Nota da autora: Olá pessoas! Como vão? Sim, eu estou viva (ainda) e trago-lhes mais um capítulo de "One More Time""! EEEEEE lol
Para quem acompanha o meu livejournal (ou seja, ninguém! Hahahaha x.x), esse capítulo faz parte do meu cronograma de postagem de fanfictions! Acessem para maiores informações! Hahaha
Eu, realmente, espero que gostem e deixem reviews! Dividi o capítulo em duas partes (por isso é pequeno, que nem os outros) porque a outra parte já é a parte final.
A música é maravilhosa e se puderem ouvi-la, eu recomendo! XD
Capítulo dedicado a Sthe, minha beta, minha psicóloga, minha advogada, meu anjo! *-*
Disclaimer: Inuyasha pertence a Rumiko Takahashi.
One more time
Capítulo 5: Lembranças
Música: Sugar and salt – Arashi (Sakurai Sho – solo)
Quanto tempo já havia se passado? Quantas lágrimas tinham caído ao mesmo tempo que ela sorria como criança ao ganhar um doce após cair?
Rin estava agachada, com a suntuosa Torre de Tokyo fazendo-lhe uma sombra, escondendo-a da maioria das pessoas que passavam por ali. Sentia-se assustadoramente feliz, mas absurdamente triste ao mesmo tempo. Como poderia? Não eram estes sentimentos opostos?
Por que a lembrança de um simples nome poderia causar-lhe emoções conflitantes? Por que um simples nome tinha o poder de levar-lhe aos céus e ao inferno no intervalo de menos de um segundo?
Quem era o "Sesshy"?
Com um doce suspiro, fechou os olhos e voltou à lembrança...
Sua mão parecia tão pequena em comparação a dele...
A vibração que percorria seu corpo com um simples toque.
O calor, a proteção que sentia quando o abraçou.
A voz, grossa, firme que nunca parecia alterar, mas que ela reconhecia tênues variações que apontavam como estava o seu humor.
O cheiro que nada tinha a ver com o perfume ou a loção pós-barba... Um cheiro que era dele, amadeirado que a fazia imaginá-lo numa densa floresta...
Mas o rosto? Como era o rosto? Nessa lembrança, ela não o olhou diretamente nos olhos... A única coisa física que se lembrava era de algo prateado, esvoaçante que misturava-se com os seus cabelos quando o abraçou. O que seria?
Frustrada por não conseguir recordar de algo mais físico, Rin levantou-se. De nada adiantaria ficar ali, chorando. Limpou o caminho das lágrimas em seu rosto com um lenço que achou em sua bolsa. Recomeçou a andar, parando quando saiu da sombra projetada pela torre e levantou os olhos para a estrutura.
Estaria ela ficando louca?
Sentiu o celular vibrar dentro de sua bolsa, mas não atendeu. Continuava com os olhos fixos na torre. Sabia quem era, que deveria atender, mas não fez... Talvez seu emprego dependesse do telefonema, mas o seu coração, que tanto andara angustiado nos últimos tempos, na verdade, nos últimos anos, dependia daquilo.
Sim, ela estava ficando louca.
- Ela não atende o celular. – Izayou suspirou, largando o aparelho na mesa de seu enteado.
- Você deu muitas tarefas para ela, Iza... Ela deve ter se atrapalhado, pois você remarcou e cancelou essa reunião tantas vezes... – Inutaisho sentou-se na cadeira do filho e sorriu, apertando o couro. – Ei, essa cadeira é mais confortável que a minha.
- Inutaisho! Isso não é hora para invejar a cadeira de couro importado do Sesshoumaru! Você nem deveria estar aí! Eu estou preocupada! Não! Estou angustiada, Inu!
- Sim, eu deveria estar na reunião do conselho, mas você pediu para o Sesshoumaru ir no meu lugar... O que é estranho, já que vive reclamando que ele trabalha demais... – O patriarca da família, de repente, estreitou os olhos, como se finalmente compreendesse a situação. Levantou-se, deu a volta na mesa e agachou-se ao lado da sua esposa. – O que, realmente, está acontecendo Izayou?
- Eu acho que forcei a Rin a lembrar-se, Inu...
- O que? Como assim?
- Eu quero esperar os outros chegarem... Tenho que contar para o Sess, mas não sei como...
- Talvez pelo começo, Izayou. – Sesshoumaru entrou frio, acompanhado de seu irmão, Kagome e Miroku. O Youkai ignorou sua cadeira e apoiou-se na lateral de sua mesa. – Estamos todos aqui. Pode começar.
Rin suspirou, olhando a cidade, parecia tão pequena daquela altura, embora as construções pareciam ir além do horizonte.
Na verdade, ela nem estava, de fato, apreciando a vista. Estava parada no mesmo ponto desde que chegara.
Parecia que estava esperando algo ou alguém... A jovem reprimiu outro suspiro e percebeu que a fina cicatriz no canto de seu rosto (escondida pela franja prolongada) doía. Ela pensou que, ao subir na Torre, lembraria de mais alguma coisa sobre o "Sesshy"... Se é claro, esse fosse o nome dele, Rin achava que não, que era apenas um apelido carinhoso que dera...
Carinhoso...
