Oi Pessoas!
Como prometido o último capítulo. Hoje foi uma verdadeira maratona, mas felizmente, missão cumprida.
Foi um prazer dividir mais essa com vcs. Obrigada a todas que acompanharam até aqui.
A todas que comentaram um beijo grande no coração e obrigada pelo carinho. S2 S2 S2
Boa Leitura
O cheiro
De minha janela, assisti Edward orientar o pessoal da mudança que estava enchendo o caminhão com as caixas dele. A semana tinha passado em uma névoa. Eu tirei a semana de folga, fingindo estar doente e só ficando deitada na cama, me perguntando quando a dor em meu coração iria parar. Mas infelizmente para mim, nunca passava; só ficava pior, especialmente por que era sábado e Edward estava se mudando.
Eu não tinha visto Tania desde o outro dia, mas então, eu ainda tinha de tomar banho e sair do quarto pela primeira vez desde que vi Tania e Edward juntos.
O cheiro saindo do meu corpo estava por demais esmagador esta manhã, então eu sucumbi e tomei um banho. Eu chorei pelo fato de não ver mais aquela lâmina de barbear no box. Contemplei a possibilidade de roubá-la para meus próprios propósitos doentios, mas me contive de fazer loucuras por ele. Ao invés, só esvaziei o shampoo que estava no meu vidro e enchi com o de Edward, então pelo menos eu poderia sentir o cheiro dele pelos próximos poucos banhos.
Patético? Yup. Aquela era eu, patética com P maiúsculo.
Quando eu não estava deitada por ai, estava escrevendo, consertando o problema em minha vida através das palavras em meu livro.
Eu me certificaria de que meus dois personagens principais ficassem juntos; não importa o que eles encarassem, eles acabariam juntos. Não haveria términos, sem vértices na estória onde tudo desaba. Eu estava muito ferida para deixar isso acontecer em meu livro.
Atualmente, eu era aquela garota sem sal que vai pra frente e pra trás entre amar e odiar Edward. Eu o odiava porque ele se mudou minutos depois de nós gritarmos um com o outro no domingo. Mas daí de novo, fui eu quem começou isso tudo, então eu realmente tinha o direito de culpá-lo? Não, eu não tinha.
Alice tentou vir ao meu quarto e me convencer a conversar com Edward, mas depois da segunda vez que ela entrou, eu comecei a bloquear minha porta com uma cadeira. Eu não queria visitas; eu só queria feder, ficar sozinha, e repousar na escuridão.
Jasper encontrou Edward e deu tapinhas nas costas dele enquanto lhe dava um aperto de mãos.
Eu odiava que Jasper e Alice estivessem ajudando ele. Quero dizer, eu entendia a razão, eles eram amigos, mas a pessoa amarga vivendo em minha casca queria que eles o odiassem Edward, o que era absurdo. Edward não tinha feito nada para eles. Não, ele só me envolveu ao redor de seu dedo, me fazendo amá-lo, e depois apenas me atirou para longe.
Aquilo era uma mentira, ele não me atirou para longe... essa era a minha parte amarga falando. A eu amarga inventava mentiras em minha cabeça sobre o que aconteceu, tentando convencer meu cérebro que tudo isto era culpa de Edward; ele tinha arruinado tudo, não eu. Mas meu lado sensível sabia que Betty Amarga estava só tentando ter sua vingança.
O pessoal da mudança fechou a traseira do caminhão e começou a se afastar do meio fio. Alice deu a Edward um abraço e depois encolheu seus ombros quando se afastou. Todos os três olharam para a minha janela ao mesmo tempo, me fazendo me esconder atrás de minhas cortinas. Meus movimentos dissimulados estavam me dizendo que não fui detectada, mas o jeito que os três balançaram suas cabeças depois que eu dei uma espiada me disse que eu fui mais lenta do que pensei.
Eu não ligava... se eles me viram, eles me viram. Que utilidade isso teria agora?
Eu observei quando Edward puxou seu telefone e começou a digitar, provavelmente ligando para Tania para ver se ela queria alguma coisa para comer no almoço. Aquele era o tipo de cara que Edward era, sempre pensando a frente e tendo certeza de que você estivesse bem cuidada.
Maldito.
Meu telefone bipou com uma mensagem, me arrancando de meus pensamentos. Eu chequei e vi que era Edward.
