Capítulo 10

Os primeiros raios do Sol invadem a cabine do navio. Jack abre os olhos e depara com um rosto angelical, pensou que estava sonhando, mas não, aquilo era real. Jacqueline havia passado a noite com ele, e que noite! Sentir o corpo dela junto ao seu foi uma sensação maravilhosa, poder beijá-la sem preocupações, tê-la só para si. Mas havia algo que os impedia de ficarem juntos, além do fato de Jack ser um pirata que adorava o mar, sua bela dama era comprometida, mas ele não se importava muito com isso, afinal quem foi procurá-lo foi ela.

- Bom dia Jack! – uma doce voz o tirou de seus pensamentos, e ao virar-se para o lado, deparou-se com Jacqueline, que acabara de acordar.

- Bom dia...dormiu bem?- pergunta, com um sorriso safado no rosto.

- Sim, e você?

- Claro, principalmente com a sua companhia.

Jacqueline sorri para o capitão e lhe dá um beijo. Ele se levanta e se arruma, e vai em direção a porta da cabine.

- Jacqueline, espere um pouco para você sair, se nos virem saindo juntos...você já sabe o que vai acontecer...

- Está com vergonha Jack?

- Claro que não, apenas não quero que falem mal da senhorita. Bem, vou indo, tenho um navio para comandar.

Jack sai. Jacqueline levanta, coloca sua roupa e começa a pentear seus cabelos. Estava muito contente, havia passado uma noite maravilhosa com Jack, se surpreendera como aquele homem, que aparentava ser arrogante e estúpido, pode ser tão sensível e romântico como foi naquela noite, mas, de repente, seus pensamentos se voltam para seu noivo, Peter. Agora se sentia culpada, sabia que ele a amava muito, não queria magoá-lo. Mas mesmo tendo o traído, iria se casar com ele, mesmo que ela amasse Jack, sabia que essa relação não teria futuro, Jack era um homem do mar, e nunca abriria mão dele por causa de uma mulher. Ela termina de se arrumar e sai da cabine discretamente, para que ninguém percebesse. Olha para o castelo da popa e encontra Jack no leme, com a sua inseparável bússola.

- Jack, falta muito para chegarmos em Port Royal?

- Não, apenas mais uns dois dias de viagem e estaremos lá, e você poderá ver sua querida prima.

Jacqueline assentiu com a cabeça e desceu para o convés. Barbossa estava na borda do navio, e ela resolve se aproximar dele. Mesmo depois de saber tudo o que ele já fizera, achava-o um tanto quanto simpático.

- Bom dia, capitão Barbossa!

- Bom dia, senhorita Jacqueline! Dormiu bem?

- Sim. – responde, com um sorriso discreto nos lábios.

- Está ansiosa para ver sua prima?

- Muito! Faz mais de 10 anos que não a vejo, estou com muitas saudades.

- Eu imagino...

Jacqueline sorri e olha para o horizonte. Jack trava o leme e desce para o convés, se aproximando de Jacqueline e ficando ao lado dela, que já estava sozinha.

- O que tanto observa? – pergunta Jack, curioso.

- O mar, o horizonte...como são belos...entendo o porquê de você gostar tanto de ser pirata.

- Jacqueline, sobre a noite passada...eu queria lhe dizer que...

Jacqueline toca os lábios de Jack com os dedos, sorri e diz:

- Jack, não se preocupe, eu não o obrigarei a ficar comigo, sei que o mar é a sua primeira e única paixão, não se preocupe comigo, estou bem. – responde, com uma voz triste, tirando os dedos dos lábios de Jack. – Agora, com licença, vou para minha cabine.

Jacqueline sai. Jack não esperava aquela atitude dela, mas ficou mais tranqüilo, ela entendia seu lado, o que demonstrava que ela realmente o amava, e isso já era o bastante pra ele.

Na sua cabine, Jacqueline pega um livro que tinha em um armário e começa a ler.

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Enquanto isso, no Holandês Voador...

- O que você tem, meu filho? – pergunta Bootstrap, se aproximando de Will.

- Não é nada, apenas saudade...

- Eu sei que foi difícil se separar de Elizabeth, mas para onde nós vamos, ela não pode ir...

- Eu sei, eu sei...ainda faltam 9 anos pra eu poder vê-la, será que não tem um jeito de eu me livrar dessa maldição?

- Bem, até que tem... – responde o pai.

- E qual é esse jeito?

