Uma Traducao autorizada kakasaku

Gênero: Romance

Classificação etária: M

Disclaimer: O Naruto não é de ninguém.

Do original Nymph de Silvershine

Tradutora: K. Hime

Betareader: Pimentinha

Para tres bonecas fofinhas: Pimentinha, Yok-chan e Naomi-chan. :)

Sinopse: Para ela, aquilo é tão natural quanto respirar. Não conseguiria evitar que os homens a idolatrassem, mesmo se tentasse.

Nota: Relembro o classificacao etaria: M. Por insinuacoes hentai e temas adultos.


Anteriormente...

Seu chakra está dentro de mim, espalhando-se por meu corpo, fazendo cócegas em meus nervos e me excitando. Eu posso sentir meu peito constringindo e minhas inspirações engatando em suspiros rápidos. O quarto está ficando quente, o teto está girando e minha cabeça move sem parar de um lado para outro enquanto ondas de algo – não o prazer a ponto do gozo, mas igualmente convincente – passasse pelo meu corpo.

Estou ficando excitado. Ela vai perceber isso logo, logo, porque suas mãos estão próximas demais a minha pele e seu braço agora se inclina diretamente sobre a minha virilha. Seu braço nu toca o material fino diretamente sobre meu pênis.

— Sakura – digo. Estou tentando avisá-la, porque aquela lesão simplesmente não vale à pena isso.

Ela apenas diz. — Ainda não acabei. – e continua assim mesmo. Seu braço esfrega contra a minha ereção crescente. Ela pode sentir isso. Ela devesenti-lo. Seria uma tola ingênua se não soubesse o efeito que tinha sobre mim, e tive certeza estes dia que Sakura não é nada tola nem ingênua. Ela sabe o que está fazendo comigo. Acho que ela realmente o intenciona fazê-lo. Seu chakra continua a se espalhar, bombeando sangue em fogo em mim, me deixando absolutamente desesperado por um pouco de descanso ou alívio. O desejo de agarrar-lhe a mão e pressioná-la contra minha parte quente, aquela que me doí e que está excitada ao ponto de loucura, é algo quase irresistível.

Então, de repente, ela diz: — Certo. – e o brilho esverdeado de seu chakra desaparece, e logo em seguida ela esfrega o lugar em meu quadril onde a ferida fora curada. Agora a pele está completamente curada. — Se sente bem agora?

Eu mal posso falar. Não quero que ela pare de me tocar e simplesmente não posso confiar em mim mesmo a abrir a boca nesse instante.

Mas não é assim que o jogo deve continuar.

Ela sorri pra mim, e talvez não tenha notado que meu pau está duro como uma rocha e lutando contra os limites da barreira fina do tecido do meu pijama. Ela não está olhando pra lá, está olhando pro meu rosto. — Está bem, sensei? – me pergunta.

Pego o lençol e o puxo para me cobrir até o pescoço, rolando para o outro lado, me enrolando de cima a baixo, tentando cobrir minha vergonha. — Obrigado, Sakura. – digo numa voz quase nula. Eu me sinto detestável e pervertido, e não quero olhar para ela agora, porque estou preocupado em ver um brilho nos olhos verdes que diz que ela sabe de tudo, e um sorriso malicioso em seus lábios. Como o de uma raposa que acabara de tomar sua presa. Ou pior – de uma gata que brincando com o rato.

— Eu vou pra cama. – ela sussurra em meu ouvido. — Eu ganho um beijo de boa noite?

Eu fecho meus olhos com força, tentando manter meu controle. Ela está tão perto de mim que posso sentir sua respiração em meu pescoço, embaixo da minha orelha. Eu levo muito tempo para responder e por isso ela se inclina sobre mim e pressiona os lábios quentes e suaves contra minha testa. Deixando uma umidade em minha pele que chega a queimar.

Mesmo quando se esgueira para fora do quarto, não consigo relaxar. Enquanto ela está no apartamento, eu não estou seguro. Eu sei que se dormir, ela vai me perseguir lá, em meus pensamentos subconscientes, no lugar mais fundo da minha mente, na base de tudo, onde residem meus desejos.

Ela tem que ir. Para o bem de ambos.

Mas temo que já possa ser tarde demais de qualquer maneira.

.

.

.


Ninfa

Parte Três


Eu não posso descrever meu humor no dia seguinte, mas está longe de satisfeito. Acabo num canto silencioso da sala comum na sede jounin, rabiscando uns relatórios de forma quase ilegível e enviando uma carranca mortal para qualquer tolo o suficiente que ouse se aventurar a chegar perto de mim. Posso atribuir isso a uma variedade de coisas, a maioria das quais seria culpa de Sakura. Tenho a sensação de estar afundando horrivelmente, de que talvez, o ferimento que me fora causado ontem não foi um acidente, e que a kunai que me lacerou a perna não havia vindo de um inimigo, mas sim de certa jovem perniciosa. Não posso ter certeza, porém, se meu instinto estiver certo, temo por sua confiabilidade no campo de batalha. Mas, talvez, apenas ache tal imperdoável, porque passei a maior parte da noite passada em um estado quase doloroso de excitação, sem obter qualquer alívio, e isso, penso, é uma desculpa razoável o suficiente para um homem se tornar um idiota mal-humorado pelo resto de dia.

