Um conto sobre homens e seus pedestais - Capitulo 4
Obs: Esse capitulo contém çenas sexuais masculinas.
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Era por noites como essas que as pessoas poderiam morrer. O coração derretia dentro do peito numa corrida frenética, e a brisa fresca atiçava sua pele com verdadeiro prazer. Passado o grande salão de entrada, e o vestibulo, o caminho para as alas viventes eram curtos.
Os salões pessoais de Touro não eram mais o mesmo, agora era de um luxo imperial. Havia uma grande cama de madeira robusta, antiguidade provavel feita por algum aldeão tradicionalista da aldeia, de pernas baixas e nenhuma borda, também tinha um véu cobrindo a seu redor. O chão de pedra lavrada lisa era cá e lá coberto por tapetes nas áreas mais proximas a onde se sentava ou a cama. Haviam telas em tecido espalhadas pela parede e janelas servindo como cortinas translúcidas, um grande ármario de carvalho com porta ventilada, cadeiras baixas com uma escrivaninha robusta, e bem mais discretos um porta retratos pessoal numa comoda num canto mal iluminado da parede.
Aldebaran deixou a armadura no salão apropriado para ela antes de entrar, fazendo um largo gesto de boas vindas. O quarto todo era grande e espaçoso, sem nada fragil nos móveis, bastante prático para ele que era tão grande. Por baixo da armadura ele só usava uma calça solta de passar o dia, e se sentando na cama, ele a tirou dizendo:
-Pode ficar a vontade, sei que está incomodado com o calor.
O lemuriano alargou os olhos sentindo o corpo repuxar o chocando completamente. Tinha anos que ele estava em celibato, mas a proximidade de um corpo masculino bonito o despertou quase selvagemente. Ele encarou Aldebaran sem fala, engolindo o ar a tentando conter o aperto que vinha dos intestinos. O modo como os musculos de Aldebaran se moviam, se encaixando, tomando novas formas era hipnotizante. E o cheiro do corpo dele suado era selvagem. Não era um cheiro forte, apenas o suor produzido por quem dorme no calor grego, mas ele podia sentir daquela pouca distância, o chamando como um feitiço.
Aldebaran se virou para ver o porque da demora da resposta, e ao invés de achar o menino calmo que geralmente ele via, achou o rapaz pálido segurando a respiração e olhando de seu peito para baixo com fome.
"Mu não mudou em nada." Ele pensou, sorrindo internamente. Desque ele deixou de brincar com aquelas cartas na torre de Lemuria e outros brinquedos infantis, que ele agia assim faminto por sexo. Era natural já que ele via tão pouco pessoas, ele ponderou, mas era dificilmente ignorável.
Mu sempre devorava tudo o que ele gostava com uma intensidade própria do signo, apesar de externamente mostrar apenas aquela façe de poquer que os anos de isolamento lhe trouxera. E quando ele descobriu sexo, não foi muito diferente. Apesar dele mostrar predileção por homens, os rituais Lemuriannos com mulheres também duraram semanas. Ele lembrou do tempo de ausencia do cosmos dele deliberadamente para esses fins. E as vezes quando ele o visitava Mu o encarava com aquela façe famita , e as vezes até lhe jogava desafios cortantes dissimulados entre suas palavras corriqueiras.
Ele gostava do corpo de Mu tanto quanto o contrario era verdadeiro. Aldebaran o encarou, começando:
-Você está com aquela cara. Seu sangue está fervendo?
Mu ergueu aqueles olhos grandes em forma de bola pra o encarar, e corando levemente, respondeu no tom seguro que sempre esgrimia.
-E como poderia não estar? O vendo assim...
Touche, Aldebaran sentiu o estomago fervilhar em exitação. Esse joguinho de competição vontades sempre o agradava. Era um jogo onde ele só poderia ganhar, mesmo fingindo perder.
-Quer que eu me vista?-Perguntou, com tom de rogado.
-Pareçe que eu quero?-Mu perguntou nm misto de inicio de irritação e necessidade de dominação. Ele não iria pedir, mas ele teria o que ele queria. Ele decidiu: Aldebaran numa bandeja essa noite com uma bela maça na boca.
-Pareçe que você está com sede Lemuriano...basta pedir. Você sabe que eu não lhe negaria nada Mu.-O tom de Aldebaran era conciliatório, como quem induz um criança pequena.
Mu caminhou para ele erguendo a mão direita, e tocando a sua curva dos musculos do peito , averiguanndo os vinte centimetro que separavam os lábios de ambos, e afagando aquela pele quente e de cheiro salgado. Ele pousou um beijo lá que doeu em seu sexo, e voltou a encara-lo.
-Você tem gosto de suor e carne morna, você sente como um banquete para mim. Mas como eu poderia pedir tanto de meu anfitrião, mesmo tendo fome? Eu sou seu hóspede. Você deve ditar como devo ser tratado em sua casa.-E se afastou um passo em profunda luta para não agarrar aquele homem lá mesmo.
Aldebaran bufou em impaciencia, perdendo o jogo e ganhando o adversário. E o puxando pela cintura o colou contra o corpo e gemeu em seu ouvido enquanto o mordia.
-Você está suado...a grécia começou afeta-lo Tibetano.
Mu gemeu em arrebatamento. E um pouco humilhado, perguntou:
-Quer que eu tome um banho?
-Não tolo! -Arfou contra sua pele. -Eu não permitiria, eu amo seu gosto. Cheira a humano... bem dentro de você... prometendo que você terá um coração para mim, ai no fundo de sua alma egoista.
-O gosto que você sente é a fome por você, Aldebaran. Por seu corpo todo, você cheira tão forte agora, tão perto. Você foi esculpido pelos deuses...esculpido pra isso. Seu corpo todo...toda sua força...foi esculpida pra mim.
