Oi de novo!
É, eu estou postando mais um. Vou viajar amanhã e de forma alguma iria deixar vcs na mão até segunda.
Por isso hj ainda venho com o capítulo derradeiro.
Sim, eu sou uma pessoa legal! rsrsrsrs
Boa Leitura
A ovelha sacrificada
"O que você vai fazer?" perguntei, ligeiramente nervosa.
"Bem, eu planejo provar você, e depois, se você estiver ok com isso, eu quero finalmente retirar esse seu V-card".
O jeito que ele disse isso me fez encolher de leve, como se aquilo fosse um troféu que ele estivesse esperando agarrar e colocar sobre seu aparador do sexo. Mas eu deixei rolar, mesmo que a voz de Alice continuasse tocando em minha cabeça.
Caçador de cerejas.
Não, Edward não era assim, não mesmo.
"Você quer fazer isso comigo?"
"Yeah, eu quero fazer muito mais que isso, Bella, mas vamos devagar". Ele me rolou para o meu lado enquanto pairava sobre mim. "Primeiras coisas primeiro: hora de ficar completamente pelado".
Suas mãos encontraram minha calcinha, segurando as laterais e a puxando de meu corpo, me deixando completamente nua. Eu queria me esconder, me enrolar e cobrir minhas partes, mas depois de ver a leitura que Edward estava dando, com luxúria em seus olhos, um novo senso de confiança cresceu dentro de mim. Ele queria ver meu corpo nú, ele gostava de vê-lo, e isso, na verdade, o deixava excitado. Esse era um conceito novo para mim, e eu gostava de cada segundo. Sua mão correu por sua boca enquanto ele me assimilava.
"Eu sou um babaca", ele confessou.
"Por que?"
"Por esperar tanto tempo. Eu deveria ter feito isso no primeiro dia que te vi".
Com isso, Edward abaixou sua cabeça e colocou seus lábios suavemente sobre os meus.
Por um lado, quando eu o agraciei, foi mais como um experimento para mim, uma pequena experiência de aprendizado. Mas dessa vez, quando Edward estava com as baterias carregadas, era mais sobre paixão, algo que eu ansiava.
Enquanto ele me beijava, suas mãos percorreram meu corpo até baterem em meus seios. Com carícias gentis, seus dedos brincavam com a parte inferior de meus seios, algo que Virginia absolutamente adorava.
Suas mãos tocavam meu corpo como um instrumento, enviando ondas de prazer rolando através de meu corpo. Ele sabia o que tocar, e o tipo de pressão necessária pra isso. Quando seus dedões bateram em meus seios, seus beijos se tornaram mais fortes, e então seus dedos se afastaram, e depois seus lábios. Isso era pura tortura, fantástica e incrível tortura.
A impaciência crescia com a pressão que estava se construindo em meu centro. Eu estava quase encorajando ele a sugar meus mamilos de novo, mas nem tive chance, porque ele estava tão conectado com meu corpo que começou a rumar aos meus seios antes que eu pudesse dizer qualquer coisa. Sua boca encontrou um de meus mamilos, me fazendo curvar na cama com a mordidinha que ele aplicou.
"Deus, deus, isso é tão bom", eu disse, dando voz ao meu prazer, algo que eu nunca pensei que faria. Mas, considerando os sentimentos correndo através de mim, eu não consegui controlar o que fluia pra fora de minha boca. Alice estava certa, quando nos espasmos da paixão, você não consegue controlar o que sai de você.
Dando atenção ao outro mamilo, eu me contorcia debaixo de seu toque, sua chupada, até eu me sentir completamente exaurida e em desesperada necessidade para que ele parasse a dor entre minhas coxas.
Lentamente, ele levantou sua cabeça, sorriu diabolicamente para mim e beijou meu osso esterno, depois meu estômago, e depois meu osso púbis. Eu arfei quando ele desceu completamente pra baixo de mim e posicionou minhas pernas em cima de seus ombros. Ele me tinha em posição, e eu deveria estar nervosa. Eu deveria estar gritando embaixo dele, possivelmente suando da mera possibilidade de deixar escapar outro peido, mas eu não estava; eu estava com Edward, e eu estava segura.
Relaxando na cama, fechei meus olhos e permiti a Edward me experimentar, como ele disse. Seus dedos me tocaram, me abriram, e com uma pequena batida, sua língua correu direto em meu clitóris.
"Urrrghhhhhhhhh".
Deus, eu queria poder soar eloquente quando um cara estivesse lá embaixo, mas ao invés de ser sexy, eu soava como uma foca afogada.
Sorrindo, ele continuou sua missão de enterrar sua cabeça entre minhas coxas e sua língua dentro de Virginia. Batendo suas dobras, ela celebrava as boas vindas da língua de Edward em seus alojamentos apertados.
Há momentos na vida de uma garota onde ela sabe que irá se lembrar daquilo por muito tempo, e bem agora, com a cabeça de Edward entre minhas coxas, sua língua dando voltas em mim como um maldito cachorro lambendo pasta de amendoin, eu soube que nunca iria esquecer disto. Quando a pressão se ergueu em meu peito, eu soube que Edward seria o primeiro cara a me dar um orgasmo na vida.
Quando achei que não poderia mais aguentar sua língua, seu dedo foi pra dentro de Virginia, e sua língua bateu meu clitóris com uma pressão forte.
Naquele momento, minha visão ficou completamente negra. Era como se cada nervo que havia em meu corpo se agrupasse dentro de Virginia e explodisse todos de uma vez, me deixando muda. Meu corpo endureceu como uma tabua, meus dedos dos pés viraram, e este esmagador senso de completo e total prazer ultrapassou meu corpo. E a língua de Edward continuava a mover contra meu clitóris, fazendo meu corpo embaraçosamente convulsionar em todos os diferentes tipos de direções, até que percebi que estava começando a cortar a circulação de seu pescoço com minhas pernas, que estavam dando nele um mortal aperto.
"Glah, glah, quebre-me, me... fode" gritei, com meu corpo finalmente relaxando e só algumas contorsões ainda persistindo.
Observei enquanto Edward lentamente se afastou e subiu pelo comprimento de meu corpo. Sua cabeça baixou para a minha e, com um sorriso, ele me beijou, me deixando provar meu gosto em seus lábios.
Agora, eu tinha lido isso em livros antes, e deixe-me te dizer, eu não estava ligadona como todas as outras garotas estavam. Eu estava, na verdade, perplexa do por que Edward sentia a necessidade de provar meu gosto, ou ter meu gosto nele.