Só então reparou, pelo reflexo do vidro, que estava entre dois casais... Que estavam mais interessados em sussurrar um para o outro do que em apreciar a vista da torre. Virou-se para olhar as pessoas... Não havia muita gente ali, mas a maioria (Rin engoliu em seco) era casal... Casal de turistas, casal de jovens, casal de idosos... casais de várias nacionalidades e ela ali... Sozinha...
Voltou-se, bruscamente, para continuar a apreciar a vista e sua mente rodou...
Rin mal conseguia reparar na vista, sentia seu braço esquerdo quente e formigar onde encostava no Sesshoumaru. Olhou-o e suspirou.
Ele parecia uma pintura...
Os olhos dourados, densos, fortes que muitos achavam frios, mas para ela eram envolventes, que lhe atraíam a alma.
O nariz levemente arrebitado, nobre, fazia com que imaginasse-o como um príncipe, usando um quimono ricamente bordado.
O maxilar levemente quadrado, mas forte, mostrava-lhe a firmeza de seu caráter e, de alguma forma mostrava para ela, o quanto ele era... Teve uma certa dificuldade para respirar... Mostrava o quanto ele era... Como poderia dizer... Viril...
Sesshoumaru virou o rosto em sua direção. Suas sobrancelhas não se arquearam ou os lábios se mexeram. Mas ele sabia, ela tinha certeza, de seus pensamentos... Que estava analisando-a. Percebeu pela intensidade do olhar, como o dourado parecia mais escuro naquele momento.
- Olhe... A construção da SkyTree já começou... – Comentou, tentando faze-lo parar de olha-la. Em vão.
Rin sentiu o rosto quente e virou-o para as pessoas que passavam atrás deles. A torre estava movimentada naquele final de semana.
- Você nunca tinha vindo aqui, Sesshy? – perguntou, percebendo que ele voltara a olhar a cidade.
- Não.
- Por que? – Virou-se para ele, já se sentindo mais à vontade, embora seu rosto ainda estivesse vermelho.
- ... – Parecia que não ia responder, quando começou a falar, o casal que estava ao lado afastou-se com risinhos envergonhados, típicos de casais.
Rin soube que ele reprimiu um suspiro.
- Porque é um lugar de casais bobos apaixonados. – Respondeu.
A jovem riu da resposta aparentemente mal humorada do namorado. Mas, de repente, soltou uma exclamação e abraçou-lhe o braço.
- Então, nós somos um casal bobo apaixonado? – Indagou com olhos brilhantes.
Sesshoumaru não se moveu.
- Rin... – Olhou-a brevemente. – Não somos bobos.
Rin agarrou-se na grade de proteção. Não havia lágrimas dessa vez, apenas um sorriso bobo... Lembrou-se dele! Os olhos... dourados! Sua cor favorita era dourado por causa dos olhos do Sesshoumaru! Do magnetismo que tinham, de como a atraíam, a envolviam... Sesshy...
Sesshoumaru! Lembrava-se!
Prateados! Os cabelos dele eram prateados! Era o cabelo que se misturou ao seu quando Rin abraçou-o na entrada da Torre! Eram longos que iam abaixo da cintura! Sesshoumaru queria cortá-los naquele dia, mas ela não deixou e convenceu-o a ir até a Torre com ela.
Para Rin, os cabelos prateados eram um exótico contraste com os olhos dourados. Lembrou-se também da sobrancelha arqueada dele quando deixara escapar isso e, para tentar fugir da vergonha, falou da Torre.
Sim, ela estava se lembrando...
Até mesmo do que acontecera logo depois...
Ela segurou-lhe a mão que estava no corrimão e começou a delinear a cicatriz com o dedo, tentando disfarçar todo o turbilhão de emoções que uma simples frase causara-lhe. Ele não disse que estava apaixonado, mas deixou a entender não é mesmo? Escondeu o rosto corado junto com o sorriso bobo no braço dele. Queria dizer algo, mas o que acabou falando foi que a cicatriz parecia uma lua crescente.
- Kami-sama! – Rin assustou-se e praticamente correu para a saída enquanto sua mente mostrava-lhe várias imagens... Dos últimos acontecimentos, das lembranças e de coisas que ela não sabia o que eram...
Só conseguiu pensar direito quando estava já em "terra firme" e começou a andar em uma determinada direção que ela não sabia qual era, mas seu coração sim.
Ela viu aquela cicatriz há pouco tempo!
Afastou a franja dos olhos, como se ela atrapalhasse seus pensamentos.
Sim, quando fora parar sem querer num bairro empresarial! Sim, sim... Esbarrara num homem... No SESSHOUMARU! A cicatriz em forma de lua... Naquela ocasião sabia que o conhecia, mas agora...
Rin parou de repente.
Ele, Sesshoumaru, não a reconhecera...
Voltou a andar já sem determinação. Faltava alguma peça, ainda havia alguma lacuna... por que ele não falara nada?
Será que já a esquecera? Pensar nessa possibilidade já lhe ardia o peito.
Será que ele sabia do acidente?
Quando eles terminaram?
Como foi que eles terminaram?
Rin tinha a sensação que eles não tinham terminado, pois sentia-se ligada a ele.
Porque ainda amava-o.
N/F: E aí, o que acharam? Eu tentei deixar bem separadas as lembranças, espero que não tenha ficado estranho...
Kissus e até a próxima!
P.S: Eu revisei, mas faz tempo que não escrevo... Então se passou algum erro, me desculpem! (E se quiserem, me falem que daí eu corrijo! XP)
