N/A: Peço desculpas pela demora. Espero que gostem e deixem reviews!


Disclaimer: "Inuyasha" pertence a Takahashi Rumiko.


One More Time

Capítulo 4: O nome

Música: You don't see me – The Pussycats Dolls

A neve continuava caindo suavemente, as pessoas continuavam andando para todos os lados na capital japonesa, reclamavam do horário, do tempo, de tudo. O que incluía uma jovem que estava parada no meio da calçada (parecia que ela estava, literalmente, colada no chão). Rin estava no mesmo lugar que esbarrou com o homem-da-cicatriz-em-forma-de-lua, olhava para a direção que ele tomou, sem vê-lo, sem... Chamá-lo. Seu coração batia rapidamente, a respiração estava forte, algo estava preso em sua garganta, ou melhor, um nome estava. Sabia o nome dele! Mas, mas não conseguia pronunciá-lo! Por mais que tentasse, nenhum som saia de seus lábios!

Depois de alguns segundos, ou minutos, Rin sentiu, novamente, suas pernas e correu até a esquina, procurando em todos os cantos, em todos os rostos algo, algo familiar.

- Por favor, por favor – Rin sussurrava para o vento, enquanto continuava a andar pelo quarteirão e a procurar. - Olhe para trás, olhe para o lado... – Rin sentiu as lágrimas formarem em seus olhos. – Olhe para mim!

Mas depois de meia hora de procura, Rin deu-se por vencida. Deixou seus pés a guiarem para a estação de metrô. Entrou no que a levaria de volta para casa, para longe daquele homem, daquela cicatriz, daquela sensação de... Perda. Rin sentou-se do fundo de um vagão e deixou as lágrimas caírem. Ele, seja lá quem fosse, não a reconhecera, já... Já a esquecera. Sentiu o coração doer e partir-se...


Sesshoumaru entrou no restaurante maquinalmente, seu pensamento estava longe... Aliás, não, não estava longe, estava naquele quarteirão. Ainda estava surpreso em ver Rin de perto depois de quase três anos. Sempre a via, de longe, protegido pelo vidro escuro de seu carro, mas dessa vez...

- O de sempre. – Disse ao garçom que se aproximou de sua mesa com o menu.

Dessa vez, Rin estava a centímetros de suas mãos, ele poderia ter tocado-a, porém estava tão espantado em sua aparição ali e... Rin ainda usava o mesmo perfume de flores silvestres... Mas, ela não o reconhecera, nem o olhara. Sesshoumaru soltou um longo suspiro. Não percebeu nenhum sinal de reconhecimento no rosto dela... Somente viu a cicatriz que ele causara. Viu as emoções, guardadas por dois anos, lhe tremerem as mãos.

O empresário fechou os olhos fortemente, tentando concentrar-se nos documentos que exigiram sua atenção depois do almoço, mas sua mente mostrou-lhe Rin, vindo em sua direção, parecendo distraída e até mesmo confusa. No momento em que o pequeno corpo de sua ex-namorada colidiu com o seu, sentiu o braço livre mexer-se, como se fosse abraçá-la. Mas parou-o, quando ela apenas desculpou-se.

Praguejou, sentindo seu peito ainda apertado.

- "Você não... Não me viu, Rin..."


Rin estava atrasada para, simplesmente, seu primeiro dia de emprego! Resmungou, consultando seu relógio, e percebendo que estava quase uma hora atrasada, correu os metros que a separavam da empresa.

- Oh, Rin-chan! Quem eu queria ver! – Disse Izayou, entrando na sala de RH no momento em que Rin fazia menção em sentar-se. – Desculpe se a fiz esperar. – Sorriu docemente. – Sess, meu enteado, ocupou-me muito tempo nesta manhã. Sabe como ele é, Rin, foi um sufoco. Mas, consegui que me contasse o que acontecera na sexta-feira, quando ele saiu para almoçar! – Seu sorriso diminuiu quando percebeu que a jovem nada entendia.

- Izayou-sama, gomen nasai, eu... Eu me atrasei e... – Rin fez uma profunda reverencia. – Eu...

- Rin-chan, pare com isso, principalmente com essa coisa de "sama". Sess que gosta disso, mas eu detesto! Sinto-me tão velha... – Pediu, aproximando-se da jovem. – Precisamos voltar a ter nossas tardes de chás e fofocas, Rin! Mas, por enquanto, deixe-me te mostrar como são as coisas por aqui.

Quando saiu para o almoço, a jovem sentia-se cansada, mas não conseguia parar de pensar naquela cicatriz, tinha que lembrar-se. Ele precisava lembrar, sentia que era algo importante, porém, não sabia explicar o que exatamente era. Estava tão perdida em seus pensamentos que quase se esquecera que combinara de almoçar com Kohaku.