Aldebaran se sentou com o homem menor em seu colo, sentindo toda sua forma por debaixo do tecido fino e gasto do sari. A cintura de Mu era tão fina em comparação a sua própria. Todo seu corpo, era tão pequeno, e ainda tão desafiante. Mu o montava ainda de roupas com deleite, se esfregando pra lá e pra cá e lambendo o seu peito. Então desçeu aquela boca atrevida, sorrindo como um demonio, e cheirando seu colo o rodeou entre dentes e lábios, apenas para distrair seus arfares contidos, sentir seu sexo subir e endureçer dolorosamente.
Mu despertava o gigante para poder tocar seu sexo molhado, e lambe-lo com o abandono de meretriz voraz por sua virilidade. Ele o apertava na boca, e engolia lento naquele aperto úmido, enquanto cravava as unhas curtas nas suas nadegas. Ele queria vê-lo se empinar e implorar por mais, em gritos curtos másculinos. Ele queria que ele se arremetese todo como um touro em cima de si.
E dava tanto medo. Mu tinha metade da sua altura e peso. E ainda assim, rolava com ele o arranhando, beijando e mordendo como um igual. Tocando e penetrando, devorando e possuindo. As cochas do menino menor pálidas, mesmo musculares, eram tão macias e suaves que poderiam ser de mulher. Era tão contrastante, Mu com seu peito largo, cintura fina, e mamilos eretos onde uma fina camada de suor convidava a o lamber e sentir o amargo do desejo morrer na boca.
Aldebaran queria sentir o indefinivel das gotas do semem morrerem no fundo da lingua, e se misturarem ao irracional, exigindo penetrar e estocar, e mais e mais fundo, como se não houvesse amanhã.
Sexo era isso. Um amor que se devorava sem deixar rastro do amado, exceto o grito de extase no final, que lhe consumia a alma. Era aquele lugar secreto, onde só dois amantes poderiam estar juntos ao mesmo tempo, como recompensa por conheçerem tão bem o ritmo um do outro. Onde risos e lágrimas se misturaram em um deleite inefavel ao raciocinio. Onde o sexo, e o amor, morria em abraços mornos, em um cansaço hipnotizante e uma paz inextinguivel.
Eles se amavam. E eles se compreendiam. E esse era o amargo do amar. Cada compreensão, é uma pequena dor que os mantém um passo mais afastados. Afastados para o mesmo objetivo. Mesmo de mãos dadas e olhares ternos, ainda assim, cada um tinha seu caminho separado...sem esperança...para a mesma morte...para a mesma Deusa.
E quando se compreende, se respeita. E mesmo com respeiro, existe aquele ponto no coração e aquele momento na vida, que durara para sempre, na memória da alma.
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-Depois de tanto tempo eu continuo apaixonado por você. Uma noite sem fim... é como se pareçe daqui, não é?
Eles estavam juntos, sentados sobre uma laje de pedra, onde uma longa janela se estendia na lateral da casa de Touro dando uma vista clara para o mar e para as montanhas e campos antes disso. Eles estavam nús, e seus corpos colados, apenas cobertos por um fino manto.
Eles pareciam irmãos, univitalicios, colados pelo quadril.
Os deuses sabem, eles queriam ser.
-Você ainda tem medo?
-Medo de que?
-De que termine.
-Eu não sei...
-O destino de toda a vida é retornar a morte. Isso é inevitável. Mas eu não pretendo morrer, eu me apeguei a esse mundo.
-Eu pensei que pessoas como você e Shaka tiveram abandonado todo apego.
-Pessoas como eu e Shaka? Eu não entendo...
-Vocês conheçem outros mundos além do nosso, onde os sentimentos e instintos não fazem parte da realidade...
-Oh. Mas há coisas que me prendem a esse mundo.
-E quando essas coisas terminarem?
-Será o dia em que nós dois nos encontraremos no outro mundo.
Então eles sorriram, e apertaram as mãos, se assegurando e consolado.
No fundo da alma, eles eram irmãos.
-O que olha tanto, Mu?
-Eu vejo... o lago.-Ele apontou pela escuridão morna para a direita de onde a brisa mais fresca surgia, e nada se via. – Era lá que nadavamos quando eramos mais jovens.
-Você vê muito longe. –Observou o taurino e se aconchegou mais,lhe esfregando os braços magros e duros. Mu, coberto de suor, e frio, parecia não notar a diferença de temperatura. Talvez lhe pareçesse morno em contraste com o que estava acostumado, oriundo que era do gelo do Tibet.
-Não está longe. Está dentro do meu coração.
Aldebaran o observou, e tocou seu coração po cima da pele lisa.
-Seu coração se acalmou, eu o sinto mais tranquilo. –Sorriu com ternura branda, admirando as batidas mansas contra palma de sua mão. –Será que eu o acalmo?
O tom todo amoroso do perguntar, e beijo morno no ombro, beijo com gosto de suor picante e amargo, era tão intimo.
-Você é um romântico Aldebaran.
-Você também. - Respondeu num eco confortavel e familiar, sua vóz rouca e baixa vibrando entre carne colada e quente.
Mu sentiu um repuxão de prazer no colo ameaçando redespertar o libido, era morno e agridoçe. Ele sorriu e fechou os olhos, se apegando a aquele momento. Estava quase amanheçendo. Em uma hora ele estaria partindo para a frente da casa de Áries.
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Esse foi mu último capitulo escrito antes da inspiração morrer, e deve estar meio confuzo pois foi escrito corrido. Se alguém tiver sugestões para o final me agradará escutar.