- Depois de 10 anos no mar, você tem um dia para ir a terra, se nesse dia, Elizabeth estiver te esperando, estiver com o coração e ainda ser apaixonada por você, é só ela furar seu coração, só que ao invés de você morrer, como aconteceu com Davy Jones, você voltará a ser um simples mortal.

- E se ela não estiver lá? E se não me amar mais?

- Você terá o mesmo destino que Davy Jones...

- Terei tentáculos? – pergunta Will, com cara de nojo e passando a mão pelo rosto.

- Infelizmente, sim. Bem, tenho algumas coisas para fazer, com licença.

Bootstrap sai. Will volta a pensar em Elizabeth, ele ainda tinha esperanças de que voltaria a ter sua vida, ao lado da mulher que mais amava. Como ela estaria agora?

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Elizabeth desce para tomar seu café, mas ao chegar na sala de jantar, se depara com a pessoa que menos queria encontrar: John Morgan.

- Bom dia, srta. Elizabeth.

- Bom dia, Governador Morgan.

Elizabeth se senta à mesa e começa a tomar seu café. Silêncio total, até que John pergunta:

- Já pensou em minha proposta, srta?

- Já lhe dei minha resposta. Não me casarei com você.

- Então, como pretende conseguir o governo de Port Royal? Matando-me?

- Não seria uma má idéia, mas não quero sujar minhas mãos e correr o risco de ir para a forca. Não se preocupe, já tenho meus planos, governador. – disse, retirando-se da mesa. – A propósito, o senhor irá sair hoje?

- Sim, gostaria de me acompanhar? – disse, sarcástico.

- Não, obrigada.

Elizabeth sai da sala de jantar e sobe para seu quarto. Iria colocar seu plano em ação hoje mesmo, aproveitando que John estaria fora o dia inteiro.

Algum tempo depois, Elizabeth vê a carruagem de John sair, e ela faz um passeio pela casa, para se certificar de que não havia ninguém. Peter também não estava lá, deve ter ido com John. Elizabeth sobe até o gabinete do governador, procura pelo cofre, onde era ficava guardando o dinheiro dos impostos. Ela pega uma certa quantia, enrola em um pedaço de pano, e fecha o cofre, deixando ele exatamente como encontrou, para que ninguém suspeitasse. Ela sai do gabinete e vai para o quarto que fora de seu pai, abre um outro cofre, onde ficava as jóias que eram de sua mãe, e as coloca junto com o dinheiro. Depois ela vai para o quarto de Morgan, abre a gaveta da escrivaninha e coloca o pano com o dinheiro e as jóias dentro da gaveta. Ao terminar, volta para seu quarto. Um dos empregados bate na porta.

- Com licença, srta. Swann. Chegou essa carta para a senhorita.

- Ah, obrigada! Pode se retirar.

O empregado sai, e Elizabeth olha o remetente da carta, era de seu tio, o Duque de Aragon.

Ela abre e lê. A carta dizia que o Rei da Inglaterra estaria vindo para Port Royal, para conversar com John Morgan. Elizabeth ficou muito contente, era tudo o que ela precisava, com o Rei em Port Royal, ela iria denunciar o que John Morgan fazia com o dinheiro dos impostos e que ele roubara as jóias mais valiosas de sua mãe, estava tudo saindo do jeito que ela planejara, agora era só esperar.

Notas da Autora:

Olá amores!! Tudo bem?

Espero que sim!!

Desculpa a demora, o colégio tava tomando muito meu tempo...

Gostaram do capítulo?? Espero que sim ;D

Queria dizer que essa fic tá quase acabando (

E eu tô pensando em fazer outra, totalmente diferente dessa, mas de PdC, o que vocês acham?

Queria agradecer pelas reviews, a opinião de vocês é muito importante pra mim!

Roxane Norris: Olá!! É, ela é esperta xD...também acho que eles formam um belo casal

Que bom que está gostando da fic, fico muito feliz! Obrigada pela review! Beijos!

Dorinha Pamella: Olá! Também acho eles muito fofos juntos ...É mesmo, muitas traições, mas sem elas, acho que ficaria meio sem graça xD...que bom que está gostando, fico feliz com isso! ;D...obrigada pela review! Beijos!

Taty Black: Olá! A Jacqueline não conseguiu resistir ao charme do Jack, e quem não consegue? XD...também adoro o Will com a Elizabeth, outro casal fofo...e eu li sua fic, adorei! Tô ansiosa pelo próximo capítulo! E obrigada pela review! Beijos!

Vou ficando por aqui!

Até o próximo capítulo!

Bye!!

Beijos!!

Jéssica Sparrow Turner