Como prometido, mais um capítulo.

Boa Leitura

Os mais finos fluídos do caldeirão étnico de New York

"Onde está Alice?" perguntei a Jasper, que estava de bobeira em nosso apartamento, parecendo bastante inquieto.

"Fazendo compras", ele olhava ao redor da sala de estar enquanto eu passava o rolo adesivo no sweater que estava usando.

Eu estava me aprontando para o meu encontro com Mike, que eu estava meio-esperando agora. Aquilo parecia mais uma tarefa neste ponto. Apesar de que eu estava excitada sobre a parte da pizza.

Os últimos dois dias tinham sido os mais esquisitos da minha vida, graças ao beijo espontâneo de Edward. Durante o dia inteiro de ontem, eu pensei sobre como ele me tratou de manhã, e como isso parecia certo, mas também tão estranho. Quando cheguei em casa na noite passada, fingi estar doente e me certifiquei de ninguém vir ao meu quarto, apagando as luzes e praticamente me escondendo debaixo de meus cobertores para que meu Kindle não iluminasse tão brilhantemente.

Se eu estava evitando Edward? É claro. Eu não sabia o que dizer a ele, como reagir a ele, e a única pessoa com quem eu queria conversar, a única pessoa com quem eu trabalhava os meus problemas, era o problema dessa vez. Eu pensei sobre conversar com Alice sobre isso, mas eu não queria colocá-la no meio de nosso pequeno drama de colegas de apartamento, especialmente porque ela provavelmente não iria jamais nos deixar esquecer-se disso.

Restou Rose, então quando fui trabalhar ontem, eu sentei em seu escritório e esperei que ela chegasse.

Infelizmente, ela e Edward não se bicam, então ela não foi de muita ajuda no que dizia respeito a conversar. Ela ficou me falando para esquecer sobre ele e seguir em frente, que ele estava só brincando comigo, o que eu não acreditava que fosse verdade; ao menos eu esperava que não fosse. Ele não teria razão para fazer tal coisa, exceto por... perseguidor de virgens.

Não havia jeito de ele ser um colhedor de cerejas. Eu não podia acreditar na ideia de tal coisa, e eu não podia acreditar que ele arruinaria nosso relacionamento por isso, de jeito nenhum.

Esta manhã, quando fiquei pronta para o trabalho, eu escapei de casa rapidamente, o evitando mais uma vez. Eu sabia que ele sabia, por que depois ele me enviou uma mensagem de texto me avisando que estava descontente por não ter me visto de manhã. Eu me sentia culpada, culpada como o inferno, mas eu era uma ruína de nervos agora, sempre

que estava perto dele, e eu odiava aquilo. Eu não deveria ficar nervosa perto dele, jamais.

Eu empurrei o drama de Edward pra fora de minha cabeça quando cheguei em casa do trabalho e comecei a me arrumar para o encontro. Eu estava esperando ao menos uma noite agradável com Mike. Ele parecia ser um bom rapaz. Eu recebi uma mensagem dele mais cedo dizendo que ele não conseguiu garantir reservas para nós no lugar da pizza, mas ele achou que seria divertido fazer as pizzas na casa dele, e eu decidi que estava confortável o bastante com isso. Eu dei a Rose as informações sobre o rapaz, normalmente uma tarefa para Edward, e disse a ela que se eu não lhe enviasse uma mensagem mais tarde nesta noite, ele tinha me sequestrado.

Eu estudei Jasper um pouco mais e notei que ele estava sentado na beirada do sofá, suas pernas se mexendo pra cima e pra baixo, olhando em seu relógio constantemente, inquieto.

Aproveitando o momento, sentei perto dele e perguntei, "Esta tudo bem, Jasper? Você parece um pouco, estranho, agora".

"Bem", ele disse, ainda olhando em seu relógio.

"Eu não caio nessa, o que está acontecendo?"

Jasper correu suas mãos por seus cabelos, olhando ao redor de novo, e depois puxou algo de seu bolso. Ele entregou isso pra mim e eu engasguei quando vi o que era.

"Isso é o que eu penso que é?"

"Sim", ele assentiu.

"Você vai fazer o pedido esta noite?"

"Eu estava pensando sobre isso, mas ela esta levando uma eternidade pra chegar em casa. Eu tô me perdendo dos nervos".

"Por que? Você acha que ela vai dizer não?"

"Ela poderia. Nós não falamos sobre casamento ou algo sobre isso, Bella. Mas eu sei que eu não consigo ficar sem ela mais. Eu não consigo aguentar essa coisa de casa dela e minha casa. Eu quero que a gente more junto, divida uma vida juntos".

Meu coração derreteu bem ali no lugar. Eu gostava de Jasper, mas eu fiquei um pouco mais afeiçoada por ele depois de seu pequeno discurso.

"Ela vai dizer sim, Jasper. Sem dúvidas sobre isso. Ela é louca por você".

"Você acha?" ele perguntou, claramente querendo confete. Eu iria dá-lo a ele, por que ele parecia seriamente consternado.

