Oi Pessoas!
Primeiro capítulo chegando antes do prometido.
Boa leitura
Espinheiro
"Os seios dela se erguiam com alarmante velocidade enquanto a pesada mão dele descia para seu macio, ainda rijo espinheiro..."
"Espinheiro? O que infernos você está escrevendo?"
"Jesus!" eu gritei, batendo a tela de meu laptop para fechar. "Edward, você não pode andar atrás de mim e começar a ler minhas estórias".
"Estórias?" ele perguntou, enquanto levantava sua sobrancelha. "Seios, espinheiro? Você está escrevendo uma cena de sexo?"
"Oh, bem... sim. Na verdade, estou", eu disse, levantando meu queixo.
Ele cruzou seus braços sobre o peito e disse:
"À que diabos você se refere como espinheiro?"
Sentindo o calor que sua pergunta começava a mostrar em meu rosto, virei de costas pra ele em minha cadeira e empilhei minhas anotações, para que ficassem perfeitamente juntas. 'Espinheiro' era um termo respeitoso usado para se referir à área privada de uma moça; ao menos foi isso que minha mãe me ensinou.
"Bella, à que você está se referindo?"
Limpando minha garganta e estufando meu peito, olhei nos olhos dele e disse, "não que seja da sua conta, mas eu estava me referindo ao pacifico e agradável jardim feminino".
Eu observei enquanto Edward cuidadosamente me estudava com aqueles olhos esverdeados que tinham passado os ultimos seis anos estudando a mim e minhas excentricidades. Ele foi meu primeiro amigo verdadeiro, ele me aceitou por quem eu era desde o primeiro dia que nos conhecemos: uma garota super protegida pelos pais, ensinada em casa, ingênua, e sendo atirada em seu primeiro dia de faculdade.
Finalmente, ele jogou sua cabeça pra trás e gargalhou, me deixando imediatamente tensa; mesmo que nós fossemos melhores amigos, eu continuava sendo auto-consciente de minha falta de "vocabulário moderno".
"O que é tão engraçado?" perguntei, enquanto segurava meu laptop contra o peito.
"Bella, por favor, me diga que você não chama a vagina de uma mulher de seu agradável jardim".
"Edward", silenciei-o.
Aquilo culminou em outra risada enquanto ele envolvia seu braço ao redor de meus ombros, me guiando pra fora do meu quarto no apartamento que dividíamos com nossa outra amiga, Alice.
"Bella, se você não consegue dizer vagina em voz alta, então não tem jeito de você ser capaz de escrever sobre pênis latejantes e mamilos excitados."
Calor decantou sobre mim com a menção de um pênis latejante, uma coisa que eu nunca tinha experimentado, pra começar. Os únicos pênis que eu tinha visto foram cortesia do Tumblr e algumas cuidadosas pesquisas no google. Eu deveria, ao invés, estudar um pessoalmente, por que pelo que pude ver da internet e li em outros livros de romance, eles pensavam por eles mesmos... contraindo e levantando quando excitados. Eu estava fascinada em ver uma verdadeira ereção tomar forma. O que aconteceria se eu tocasse aquilo? Essa era a questão que estava constantemente em minha mente.
Enquanto crescia, eu fui muito protegida pelos meus pais. Fui ensinada em casa e passava muitos dias na praia ou em meu quarto lendo. Qualquer coisa escrita por Jane Asuten era meu livro ideal, até eu encontrar um dos romances sujos de minha mãe em seu criado-mudo. Nós não falávamos sobre sexo, nunca, então me fascinou ler um livro sobre respirações pesadas e grossas protuberâncias. Eu não consegui evitar; fui fisgada.
Desde então, eu estive lendo novelas românticas. Quando eu era jovem, eu só lia na biblioteca, então nunca foi pega pela minha mãe, e fui longe com isso. Durante a faculdade, eu foquei nos meus trabalhos de aula, então, só depois que me graduei que comecei a ler de novo, alimentando a paixão por romances dentro de mim.
"Hey, você tá ouvindo o que eu tô falando?" Alice, minha melhor amiga e colega de apartamento perguntou enquanto olhava pra mim com seu roupão e seu cabelo enfiado em uma toalha.
"Ummm, não", eu disse com um inocente sorriso. Quando Alice tinha aparecido? "O que você estava dizendo?"
Virando seus olhos, Alice repetiu: "Você começou a escrever seu romance de novo?"
O jeito que Alice disse romance com sua voz insolente foi um pouco frustrante. Eu conhecia Edward e Alice desde meu primeiro ano na faculdade, quando nos conhecemos em uma orientação para calouros e descobrimos que íamos todos fazer inglês. Por aqueles quatro anos, nós tivemos as mesmas aulas, mesmas agendas e mesmo alojamento. Nos mudamos do campus depois do nosso primeiro ano e fomos para um pequeno apartamento de três quartos no Brooklyn, onde continuamos morando atualmente.
Infelizmente para mim, as paredes são finas, o espaço é apertado, e eu desafortunadamente tenho que conhecer cada pessoa que meus amigos trazem pra casa em um nível intimo. Edward é um homem das mulheres, sem surpresa nisso, dado sua pele bronzeada, olhos esverdeados e cabelo dourado super estiloso. Alice, por outro lado, teve alguns relacionamentos no período da faculdade, mas estava agora seria com seu ultimo namorado, Jasper. Sim, Jasper.
Nome horrível, especialmente quando gritado à plenos pulmões por Alice enquanto sua cabeceira da cama bate contra minha parede.
Agora que estávamos graduados, nós continuamos morando juntos, mas tomando caminhos separados por força do trabalho.
Edward conseguiu um trabalho com uma das maiores empresas de marketing, Bentley Marketing, editando comerciais, e Alice esta trabalhando como escritora freelance para Cosmopolitan. Ela começou escrevendo artigos sobre alguma coisa de 'cortes de cabelo para o verão' e foi para 'como maximizar sua contagem de orgasmo em uma noite'. Eu tinha aquele artigo salvo em meu notebook, como pesquisa.