Quando eu o beijei antes, eu tinha gosto de pênis? Ele gostou do sabor de seu pau em minha boca?
Agora que estávamos nos beijando, e seu pênis esteve em minha boca, e minha vagina esteve na dele, aquilo significaria que nós estivemos inadvertidamente fazendo sexo sem penetração?
"Eu perdi você, não perdi?" Edward perguntou.
"Não, bem, mais ou menos. Eu estava só pensando sobre como você me beijou depois de ter ficado lá embaixo em mim".
"Você sabe o que é mais importante que isso?"
"O quê?"
"Esse foi teu primeiro orgasmo?" ele perguntou, quase desesperado para ouvir a resposta.
"Foi", eu admiti.
"E você curtiu?"
Dando a ele um olhar indicador, eu disse, "Você sabe infernalmente bem que sim, pelos gorgolejos obscenos que eu estava fazendo. Jesus, eu poderia soar menos atraente?"
"Eu gostei", ele sorriu. "Como você se sente lá embaixo?"
"Molhada".
"Bom, você acha que está preparada pra mais?" ele perguntou, espiando seu pau lá embaixo. Eu baixei os olhos para a ereção que ele estava apresentando e engasguei. Bom deus, ele estava pronto.
Estaria eu pronta para isto? Quero dizer, na verdade eu queria mais que qualquer coisa, mas diabos, eu estava nervosa. Os livros dizem que é uma beliscada de leve, e que as garotas amavam depois que a barreira inicial era quebrada. Então, isso não poderia ser tão ruim, certo?
Desejando finalmente descobrir, assenti com a cabeça e trouxe a cabeça de Edward junto da minha, querendo beijar seus lindos lábios e me afundar em seu abraço.
Seu corpo se estendeu contra o meu, me permitindo uma vez mais sentir seu pênis contra minha coxa, algo que eu estava começando a gostar... e rápido. Que coisa estranha para gostar, pênis contra vagina. Bella Swan: gosta de escrever, odeia gatos, curte comida chinesa, e pênis contra sua coxa.
Suas mãos perambularam meu corpo acima, brincando com meus seios e me provocando incansavelmente, enquanto minhas mãos perambulavam quase o mesmo tanto, mas nunca realmente tocando o pênis dele. Dois poderiam jogar aquele jogo.
"Não me provoque", ele me disse com a boca em meu pescoço enquanto me beijava de cima a baixo.
"Por que não? Você está fazendo o mesmo", eu disse ofegante, com ele beliscando meu mamilo. "Deus, meu mamilo ama você".
"Bom saber", ele riu, com sua boca envolvida ao redor de meus seios e chupando com força. Minhas costas arquearam, meus dedos dos pés curvaram e minha mente ficou negra enquanto eu pressionava sua cabeça mais funda em meus seios. Isso era patético, eu sabia, mas no minuto em que eu descobri que meus mamilos controlavam o começo e o fim do prazer, eu queria que mexessem neles todas às vezes.
Como um profissional, Edward chupou, mordiscou, lambeu e beliscou-os, nunca enfraquecendo, nunca prestando mais atenção a um único mamilo. Em cinco minutos, ele tinha Virginia pulando pra fora de seu calabouço, implorando para brincarem com ela.
"Eu não sei quanto mais eu consigo segurar, vendo você se retorcer debaixo de mim desse jeito", Edward disse em meu peito.
"Não segure", resfoleguei.
Ele se afastou, me deu um olhar questionador, como se para dizer: 'Você realmente quer que eu faça isso?' Com um brusco aceno, eu dei a ele o 'Vá em frente'.
Com o sinal verde, ele se inclinou para o criado-mudo e pegou uma camisinha. Se eu não estivesse tão saciada, eu teria me oferecido para colocar, praticar minhas habilidades de camisinha, mas o deixei cuidar disso.
Assim que terminou, ele se posicionou sobre mim de novo, e segurou minhas pernas para que elas ficassem suspensas sobre seus ombros.
"Oh-q-que você está fazendo?" perguntei, me sentindo incrívelmente nervosa.
"Facilitando pra você o máximo possível. Você confia em mim, Bella?"
"Mais que qualquer um que conheço", admiti honestamente.
"Okay, então eu vou ser honesto. Isso não vai parecer muito bom, pode doer muito, já que eu sou muito grande e você é muito apertada".
"Pensando bastante alto de si mesmo, heim?" perguntei, tentando iluminar o humor.
"Você sabe que é a verdade", ele sorriu perversamente. Ele estava certo porém: parecia um tronco de árvore. "Pronta? Eu vou devagar".
Eu assenti e me abracei. Suas mãos correram até meus peitos e ele disse, "Relaxe, amor. Quanto mais relaxada você estiver, mais facil vai ser. Fique no momento comigo".
Relaxando, eu tentei dar profundas respirações, enquanto uma das mãos dele ia até o meu mamilo direito. Sua outra mão estava segurando seu pênis, que agora esfregava em minha entrada. Surpreendentemente, eu estava inacreditavelmente molhada, então quando ele friccionou seu pênis contra mim, verdadeiramente agraciou a Virginia um grande arranjo.
"Oh, faz mais", eu disse, abraçando sua cabeça com minhas mãos.
Rindo, ele fez como pedido, e eu regojizei com a sensação da macia ponta de seu pau correndo a extensão do meu centro. Isso parece incrível. Incrível o bastante para eu esquecer o fato que Edward tinha inserido a ponta de seu pênis dentro de minha vagina.
"Oh", eu disse, me ajustando. Mas com cada movimento, ele lentamente ia mais fundo.
"Não se mexa, amor", Edward disse, parecendo um pouco aflito.
"Você está okay?" eu perguntei, tentando manter minha respiração firme.
"Você é tão, caralho, apertada, amor".
"Eu sinto muito. Deveríamos parar?"
"Não! Não sinta muito; você é além de incrível. Se estiver tudo certo com você, eu vou um pouco mais fundo. Você está bem como isso?"
"Eu acho que sim", disse cautelosamente, segurando minha respiração.
"Você acha?" ele questionou com uma risada.
"Bem, eu acho que se você já passou da soleira, então deveria ir pelo caminho todo, certo? Eu acho que com você eu posso dizer 'pense grande ou volte pra casa'".
Rindo, ele balançou sua cabeça enquanto olhava para mim. "Me lembre de conversar com você sobre papo de cama depois; nós temos esquecido toda a decência de cama".
"Como o quê?" perguntei, curiosa com o que eu possivelmente disse.