Edward: Bella, desça aqui e diga adeus. Não fique só nos encarando daí de cima.
Mortificação correu através de mim com a mensagem dele.
Ir dizer adeus a ele? Yeah, não, obrigada. Aquela era a última coisa que eu precisava agora. Mesmo que estivesse cheirando como Edward, graças ao shampoo, não havia jeito de ser forte o bastante para dizer adeus a ele e não chorar, não me agarrar em sua perna e implorar a ele para não ir. Eu tenho vivido com Edward por tanto tempo que não ter ele no quarto ao lao ia ser estranho. Eu não podia encarar a realidade ainda.
Ao invés de ser uma adulta e descer as escadas, enviei uma mensagem de volta.
Bella: desculpe, não posso. Provavelmente não é a melhor ideia, de toda forma. Feliz casa nova para você e Tania.
Lágrimas começaram a cair de meus olhos uma vez mais, quando fechei e desliguei meu telefone e fui para a cama, onde me enterrei de novo em meu edredom, me separando do mundo. Esse era o único jeito que eu sabia como viver atualmente.
A camiseta que eu peguei emprestada de Edward estava embaixo de meu travesseiro. Eu nunca devolvi, porque isso era a única coisa a que eu me agarrava, o último pedaço dele que eu poderia segurar, e eu seria condenada se tivesse deixado isso ir.
"Bella, eu não tô brincando. Se você não me deixar entrar neste quarto eu vou derrubar a porta, e você pode explicar ao senhorio por que sua porta está quebrada".
Lamentando, eu saí da cama e abri minha porta para dar de cara com Alice e Jasper parados do lado de fora, casualmente com seus braços dobrados sobre seus peitos.
"O que você quer?" eu disse, com minha voz nasalada e meus olhos tentando se ajustar a luz. Que horas e que dia eram?
"Você tá fedendo!" Alice disse, apertando seu nariz.
"Obrigada, é o que você quer dizer?"
"Não. É segunda, e Rose disse que se você não aparecer para trabalhar amanhã, Gladyz vai ter um infarto".
"Eu tô com pneumonia", fingi tossir.
"Não, você não está. Agora venha. Nós vamos te dar um banho porque, que droga, garota! E depois nós vamos sair para jantar. Eu não acho que você tem comido há dias".
"Comi algumas bolachas que encontrei embaixo da minha cama", confessei.
Jasper enrugou o nariz para mim enquanto estudava meu visual. Eu estava usando calças de moletom, uma camisetona roxa, uma meia, e meu cabelo estava emplastado em minha cabeça, já que eu não tomava banho há dois dias. Não era minha hora mais fina.
"Já chega de se esfregar por aí. Vamos".
Sem permissão, Alice agarrou minha mão e me guiou ao banheiro, onde ligou o chuveiro e me encarou. Ergui minhas mãos em protesto enquanto me encostava na parede.
"O que diabos você acha que está fazendo?"
"Tirando suas roupas. Eu não me importo de te ver nua; você precisa ser limpa".
"Bem, eu me importo", esgoelei.
"Então, seja uma garota adulta e tome um banho por si mesma, ou eu vou ter de fazer isso por você. Eu vou ter roupas escolhidas para você quando você sair. Se apresse, porque
Jasper e eu estamos ficando com fome".
"Tá bem", sucumbi e esperei Alice sair. Mas ao invés de sair do banheiro, ela sentou no vaso e cobriu seus olhos.
"Vá em frente, eu não vou olhar".
"Por que você não está saindo?"
"Oh, então você poderia me trancar para fora do banheiro e se afogar? Yeah, eu acho que não".
"Eu não vou me afogar", desdenhei enquanto rapidamente tirava minhas roupas e entrava no chuveiro. "Ahhh! Está congelante!"
"Sim, eu sei. Eu pensei que isso iria te acordar".
Desesperadamente mudei a água para quente, sabendo muito bem que não poderia pular para fora do chuveiro, por que daí Alice me veria nua, aquela demônia, garota demôniaca. Assim que a àgua esquentou, iniciei minha rotina de banho, tentando esquecer o fato de que a lâmina de Edward não estava mais apoiada ali. Não, eu não iria pensar sobre isso.
Tomei banho like a boss, levando só dois minutos para limpar meu corpo inteiro, por que quanto mais eu ficava lá dentro, mais me sentia enfraquecer e querer rastejar em posição fetal no meio da banheira.