"Eu sei, Jasper. Ela vai ficar tão excitada. O que você planejou?"

Ele encolheu os ombros. "Eu não sei de verdade. Pensei sobre fazer algo elaborado, mas esse não é o tipo de casal que nós somos. Eu estava pensando sobre só encontrá-la no quarto e me ajoelhar, manter isso simples".

"Isso vai ser uma surpresa total. Eep! Eu estou tão excitada por vocês dois", aplaudi.

"Obrigado, Bella".

Eu pensei sobre o relacionamento de Jasper e Alice através dos anos, e como eles começaram como amigos, mas descobriram que eram mais que amigos enquanto seus momentos juntos aumentavam. Eu não podia culpá-los; eles eram elétricos juntos.

"Isso vai acontecer com você, Bella", Jasper interrompeu meus pensamentos. "Só tenha fé. Você vai acabar com algum garanhão; eu sei disso".

"Obrigada, Jasper", eu ri de sua escolha de palavras. "Eu não posso acreditar que vocês dois vão finalmente se casar. Eu sinto como se vocês tivessem estado juntos eternamente".

"Nós temos, mas eu estou contente que nós começamos como amigos, por que não há relacionamento a menos que vocês sejam amigos primeiro".

"Mas, você não ficou preocupado sobre perder aquela amizade, se as coisas não funcionassem?" eu perguntei, tentando parecer casual sobre a pergunta, mas pelo jeito que Jasper me olhou, ele podia ver os meus motivos para aquela questão.

"Eu estava mais preocupado sobre não ter Alice em minha vida, cada segundo do dia. Você conhece aquele sentimento, quando algo acontece com você, e só há uma pessoa no mundo que vai te entender e pra quem você absolutamente tem de contar?"

"Sim", respondi, pensando em Edward. Ele era meu porto seguro.

"Essa era Alice para mim. Eu percebi que, em algum ponto, eu não a queria mais só como uma amiga, eu a queria em minha vida em todos os momentos".

"Mas, cruzar aquela linha, de amigos para... mais que amigos, não é estranho?"

"Não", ele disse, enfático. "Quase parecia como se estivesse destinado a acontecer, como se fosse louco que nós não estivéssemos nos pegando há anos".

"Hmmm", eu torci meu braço em meu colo enquanto pensava sobre a outra noite, como meus lábios tão facilmente encobriram sobre os de Edward, como sua mão perambulando por meu corpo não me fazia querer empurrá-lo pra longe, mas puxá-lo mais para perto.

Eu tenho lido livros onde melhores amigos ficam juntos, e isso sempre parece tão fácil. Isto era como parecia, começar a ver seu melhor amigo de forma diferente? Ele me via diferentemente? Ou eu era só uma garota?

"Você deveria ir nessa. Edward é um ótimo cara e ele te adora".

"Desculpa?" eu perguntei, me sentindo um pouco chocada que Jasper pudesse ler minha mente.

"Qual é, a quimica sexual entre vocês dois é tão desconfortável de se estar por perto. Seria ótimo se vocês dois nos fizessem um favor e finalmente agissem".

"Eu não quero isso, só ter uma noite com ele. Isso poderia arruinar tudo, Jasper".

"Eu não acho que ele só quer uma noite com você, Bella. Você pode ver nos olhos dele, o jeito que ele olha pra você, o jeito que ele é super protetor com você".

"Este é ele sendo um amigo".

"Ah é? Bem, ele não faz a mesma coisa com Alice, faz?"

Eu abri minha boca para responder, dizer a ele que ele fazia, mas quando pensei sobre isso, ele realmente não fazia. Edward e Alice eram amigos, mas não tão próximos como eu e ele éramos.

"Ele não a trata igual por que ela tem você; ele não precisa ser protetor com ela", contra argumentei.

"Isso é besteira, e você sabe disso". Jasper levantou do sofá e caminhou para o quarto de Alice, onde eu presumi que ele esperaria por ela. "Só admita isso, Bella, você gosta de Edward e ele gosta de você. Quanto mais rápido vocês descobrirem isso, mais rápido vocês serão capazes de encontrar o que Alice e eu temos, e acredite em mim quando eu digo, eu desejaria meu relacionamento a qualquer um; é a melhor coisa em minha vida".

Com um sorriso, ele entrou no quarto dela e fechou a porta.

Eu me entortei no sofá e tentei entender onde meu coração repousava. Ao invés de ser capaz de acalmar os nervos flutuando em meu estômago, eles continuavam a dar nós, de novo e de novo.

A imagem da personagem principal do meu livro veio a minha mente, e eu pensei sobre o que ela faria nesta situação, o que eu iria querer que ela fizesse. Dado que eu sou um coração romântico, eu estaria batendo meu Kindle no meu travesseiro, dizendo a garota para desistir de suas estúpidas reservas e só ir em frente. Não era assim que todos os românticos eram, tudo sobre dar ao amor uma chance? Essa era a base de todo livro de romance por ai; dar ao amor uma chance.