"Não agora, Bella", ele disse, um pouco aflito. "Meio que tô tendo certa dificuldade perfurando você".
"Perfurando. Huh, isso é um termo real?"
"Agora não, Bella".
Eu estava quase pedindo desculpas, quando seus lábios encontraram os meus de novo. Mas dessa vez, ao invés de ser gentil, ele estava mais exigente. Ele mordiscou meu lábio com seus dentes, mergulhando sua língua em minha boca, de novo acariciando meus seios.
Esse ataque de atenção com meu corpo tinha me feito esquecer que ele estava lá embaixo, e antes que eu soubesse, uma dor cortante fluiu por Virginia, fazendo meu corpo arquear no colchão e um gemido escapar de meus lábios.
"Você está okay?" Edward perguntou, ficando imóvel em cima de mim. Sua respiração estava trabalhosa, e eu sabia que isso era difícil pra ele.
Meus olhos estavam apertados da dor que cortava dentro de mim, mas uma vez que o choque inicial do que aconteceu passou, eu relaxei meu corpo e abri meus olhos.
A preocupação de Edward aliviou, após ele procurar por alguma indicação de que devesse parar. Estranhamente, não estava doendo como eu pensei que iria, apesar da inicial "beliscada" de que falei. Eu só me sentia cheia, de um jeito bom. Eu me sentia alongada, ainda satisfeita, como se Edward estivesse destinado a enfiar seu pênis dentro de mim. Deus, eu não deveria pensar coisas como estas.
Voltando ao presente, assenti com a cabeça e disse, "Eu me sinto cheia, mas de um jeito bom".
"Bom".
Gentilmente agora, Edward começou a mover seus quadris dentro e fora de mim, formando um tipo de fricção em Virginia que eu nunca senti antes, mesmo quando tive o vibrador enfiado lá. Seus lábios começaram a acariciar minha mandibula levemente, transformando um momento esquisito em um momento íntimo.
Suas mãos viajaram levemente pra cima e pra baixo de meu corpo, enviando arrepios em minha pele. Seus dedos traçaram a linha de minhas costelas em um ritmo de lesma, encontrando seus caminhos até meus seios, onde eu senti meu peito pressionar em sua mão assim que ele os segurou. Eu estava descarada agora.
Os movimentos de seus lábios e dedos, combinados com as gentis estocadas dentro e fora de mim, fizeram meu corpo querer mais, necessitar mais, ansiar por mais. Eu sentia que seja lá o que ele estivesse fazendo, não era o bastante para satisfazer a pressão que estava começando a se erguer em Virginia. Isso até uma de suas mãos descer por meu estômago e rodear meu osso púbico.
Desesperadamente, eu aguardei pelo próximo movimento, desejando ver o que ele tinha guardado, por que por enquanto, eu estava praguejando por não ter participado de relações sexuais até agora. Com um deslize de seu dedo, ele pressionou contra meu clitóris, aplicando a quantidade certa de pressão para fazer o mundo ao meu redor deslizar em uma escuridão cegante e deixar só eu e Edward à vista.
"Tô chegando lá, amor" Edward gritou.
Eu queria responder, eu queria dizer a ele que estava okay, mas o épico sentimento orgásmico correndo em minhas veias tomou conta, e eu fui deixada sem palavras. Mais duas estocadas, um beliscão no mamilo e pressão em meu clitóris me tinham gritando seu nome, puxando seus cabelos, dobrando minhas pernas contra sua cintura, e enfiando meus quadris nele como um cachorro com tesão.
"Edward!" gritei, quando sentindo-o endurecer encima de mim, soltando um baixo gemido.
"Deus", ele murmurou, com seus quadris fluindo dentro de mim, comendo cada última ponta de prazer que nós experimentamos.
Uma vez que não podíamos extrair mais nenhum prazer de nossa cópula, ficamos parados e apenas encarando um ao outro. Edward pairava sobre mim perfeitamente, concedendo-me aquele sorriso sexy dele, e nesse momento, eu me sentia feliz. Verdadeiramente feliz.
"Pelos pêlos no mamilo de um gnu, está foi, por enquanto, a melhor coisa que eu já experimentei", confessei, acariciando os cabelos de Edward suavemente.
Com meu toque, Edward se virou para se inclinar em seus cotovelos, então ele estava apenas uns poucos centímentos acima de mim. Suas mãos foram para o meu rosto e acariciaram minhas bochechas.
Eu saboreei o sentimento de tê-lo em cima de mim, dele me acariciando, sendo íntimo de um jeito completamente diferente. Era isso que pós-sexo era? Provavelmente não com todos. Algumas pessoas provavelmente só faziam suas façanhas e seguiam com suas vidas, mas eu curti isto muito mais. Eu curti a visão dos olhos de Edward me encarando, me amando; esse era um momento que eu nunca esqueceria.
Meu telefone fez um beep, me avisando que eu tinha uma mensagem, e foi quando eu lembrei que tinha recebido uma chamada no meio de meu momento apaixonado.
Eu pensei em responder a mensagem, para evitar um momento esquisito, mas me segurei enquanto Edward perguntava - "Esta tudo bem?"
"Está perfeito, Edward. Dói um pouco no começo, mas você me ajudou a esquecer. Você é realmente bom de beijo".
"Eu devo dizer o mesmo sobre você. Você faz essa coisa com sua língua que me fez perder todo o auto-controle".
"Sério?" perguntei, meio que orgulhosa de mim mesma.
"Sério", Edward sorriu. Acariciando minha bochecha, ele continuou, "Você é tão linda, você sabe disso?"
"Obrigada", respondi timidamente. "E você é um pouco sexy".
"Um pouco?" ele provocou.
"Só um pouco", eu ri.
Meu celular fez um beep de novo, o que me fez questionar. Ninguém iria me deixar mensagem, a menos que fosse importante, o que só levou minha imaginação hiperativa a enlouquecer com o pensamento de minha mãe e pai mortos numa cova em algum lugar.
"Você se importa se eu checar meu celular?" perguntei, sabendo que arruinei o momento.
"Esta bem", ele disse, escapando de mim.
Eu sentei e olhei pra baixo, para descobrir que os frescos
e limpos lençóis onde uma vez estivemos estavam agora cobertos de sangue.
"Puta merda, parece como se alguém tivesse sacrificado uma ovelha" eu disse, me perguntando se Virginia estava okay. Pela falta de comunicação, presumi que ela estava segura agora. Ela era realmente boa em se comunicar através do código morse vaginal, felizmente.