Após, intencionalmente ou não, ter me levado à beira do abismo com apenas seu chakra curativo, ela se preparou para dormir da mesma forma de sempre, como se nada tivesse acontecido. Mas, por "mesmo de sempre", quero dizer que mais uma vez deixou a porta do banheiro entreaberta enquanto trocava de roupa. Eu poderia ter olhado se quisesse. Ela teria deixado. Eu estava autorizado a olhar para sua carne nua e jovem, a qual realmente não tenho o direito de fazê-lo, mas em vez disso, rolei na cama e me mantive de costas para o colchão, com meus olhos atentos no teto.

Estou de saco cheio deste jogo.

Nem mesmo Genma se aproxima de mim agora. Dos olhares preocupados que me envia a uma distância segura, acho que ele chegou à provável conclusão de que a presença de Sakura em minha casa começou a tomar o melhor de mim, o que seria verdade, embora provavelmente não da maneira que ele pensa.

Evito voltar para o apartamento até muito mais tarde que eu o faria normalmente. Continuo sentado à mesa na sala jounin, ignorando os papéis semi-acabados a minha frente, me concentrando em observar cada segundo que se passa no relógio da parede. Às seis, Sakura estará, sem dúvida, preparando algo para comermos na minha cozinha, preparando coisas ridiculamente sofisticadas, que provavelmente fará os vizinhos pensarem que eu me tornei um gourmet depois de passar tantos anos só de macarrão instantâneo e refeições de micro-ondas. Às sete ela provavelmente está se perguntando onde estou, e meu prato de comida terá ficado frio e negligenciado. Lá pelas oito, imagino que ela está limpando alguma coisa, como se isso fosse sua responsabilidade, e isso me irrita. Eu gostaria que ela simplesmente deixasse para lá. Gostaria que ela parasse de tocar as coisas que me pertencem, parar de colocar sua marca nelas, tornando-as mais dela que minhas. Gostaria que ela saísse do meu apartamento e nunca mais voltasse a me incomodar novamente, mas ao mesmo tempo necessito e busco sua proximidade. Eu a quero por perto. Eu a quero.

Não me movo até que o relógio marque dez e meia. A sala jounin está vazia, com apenas eu, alguns profissionais da limpeza, workaholics e homens como eu, que estão evitando ou suas esposas, namoradas ou suas perturbadamente sensuais estudantes do sexo feminino.

Meus pés estão pesados enquanto tento voltar para casa, em absolutamente nenhuma pressa para encarar o inevitável confronto. Porque pretendo fazer isso hoje à noite. Hoje ela vai receber seu pagamento pela última missão, o que deve ser mais que suficiente para cobrir um depósito de um apartamento novo, então ela não tem absolutamente nenhuma desculpa para continuar comigo. Viro a esquina da minha rua e tomo uma nota mental da luz vindo da janela do meu apartamento. Ela está lá.

Ela está dormindo no sofá quando eu entro, um envelope rasgado é segurado firme contra o peito e um braço jogado para o lado, caído da mobília. As imagens que tive em minha cabeça – de elegantes coxas nuas, envoltas em lençóis e camisas de dormir disposta indecentemente enquanto ela dorme em posições provocantes – de repente apagaram-se da minha cabeça para serem substituídas pela realidade. Ela não é sexy quando dorme.

Simplesmente linda, apenas.

Por um momento, a visão feminina me tira o fôlego e a amargura esvanece de meus pensamentos. Ela é só uma menina, envolta em cobertores com os cabelos espalhados sobre as almofadas, dormindo em quietude perfeita.

Observo-a por muito tempo. Eventualmente, ela suspira e um dedo se movimenta, e eu me lembro de que estou em pé no meu apartamento, obsessivamente zelando pelo sono dessa jovem. Há uma palavra para isso, e é indecente.

O envelope me chama a atenção e por um momento franzo o cenho. Ela está lendo minhas cartas agora? Um pouco de meu cinismo desperta mais uma vez e me lembro das coisas sinistras que essa garota têm me feito sentir ultimamente. Caminho calmamente e deslizo o envelope de suas mãos, tentando ignorar que o estou arrastando por seus seios flexíveis, e que seus mamilos estão extremamente visíveis pelo tecido fino da camisa branca que está vestindo.

Na cozinha, tiro o conteúdo do envelope sobre a mesa e um pedaço de papel cai. Então percebo meu erro imediatamente. Não passa de seu cheque de pagamento. Quase rio de tão paranoico que me tornei, ao pensar que ela iria mesmo ler a minha correspondência.

Esfrego as mãos fortemente sobre meu rosto, arrastando a máscara do lugar, como se fizesse parte de minha própria pele. Logo em seguida, ouço o barulho do cobertor se mover e fito em sua direção para vê-la acordar e se levantar. Lança-me um olhar e, pela primeira vez, noto sua expressão estranhamente em branco. Não há sorrisos secretos ou olhares provocantes. Ela só parece profundamente e completamente infeliz.

— Precisamos conversar, Sakura.

Ela acena com a cabeça e seu olhar desliza para o chão, enquanto caminha para a alcova que chamo de cozinha, onde nos sentamos. Ela está usando minha camisa, que se mostra bastante curta em si, e apesar de tentar, não consigo encontrar a linha que deveria marcar o local onde a calcinha deveria estar. Ela não está usando nada por baixo? Enquanto tento descobrir a melhor forma de dizer que a quero fora da minha casa, ela vem e para ao meu lado e pega o cheque sobre a mesa. Em sua face ainda triste e taciturna.