Chegou ao restaurante quase meia hora atrasada, mesmo o local sendo próximo ao seu trabalho. Procurou o namorado e achou-o numa mesa afastada, ao lado de uma janela que dava para um jardim. Ele parecia irritado de tanto esperar, mas quando viu Rin, abriu um sorriso.

- Rin. – Beijou-lhe levemente. – Como está sendo o seu primeiro dia? – Perguntou, claramente forçando entusiasmo.

- Foi bem legal, mas cansativo. – Respondeu, pegando o cardápio.

O almoço passou-se em silêncio, Kohaku percebeu que Rin estava com o pensamento distante, mal tocara na comida. A jovem olhava para algo além de seu prato.

- O que houve Rin? Está longe? Aconteceu alguma coisa?

- Kohaku, eu... – Não ouvindo o que ele dissera, voltou seu olhar para o jardim. – Eu conheci alguém com uma cicatriz na mão?

- Nani? – Será que ela se lembrara?

- Sexta-feira, eu... Eu vi alguém, um homem, com uma cicatriz na mão... Parecia uma lua crescente e sabe... – Sorriu, encarando o namorado. – Eu senti que o conhecia, tive a sensação de finalmente ter encontrado e... – Fechou os olhos, segurando as lágrimas. – Eu não consegui chamá-lo, eu não sabia o que gritar, que nome gritar. Eu preciso saber, sei que é importante. Então, Kohaku, eu conheci alguém com uma cicatriz antes do acidente?

- Isso eu não posso lhe responder, Rin. Não posso lhe dizer se era apaixonada por outro. – Respondeu secamente. Não conseguia acreditar que mesmo sem lembrar-se dele, Rin achava Sesshoumaru alguém importante, especial.

- Eu não disse que estava apaixonada por ele. – Disse, mas a idéia encaixou perfeitamente com os pensamentos da semana passada. – Você é uma pessoa muito boa, Kohaku. Alguém especial, mas é bom saber que você não é perfeito, como você tanto se esforçava para ser.

- Do que você está falando, Rin? – Indagou, mesmo sabendo o que viria pela frente.

- Você sempre quis ser o namorado perfeito para mim. Sei que você se esforçou, às vezes até mesmo fingiu para me ver feliz. Mas não quero que Sango continue a te forçar a isso. Quero que você seja quem você realmente é, Kohaku. – Pegou na mão dele e apertou-a levemente, depositando a aliança de compromisso. – Acabou, seja livre e... Seja feliz.

- Eu sabia que esse dia chegaria. – Suspirou, fitando o anel de prata. – Eu só queria te fazer feliz, Rin. Depois, Ses... – tossiu, quase dissera o nome certo. – Depois Sango não poderá dizer que não tentei.

- Sim, não poderá. – Sorriu abertamente. – Gomen ne, você desperdiçou quase três anos comigo.

- Não foi desperdiço. Eu a amo, Rin. Saiba que sempre poderá contar comigo e espero que você seja muito feliz com o cara da cicatriz... Ou qualquer outro cara...

Rin saiu feliz, e mais leve, do restaurante, rumou em direção em direção a um ponto de ônibus e pegou um que levava para o Parque Shiba, pois Izayou lhe pedira que entregasse uns papéis para ela em uma reunião que logo começaria em um edifício próximo a torre de Tokyo. Ela mal saíra do veículo e deparasse com a suntuosa torre. Nunca a tinha visto de perto, sem perceber, começara a andar em direção ao monumento. Porém, quando já estava no estacionamento que ficava atrás da torre, sua cabeça rodou. Rin apoiou-se em um carro, sua visão escureceu, mas no instante seguinte uma lembrança, extremamente clara, tomou sua mente.

"Rin estava feliz, iria finalmente conhecer a famosa torre de Tokyo. Ela poderia ter ido antes, mas não gostava de sair sozinha e, também, queria sair com ele.

- Rin. – Percebeu que Sesshy usava um tom de advertência, afinal, ela estava o arrastando pela mão. Ignorou o aviso, apreciando o som da voz dele.

Mas soltou uma risadinha com a cena, ela, uma nanica de 1,65 de altura, puxando um homenzarrão de quase 2 metros!

- Ah, Sesshy! Dizem que a visão da cidade é linda lá de cima!

- Você não tem medo de altura? – Indagou o rapaz, colocando-se ao lado dela.

- Não, eu não tenho Sesshy. – Respondeu, abraçando-o. – 'Não tenho medo de nada, porque estou com você, Sesshy.' – Completou, pensando e sorrindo para o namorado."

- Sesshy... – O nome finalmente saíra de seus lábios, de uma forma tão simples, mas tão doce que a fizeram desabar e entregar-se as lágrimas.