"Espera aí, deixe me pegar uma toalha quente para limpar as coisas".
Eu observei Edward sair da cama, tirar sua camisinha e vestir um par de shorts atléticos que estavam em seu closet, todo o tempo espiando seu traseiro. Nunca pensei que iria estar encarando meu melhor amigo, mas maldição, eu não conseguia evitar isso agora.
Em segundos, Edward reapareceu com uma toalha limpa. Tomando controle, ele abriu minhas pernas, me fazendo corar, e começou a me limpar. Dizer que me senti mortificada era um eufemismo. Eu li sobre homens limpando garotas nos livros, e como isso era um gesto gentil, o que era mesmo. Mas para uma garota que só começou a abrir suas pernas para o cara que a estava limpando, eu sentia vontade de fechar minhas pernas bem apertado, não me importando se sua mão estaria lá ou não.
"Aí, você está limpinha".
Querendo cobrir meu corpo, me inclinei e agarrei sua camiseta como um escudo de seus olhos, que estavam encarando meus seios.
"Não se cubra por minha causa", ele riu, enquanto eu pegava meu celular em minha bolsa e acessava as mensagens de voz.
A chamada perdida era de um número que eu não conhecia, então fiquei ainda mais preocupada. A mensagem de voz começou, e eu ouvi cuidadosamente, sentada próxima a Edward em sua cama.
"Oi Bella, é Atticus, você sabe, o cara que você chutou na virilha. Uh, eu sinto muito que levei tanto tempo para ligar pra você. Eu estive fora do país e também tentando ganhar coragem para te ligar de novo. Mesmo que as coisas terminaram com uma nota esmagadora" ele riu, "Eu ainda gostaria de ver você. Eu me diverti, menos o pé na virilha, então se você estiver achando que poderia querer sair de novo, me liga. Okay, até mais".
Eu sentei lá, paralisada, ouvindo a voz de Atticus do outro lado da linha.
Ele ainda queria sair comigo? Depois de eu machucar as jóias da família? Atticus era, provavelmente, a última pessoa de quem eu esperava ouvir, especialmente depois de como tudo que aconteceu.
Agora eu estava confusa. Olhei para Edward, cujas sobrancelhas estavam franzidas. Ele estava encarando suas mãos, que estavam apoiadas em seu colo.
"Ummm, era Atticus, você sabe, o cara que eu chutei".
"Sim, nas bolas, certo?"
"Yeah, ele uh, quer sair de novo".
Silêncio penetrou no quarto enquanto Edward sentava na cama, digerindo o que eu estava dizendo. Eu estava confusa; não sabia o que dizer.
Óbvio, se fosse do meu jeito, eu estaria descansando ao lado de Edward, saboreando a sensação de seu abraço, mas não estava certa de onde paramos. De todas suas deixas e o jeito que ele me tocava e falava comigo, entendi que ele iria querer começar um relacionamento mais sério comigo, ao invés de ser só amigos. Mas pelo jeito que ele estava agora, se distanciando de mim, talvez eu estivesse errada.
Aplaudindo, Edward levantou e virou suas costas para mim.
"Parece que você deveria ligar pra ele de volta. Eu tenho de tomar um banho e depois sair. Eu, uh, vejo você por aí".
O tempo parou enquanto eu observava Edward pegar suas toalhas e seu suporte de banho, como se não pudesse tirar o meu cheiro de seu corpo rápido o bastante. Eu sentei em
silêncio, tentando entender o que tinha acontecido.
"O-o que você está fazendo?" gaguejei.
"Tomando um banho", ele repetiu, me encarando dessa vez, seu rosto completamente sem expressão, como se o que nós tivéssemos feito não fosse este mágico ato de prazer divino.
"Você vai sair?"
"Yeah, quero dizer, você tem coisas a fazer, coisas a escrever, agora que você teve o que queria".
"Do que você está falando?" perguntei, um pouco confusa com seu tom.
"Sua virgindade, isso não é mais um mistério. Vá escrever sobre isso".
Eu parei e coloquei minhas mãos em meus quadris, tentando não ficar agitada. Mas não gostei do jeito que ele estava falando comigo.
"Por que você está sendo um babaca? Você está tentando me ignorar?"
"Não, só siga com sua vida, é isso".
"Seguir?" as palavras de Alice tocaram em minha cabeça, me relembrando da obcessão dele. "Oh meu deus, Alice estava certa. Você é um perseguidor de virgens".
"Como é?" Edward perguntou, parecendo mais bravo ainda, como eu jamais o tinha visto. Mas eu não o deixei me intimidar.
"Você é um perseguidor de cerejas. Você é aficionado por virgens e as segura em sua toca até pegar o que quer. Não me espanta que você seja tão bom nisso; você sabia exatamente o que estava fazendo".
As palavras machucaram ao sair de minha boca. Mas, do jeito que ele estava me tratando, eu tinha de salvar meu coração de algum jeito. O que nós dividimos juntos iria ficar na história como um dos melhores momentos de minha vida, e eu não queria macular isso; era péssimo não poder impedir aquilo de acontecer.
"Wow", ele pausou enquanto passava as mãos por seus cabelos. "Fico feliz que você pensa tão bem de mim".
"Me diga que isso não é verdade", repliquei, desejando que ele dissesse que eu sou uma idiota, que eu estava errada, que eu sou a mais cuzona sem consideração que ele tinha encontrado.
"Acredite no que quiser, Bella", foi tudo que ele respondeu, me fazendo acreditar que o que eu estava dizendo era verdade.
"Você é um babaca", descarreguei. "Eu não posso acreditar que você sacrificaria nosso relacionamento, nossa amizade, por uma rodada em sua cama por causa de uma obsessão bizarra que você tem. Por que você faria isso?"
Minha respiração estava ficando presa em minha garganta enquanto eu falava, e lágrimas ameaçavam cair sobre meu rosto. Eu me recusei a chorar, apesar de tudo. Não queria ser uma ex-virgem louca, e se eu chorasse sobre ele fazer as velhas coisas e sair, então eu iria parecer uma verdadeira maluca.
Dando uma profunda respiração, Edward caminhou até sua porta e se virou para mim, para responder minha pergunta.
"Porque, de acordo com você, eu aparentemente não me importo com nossa amizade e iria só fodê-la, e jogar fora tudo o que nós temos". Ele balançou sua cabeça, e enquanto se afastava, disse, "Te vejo por aí, Bella. Boa sorte com Atticus; espero que ele trate você melhor do que eu".
