Notas iniciais do capítulo:

Oi, gente!
Desculpa a demora, mas hoje tirei o meu dia de trabalho para escrever kkkkk Espero que gostem bastante.
E, olha, eu já planejei a fic. Vou postar todas as quartas e terão 15 capítulos, ok? Vou postar mesmo com os feriados de final de ano.
Obrigada por acompanharem!
Enjoy :3


Chapter 3 - Encontro

– Se sente melhor? – Castiel perguntou, acordando o moreno.

– Um pouco – Sam sorriu ao ver o belo par de olhos azuis que o encarava.

O Winchester sentou-se na cama e se espreguiçou, sentindo cada um de seus músculos se movendo abaixo de sua pele. Estava tão cansado. Passou a mão pelo rosto e depois pelo cabelo, tentando ajeitá-los um pouco.

– Vai ficar aí parado me encarando? – Sam perguntou brincando.

– Eu não vou te dar um beijo de bom dia e te trazer café da manhã, se é o que você quis dizer – Cas riu e bagunçou os cabelos compridos do moreno – Vamos. Coma alguma coisa, vamos precisar de energia para avançar mais alguns quilômetros hoje.

– A que distância estamos? – O General se levantou.

– Se não houver mais nenhuma batalha para nos atrasar, conseguiremos chegar ao fim do dia, mas não sei te dizer a distância exata.

– Bom, muito bom – Sam sorriu e passou os braços pelos ombros do amigo – Parece que vamos conseguir, não é?

– Esperei muito tempo por isso Castiel sorriu.

– Tempo demais - O moreno concordou.

Talvez eles tivessem sorte e chegassem até àquela base militar em segurança e antes de anoitecer. Talvez eles conseguissem se instalar e preparar seus planos de ação com cuidado, sem se preocuparem se estão em perigo de serem atingidos por uma bomba ou algo do tipo. Talvez eles realmente conseguissem vencer.

Talvez eles conseguissem restaurar a honra de seu país.

–- W A R -

Ash conseguiu costurar os ferimentos de Dean, sob os olhos preocupados de John. Ele tentava ao máximo se controlar, mas o jovem médico pôde ver que as mãos do Marechal tremiam. Dean falava o tempo todo que estava bem e que ele não precisava se preocupar, mas não adiantava. John não aguentaria perdê-lo também.

– Qual o próximo passo? - Dean perguntou, sentando-se na cama de seu pai.

– Nos retiramos então não sabemos para onde eles irão agora. Teremos que mandar alguém ficar de olho neles - O Winchester mais velho respondeu - Obrigado, Ash - Ele se despediu, ao ver o médico arrumando suas coisas.

– Disponha, senhor.

– Tchau, Ash. E obrigado - Dean se despediu também e o jovem saiu da cabana. O General se voltou para seu pai - Tudo bem, eu vou.

– Eu nunca disse que era você quem iríamos mandar.

– Nunca disse que não era.

– Chega, Dean. Você não vai - A voz de John era séria e em tom baixo, enquanto ele olhava nos olhos verdes do filho.

– E por quê não?

– Vou mandar o Balthazar. Já conversei com ele e ele está de acordo.

– É só conversar de novo. Porque eu estou indo.

– Dean, me escute pela primeira vez na sua vida. Eu realmente acho melhor você não ir - John sentou-se ao lado dele e colocou uma mão em seu braço - Tente entender.

– Entender o quê?

– Eu não posso deixar que você vá. Coisas ruins vão acontecer, meu filho.

Dean se levantou e suspirou, ainda de costas para seu pai. Ele não sabia o motivo de seu pai não querer deixá-lo ir, mas tinha uma suspeita. E tinha medo de ser verdade.

– Por que eu tenho a impressão de que o senhor sabe de algo que eu não sei?

– Eu sei muita coisa que você não sabe, Dean. Ainda sou seu superior e não devo explicações a você - O tom do Marechal se tornou frio e profissional assim que o moreno se levantou da cama e caminhou lentamente até seu filho.

– Me desculpe, senhor. Mas ou o senhor me trata como meu superior, ou como meu pai. Do jeito que o senhor está fazendo não vai funcionar - Dean respondeu, com um ar militar e profissional, imitando o outro.

– Acho melhor você ir descansar, General.

– Não, senhor. Temos muito o que discutir ainda.

– Esta conversa está acabada, Winchester.

– Me desculpe, senhor. Mas devo questionar a sua posição no momento. Não pode mandar um Capitão novato no lugar de um General treinado para esta missão. Só vai fazer com que ela falhe - Um pequeno sorriso tomou conta dos lábios grossos do loiro, que tentava contê-lo para não ser desrespeitoso com o Marechal.

– Já chega, Dean. Tire esse sorrisinho cínico da sua boca. Você não vai e pronto.

