Capítulo 14

O Pérola, o Águia Dourada e o Atlantis fazem uma viagem tranqüila para a Inglaterra, sendo liderados pelo Atlantis. No Águia, Jacqueline estava próxima ao timão, quando Peter se aproximou:

- Não imagina como fiquei desesperado quando soube que você poderia estar morta.

- Mas já passou, vamos esquecer isso.

- Foi Jack Sparrow quem te salvou, não?

- Sim, foi ele. Sou-lhe eternamente grata por isso.

- Ele fez algo de ruim com você?

- Claro que não Peter! Não confia em mim?

- Confio em você, não nele. Com licença, meu amor. – disse, dando um beijo na testa de Jacqueline.

Ela estava sentindo-se mal por ter escondido de Peter o que realmente aconteceu entre ela e Jack, mas era melhor, não queria que ele sofresse. Ainda não acreditava que Jack estava indo no casamento dela.

- Como ele é canalha. – disse, rindo.

- Vejo que está feliz, minha filha. – disse o Duque, aproximando-se. – Está ansiosa?

- Sim... e para quando foi marcada a data do casamento, já que a noiva estava ausente? E o que o senhor está fazendo aqui? Achei que estava no Atlantis.

- Resolvi vir para cá, para ficar mais próximo de você. Foi marcado para daqui a quatro dias. Amanhã ou depois chegaremos à Inglaterra, e ainda dará tempo de você procurar um vestido. A igreja, o salão e o buffet estão confirmados.

- Vejo que o senhor já pensou em tudo.

- Mas é claro! Tudo para ver minha filha feliz. – o Duque abraça e beija Jacqueline na testa.

- Onde está Elizabeth? – pergunta Jacqueline, percebendo a falta da prima.

- Foi para o Pérola.

- Ah...deve ter ido matar as saudades daquele navio.

E assim, os dois ficam a olha o horizonte.

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- A pirate's life for me. – uma voz fina e delicada começou a cantarolar essa música tão conhecida de Jack, e quando ele percebeu, Elizabeth estava subindo ao castelo da popa.

- O que você está fazendo aqui? Não deveria estar no Águia?

- Deveria, mas quis vim para matar as saudades do Pérola, tantas coisas aconteceram comigo aqui.

- Estava com saudades do navio ou do seu capitão? – disse Jack, com seu sorriso cínico.

- Do navio é claro! Que pergunta...

- Confesse, você estava com saudades minhas...

- Vamos parar por aqui Jack! Senão eu já sei no que isso vai dar. – disse Lizzie, lembrando de quando Jack pediu pra casar com ela.

- Como você quiser, amor.

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Os navios se aproximam do porto de Kent, na Inglaterra, e os tripulantes seguem de carruagem até Londres, onde Jacqueline morava e onde seria o casamento.

Ao chegarem em Londres, Jack e seus amigos ficaram encantados com a cidade, era muito bonita. Eles foram para a casa de Jacqueline, que era extremamente grande, tendo vários quartos disponíveis. Quando chegaram, desceram das carruagens e entraram na casa.

- Que bela casa você tem Jacqueline! – disse Jack, se aproximando da garota.

- Obrigada Jack! – respondeu.

- Não mudou nada, desde que eu fui embora. – disse Elizabeth, aproximando-se do casal.

- Bem, como vocês viram, a casa é enorme, e há quartos para todos. Fiquem a vontade para escolher. Eles estão no segundo e no terceiro andar. – informou Jacqueline.

Ao dizer isso, todos subiram apressadamente as escadas, para escolherem seus quartos. Elizabeth ficou em um ao lado do quarto de Jacqueline, e Jack ficou em um ao lado do de Elizabeth, os outros se espalharam pela casa.

No dia seguinte, Elizabeth e Jacqueline saíram para comprar o vestido de noiva, e Jack aproveitou para dar uma volta pelo jardim. O jardim era grande, com estátuas, várias árvores, flores e uma fonte.

- Assim que esse casamento acabar, voltarei para o Caribe para procurar essa bendita Fonte.

- Falando sozinho, Sr. Sparrow? – perguntou Peter, chegando no jardim.

- Estou falando com meus botões, Comodoro.

- Ah, claro...bom, Sr. Sparrow, quero lhe agradecer por ter salvado Jacqueline.