Fechei o chuveiro e agarrei minha toalha pendurada perto do box.
"Você ao menos lavou seu cactus? Este foi um banho muito, muito rápido", Alice disse.
"Sim, eu lavei meu cactus. Deus, eu não sou uma neanderthal".
"Com certeza nearderthais lavavam seus cactus".
"Você está fazendo disso uma alegre experiência", eu disse sarcasticamente, enquanto enrolava a toalha ao redor de meu corpo e puxava a cortina do chuveiro.
"Eu pensei que você teria roupas prontas para mim".
"Oh, yeah. Bem, venha, vamos para seu quarto. Você pode pentear seu cabela lá e colocar ao menos alguma máscara nos cílios".
Virando meus olhos, segui Alice fora do banheiro e pra dentro de meu quarto, enquanto Jasper sentava no sofá, assistindo os destaques esportivos. Minha mente foi para as muitas noites que vi Edward e Jasper assistindo os destaques juntos, falando sobre seus times e suas vitórias e derrotas. Meu coração doeu.
"Você está muito depressiva pra ficar perto", Alice disse, depois de momentos de silêncio comigo penteando os cabelos e ela escolhendo uma roupa.
"Obrigada, você é realmente fofa."
"Bem, quero dizer, qual é, Bella. Você poderia ao menos me dar um sorrisinho".
"Eu não sinto vontade", eu disse com tristeza. "Você sabe, Alice, eu nunca imaginei quanto uma pessoa poderia precisar de outra até Edward partir. Pessoas sempre falam sobre ter outra metade, mas eu nunca realmente entendi isso até agora". Dei uma respiração profunda e olhei para ela. "A dor vai diminuir alguma hora?"
Alice me deu um sorriso triste, mas assentiu com a cabeça. "Vai, Bella. Eu prometo. Isso está recente agora. Vai melhorar".
"Assim espero. Eu posso só jogar meu cabelo pra cima em um coque? Eu não sinto vontade de fazer nada especial com ele agora".
"Está bem, mas ao menos use uma tiara".
"Bem, é claro", sorri de leve.
Alice escolheu meus jeans favoritos e um simples top preto que ficava ajustado em meu corpo. Eu combinei o top com uma tiara preta que tinha uma pequena flor vermelha, passei delineador – sim, louco eu sei – e apliquei máscara de cílios. Aquilo estava tão bom quanto poderia ficar.
"Passe um desodorante", Alice adicionou, quando me viu me dirigindo para a porta.
"Ugh, estúpidas axilas".
Eu passei o desodorante e um pouco de perfume – as coisas estavam ficando selvagens – e peguei minha bolsa.
"Okay, vamos".
Jasper nos encontrou na sala de estar com suas mãos em seus bolsos.
"Pronta?", ele perguntou, enquanto puxava Alice a seu lado.
"Pronta", eu relutantemente respondi, já sabendo que era a vela esquisita desse passeio.
"Aonde nós vamos?"
"Que tal Shake Shack? Simples, mas bom, e a perfeita cura para esse seu coraçãozinho partido", Alice disse.
"Eu poderia ir. Você vai pagar?" bati meus cílios, fazendo a cena da piedade.
"Eu vou", Jasper piscou para mim. "Mas isso significa que nós vamos parar na casa de meu amigo muito rápido para pegar meu conjunto de Ultimate Frisbee. Sua casa é bem perto do Shake Shack".
"Ugh, quebre meus braços".
Sendo os ricos que éramos – não – nós entramos em um taxi e nos esgueiramos um do lado do outro atrás, enquanto Jasper dava ao motorista nosso destino. Eu não estava pagando, então não iria reclamar sobre tomar um taxi. Jasper tinha um monte de dinheiro; eu não estava preocupada em gastar o dinheiro dele.
As ruas cheias de New York passaram por mim enquanto íamos pra dentro e pra fora do trânsito, chegando perto demais dos outros carros às vezes. Tomar um taxi em New Yok era definitivamente uma versão dirigível de roleta russa. Você iria passar ou levar bala, ou ainda bater no carro na sua frente, ao seu lado, ou mesmo atrás de você. Essa era uma chance que você tirava cada vez que entrava em um taxi.