Eu? Bem, eu não era tão sortuda no que dizia respeito a trabalho: infortunadamente, me foi oferecido um trabalho em Friendly Felines, onde escrevo sobre as novas e futuras formulas de granulado para liteira de gatos. Nossos escritórios eram localizados em Manhattan, mas nos menores prédios, onde meu chefe insistia em manter um bando de gatos não castrados e mal educados, que pareciam estar no cio todo dia. Você já ouviu os lamentos de um gato precisando de atenção durante o cio? Sim, soa como se estivessem morrendo. Tente escrever em um ambiente como esse.
Eu sou uma bola de pelos ambulante quando saio do trabalho.
Para me proteger de terminar como uma louca dos gatos que não se importa em comer trinta por cento de pelo de gato em cada refeição, eu decidi escrever um romance. Eu sou a garota que vive em fantasias, onde o amor sempre prevalece, e um herói esta esperando na outra esquina para investir em seu cavalo branco para salvar você.
Dado meu amor por amor e minha habilidade de me perder na escrita, eu não achei que seria tão dificil escrever meu primeiro romance, considerando o fato de que esse é meu genero favorito. Mas eu esqueci um pequeno detalhe no plano: eu ainda era virgem.
Respondendo a pergunta de Alice, eu disse: "Sim, eu comecei a escrever de novo. Eu senti que estava na hora de revisitar Fabio e Mayberry".
"Por favor, me diga que você não nomeou seu personagem de Fabio de verdade", Edward disse com uma bufada, enquanto ia pra geladeira e tirava três cervejas.
"O que tem de errado com Fabio?" perguntei, levemente ofendida. "Pra você saber, Fabio é um nome nascido nos anos oitenta e noventa para o gênero romance. Ele é o rei de todo romance. Você não tem como errar com um nome como esse".
"Bella, você sabe que eu amo você, mas acho que você tem que tirar sua cabeça de seus livros por umas poucas horas e entender que não esta mais vivendo nos anos oitenta ou noventa. Nós estamos vivendo na era de Christian Grey e Jett Colby, homens dominantes com lados perversos. Pare de ler aquela merda de peito arfando e coloque sua cabeça aqui e agora" Alice castigou-me.
"Não há nada de errado com um peito arfando", defendi, pensando sobre o que estava escrevendo.
O que mais seios fariam no calor da paixão? Balançar? Balançar me lembrava de minha tia e sua gelatina de salada, não de dois humanos apaixonados esfregando seus corpos juntos.
"Certamente há", Edward disse, enquanto entregava a Alice e eu uma cerveja. "Quando eu tenho uma garota se contorcendo embaixo de mim, eu não estou pensando 'nossa, olhe seu peito arfando'. Eu estou pensando 'merda, suas tetas estão balançando tão rápido com minhas estocadas que eu vou gozar em um segundo'".
É claro que ele iria dizer balançando.
"Eca, Edward. Você é tão grosso", respondi.
"Hey, estou dizendo a você como um cara pensa. Deveria ajudar".
"Não, o que vai ajudá-la, na verdade, é perder a virgindade", Alice disse, enquanto dava um gole em sua cerveja.
O embaraçamento rapidamente correu pelo meu corpo enquanto eu esperava a resposta de Edward; ele não tinha ideia de minha experiência sexual. Eu guardava aquilo pra mim mesma... e minha amiga boca aberta, Alice.
"O quê?!" Edward disse enquanto me olhava com olhos arregalados e quase um pouco magoados. "Você é virgem? Como que eu não sabia disso? Como assim você não me contou?"
"Alice" - rosnei para ela, me sentindo completamente mortificada. Ser virgem não era algo que eu tornava publico, dado o fato que eu estava com vinte e três anos e só tinha dois beijos abaixo de meu cinto de proatividade sexual.
"Desculpa", Alice disse com um sorriso inocente. "Escorregou".
Eu não acreditava nela nem um pouco.
"Você é virgem, sério mesmo?" Edward perguntou de novo, ainda embasbacado com as notícias.
"Bem, se você quer saber, sim. Eu sou. Eu só não encontrei o cara certo, ainda", eu disse, enquanto olhava para baixo, encarando minha garrafa de cerveja e começando a me sentir levemente com pena de mim mesma.
"Eu não consigo acreditar nisso. Eu estou, eu..." Edward se calou, tentando encontrar as palavras para expressar seu choque. Eu não o culpava: nós diziamos tudo um ao outro. Eu estava supresa que ele não surtou comigo por ter segurado aquela informação vital.
"Não é que eu nunca tenha tentado", defendi. "Eu só, eu não sei..."
"Você não tentou", Alice disse com um olhar acusador. "Não mente. Marcus e Dwayne não contam. Você mal tirou sua cabeça fora de seus livros tempo o bastante para beijá-los na bochecha. Você está vivendo através de seus personagens, quando o que precisa é viver na vida real".
"Eu não estou vivendo em meus livros; eles são só meus amigos" respondi suavemente. Algum leitor sério saberia do que estou falando.
"Não diga isso", Alice disse, apontando pra mim. "Nós falamos sobre isso, Bella. Mr. Darcy e Elizabeth não são seus amigos".
"Orgulho e Preconceito é um bom exemplo de literatura e romance", atirei de volta.
"Você precisa ser fodida", Alice gritou. "Você precisa largar os livros, abrir suas pernas, e ser realmente fodida, Bella. Se você quer ter alguma chance de escrever um daqueles seus livros, precisa experimentar a sensação em primeira mão".
Eeep!
"Ha, primeira mão" Edward deu risada para ele mesmo.
"O que isso significa?" perguntei - confusa.
"Masturbação" Alice contornou.
"Oh, nojento. Eu nunca faria isso".
"Espera, segura ai" Edward disse, enquanto se levantava e apontava sua garrafa de cerveja pra mim. "Então, não só você é virgem, mas também está me dizendo que nunca nem mesmo se masturbou?"
Engolindo, eu disse, "Você quer dizer, tocar eu mesma?"
"Maldição, Bella", Edward disse em descrença. "Como pode eu conhecê-la por seis anos e nunca ter sabido sobre sua vida sexual, ou a falta dela?"
"Talvez porque você esteve muito ocupado transando com todo o curso de inglês", eu disse de forma maliciosa, começando a me irritar com Alice e Edward se juntando contra mim.
"Hey, tirei boas notas, não tirei?" ele sorriu maldosamente.
"Você é irritante", eu disse, enquanto voltava penosamente para meu quarto.