De uma forma casual, gesticulo para o pedaço de papel e pergunto se isso significa que ela estará de mudança em breve. Afinal de contas, agora não há desculpa para continuar aqui. Seus olhos erguem-se para encontrar os meus, e neles há um brilho mais maçante que o normal. — Não é o suficiente. – diz calmamente.

— O que quer dizer?

— Eu fui ver o proprietário, mas ele já tinha encontrado outro inquilino. Então fui ver minha antiga senhoria pra perguntar se eu poderia ter meu apartamento de volta, mas ela se recusou, e por algum motivo ela precisa de duas vezes mais que havia pedido pelos danos causados ao apartamento e mesmo assim, o único apartamento em que eu posso ficar é o que fica em cima da loja de peixe.

Observo-a atentamente, metade de mim suspeita de algo estranho. Mas ela parece realmente chateada. Sua mandíbula está cerrada como se estivesse segurando fortemente alguma emoção, e há marcas profundas de suas unhas lacerando o papel do cheque de pagamento. — Se você quer que eu vá, eu vou. – diz sem hesitar. — Eu não tenho certeza ainda pra onde, mas eu vou.

— Não. – digo, antes que possa sequer pensar duas vezes. — Não, você pode ficar.

E só percebo por que o digo, quando ela me dá um sorriso vacilante e de gratidão. Ela sussurra um agradecimento, e então se inclina para me abraçar suavemente, envolvendo seus braços ao redor do meu pescoço. Para minha total vergonha, eu gosto do ato. E até gosto que, agora, ela começou a chorar e simplesmente não pode se conter. E gosto especialmente de que esta é uma posição difícil para ela, então ela tem que se inclinar ainda mais até que sua parte inferior venha aninhar-se em meu colo, para dá-la equilíbrio. A camisa que pegou emprestada de mim, enrola-se, enroscando-se e subindo um pouco, deixando suas coxas expostas, a poucos centímetros de minha mão, e até posso ver as linhas tênues do bronzeado que marca a altura de seu habitual short preto.

Eu não a seguro ou a abraço, ou mesmo a toco. Se o fizesse, não seria capaz de impedir-me de vagar minhas mãos sobre sua pele, e então provavelmente me encontraria tirando-lhe a camisa e me enterrando nela bem aqui na cozinha.

Ela está fazendo isso deliberadamente? Será que espremeu algumas lágrimas falsas, como uma desculpa para pressionar seu corpo contra o meu e me oprimir com esse seu cheiro erótico? O cheiro dela, o verdadeiro, aquele que é o mais atraente que qualquer fragrância glamorosa que vem em garrafinhas pequenas. Esse cheiro me lembra de carne, suor, sexo e suavidade.

Minha mão toca seus ombros trementes, e preciso de muita força de vontade para afastá-la. Mas isso, de alguma forma, torna-se pior. Confronto-me com bochechas brilhantes, olhos úmidos, e os seios subindo e descendo suavemente, levemente ofegantes. O poder e a sutileza dos seios nunca tomaram o melhor de mim, mas agora ameaçam me destruir, me implorando contato, toque em sua firmeza e mamilos muito rosados.

Forço-me a olhar a face dela e não acho que ela tenha percebido meus pensamentos, pois não mostra nem estar ofendida, nem triunfante. Ainda não sei o que deveria esperar.

— Está tudo bem. – digo a ela. — Há sempre outras missões. Há sempre mais cheques de pagamento.

Ela balança a cabeça e ri timidamente. — Obrigada, Kakashi-sensei.

Há uma pausa momentânea em que olhamos um para o outro e não sei o que dizer em seguida. É o tipo de pausa onde jovens impulsivos fazem coisas estúpidas, como se beijar, sob a crença equivocada de que foi o destino, quando na verdade é apenas uma maneira de preencher um silêncio constrangedor.

Lembro-me vagamente de minha decisão inabalável de vir aqui esta noite e dizer a ela para fazer as malas e, agora, ela não só continua minha hóspede como também está sentada em meu colo, semi-nua, com as mãos unidas atrás do meu pescoço.

Ela é boa.

— Imagino que você esteja indo para a cama. – diz ela finalmente.

— Sim. – respondo inefável.

— Boa noite, então. – não há beijo de boa noite desta vez. Ela parece sentir que eu não estou no clima. Em vez disso, apenas desliza do meu colo, com um blush – e não aqueles do tipo romântico. É mais um corar de uma menina que acabara de chorar na frente de alguém para o qual não preferiria exibir tal demonstração de emoção gratuita, não o blush de uma garota que está apenas em uma camisa larga, no apartamento de um homem. É quase como se ela não tivesse a consciência das implicações de tal. Talvez seja realmente isso? Talvez ela não tivesse nenhum interesse sexual em mim? E se tudo isso se resumisse a eu ser um homem desesperadamente solitário, projetando meu desejo em uma menina mais nova e fantasiando um comportamento sensualizado em uma garota que na verdade é perfeitamente inocente e ingênua?

Eu preferi assim. Se isso realmente aconteceu tudo na minha imaginação, pelo menos tenho alguma chance de controle. Mas não sou louco e a pequena mão que desliza em meu peito enquanto ela está se levantando tem qualquer tipo de intenção, mesmo uma inocente.

Levanto-me com dificuldade e faço meu caminho para a cama. Sakura já havia arrumado sua cama improvisada e me dá um olhar preocupado. — Sensei – sussurra quando passo por ela. —, está com raiva de mim?