- Não foi nada, apenas cumpri com o meu dever. Com licença, Comodoro, vou para meu quarto. Mas antes quero esclarecer uma dúvida: não há nenhum perigo em deixar o meu navio naquele porto, tão longe daqui?

- Não se preocupe, Sr. Sparrow. Meus homens estão de prontidão, e ninguém roubará seu navio. Pode dormir tranqüilo.

- Se é assim, obrigado, Comodoro. Agora, com licença, vou me retirar.

Dito isso, Jack vai para seu quarto. O casamento de Jacqueline seria no dia seguinte, e ele queria estar bem disposto para a festa. Assim que ela terminasse, ele voltaria para o Caribe, mas queria se despedir de Jacqueline primeiro, então pensou: "Antes do casamento, irei vê-la, assim posso me despedir sem ninguém suspeitar", e acabou por dormir.

Elizabeth e Jacqueline chegaram pouco antes da hora do jantar, cumprimentaram todos, foram para seus quartos, guardaram as coisas que compraram e desceram para jantar, e Elizabeth percebeu que estava faltando alguém.

- Onde está Jack, Sr. Gibbs?

- Deve estar no quarto.

- Vou buscá-lo então. Com licença.

Elizabeth subiu as escadas e foi em direção ao quarto de Jack. Bateu três vezes na porta, ninguém respondia, com certeza estava dormindo. Girou a maçaneta, a porta estava destrancada, ela abriu aos poucos, e viu Jack deitado de bruços na cama, dormindo... e roncando. Ela se aproximou sem fazer muito barulho, e quando estava próxima a ele, sussurrou:

- Jack, acorde! Está na hora do jantar.

Ele resmungou algumas palavras e se virou, ficando de costas para ela. Ela, que já estava ficando impaciente, foi até o banheiro, pegou uma bacia com água fria e jogou na cara de Jack, que acordou assustado e nervoso.

- Eu o amaldiçoou por respirar, seu maluco idiota! – ao ver que era Elizabeth, baixou a cabeça. – Ah, é você... mas que idéia maluca foi essa de me acordar?

- Estou te chamando faz tempo. Está na hora do jantar, vamos.

Ele levanta da cama, vai ao banheiro, enxuga o rosto, arruma a roupa que estava toda amassada, e desce para jantar, acompanhado de Elizabeth. Ao chegaram à sala de jantar, eles se sentam e jantam. Quando o jantar termina todos se retiram, vão para seus quartos e dormem.

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Os primeiros raios do Sol surgem no quarto de Jack, fazendo-o acordar. Ele toma um banho, depois de meses, e ia ser um banho de banheira.

- Quanto luxo... é Capitão Sparrow, você se deu bem...ou será que não? Afinal hoje é o casamento dela...

- Vai deixar mesmo que ela se case? – disse Jackzinho, surgindo no ombro esquerdo.

- Deixe que ela se case, você não pode se prender a uma mulher, você é um homem do mar Jack! – disse o outro Jackzinho, surgindo no ombro direito.

- Vocês de novo? Por que não me deixam em paz?

- Não podemos Jack, somos sua consciência. – disse um deles. – Então, vai ficar com Jacqueline ou não?

- Concordo com o que o outro Jack disse, eu sou um homem do mar, não me prendo a mulher alguma. Agora saiam, me deixem sozinho.

- Como quiser! – e os dois sumiram.

Jack terminou de tomar seu banho, vestiu roupas limpas, mas sempre as mesmas: calças, camisa branca, colete, casaco e seu inseparável chapéu, até que ouviu batidas na porta.

- Entre.

- Com licença Jack! Vim chamá-lo para tomar café, que já vai ser servido. – disse Jacqueline.

- Obrigado, já vou descer.

Jacqueline sai; Jack dá mais uma olhada no espelho, e sai do quarto, encontrando com Elizabeth, que também descia para tomar café.

- Bom dia Jack!

- Bom dia Elizabeth!

Os dois vão para a sala de jantar, cumprimentam todos e tomam café. Após o café, cada um vai para um canto. Na hora do almoço, todos almoçam e começam a se arrumar para o casamento. Peter vai para sua casa arrumar-se, Jacqueline e Elizabeth vão para o quarto da noiva, para fazer a última prova do vestido, Jack e os outros também vão para seus quartos se arrumarem.

Após algum tempo, todos já estavam prontos, e vão para a igreja, somente Jacqueline fica na casa, e Jack também.

- Você vem conosco Jack? – pergunta Gibbs, entrando no quarto de Jack.