"Espera aí, mocinha" Alice disse, enquanto se levantava e puxava meus braços. "Você sabe que te amo, certo?" sua voz suavizou.
"Eu pensei que amasse".
"Não fique tão brava com a gente; nós só estamos tentando te entender. Você quer escrever uma novela romântica porque quer ter outro futuro alem de escrever sobre as ultimas e mais importantes pás de pegar merda de gato, certo?
"Sim", respondi- exasperada. "Eu também amo a ideia de criar minha própria estória de amor, fazendo duas pessoas que estavam vivendo em diferentes circunstancias se apaixonarem. É tudo sobre descobrir quando se torna amor, o momento exato quando você encontra a única pessoa em sua vida da qual você não consegue viver sem. Isso é o que me intriga".
"Concordo, mas você sabe que sexo vende, correto?"
"Sim, eu sei disso em primeira mão. Eu gosto de livros que tem uma pequena brincadeira neles." Apesar dos livros que eu li estarem levemente ultrapassados, coisas continuavam acontecendo neles, coisas que faziam meu corpo inteiro esquentar.
"Isto é chamado sexo, Bella" Alice corrigiu. "Foder, fornicação, molhar o biscoito, fazer leite, trepar".
"Meter" Edward cortou. "Estapear o trigo, bater botas, chacoalhar o pinto".
"Cavalgar o pônei, pegar a catinga de baixo..."
Edward deu um olhar para Alice e disse, "Pegar a catinga de baixo? Você é melhor que isso, Alice".
Ela encolheu os ombros e estava para começar de novo quando eu disse, "Eu já entendi. Sexo. Viu, eu posso dizer isso".
Mesmo que parecesse como se eu tivesse algodão em minha boca.
"Tente dizer isso sem desenvolver um leve brilho em seu lábio superior".
Instantaneamente, eu comecei a umedecer meus labios superiores, me sentindo mortificada.
"Não havia brilho" eu defendi.
"Oh sim, havia".
Eu gesticulei minha mão no ar, tentando apagar a conversa e disse, "Só volte ao ponto antes de eu me irritar".
"Bom", Alice continuou. "Sexo vende, então se você quer escrever um livro que vai deixar ligadonas todas as senhoras enrugadas ao redor do maldito país, vai ter que se colocar lá e experimentar como é ter um orgasmo, ter um homem apertando o seu pequeno e duro mamilo, saber como é ter um pau em suas mãos, em sua boca, em sua boceta..."
"Okay" eu segurei minha mão pra cima. "Eu peguei isso. Eu preciso fazer sexo. Como você sugere que eu consiga isso, sem pagar a alguém na esquina?"
"Tinder" Edward sugeriu.
Alice pareceu considerar a opinião dele por um segundo, mas depois balançou a cabeça. "Tinder é muito agressivo. Eu acho que ela iria murchar sob a pressão. Ela precisa ser levada para um encontro primeiro, não se encontrar no motel mais próximo. Nós precisamos de alguém que vai pegar leve com ela".
"Você tá certa" Edward concordou.
"O que é Tinder?" perguntei- me sentindo um pouco curiosa.
Sorrindo brilhantemente, Edward puxou seu celular do bolso e acenou com sua cabeça para eu chegar mais perto. Eu sentei no braço do sofá com ele e olhei em seu celular enquanto ele se detinha em um app.
"Tinder é um app de pegação. Ele mostra a você todas as garotas ou homens, no seu caso, que estão na área e estão usando Tinder. Você pode procurar através dos diferentes perfis e ver se você está interessada neles ou não com um toque de seu dedo".
"Sério?" eu perguntei, enquanto olhava fascinada para o seu celular.
Uma vez que o app estava aberto, uma foto de uma mulher subiu na tela. Ela estava usando um biquini e tinha alguns dos maiores peitos que eu tinha visto.
"Oh meu deus", eu disse. "Ela é alguma das suas garotas?"
"Não" ele gargalhou. "Mas se eu apertar dizendo que eu gostei dela, e ela disser o mesmo sobre mim, então é um match, e nós vamos poder nos comunicar um com o outro através do app... enviar mensagens de texto, possivelmente sair".
"Sim, eu não acho que estou pronta pra isso".
"Você definitivamente não está", ele sorriu, enquanto digitava em seu celular.
"Você está escrevendo pra ela? O que aconteceu com Tânia, sua amada da faculdade?"
Amada era muito longe da realidade. Edward nunca teve realmente um relacionamento. A coisa mais próxima que ele alguma vez teve e que chegou perto de um relacionamento foi Tânia, e eles estavam indo e voltando entre todas suas pegações aleatórias.
"Tânia já era. Ela ficou muito apegada, e, isso foi um match com essa garota, e eu estou fora de algumas prisões".
"Ugh, você é um porco". Eu virei pra Alice enquanto Edward ria, e disse: "Qual a próxima opção?"
Com um gigante sorriso em seu rosto, Alice disse: "Encontros online".
"Sim!" Edward deu um soco no ar enquanto finalizava sua digitação. Ele puxou seu tablet da mesinha - o homem tinha dinheiro - e começou a digitar de novo. " aqui vamos nós".
"Oh, boa pegada" Alice aprovou. "Ela não vai atrair muitos loucos nesse website".
"Isto é exatamente o que eu estava pensando", Edward disse, enquanto começava a digitar de novo. Parecia que o desgosto de Edward comigo por não ter confidenciado com ele tinha passado, porque ele estava no completo modo de ajudaEdward.
Tipico Edward, essa era uma das muitas razões do porque eu o amava.
Em minutos, ele tinha um perfil feito e pronto pra preencher com uma foto minha em nossa graduação. Eu estava usando um vestido de bolinhas vermelho, meus oculos vermelhos e saltos pretos, jogando um beijo para a câmera.
"Não use essa foto", eu disse, tentando agarrar o tablet dele, mas ele foi muito rápido e virou pra longe.
"Os caras vão ter a ideia errada dessa foto", eu especifiquei.
"E que ideia seria essa?" ele perguntou com um sorriso irritante.
"Que eu sou uma perdida..." no minuto em que as palavras saíram de minha boca, eu percebi o que estava dizendo. "Ugh, deixa pra lá. Faça o que você precisa fazer para me dar, um... alguma ação".
