eu também te amo. –o humano sussurrou de volta.