- Podem ir, vou depois.

Gibbs assentiu com a cabeça e saiu. Jack esperou um tempo, saiu de seu quarto, deu uma volta pela casa para se certificar de que não havia ninguém, e foi para o quarto de Jacqueline. Quando chegou na porta do quarto, pensou de deveria fazer aquilo ou não, e acabou por optando em fazer, afinal, seria a última vez que ele veria ela. Ao escutar as batidas, Jacqueline pensa que poderia ser Elizabeth ou seu pai, e pede para que a pessoa entre, e acaba se assustando ao ver quem era.

- Jack, o que está fazendo aqui? Está louco?

- Só queria me despedir de você.

- Mas você poderia fazer isso depois, na hora da festa. Qual o motivo de tanta urgência?

Jack não disse nada. Aproximou-se de Jacqueline, ela estava muito bela, com um vestido branco de regata, cabelo preso em um coque com algumas mechas soltas caindo sobre seus ombros, e com uma coroa que prendia o véu. Ele tomou-a em seus braços, sentindo seu hálito quente e seu perfume doce, e antes que ela protestasse, ele tomou seus lábios, envolvendo-os em um longo e apaixonado beijo.

Te sinto tão distante e ao mesmo tempo tão perto

Decifrando seu silêncio

Então me imagino fazendo parte dos seus sentimentos

Mas me arruíno nesse propósito

Inalcançável como uma estrela, tão distante

Um amor quase impossível

Invisível como o ar

Você é tão inalcançável

Tão sublime como um anjo

Um amor quase impossível

Como fogo que não queima

Você se tornou inalcançável

Inalcançável...

(Inalcanzable – RBD)

- Jack, pare! Por que fez isso? – questiona Jacqueline, afastando-se dele.

- Desculpe Jacqueline! Sei que o que fiz foi errado, me perdoe.

- Tudo bem, agora, por favor, retire-se! – disse, apontando para a porta.

- Com licença. E que você seja muito feliz.

- Obrigada.

Jack sai e vai para a igreja. Minutos depois, Jacqueline também sai e vai para a igreja. Chegando lá, ela desce da carruagem e segue para o altar, acompanhada de seu pai, e na primeira fileira estava Jack e Elizabeth. O casamento segue normal, há troca de alianças, depois o noivo beija a noiva, e eles saem da igreja, acompanhados pelos padrinhos (N/A: Elizabeth e Jack foram padrinhos) e dos outros convidados. Vão todos para o salão, que estava muito bonito, eles jantam e dançam. Jack aproveita e rouba algumas comidas e bebidas, reúne sua tripulação, eles pegam uma carruagem e seguem para o porto da cidade de Kent. Lá, eles encontram o Pérola, com dois soldados de prontidão, Jack se aproxima dos soldados e se identifica como o capitão do navio. Os soldados reconhecem ele e os deixa subir a bordo.

- Vamos cães sarnentos! Quero sair daqui o mais rápido possível.

E assim, o Pérola se afasta do porto e segue rumo ao Caribe.

Na festa, Jacqueline percebe que Jack havia sumido, e se aproxima de Elizabeth.

- Prima, Jack e os outros sumirão, você sabem onde eles estão?

- Jack voltou para o Caribe, ele me disse que assim que terminasse a festa, ele voltaria para lá. Mas por que quer saber?

- Nada não.

E assim, a festa continua.

Notas da Autora:

Olá amores!! Tudo bem com vocês??

Desculpa a demora para atualizar a fic, essa semana começou as provas.

Gostaram do capítulo??Espero que sim ;D

Capítulo extremamente gigante! O.o

Coloquei a nova música do RBD, não que eu goste deles, mas quando eu vi a tradução, achei que combinava com a situação ;D

Queria agradecer as reviews, adorei!

Roxane Norris: Olá!! O Jack não fica com a Jacqueline, pq se eles ficarem juntos, a continuação dessa fic não vai dar muito certo, por isso eles não ficam juntos... eu torcia pra eles, mas...fazer o que? Obrigada pela review! Beijos!

Taty Black: Olá! Que bom que gostou! Também tive pena do John, mas ele merecia xD...já tá tudinho planejado pra outra fic, personagens, história...eu penso em tudo :D...obrigada pela review! Beijos!

Vou ficando por aqui!

Bye!!

Beijos!!

Jéssica Rossettini