Se eu iria fazer isso, se eu ia tentar completar meu sonho de escrever uma novela romântica, então eu teria de começar a estar mais confortável em falar sobre sexo... e isso começaria hoje.
"Essa é minha garota!" Alice disse, cutucando meu ombro. "Antes de você perceber, você estará fazendo aquilo como Jasper e eu".
"Sim, a propósito, você pode manter os gritos no volume minimo?" Edward disse, enquanto digitava em seu tablet, não olhando para cima. "Eu não preciso de uma ereção enquanto ouço você transando".
"Awww", Alice prolongou, claramente satisfeita; eu torci meu nariz com desgosto.
"Nojo, você tem ereções de ouvir Alice fazendo sexo?"
Ele deu de ombros como se isso fosse nada. "Isso acontece. Não quer dizer que eu quero Alice. Sem ofensa" ele disse apologeticamente. "Eu sou um cara, eu tenho ereções por coisas bobas... qualquer coisa pode me deixar ligado, na verdade".
"Interessante" eu pensei comigo mesma. Eu realmente precisava ler mais novelas eróticas modernas, porque as fofinhas estórias que minha mãe me apresentou não estavam
me ensinando metade das coisas que eu precisava saber. Eu precisava de um Kindle.
"Esta certo, você está toda estabelecida. Seu username esta em seu e-mail e sua senha é 'leveminhaflor', tudo em uma palavra".
"Esperto" eu disse sarcasticamente, enquanto tirava o tablet dele e dava uma olhada em meu perfil. "E agora?"
"O sistema vai combinar você com alguém e você pode conversar online. Se você encontrar interesses suficientes, você pode começar a ir a encontros. Muito simples", Edward explicou.
"Eu procuro os garotos?"
"Eles vão vir até você" Edward riu. "Só relaxe por agora e deixe as coisas acontecerem".
"Isso vai ser bom", Alice colocou as palmas de suas mãos juntas. "Tenha certeza de manter um diário de tudo que você passar, todos seus sentimentos, porque você pode querer referir de volta suas experiências. Oooh, isso é como um experimento", Alice disse com pequeno e muito exagerado excitamento em sua voz.
"Que bom que eu posso entreter vocês, mas se vocês dois não se importam, acho que vou voltar para minha escrita".
Edward se encolheu e disse: "Segure o espinheiro por enquanto".
"Você precisa de uma depilação?" Alice perguntou com
uma sobrancelha erguida.
"Não, eu tenho mantido aparado sempre desde o ano de caloura, quando você me chamou pra fora do ginásio". Outro desserviço que minha mãe me fez.
"Bem, não podar um arbusto..."
"Alice, por favor!" eu aleguei, enquanto Edward gargalhava.
"Ah Bella, eu amo você", ele disse, me puxando pro seu peito e me beijando na cabeça. "Esses seus pais tradicionais realmente te deixaram idiota. Eles continuam dormindo em camas separadas?"
Eu assenti enquanto pensava sobre meus pais, que estavam presos nos anos 50. Eles ainda dormiam em camas separadas, acreditavam que o homem é o provedor da família e que a mulher devia cuidar do lar, assim como em nunca falar sobre relação sexual; daí minha desconexão com o conceito todo. Apesar disso, minha mãe era muito apaixonada em formar casais.
A única razão pra eu ter fascinação com o gênero de livros que eu lia era por causa de minha mãe e suas novelas secretas, que ela mantinha embaixo de sua cama. Eles usavam palavras como "sexo" para descrever os genitais femininos e "gladio" para o pênis de um homem. Aquelas novelas foi minha única janela para o louco mundo do sexo.
Me sentindo energizada e apreensiva ao mesmo tempo, disse boa noite para meus amigos e saí para meu quarto, esperando que alguém no website me considerasse atraente o suficiente para me levar para jantar. Mesmo que eu fosse inexperiente com o sexo oposto, continuava ansiosa por sentir um relacionamento, o toque de um homem, um beijo. Esse era um aspecto de minha vida que eu estava dolorosamente perdendo, e Alice e Edward estavam certos, talvez uma vez que eu experimentasse a coisa real, eu seria capaz de colocar todas as minhas emoções em minha escrita e de verdade fazer um nome para mim mesma, outro que não fosse Cocô de Gato Extraordinário.
O projétil virgem
"Eu juro por Deus, se você não parar de se lamber, eu vou pegar essa sua língua de lixa d'água e recortar com um par de tesouras, e você sabe o que? Eu vou curtir fazer isso, também!" eu gritei para Sir Licks-a-Lot, o gato laranja que insistia em passar um tempo no meu escritório todo dia na hora de seu banho diário.
"O que eu disse a você sobre conversar com os gatos?" Rose, minha colega de trabalho disse enquanto parava na porta de entrada. "Isso não é saudável, Bella".
"Nada nesse escritório é saudável", eu disse, enquanto dava uma olhada pra baixo em Sir Licks-a-Lot. "Pare de me encarar com sua língua metade pra fora; isso é bizarro!"
Como se ele fosse dono do meu escritório e tudo dentro dele, ele se sentou ereto enquanto mantinha contato ocular comigo, estufou seu peito, e então vomitou uma bola de pelo, bem na minha mesa.
"Eca, que nojo!" gritei, enquanto dava as costas pra bola laranja vomitada.
Com um olhar esnobe em sua face, ele levantou sua pata,
esfregou sua boca e depois pulou fora de minha mesa.
"Você viu aquilo?" eu perguntei a Rose, que estava no chão rindo de mim. "Eu acho que ele me deu o dedo do meio quando esfregou sua boca".
"Gatos não têm dedos", Rose me corrigiu entre risadas.
"Garras do meio então, ele me deu alguma coisa, isso é certeza".
"Você vai limpar aquilo?" Rose perguntou, saindo do chão para uma das cadeiras arranhada por gatos em frente a minha mesa.
"Não, vou guardar para o jantar", anunciei sarcasticamente.
"Você é nojenta".
Peguei um guardanapo da minha mesa - eu mantinha uma pilha deles lá por essa razão, limpar as bolas de pelo - e joguei isso na lixeira, odiando cada aspecto de minha vida durante o processo.
Murcha, me apoiei de volta em minha cadeira e disse, "Você não tá cansada de estar nesse escritório? Os gatos estão começando a me deixar insana. Isso não pode ser saudável".