"Pensando sobre qual tipo de shake você vai pegar? Morango?" Alice perguntou, cutucando meu ombro.
"Yeah, algo assim", respondi.
A corrida até a casa do amigo de Jasper foi surpreendentemente sem complicações. Paramos em frente a um prédio onde um porteiro estava parado do lado de fora, aguardando para atender novos visitantes. Chique.
Eu estava com inveja da localização; era bem perto do distrito teatral, onde eu sempre quis viver.
A história de New York e os velhos tempos sempre chamaram por mim, especialmente tudo que tivesse a ver com a Broadway. Eu não era nem mesmo um pouco boa em cantar, mas coloque um musical na minha frente e eu iria assisti-lo por dias. Eu tinha uma alma antiga.
"Uau, estou com inveja de seu amigo", admiti, enquanto Jasper acenava ao porteiro, que abriu a porta para nós.
O lobby do prédio era lindo, cheio de mármore branco e pilastras.
Aquilo quase parecia chique demais, como se Donald Trump pudesse pular de trás de uma porta a qualquer minuto.
Jasper nos guiou aos elevadores, onde apertou o botão para o décimo andar, o meio do prédio.
O amigo dele era chique, mas não tão chique, já que não estava na cobertura. Mas quem era eu para julgar? Eu tenho estado usando minha meia como máscara para cobrir meus olhos nos últimos dias.
"Lugar legal", eu disse, enquanto subíamos.
"Yeah, o aluguel era um roubo. Mas o cara tem contatos".
Nós caminhamos até o fim do corredor, para uma porta amarela-dourada com um oito nela.
Jasper batou algumas vezes e nós aguardamos pacientemente a porta abrir. Mas tudo que ouvimos foi um "entre" de um ponto distante.
Jasper abriu a porta, e eu segui atrás dele e Alice, sentindo uma leve estranheza por estar entrando no apartamento de um estranho.
O chão do apartamento era de um carvalho escuro, e as paredes eram de um tom cinza claro natural. Não meu favorito, mas pareciam bons com o chão. A sala de estar era no canto do prédio, oferecendo uma linda vista envidraçada do que estava acontecendo nas ruas abaixo. Yup, eu estava oficialmente com inveja. Eu escaneei a sala de estar e apreciei o sofá vermelho brilhoso que parecia o paraíso para sentar, e a lareira branca que ficava no meio da sala.
Não foi até eu notar as fotos emolduradas de mim e Edward no aparador da lareira que percebi que estava parada no apartamento novo de Edward.
Comecei a andar para trás, mas não notei que Alice estava sendo uma vadiazinha complicada e interrompendo minha fuga.
"Hey caras", Edward disse quando entrou. Mas ele parou imediatamente quando me viu. Eu queria mergulhar em um buraco, enterrar minha cabeça na areia, fazer qualquer coisa para me afastar dos olhos chocados de Edward.
"Uh, o que você está fazendo aqui?" Edward me perguntou.
Meus olhos pairaram sobre o aparador, onde cada foto era de mim e dele. Elas eram a única decoração agraciando o lugar. Depois me voltei para seus olhos, aqueles lindos e hipnotizantes, olhos.
"Pegando Frisbies", eu disse, como uma idiota.
"Frisbees?" Edward perguntou, agora olhando para Alice.
"Olha isso, nós temos de ir, Jasper. Nós temos aquela consulta com a guru de sexo e yoga. Desculpa, nós não podemos ajudar a desempacotar, mas, oh hey, olha só, Bella está livre. Vai nessa, Bella". Alice me empurrou pra dentro da sala de estar. "Ajude Edward. Te vejo mais tarde".
Dessa forma, Jasper e Alice deram o fora do apartamento de Edward, nos deixando completamente sozinhos.
Eu me sentia esquisita parada lá, mexendo com a minha bolsa, tentando pensar em algum tipo de desculpa que me daria uma opção para sair, mas minha mente estava tendo brancos.
Brancos completos.
"É bom ver você", Edward disse, se aproximando de mim, fazendo minhas glândulas sudoríparas trabalharem mais.
"Você também. Lugar legal", elogiei.
"Obrigado".
"Como está Tania? Ela já se mudou completamente também?"
Por que Alice me trouxe aqui? Por que ela estava sendo tão cruel? Eu entendia, eu precisava seguir em frente, mas me lançar no tanque dos tubarões enquanto eu ainda sangrava... aquilo não era um movimento de amigos. Aquilo era, com certeza, um movimento de cadela.