Com suas últimas palavras, minhas lágrimas, que estavam se construindo, finalmente caíram. Escapei para meu quarto e bati minha porta, desejando voltar o dia ao começo de tudo. Eu nunca deveria ter beijado ele, nunca deveria ter deixado ele me tocar, e eu nunca deveria ter caído em seu jogo sedutor. Tudo estava arruinado agora.
Puxei meu diário e o encarei por um instante, até começar a escrever a única coisa que iria me lembrar para o resto de minha vida.
14 de junho de 2014
Nota para mim mesma: nunca dormir com seus amigos. Isso nunca termina bem, não importa quantas comédias românticas você assista.
As sexualizações
O som da língua de lixa d'agua de Sir Licks-a-Lot ecoava pelas paredes de meu escritório enquanto eu observava ele esticar sua perna pra cima como um ginasta e ir com tudo em suas mini bolas felinas. Seu lugar favorito para se limpar era no topo do meu arquivo, de onde ele podia observar tudo ao redor do escritório, e hoje, de novo, ele estava tirando vantagem de sua vista da sala.
Ocasionalmente, ele afastava sua cabeça de sua virilha e a balançava, como se suas bolas de gato ficassem presas em sua língua. Mas depois ele voltava a se lamber. De novo. Era como se ele estivesse dando a si mesmo um oral, assim como Bear; era desconfortável e esquisito ficar perto daquilo.
Eu tentei espantá-lo de lá, daí eu não teria que ouvir sua aspera língua causando uma óbvia fricção em suas áreas privadas, mas tudo que ele fez foi mexer seus dedos. Coincidência que seu dedo do meio mexeu primeiro? Eu acho que não. O pequeno bastardo sabia o que estava fazendo.
Fazia dois dias desde que eu tinha falado com Edward. Ele não tinha estado no apartamento. E nem eu, para ser honesta. Eu tinha acrescentado algum tempo extra ao trabalho, apenas para evitá-lo. Agora que era quarta-feira, eu estava começando a me sentir louca por ter que ficar evitando o apartamento.
Ontem, quando cheguei em casa, Alice tentou falar comigo, mas eu fingi uma dor de cabeça e fui para a cama, evitando o jantar e qualquer motivo para ir até as áreas comuns. Eu até escovei meu dentes no meu quarto com uma garrafa de água e cuspi pela janela - não a opção com mais classe, certamente. Mas no momento que ouvi a voz de Edward vinda dos espaços comuns, jurei não colocar o pé para fora de meu quarto de novo.
Dizer que ter ido para a cama com Edward foi um erro era um eufemismo. Esse foi, provavelmente, o mais colossal erro que já cometi em minha vida. Por que, para meu horror, depois de uns poucos dias, vi que Edward estava procurando por um novo apartamento, depois de ver uma lista enfiada debaixo de seu computador que estava no balcão da cozinha.
Eu não apenas coloquei distância entre nós, como também praticamente o empurrei para fora de seu próprio apartamento. Bem, nós dois erramos, eu acho. Eu não podia levar a culpa sozinha por nada do que aconteceu. Foi ele quem me persuadiu, sendo todo pegajoso e... perfeito.
Maldição.
Eu sentia falta dele. Porque as coisas tinham que ir para Crapville? (Algo como cidade da merda).
Eu repassei o momento em que chequei a mensagem em meu celular de novo e de novo, tentando entender o que estava errado. Ele ficou louco com a ligação de Atticus? Porque, depois que eu desliguei meu telefone, seu humor inteiro mudou. O querido Edward que estava anteriormente me apoiando e amando se tornou um homem nervoso, cheio de comentários grosseiros e raiva.
A falsidade de meu melhor amigo me deixou em lágrimas depois que eu voltei ao meu quarto. Eu ainda não conseguia acreditar no jeito que ele falou comigo, o jeito que ele me olhou.
Uma batida na porta de minha sala me tirou fora de meus pensamentos. Rose estava do outro lado, e se permitiu entrar.
"Hey, Bella. Eu sinto como se não tivesse conversado com você há anos".
"Como foi sua primeira mini-férias?" perguntei, sabendo que ela e Emmett foram a um pequeno fim de semana estendido para New England.
"Foi tão lindo lá, mas eu tava enjoada. Você não vai acreditar no número de lojas de doce cremoso na região. Cada lugar tem sua própria lojinha, e você sabe quem queria experimentar cada um deles?"
"Emmett?" perguntei, claramente sabendo a resposta.
"Sim, e isso ficou detestável depois da sétima parada. O homem precisava experimentar cada sabor que aparecia".
"Qual era o seu favorito? Deve ter sido um de prender os olhos".
"Napolitano. Parece simples, mas confie em mim, depois de experimentar sabores como Oreo, Maple Walnut, e S'mores, napolitano foi o vencedor. O de morango te derruba também, sabe? Muito macio".
Eu ri.
"Eu já posso ver você se tornar uma conhecedora de doce cremoso em seu tempo vago. Estou impressionada".
"Não se anime. Eu agora tenho de gastar cada tempo sobressalente malhando cada caloria que comi no fim de semana passado. Emmett pode comer qualquer coisa que quiser e continuar tendo um corpo perfeito, mas eu, se eu como um amendoim, eu tenho de malhar na academia por horas".
Rose tinha um corpo perfeito, mas para ser justa, ela malhava pra caramba. Ela era paranóica sobre não caber nas mesmas calças que usava desde o colegial. Ela nunca as usava em público, dada a moda que era popular há dez anos, mas ela as guardava como um teste, para ter certeza de que continuava na linha.
"Como os jeans estão cabendo?" perguntei, verificando se ela os tinha experimentado.
"Bem, mas eu juro que eles pareceram um pouco apertados ontem".
"Você é doente".
"Eu sei".
Ouvi um espirro alto escapar de Sir Locks-a-Lot, e então sua cabeça se afastou de sua virilha e ele espirrou de novo, quase soprando a si próprio pra fora do arquivo.
"Pegou algum pêlo de gato em seu nariz?" Rose perguntou, me fazendo rir.
Sir Licks-a-Lot se alongou no armário de arquivos, depois pulou de lá, em cima da minha mesa, derrubando minha água bem no colo de Rose e fazendo ela saltar na cadeira. Pulando pra fora da mesa, Sir Licks-a-Lot se dirigiu a porta, mas não antes de virar sua cabeça para olhar para nós duas e sacudir suas pernas atrás dele, como se para nos cobrir com seu granulado imaginário.