— Não. – digo, mas não continuo o assunto. Talvez alguém que não estivesse realmente farto com a situação perguntaria em confusão o quê, diabos, havia lhe dado essa impressão. Estou, obviamente, dentro do espectro negativo da emoção humana esta noite, mas eu me sinto muito mais irritado comigo mesmo do que com ela.

Ela hesita por um momento, seus olhos grudados ao chão, como se houvesse algo que pesasse em sua mente. Eu espero. Ela poderia reconhecer as falácias de seu próprio jogo e dizê-lo em voz alta, poupando, assim, minha consciência. Preciso saber que isso não é só comigo. Mas o que ela talvez quisesse dizer naquele momento, parece mudar de ideia e simplesmente voltar a se arrumar para se deitar.

— Ok... Boa noite. – apenas suspira.

Jogo água em meu rosto cansado e no espelho do banheiro, fito o homem em seu reflexo. Ele é pálido e privado de sono, com marcas arroxeadas semelhantes a manchas escuras sob os olhos. Por que qualquer garota no mundo iria querer esse homem? Onde estava o atrativo? Qual era o ponto disso?

Este confronto não ajuda em nada a aliviar minha inquietação crescente, e depois deito em minha cama tentando ignorar a tremulação constante e firme dos efeitos da excitação correndo em meu sangue – algo que me acompanhou durante todo o dia. Ela parecia menos preocupada em me provocar esta noite, no entanto, ainda está firmemente motivada, aguardando pacientemente a hora certa, me enlaçando por todos os cantos, e agora não vejo mais como garantida minha fuga, apesar de minhas melhores intenções.

Eu não posso ter muito mais desse jogo.

A rotina da manhã seguinte é a mesma. Ela se encontra na cozinha, tomando café da manhã e toma um banho rápido. Mas antes de sair para o trabalho, põe a cabeça na abertura da porta do meu quarto para me deixar saber que está indo e como se sente grata por tudo. Mais uma vez há um toque de hesitação quando ela se dirige a mim, como se houvesse algo a mais, algo que quisesse dizer, mas não pode colocar em palavras.

Mas eu ainda não me recuperei de tantas noites de privação de sono, então durmo o dobro do tempo habitual. O momento em que finalmente chego a sede jounin, percebo que perdi ao menos duas reuniões e as pessoas sentem-se ainda mais exasperadas perto de mim que o habitual.

— Que diabos, Kakashi. – comenta Genma. — Sakura realmente está te mantendo acordado até tarde da noite.

Ele não está mais brincando, porque acho que todo mundo já percebeu que não tenho dormido muito desde que Sakura se mudou para o meu apartamento. Eles percebem que Sakura continua tão alegre e energética, como de costume, e eu sei que eles estão começando a julgar isso um efeito da nossa diferença de idade.

Acho que é quando as pessoas começaram a se preocupar.

Deparo-me com Sakura em meu caminho para casa. Ela está na rua discutindo com uma senhora e nunca, em toda minha vida, vi essa menina intimidada em qualquer discussão que fosse, mas ela está. Algo aperta em meu peito. A fraqueza. Desacelero meus passos para observar a cena, e algo parecido com pena faz com que um pouco de minha frustração desapareça.

A mulher é sua ex-senhoria, claro; Sakura me explica quando finalmente desiste e se junta a mim. Ela voltou para tentar argumentar em favor de um pouco de indulgência, todavia, aparentemente, não há nada iminente. Surpreende-me o fato dela tê-lo feito, o que me faz supor que isso significa que ela realmente espera se mudar de meu apartamento em breve, e que de certa forma contradiz minha ilusão de eu ser seu único propósito na vida, sua felicidade em me atormentar.

Tento oferecer-lhe uma parte do meu pagamento, mas ela se recusa como se eu a tivesse insultado. Diz não pegar dinheiro emprestado que não pode pagar de volta. A única forma de caridade que aceitaria de mim seria o espaço compartilhado em meu apartamento, e mesmo assim ela insiste em devolver o favor quando puder. Quando chegamos em casa naquela noite, ela havia comprado novos tipos de comida com seu próprio pagamento, coisas do tipo que eu nunca sonharia em comprar (em parte porque não sei o que diabos fazer com aquilo) e ela prepara o jantar mais ridiculamente saudável e saboroso que já experimentei.

Ela está de volta ao que era antes, mas eu não consigo ficar frustrado por ela.

— Minha mãe me ensinou a cozinhar, porque não queria ver sua filha se transformar em um desastre total como dona de casa. – me diz, colocando algo em meu copo que parece ser refrigerante de maçã. — Não é nada especial, na verdade.

Mas eu sei que está subestimando a si mesma. Ela pôs um grande esforço nesta refeição e estou começando a pensar que sua dívida para comigo está rapidamente se transformando em uma dívida de mim para com ela, por aceitar ser levado por seus mimos.

Ela até limpou o apartamento. Não estava exatamente como antes, já que sou uma pessoa naturalmente organizada, mas a porcelana no banheiro está brilhando mais uma vez, o espelho desprovido de manchas de pasta de dente, e o mofo no chão ladrilhado, acumulado nos últimos dez anos, milagrosamente desapareceu. Não há uma partícula de poeira pela casa, os armários da minha cozinha foram reorganizados e, agora, as roupas penduradas no meu armário foram classificadas de acordo com a cor.

Pergunto-me se ela tem TOC. Quase me recuso a acreditar que uma pessoa pode fazer tanto, em todo o apartamento, em apenas um dia. Será que ela domina alguma forma de jutsu do tempo?