Edward olhou pra baixo e falou, "Tania foi um erro. Eu, uh, a deixei no começo dessa semana".
"Então, porque você se mudou?" perguntei, antes de conseguir me parar.
"Eu tenho estado procurando me mudar há um tempo, já que Alice e Jasper vão ter de encontrar um lugar juntos em breve. Este lugar ficou disponível, e eu não pude deixar passar".
"Oh", respondi, sentindo que meu coração iria cair pra fora de meu peito na frente de Edward, pra que ele pudesse pisoteá-lo um pouco mais.
Ele estava planejando se mudar todo este tempo. Não me admirava que ele decidiu finalmente fazer sexo comigo, porque ele já está saindo de todo jeito... não haveriam cordas o prendendo.
Precisando sair fora do apartamento pra que eu pudesse respirar de novo, comecei a caminhar de costas para a porta.
"Bem, eu não estou me sentindo muito bem. Acho que tenho que ir". Não uma completa mentira. Eu literalmente sentia que ia vomitar.
"Bella, espere", Edward disse, enquanto rapidamente se dirigia a mim e me agarrava pela mão. Instantaneamente eu senti o calor saindo dele, me fazendo querer me soltar e chorar. Eu sentia falta dele terrivelmente.
"Por favor, sente-se e converse comigo por um segundo".
Eu era fraca, eu era patética, e não ia fazer nada além de passar alguns minutos a mais com ele, então assenti e permiti que ele me guiasse para seu sofá vermelho, que pareceu o
paraíso sob minha bunda. Eu estava certa, ele era supremamente confortável.
"Sofá legal".
"Obrigado, comprei na liquidação. Amei a cor, me lembrou de você".
Yup, eu não queria que ele dissesse coisas como aquela, porque isso me revirava mais.
"Okay", eu disse deprimidamente.
Às vezes, eu realmente desejava ser mais profunda, mais prolífica, mas quando meu coração estava se segurando por um fio e meu cérebro estava como um mingau pelo homem sentado perto de mim, eu não tinha como ter a habilidade para formar uma sentença.
Correndo suas mãos por seus cabelos, eu observei seus músculos flexionarem por baixo de sua camiseta. Os mesmos músculos que eu uma vez tive em minhas mãos.
Então isso me bateu... oh meu deus, eu era uma virgem em maluquice.
Não!
Não, eu não era maluca: eu era a garota que se apaixonou pelo garoto antes que tivesse intimidades com ele. Eu só neguei meus sentimentos para proteger meu coração. Um monte de ajuda aquilo foi, eu pensei, sentada no sofá novo de Edward, contemplando se eu iria ou não ter um ataque cardíaco por estar perto dele.
Suavemente, sua mão agarrou a minha, e ele me forçou a olhá-lo nos olhos. Meu coração socou contra meu peito, me fazendo muito consciente de que ele estava me segurando.
Virginia parou de choramingar por um segundo e tomou nota de que o homem que roubou nossas almas estava agora nos segurando.
"Bella, eu preciso te dizer uma coisa".
"Você está morrendo?" perguntei, deixando minha mente vagar pela pior coisa possível.
"O quê? Não", ele disse, confuso. Mas depois sorriu de leve. "Eu não estou morrendo. Eu só... droga, eu pensei que isso iria ser mais fácil".
"Você não está grávido, está?" provoquei, tentando facilitar a pressão em meu peito.
"Não", ele riu. "Mas eu tomei um susto por um segundo na segunda-feira".
"Soa ameaçador. Nunca esteve mais feliz em ver Sr. Chico, né?"
"Isto é tão errado", ele riu um pouco mais, e depois deu uma profunda respiração. Suas mãos subiram e seguraram minha bochecha, me fazendo suar ainda mais.
Eu estava uma pilha de nervos.
"Deus, Bella, eu estou tão apaixonado por você, isso é ridículo. Eu não apenas amo você, eu estou apaixonado por você, meio desesperadamente, e não posso ficar sem você, apaixonado por você".
Calafrios fluíram por meu corpo, com meu estômago dando cambalhotas e Virginia começando a bater palmas de excitação.