O silêncio reinou pelo ambiente. Tão constrangedor, quanto era irritante. Dean estava cansado, estressado e tentava a todo custo manter suas lágrimas sob controle. A dor em sua cabeça e em seu peito só aumentavam a cada momento, torturando-o aos poucos, enquanto o calor de seu corpo aumentava, deixando-o com uma leve tontura.

– Quem é você agora? Marechal Winchester ou meu pai?

– Dean, por favor. Você tem que descansar. Está ferido. Não me preocupe mais do que já fez, não me faça esse mal de achar que a qualquer momento eu posso perder outro filho.

– Você não vai me perder. Mas eu vou nessa missão e vou sozinho.

– Dean...

– Pai, nós já perdemos muitos homens. Não podemos nos dar ao luxo de perder mais. Garanto que não vou me meter em confusão, só vou observar. Eu sou o melhor para essa tarefa e o senhor sabe disso.

John suspirou, rendendo-se aos olhos intensos de seu filho. A verdade era que estava com medo. Sabia o que havia do lado inimigo, do lado dos rebeldes, e não queria deixar Dean exposto a isso. Mas ele não tinha mais argumentos e seu filho mais velho era cabeça dura como o pai.

– Tudo bem. Vou falar com Balthazar... Mas agora, por favor, vá para a sua cabana descansar um pouco. Você acabou de desmaiar. Amanhã terminamos os preparativos.

– Sim, senhor. Boa noite, pai - Dean não resistiu ao impulso que cresceu de repente dentro de si e abraçou o mais velho - Não vai me perder, ok?

– Boa noite, meu filho.

–- W A R -

– Senhor? - Dean entrou na cabana que também era usada como escritório e tinha uma mesa enorme onde montavam estratégias e discutiam planos. John estava parado, analisando alguns papéis que estavam sob a enorme mesa, enquanto Balthazar observava algum mapa.

– Pode entrar, Dean. Vamos rever o plano, ok?

– De novo? Não é necessário.

– Vamos, sente-se.

– Sim, senhor - Dean rolou os olhos sem que seu pai visse e sentou-se ao lado de Balthazar.

– Então... Qual é o plano mesmo? - O Capitão perguntou, sorrindo para aliviar a tensão que dominava a pequena cabana.

–- W A R -

Estava tudo preparado. Dean estava com a pequena bolsa pendurada nos ombros, a roupa mais escura e camuflada, a cabeça ainda doía, assim como todo o seu corpo, mas ele estava pronto. Era uma missão simples. Encontrá-los e vigiá-los. Nada de ruim iria acontecer.

– Reporte assim que encontrá-los – John disse como o superior do Winchester.

– Sim, senhor – Dean bateu continência e suspirou.

– Vá, antes que eu mude de ideia.

Dean apenas acenou com a cabeça e saiu do pequeno acampamento. Cada passo que dava era torturante, seus músculos se repuxando sob sua pele, seus membros fraquejando, o coração acelerando e a vista se escurecendo aos poucos, mas tudo voltava ao normal quando ouvia algum barulho dentro da densa floresta que agora atravessava.

Ele não tinha certeza de quanto tempo havia se passado, ou de quantos quilômetros já tinha andado. Estava cansado, mas a adrenalina de parecer que tudo finalmente acabaria o mantinha acordado e alerta. Andou mais alguns metros, talvez um quilometro, até que os encontrou.

Bando de idiotas mimados.

Todos, marchando em fila, em direção ao meio da floresta, mas Dean sabia onde aquela trilha daria. Eles estavam indo para uma antiga base militar. Droga. O Winchester pegou o rádio e tentou falar com alguém. Mas não conseguia, aquela coisa simplesmente não funcionava.

– Merda de rádio! – Ele reclamou para si mesmo, com cuidado para ninguém perceber que ele estava ali.

Os seguiu por mais algum tempo, em silêncio, escondido e protegido pelas árvores que os separavam e de repente todos pararam. Dean sentiu uma dor aguda em sua nuca e depois... Nada. Havia desmaiado.

–- W A R -

Quando abriu os olhos não enxergava nada. Algo cobria seu rosto e dificultava todo o processo de não entrar em pânico. Seu coração pulsava rapidamente, acompanhando o ritmo de sua respiração pesada.

Ouviu passos e se desesperou. Era isso. Iria morrer... Riu amargamente ao se lembrar que era uma missão simples. Sem perigo. E ele conseguiu ser capturado pelo inimigo, foi fraco e estúpido. Talvez merecesse morrer mesmo, talvez não servisse mais para ser um soldado.

Além dos passos que se aproximavam cada vez mais, ouviu também uma voz. Sentiu seu coração fraquejando, como se morresse um pouco a cada segundo que ouvia aquela voz tão familiar, tão próxima, tão real...

O saco foi tirado de sua cabeça e ele pôde vê-lo.

– Sam?

Continua...


Notas finais do capítulo:

Espero que tenham gostado bastante e eu não revisei o capítulo, então qualquer erro, tentem relevar, por favor.

Obrigada e Beijackles e Padakisses