Quando a fito, vejo-a me fitando com uma expressão estranhamente ansiosa, quase autoconsciente. Será que ela está buscando minha aprovação? Parece importante para ela fazer essas coisas pra mim, e acho que entendo o porquê, mas ao mesmo tempo suspeito que seja algo mais profundo que isso. Não é que esteja tentando me impressionar... É mais como se estivesse tentando me retribuir por deixá-la ficar aqui e prover-lhe um lugar para dormir à noite.

Enquanto lavamos os pratos – porque ambos se recusam a deixar o outro a lavar sozinho – ela se vira para mim e diz timidamente. — Tem um filme que quero ver esta noite. Posso?

— Como se chama?

Tem um nome desses estrangeiros. Eu realmente não me lembro qual. Mas lembro-me de dizer sim, e em pouco tempo estamos sentados no sofá, assistindo a uma baboseira televisiva sobre pessoas dizendo coisas profundas, traduzidas pelas legendas. Sakura está sentada muito perto de mim. Estou quase me acostumando com o modo casual em que ela invade meu espaço pessoal, com seu braço pairando no meu e joelhos dobrados quase que descansando em meu colo. Mais uma vez, não acho que ela percebe o que está fazendo, e se sim, ela realmente banca a ótima atriz nesse jogo de indiferença. Talvez eu deva recomendar a Tsunade que envie sua pupila em uma dessas missões de espionagem? Poderia me livrar dela por um tempo, pelo menos.

Mas acontece que este filme é ainda pior que o documentário sobre macacos e a comédia romântica, tornando-se algo gloriosamente embaraçoso.

Depois de dez minutos, o sexo começa, e na verdade, nunca para. É essencialmente um filme inteiramente composto de cenas de sexo, com pessoas dizendo coisas pré-elaboradas enquanto tiram as roupas ou colocam-nas novamente.

Se achei o programa sobre macacos embaraçoso, este se mostra simplesmente excruciante. Será que Sakura sabia que seria assim? Descubro-me furtivamente cruzando as pernas e lançando olhares furtivos pela minha visão periférica em direção a Sakura, que, mais uma vez, parece alheia a qualquer constrangimento na sala. Ela parece maravilhada com o filme, nem mesmo remotamente perturbada por os gemidos, grunhidos e toques. Ela nem sequer parece alterada.

— Estou cansado. Acho que vou dormir. – digo, quando simplesmente não posso mais suportar.

Sakura olha para mim com os mesmos olhos grandes como se eu a tivesse chutado ou algo do gênero. — Mas são apenas dez horas. Você não está envergonhado com o filme, certo? Somos ambos adultos.

— Eu não estou envergonhado. – minto, impotente. — Mas você tem certeza que tem idade suficiente para assistir a coisas como esta? Não é um filme para maiores de 18?

— Então, sou velha o suficiente para ter relações sexuais, mas não para assistir atores fingindo? – Sakura me envia uma carranca. — Onde está o sentido nisso?

Tenho certeza que há sentido em algum lugar, contudo, não me sinto confortável em continuar discutindo este assunto. Vai me custar mais do que realmente vale a pena, porque este jogo que ela está jogando comigo é muito perigoso e a última coisa que preciso lembrar é que ela tem idade legal para tais coisas. Então, em vez disso, apenas reitero que estou cansado antes que ela venha com outra forma de retórica para testar sua sexualidade em mim.

O peso de seu corpo incide contra a lateral do meu, me impedindo de tal. — Não seja um estraga-foda. – adverte-me.

Eu esqueço a definição do dicionário sobre o vocábulo "estraga-foda". Não me recordo se denota a um velhote ou apenas um tipo de pessoa sem graça e excessivamente tradicional… Ou ambos. De qualquer forma, me sinto instigado a atirar-lhe um olhar irritado. E ela o confronta com um olhar impassível, enquanto uma mulher e um homem sussurram e gemem ao fundo. Uma onda de calor rasteja através da minha pele, buscando um equilíbrio entre o desconfortável, o agradável e o aterrorizante. Isto é o que acontece quando Haruno Sakura olha para mim com esses olhos que revelam sabedoria e ingenuidade. Ela é linda e intocável, e praticamente se oferece para mim em uma bandeja de prata, e sem surpresa alguma, meu corpo está respondendo a isso, mesmo que minha mente recue.

Pelo menos ela não está olhando para o meu colo e não vai notar o efeito puramente físico que sua proximidade tem em mim. É constrangedor, e eu não suporto. Percebo que ela está fazendo isso de novo. Da mesma forma que pode manipular uma conversa para me arrebatar da minha concha tímida e, em seguida, me afogar com uma observação deliberada, ela pode alternar entre sedução e gestos platônicos para me confundir quanto ao que é a verdade.

Volto minha atenção para a televisão e tenho a sensação de que estou prestes a cair de um muro, apesar de não saber de que lado vou pousar ainda. O calor emergindo de Sakura ao meu lado irradia através de mim, fazendo minhas roupas parecerem desconfortáveis. Posso sentir o gosto de maçãs na boca, da bebida que ela me deu mais cedo, e a tela da televisão parece ficar cada vez mais e mais distante.

Alguma coisa muda na tela e eu tenho que piscar, porque tenho certeza de que estou errado. Os dois amantes entrelaçados apaixonadamente, em seu coito artístico, mas agora, o homem que estava lá possuía um cabelo claro e a mulher jovem tinha o cabelo mais rosa do universo. Ela geme como Sakura, quando ela se inclina para trás, e seus seios arredondados saltam ritmicamente em plena consonância às poderosas estocadas do homem debaixo dela.