"Hey, só fique feliz que você não é uma estagiária cujos deveres são alimentar os gatos, escovar os gatos e se certificar de que suas liteiras estejam sempre limpas no quarto do cocô".
O quarto do cocô.
Eu só tinha estado lá uma vez, e foi porque era meu primeiro dia e eu estava dando uma volta na empresa. O ofensivo cheiro de xixi de gato era tão ruim que eu não cheguei nem perto do quarto desde então. O quarto do cocô era onde todas as liteiras estavam, e não eram pequenas liteiras, eu estou falando de liteiras do tamanho de um navio de BattleStar Galactica. Eles estavam posicionados em diferentes prateleiras e diferentes níveis do quarto. Aquilo era o pesadelo de um estagiário.
"Como nós conseguimos segurar os estagiários por tanto tempo?"
"Estudantes de faculdade desesperados", Rose respondeu, olhando pra baixo em suas unhas. "Eles vão fazer qualquer coisa para entrar em uma revista impressa nestes dias, mesmo se isso significar ser um poste de arranhar ambulante".
"Isso me lembrou, chegou uma remesa de Cat Emery Boards para mim? Está previsto que eu faça algum tipo de exposição deles, mas tenho que receber a caixa ainda".
"Não que eu saiba, mas você pode perguntar a Susan; ela que trata de todas as remessas do serviço de entregas, o que, a propósito, você viu sua roupa outro dia? Ela estava no completo modo vovó-piranha".
Susan era nossa recepcionista, louca dos gatos certificada de acordo com ela mesma, que tinha uma queda maior pelo moço do serviço de entregas. Sempre que ela sabia que ele estava vindo, ela passava seu batom vermelho que sempre manchava seus dentes, sua sombra de olhos azul, que era dezesseis anos jovens demais para ela, e uma miniblusa que sempre parecia causar problemas com seus sutiãs de velha senhora.
"Não vi; eu estava entrevistando um abrigo do centro. O que ela estava usando?"
Rose se inclinou pra frente e olhou por sobre seu ombro para Susan, que estava cutucando seus dentes com um palito de dente. Com uma voz calma ela disse, "Ela tava com uma camiseta Hannah Montana com um profundo decote que ela mesma deve ter feito, e um par de calças de vinil roxa".
"Eu não acho que consigo acreditar em você nesse instante", eu disse, tentando prender minha risada.
Com uma risada zombeteira em seu rosto, Rose puxou seu celular e me mostrou uma foto que ela tirou de Susan falando com o homem do serviço de entregas, com sua barriga saindo pra fora de sua camisa Hannah Montana e calças roxas.
"Oh meu deus", eu disse, enquanto cobria minha boca. "Isso é a melhor coisa que eu já vi".
Eu estava para puxar o celular para uma olhada mais de perto quando Sir Licks-A-Lot pulou na minha mesa e começou a usar meu teclado como arranhador.
"Eh, cai fora daqui. Pssst!" eu tentei enxotá-lo pra longe.
Ele pulou pra fora de minha mesa, mas não antes de estourar o "d" de meu teclado e levar com ele
"Aquele pequeno bastardo!" eu gritei, enquanto ele escapava porta afora, mas não antes de sorrir de volta pra mim com o "d" em sua boca. "Ele agora tem o meu d e meu a. Como infernos eu deveria escrever artigos revolucionários em um ambiente como este?"
Agitando suas mãos e rindo, Rose disse, "Ele odeia você, você sabe disso, certo?"
"Eu pisei no rabo dele uma vez, por acidente. Ele vai segurar aquilo contra mim a vida inteira?"
"Com toda a certeza que ele vai. Hey, o que será que ele está tentando dizer?"
"O que você quer dizer?" perguntei.
"Bem, ele tem seu d e a, ele deve estar tentando falar alguma coisa".
"Provavelmente 'morra, vadia, morra", eu brinquei, principalmente brinquei.
"Ele iria precisar de muitos as para isso".
"Bem, me deixe saber se você ver outros teclados sendo arranhados até a morte, nós podemos tentar quebrar seu codigo antes dele agir".
"Vamos fazer", Rose disse com um sorriso. "Então, eu vim aqui perguntar a você uma coisa".
"Oh, não. Eu não gosto desse olhar em seu rosto".
Rose segurou sua mão e disse, "Antes que você diga não, por favor, só me ouça. Eu sei que você não tá nessa coisa de encontro as cegas, mas eu conheci esse cara que iria ser perfeito pra você".
"Rose..." falei lentamente.
Eu ia a encontros, mas eu nunca ia a encontros as cegas. Eu não estava realmente de acordo com a estranha possibilidade de uma cena em que você vai ao encontro e vê que, não só ele é um palmo mais baixo do que te disseram, mas também tem uma verruga no queixo que pisca para você cada vez que ele sorri.
"Espere aí antes de você dizer não. Eu tenho de te dizer que ele não é como Marcus".
Marcus foi o ultimo cara que ela me apresentou, o da verruga piscadora.
"Ele é amigo de Emmett e é novo na cidade. Nós dissemos que iríamos levá-lo para se divertir, e pensei que você gostaria de ir conosco. Nós vamos dançar música dos anos 60..."
Maldita, maldita do inferno! Ela sabia que eu amava uma boa dança e era muito raro eu ir porque nunca encontrava parceiro, um que fosse semi-decente, a propósito.
"Ele sabe dançar?"
"Alguns chamam ele de Fred Astaire", disse Rose, enquanto remexia suas sobrancelhas.
"Você achava que Marcus parecia com Andy Garcia, quando na vida real ele parecia com PeeWee Herman, então me desculpe se eu não consigo totalmente confiar na sua opinião".
"Eu disse a você, eu estava bêbada quando encontrei Marcus pela primeira vez, okay? Eu tinha tequila agindo. Eu me desculpei por aquilo, você consegue superar agora?"
"Certo. Quando você quer sair?" eu perguntei, me sentindo apreensiva, mas um pouco excitada a respeito de um possível encontro.
"Esta sexta", ela grunhiu enquanto batia suas mãos.
Pensando sobre minhas opções, eu concordei com a cabeça e apontei meu dedo pra ela, antes que ela ficasse muito excitada.
"Não leve isso muito a sério. Eu só estou indo porque não tenho ido dançar faz um tempo".
