Quinn entrou pela sala soltando a jaqueta sobre uma poltrona da sala. Seu nariz captou o cheiro de café fresco, Alex deveria ter feito algo para eles comerem.

– Bom dia. – Pisou na cozinha e estancou no lugar.

Rachel estava sentada na mesa com uma caneca de café nas mãos e a mesa servida para dois.

– Bom dia. – A morena deuu um pequeno sorriso. – Alex teve que sair então eu preparei o café com tudo o que você gosta.

– Não estou com fome. – Quinn retrucou mantendo uma distância segura entre elas.

– Sempre odiei quando você tomava analgésicos sem comer nada. – A morena confessou abaixando os olhos, passou o dedo sobre a borda da caneca. – Você pode, por favor, comer alguma coisa?

Quinn rodou os ombros antes de se aproximar e sentar na cadeira, Rachel prontamente se levantou para servir Quinn.

– Não. – A loira a segurou pelo pulso, a visão da mãe servindo o pai lhe assaltou a mente. Rachel se sobressaltou, mas permaneceu encarando Quinn. – Eu faço, pode se sentar eu me sirvo e sirvo você.

Rachel permaneceu em pé, ela estava perto. Bem perto. Os olhos permaneciam conectados.

– Foi o seu pai. – Rachel sussurou, parou limpando a garganta. – Ele chegou um pouco depois que você saiu, muito elegante e seguro de si sentou no sofá e colocou uma arma sobre a coxa e fez com que eu me sentisse menos do que um verme.

Quinn estreitou os olhos, sentiu a mão de Rachel tocar o seu rosto delicadamente.

– A minha aplicação para o Centro de Artes havia sido negada a pedido dele. E ele iria obrigar o Instituto Tecnológico a recusar qualquer trabalho seu ou do Alex. – Parou fechando os olhos. – Ele mandou tirarem tudo que era meu da casa e quando eu tentei revidar, falar qualquer coisa, ele tirou outro trunfo da manga.

– O que? – A voz baixa de Quinn saiu em uma leve ameaça.

– Meus pais. – Já a voz de Rachel abaixou drásticamente saindo fraca. – Ele tinha os meus pais presos em uma sala com quatro Príons acorrentados.

Quinn se levantou derrubando a cadeira, Rachel recuou.

– Como é? – A loira rugiu com os olhos cheios de cólera.

– Eu não pude fazer nada, eu não podia falar com você. – A lágrima solitaria e desrespeitosa escorreu pela maçã do rosto. – Ele mandou me enviaram para a A4 para o treinamento e me mantiveram bem longe da A1 até recentemente e então me designaram pra proteger você. Eu não entendi nada.

Quinn deu as costas e atravessou o espaço a passos largos até a sala com Rachel em seu encalço.

– Quinn? – Chamou vendo a loira pegar o casaco. – Você não vai sair.

– Não te pedi permissão. – Rosnou apertando um botão na parede.

– Quinn eu estou de quarentena. – Rachel bradou. – Não posso sair atrás de você e muito menos deveria estar aqui. Você não pode sair sem proteção.

– Estou indo para o lugar mais protegido da Área. – Esmurrou o botão. – Porra! Lacerta desce o meu carro.

Não posso senhora, a Agente Berry está certa.

– Desce o meu carro antes que eu formate a maldita da tua placa mãe. – Esmurrou mais forte o botão. – Agora desce o meu carro desgraçado!

Agente Berry me salve, por favor.

Rachel levou a mão ao zíper do macacão que usava, uniforme padrão da Fundação, e o desceu tirando as mangas e soltando o cinto para que o macacão descesse até o chão revelando a lingerie preta.

– Hey Fabray. – Utilizou sua voz de comando.

Quinn virou a cabeça para encara-la e acabou engolindo em seco diante da visão. Rachel retirou o soutien sustentando os olhos verdes da loira.

Um pequeno truque que a Bery havia desenvolvido quando começaram a namorar. Um jeito de calar e acalmar Quinn que sempre funcionava e terminava com qualquer briga.

Sentiu a loira relaxar enquanto os olhos verdes devoravam sua pele dourada, deu um passo na direção de Quinn. A loira se moveu na direção dela com mais segurança, pararam com os corpos quase se tocando.

– Vai sair? – Rachel respirou fundo, sentiu a pele se arrepiar observando os olhos escuros mais de perto. – Vai continuar brigando comigo? Vai sair e me deixar assim?

Quinn apertou os dentes deixando a mandibula proeminente, Rachel segurou no antebraço da loira deslizando a mão até o pulso, guiando-a até a própria cintura desnuda. O contato da pele fria de Quinn com a quente de Rachel somado ao desejo de ambas fez a morena suspirar e arquear o corpo na direção da loira.