"Aquele fodidinho", Rose resmungou, tentando limpar suas calças.
"Ainda bem que é água e não café".
"Você viu o riso em seus olhos? Ele sabia exatamente o que estava fazendo. Maldito demônio felino".
"Parece até que você estava esperando alguma coisa diferente dele. Você não pode insultá-lo e escapar impune. Qual é, Rose, você sabe disso muito bem".
"Você está certa", ela concordou. Batendo suas mãos juntas, ela se inclinou a frente e disse, "Agora, me diz por que você tem trabalhado até tarde. Marian da edição tem mantido um olho em você para mim enquanto eu estive fora".
"O que? Qual é? Eu não preciso de uma babá".
"Precisa, porque tem ido a encontros com homens gostosos. Agora me diga, porque tem ficado até tarde? Você esta esperando por um encontro da meia-noite?"
"Quem dera", murmurei, tentando focar minha atenção no meu computador e deixar as palavras em minha frente sangrarem juntas.
"Okay, isto não soou bom. O que aconteceu?"
A excitação que estava presa na voz de Rose antes, agora se transformou em preocupação profunda.
'Eu não vou chorar, eu não vou chorar' repeti em minha cabeça quando as lágrimas começaram a rolar em meus olhos.
"Bella, por que você tá chorando?"
Merda. Era só o que faltava. Lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto, fora de meu controle. Eu estava em um naufrágio emocional, e manter minhas emoções engarrafas não duraria muito tempo.
"Nós fizemos aquilo", exclamei entre lágrimas.
"Quem?" Rose perguntou, confusa, tirando alguns lenços de minhas mesa e entregando a mim.
"Edward e eu. Nós fizemos sexo".
Rose sentou de volta enquanto pensava sobre minha confissão. Ela sabia de nossa amizade e do quanto ele significava para mim, então deve ter sido um choque para ela ouvir tal coisa.
"Uau, eu não estava esperando você dizer isso. Quando?"
"Domingo, depois do brunch na casa dos meus pais. Ele foi realmente carinhoso e doce, e eu não sei, só aconteceu".
"Estou presumindo que a parte do pós-sexo não saiu muito bem?"
"Não", eu funguei. "Eu pensei que tudo estava bem, ele estava tocando meu rosto gentilmente, cuidando de mim como se eu fosse a coisa mais preciosa do mundo. Mas depois, como se fosse Dr. Jerkyll e Mr. Hyde(Do livro O Médico e o Monstro)., ele apenas mudou. Ele se tornou rude e desapegado"
"Isso parece estranho. Quero dizer, eu não gosto muito do cara, mas esse não parece com ele. Alguma coisa aconteceu entre..."
Antes que Rose pudesse terminar sua sentença, minha porta abriu num rompante e Alice parou na soleira, parecendo muito brava.
Batendo a porta e convidando a si mesma a entrar, ela pegou a outra cadeira que ficava em frente a minha mesa e derrubou sua bolsa no chão.
"O que diabos esta acontecendo?" Alice perguntou. Ela brevemente olhou para Rose, acenou, e depois voltou sua atenção de volta pra mim. "Então, o que está havendo com você e Edward?"
"Nós estávamos conversando sobre isso", Rose respondeu por mim. "Aparentemente, eles tiveram as sexualizações no domingo".
"O quê?!" Alice quase cuspiu. "E você não me disse isto por quê...?"
Me sentindo culpada, me encolhi na minha cadeira e disse, "Eu não queria te colocar no meio de tudo".
"O que você quer dizer? As coisas não foram bem?"
"O sexo foi bom..."
"Mas o pós-sexo foi mal", Rose terminou por mim. "Ele se transformou em um babaca logo em seguida"
"Sério?" Alice perguntou, um pouco confusa. "Isso não parece com Edward".
"Foi isso que eu disse!" Rose respondeu, dando um leve tapinha no ombro de Alice. "E eu nem mesmo conheço o cara tão bem, mas sei que não é o tipo de homem que ele é".
"O que aconteceu depois que vocês dois fizeram isso?" Alice perguntou, tentando encontrar a fonte do problema.
"Era isso que estávamos discutindo", Rose acrescentou, enquanto as duas se inclinavam a frente e esperavam pela minha resposta.
Me sentindo um pouco oprimida, me endireitei na cadeira e revivi o momento para elas.
"Bem, depois que nós fizemos as coisas, ele me amparou por um tempo, conversou comigo, me disse que eu era linda, acariciou meu cabelo, coisas doces como estas".
"Agora, este é Edward", Alice apontou.
"Mas meu telefone continuava bipando por causa de uma mensagem. Então, para parar o som irritante e ter certeza de que nada estava errado com meus pais, a partir da minha mente vagante, eu ouvi a mensagem no telefone enquanto Edward sentava perto de mim. Ele estava totalmente relaxado com isso, mas assim que eu desliguei, foi como se ele se tornasse uma pessoa completamente diferente".
"Qual era a mensagem?" Rose perguntou.
"Lembra daquele rapaz, Atticus?"
"Aquele que você chutou na virilha?" Alice perguntou.
"Sim, ele. Ele me ligou e me chamou pra sair de novo. Eu achei isso esquisito, porque achava com certeza que ele estava cheio depois que eu usei sua virilha como saco de chutes. Eu fiquei chocada e não sabia como responder, e foi quando Edward ficou todo estranho".
Dando uma pesada expiração e se encostando a sua cadeira, Alice balançou sua cabeça para mim. "Deus, Bella, você é tão tapada às vezes. Você obviamente consternou Edward com a mensagem de voz. O cara é completamente a fim de você, e bem depois de vocês dois fazerem sexo, você fala sobre possivelmente sair com outro cara. Ele foi um cuzão por que ele estava protegendo o próprio coração".
"O-o que? Não..."
O rosto de Edward iluminou em minha mente quando eu comecei a falar sobre Atticus, e foi aí que isso me bateu.
Alice estava certa, Edward ficou triste sobre a ligação... aquela era a única explicação, porque depois daquilo sua atitude inteira tinha mudado.
"Oh Deus, eu sou tão tapada", disse, enfiando minha cabeça em minhas mãos. "Vocês realmente acham que ele gosta de mim desse jeito?"
"Deus, eu mesma via que ele gostava de você", Rose disse. "Isto é tão óbvio, Bella".
"Ela está certa. É óbvio, querida. Sempre, desde o primeiro ano da faculdade ele amava você, mas você sempre só queria ser amiga; então isso foi o que ele concedeu: amizade. Eu consigo apenas imaginar o quanto ele queria você conforme o tempo passava, e depois, vendo você sair com todos aqueles caras em um curto período de tempo, ele surtou".