Parecia tão fácil, só se colocar lá, ceder aos sentimentos que tem mantido escondido por tão tempo, colocar a mais importante coisa em sua vida na pista.

Mas se eu alguma vez perder Edward por que pensei que ele poderia na verdade querer começar um relacionamento comigo, eu nunca iria me perdoar. Ele é importante demais para mim.

Ugh, eu era aquela garota. Aquela garota que não conseguia recompor sua maldita mente. Aquela garota no romance que eu queria chacoalhar incontrolavelmente, dar uns tapas para colocar algum senso nela. Eu podia ver as resenhas agora: 'Deus, Bella é tão irritante'. 'Bella é tão aguada e insípida'. 'Bella não reconhece uma coisa boa mesmo quando isso bate na cara dela'.

Bem, da perspectiva de alguém de fora, amor parecia fácil, mas quando é você que está no banco quente, tomando as decisões, não é tão fácil colocar seu coração lá, juntando coragem suficiente para se jogar no desconhecido. Amor não é fácil e amor não é gentil; amor é algo onde você sacrifica tudo na esperança que talvez, só talvez, haja uma pessoa neste mundo que vai te aceitar pelo que você é.

A porta da frente do apartamento abriu, e eu sabia sem nem mesmo olhar que era Edward, só pelo jeito que seus sapatos batiam no piso de madeira.

"Bella, estou contente que você está aqui. Eu queria ver se você gostaria de ir naquele clube de dança comigo? Swing de sexta à noite", ele levantou suas sobrancelhas e se sentou perto de mim.

Eu odiava quão casual ele estava comigo, quando nas profundezas do meu ser, minhas tripas estavam se revirando.

"Eu não posso", eu disse, me endireitando no sofá e olhando pra ele, "Eu tenho um encontro com Mike está noite".

"Aquele cara do cachorro?"

"Sim, eu tô indo na casa dele fazer algumas pizzas".

"Vestida assim?" ele perguntou, me olhando de cima a baixo.

"Sim, o que tem de errado com o que estou usando?"

"Parece um pouco revelador, não acha?"

Eu levantei e me dirigi a um espelho que ficava na sala de estar. Observei a roupa preta que estava vestindo. Eram calças pretas e um top preto, mas o top tinha renda no decote, não realmente mostrando algo.

"Não. Está okay".

"Eu acho que você deveria ir trocar, e enquanto você está nisso, aproveite e troque por um vestido de dança, pra você poder ir dançar comigo está noite".

"Edward, eu disse a você, eu tenho um encontro".

"Cancele", ele disse - se aproximando de mim e agarrando minhas mãos para me puxar mais perto de seu corpo. Sua cabeça se abaixou na minha e nossas testas estavam se tocando. "Venha comigo, Bella. Me deixe te levar para um encontro". O jeito que ele falou comigo era tão vulnerável, como se ele estivesse tentando me oferecer o mundo, mas estava nervoso com isso.

Meus pulmões colapsaram, e eu sabia que ia começar a hiperventilar. Porque ele estava fazendo isto? Ele estava mudando a dinâmica de nosso relacionamento. Isso me deixava incrivelmente assustada.

Tentando não magoá-lo, eu disse, "Nós temos um encontro domingo; nós vamos ao brunch".

Com um toque de seu dedo, ele levantou meu queixo e me encarou dentro dos olhos.

"Eu quero um encontro de verdade, Bella. Eu quero um encontro com você e só você, não seus pais ou nossos amigos. Eu quero te levar pra sair, abrir as portas pra você, te mimar, e te levar pra casa. Eu quero isso tudo, Bella".

Sendo honesta, eu respondi, "Você está me confundindo, Edward. Você está fazendo isso parecer como, como... se gostasse de mim".

Ele inclinou a cabeça para o lado e respondeu. "Isso seria uma coisa ruim?"

Seria? Bem, Virginia ficaria feliz, mas agora mesmo Virginia ficaria feliz até com uma pipeta lubrificada. Minha garota interior, a garota que tinha uma queda por Edward há tanto tempo queria isso, queria ele, mas meu coração não estava pronto para perder meu melhor amigo.

"Eu não sei", respondi honestamente. "Eu só estou confusa, Edward. O jeito que você está me tratando, as coisas que você está dizendo, tenho receio de te perder".

"O que você quer dizer?" ele perguntou, genuinamente confuso.

"Voce é meu melhor amigo. Eu não quero que algo aconteça entre a gente e depois eu perca você. Eu ficaria devastada".

"Você ficaria devastada? Que inferno, Bella, eu não saberia o que fazer se você não estiver mais em minha vida".

"Exatamente", adicionei, dando tapinhas em seu peito. "Porque bagunçar uma coisa boa, certo?"

Ele franziu a sobrancelha e deu um passo para trás, claramente ofendido, mesmo que eu não tivesse a intenção de ofendê-lo.

Ele coçou seu queixo enquanto me encarava. "Você sabe, Bella, me surpreende quão cega e ingênua você pode ser às vezes".