Não é a minha imaginação. Posso dizer a diferença entre realidade e imaginação, e isso não é nada menos que uma alucinação.

A mão de Sakura descansa sobre meu estômago. — Kaka-sensei, alguma coisa errada? – me pergunta, percebendo a mudança repentina em minha expressão. — Se isso te deixa envergonhado, basta fingir que eu não estou aqui.

Ela pede o impossível. Eu não podia ignorar sua presença, como também não poderia ignorar minha própria necessidade de respirar. — Se você não estivesse aqui, estaria me masturbando. – digo, quase selvático.

A respiração dela para por uma fração de segundo. — Bem, então. – diz, numa mescla de surpresa e desonestidade. — E quem está te impedindo?

A bochecha dela esta tocando meu ombro e seus dedos traçando lentos e pequenos círculos sobre meu abdômen, e isso é antiético e muito íntimo, entretanto, eu não consigo encontrar a vontade ou a energia para repreendê-la.

Eu quebro as regras do jogo. — Não, Sakura... – sussurro, quase que de forma deplorável.

— Do que tem medo? – ela sussurra de volta.

— Eu não estou com medo. – eu digo, mas na verdade ela me apavora. Ela me tem nas mãos, e eu sei o que vai acontecer agora, mas já passamos do ponto em que eu poderia impedir a mim mesmo de prosseguir. Eu não tenho o poder de resistir a ela – nunca o tive de qualquer maneira – e quando a mão feminina desliza para baixo de meu estômago para moldar a palma sobre a minha ereção pulsante, minha própria mão se aproveita da dela e não é para afastá-la.

Eu a forço a me tocar. Uso sua mão com força contra aquela parte em mim que dói e clama por ela, forço-a a esfregar-se contra mim exatamente do jeito que eu gosto. Para cima e para baixo, nossas mãos trabalham juntas. Ela observa minha face, seus lábios entreabertos, arrebatada por seu efeito sobre mim. Para cima e para baixo. O tecido da roupa de dormir é insignificante e os dedos espremem-se em volta da minha carne com força, acariciando-me e seduzindo-me completamente. Inundando meu sangue como uma droga, subindo através de meus pulmões para fazer meu peito ofegar, atingindo meu crânio e fazendo a sala girar de modo tão drástico, que eu tenho que fechar os olhos para não cair. Um grunhido desesperado escapa meus lábios e eu já estou perto de chegar lá. Ela poderia me fazer gozar agora apenas com a sensação de sua pequena mão apertando meu pau e sua respiração sobre meu pescoço.

Ela está se debruçando sobre mim, sua perna deslizando entre as minhas, todo o comprimento de sua carne macia pressiona-se irresistivelmente sobre mim. — Assim está bom, Kakashi-sensei? – ela pergunta baixinho, de brincadeira, e atrás dela soam os gemidos roucos ecoados de uma mulher em êxtase vindo da televisão.

Eu não tenho vontade de responder. Não, não está certo, mas também, dificilmente vai fazer alguma diferença agora, certo? Ela está beijando meu pescoço, bochecha e queixo – suavemente, quase inocentemente, em beijos delicados que estão completamente em desacordo com a mão excessivamente íntima pressionando meu pênis. Sinto minhas mãos pressionarem em torno de seu braço, mas eu não sei mais o que fazer. Eu não quero tirá-la de mim. Não realmente. E me sinto preocupado que eu possa machucá-la.

Quando a língua provocativa vem brincar com minha orelha e seus dedos hábeis começam a desatar o cinto da calça, acho que tento arquear nas almofadas perdendo-me contra minha própria vontade. — Sakura. – suspiro. — Não.

Ela finge que não consegue me ouvir. O cinto é solto e agora ela está arrastando o zíper para baixo, muito impaciente para tomar o tempo e desatar o botão superior ou qualquer outra coisa.

E então sua mão – aquela pequena mão suave e quente – está penetrando minhas roupas e entrelaçando em volta do meu pau através do tecido fino da minha cueca. Um nome gemido escapa por entre meus lábios, e tardiamente tento afastá-la, no entanto, mais um aperto, seguido por um hábil deslize, me faz rígido como uma rocha... E talvez eu realmente não esteja tentando mais. Ouço sua risada suave perto da minha orelha. Espero que ela não esteja rindo de mim, mas mesmo que ela esteja, não iria diminuir meu desejo por ela, e quando ela finalmente desliza os dedos por baixo da minha cueca para agarrar minha carne nua em sua mão nua, eu me sinto enrijecer ainda mais e arquear.

Minha mão agarra-lhe o pulso e eu estremeço rígido. — Merda, Sakura, você tem que parar.

Seus dedos ásperos, mais uma vez, bombeiam-me e o atrito é tão delicioso que focos de luzes piscam por trás de meus olhos fechados.

— Pare com isso. – mas minha voz não sai nada convincente.

Sua mão começa a me bombear dentro dos limites de minhas roupas. Estou perdido, total e completamente. Tudo o que posso fazer é deixar minha cabeça cair para trás e meus dedos agarrarem firmes as almofadas do sofá. Todas as caricias de sua mão enviam uma onda de prazer em mim, me fazendo rugir mentalmente. É tão requintado ao ponto de doer. Ela sabe o que está fazendo. É como se tivesse planejado isso o tempo todo.

Um pensamento terrível parece partir meu cérebro em dois.