"Eu não sei o que dizer. Quer dizer, o que diabos eu faço agora?"
"Converse com ele", Alice sugeriu. "Você vai sair com Atticus?"
"Não, eu nem liguei pra ele de volta".
"Então o deixe saber disso. Você gosta de Edward? Você tem sentimentos por ele?"
Aquela era uma pergunta fácil de responder. É claro que eu tinha sentimentos por Edward. Eu tenho tido sentimentos por ele desde a primeira vez que o vi, mas sempre pensei que era muita areia para mim. Foi por isso que eu o mantive como um amigo: eu só o queria em minha vida de algum jeito, qualquer coisa que eu pudesse ter dele. Mas agora, agora eu queria mais.
Eu queria ser aquela que ele dava beijos de boa noite, aquela que dormia em seus braços, aquela a quem ele enviava flores em ocasiões especiais. Eu queria cada último centímetro de Edward todo para mim. Mas eu estava aterrorizada para lidar com isso.
"Sim", admiti, fazendo Alice grunhir. "Eu só não sei se ele me quer ainda".
"Nunca vai saber até se colocar lá fora e perguntar. Hora de pegar sua vida pelas bolas femininas, Bella". Alice disse, com Rose assentindo em concordância. "Ele vai estar em casa esta noite. Não espere mais; faça isso acontecer".
"Eu sinto como se fosse vomitar".
"Bem vinda ao mundo do amor, Bella. Isso enche, é nauseante às vezes, e irritante, mas a recompensa vale a pena. Ter alguém ao seu lado te apoiando, te amando, e sendo seu suporte de vida, não há nada como isso".
Suporte da vida, yup, aquilo era o que Edward era para mim. Porque no momento, sem ele, eu podia me sentir lentamente deteriorando, perdendo a habilidade de ser feliz, de comer, de dormir. Ele era o meu suporte de vida, mãos rendidas; ele era a razão pela qual eu respirava.
Mais tarde naquela noite, quando cheguei em casa do trabalho, eu parei em frente a porta de meu apartamento, contemplando o que iria dizer a Edward, como eu iria abordar o assunto sem parecer incrivelmente esquisita.
Normalmente, nesse ponto dos livros que eu lia, era o cara quem tinha feito a confusão na maior parte, e ele ganhava a garota de volta com facilidade, explicando que foi um idiota e fazendo um grande gesto como pedi-la em casamento.
Bem, isto estava fora de questão; não haveria jeito de eu pedir Edward em casamento falando sobre um épico erro. Mas eu amaria pular em seus ossos e me reconciliar desse jeito. Eu li um livro onde isso era completamente aceitável, mas minhas entranhas estavam me dizendo que essa não era a melhor das ideias.
Conversar era, obviamente, a escolha mais segura, mas como entrar na conversa era a questão.
Eu deveria só dizer alguma coisa como, "Então, sobre as nossas relações pós-coito..."
Não, ninguém diz coito: a menos que seja um médico cinquentão que gosta de rodear por aí dizendo palavras como 'sexo' e 'foda'. Eu nem mesmo dizia 'fodendo' de verdade, mesmo que houvesse vezes onde as pessoas eram fodidas. Não que eu tenha experimentado isso - eu só tive inserção de pênis uma vez - mas em alguns livros que eu li, os personagens fodiam, puta merda, eles fodiam. Contra as paredes, em banheiras quentes, mesas, balcões de cozinhas, cadeiras, e o meu favorito... em cima de um cavalo. Aquilo era foder! O que Edward e eu dividimos era... deus, aquilo era fazer amor.
Eu sou uma idiota. Eu sou aquela garota!
Eu sou aquela garota que você lê em um romance, que você quer chacoalhar incontrolavelmente e dizer, "Sua idiota! Ele é o homem perfeito pra você!"
Houve muitas vezes onde eu li um livro e pensei: 'Deus, o que o autor estava pensando?"
Bem, duh, é a vida real aqui. Pessoas são idiotas na vida real, e não veem o que está parado na frente deles até perderem isso. A vida realmente não é um punhado de por-do-sol e arco-iris.
Não, pessoas cometem erros. Elas não podem tirar seus narizes fora de seus negócios para descobrir que aquele homem que tem estado constantemente em suas vidas era, na realidade, perfeito para elas.
Sam Smith estava certo quando disse, "Muito de uma coisa boa, não vai mais ser bom", especialmente se você não dá a isso a atenção que merece.
Meu estômago dava cambalhotas quando eu pensava sobre perder Edward para sempre, se eu realmente não conseguisse recuperar tudo que baguncei. Eu não achava que pudesse lidar com não ter Edward em minha vida.
Sem querer desperdiçar mais meu tempo, abri a porta do apartamento e dei de cara com pilhas de caixas espalhadas ao redor de nossa sala de estar.
Que diabos?
Caminhei ao redor das caixas para a porta de Edward, que estava fechada. Mas eu conseguia ouvir vozes do outro lado. Batendo levemente, aguardei Edward responder.
Eram caixas dele? Não tinha como ele encontrar um lugar tão rápido. Talvez elas fossem de Alice; talvez ela tenha esquecido de me dizer que estava indo morar com Jasper. Ou talvez Jasper tenha se mudado para morar com a gente.
A porta de Edward abriu, e do outro lado estava Tania, sua namorada da faculdade.
Ela estava usando uma das camisetas de Edward, e seu cabelo estava amassado. Atrás dela estava Edward, deitado na cama com as cobertas cobrindo a metade de baixo de seu corpo, mas mostrando seu tronco nu.
Meu coração cuspiu em meu peito com o que estava na minha frente.
Edward e Tania?
"Bella! Oh meu deus, faz tanto tempo", Tania disse, me agarrando em um abraço.
Involuntariamente, eu senti meus braços enrolarem ao redor dela e tomar parte no espontâneo abraço.
"Estou tão feliz que você está aqui. Estava com saudades. Você acredita que eu e Edward vamos morar juntos? Quando ele me ligou no domingo, dizendo que queria reatar, eu fiquei chocada, mas não podia estar mais feliz. Deus, isso não é excitante?"
Engolindo o nó em minha garganta, eu assenti com a cabeça, quando finalmente olhei Edward atrás de Tania, que falhou em fazer contato ocular comigo. Covarde.
"Isso é ótimo. Estou feliz por vocês dois".