"Como é?"

"Você me ouviu. Você não vê o jeito que eu olho pra você todo dia, o jeito que eu te toco e falo com você? Você não consegue ver meu coração batendo pra fora do meu peito toda vez que eu estou perto de você?"

"Sim, mas isso é porque você é meu amigo. Certo?"

Balançando sua cabeça, ele passou sua mão sobre seu rosto, e depois se afastou.

Yup, eu ganhei o troféu de idiota do ano.

"Edward, eu sinto muito".

"Sim, eu também, Bella. Se divirta com seu amante de cachorros está noite. Eu vou ficar fora no fim de semana. Sam me convidou para ir aos Hamptons".

"Espere, isso significa que você não vai ao brunch?"

"Sim, significa. Eu não vou ao brunch, já que eu mais provavelmente vou ficar chapado, começando esta noite e terminando na manhã de domingo".

"Você realmente não vai?" perguntei, me sentindo muito triste e pra baixo que ele estivesse começando a me ignorar.

"Eu realmente não vou, Bella. Eu sinto muito, mas eu não sinto que devo ficar perto de você nesse momento".

"Mas, Edward", minha voz engasgou em um soluço que queria escapar. No minuto em que ele ouviu o fraquejar em minha voz, ele suspirou, vindo até mim e me puxando em seu peito. "Você não pode me deixar. Este é o porquê eu não quero que algo aconteça. Eu não posso ter você bravo comigo, Edward. Por favor, não se afaste, eu não consigo lidar com isso".

Dando uma respiração frustrada, Edward assentiu e depois se afastou. "Desculpa, amor. Só me dê algum tempo agora, está bem? Eu te vejo na segunda. Tenha um bom fim de semana e se divirta com o amante de animais. Não se meta em nenhum problema".

Um sorriso fraco se abriu em seu rosto enquanto ele acenava e se afastava.

Eu podia sentir, esse era o começo do fim para Edward e eu. Eu sei que ele disse que isso não iria nos afetar, mas já estava afetando. Ele já estava se afastando, e por causa disso, um pequeno pedaço dentro de mim morreu. Eu não seria capaz de sobreviver sem Edward. Ele era tudo pra mim, absolutamente tudo.

Meu humor para o encontro com Mike estava arruinado, graças a estranha conversa com Edward, mas eu tentei colocar uma cara boa quando encontrei Mike, que era tão bonito pessoalmente quando era nas fotos.

Junto com Mike estava seu melhor amigo, Bear, que parecia ser um cachorro muito amável, mas protetor. A dinâmica entre os dois era cativante, e eu conseguia apreciar a ligação que eles tinham um com o outro, mesmo que fosse um pouco esquisito que Mike praticamente compensasse o seu cachorro a cada chance que tinha.

Depois de algumas quase estranhas simpatias e instruções, nós pulamos direto para o fazer pizzas, o que era bom pra mim, por que eu estava faminta.

Mike morava no Upper West e tinha um pequeno, mas bom apartamento. Se seu apartamento não fosse pequeno em New York, então você estava esbanjando dinheiro. Mike era um jovem corretor de investimentos, mas de acordo com ele, estava crescendo com sua companhia, e estava esperando por uma promoção em breve. Ele falava animadamente sobre seu trabalho, como ele realmente gostava disso, e isso me surpreendia, ver alguém tão entusiasmado com seu emprego.

Talvez isso fosse por que eu desprezava meu trabalho. Alice e Edward ocasionalmente falavam sobre o que eles estavam fazendo, mas na maior parte, mantinham seus excitamentos ao mínimo.

"Então, me diga Bella, o que te trouxe a New York?" Mike perguntou, enquanto abria uma garrafa de vinho, algo que eu iria provavelmente ter de engolir, já que vinho não era meu favorito de todas as bebidas.

"Meu pais moram em Long Island".

"Ah, eu nunca teria imaginado você como uma garota de Long Island".

"Sim, eu quebrei todos os estereótipos", brinquei. "Quando eu estava na escola, eu queria descer a ilha e entrar na verdadeira cidade, então eu malhei minha bunda na escola e fui aceita na NYU, onde me formei em inglês".

"Inglês? Interessante. Me diga, qual seu livro favorito?"

"Nenhuma dúvida sobre isso, Orgulho e Preconceito. Esse foi o romance derradeiro, em minha opinião".

Assentindo, Mike me entregou um copo de vinho e foi até a geladeira, de onde tirou uma tigela de massa que ele devia ter feito mais cedo, por que parecia que tinha crescido durante o dia.

"Quem é o seu Mr. Darcy?"

"Isso é mesmo uma pergunta? Colin Firth, qual é Mike", sorri.

"Okay, só checando, por que se você disesse o cara que estava na nova versão de Orgulho e preconceito, você sabe, aquele com Kiera Knightly..."

"Matthew MacFayden", ajudei.