"Eu sei que fui um cuzão, e eu sei que eu não tenho sido a pessoa mais fácil de se estar por perto ultimamente, mas eu culpo você", ele sorriu. "Você virou minha vida de ponta cabeça quando decidiu que queria namorar. Eu não conseguia aceitar o pensamento de você com alguém mais, porque eu sabia profundamente em minha alma que você pertencia a mim. Bella, eu sinto muito por tudo, o jeito que eu te tratei, por trazer Tania pra dentro disso; eu estava só... perdido. Eu pensei que você queria sair com aquele cara Atticus, logo depois de nós dividirmos um dos mais incríveis momentos de minha vida".
"Um dos mais incríveis?", perguntei, enquanto lágrimas escorriam em meu rosto.
"Sim, o primeiro foi quando eu te conheci".
Eu ri e enxuguei uma lágrima do rosto. "Isso foi tão brega".
"Sim, mas verdadeiro". Me olhando nos olhos, ele perguntou, "Você sente o mesmo, Bella?"
Seus olhos suplicavam aos meus, me imploravam para dizer sim. E aí foi quando eu entendi que o homem verdadeiramente me adorava.
Ele não estava brincando comigo, ele não estava só tentando ser gentil. Não, este homem sentado perto de mim, vasculhando meus olhos por uma resposta, indubitavelmente me amava com cada fibra do seu ser. A revelação foi intensa, reconfortante, e tão impressionante que a única coisa que eu conseguia pensar era jogar meu corpo em cima dele e beijar aqueles lábios com os quais eu estive sonhando na semana que passou.
Sem avisar, eu me lancei em seu colo e segurei seu rosto com minhas mãos.
"Edward, você não tem ideia do quão apaixonada eu sou por você".
Um grande sorriso se abriu em seu rosto, e então meus lábios encontraram os dele. Suas mãos foram direto para a minha cintura, onde ele me apertou forte, como se eu fosse voar para longe.
Lentamente, eu senti suas mãos tomarem seu caminho por baixo de minha camiseta, mas não de um jeito sexual, só em um jeito que transmitia que por tocar minha pele, ele estava ficando o mais perto de mim possível.
Meus lábios dançaram com os dele, ambos felizes por estarem um com o outro, cedendo a toda a ansiedade, aos bloqueios e dúvidas que nosso relacionamento tinha trazido à frente. Em vez disso, nós empurramos isso tudo, colocamos nossos corações na trilha e pegamos a chance.
Eu o afastei por um segundo e o encarei nos olhos enquanto acariciava seu rosto com meus dedos.
"Eu senti tanto a sua falta".
"Eu também senti a sua, Bella. Não te ter perto de mim nestes dias passados tem sido torturante. Eu realmente pensei que tivesse te perdido".
"Eu também", disse com tristeza. "Mas se você estava apaixonado por mim, porque você se mudou?"
Ele me deu um sorriso torto e levou suas mãos para os meus ombros, onde me apertou com firmeza.
"Este apartamento surgiu em meu radar, e eu sabia que não podia deixar passar, porque é o apartamento dos seus sonhos. Se eu não pudesse te ganhar de volta por mim mesmo, eu estava esperando que o apartamento poderia".
"Espere, o que você está dizendo?"
Ele beijou meu nariz e disse, "Bella, eu quero que você se mude pra cá comigo. Só você e eu. Sem Alice, sem Jasper, sem viagens de metro para o Brooklyn. Eu quero você aqui, comigo. Eu quero uma vida com você".
Meu coração voou e lágrimas brotaram de meus olhos. Desta vez, lágrimas de alegria.
"Você tá falando sério?"
"Além de sério, amor. Mora comigo?"
"Sim!" eu disse, enrolando meus braços ao redor dele e o abraçando apertado. "Eu não consigo acreditar nisso".
"Acredite, amor. É só você e eu agora".
"Isto significa que nós somos namorado e namorada?", perguntei timidamente.
"Assim é melhor", ele fungou no meu pescoço. "Você é minha, amor".
"Uau. Você está tirando todas as minhas virgindades? Primeiro namorado, primeiro apartamento que eu dividi só com um cara, primeiro a visitar minhas partes baixas".
"Suas partes baixas?", ele perguntou, rindo. "E aquele cara do elevador que você peidou na cara?"
"Você sabe o que eu quis dizer", eu disse, enquanto divertidamente dava tapinhas em seu ombro, fazendo-o rir ainda mais forte.