"Eeeee!" ela grunhiu de novo, enquanto batia palmas e pulava pra cima e pra baixo. "Você está indo a um encontro!"
"Você me deixa exausta", eu disse, enquanto apontava para ela sair. "Eu tenho de terminar este artigo se quiser sair daqui em uma hora decente, e antes de Sir Licks-a-lot voltar para tramar minha morte".
Assentindo, ela se levantou e fechou suas mãos em seu peito. "Você vai amar Atticus!"
"Atticus?" perguntei, mas ela saiu antes que pudesse responder minha pergunta.
Só pelo nome dele eu já estava começando a me sentir nervosa sobre sexta, e sobre quem Atticus seria.
Rose, abençoado seja seu coração, tinha boas intenções, mas seus encontros às cegas eram selecionados na esquina de Creepy Court e Loser Lane. Isso porque eles eram normalmente amigos de seu namorado, quem por ele mesmo não era muito um vencedor, não que eu pudesse julgar muito. Eu podia contar em uma mão os encontros que tive na minha vida inteira. Eu sou a amiga, nunca a namorada, e eu estava okay com isso até perceber que tinha vinte e três anos, e continuava virgem e tão sexualmente inexperiente quanto uma adolescente com posters de Justin Bieber cobrindo suas paredes.
Eu terminei meu trabalho, evitei os olhares de Sir Licks-alot e sua dominação, que parecia estar amontoado no canto, escrevendo um plano de jogo na parede com suas unhas, enquanto rolava uma bola de catnip. Eu instantaneamente me senti nervosa por meu teclado e por sua passagem pela noite.
Enquanto eu pegava o metrô pra casa, pensei sobre minha situação de vida. Eu estava atualmente sendo intimidada por um gato de 10 kilos com o demônio em seus olhos; meu emprego, que pagava as contas, mas era arrepiante de tê-lo em meu curriculum como um emprego de verdade, e minha vida sexual, que era não-existente. Eu precisava pra caralho de uma mudança.
Eu estava em meus vinte, e deveria estar lá fora examinando os montes de encontros com homens ansiosos e parceiros sexuais que NYC tinha a oferecer, ao invés de sair com meus namorados literários, mesmo que eles fossem o único tipo de homem que poderia verdadeiramente me satisfazer. Eles eram perfeitos.
As pessoas ecléticas do metrô fluiam dentro e fora do trem, ouvindo musica em seus fones, mandando mensagens, e alguns até mesmo se pegando. Sendo a pervertida que eu era, eu assisti o casal se pegando com satisfação: como suas mãos corriam pra cima e pra baixo no corpo um do outro, como eles mal paravam pra respirar...
Eu quero aquilo! Eu quero saber o que é enfiar minha língua na garganta de um garoto. Eu quero saber como é uma ereção em ação ao vivo, ao invés de só ler sobre isso. Se eu iria fugir da vida de louca dos gatos que eu estava vivendo e finalmente escrever a novela romântica em que estive trabalhando por anos, então eu preciso de experiência de vida;
eu preciso fazer sexo!
Com renovado vigor, caminhei para fora do metrô, subi para meu apartamento e entrei na minha sala. Eu iria fazer um plano de jogo de como perder minha virgindade. Alice estava certa, eu precisava começar a experimentar, me levando pra fora e tomando notas, porque quando eu estivesse finalmente pronta para ter um homem abelha polinizando minha flor, eu queria me lembrar de tudo sobre isso.
Deixando minha bolsa na mesa de lado, eu catei água na geladeira e fui para meu quarto, onde havia um pequeno embrulho de presente sobre minha cama com um recado. Eu fechei minha porta e pulei na minha cama, me perguntando o que um de meus amigos tinham me deixado. Eu abri o cartão e li em voz alta.
"Hora de encontrar seu grande 'O'. Amo você, Edward".
Confusa, cavoquei pela bolsa e puxei pra fora uma pepita pesada rosa do tamanho de um projétil, e um kindle que tinha um recado dizendo que estava completamente cheio. Meu coração vibrou no presente dos livros, mas então eu observei a pepita, me perguntando o que era.
"Que diabos?"
Eu chacoalhei aquilo na minha mão e imediatamente começou a vibrar, enviando a ardente cor vermelha para meu rosto.
Edward me deu um vibrador. Um vibrador! Que infernos eu faria com um vibrador?
"Edward?" eu chamei pelo apartamento com o projétil na mão, procurando por meus colegas de apartamento, mas ninguém estava em casa. Eu fui ao quarto de Edward, onde havia um recado pendurado na porta.
Bella – não vou estar em casa até tarde desta noite Apague as luzes, fique pelada e se divirta. Amo você – Edward.
PS. Eu espero ter baixado alguns livros bons; coloquei os com homens meio pelados na frente. Pensei que estes seriam inspiradores.
"Oh, meu deus, eu odeio ele", eu disse, enquanto tempestuava para meu quarto e batia minha porta com força.
Eu joguei o projétil de volta na bolsa, mas deixei o Kindle no criado-mudo - continuava inebriada por aquele presente, mas irritada pelo outro. Fui pra minha mesa, onde eu puxei um caderno de anotações novo e escrevi - "Meu diário do sexo" na frente. Me sentindo realizada com meu progresso, abri o caderno e comecei a escrever.
02 de junho de 2014
Eu vi um casal se pegando no metrô hoje...
Por ao menos cinco minutos, sentei e encarei a primeira entrada de meu diário, não sabendo mais o que escrever. Eu estava tão deprimida. Se isso não era uma indicação de quanto eu precisava me aventurar para fora de minha zona de conforto, então eu não sabia o que era. Minha irritação com Edward começou a passar enquanto percebia que eu poderia precisar da não autorizada ajuda que ele estava oferecendo. Eu podia sentir o embrulho de presente sobre minha cama me implorando para ser aberto de novo, para ser usado. Maldição!
Olhei a sacola, pensando que aquilo poderia não ser uma coisa ruim de tentar; aquilo era uma nova experiência, e poderia ajudar a me dar pistas do que esperar do que estava por vir.
Dando uma profunda respiração, abaixei minha caneta, fui para minha porta e chamei pelos meus colegas de apartamento de novo; ninguém respondeu, indicando que eu estava sozinha em casa. Fechei a porta e me virei para a cama, olhando a sacola mais uma vez.