"Sério? Esse é o nome dele?" Mike perguntou com um olhar confuso. "Huh, nunca adivinharia isso. Que seja, se você dissesse esse cara, eu teria de encerrar esse encontro".

"Eu não sabia que você era um fã de OeP".

"Aquela Elizabeth Bennet é uma garota enérgica por se impor a Mr. Darcy".

Um pequeno riso se abriu em seu rosto, afrouxando a tensão em meu corpo. Talvez eu tenha tido uma áspera conversa com Edward que verdadeiramente machucou meu coração, mas sentada aqui com Mike, bebendo vinho, quase parecia tão natural.

"Você realmente sabe como ganhar o coração de uma garota com esse tipo de conversa".

"Eu sou Janeites , o que posso dizer?" ele disse, se referindo ao nome que os fãs de Jane Austen chamavam a si mesmos.

"Cala a boca, você não é. A próxima coisa que você vai me dizer é que é um Brony".

"O que há de errado com isso? Francamente, Rainbow Dash é meu Pequeno Poney favorito. Mas Toola-Roola verdadeiramente tem meu coração, às vezes".

Eu babei um pouco de vinho com sua confissão e peguei uma toalha para secar meus lábios, enquanto ele jogava sua cabeça pra trás e gargalhava.

"Por favor, me diga que você é não um brony de verdade? Como você sabe os nomes deles?"

"Eu tenho uma sobrinha de seis anos que é obcecada. Eu cuido dela ocasionalmente para meu irmão, e você consegue adivinhar seu último vicio?"

"Meu pequeno poney".

"Bingo" Mike disse, tocando meu nariz. "Eu fiquei de saco cheio assistindo o maldito programa e brincando com os bonecos. Eu tenho de ser honesto, alguns daqueles pôneis são verdadeiras vacas".

"Eu só posso imaginar; há brilho demais no mundo para ignorar".

"Isso é verdade", ele balançou sua cabeça e sorriu. "Já deu de conversa sobre pôneis. Deveríamos fazer nossas pizzas?"

"Claro. Me deixe lavar as mãos rapidinho, e daí eu posso ajudar".

Sai do banco que estava sentada e fui para a pia, onde lavei as mãos. Eu gostei de verdade de sua cozinha pequena, mas moderna. Era limpa e bem decorada. O rapaz era organizado, com certeza.

"Quantos anos você tem mesmo?" perguntei.

"Wow, estamos nos animando, não estamos?" ele riu e respondeu. "Trinta".

"Trinta? Wow, você é um homem velho".

"Um velho? Sério? Bem, eu acho que vou curtir umas pizzas sozinho".

"Não, eu não quis dizer isso", eu disse rapidamente, secando minhas mãos. "Você é... culto".

"Ha, está bem, boa recuperação. Aqui", ele me entregou metade da massa. "Comece a bater e esticar, pra podermos colocar molho e queijo. Eu tenho umas coberturas na geladeira pra você escolher também".

"Você fez essa massa sozinho?", perguntei, seriamente impressionada.

"Eu posso ver, pela reverência em seus olhos, que isso te impressionou, então eu odeio ter de dizer não. A pizzaria da esquina vende sua massa, então eu pensei em comprar para nós está noite".

"Ideia inteligente. Sempre que eu faço pizza em casa eu compro a massa preparada de caixinha da Jiffy, e vamos dizer que sempre fica uma merda".

Rindo, Mike concordou. "Pior mistura de massa. A única coisa Jiffy que é boa é a mistura de bolinho de milho. Aquela coisa parece legítima".

"Você sabe que cada cozinheiro sulista está praguejando seu nome depois dessa declaração".

"Hey, eu sou um cara da cidade, eu não conheço nada melhor. Um pouco de mel naquele bolo de milho, e está bom. Não fica muito melhor que isso".

"Certeza que fica", provoquei, batalhando para amassar minha massa. Mike não parecia ter os mesmos problemas que eu. "Porque sua massa esta ficando toda lisinha e a minha esta enrugada como bolas numa bacia de água fria?"

Eu tinha dito aquilo? Levei minha mão até minha boca, chocada que eu tinha dito tal coisa em um primeiro encontro.

Quando olhei para Mike, ele olhava embasbacado para mim, com um sorriso de um lado a outro de seu lindo rosto.

"Oh meu deus, eu não sabia que eu estava trazendo uma boca suja junto com o pacote que eu convidei. Eu gostei disso", ele riu. "Para responder a sua pergunta, você precisa amassar sua massa, fazer amor com ela".

Fácil pra ele, eu pensei. Ele definitivamente não era virgem, não com aquele corpo, aquele rosto, e aquelas mãos.

Não, ele era experiente.

Como você faz amor com uma massa? Visões minha de pegação com a massa, enfiando minha língua nela e golpeando-a até ela achatar corriam por minha mente. A ideia toda era completamente absurda, mas então de novo, talvez isso pudesse funcionar.

