N/A: Olá, minna! Como vão? Faz tempo que eu não posto né? Desculpem-me, estava sem internet e eu não me sinto a vontade em digitar/publicar uma fic em uma lan house.
Estou trazendo para vocês o segundo capítulo de One More Time, como podem ter percebido é curto que nem o primeiro. É que eu não quis ficar enrolando muito no capítulo, mas não se preocupem, o terceiro deverá ser um pouco maior.
Peço desculpas se houver alguma parte confusa porque não sei bem como funciona um hospital e nem como é a fala de um médico.
Se vocês puderem ler o capítulo ouvindo a música, dá um clima. ;D Mas não precisa ser exatamente essa música, qualquer uma que vocês quiserem desde que não seja agitada.
Ah, a música que dá título a fanfic se chama: One More Time, One More chance de Yamazaki Masayoshi. Obrigada, Sthe, por ter me mostrado essa música. É linda a letra.
Então, boa leitura.
Satiko
Disclaimer: "Inuyasha" pertence a Takahashi Rumiko.
Capítulo 2: O adeus
Música: Sayonara – Orange Range
A chuva continuava a cair condenosamente sobre as ruas agitadas de Tokyo. Ela pesava as roupas de Sesshoumaru, para que as pessoas vissem como a alma daquele estava. A culpa grudava-lhe na pele, enquanto via os para-médicos tentando salvar sua Rin.
Ele ficou de pé, ao lado dela, não conseguia desviar os olhos do ferimento da cabeça da jovem. Não sentia o chão, não sentia nada além de uma dor insuportável em seu peito. Deixou suas gotas salgadas misturarem-se com as da chuva.
Sesshoumaru mexeu-se quando colocaram Rin numa maca e a levaram para a ambulância. Assentiu quando lhe perguntaram se era parente da vítima.
Sim, Rin era vítima da frieza, insensibilidade do próprio namorado. Ele fora o culpado por cada lágrima, por cada gota de sangue que ela derramara naquela noite.
Tudo acontecia rapidamente a sua volta, mas para ele não, cada segundo se arrastava, pois era o culpado por tudo aquilo, ele tinha que sofrer cada minuto eternamente. Não escutava as perguntas das pessoas ao seu redor, tinha os olhos fixos no rosto pálido de Rin. Segurava firmemente sua mão gelada, como se quisesse lhe passar forças ou, quem sabe. Sua própria vida.
Quando chegaram ao hospital, Sesshoumaru fora deixado em uma sala onde até mesmo as poltronas eram brancas. Largou-se em uma, olhando para frente como se ainda visse Rin deitada na rua com os braços e pernas em ângulos estranhos, sangrando... Uma senhora vestida de branco sentou-se ao seu lado com uma prancheta com caneta e um copo contendo algo quente.
Sesshoumaru respondeu as perguntas que ela fazia sem tirar os olhos do nada. Sequer percebeu que bebia o chá que ela oferecera. Não soube quanto tempo passou-se deste então, somente virou o rosto quando ouviu vozes conhecidas na sala.
Kagome e Inuyasha estavam ali (quando haviam chegado?), a um metro dele. Sua cunhada chorava e balbuciava algo, enquanto seu meio-irmão tentava consola-la e fitava-o com um olhar interrogativo.
Sesshoumaru nada disse e voltou a encarar o ar. Não queria ouvir perguntas, indagações... Já se sentia culpado demais, não queria ver a raiva nos olhos deles. Não voltou a cabeça quando seu pai e sua madrasta chegaram junto com os amigos de Rin, Miroku e Sango.
Sentiu o carinho que Izayou fez em sua cabeça, mas ignorou. Queria que os homens ali presentes lhe levantassem, lhe dessem socos e pontapés. Queria que seu corpo sentisse dor como sua alma, mas nada aconteceu.
Nem mesmo quando o medicou adentrou na sala e disse que Rin estava fora de perigo, com apenas alguns ossos fraturados, Sesshoumaru mexeu-se. Porque o ouviu dizer que ela poderia ter seqüelas devido a pancada na cabeça...
- Eu vou vê-la. – Disse Kagome, levantando-se para seguir o médico até o quarto de sua prima. – E também...
- Não, Kagome. Creio que Sesshoumaru é a melhor pessoa para ficar como acompanhante de Rin. – Interferiu Izayou, tocando o enteado levemente no ombro.
- Está bem. – Concordou a moça, pois sabia que a matriarca da família Inokuma insistiria. – Já volto para dizer como ela está.
Todos voltaram, então, a atenção para Sesshoumaru. Esperando ele reagir, dizer algo, pois sabiam que ele culpava-se pelo acidente. Mas ele não se mexeu e quando Kagome voltou, foi ao quarto de Rin e deu-lhe todo o carinho que ela merecia.
Rin despertou de repente, como se acabasse de sair de um pesadelo. Sentia-se fraca até mesmo para manter os olhos abertos. Todo seu corpo doía, mas principalmente a cabeça, apesar disso, sua mente estava... Vazia. Isso se assustou, fazendo com que abrisse mais os olhos, e depois de se acostumar com a luz, perceber que estava na cama de um hospital, mas por quê? O que acontecera?
Sua cabeça começou a doer ainda mais com tal indagação, percebendo que estava com um braço imobilizado, tentou levar o outro a cabeça, mas não conseguiu. A jovem virou o rosto lentamente, focalizando uma grande mão segurando firmemente a sua pequena. Uma mão jovem, branca, de um homem, com uma cicatriz irregular no dorso, imediatamente imaginou uma lua crescente 'deitada'.
Quem seria? Seria seu pai? Seria seu marido, namorado ou um amigo? Não sabia. Sua mente estava exausta, ainda mais com as perguntas. Não teve forças para levantar os olhos e ver quem era. Sua visão foi escurecendo, mergulhando-a em uma escuridão solitária. Mas antes de deixar-se levar pela sensação, seu coração sussurrou-lhe: Estava segura com aquele homem com cicatriz em forma de lua. E mergulhou no escuro, sorrindo e protegida.
Quando Rin voltou a abrir os olhos, sentia o sol bater em seu corpo. Sentia-se bem melhor, já podia mover seus braços livremente. Não havia ninguém ali, segurando sua mão, protegendo-a, será que fora um sonho?
Um jovem de vestes brancas entrou no quarto e sorriu ao vê-la desperta.
- Boa tarde, Nakayama-san. – Cumprimentou-a, examinando uma ficha presa na cama. – Está sentindo alguma coisa? – Perguntou ao ver a expressão da jovem. – Nakayama-san, o que está sentin...
Rin olhou para as próprias mãos, não as reconhecia. Tocou seu rosto... Não sabia como era, até mesmo que cor eram seus olhos. Lágrimas começaram a cair, incessantes...
O jovem enfermeiro tentou acalma-la, em vão... Rin soltou um grito de dor. Sesshoumaru que estava estancado na porta, recuou, sumindo por um corredor, como um covarde. Somente voltando de noite, quando a jovem já estava dormindo.
- Rin, aishiteru. Perdoe-me por nunca ter dito. – Confessou, sentando-se na beirada da cama e pegando sua mão. – Perdoe por tudo o que lhe fiz... E pelo que vou fazer. – Acariciou seu rosto antes de beijar-lhe levemente na testa. Levantou-se. – É para o seu bem, Rin, que faço isso. Acredite. Sayonara, minha Rin.
N/F: Essa última parte era pra ser confusa mesmo...
Kissus