'Eu posso fazer isso', disse a mim mesma, enquanto ia para a sacola e puxava o pequeno vibrador para fora, me perguntando por que Edward escolheu um tão pequeno. A única conclusão que eu poderia chegar era porque eu sou uma virgem e não tinha experiência com itens mais compridos de homens.
A lã da minha saia estava pinicando, então eu decidi que, para testar minha sexualidade, eu teria de estar confortável. Com aquela solida ideia, abri minha saia, desabotoei minha camisa e coloquei uma comprida e enorme camiseta que tinha um gato gigante na frente. Sim, eu gostava de camisetas grátis do trabalho; eu estava okay com isso.
Deslizando minha roupa de baixo, eu as lancei dentro do cesto com a habilidade destra de meu dedão do pé e soquei o ar enquanto rumava para a cama.
A cama rangiu enquanto eu sentava e entrava em posição, o que basicamente era eu pulando pela cama como uma baleia até estar confortável. Eu empurrei a sacola para o chão e agarrei o vibrador com minha mão direita, pensando que o usaria mais habilidosamente com minha mão dominante.
Cuidadosamente, examinei o pequeno mecanismo e liguei. Ele vibrou na minha mão, me fazendo rir de quão poderosa a coisa na verdade era, mesmo sendo tão pequena.
"Eu acho que tamanho realmente não importa", disse pra mim mesma, enquanto fechava os olhos e baixava o projétil para minha vagina.
Eu pairei por sobre minhas áreas privadas por uns bons minutos, me perguntando se o projétil iria desligar da não ação.
"Eu posso fazer isso", disse, enquanto dava uma profunda
respiração e estendia minhas pernas tão escancaradas na cama que elas estavam quase caindo para os lados. Quanto mais aberto melhor, eu supunha.
"Eu não consigo acreditar que estou fazendo isso", falei para ninguém, enquanto minha outra mão descansava sobre minha cabeça. "Só faça isso", repreendi.
Trincando meus dentes, segurei o projétil com meu dedo indicador e dedão e inseri o projétil dentro de minha vagina. Obrigada deus pelos tampões, porque eu fui facilmente capaz de localizar o buraco. Vibrações instantaneamente correram por minha metade de baixo, me fazendo grunhir.
"Oh deus, isso é estranho", falei para ninguém, enquanto fazia um pouco de dentro e fora com o projétil. "Isto deveria realmente ser maior, eu mal consigo senti-lo lá".
Eu continuei a fazer pequenas inserções. Conseguia somente pensar sobre o que minha vagina deveria estar pensando agora, como se eu estivesse jogando o jogo de bater na verruga com isso. Eu comecei a rir enquanto pensava sobre vencer o jogo contra minha vagina.
Eu achei mais fácil inserir quando as vibrações começaram a crescer em mim. Eu me perguntava se isso era porque eu estava começando a ficar ligada. Eu estaria escorrendo? Isso estava bastante liso... estaria eu me deixando ligada? O mero pensamento me deu calafrios. Eu nunca tinha me masturbado antes, então eu não tinha ideia do que esperar sentir em minha própria vagina. Estaria eu fazendo isso certo?
Eu não achei que estivesse, porque o projétil mal ia dentro.
Eu me perguntei...
Respirando profundamente, pressionei o projétil por todo o caminho de minha vagina, até sentir que ele estava completamente inserido. Imediatamente um suor começou a quebrar ao longo de minha pele pelas vibrações dentro do meu canal vaginal.
"Oh doce Jesus", eu disse, enquanto minhas mãos começaram a agarrar os lençóis da cama.
O projétil não só vibrava continuamente, mas também pulsava em diferentes padrões, que minha vagina estava começando a memorizar e contrair com cada choque, ao ponto que comecei a me sentir desconfortavel.
Querendo voltar para os mini-impulsos, eu fui tirar o projétil de minha vagina, mas estava travado! Eu não conseguia nem mesmo senti-lo, porque estava fundo demais.
"Oh meu deus!" me sentei com medo quando minha vagina começou a contrair com as sensações.
Pânico lavou sobre mim enquanto eu tentava agarrá-lo de novo, dessa vez tentando empurrá-lo pra fora usando meus músculos vaginais. Mas tudo que aconteceu foi uma ameaça de empurrar alguma coisa mais pra fora, então eu parei
imediatamente e procurei pelo meu quarto por alguma coisa para me ajudar.
Sobre minha mesa, próxima a minha cama, estava uma régua, que eu agarrei e observei pontualmente as beiras. Não, eu não estava pronta para forçar a maldita coisa pra fora, então baixei a régua e olhei pelo meu quarto um pouco mais, todo o tempo permanecendo em pânico sobre o vibrador enfiado em meu buraco do prazer.
Talvez houvesse forcéps na sacola de presente ou instruções, eu pensei, enquanto alcancei embaixo bem quando um pulso correu por minha espinha, vindo do projétil.
"Madrepérola!" eu guinchei quando senti o chão, escalando ao redor da sacola. Eu inclinei a sacola de cabeça pra baixo, mas nada caiu. "Maldito seja", praguejei enquanto outro pulso tremeu meu útero inteiro.
Suor continuava a se formar sobre minha pele, enquanto eu pensava sobre as consequências de ter um vibrador preso em minha vagina; isso não podia estar acontecendo. Eu definitivamente não iria ao medico para ele puxar um vibrador para fora de mim, então me levantei, ergui minha camiseta pra cima para poder olhar o que eu estava fazendo e abri minhas pernas como um lutador de sumô.
"Qual é, sua putinha" eu xinguei - enquanto pulava pra cima e pra baixo em minha posição agachada, tentando afastar minhas pernas tanto quando possível, desejando que minha vagina parasse de contrair ao redor da maldita coisa.
"Por favor, saia!" eu disse, pulando mais forte enquanto olhava pra baixo em minha região sul, desejando que a maldita coisa desentalasse.
Mais suor gotejava abaixo de minhas costas enquanto a sensação dos pulsos continuava correndo através de mim, quando o puro medo de, ter um vibrador preso em minha vagina cruzou minha mente.
Bem quando eu estava dando um ultimo pulo gigante, minha porta escancarou e Alice entrou.