Eu inclinei minha cabeça por um segundo, e então o bom senso me chutou na bunda e me disse para ser uma humana normal. Ao invés de ficar de pegação com a minha massa de pizza, eu olhei para Mike e observei o que ele estava fazendo, e imitei seus movimentos.

"Eu acho que meus punhos são pequenos demais", eu disse, enquanto socava a massa.

Mike afastou sua massa e pegou minhas mãos. Ele as levou para perto de seu rosto e as examinou cuidadosamente.

"Quer saber, eu acho que você está certa. Essas mãos são delicadas demais. Aqui, pegue minha massa e eu pego a sua".

"Que homem cavalheiro", brinquei.

"Não se esqueça disso".

Nós achatamos nossa massa de pizza um pouco mais, e uma vez que estávamos satisfeitos, as colocamos na assadeira.

"Certo, esta é a parte divertida: hora de colocar umas coberturas". Ele foi até a geladeira e começou a tirar tigelas com papel filme em cima delas.

"Eu tenho pimentão em cubos, peperoni, azeitonas pretas e brócolis" ele riu para mim e continuou - "Algumas salsichas e cogumelos".

"Azeitonas pretas e brócolis? Tentando ganhar uns pontos, não é?"

"Esta funcionando?"

"Admiravelmente", respondi, sabendo que isso era verdade.

"Yeah", ele socou o ar como um nerd, me fazendo rir.

Surpreendentemente, eu estava tendo um tempo muito agradável com Mike, e estava tentando entender o que estava errado com ele. Sempre havia algo errado.

Depois que nós colocamos as coberturas em nossas

pizzas, as colocamos no forno e esperamos que assassem. Ele me convidou a ir até o sofá, o que eu aceitei. Eu me sentei em cima de uma perna para então encará-lo. Ele se virou para mim com seus braços no encosto do sofá. Ele estava usando uma polo azul marinho e jeans; ele estava vestido casualmente, e ainda assim muito bem.

O que me fez rir foram suas interessantes meias estampadas. Elas eram amarelas com rosquinhas de cobertura de morango.

Eu apontei para elas e disse, "Meias legais".

"Obrigado, minha mãe me dá meias o tempo todo, com coisas estranhas nelas".

"E você usa? Você é um filho exemplar?"

Ele encolheu seus ombros. "Ela fez disso um hobby. Ela gosta de encontrar meias estranhas de diferentes lugares. Aleatoriamente, eu recebo pacotes dos correios contendo só um par de meias".

"Sério? Isso é fofo. Qual é o seu par favorito por enquanto?"

"Hmmm, está é uma pergunta difícil. Eu tenho muitas. Provavelmente o par que homenageia o Duque e a Duquesa de Cambrigde."

"Você quer dizer principe William e Kate Middleton?"

"Os próprios", ele sorriu. "Uma meia tem o duque e a outra tem a duquesa. Eu nem consigo dizer a você o quão dentro do casamento real minha mãe estava. Ela voou para a Inglaterra para ficar do lado de fora e hastear uma bandeirinha com seus rostos enquanto eles circulavam pelas ruas de Londres".

"Sua mãe estava lá?", perguntei, completamente boquiaberta. Quero dizer, eu não era obcecada pelo casamento real, mas vou admitir que eu tinha assistido, e eu tinha escolhido algumas revistas, mas era só porque Kate Middleton estava vivendo o sonho de plebéia. Ela era uma camponesa de manhã, e princesa de tarde. Quando algo assim poderia acontecer?

"Ela estava. Ela começou a economizar para sua passagem no minuto em que Kate e William começaram a namorar".

"Sério? Mas eles não terminaram em algum ponto?"

"Eles tomaram caminhos separados por um curto período de tempo, mas minha mãe resistiu por eles e continuou positiva. Eu queria ter uma gravação de quando minha mãe me ligou para dizer que eles estavam juntos de novo, oh, e depois quando eles ficaram noivos, deus, eu realmente pensei que ela iria ter um ataque do coração, a mulher estava berrando em minha orelha. Aquilo foi muito intenso".

"Eu acho que eu amo sua mãe", eu ri.

"Você estava por dentro do casamento real?"

"Bom, eu não tenho uma moeda comemorativa para relembrar o dia, mas eu assisti, e eu posso ter pego uma revista ou duas. E, eu não me importo com o que as pessoas dizem, Pippa não roubou o show".

"Eu concordo, ela estava linda, mas nada bate Kate naquele vestido de renda".

Eu pausei e o estudei por um segundo com uma risada em meus lábios.

"Você é gay?" perguntei.

Uma gargalhada gutural veio dele, enquanto sua cabeça era lançava para trás.

"Não, eu só ouço minha mãe falar sobre a família real o tempo todo. Sem brincadeira, qualquer coisa que aconteça, ela me liga para contar".

"Como ela se sentiu quando o Príncipe George apareceu em cena?"

"Ela fez um álbum para a ocasião. Imprimindo fotos da internet do Príncipe William quando bebê e colando perto das de George. Ela jura que eles eram idênticos, mas eles realmente não eram. Para agradá-la, eu só concordo".