"Você acha que tem material suficiente pra terminar aquele seu livro agora?"
"Hmm, não tenho certeza. Eu devo ter que fazer mais algumas pesquisas no quarto. Testar algumas coisas que tenho lido em alguns dos meus livros".
"Eu sou seu, amor. Me teste".
Seu sorriso meigo me bateu com força nas entranhas quando olhei de volta pra ele. Eu era uma maldita garota sortuda. Como eu tinha conseguido fazer Edward meu, eu não tinha ideia, mas agora que ele era meu, eu não o deixaria ir.
Amor é engraçado. Ele vem em todos os diferentes formatos e tamanhos. Às vezes é dificil encontrar, e às vezes está sentado bem na sua frente, esperando ser reconhecido.
O que eu aprendi de todos os livros que li, e do livro que estava escrevendo, é que não importa o quê, você tem de trabalhar para encontrar o amor. Isso não é dado, e não é instantâneo. É um privilégio encontrar, e nunca deve ser dado levianamente.
Todos merecem um final feliz; e eu estou muito feliz que encontrei o meu. Agora, só tenho que transformar esse, felizes para sempre em um livro. Com Edward ao meu lado, eu não tinha dúvidas que seria capaz de fazer isso acontecer.
A insáciavel Virginia
"Edward, você tem que ficar parado. Não dá pra enfiar a linha na agulha se a agulha fica se mexendo".
"Eu sinto muito, mas o olhar em seu rosto é tão compenetrado, é dificil não rir".
Edward e eu estamos morando juntos há uma semana, e nós passamos a maior parte do tempo na cama, explorando os dentros e foras um do outro. Compramos uma cama juntos, encontramos os mais macios lençóis disponíveis e escolhemos um edredon neutro, e estávamos felizes com isso. O quarto era o único cômodo decorado no apartamento todo, mas estávamos felizes com isso também. E francamente, esse era o cômodo onde passávamos mais tempo, então fazia sentido.
Nos livros, uma vez que os casais faziam sexo, eles tendiam a continuar a fazê-lo como coelhos, e eu sempre me perguntava, se isso acontecia realmente na vida real. Bem, se aquelas personagens tivessem uma vagina comedora de pênis como a minha, então sim, era verdade.
Virginia era insaciável e não parava. Eu não sabia como mantê-la, mas ela era como uma máquina cuspidora de orgasmo. Edward se inclinava para mim, orgamo, Edward enfiava o dedo em mim, orgasmo, Edward usava um dildo, orgasmo, Edward abaixava suas calças... yup, orgasmo. Ela era uma putinha sem vergonha, mas eu a amava.
"Eu estou me concentrando".
"Não é tão dificil, amor. Só enfia isso"
"Não vai caber. Como você pôde achar que caberia?"
"Amor, vai caber, só enfia isso ai".
Sentei em meus joelhos, estudei o anel peniano em minha mão, e depois olhei para o pênis ereto de Edward. O homem poderia segurar uma ereção por dias, mesmo quando estava rindo.
"Você deveria ter pegado um pneu... daí caberia".
"Droga, amor. Você realmente sabe como elogiar um homem".
Instantaneamente ele começou a bater uma, fazendo minha boca salivar.
Então, uma vez eu fui uma virgem que teria cutucado um pênis para ver se era real. Agora eu era uma namorada cheia de tesão, com a necessidade de realizar cada fantasia sexual que cruzava minha mente. Meu último experimento originou-se de uma cena que comecei a escrever em meu livro, envolvendo um anel peniano e cavalgar Edward no estilo cowgirl enquanto o anel está nele, como meu próprio dildo pessoal, mas no formato de Edward. Eu não sei de onde o pensamento veio, mas a fim de verdadeiramente descrever isso, eu queria
experimentar primeiro. Edward estava muito agradecido pela minha escrita - na verdade, estava amando isso - porque ele se beneficiava de todos os meus experimentos.
Por favor, observe como transar contra uma parede não é tão fácil fazer quanto é escrever sobre. Há muita trapalhada envolvida. Sexo no chuveiro também é estranho e um pouco desconfortável, especialmente quando o chuveiro começa a te afogar. Sexo no estilo cachorrinho enquanto está deitada sobre um sofá? Animador, mas cuidado com o ar que entra.