"O que diabos você está fazendo aqui?" ela perguntou, enquanto parava na porta de entrada e olhava para mim chocada.
Eu parei no meio do meu quarto, minha saia enrolada levantada ao redor de minha cintura e meu tronco nú a mostra para todos verem.
Eu estava quase gritando para ela sair do meu quarto quando o projétil que estava uma vez atolado em minha vagina golpeou o chão e rolou para Alice, graças ao velho piso desnivelado que só um apartamento de New York City poderia oferecer.
Nós ficamos em silêncio quando Alice parou o projétil com seu pé e depois olhou de volta pra mim.
Seus lábios contraíram enquanto ela estudava a cena desenrolando em frente a ela. "Isso estava preso em sua vagina?"
Eu rapidamente puxei minha camiseta pra baixo e estiquei, para que eu estivesse apropriadamente coberta antes que começasse a falar.
"É rude entrar no quarto de alguém sem bater".
"Me desculpe por me perguntar que tipo de debandada de elefante você tem aqui. Se eu ao menos tivesse sabido que você estava tentando remover um vibrador de sua vagina, eu teria dado a você mais privacidade".
Calor de vergonha veio direto para meu rosto, tornando-o completamente vermelho.
"Isso é culpa de Edward", eu culpei. "Ele não me deu um comprido o bastante".
"Do que você está falando?" Alice perguntou, enquanto pegava um lenço de minha cômoda e levantava o vibrador. "Ele te deu um projétil".
"Porque eu sou virgem, eu sei", eu disse, virando meus olhos.
"O quê? Não. Você sabe o que um vibrador projétil é, Bella?"
Eu estava quase respondendo, quando fechei minha boca e pensei sobre isso por um segundo. Eu na verdade não sabia o que isso era. Eu só supus.
"Um vibrador para alguém que não rompeu seu hímen ainda?"
Um olhar contorcido de desgosto cruzou o rosto de Alice enquanto ela me estudava.
"Você pode dizer hímen, mas boceta é nojento para você?"
"Isso é um termo medico, a palavra com 'b' é gíria".
Balançando sua cabeça para mim, Alice disse, "Eu amo você Bella, mas você consegue ser tão ingênua às vezes. Um projétil é um estimulador de clitóris. Isso não vai dento de sua vagina, é só pra brincar entre seus vales".
"Você quer dizer... brincar em minhas doces dobras femininas?"
"Jesus, sim!" Alice respondeu, jogando o projétil sobre minha cama. Ela começou a rir e disse: "Eu não consigo acreditar que você enfiou em sua vagina". Como se ela enfim compreendesse o que tinha rolado, ela começou a rir histericamente enquanto segurava a porta de meu quarto. "Você tinha isso entalado em sua vagina e estava pulando pra cima e pra baixo pra tirar isso pra fora". Ela deslizou no chão e secou as lágrimas de seus olhos, enquanto eu dobrei meus braços sobre meu peito e esperei que ela acabasse.
"Como eu deveria saber?" eu me defendi. "Não havia instruções. Edward só me disse para encontrar meu O. Quem saberia que era só um estimulador de clitóris?"
"Você saberia se fosse para a sex shop comigo".
"Você sabia que aqueles lugares são cobertos de sêmen? Você conhece estas cabines de vídeos de sexo? Sim, eles não tem higienizadores de mão. Não há nenhum jeito de eu poder ir em um desses lugares. Você pode praticamente ficar grávida só de fungar o ar".
"Sim, eu li isso nas manchetes outro dia. Mulher sexualmente ativa fica grávida de respirar em uma sex shop".
Eu estudei Alice por um segundo e disse, "Você e eu, ambas sabemos que esse título está muito comprido para uma manchete".
Alice desceu pro chão enquanto ria e balançava sua cabeça. "Sério Bella, eu tô orgulhosa de você por tentar, mas talvez pergunte na próxima vez, antes de começar a enfiar coisas em sua vagina. Você consegue imaginar se nós tivéssemos que ir ao hospital para remover essa coisa, sentar no hospital enquanto você está constantemente sendo estimulada? Deus, você pode enfiar de volta pra nós podermos ver o que acontece na sala de espera. Isso faria minha noite".
"Você pode sair agora", eu apontei.
"Tá certo", ela ergueu sua mãos, mas disse antes de sair, "A propósito, eu vou ligar para minha especialista em depilação amanhã; nós vamos dar a você uma brasileira, garota, porque esse arbusto não é nem um pouco lisonjeiro".
"Hey, eu aparei!", eu disse, enquanto fechava minhas pernas.
"Nós queremos liso, Bella, não podado. Acredite em mim, quando você finalmente tiver um cara ali embaixo, você quer ter certeza de que as coisas estão tão limpas quando possível".
Outra onda de vergonha relampejou através de mim com o pensamento de um cara sendo tão intimo comigo.
"E pare de corar cada vez que eu falo sobre sexo. Você tem de dominar isso, garota, ser um ser sexual. Começar a assistir pornô... isso ajudaria".
"Okay, adeus, Alice".
"Tchau Bella. Me deixe orgulhosa e se masturbe do jeito certo: uma mão nos seios e uma no clitóris".
Eu fechei minha porta na cara dela enquanto ela ria todo o caminho para seu quarto. Eu olhei para o lenço enrolado no projétil sobre minha cama e ri daquilo. A maldita coisa sabia exatamente o que eu estava fazendo e tirou vantagem de mim. Eu não chegaria nem perto daquela coisa por um período muito longo de tempo. Estupido Edward.
Pegando meu notebook, sentei de volta em minha mesa e continuei a escrever em meu diário.
02 de junho, 2014
Eu vi um casal se pegando no metrô hoje...
Nota para mim mesma: googlar brinquedos sexuais antes de usá-los. Ações precipitadas podem causar danos corporais e vergonhosas viagens ao hospital, sem a apropriada pesquisa ser conduzido primeiro.
Por outro lado, vibradores não são de tamanhos diferentes devido a sua experiência sexual. Vibradores projetil são para estimulação clitórial, não para virgens que precisam ser defloradas. Também, Virgínia (minha vagina) curtiu a opção de vibração do projétil, mas não gostou de ser viciosamente atacado pelo dito projétil entalado, (a mini-máquina).
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Beijo grande e até