"Você é um bom filho", dei um tapinha em seu peito.

"Eu tento ser. Então, obviamente, quando ela me enviou um pacote de Londres, imagine você, eu sabia que seria um par de meias reais, e eu estava certo. Ela também colocou chá e biscoitos no pacote, afirmando que isso era o melhor que ela já teve".

"Parece como se talvez ela devesse ter nascido em Londres".

"E eu não sei? Ela mudaria para lá em uma batida de coração se não fosse por mim e meu irmão. Ela é muito apegada a minha sobrinha, então ela nunca moraria tão longe dela. Nós estamos nervosos apesar, por que minha mãe já começou a falar para a minha sobrinha sobre a família real, e se tornar uma princesa um dia. Ela acredita que ela poderia ser a esposa do príncipe George. Ela até mesmo diz a meu irmão que não há nada errado com sua filha ser uma loba".

"Oh, isso é demais", eu ri. "Sua mãe parecer ser incrível".

"Ela é".

O forno apitou, indicando que as pizzas estavam feitas. Eu ajudei Mike a tirá-las, cortá-las e colocá-las nos pratos. Eu coloquei um pouco de cobertura demais na minha, então eu tive de usar garfo e faca para comer, por que toda vez que eu pegava um pedaço, a massa dobrava e a cobertura caía.

Comemos nossas pizzas, que estavam bastante boas, e conversamos sobre coisas pequenas, mantendo a conversa leve e divertida. O encontro que eu mais cedo estava temendo estava na verdade sendo muito divertido. Eu deveria ter percebido que Mike era um bom rapaz só das mensagens que ele me enviou.

Depois que terminamos as pizzas, e limpamos e secamos o balcão, Mike pegou minha mão e me guiou de volta ao sofá. Desta vez, ele se sentou bem mais perto, ainda com uma mão em volta do sofá e a outra segurando a minha.

"Obrigado por ter vindo esta noite", ele disse, me olhando diretamente nos olhos.

Meu coração disparou em uma batida rápida com sua proximidade. Nunca deixava de me surpreender o que um pequeno contato humano era capaz de fazer comigo. Quando um rapaz começava a se tornar mais íntimo, meu corpo começava a formigar, e minha mente quase virava um mingau.

"Obrigada por ter me convidado", respondi, bem quando Bear se sentou perto de nós e começou a se lamber.

O barulho das lambidas de sua língua em contato com suas partes íntimas ecoava pela sala silenciosa, e isso era tudo em que eu conseguia pensar enquanto ele lambia suas tralhas.

Olhando pra baixo, eu dei uma olhada em Bear para vê-lo mordiscando sua virilha, aparentemente tentando cavar mais fundo em suas tralhas sujas. O barulho, cheiro, e a visão dele se limpando me causavam repulsa e me davam ânsias. Eu pensei que Sir Licks-a-Lot era ruim quando limpava suas mini bolinhas de gato, mas isto era mil vezes pior, por que o barulho era como uma baleia esguichando e tentando flutuar através da merda. Isso era obsceno.

"Fazendo sua limpeza diária, amigão?" Mike perguntou, olhando afetuosamente para seu cachorro.

Eu afastei o olhar de nojo de meu rosto enquanto observava Mike admirar as táticas de limpeza de seu cachorro, e me perguntei como o homem conseguia possivelmente curtir assistir aquilo, ficar tranquilo ouvindo aquilo.

"Ele tá realmente concentrado, não está?", perguntei, tentando ser educada.

"Oh, sim", Mike respondeu, quase orgulhoso do maldito cachorro. "Bear deve ter as mais limpas bolas no Upper West, não é mesmo, amigão?" Mike perguntou, se inclinando e acariciando Bear na cabeça.

"Nossa, que elogio", eu disse, tentando esconder o sarcasmo derramando de minha boca. Eu devo ter feito um bom trabalho, já que Mike se virou para mim e sorriu. Ele me puxou para perto dele e começou a brincar com meu cabelo.

Yup, ele queria me beijar. Eu conseguia ver isso pelo jeito que ele ficava encarando meus lábios, e pelo jeito que ele ficava centímetros mais perto a cada segundo.

A emoção de alguém se inclinar para me beijar parecia que nunca se dispersava, por que cada momento era o mesmo.

Eu ficava nervosa e excitada todas às vezes.

Fechando meus olhos, eu me inclinei à frente também, enquanto a mão de Mike se envolvia ao redor do meu pescoço e me puxava o último centímetro que faltava. Seus lábios macios bateram nos meus e gentilmente começaram a me beijar, enquanto eu respondia ao movimento com reciprocidade.

O homem sabia beijar, percebi. Eu o deixava me explorar, enquanto muito levemente abria minha boca, mas não o suficiente para ele ficar saidinho.

Era um beijo inocente, um beijo doce, que eu curti completamente.