"Você está babando", Edward apontou, me tirando de meus pensamentos.
"Não estou", eu disse, enquanto limpava minha boca, percebendo que sim, eu estava babando.
"Você é tão certinha. Não fique com vergonha; isso é excitante".
"Baba? É uma excitação estranha, Edward".
"A excitação é pelo fato de poder fazer você babar apenas tocando meu pau. A propósito, se nós pudermos nos apressar seria ótimo. Poseidon está ficando um pouco ansioso".
Sim, Poseidon. Este é o nome que Edward deu a seu pênis. Infelizmente, Virginia estava bastante apaixonada pelo nome e pelo membro em questão, então não havia como trocá-lo.
"Okay, mas se isto rasgar a camisinha, a culpa é sua".
"Você lubrificou, vai dar certo".
Eu me inclinei à frente e coloquei o anel peniano na ponta de seu pau, e depois lentamente o desci até a base, receosa de estar cortando a circulação do pênis dele.
"Puta merda", Edward gemeu, jogando sua cabeça pra trás. "Amor, por favor, eu preciso estar dentro de você agora".
Esse argumento nunca ficaria velho demais para mim, nunca.
Dando ao homem o que ambos queríamos, me arreganhei sobre ele e me posicionei para colocá-lo dentro. Lentamente, permiti à ponta de seu pênis brincar com meu já úmido centro - graças a Virginia. A vibração do anel peniano correu pelo comprimento de sua vara e me bateu com força, me fazendo colapsar em cima dele, ao invés de levá-lo lento como eu queria.
"Caralho!" ele gemeu, segurando meus quadris e começando a meter. "Nunca fica velho, amor. Você foi feita para mim".
Eu não podia concordar mais. Nós encaixávamos perfeitamente juntos.
Com pequenas estocadas, Edward se movia para dentro e para fora de mim, enquanto seu pau vibrava em nós dois. O sentimento era intenso, magnífico, e tão impressionante que minhas mãos caíram pra frente e seguraram seu peito enquanto eu sentia meus orgasmos já começarem a se construir.
"Oh meu deus, Edward, isso é tão bom".
"Caralho, é mesmo".
Edward era fofo, por que toda vez que estávamos tendo intimidades, sua língua soltava e ele xingava mais do que normalmente fazia. Era fofo que eu pudesse fazê-lo levemente perder sua mente daquele jeito.
"Amor, eu tô muito perto".
"Eu também", gritei, com meus cabelos caindo na frente de seu rosto, bloqueando minha visão de Edward.
"Você é tão linda", ele grunhiu, endurecendo embaixo de mim.
Aquilo era tudo que eu precisava e, juntos, nós dois caímos sobre a borda, ainda enfiando um no outro, dirigindo nossos orgasmos até que não restasse mais nada.
Meu corpo despencou sobre o dele enquanto ele retirava a camisinha e o anel peniano e os jogava no chão. Este era um habito que eu não amava, mas que poderia ser consertado com anticoncepcionais ou uma cesta de lixo ao lado da cama. Simples. As mãos de Edward subiam e desciam em minhas costas enquanto ele beijava meu ombro, lentamente me trazendo de volta ao presente.
"Isso vai estar no livro?" Edward me perguntou, cheio de esperança.
"Isto definitivamente vai estar no livro".
"O que mais podemos tentar?" ele perguntou, me fazendo rir.
"Que tal nós darmos uma pausa por um segundo?"
"Qual é, você sabe que Virginia quer mais".
Ele estava certo, porque Virginia estáva, me enviando seus sinais de sim em um ritmo rápido. Mas eu a ignorei. Ela não podia tomar todas as decisões.
"Ela quer, mas dê a ela ao menos alguns minutos".
"Justo", Edward disse, beijando ao longo de minha mandíbula. Eu sabia exatamente o que ele estava tentando fazer, e merda, estava funcionando.
Me pressionando contra seu peito, eu me ergui e olhei Edward nos olhos. "Eu amo você, Edward".
Seus olhos suavizaram quando ele apertou minha bochecha com sua mão. "Eu amo você, Bella. Mais que tudo".
E simples assim, eu tive o meu 'felizes para sempre'.
E assim fizeram também Virginia e Poseidon.
Gostou? Então deixe um joinha aí embaixo. rsrsrsrs
Beijo grande e até a próxima