— Foi você? – digo quase que num grunhido. É difícil pensar claramente, mas este pensamento é demasiado persistente para simplesmente ignorar. — Você explodiu seu próprio apartamento? Para se mudar para cá?

A mão dela diminui as estocadas, mas não para os movimentos ao me observar atentamente. Um pequeno sorriso surge em seus lábios úmidos. — Você diz coisas tão bobas, sentei. – diz, e então retoma seu ritmo frenético e meus quadris quase levantam do sofá como um gemido gutural arrancado de minha garganta. Seu toque é tão quente e macio, e eu já estou tão perto do fim.

Incapaz de parar a mim mesmo, peguei sua mão livre, somente para senti-la apertando meus dedos tão firmemente como aperto os dela; isso é um outro nível de prazer acima do mais vil, mais sujo, um que toma todo o meu corpo. Suas ministrações nunca vacilam, trazendo-me cada vez mais perto da borda, tentando drenar a essência dentro de mim. É mais do que posso suportar depois de tantos dias e noites de tormento sem fim. Arqueio minhas costas e meus quadris pressionam-se contra seu toque, tentando forçar ainda mais a mão dela em mim. Só mais um pouco.

Ela está ganhando velocidade e está ofegante contra o meu pescoço, como se estivesse tão excitada por isso como eu estou. Eu posso sentir a pressão em minhas bolas. Como se pudesse ler mentes, ela parece saber exatamente o que eu preciso, e no momento seguinte, toma-as em uma das mãos, rolando-as contra sua palma. Tudo o que posso ouvir é a minha própria respiração ofegante e desesperada, aprofundando-se em gemidos, enquanto sua mão retorna aos movimentos de sobe e desce, agora, com mais confiança e imprudência do que qualquer mulher ousou me tocar. É tarde demais para parar agora. Se alguém nos interrompesse agora, eu o mataria e depois faria com que ela continuasse. Se ela parasse agora, poderia pedir qualquer coisa de mim e eu o faria. Simplesmente para que terminasse essa tortura que ela mesma começou em mim.

Meu gozo atinge-me como uma pequena morte – é inevitável sua chegada, porém não menos devastador quando se abate em mim. Eu me rendo. Uma viscosidade desagradável derrama-se em meu quadril e se infiltra visivelmente através de minhas roupas, o ritmo de Sakura de repente se transforma em estocadas longas, lentas, como se me ordenhasse lentamente, enviando-me a cada uma delas uma onda latejante correndo em minha pele. Pontos de luz dançam diante dos meus olhos. Meu corpo pulsa. Ela realmente tirou toda a minha essência e eu fiquei cansado e abatido, pressionando meus dedos suados ao redor dos dela enquanto tento recuperar o fôlego.

Sakura libera meu órgão amolecido quase que relutantemente. Ela parece fascinada pelo líquido leitoso encharcando seus dedos, e seus olhos parecem quase que vidrados, brilhando com uma febre interior, quando conecta seu olhar ao meu. Essa garota não mais parece tímida e divertida. Seu rosto está vermelho, seu corpo inquieto, e sua respiração engatada.

Como se testando as águas, vejo-a lamber a traseira de seus dedos pegajosos, provando meu sêmen.

É muito pra mim. Eu tentei meu melhor, sinceramente tentei. Há tantas coisas que um homem pode resistir antes de sua persona ser completamente desmontada e ele já não reconhecer a si mesmo. Apesar da minha experiência e contenção a seus jogos repulsivos e ingenuidade, já não posso ver a razão pela qual deveria resistir.

Sua respiração fica assustada quando a empurro para baixo, sobre as almofadas do sofá, e desato o ziíper de sua blusa, agarrando ambos os lados de seu colete em meus punhos, puxando-o para fora. Sob o colete, ela usava um top preto minúsculo que comprimia seus seios, mantendo-os no lugar por uma alça sobre o ombro e um botão. Eu não solto o botão. Apenas desço-lhe o top e o botão descostura do tecido, rolando para algum lugar da sala.

Não me contento mais em ter apenas vislumbres de seus seios através de um espelho nublado, a dois cômodos de distância. Agora posso segurá-los em minhas mãos e sentir seu calor e suavidade, enquanto chupo-lhes os pequenos picos cor-de-rosa. A cabeça de Sakura move-se incessantemente, suas mãos sobem, agarrando-me os ombros e cabelos. Ela me pede para mordê-la, e eu o faço, com força suficiente para fazê-la grunhir e deixar marcas esbranquiçadas em sua pele perfeita.

Há algo selvagem sobre ela quando diz gostar do que lhe faço, que faz meu sangue agitar-se novamente, mas, ao mesmo tempo isso quase me frustra. Ela puxa meu cabelo e morde-me o lábio quando eu tento beijá-la, e cada mordida e arranhão de suas unhas, que ela não faz nenhum esforço em moderar, soa-me com um castigo merecido.

Seu corpo se contorce contra o meu e ela arranca minhas mãos, direcionando-as para baixo. — Toque em mim. – exige, oferecendo-se em uma bandeja de prata, seu corpo arqueando-se perfeitamente contra mim. Eu permito que meus dedos vaguem sobre suas coxas que agora parecem estar prendendo meus quadris e sua pele está úmida e lisa, mas ela geme em frustração. — Não aí. – suspira. — Lá em baixo. Toque-me lá.

No caso de eu estar incerto quanto ao que "lá em baixo" signifique, ela pega minha mão e, com força, desliza-a para baixo sobre sua barriga e entre suas pernas.