Tudo estava perfeito, exceto pelo sentimento de alguém nos observando. Cuidadosamente, eu abri meus olhos e relanceei Bear enquanto continuava a beijar Mike. Para meu horror, vi Bear olhando para mim enquanto continuava lentamente a lamber sua virilha, como se estivesse assistindo pornô leve e agradando a si mesmo. Seus olhos perfuraram minha alma e eu não consegui evitar: empurrei Mike. Eu era capaz de suportar a maioria das coisas facilmente, mas um cachorro se auto-agradando enquanto assistia a mim e seu dono se pegando era algo com que eu não conseguia lidar.

"O que foi?" Mike perguntou, confuso do porque eu o tinha empurrado.

Limpando minha garganta, lancei um olhar para Bear e disse, "Bear parece ter um problema de ficar encarando".

"O quê?" Mike perguntou - um pouco insultado.

"Ele fica olhando para nós e se limpando, enquanto estamos nos beijando. Isso é um pouco estranho".

"Isso não é estranho", Mike riu, se inclinando a frente e dando um tapinha na cabeça de Bear. "Você só está curioso, não é amigão?"

Em câmera lenta, eu assisti a língua comprida de Bear com um bola na ponta – grossa – voar de sua boca e começar a lamber o rosto de Mike, lábios e yup, até a língua, enquanto Mike ria do ataque de amor de seu cachorro.

Meus olhos se transformaram em microscópios, focando em cada germe que estava se distribuindo das bolas de Bear para o rosto de Mike em uma questão de segundos.

Depois de poucos minutos, Mike se afastou e se virou para mim. "Ele é só um cachorro, nada a se preocupar com isso".

Com um sorriso, Mike se inclinou a frente e franziu seus lábios, bem quando minha mão voou pra cima e interrompeu sua abordagem, espalmando sua cabeça como uma maldita bola de basquete.

"Oh, o que você está fazendo?" Mike perguntou por entre meus dedos.

Eu tentei ver Mike, tentei ver o homem que eu vi antes, mas isso era impossível. Tudo que eu conseguia ver agora eram pequenas bolas de cachorro balançando em seu rosto, fezes e xixi de cachorro manchando aqueles lábios. Pensamentos de, quantas vezes Mike se pegou com seu cachorro antes de eu entrar em seu apartamento está noite correram por minha cabeça.

Será que ele se pegou com Bear pouco antes de eu chegar? Teria eu, por tabela, terminado beijando as tralhas de Bear está noite?

"Eck", eu disse, me levantando e chacoalhando minha mão.

"O que foi?"

"Você tem bolas de cachorro em seu rosto".

"O quê?" Mike perguntou, verdadeiramente confuso.

"Bolas de cachorro, você tem bolas de cachorro em seu rosto. Jesus, eu beijei um homem com cara de bola de cachorro".

"De onde isso surgiu?"

"De seu cachorro", eu disse, apontando em Bear, que estava na posição de lamber as bolas, mas olhando para nós dois com a pintura da inocência em sua cara. "Primeiro de tudo, seu cachorro lambeu suas tralhas como se estivesse cavando... e segundo, você percebeu que a última coisa que seu cachorro lambeu foram as bolas dele, e depois ele lambeu seu rosto? Me chame de puritana, mas eu não quero bolas de cachorro na minha cara".

"Você tá falando sério?"

"Sim!" eu disse, colocando minha mão à frente. "Você não pode achar de verdade que eu iria querer te beijar depois daquela amostra de afeição com seu cachorro".

"Eu sinto que você está insultando Bear. Eu não tô legal com isso, Bella".

Jesus.

"Bem, eu não tô legal com seu cachorro praticamente fazendo um oral nele mesmo enquanto assiste a gente se beijar".

"Wow, você fala como uma quadrada. Você é uma esnobe, Bella".

"Eu sou uma esnobe? Porque eu não quero miúdos de cachorro na minha cara? Okay, eu só achei que estava sendo higiênica".

"Eu acho que tá na hora de você ir".

"Você acha?" eu disse sarcasticamente, enquanto pegava minha bolsa e corria de seu apartamento, mais nervosa que nunca.

12 de junho de 2014

Se dar bem na cidade esta se provando ser impossível. Se não é um pelo pubiano no fundo da minha garganta, é o melhor amigo do homem, e eu não estou falando sobre o pênis.

Sério? Ele realmente achou que eu iria beijá-lo depois de ele se pegar com o cachorro? Mesmo se seu cachorro não estivesse lambendo suas tralhas antes, eu ainda teria requerido um lencinho umedecido antes de voltarmos a unir nossos lábios.

Isso é bom senso. Cachorros carregam montes de germes em um milímetro de suas línguas. Se eles não estão se lambendo, estão comendo seu coco, ou estão bebendo da privada, ou só lambendo o poste de luz em que cada mendigo na cidade mijou.

Nota para mim mesma: não saia com homens com cachorros a menos que planeje se pegar com os mais finos fluidos do caldeirão étnico de New York.

Cara a Bella... A Bella... A Bel... tsc tsc tsc

Mas no fim morro de rir com ela. Figura!

Bjs e até