Quinn apertou a cintura antes de puxar a morena para o seu corpo, Rachel deixou os braços pendendo molemente aos lados do corpo. Sentiu a sede com a qual Quinn sugou seus lábios grossos antes de lhe tomar a boca bruscamente, suas mãos pequenas agarraram-se aos cabelos claros.

Rachel gemeu baixinho quando as mãos afoitas de Quinn percoreram suas costas até sua bunda dando um aperto firme e seguro. A morena ergueu o corpo se inclinando para cima sem desgrudar a boca da loira. As mãos pequenas da Berry deslizavam pelo pescoço alvo sentindo a textura da pele e a do suéter.

– Tira. – Rachel sentiu a boca molhada de Quinn descer pelo seu pescoço, apertou a cintura da loira. – Tira isso.

Fabray ergueu os braços deixando que Rachel puxa-se o suéter, sentiu quase imediatamente Rachel chupou o início de seu pescoço.

– Vamos pro quarto. – Rachel se afastou fechando bem os olhos. – Por favor.

Quinn acariciou o pescoço moreno descendo pelo colo até segurar um dos seios o manipulando fortemente apenas para ver os olhos castanhos se abrirem. Lambeu os lábios respirando fundo encarando os olhos castanhos escuros.

– Você continua deliciosa. – Quinn sussurrou. – Vem.

A puxou pelo pulso até o andar de cima onde estava o quarto.

Rachel foi deitada no meio da cama agilmente, Quinn deslizava a mão pela pele exposta seguindo o movimento com os olhos. A mão pálida invadiu a calcinha minúscula sentindo o calor e a úmidade que a morena emanava.

Deslizou dois dedos por dentro das dobras escorregadias sentindo o clitóris. Rachel respirou pesado quando Quinn começou a massagear com movimentos circulares vagarosos. Berry arrumou o corpo ficando de lado, jogou uma perna por cima do quadril de Quinn antes de atacar a boca saciando seus desejos de enfiar a língua na boca rosada. Quinn aumentou o ritmo da massagem sentindo a boca de Rachel ir amolecendo aos poucos deixando-a pronta para que ela inverte-se o jogo e assumisse o controle.

As mãos pequenas arrastavam as unhas bem aparadas pelas costas alvas e como repreenção sentiu os dedos apertarem dolorosamente os nervos sensíveis. Balançou os quadris querendo um pouco mais de atrito, gemeu fogosamente balbuciando algo que Quinn não entendeu.

A língua rosada encontrou a auréola escura o circulando com a ponta preguiçosamente antes de lamber o bico repetidas vezes.

– Para de brincar. – Rachel choramingou, agarrou o pulso de Quinn.

– Coloca. – A loira mordeu o queixo moreno de leve. – Coloca você.

Rapidamente sentiu Rachel conduzir sua mão até a entrada e forçar dois dedos da loira para dentro soltando um gemido manhoso. Com a mão livre Quinn se virou puxando Rachel para cima de seu corpo, a morena imediatamente apoiou-se no colchão e ergueu os quadris para agilizar os movimentos de Quinn.

Os quadris delgados investiram contra a mão pálida com certa violencia enquanto a boca rosada se alimentava vorazmente dos seios. As mãos de Rachel se agarraram aos lençóis enquanto a mão livre de Quinn acariciava a coxa, seios e a bunda da morena os apertando com força. Rachel jogou a cabeça para trás mordendo o lábio inferior com força para reprimir qualquer grito enquanto seu corpo tremia compulsivamente.

– Isso foi rápido. – Quinn sussurrou sentindo a morena gozar fortemente. – Shh… relaxa.

Rachel desmoronou sobre o seu corpo da loira respirando forte.

– Desculpa… eu…

– Saudade. –Tirou os dedos de dentro dela enquanto com a mão livre afastava os cabelos da testa suada. – Eu sei.

Rachel fechou os olhos tocando o pescoço pálido com a ponta dos dedos os deslizando para baixo pelo torso, se moveu ajoelhando entre as pernas de Quinn deslizando as mãos pelo abdomen a loira a observando fechar os olhos e morder o lábio inferior.

Desabotou a calça e a deslizou pelas pernas pálidas tirando junto a calcinha clara. Acariciou as coxas examinando bem o corpo da loira, cada centímetro que poderia alcançar.

– Tenho saudades disso. – Separou os lábios acariciando o nervo inchado. – Muitas saudades disso.

Acariciava os clitóris com força e rapidez, ouviu a respiração raza e superficial de Quinn e alguns poucos gemidos antes do grito estrangulado.

Rachel se afastou sentando-se sobre as pernas, acariciava levemente as panturrilhas de Quinn, a loira ergueu o corpo com os antebraços.

Se encararam por um instante.

– Precisamos conversar. – Sentenciaram juntas.