Ela está toda molhada, mesmo sobre o tecido fino dos shorts, e ao mais leve toque dos meus dedos contra sua carne macia e úmida, seu corpo reage como se estivesse sido eletrocutado. Seus quadris moldam-se em minha mão, implorando silenciosamente. Ela simplesmente pressiona o rosto ao meu e suspira.

Quero explorar sua carne. Cada centímetro dela. Eu quero conhecer cada milímetro de seus locais mais íntimos, contudo ela é impaciente. Quando meus dedos deslizam contra sua carne úmida, ela apenas agarra meus cabelos mais fortemente. — Não brinque comigo. – diz, mordendo o meu queixo. — Eu não quero esse jogo.

Isso é incrível, vindo da garota que não faz nada a não ser provocar. No entanto, estou tão desesperado para acabar com essas preliminares da semana e mandar essa maldita frustração para o inferno que não penso duas vezes em deitá-la de bruços, e depois puxar seu short e calcinha até os joelhos e enfim retirá-las completamente. Eu gosto dela nessa posição, completamente exposta e submissa. Amo seus gritos e a maneira como ela morde o lábio enquanto deslizo meu polegar sobre suas dobras quentes até encontrar sua abertura úmida, repleta de um calor inimaginável... E impassivelmente apertada.

Aqui é onde começam as minhas dúvidas. Ela é tão apertada que, mesmo neste momento está mordendo o lábio em desconforto. Eu tento penetrar um segundo dedo dentro dela, mas agora ela está se tornando rígida com a dor e posso sentir a barreira frágil estando prestes a se romper à medida que tento persistir.

É inacreditável. Eu nunca considerei essa possibilidade depois de suportar todos os seus avanços provocativos. Ela se mudou tão naturalmente, tão facilmente, que eu achava que só poderia ter sido o resultado da prática e experiência. Agora estou horrorizado comigo mesmo, do quão longe permiti isso ir, e tudo que eu posso fazer é me sentar calmamente, fechando o zíper da minha calça.

E me levanto.

— Aonde você vai? – ela pergunta, sentando-se, mas sem fazer nenhum movimento para se cobrir.

Eu estou indo para a minha escrivaninha. Acendo a lâmpada, abro a gaveta e pego o talão de cheques que quase nunca usei. Posso sentir o olhar escrutinizador de Sakura arder sobre minhas costas enquanto rabisco seu nome no papel, preenchendo-o com uma quantia em dinheiro que é exatamente o dobro do pagamento de sua última missão. Depois de terminar, sento-me e olho para ele por um longo tempo, esfregando as mãos pelo meu cabelo e rosto. Ao que fui reduzido hoje à noite?

Eventualmente me viro e vou até Sakura. Eu tento não olhar para ela. Ela está sentada ali, seminua e orgulhosa, e se eu sucumbir a apreciar sua beleza, só irei esquecer o meu lugar novamente. Mas quando ela pega o cheque e percebe o que é, não acho que já tenha visto uma expressão tão insultada como esta que vejo agora.

— Isso deve cobrir tudo. – digo cansado, sentado a outra ponta da mesa de café. — Isso é mais que suficiente para um depósito em um novo apartamento.

Sakura está quase que sem palavras. — Eu não vim aqui pra me prostituir. – diz em um tom baixo.

— Então o que você veio fazer aqui? – pergunto. — Você não precisa estar aqui. Há outras pessoas com muito mais espaço e mais dinheiro que poderia acomodá-la, mas você me escolheu. Age como se isso fosse um jogo, mas você é pouco mais que uma criança. Sequer sabe o que você está fazendo? Ao menos se importa?

A mão de Sakura abaixa para o próprio colo, com o cheque se amassando um pouco entre os dedos. Ela ainda parece irritada, mas sua face está estranhamente em branco. Eu não acho que ela entenda. Pelo olhar vago que envia a parede, como uma estudante impetuosa tentando ignorar o sermão de um professor; não estou sob nenhuma ilusão de que ela se importe.

Eu realmente sou um tolo. Nunca fui bom em construir relações interpessoais saudáveis, e, aparentemente, sou péssimo em me desviar das prejudiciais. Então me levanto novamente e caminho até meu colete.

— Aonde você vai? – Sakura pergunta sem rodeios. Está mal humorada porque eu estraguei o seu jogo.

— Estou saindo para uma caminhada. – eu digo. — Eu não vou apressá-la para se mudar, mas espero que você tenha partido antes da tarde de amanhã.

E com isso, ele parte, deixando-a sozinha em seu apartamento.

. .

Continua

O proximo shot sera o final

. .


N/T:

Galera, digam pra hime: O que acharam do cpt?

Cara, de boa, esse shot realmente me fez querer matar o Kakashi... Pq... poxa, ele precisava mesmo dizer todas aquelas coisas pra nossa heroina favorita?

Ai ai, complexo...

Mas e voces, o que acharam, hein?

Eu to muito ansiosa pra ver como as senhoritas reagem a esse cpt ;D - pq, de tudo por tudo, isso aqui pegou fogo, vamos combinar! ahahaah *APANHA*

Bem meninas, vou-me e deixo bjitos pra todas e tmb pra lindona Pimentinha - dona betareader - que me ajudou muitooooo com a revisao da fic ;D

bjo bjo,

hime.


ps: a proxima sera a ultima parte da fic.

pps: essa semana eu volto com mais drabbles, uma fic gaasaku (TDB) e um algo sasusaku-long-fic :)

e dando tudo certo, um algo kakasaku tmb :D