"Você quer ajudar a empacotar? Nós estamos pretendendo nos mudar no sábado, mas vamos ver. Ele está vindo morar comigo por um tempo, e depois nós vamos tentar encontrar um lugar no Upper West Side. Dedos cruzados".
Ela cruzou seus dedos em cima e em baixo e deu pulinhos na minha frente. A garota era perfeita, com seu cabelo loiro, pele perfeita e brilhantes olhos azuis. Ela era a garota que você escolhia odiar só baseado na aparância, mas era tão fofa quanto poderia ser. Eu desprezava a mulher.
"Dedos cruzados", eu disse, sentindo vontade de vomitar. "Um, parece que eu interrompi vocês. Eu vou, uh, deixar vocês voltarem aos seus negócios".
"Você é fofa. Foi muito bom ver você, Bella".
"Você também, Tania".
Ela bateu a porta na minha cara, deixando meu coração quebrado e espalhado no chão. Ele ligou para ela no domingo?
"Domingo?"
Ele não deve ter sentido o que eu senti, para ter ligado para Tania tão abruptamente após nossa transa.
Cada nervo em meu corpo doía enquanto eu me forçava a andar até a cozinha para pegar uma garrafa de água. Bem quando pensei que podia consertar as coisas, isso explodia na minha cara. E eu só tinha eu mesma para culpar.
Enquanto estava pegando água na geladeira, ouvi a porta de Edward abrir e fechar. Eu me recusei a virar para ver se era Edward, mas assim que senti seu peito contra minhas costas, eu soube que era ele; não havia engano nisso.
"Oi, Bella", ele disse com aquela voz profunda.
"Hey", respondi sombriamente, fechando a geladeira e começando a me afastar.
"Podemos conversar?" ele perguntou, soando um pouco desesperado.
Ganhando coragem suficiente para olhar para ele, ergui o olhar e vi que ele estava usando só um par de shorts atléticos, os mesmos que ele usou na outra noite, depois de nós... Merda, meu coração estava rasgando pra fora de meu peito.
"O quê, Edward?"
Seus olhos escanearam meu rosto, rasgando cada parte de meu coração com aqueles lindos olhos dele.
"Por que você foi até meu quarto?"
'Para dizer que eu te amo, dizer a você que estou apaixonada por você, que eu te quero mais que tudo. Que eu sonho em ser segurada em seus braços desde que eu te conheci'.
Apesar de essas palavras estarem na ponta da minha língua, eu não podia dizê-las. Eu não podia arriscar a rejeição.
Claramente, ele seguiu em frente; ele estava com outra pessoa, e levando o relacionamento deles a um novo nível.
"Um, eu vi as caixas e pensei que deveria te avisar que a camiseta que eu peguei emprestada vai ser lavada amanhã pra você empacotar".
Maldição, merda... porra!
O olhar pesado em seu rosto me avisou de que não era o que ele queria ouvir, mas honestamente, o que eu deveria dizer a ele neste ponto? Não havia opções restantes para mim. Eu não sou dessas de destruir um relacionamento, e pela aparência da expressão de Tania, eles estavam felizes.
"Isto é tudo?" ele perguntou em descrença.
"Yeah".
Ele assentiu com a cabeça, olhou para os lados e passou sua mão pelo cabelo. Eu podia ver a frustração derramando pra fora dele, mas não sabia o que ele queria de mim, o que ele queria que eu dissesse.
"Você vai sair com ele?" Edward perguntou, soando mais bravo no mesmo minuto.
"Quem?"
"Atticus. Não banque a burra comigo, Bella".
Dei um passo pra trás com seu ataque de palavras. Eu não gostava desse lado de Edward. Isso me assustava.
"Isto não é da sua conta".
"Eu pensei que nós fossemos amigos", ele disse com um tom malicioso.
"Yeah, eu também. Até você começar a agir como um cuzão", atirei de volta.
"Eu sou o cuzão? Você é que estava conversando com outro cara no minuto que eu retirei meu pau de você".
A fúria me açoitava quando falei: "Eu não conversei com ele, eu só chequei minha caixa de mensagens de voz, e eu não disse que iria sair com ele. Eu nem mesmo liguei para ele de volta, porque na minha cabeça, pensei que talvez pudesse haver algo entre nós. Mas, claramente, eu estava errada. Você só queria minha virgindade".
"Quer saber? Vai se foder, Bella. Foda-se".
Lágrimas desciam em meu rosto com suas palavras rudes. Em todos esses anos que eu conhecia Edward, nem uma vez ele disse aquilo para mim. Suas palavras me bateram com força, me acertando diretamente no peito, que estava vazio agora.
Através de soluços de choro, vagamente ouvi Tania dizer algo para Edward. Ele apenas disse a ela para voltar para o quarto.
Eu balancei minha cabeça e enxuguei as lágrimas. Com toda a bravata em meu corpo, ergui meu queixo e olhei Edward nos olhos.
Minha voz era fraca, mas eu ainda tentava falar com paixão.
"Eu sinto muito que as coisas tenham que terminar assim, Edward. Honestamente, eu queria que isso nunca tivesse acontecido, que nós nunca tivéssemos nos tornado íntimos, por que o que realmente sofreu com tudo isso foi a nossa amizade, a coisa que eu mais valorizava neste mundo. Me deixa doente pensar em nós não mais como amigos... que eu não vou poder mais contar com você quando mais precisar. Mas acho que era tudo parte da aposta de tentar fazer alguma intimidade funcionar entre nós. Eu sabia das consequências, e ainda assim tentei, de todo jeito. Meu erro. Lição aprendida".
Virei e comecei a caminhar para meu quarto quando Edward chamou meu nome, me fazendo parar.
"Bella, por favor, vamos conversar sobre isto".
"Não há o que falar, Edward. Boa sorte com sua mudança, e eu espero que você e Tania sejam felizes juntos. Eu me lembro quão boa ela era para você na faculdade".
Com um coração quebrado, um buraco no peito e uma falta de propósito, me dirigi de volta ao meu quarto e repousei meu corpo quebrado em minha cama.
Era assim que dor no coração parecia.
Era isso o que todos aqueles livros estavam tentando descrever, mas nunca verdadeiramente fizeram justiça, por que eu queria nada mais que rastejar para dentro de um buraco escuro e nunca mais ver a luz do sol. O sentimento de total vazio me encobriu quando a escuridão tomou conta e eu fechei meus olhos, permitindo ao mundo ao meu redor avançar enquanto eu deitava, frágil e quebrada.
Bjs e até logo mais
